domingo, 1 de fevereiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] O homem que morreu duas vezes (Clube do crime das Quintas-feiras 2) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma volume da série de livros O clube do crime das Quintas-feiras. O que será que esse grupo de aposentados vai aprontar dessa vez?






A HISTÓRIA 

Um antigo conhecido de Elizabeth, de seus tempos de espiã, a procura com um caso bem ousado pedindo ajuda. Porém, com ele, Elizabeth sabe que não será um caso fácil. Douglas também já tem uma certa idade avançada e em uma missão de reconhecimento acabou se descuidando e retirando sua máscara por um segundo. Não seria tão perigoso se diamantes da casa não tivessem desaparecido. Agora Douglas é procurado pela máfia e pediu ajuda de Elizabeth. 

Enquanto isso, os amigos policiais Donna e Chris, estão envolvidos em uma investigação de uma famosa traficante que não chegaria onde chegou se não fosse tão astuta. Tanto que, em determinado momento, ela já sabe detalhes das vidas particulares de Donna e Chris, ameaçando Chris através de sua nova intenção amorosa, coisa que ele mantém para si mesmo, achando que está protegendo os envolvidos. 

E ainda temos o caso de Ibrahim, que decidido a aproveitar mais seus anos restantes de vida, decide se arriscar mais passando a dirigir o carro de Ron e se aventurando pela cidade. Mas, além de ser assaltado, ele foi terrivelmente agredido parando no hospital traumatizado e agora, além das dores físicas, há a dor emocional, onde ele nem sonha em sair mais de Coopers Chase. Seu agressor foi encontrado, graças a seus amigos, que jamais permitiriam que alguém saísse impune depois de um ato tão grotesco contra um amigo. 

Os três casos são totalmente distintos, mas no final, acabam entrelaçados. 



Ano de publicação 2021

Páginas 400

Autor/a Richard Osman



Minhas divagações 

Geralmente demoro muito tempo para ler sequências, a não ser que o próximo seja tão interessante que eu não consiga evitar de ler. Mas, esse fiquei curiosa depois de ver o filme. No filme, conseguiram capturar a essência dos personagens e os atores combinaram perfeitamente. Em algumas resenhas que li, percebi que Joyce e Ibrahim são os preferidos da maioria que leram os livros. Concordo plenamente. Não que Elizabeth e Ron não sejam queridos, mas Joyce e Ibrahim aparentemente são mais queridos pela maioria. 

Enquanto lia O homem que morreu duas vezes, eu imaginava os personagens como no filme, porém, Ibrahim na minha mente tinha muito a cara do Martin Freeman, não sei porque também. Principalmente quando ele foi assaltado e ficou ferido. Achei que ficou perfeito. 

Bom, nesse volume temos três casos acontecendo de forma aleatória que no final, óbvio que Elizabeth encontraria um modo de juntar tudo. Mas aqui, o destaque de Joyce foi bem maior. Embora Elizabeth tenha mais experiência em investigações por ter sido espiã, Joyce, como enfermeira e com sentimentos mais humanos, conseguiu decifrar coisas na qual Elizabeth não enxergou. A participação de Joyce e contribuição foi fenomenal. Sua narrativa através de seus diários, foram essenciais além de momentos descontraídos e engraçados. 

Douglas. Quem seria Douglas? Talvez seja spoiler então mantendo isso mente, atenção nas seguintes linhas. Para procurar Elizabeth com um pedido de ajuda, não poderia ser um desconhecido, mas, um ex foi mega surpreendente. Apesar dos cuidados com Stephen, não dá para imaginar Elizabeth com outra pessoa, ainda mais alguém aparentemente sedutor como Douglas. Mas é o que acabou acontecendo. Douglas aparece com uma história normal, se não fosse pelo roubo de diamantes de um mafioso. Porém, mesmo sob proteção do M15, seu esconderijo é encontrado e um assassino invade o local. Douglas é salvo por Poppy. Uma agente designada a ficar na sua cola. 

Douglas muda de esconderijo, mas conversa com Elizabeth misteriosamente e deixa pistas sob onde escondeu os diamantes. Logo depois, seu corpo e o de Poppy são encontrados. A partir daí, Elizabeth precisa correr contra o tempo para descobrir onde estão os diamantes e quem matou Douglas e Poppy. A princípio, ela não acredita que ele possa ter morrido tão facilmente. Ela acha que sua morte foi forjada e o corpo é falso. Depois passa acreditar o mesmo sobre a Poppy, uma vez que seus rostos ficaram irreconhecíveis por causa dos tiros. No entanto, apesar de parecer complicado, o caso era mais simples do que Elizabeth poderia imaginar. 

Joyce, foi particularmente maravilhosa nessa investigação. Suas observações foram essenciais para se descobrir quem estava atrás dos diamantes e teria matado supostamente Douglas e Poppy. A revelação do assassino realmente me pegou de surpresa. Eu estava indo na onda de Elizabeth e fiquei convencida de que o culpado era o Douglas ou a Poppy, mas estava fácil demais culpar esses dois. Mas jamais me passou pela cabeça quem seria de fato. 

Um personagem que começa a se destacar mais é o Bogdan. No filme, não achei que o ator combinou muito com minha imaginação do personagem e não lembrava dele no primeiro livro. Depois de tudo que aconteceu, se o filme foi fiel a sua história do livro, como ele acabou sendo absolvido de seus crimes? Pelo que me lembro do filme, ele acabou sendo preso. Mas enfim, Bogdan é um mistério até mesmo para Elizabeth. Mas ele é amigo de seu marido e seus contatos ajudou muito o clube a solucionar os três casos pendentes. No fim, Elizabeth acabou juntando tudo no final e todo mundo terminou satisfeito. 

Por mais que Joyce seja uma simples enfermeira, pelo visto ela amou fazer parte de um clube que fala e soluciona crimes. A gente pensa que por ela ser falante demais, empolgada demais e as vezes ingênua demais, será enganada, mas somos nós que somos enganados por essa senhorinha simpática e muito inteligente. Convenhamos, ela enxergou coisas que uma experiente como Elizabeth havia deixado passar. Embora Ibrahim tenha sofrido um ataque monstruoso e tenha se dado bem com o neto de Ron, e apesar que seu ataque parecer aleatório mas acabar envolvendo o agressor com a traficante para no final, juntar todos tenha sido espetacular, queria que ele, Ibrahim, tivesse tido mais envolvimento nos casos. Porém, não nego que pela idade, lógico que ele teria medo de sair novamente. Mas senti que os quatro poderiam ter estado juntos nos momentos emocionantes quando todos os caras maus estavam juntos. 

Vi que ainda tem outros volumes dessa saga e minha pergunta é: será que em algum deles perderemos alguém do clube? Mas achei fantástica a ideia de idosos aposentados solucionando crimes. Ainda mais quando um deles foi um espião no passado. Talvez eu termine essa sequência muito antes do que imagino.


Nota pessoal 10/10

sábado, 31 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica] Não Pisque (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma obra literária do mestre do horror, embora dessa vez, o horror seja o próprio ser humano. Mais uma saga da Achados e Perdidos com foco na Holly, uma personagem forte e divertida. 






A HISTÓRIA 

Holly continua trabalhando na Achados e Perdidos que agora está sob sua tutela. Ela também mantém a amizade com a policial Izzy Jaynes e costumam almoçar juntas para conversar. Mas Izzy vai precisar dos dons de detetive da amiga quando uma ameaça chega em forma de assassinato. Um condenado injustamente acaba morrendo na prisão mas antes uma confissão de que o condenado era inocente, repercute na mídia e agora uma pessoa decide fazer justiça com as próprias mãos. Se o condenado era inocente, agora o vingador matará um número X de inocentes e um culpado. Mas, ele não seguirá um padrão, suas vítimas são aleatórias e não há pistas sobre quem poderia ser. 

Holly se coça para investigar mais, porém o caso é de Izzy e nesse meio tempo, Holly acaba se envolvendo em um trabalho inesperado como guarda costas da ativista Kate McKay. Tudo começa quando sua assistente Corrie Anderson é atacada, confundida com Kate, onde o atacante joga o que parecia ácido no rosto de Corrie. Mas felizmente, sendo um aviso, não era ácido mas deixou Corrie assustada. A segunda tentativa foi uma carta suspeita contendo um pó misterioso, mas Holly só seria contratada depois de Kate exigir que seria melhor uma segurança mulher do que um homem. 

São casos completamente diferentes, mas ao final, todos acabam envolvidos na trama. 



Ano de publicação 2025

Páginas 448

Autor/a  Stephen King



Minhas divagações 

Stephen King sempre me impressiona. Nem imaginava que teria mais um livro dele tão recente. Infelizmente não lembrava da história da Achados e Perdidos, por isso, fiquei surpresa com o que havia acontecido com Bill e não lembrava de Barbara e Jerome. Por incrível que pareça me lembrava da Holly. 

A história tem foco em dois casos, que seria o da policial Izzy, que procura um assassino em série, disposto a fazer justiça por um caso onde o condenado foi morto na prisão e antes disso, o homem que o acusou do crime, confessa que o condenado era inocente. Entre os revoltosos, um homem decide fazer justiça com as próprias mãos. Ele manda um recado para a polícia, os alertando de que mataria 13 pessoas inocentes e um culpado. Porém, ele não seguia uma ordem, onde estivesse, se visse uma oportunidade, ele fazia uma vítima e deixava um nome nas mãos dos mortos. Até descobrirem quem eram os nomes, algumas pessoas inocentes já teriam morrido. Diante disso, Izzy, pede a ajuda de Holly, mas apenas para compartilhar ideias.

Holly por sua vez, por mais que quisesse participar mais das investigações, no fim, ela teve seu próprio trabalho para se preocupar. Acabou sendo guarda costas de uma ativista, que diga-se de passagem, achei insuportável. Ela pode ter tido todos os motivos possíveis para ser desse jeito, mas o modo como ela encarou as ameaças e tratou Corrie, não me foi muito agradável. Kate tinha suas fãs mas também tinha aqueles que a odiavam. Nessa parte, King sabe como nos fazer odiar os seres humanos. Se você não apoia alguém e seus ideias, para quê perder tempo e dinheiro, indo nas apresentações da Kate para fazer manifestos vaiando a mesma? Se eu não gosto ou não concordo, apenas ignoro. A parte da Kate era insuportável, embora a Holly salvasse tudo. 

E em paralelo a tudo isso, ainda tínhamos os irmãos Barbara e Jerome, que conheceram uma cantora famosa que faria um show na cidade e Barbara, por mais surreal que fosse, acaba tendo participação no grupo da cantora, cantando com a mesma e ainda tendo um poema dela transformado em canção. Quais as chances disso acontecer no mundo real? E mais, no fim, esses três casos acabam se encontrando. Foi revelação atrás de revelação, uma tensão e medo de quem sobreviveria, para no ato final, o assassino acabar tendo aquele final. 

E isso nem era tudo, em meio a tantos personagens, ainda tivemos a trajetória do assassino e a revelação de quem seria. Por mais que seu nome fosse citado, seus motivos vieram a tona somente no final. Achei na verdade meio contraditório. Querer justiça para o condenado que morreu sem ser culpado, compreensivo. Mas sair matando em nome dessa vingança, foi meio confuso. No fim, só parece que o assassino usou essa desculpa para fazer algo que sempre quis, mas só não tinha um motivo para isso ainda. E depois do primeiro, mesmo que fosse meio desajeitado, acabou pegando o jeito e gostando de fazer isso. Ele fez justiça pelo condenado inocente, mas saiu matando inocentes...

Agora, o perseguidor de Kate sim, teve uma história surreal. Nem desconfiava de quem seria. Acreditei mesmo que eram gêmeos tramando tudo. Ou não havia prestado atenção nos detalhes ou a revelação era para ser bombástica mesmo. Esse, eu achei perturbador mesmo. Tudo o que ele queria fazer sendo coagido pela religião, nada menos que terrível. Porém, fico imaginando que final teve o homem que criou essa ideia perversa na mente do perseguidor da Kate. Não lembro se ele foi pego. 

Dito isso, foi uma história interessante apesar de não ser o clássico terror de King. Porém, a saga da Achados e Perdidos foi sempre instigante, cheio de suspense e para mim, como a maioria de suas obras, foi espetacular. Mas, como li faz uns tempos, não consegui expressar meus sentimentos reais enquanto lia. Por mais que ame os livros de King, nem todas suas obras eu acho perfeito. Nessa história, embora no final, todos acabaram conectados, acho que a cantora ter entrado na parada foi além de muito aleatório para surreal. Não nego que foi interessante que no fim, o assassino e o perseguidor, que muitas vezes confundi achando que eram a mesma pessoa, se encontraram e tinham vítimas em comum. Na verdade, eu achei que o perseguidor da Kate fosse uma mulher e irmã do assassino, que os dois trabalhavam em casos de justiça diferentes, mas ajudavam um ao outro. Como a Kate é mulher e sofria ameaças por seu ativismo ser a favor por exemplo do aborto, e Corrie fosse atacada a primeira vez por alguém vestido de mulher, sim, porque Corrie achava que a pessoa estava de peruca, então fazia sentido me confundir com as histórias. Levei um tempo para entender que não tinham relação. Mas, acredito que teria sido mais interessante e complexo se tivesse seguido esse caminho. Já que eles lutavam pelo direito de viver, enquanto uma perseguia Kate o outro fazia justiça pelo condenado inocente. Mas nem sei se até mesmo King conseguiria elaborar um caso tão surreal desses. Talvez da forma como foi seja o melhor mesmo. Só acho que teve personagens demais e se não tivesse a parte da Sista Bessie ou algo assim, não faria muita diferença, pois de tudo, ela é a que menos lembro da história. Porém, se não me engano, no livro anterior teve um ataque no estádio onde Sista faria o show? O triste de ler muitos livros é que não consigo lembrar de todos... de qualquer forma, foi uma ótima leitura.


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Goblin (K-drama) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse K-drama que amo muito. Não é perfeito porque teve episódios que achei muito irritantes, mas, de resto foi maravilhoso. 







DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kim Shin foi um general da Dinastia Goryeo e acusado como traidor pelo jovem rei e morto. Seus soldados imploraram por sua inocência e clamavam perdão em seu túmulo. Anos depois, um de seus soldados já idoso, presencia seu retorno porém amaldiçoado. Kim Shin agora é um ser imortal que deve suportar a dor de ver seus entes queridos morrerem como punição pelos soldados que matou para proteger seu país. Embora lutasse contra inimigos, todos eram filhos de Deus. Agora ele é um Goblin e para ter descanso e quebrar sua maldição, ele precisa encontrar sua noiva.

Kim Shin, tem um secretário que seus descendentes o acompanham a cada geração. Seu novo secretário é um jovem chamado Yoo Deok-Hwa, mas diferente de seu avô, acompanha essa nova geração e é mais mimado e atrapalhado nos negócios. Como Kim Shin precisa mudar de identidade e local onde mora devido a sua imortalidade, como precisa passar um tempo fora, Deok-Hwa acaba alugando sua casa para um homem que possui uma casa de chá. Acontece que esse homem é um conhecido de Kim Shin, ele é um Ceifador.

Enquanto se prepara para as mudanças, Kim Shin é invocado sem querer por uma jovem estudante do ensino médio. Ji Eun-Tak. Quando sua mãe estava grávida dela, deveria ter morrido em um acidente de carro, mas Kim Shin se sentindo bondoso, resolve interferir e atender suas súplicas, cuidando para que ela e a bebê sobrevivessem,  deixando o Ceifador no encalço das duas por anos. Porém, no seu aniversário de 9 anos Eun-Tak perde a mãe e passa a morar com os tios. Ela então, triste e sozinha em seu aniversário invoca sem querer Kim Shin e assim que descobre como fez isso, ela sempre o chama. Eun-Tak sempre viu espíritos e inicialmente pensou que Kim Shin fosse um, mas ela desconfia que ele é um Goblin e além disso, afirma que ela é sua noiva. Mas Kim Shin não acredita porque ela então  seria capaz de ver um detalhe específico que só sua noiva seria  capaz de ver e assim libertá-lo. O que não parece ser o caso dessa jovem. Porém, devido a vários infortúnios na vida de Eun-Tak, ela acaba sempre invocando Kim Shin e os dois criam laços, principalmente porque Eun-Tak confessa que desde a primeira vez que viu Kim Shin, ela já tinha visto o detalhe que ele queria saber se ela conseguia ver. 

Enquanto Eun-Tak e Kim Shin se resolvem se ela é ou não sua verdadeira noiva, o Ceifador que agora mora com o Goblin, tem seus próprios problemas pessoais, além de lidar com ter que levar Eun-Tak como deveria ter acontecido antes de seu nascimento. O Ceifador não tem memórias de sua vida antes da transformação, mas quando encontra uma mulher casualmente, ele sente lágrimas em seus olhos e fica perturbado por conhecê-la. 

Apesar de toda comoção ao seu redor, embora tivesse esperado quase mil anos por esse momento, Kim Shin agora está relutante em contar um detalhe muito importante de sua condição. Embora ela de fato seja sua noiva, isso também significa que cumprida a profecia, o Goblin deixará de existir... mas na vida de Kim Shin nada é fácil, mesmo agora podendo finalmente ter a alma liberta, um espírito maligno do seu tempo, também vagou quase mil anos evitando os ceifadores e agora descobriu sobre a noiva do Goblin e continua com seus planos em destruir Kim Shin.













Ano de lançamento 2016

1 temporada 16 episódios 

Elenco Gong Yoo, Kim Go-Eun, Lee Dong-Wook, Yoo In-Na, Sung-Jae



Trailer 





Minhas divagações finais 

Já vi esse dorama uma vez e sempre vou amar essa história. Apesar que sempre achei de cunho depressivo. Já começa com a história do Goblin, que era um general fiel que lutou pelo seu rei e foi traído e morto. E ainda por cima foi obrigado a viver pela eternidade vendo quem amava morrer e a espera de uma noiva que fosse capaz de enxergar sua maldição e libertá-lo. Quem diria que quase mil anos depois, ele a encontraria na forma de uma estudante do ensino médio, que apesar de sofrer nas mãos dos tios, é super animada com ele. Talvez ela ficasse a vontade porque a primeira impressão ela achava que ele era um fantasma. 

Quando a Eun-Tak era criança, via espíritos. Mas esse dom deve ser por causa do Goblin, que salvou ela e sua mãe da morte. Porém, mesmo fugindo desse destino, a mãe da Eun-Tak acaba partindo quando ela ainda era criança. E por isso viveu solitária e negligenciada pela família da tia. Embora incrédulo que tenha encontrado sua noiva, Kim Shin acaba resolvendo os assuntos pendentes de Eun-Tak e a ajudando da melhor forma possível. A primeira vez que se encontram, Eun-Tak achando que ele poderia realizar desejos, faz três pedidos e o persegue desde então, para que ele possa ajudá-la a realizá-los. Mas claro que tudo nessa história tem ligação um com o outro. Nada é por coincidência. Por exemplo, a Eun-Tak ser noiva do Goblin. O Ceifador acabar morando na mesma casa que o Goblin. A chefe da Eun-Tak se apaixonar pelo Ceifador sem saber na verdade o que ele é. Mas convenhamos né, um Ceifador desses... quem não se apaixonaria? 

O lado bom de ver uma segunda vez é que podemos prestar mais atenção nos detalhes da história. Eu, havia me esquecido de muitas coisas. Primeiro, não lembrava qual a relação da mulher da pintura que Kim Shin guardou todos esses anos, cheguei a pensar que fosse a Eun-Tak reencarnada. Quando a história mistura deuses e humanos, não dá para imaginar como o romance terminaria. Tecnicamente seria impossível um final feliz. Sempre acreditei que Eun-Tak era alguém do passado do Kim Shin. Porém, o Goblin da mitologia e esse Goblin do dorama, acredito que são completamente diferentes. Ainda não entendi por que Kim Shin se transformou em um. Já a história dos ceifadores foi muito mais interessante. Eu achava que o pecado que cometeram para se tornarem ceifadores fosse outra coisa, mas acabou sendo algo bem mais triste. Apesar de ter conhecimento de outro tipo de Goblin, esse com certeza deve ser o mais bonito de todos. Sua história é ainda mais triste por ter sofrido quase mil anos com suas memórias do passado, as perdas do presente e viver eternamente com essas memórias. 

Chegando no episódio 14 mais ou menos, as coisas foram caminhando para um desfecho devastador e embora eu tenha compreendido que esse acontecimento tinha que ser naquele momento, admito que não gostei do depois. Passou 9 anos e todos que conheceram Kim Shin perderam suas memórias, incluindo Eun-Tak. Nessa fase adulta dela, a achei insuportável. Quando adolescente apaixonada pelo Goblin era mais divertida. Na fase adulta era muita séria, desconfiada e chata. Mas, depois ela voltou a ser ela mesma. A história envolvendo Kim Shin, o Ceifador e a Sunny, foi em partes hilaria, quando não se lembravam do passado e triste quando lembraram. Confesso que o final para mim foi meio agridoce. Esperava por isso mas ao mesmo tempo queria mais. No entanto, a parte mais sem graça foi com certeza a perda da memória e a separação, o tempo de espera. Se bem que, Kim Shin viveu quase mil anos sozinho, o que seria uns anos aí até seu final feliz. 

Vou soar contraditória, mas, achei os episódios muito longos e o desfecho da maldição muito rápido. Achei também que continuaria o depois, porque uma fantasma ficou para trás, pensei que Eun-Tak fosse resolver o assunto pendente dela, eu acreditava que ela teria uma história bem interessante por ter ficado tanto tempo no plano terreno, mas ela só foi embora quando achou que já era sua hora. Mas depois entendi que o plano final para Eun-Tak obviamente seria seu destino de ter escapado da morte inúmeras vezes. 

O início era apaixonante, mas o final, apesar de tudo, foi mediano. Mas, na época, gostei muito porque pude ver Gong Yoo, muito hilário ele no cinema com a Eun-Tak vendo um filme de zumbi, que a propósito é dele mesmo, Invasão Zumbi, um dos filmes de terror mais triste que já, chorei horrores com o final. Também pude ver mais um trabalho de Lee Dong-Wook, que diga-se de passagem, foi com ele que vi meu primeiro K-drama com Scent of a woman, foi com ele que meu vício começou. Conheci a Kim Go-Eun e já vi outros trabalhos dela, mas amei mesmo a Yoo In-Na. Seu personagem Sunny e a do Ceifador foram tão boas, tiveram tanta química, que eles fizeram outro dorama como protagonistas principais, Touch Your Heart. Mas a melhor dupla mesmo foi o Goblin e o Ceifador. Tivemos momentos hilários, tensos e fofinhos. Foi uma boa experiencia rever esse dorama. Continuo amando como a primeira vez que vi. As músicas também são marcantes e inesquecíveis. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Sekai kara Neko ga Kietanara/ Se Os Gatos Desaparecessem do Mundo (Live Action/livro) - Divagando Sempre




Olá Divosos dorameiros leitores. Hoje trago o livro e a adaptação. Duas histórias parecidas e ao mesmo tempo diferentes. 





 

A HISTÓRIA 

Um carteiro que vive sozinho com seu gato chamado Kyabetsu, recebe um diagnóstico de tumor cerebral e que provavelmente terá uma semana ou menos de vida. Ao chegar em casa devastado, ele se depara com uma cópia dele mesmo que afirma ser o Diabo. Ele propõe ao carteiro se quiser viver mais um dia, apagar alguma coisa do mundo. Mas obviamente que não seria algo aleatório, o Diabo propõe apagar primeiro os celulares. Então começa a jornada do nosso protagonista. 

Com os celulares a serem apagados, o carteiro liga para uma ex namorada e se reencontram após um tempo. Ele lhe pergunta o que faria se os celulares não existissem. E assim, ele relembra seu relacionamento com ela que começou com uma ligação por engano. Porém, após apagar os celulares do mundo, as lembranças que vinham com ele também são apagadas, sendo assim, quando ele vai até sua ex novamente, ela não o reconhece pois não tem memórias dele. Assim, ele começa a entender a gravidade da proposta do Diabo. Porém ele não tem vontade de morrer ainda, e aceita quando os filmes e os relógios são apagados do mundo. Mas quando chega a vez dos gatos, ele finalmente entende que em seu ato egoísta por viver mais um dia, ele acaba perdendo o que viveu até ali.










Filme 

Ano de lançamento 2016

Duração 1h 43m

Direção Akira Nagai

Elenco Takeru Sato 


Livro 

Ano de publicação 2024

Páginas 176

Autor/a Genki Kawamura


Obs: encontrei inconsistências entre a publicação do livro e o lançamento do filme, pois vários sites de vendas ou resenhas de livros o ano de publicação é depois do filme, mas muitas resenhas também dizem que o filme é adaptação do livro. Então, fica aí esse erro ou mistério. 



Trailer 





Minhas divagações 

Obviamente que assisti por ser uma obra que não conhecia e que Takeru Sato participa. E pode ter certeza que todo filme com ele vai ser espetacular. Esse em questão, não se deixem enganar pelo título. Achei que fosse algo surreal sobre desapareicmento de gatos, mas acabou sendo algo bem mais profundo que isso. 

O filme é uma adaptação de livro e o personagem conta como recebeu sua sentença de morte e como o Diabo lhe apareceu oferecendo mais dias para viver, porém perderia algo de valor em troca. Claro que seria fácil escolhermos algo para não existir mais no mundo, mas claro que quem escolheria ser o Diabo e óbvio que acabaria sendo algo importante para o protagonista. De início, achei que a escolha do celular fosse porque o protagonista não saía dele, que tiraria apenas um vício dele, já que parecia que ele era solitário. Mas, depois vem o choque. O Diabo muito astuto, tiraria algo valioso do protagonista para que ele pudesse viver mais um dia. Esse dia acabava sendo cheio de memórias, pois sabendo que perderia tal coisa, ele via o quanto aquilo tinha sido importante na sua vida. Você pensaria, vivíamos bem antes dos celulares. Mas foi através deles que o carteiro conheceu sua ex e viveu uma linda história de amor. Embora não tenham ficado juntos, tiveram ótimas lembranças e momentos juntos. 

Assim como os filmes. O carteiro tem uma amizade um tanto que estranha com um cara chamado Tatsuya que trabalha em uma locadora de filmes. Desde que se conheceram ele indica um título por dia ao carteiro e vem uma das frases mais icônicas do filme: "Não haverá um fim para os filmes, por isso nossa amizade continuará por toda a eternidade". Sim, muitos triste quando os filmes desaparecem. 

Os dois últimos são mais significativos para o meio familiar. Os relógios representava o pai do carteiro. Era um homem distante sempre focado nos relógios. Mesmo quando sua esposa adoeceu, ele permanecia trabalhando consertando os relógios, o que fez o carteiro não perdoar as atitudes do pai e se afastar dele. Mas é quando o Diabo sugere os gatos para desaparecer do mundo, que o carteiro enfim deseja que isso não aconteça, pois foram os gatos que mantiveram sua família Unida apesar de tudo. E com isso, veio as lembranças de seu pai e de como a seu modo, ele fazia sua mãe feliz. 

O filme não é muito falado e encontrei por acaso. Das poucas críticas que vi, sei que sempre vai ter alguém que será do contra e quando não gostar de algo, vai tentar achar várias justificativas para isso. Li alguém comentando que não tinha gostado da história porque achou o protagonista muito egoísta. Porque aceitou apagar todas essas coisas só para ele viver mais um dia. Eu, por outro lado, não vi dessa forma. Eu sabia que no final essas coisas não seriam realmente apagadas do mundo. Eu já tinha entendido que era mais para refletirmos sobre o que havia sido importante em nossas vidas enquanto vivemos. O carteiro estava sozinho naquele momento, mas ele teve um amor, um amigo e sua família na qual valeram a pena viver tudo o que viveu. 

Achei que o Diabo ali fosse apenas uma representação do seu medo da morte e com isso, pudesse reavaliar o que viveu e assim aceitar que sua hora havia chegado. Foi uma forma mais interessante de lhe mostrar o valor das coisas do que o que eu havia imaginado. Achei que o Diabo era uma alucinação devido a seu tumor e que ele estava tendo essas visões por conta de seu medo da morte. E assim, alucinou com tudo isso mas percebendo que enquanto vivo, ele teve coisas boas na vida. 

A adaptação foi muito boa, embora seja óbvio que sempre haverá algumas mudanças, mesmo que a obra seja fiel ao original. Por exemplo, no livro, é preciso detalhar mais as coisas, para que possamos imaginar o cenário. Confesso que não havia reparado nas vestimentas do Diabo, que se apresentou de forma totalmente oposta ao carteiro. E, no livro, o carteiro chama o Diabo de Aloha, justamente por conta de suas roupas. Foi lendo o livro que reparei mais como realmente o carteiro parecia mais egoísta, ao ter a chance de viver mais dias. No filme, ele parecia se sentir mais culpado por fazer algo desaparecer em troca dele viver mais um dia. No livro, ele deixava claro que sua vida era mais importante. Talvez eu tenha me confundido quando li críticas e li de alguém que falava do livro. Pois aqui sim, podemos ver como o protagonista realmente pensava. 

No filme, mesmo na legenda, os nomes dos gatos foram mantidos no original, por isso, quando li Alface e Repolho, morri de rir. Embora em japonês seus nomes realmente significassem isso, em japonês me pareceu bem melhor. Mas acho que nada supera o gato falar no livro. Ainda bem que não teve isso no filme. Aloha já é bizarro o suficiente. Mas, apesar das mudanças, foram sutis, nada que nos deixe revoltados e claro, Takeru representou muito bem esse papel, como sempre. Eu não quis fazer uma resenha separado, porque livro e filme ficaram ótimos, então seria apenas muita repetição. Vale a pena os dois. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] O Agente Secreto - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme brasileiro que merece a atenção que está tendo. 






A HISTÓRIA 

No ano de 1977, Armando Solimões, desembarca em Recife para ver seu filho Fernando que mora com os avós maternos. Armando fica em um albergue, gerido por Dona Sebastiana, onde abriga outros refugiados.

Armando começa a trabalhar no Instituto de Identificação sob o pseudônimo de Marcelo. Ali, ele também pode procurar nos arquivos a identidade de sua falecida mãe, de quem tem poucas lembranças. 

Enquanto isso em São Paulo, Henrique Ghirotti, executivo da Eletrobrás e ex-ministro do governo militar, contrata dois assassinos de aluguel, Bobbi e Augusto, para matar Armando por disputa política e pessoal. 

No tempo presente, uma estudante de história, pesquisa a rede de resistência de Elza, que inclusive ajudou Armando na época e manteve gravações de áudio sobre Armando contando como havia conhecido Henrique Ghirotti e através de acervos de jornais, descobriu o que havia acontecido com Armando. 







Ano de lançamento 2025

Duração 2h 40m

Direção Kleber Mendonça Filho

Elenco Wagner Moura 



Trailer 





Minhas divagações 

Finalmente vendo esse filme brasileiro tão falado. Fazia tempo que eu não fazia isso, comentar enquanto assisto a obra. Inicialmente eu já colocava minhas impressões enquanto assistia mas depois começou a ficar trabalhoso demais ficar parando e escrevendo. E depois, escrever após terminar o filme, para mim era melhor para manter a memória funcionando. Mas, confesso que algumas impressões ficam melhores no início. Esse filme eu quis muito ver, óbvio, pelo Wagner Moura. Sempre gostei desse ator desde que fazia novelas e minha admiração por ele só aumentou no filme Tropa de Elite. 

Confesso que embora já tenha visto trailer e sinopse, não sei muito o que esperar do filme. Apesar de não gostar de ver coisas que estão no hype, sei que não vou me decepcionar porque foi a mesma coisa com o filme Ainda estou aqui. Que também é brasileiro. O Brasil tem muitos filmes bons, pelo menos para mim, eu, não dava valor por conta das novelas. Eram sempre as mesmas coisas e muita exploração de nudez. Por isso perdi o interesse nas produções nacionais. Mas, de vez em quando encontro obras realmente excelentes. 

Já no início do filme, dá uma nostalgia pela ambientação antiga, como os carros, as roupas, as cidades. O protagonista já começa em um fusquinha. Maravilhoso. No posto onde ele para, tem um cadáver, gente. Já senti uma tensão quando a polícia chega mas em vez de cuidar do corpo, vai revistar o protagonista. E depois quando a cena muda para a perna dentro de um tubarão. Misericórdia. O que esperar dessa história. 

Fica um suspense por conta do título, pois imaginamos que Armando deve ser fugitivo por fazer parte da resistência. Pois não vamos esquecer que o filme data da época da Ditadura militar. Como ele procurava documentos da mãe, achei que por alguma razão, ela tivesse sido da resistência e desapareceram com ela. Então, ele procurava documentos para provar que ela existiu. Também achei que ele estava se escondendo por conta disso. Que de alguma forma ela deixou uma missão secreta para ele. Mas, embora as explicações fossem mais simples que isso, não deixou de ser uma história interessante. 

Entendi algumas pessoas dizendo que ficaram insatisfeitas com o final. Foi a maior tensão a perseguição de Armando e de repente... descobrimos o que houve com a estudante de história no tempo presente e com memórias de Fernando, o filho de Armando. Criança esquece rápido alguns acontecimentos né. Ou ele falou isso para não ter que conversar mais com a estudante sobre a história do passado de seu pai. Ele ficou com o pen-drive com os arquivos que ela havia copiado e não acredito que ele tenha esquecido o pai, depois de tudo o que aconteceu. 

Uma personagem que se destacou para mim além de Armando, foi Dona Sebastiana. Que senhorinha intrigante. Cheia de segredos. O que será que aconteceu com ela e os outros que ela abrigava? Duas coisas paralelas que aconteceram mas não tiveram desenvolvimento, foram o corpo no posto de gasolina, que acho que é um caso normal, mas foi aleatório ou teve algum significado? Agora, o caso da perna no tubarão, achei que tivesse a ver com o perseguidor de Armando. Mas o mais bizarro foi as pessoas relatarem serem atacadas pela perna. Isso foi surreal. 

Claro que Fernando crescendo a Ditadura teria acabado e Henrique Ghirotti vendo que Armando não era mais problema para ele, seguiria com a vida. Mas, achei que Fernando cresceria e tentaria vingar o pai e as estudantes pesquisavam os acontecimentos para ele. Sei que sempre vou além do que realmente é, mas embora tenha sido mais simples, terminou de um modo amargo, como se víssemos um documentário sobre alguém que sofreu na Ditadura e depois desapareceu. Quem conhece a história dessa época, vai entender melhor o filme. E Wagner Moura como sempre, arrasou. 

Da minha parte, gostei bastante do filme. O lado bom dos filmes antigos, é que era tudo mais colorido, veja os carros por exemplo, azul, amarelo, verde, vermelho, o que temos hoje em dia? Preto, cinza ou branco. Apesar de não ter especificado o motivo de Armando ter se mudado, na verdade eu achava que era porque ele era informante da resistência, mas acho que ele estava só fugindo do Henrique Ghirotti. Não lembro se especificou como a esposa de Armando morreu, mas eu acreditava que tinha sido por causa do Henrique, tipo, como se fosse um aviso para o Armando. Confesso que só não entendi muito bem essa parte. Mas entendi a raiva do Henrique querer encomendar a morte de Armando. Embora penso que ele demorou para fazer isso ou Armando já estava fugindo depois do último encontro deles. 

Também não entendi a curiosidade da estudante de história de se aprofundar nessa pesquisa a ponto de ir até Fernando, falar sobre o passado do pai. Achei que ela fosse algum parente do Armando ou conhecesse alguém daquela época, o que faria mais sentido suas pesquisas. Se nem o próprio Fernando foi atrás dessa história, o que seria até mais interessante se tivesse sido o caso, já que ele viveu aquele momento, embora fosse muito criança. Mas enfim, apesar de tantas perguntas, ainda foi um filme brilhante. Não há de se negar que conseguiu transmitir com excelência o medo e a sensação de ser vigiado, naquela época terrível que foi a ditadura. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] A casa do lago (The Lake House) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. As vezes o amor pode esperar, pode ultrapassar o tempo e pode parecer improvável. 






A HISTÓRIA 

Em 2006, Kate Foster, uma médica, está deixando a casa do lago em que alugava em Wisconsin, para morar em Chicago. Antes de ir embora, ela deixa uma carta na caixa de correio para o próximo morador, pedindo que encaminhe suas correspondências e avisando sobre marcas de patas que levam até o caminho da casa que já estavam lá e sobre uma caixa no porão. 

O novo morador é Alex Wyler, um arquiteto, que ao chegar na casa encontra a carta de Kate, mas estranhando os fatos que ela disse ter na casa. Que pegadas? Que caixa? Acontece que Alex está no ano de 2004. Quando estava pintando o caminho até a casa, um cachorro misterioso aparece e faz as pegadas. Ele então deixa um bilhete na caixa de correio e recebe uma resposta. 

Kate, após seu primeiro dia de trabalho no novo hospital, acaba perdendo seu primeiro paciente em um acidente bem na sua frente. Devastada, ela retorna a casa do lago onde encontra uma carta resposta misteriosa do novo morador. Porém, acabam percebendo que estão no mesmo local mas com diferença de dois anos. Inacreditável mas eles continuam a conversar dessa maneira. Alex consegue conhecer Kate no seu tempo, mas, ela ainda estava namorando na época e como ele poderia se apresentar se ela ainda não sabe de sua existência? Então, eles decidem se encontrar dois anos depois para Alex e um dia depois para Kate. Porém, Alex não aparece e decepcionada ela pede para ele não lhe escrever mais. Dois anos se passam e Kate acaba descobrindo o por que dele não ter ido ao restaurante aquele dia. Ela então corre para a casa do lago e escreve para Alex, porém, ela acredita que seja tarde demais. 









Ano de lançamento 2006

Duração 1h 39m

Direção Alejandro Agresti

Elenco Sandra Bullock, Keanu Reeves, Dylan Walsh, Christopher Plummer



Trailer 





Minhas divagações 

Não sei porque motivo, sempre achei que esse filme era de terror, pelo título. Provavelmente estava me confundindo com outro filme. Claro que vi uma cena no shorts do YouTube e me deu vontade de conferir a história. A única cena que vi, foi a da Kate olhando um desenho e descobrindo o que havia acontecido com o pintor. Claro que peguei spoiler nos comentários quando fui ver o nome do filme, mas nada que atrapalhasse a mágica da história. 

Gente, eu amo esses filmes de romance dos anos 2000 e dos anos 90. Sinceramente? Me fez até ter vontade de me apaixonar novamente. Claramente Sandra Bullock e Keanu Reeves tinham muita química. E apesar da improbabilidade da história, quem não desejou um final feliz para Kate e Alex?

Muitas vezes já disse sobre histórias de viagem no tempo, loop temporal e coisas do tipo. São completamente insanas e confusas. Aqui, o negócio é a improbabilidade. Como seria possível você estar no mesmo local que outra pessoa mas dois anos a frente? Dois anos de diferença que Alex conseguiu encontrar Kate, mas o contrário não foi possível. Por que? Claro, tem o detalhe importante do início, mas como conseguiriam se encontrar com essa diferença? Foi só isso que me pegou. Mas em questão de tempo, prefiro não enlouquecer pensando nisso. 

Mas, achei a história bem interessante e como cada um tinha seus problemas pessoais mas se encontravam um no outro. Aquela mulher que ficava correndo atrás do Alex, nada a ver. E o namorado da Kate? Achei injusto quando ela ficou decepcionada com o Alex por não ter aparecido no restaurante e voltado com o ex. Ela deveria ter acreditado nele quando ele disse que deveria ter acontecido algo para ele não ter ido. E mesmo sendo algo improvável de se conhecer o amor da sua vida que está dois anos atrás de você, qual o sentido de voltar para o ex, sendo que ela não o amava? Independente se ele a amava ou merecesse ficar com ela, seria injusto depois largar tudo pelo Alex. Só essa parte que achei mal trabalhada. Acho que ela deveria ter ficado sozinha. Ainda assim poderia ter encontrado a pintura de Alex e descoberto o que lhe aconteceu e mais, não ficaria com alguém só por conveniência.

Querendo ou não, achei meio injusto que Alex no passado sabendo da existência de Kate não tinha mais ninguém. Na verdade ele fazia o tipo solitário. A história com o pai também acabou sendo emocionante e entendemos o amor de Alex pela casa do lago e o motivo dela ter alugado depois. Porque não fazia sentido isso, mas depois que entendemos o que aconteceu com Alex, fica claro, porque de que outra forma ele deixaria a casa? E esse cachorro deles? Quem foi o dono primeiro? Se a Kate encontrou o irmão do Alex no tempo dela, encontraria o próprio sabendo de sua existência? Eu me confundia muito com essas questões, mas era melhor não pensar muito. 

Esses filmes românticos de antigamente são muito melhores do que os de hoje em dia. Eu amo rever esses filmes e sentir essa magia de romance no ar. Hoje em dia um dos parceiros morre, ou tem uma doença incurável ou algo assim. As vezes é bom retornar ao passado e ver esses romances água com açúcar. E claro, Sandra e Keanu juntos novamente? Vale muito a pena. Preciso rever Velocidade Máxima com esses dois. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um dia de fúria - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um filme clássico, e se fosse você a ter um dia de fúria? O que faria?






A HISTÓRIA 

O policial Martin Prendergast está se preparando para seu último dia de trabalho antes de se aposentar. Poderia ter sido só mais um dia tranquilo, mas tudo começa de manhã, quando em um engarrafamento, um homem decide largar seu carro ali mesmo e ir embora a pé. Esse homem seria William Foster, desempregado a um mês, separado da esposa e atualmente morando com a mãe. Para William também poderia ter sido apenas uma manhã comum, mas era aniversário de sua filha e ele decidiu levar um presente para ela. 

Porém, enquanto tentava ligar para sua ex-esposa, foi até uma mercearia trocar seu dinheiro em moedas. Mas, ele achou os produtos com valores acima do normal e agride o comerciante por ser estrangeiro alegando que além de invadirem seu país, ainda lhe roubam com produtos caros. William bate no comerciante com seu próprio taco de beisebol, que ele usava para proteção. O comerciante vai dar queixa na polícia e Prendergast toma conhecimento dessa história pela primeira vez, apesar do suposto agressor ter quebrado sua loja, o criminoso pagou pelo refrigerante e foi embora. 

William segue seu caminho a pé até a casa da ex-mulher, mas acaba encontrando uma gangue, onde inicialmente dois deles acabam apanhando de taco e não aceitando a humilhação, reúnem mais homens e vão atrás de William de carro e armados. Acontece uma tragédia mas William sai ileso e ainda pega as armas da gangue. Armado, William vai a uma lanchonete e pede café da manhã. Mas como passou uns minutos do horário, se recusam a atendê-lo. Apesar de ameaçar os atendentes com a arma, William paga pelo lanche. A partir daí, William já fica mais conhecido e Prendergast começa a especular que o homem do taco de beisebol e o homem armado são a mesma pessoa. Apesar de ser seu último dia, ele e a policial Sandra começam a seguir seu rastro. Mas, é quando encontram um neonazista dono de uma loja de artigos bélicos morto, que sabem que para William agora é um caminho sem volta. 













Ano de lançamento 1993

Duração 1h 53m

Direção Joel Schumacher

Elenco Michael Douglas, Robert Duvall, Barbara Hershey



Trailer 





Minhas divagações 

Me lembrava desse filme vagamente. Mas confesso que algumas atitudes foram satisfatórias. Quem nunca se imaginou lutando pelos seus direitos como William. Na lanchonete então, divino. Porém, impossível um homem comum sair desse jeito como ele fez. Mas claramente ele tinha problemas e precisava de ajuda. Infelizmente sua ex-esposa e sua mãe, não souberam lhe ajudar. 

Ambientado nos anos 90, dá para entender muita coisa, e realmente muita coisa acontece nesse cenário ao mesmo tempo. Há muitas críticas ali, começando pelo comércio tirando vantagem em cobrar preços exorbitantes e ainda, vemos outra crítica quando o mesmo comerciante vai a delegacia e o outro policial faz questão de mostrar as diferenças que existem entre orientais. Assim como a gangue tenta mostrar uma comunidade fechada e não aceita atitudes como a de William. Ou ainda na lanchonete a exploração do serviço rápido porém de péssima qualidade. E a reforma na rua que não tinha nenhum problema mas os trabalhadores estavam lá só fingindo para garantir salário. Mas nada supera o dono da loja de roupas, homofóbico que na verdade era neonazista e ao confundir o que o William estava fazendo, acabou se dando mal por isso. 

O desfecho dessa história era óbvio, porém, como tinha Prendergast na jogada e como era seu último dia, imaginei três cenários: William encurralado se matava, William atirava no Prendergast ou Prendergast atirava em William. Qual dos três acha que aconteceu? Por que William se matava? Depois de perceber que ele era o bandido da história e que não tinha mais volta por tudo o que fez, não iria aceitar ficar na cadeia, então, qual seria a melhor saída? Embora não fosse esse seu desejo, já que tudo começou porque ele só queria ir para casa ver a filha. Por que atirar em Prendergast?  Era seu último dia, sua esposa, chatíssima por sinal, o esperava em casa, apesar que claramente ele não aparentava muito entusiasmo na aposentadoria, então, seria terrível se fosse ele a levar o tiro não é? Mas as chances de William levar o tiro primeiro seria um final melhor para ele. 

Para mim, a história sempre foi cômica pela situação. Um homem comum, engravatado, de repente explode e decide que quem ficar no seu caminho, terá consequências. A partir do momento que ele tira a vida de alguém, já é algo sem volta. E mesmo que faça coisas que aparentemente seria nosso direito reclamar, ele faz com violência. E todo ato de violência tem consequências no final. Só acho que no final, ele deveria ter conseguido dar o presente a filha, com certeza ela vai crescer odiando o pai, pois a mãe, devido ao estresse e medo que passou, duvido que manteria uma boa imagem de William, depois de tudo o que ele fez. Quem faria isso não é verdade?

A ex de William chamou a polícia, contou sobre a medida protetiva,  mas, apesar dela achar que ele poderia partir para a agressão, apenas com isso os policiais não puderam ou não quiseram fazer muito para protegê-la. Como ele estava indo a pé e ela não sabia disso, passou horas desde que ele havia dito que estava indo para lá, como passou a tarde toda e ele não apareceu, a polícia se retirou da casa de sua ex. Houve ainda a crítica política sobre isso, quando a policial deu a entender que não tinham muitas viaturas nas ruas e quando tivesse uma votação sobre isso, da próxima vez, era para ela votar a favor por mais patrulhas. Não há dúvidas que embora William tenha partido para a violência em determinados casos, mas duvido que sua intenção fosse matar sua esposa e filha. Sua preocupação quando viu a mão da filha do caseiro que estavam aproveitando que os donos estavam viajando e curtindo a piscina deles, mostra seu lado paterno. Embora nas filmagens de sua família, infelizmente podíamos ver que ele já tinha alterações de humor, o que culminou em sua separação. Nenhuma mulher quer viver com um homem agressivo. Afinal, qual seria o estopim para ele vir a agredir uma delas? 

Enfim, diferente do que me lembrava mas satisfatório em algumas partes. 


Nota pessoal 7/10


domingo, 18 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Filhos do Éden: Anjos da morte #2 - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. A história de hoje é um verdadeiro livro de história. Acompanhamos a jornada de Denyel antes dos acontecimentos do primeiro livro enquanto Kaira o procura no tempo presente. 






A HISTÓRIA 

Acompanhamos Denyel lutando no passado a Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e os conflitos no Líbano, enquanto Kaira vive no presente, junto ao querubin Urakin e o hashmalin Ismael à procura de Denyel. 

Kaira procura pelo exilado que caiu no rio Oceanus no fim do primeiro livro. Enquanto isso, nesse volume o foco é Denyel, sua história é contada antes desse acontecimento. Denyel era um anjo caído que aceitou trabalhar para Solon, o primeiro dos sete, em missões pelo mundo para exterminar membros da Teia, que contrabandeavam informações aos novos rebeldes. Isso era o que Solon dizia, mas conforme executava suas missões, Denyel se questionava o quanto disso tudo era verdade. 



Ano de publicação 2013

Páginas 588

Autor/a Eduardo Spohr



Minhas divagações 

Esse é o terceiro livro de Eduardo Spohr que leio. E é o segundo da trilogia Filhos de Éden. Pelo menos até onde eu saiba, é trilogia ainda. Nesse segundo volume, acompanhamos mais da história de Denyel, como ele foi parar no meio dos humanos e qual era sua missão na Terra. Enquanto isso, acompanhamos Kaira depois dos eventos do primeiro livro, onde ela ainda não recuperou de todo sua memória. Segundo o autor, não precisa necessariamente ter uma ordem para ler os livros, porém, acho importante seguir sim a ordem, pois no primeiro temos a jornada de Kaira na Terra, que vivia no corpo de uma estudante sem saber quem era na verdade. No livro dois, segue a continuação de sua jornada, pois ela ainda não recuperou de todo suas memórias. Entretanto, o foco dessa história é o exilado Denyel, que passou por vários horrores como soldado em tantas guerras, até a missão dada por Solon mudar de foco. 

Confesso que esse universo sempre me foi meio confuso, porém, consegui entender melhor a história com esse volume. Aqui, como Denyel está no passado, seguimos sua trajetória em meio aos humanos. Ele vive disfarçado como um soldado e passa a lutar em várias guerras conhecendo outros soldados e ficando marcado por alguns. Em determinado momento, ele luta ao lado de um pelotão, onde seu capitão desconfia dele mas no final, os dois tem um reencontro surpreendente e o verdadeiro trabalho do capitão na verdade era outro. Denyel acaba sendo recrutado por ele para trabalharem juntos novamente, em busca de algo secreto, mas sendo Denyel um anjo imortal, óbvio que ele acaba a empreitada sozinho novamente. 

Mas, depois dessa passagem pela guerra, que Solon então, muda seu foco e lhe dá missões como assassino. Ele precisa então viajar para determinado país e após vigiar por um tempo seu alvo, eliminá-lo. Entre uma dessas missões, que obviamente ele faz em troca não só por dinheiro, mas por outras regalias também, ele acaba conhecendo Sophia e até vive uns anos ao seu lado, como um casal humano qualquer. Porém, Sophia também trabalha para Solon e recebendo a próxima missão de Denyel, decide acabar esse romance sem sentido para eles, pois sendo quem são, eles não poderiam ter essa vida para sempre. Denyel não entende porque Sophia pensa assim e mesmo não aceitando sua decisão, ele acaba  a deixando para cumprir seu trabalho. 

Enquanto Denyel tem suas aventuras, Kaira também passa por desafios. Eu entendi a procura de Kaira por Denyel, pois aparentemente no primeiro livro, depois de terem se conhecido, os dois tiveram alguma coisa. Obviamente não me recordo muito bem da história.  O problema de ser uma leitora compulsiva, é que leio tantos livros seguidos e as sequências são sempre anos depois, então, seria normal para mim não me lembrar direito da história. Embora tenha amado a jornada de Denyel, confesso que foi meio confuso entender essa mistura de tempo, pois no final, esperei que os dois fossem se encontrar. Embora o próprio autor diga que não há necessidade de se ler em ordem, acho que eu prefiro seguir a ordem sim. No primeiro temos o encontro de Kaira e Denyel, porém, o foco é na história dela. Perdida em um corpo humano sem suas memórias, ela então acreditava ser uma estudante comum com problemas com os pais. Em Herdeiros de Atlântida  ela estava com Urakin e Levih, sempre achei que fosse o Ismael que estava junto desde o início. Não havia me atentado a esse detalhe. Perdemos Levih então? Admito que esse negócio de anjos, castas, demônios e afins é um universo meio confuso para mim. Mas, a esse mundo que Eduardo criou é incrível. A parte do Denyel na guerra, é cheio de detalhes, um verdadeiro livro de história, melhor até. Então, quer dizer que no terceiro livro saberemos o destino desse grupo. Encontrarão Denyel? Ele se juntou a Kaira no primeiro livro em troca de anistia, aqui, explica então o motivo dele querer isso. A parte da Kaira segue então o final do primeiro livro. 

O que esperar dessa história no final? Ansiosa para ver como termina a jornada de Denyel. Por isso indico sim, ler na ordem. Porque mesmo que você comece por esse, fica a parte da Kaira meio sem sentido e sua busca pelo Denyel confusa. Porque a jornada dela continua exatamente como no fim do primeiro livro. Fiquei pensando se tivesse uma adaptação para os cinemas, quem seriam os atores para interpretar esses personagens? Com certeza na minha imaginação, eles são divinos. Pensando bem agora, não me recordo de ter visto alguma adaptação de livro nacional. Acho que essa série do Eduardo e Os Sete do André Vianco, dariam ótimos filmes ou séries. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] O Clube do Crime das Quintas-feiras (filme) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos investigativos. Hoje trago essa adaptação literária que achei que ficou perfeita. 






A HISTÓRIA 

Coopers Chase é um lar para idosos onde Joyce, uma enfermeira aposentada acaba de se mudar para o local. O que é perfeito para o Clube do Crime das Quintas-feiras composta pela misteriosa Elizabeth, pelo psiquiatra Ibrahim e pelo ex-líder sindical Ron. No momento, estão estudando um caso arquivado de 1973, que foi investigados e conduzido pela inspetora Penny Gray, que era membro do clube e agora reside no asilo em coma. O caso não resolvido era de uma mulher assassinada, que caiu da janela de seu apartamento e imediatamente seu namorado foi descartado como suspeito, desaparecendo dias depois. 

A policial Donna de Freitas, transferida de Londres, acaba indo a Coopers Chase, para fazer um trabalho entediante sobre prevenção de acidentes e acaba conhecendo o grupo do clube. Elizabeth fica interessada em fazer amizade com Donna, pois uma policial pode ser muito útil para seus casos. Coopers Chase está a ponto de ser demolida e seus moradores idosos não sabem qual será seu destino, mas, um dos sócios e dono do terreno, é assassinado. O Clube passa a investigar e conseguem colocar Donna na equipe das investigações policiais em troca de informações. Porém, quando o segundo sócio aparece morto, as coisas começam a complicar de verdade. Mas claro que Elizabeth daria um jeito de descobrir esse mistério. 











Ano de lançamento 2025

Duração 1h 58m

Direção Chris Columbus 

Elenco Helen Mirren, Pierce Brosnan, Celia Imrie, Ben Kingsley, Tom Ellis, Naomi Ackie, Daniel Mays



Trailer 





Minhas divagações 

Quando li o livro Clube do Crime das Quintas-feiras confesso que não sabia o que esperar, mas, esse Clube de idosos acabou me conquistando. E por incrível que pareça, mesmo tendo lido um tempo atrás, achei que os atores casaram bem com seus personagens. Elizabeth então, foi lindamente interpretada por Helen Mirren. E o quarteto de atores estão todos na casa dos 70 anos. Que trabalho fenomenal. E quem deu as caras nesse filme? Tom Ellis. Confesso que não cheguei a terminar Lúcifer, mas Tom caiu naquele estereótipo de papel, tipo homem sensual e perigoso. Mas também não vi muito de seu trabalho. Então não posso julgá-lo. 

Engraçado como a história começa com um caso arquivado e acaba tendo um caso real. Enquanto o clube trabalha em casos fechados, imagina-se que seja seguro para um grupo de idosos. Mas, se envolver em um caso real? Eu ficava o tempo todo apreensiva enquanto lia, imaginando os perigos que poderiam estar correndo, ainda por mais se intrometerem em um caso de assassinato, fora imaginar algum deles passando mal por causa da idade. Principalmente quando Elizabeth é seguida. 

O mais curioso do caso, é que os dois assassinatos dos sócios, imaginamos que tivessem ligação entre eles, porém, acaba tomando um rumo completamente diferente. Confesso que imaginei que Jason fosse realmente o culpado. Afinal, ele estava bem próximo da vítima e poderia ter feito aquilo, já que ele aparentava ser uma pessoa bem esquiva. Mas, seria fácil demais. Em casos de investigação, quando o suspeito é óbvio demais, é melhor descartar. 

O mais engraçado de tudo claro, é  como colocaram Donna como a fonte dentro da polícia e como passavam informações para ela também, a favorecendo no caso. Mas, a solução final para não perderem Coopers Chase, foi conveniente demais. Porém, como o livro tem sequências, será que o filme também terá? 

Cada um do clube tem sua personalidade e não tem como não amar nenhum deles. Não lembro como era a descrição de Coopers Chase no livro, mas quem não gostaria de morar em um local desses como do filme? Claramente é para aposentados com condições financeiras né. Ninguém com menos que isso, teria condições de ficar em um lugar tão bonito, limpo e apresentável como esse. Até eu gostaria de ficar em um local desses na minha velhice, se existisse na vida real. Ainda mais no Brasil, onde as condições de saúde como hospitais públicos já são meio precários, imagina lar de idosos. 

Não sei se perdi alguma coisa, mas só não entendi muito bem quem e por que, invadiram a casa da Elizabeth para deixar o aviso de não se intrometer mais. Era mesmo o florista? Isso não ficou claro para mim. Qual o motivo dele ter feito aquilo, se no fim, Elizabeth acabaria o encontrando. Se não fosse o aviso, ela teria o encontrado de um jeito ou de outro? 

Bom, eu gosto de histórias investigativas e com idosos foi bem interessante. Confesso que até comecei a ler a sequência do livro, tamanha a curiosidade para ver quais serão os próximos casos desse quarteto. O final, foi meio triste, pelo caso encerrado que eles investigavam no início. Tiveram a conclusão que procuravam, mas custou um preço. Mas agora Joyce é um membro oficial do clube e estou curiosa para saber mais. 

Alguns mais exigentes podem achar que o filme é típico sessão da tarde, mas achei bem interessante, bem adaptado e interpretado. Recomendo. E já adianto, pelo menos no próximo livro, as aventuras do clube foram bem mais intensas e desejo de coração que façam a sequência. Não comentei muito sobre o Bogdan nesse filme, embora na minha imaginação ele fosse bem diferente, no próximo livro ele tem bem mais destaque. Embora nesse filme tenha contado um pouco de como ele acaba aparecendo, não lembro se no primeiro livro teve realmente tudo isso, mas no segundo livro, ele era bem misterioso mas era alguém confiável para o clube. De novo, espero ansiosa que tenha um próximo filme. Acho que merece uma sequência. 


Nota pessoal 10/10

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