terça-feira, 31 de março de 2026

Divagando noltalgicamente Dark water/Água negra - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do terror. Procurei por esse filme durante anos e finalmente consegui revê-lo. 






A HISTÓRIA 

Yoshimi Matsubara em meio a um divórcio conturbado, tenta manter a guarda da filha Ikuko, se mudando para um apartamento decadente, matriculando a menina em uma creche próxima e conseguindo um emprego. Porém, ela atrasa para buscar a filha na creche desencadeando amargas lembranças de quando a mãe se atrasava para buscá-la. Em um desses atrasos, seu ex-marido tenta levar Ikuko. Yoshimi promete a filha que enquanto estiverem juntas, ela suportará qualquer coisa. 

Tudo poderia ser normal mas uma goteira no teto que vai aumentando gradativamente, passa a incomodar Yoshimi que começa a ter visões estranhas. Para começar, uma bolsinha vermelha que ela sempre descarta, aparece novamente em suas coisas. Ela então descobre que a bolsinha pertencia a uma garotinha desaparecida há dois anos chamada Mitsuko, que também frequentava a mesma creche de Ikuko e morava no apartamento acima delas. Estressada, Yoshimi decide se mudar novamente mas seu advogado sabendo que isso causaria problemas e Yoshimi poderia perder a guarda da filha, tenta resolver a questão da goteira e a convence a permanecer no local. Tudo parece ficar bem, mas a bolsinha volta a aparecer e Yoshimi tem a visão de uma garotinha de capa amarela e acaba descobrindo o que aconteceu com ela. Mas isso desencadeia um sacrifício para que sua filha fique segura. 








Ano de lançamento 2002

Duração 1h 41m

Direção Hideo Nakata

Elenco Hitomi Kuroki, Fumiyo Kohinata, Asami Mizukawa



Trailer 





Minhas divagações 

Procurei muitos anos rever esse filme e confesso que na minha mente, ele era bem mais assustador. Na época que vi, residia no Japão, então qualquer filme de terror japonês, me dava um medo enorme. Morria de medo mas continuava assistindo, mesmo que fosse de dia e com som baixinho. Mas acabei vendo tantos que chegou uma época, que nem sentia mais medo, era por diversão mesmo. Revendo Água negra agora, achei mais triste do que de terror. 

Acredito que por ser no interior e no início dos anos 2000, achei a ambientação bem sinistra assim como o ex-marido da protagonista, o novo chefe e o dono da creche. Pareciam suspeitos na verdade. Pelo que me lembrava, acontecia coisas bem mais assustadoras ou pelo menos na época pareceram ser. A garotinha aparece poucas vezes mas na minha memória, ela aterrorizava como a mulher no filme O grito. 

Vendo críticas, todas que li, gostaram e recomendavam ver. Para um filme de terror, foi bem animador ver criticas positivas, embora eu tenha terminado mais triste do que assustada. Na minha memória,  a cena no elevador, a menina mostrava seu rosto e era assustador, o que não aconteceu. E Ikuko chorava bem mais, nos fazendo chorar também, mas ela não chorou tanto assim, embora essa atriz esteja de parabéns na atuação. 

O engraçado dessa história, é que quando vi um documentário sobre a Elisa Lam, uma estudante que estava hospedada no hotel Cecil e foi vista pela última vez nas câmeras do elevador e semanas depois seu corpo foi encontrado na caixa de água do hotel, por reclamações no abastecimento de água, me lembrei desse filme Água negra. E alguns comentários citam o caso de Elisa. Loucura. O caso de Elisa não foi solucionado até onde vi no doc, atualmente não sei se descobriram mais coisas. No filme, não sei porque, eu tinha certeza que a garotinha tinha sido jogada ali por alguém. Por isso ela assombrava o prédio. Confesso que seu motivo me deixou decepcionada e o sacrifício da mãe me deixou revoltada. Qual o sentido dela se sacrificar para apaziguar o espírito da criança e abandonar sua própria filha? Tudo o que ela lutou foi trocado assim facilmente? A melhor saída ainda seria ter exigido verificar a caixa de água alegando um sabor estranho na água e assim descobrir os restos mortais da menina. Tendo seu corpo encontrado, poderia ir para luz. Qual o sentido dela querer uma mãe?  Talvez se tivessem trabalho nisso, falando que a mãe a abandonou e a menina sentia falta dela, poderia ter sido um motivo para tanto, mas do jeito que correu, achei absurdo esse final. Meio triste mas mais revoltante. 

Não lembro porque gostei tanto do filme na época, acho que foi justamente pelo final ter sido diferente. A menina poderia ter sido encontrada e dado um fim no seu desaparecimento. Mas não, além de ficar com a mãe de Ikuko, a história avança 10 anos e sem explicações, ela retorna ao antigo prédio que morou, encontra a mãe e é como se a garotinha jogasse na cara de Ikuko que ela tem mãe agora. Embora Ikuko não se lembrasse do que aconteceu e nem viu mais a menina. Poderiam ter mostrado como Ikuko foi encontrada depois da cena do elevador ou o que aconteceu com o prédio nesses 10 anos. Foi abandonado pelo tempo ou pelo ocorrido com Yoshino? O que falaram para o pai de Ikuko sobre seu abandono? Consideraram que Yoshino fugiu? Morreu? Foi sequestrada? Antes eu não pensava nesses detalhes, mas agora, essas perguntas me atormentam. Talvez se não tivesse avançado no tempo e mostrado a mãe, não levantaria certas questões. 

De qualquer forma, apesar de ser um bom filme, não foi bom ter visto novamente, era melhor ter deixado na minha memória. Mas ainda assim foi marcante pela pequena Ikuko e pela história diferenciada da época. Embora pudessem ter escolhido várias resoluções, preferiram uma mais dramática. Se você não curte levar susto, esse é o filme. Não tem jump scare e a menina mal aparece. O único sinal de assombração seria a água, que depois faz todo sentido e a bolsinha aparecendo misteriosamente. Mesmo no elevador a garotinha só fica agarrada a Yoshino. Gostei de uns comentários que li dizendo que a garotinha deveria assombrar o pai que a deixou sozinha e a pessoa que deixou a tampa da caixa da água aberta. Sinceramente, o que essa menina foi fazer lá exatamente? O que me lembrou que o mistério da Elisa Lam foi assim também, o que ela foi fazer lá? Sendo que o acesso era bem mais complicado do que do filme. Resumindo, se tivessem deixado a tampa fechada, não teria história. Ou, poderiam seguir pelo caminho que eu achava que fosse a história, algum molestador teria a deixado ali depois de abusar dela. Mas aí seu motivo para querer Yoshino teria que mudar. Como ela tem uma filha, o fantasma poderia alertá-la sobre o molestador e sobre onde estaria seu corpo. Eu honestamente preferiria um final desses. Mas recomendo o filme de qualquer forma. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 30 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Gravity/Gravidade - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do espaço. Depois de Devoradores de estrelas, dificilmente um filme o superará. Mas, não quer dizer que outros não sejam bons. Gravidade foi interessante. 






A HISTÓRIA 

Durante uma atividade de reparos no telescópio espacial Hubble, o controle da missão em Houston adverte o astronauta veterano Matt Kowalski e a especialista de missão, Dra. Ryan Stone, de que a Rússia abateu um satélite desativado deles com um míssil e o impacto provocou uma nuvem de detritos espaciais viajando em alta velocidade indo na direção deles. Houston ordena que abortem a missão mas os detritos acertam outros satélites e acabam chegando até eles. Ryan acaba se separando da equipe mas Matt consegue resgatá-la. Quando conseguem retornar à nave, descobrem que somente os dois sobreviveram. Com a nave destruída, Matt acha melhor irem até a Estação Espacial Internacional a 100km dali. 

Matt calcula que daqui a 90 minutos, os detritos completarão uma órbita e voltarão a atingi-los. Quando chegam a Estação, a equipe dali evacuou em um dos módulos e ativou acidentalmente o paraquedas de outro, mas Matt acredita que ainda esteja funcional. O módulo restante poderá levá-los até a Estação chinesa e lá provavelmente haverá módulos restantes para evacuação. Próximos a estação internacional, o combustível de propulsão de Matt acaba os deixando a deriva. Ryan consegue entrelaçar suas pernas nas cordas do paraquedas e Matt fica preso à ela por um cabo. Mas, vendo que não aguentará os dois, ele se solta, deixando uma Ryan desesperada sozinha. Agora, ela terá que encontrar um meio de conseguir alcançar os objetivos e sobreviver.










Ano de lançamento 2013

Duração 1h 31m

Direção Alfonso Cuarón

Elenco Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris



Trailer 





Minhas divagações 

Confesso que se não tivesse visto primeiro Devoradores de estrelas, talvez teria curtido mais esse filme. Apesar de ser com Sandra Bullock, não tinha conhecimento desse filme. Só o descobri ouvindo um podcast do Jovem Nerd, onde eles falavam sobre filmes espaciais e Gravidade era o tópico do episódio. Fiquei curiosa e fui conferir. 

Apesar de parecer uma história simples, passei momentos tensos com os personagens. Quando os primeiros detritos atinge os astronautas, Ryan, demorou demais para se juntar a equipe, mas acredito que isso não impediria a tragédia, uma vez que a nave foi destruída e o outro companheiro deles morto ali mesmo. No início parecia uma missão normal, embora Ryan encontrasse problemas para finalizar a rede de comunicação. Então, o desespero começa quando são avisados dos detritos. Que loucura imaginar que mesmo no espaço, você pode morrer atingido por lixo espacial. Eu tenho uma fobia enorme do espaço, pois você não sabe o que tem lá, você é totalmente dependente de equipamentos que se falharem, você morre, mas admito que a visão é maravilhosa. 

Não esperava que Ryan fosse acabar sozinha. Confesso que Matt entrando na nave naquele momento tão intenso, me deu um segundo de esperança de que ele tinha conseguido de alguma forma chegar até ela, mas era óbvio que seria coisa da mente desesperada de Ryan. Embora tenha a ajudado a seguir em frente. Em determinados momentos, pelo lado de fora da nave, podemos contemplar o silêncio, coisa que também comentei no filme Devoradores de estrelas e com certeza deixa a cena mais intensa e assustadora. 

Já falei sobre Sandra Bullock várias vezes, pois amo seus filmes e ainda tem alguns que não vi e outros que quero rever. Esse ainda não tinha visto mas fez jus a atriz. Embora George tenha tido pouco tempo de tela, querendo ou não, nos deixou meio desesperados quando ele se sacrificou pela Ryan, mas, se ele fez isso, foi porque acreditava inteiramente que ela sobreviveria. Por que? Não entendi muito bem. Talvez por ser a última missão dele mesmo, ele acreditava que Ryan merecia viver, ainda mais depois de saber que ela tinha uma filha mas a tinha perdido ainda pequena. Teve esse momento tenso na verdade, quando Ryan desiste de tentar sobreviver pois não tinha para quem voltar na Terra. Talvez por isso Matt apareceu, para lembrá-la dos motivos bons de se viver, para ela viver uma vez que ele acreditou nela. 

Quanto aos efeitos, achei satisfatório, no entanto, como não sou muito fã de espaço, não sei dizer até onde podemos acreditar no que foi fiel a realidade quanto aos movimentos ou as situações em que aconteceram no filme. Pelas críticas que li, embora poucas, foram bem contraditórias, mas uma coisa que vi comentarem bastante foi sobre o shortinho da personagem. O que achei meio destoante, foi que Matt não parecia ser um astronauta profissional, ele ficava mais brincando enquanto os outros trabalhavam, mas talvez por ser sua última missão, ele estava deixando que outros adquirissem experiência. Ou algo parecido. 

Embora parecesse improvável que Ryan conseguiria sobreviver sozinha, ao mesmo tempo sabíamos que conseguiria sim, pois sendo a protagonista do filme, seria meio decepcionante se não conseguisse. As cenas do oxigênio acabando, as respirações da Ryan, eram muito tensas, sentia falta de ar também. E tem que ser muito corajoso para querer ser astronauta e não saber qual será seu destino no espaço. Eles não poderiam imaginar para começo de conversa, que seriam atingidos por detritos justo naquele dia. Mas acredito que esse perigo seja real, e é isso que torna ser astronauta algo tremendamente perigoso e assustador. Embora ao mesmo tempo pareça maravilhoso pela experiência e pela vista que se tem do espaço. 

Mas enfim, embora Ryan passe muito tempo sozinha, não é entendiante pois ela está sempre correndo algum tipo de perigo. Uma pena que acabou sozinha. Mas valeu a pena. Foi um bom filme. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 23 de março de 2026

Divagando e recomendando o maravilhoso Project Hail Mary/Devoradores de estrelas / estão prontos PERGUNTA - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do espaço. Hoje trago essa obra prima com ninguém menos que Ryan Gosling. 






A HISTÓRIA 

Ryland Grace acorda em uma nave espacial, sem nenhuma lembrança de quem é ou de como chegou lá. Ele descobre mais duas pessoas mas morreram durante a viagem. De alguma forma, aconteceu algo com eles e não sobreviveram. Agora sozinho, precisa descobrir o que está fazendo ali e como voltar. Conforme os dias passam, ele tem flashes de memória e vai conseguindo lembrar algumas coisas. Seu nome é Grace, é professor do ensino fundamental e está em uma missão suicida para salvar a Terra. A última parte não é muito promissora, mas resta para ele lembrar, por que aceitaria tal coisa? Então, ele tem uma enorme surpresa, não está sozinho no espaço. 

Grace descobre uma enorme nave próximo à dele e mesmo tentando fugir, a nave continua seguindo-o. Então ele decide esperar e eis que, a nave manda uma mensagem. Assim, nas primeiras comunicações, ele descobre que a nave também está longe de casa e passam a se comunicar até a outra parte construir um túnel por onde Grace vai até a nave alienígena. Ali, ele conhece um ser, que decide chamar de Rock, devido a sua constituição física e os dias seguintes são dedicados a aprenderem a se comunicar. Usando um computador, Grace acaba dando uma voz ao Rock e assim conseguem se comunicar melhor sem Grace precisar ficar toda hora lendo no computador. Acontece que ele está ali pelo mesmo problema de Grace, alguma coisa está apagando o sol e com isso, em alguns anos, seus planetas serão extintos. Grace e Rock trabalham juntos na tentativa de encontrarem soluções para seus planetas e criam um forte laço. 











Ano de lançamento 2026

Duração 2h 36m

Direção Phil Lord, Chris Miller

Elenco Ryan Gosling, Sandra Hüller, Lionel Boyce, Ken Leung



Trailer 





Minhas divagações (com spoilers)

Sempre questionei as mudanças que existem em adaptações de livros, porque no geral, são mudanças absurdas que não haviam necessidade. Mas, aqui, apesar de Devoradores ser bem fiel ao livro, as mudanças foram muito agradáveis. A minha primeira questão seria como iniciariam o filme e foi excepcionalmente maravilhoso. Começamos com Grace acordando cheio de tubos e com uma voz lhe fazendo perguntas na qual ele não se sente motivado a responder de prontidão. No entanto, no livro isso foi bem mais aprofundado tanto que demorou um pouco para Grace ceder e responder a voz. Assim como ele demorou para lembrar seu próprio nome e quem era, coisa que no livro foi bem mais divertido. Mas, não que no filme não tenha sido, pois, Ryan Gosling ficou perfeito no papel. Não consigo imaginar outro ator que encaixaria melhor do que ele. Ryan foi de um carisma brilhante e mostrou dois lados de um mesmo personagem, um cientista brilhante mas covarde demais para sequer imaginar aceitar uma missão suicida dessas. Mesmo que não tivesse quem deixar para trás, ele não se sentia motivado a partir, por isso admirava os astronautas, que mesmo tendo famílias, aceitaram essa missão. E no fim, sozinho, ele acabou provando que era sim, mais do que capaz de realizar a missão com sucesso e com requintes de heroísmo ainda.

Confesso que imaginava Rock um pouco maior, já que a descrição no livro parecia que ele tinha no mínimo, a altura de Grace, mas, não nego que nesse tamanho no filme ficou bem fofinho. O filme tem de tudo um pouco, suspense, comédia e até reflexão, uma vez que Grace teve muito tempo para refletir sobre quem era, e o que faria no futuro incerto. Conhecer Rock, um ser alienígena, abre muitas portas para Grace. Apesar dessa missão não ser algo que escolheria por vontade própria, ele conheceu o espaço e ainda confirmou a existência de alienígenas. Embora não fosse possível ele contar pessoalmente a Stratt como foi sua missão. 

No final do livro, me perguntava qual seria a resolução para a vida de Grace e Rock. Se Rock fosse para a Terra, com certeza seria estudado na área 51. Imaginava que pelo menos um deles morreria, confesso que não imaginei esse final. Uma mudança que achei muito bem vinda foi de mostrar a Stratt, já mais velha, em um navio no meio de águas congeladas, recebendo as sondas que Grace enviou com as amostras que salvariam a Terra, além de suas gravações desde que conheceu Rock, contando suas experiências e a convivência com o alienígena. No livro, Rock apenas menciona que seus cientistas observaram que o sol da Terra estava voltando ao normal, assim, confirmando que receberam suas amostras e conseguiram por em prática a experiência salvando seu planeta. 

Li em uma entrevista que fizeram com o autor, perguntando sobre o final de Grace, afinal, ele volta para casa? Pois mesmo acabando dando aulas para os pequenos Eridios, Rock tinha lhe dado a chance de voltar quando diz que os cientistas consertaram sua nave. Mas ali, não sei se foi só eu, mas senti no olhar do Grace os pensamentos tristes de se despedir de Rock (de novo), do medo de ficar anos em coma viajando sozinho e pior, quando voltasse a Terra, qual seria seu destino sendo que nem Stratt ou seus alunos, ou a vida que tinha não existiria mais por conta dos anos de viagem. O autor confessou que não queria contar mais sobre o destino de Grace porque pareceria uma sequência. Eu, prefiro acreditar que ele decidiu ficar em Erida com Rock, uma vez que ele mesmo já estava mais velho de quando saiu da Terra. 

Agora falando sobre efeitos técnicos, começando pela trilha sonora, que incrível. O visual então, quando Grace e Rock chegam no planeta que esqueci o nome, para recolher amostrar e descobrir o porquê esse é o único lugar que não é afetado pelos astrofágicos, Grace está em pé na nave com uns pontinhos em vermelho, que torna a cena deslumbrante, difícil descrever, melhor verem com seus próprios olhos. Fora que achei um detalhe magnífico. Quando Grace volta para salvar Rock, ele sai da nave e flutua até o túnel que ficou construído de quando usavam para ir de uma nave para outra. Nesse pequeno tempo, há um silêncio sinistro. Eu havia acabado de ouvir um podcast sobre filmes no espaço onde discutiam essa dinâmica sobre dependendo do filme, ter efeitos sonoros sendo que no espaço não há som. Com satisfação, me lembrei desse detalhe enquanto via essa cena e ao mesmo tempo ficava apreensiva quanto ao destino de Rock, mesmo já sabendo a história, já que  havia lido o livro primeiro. 

Outro momento tenso, foi quando após "pescarem" as amostras no planeta que ainda não lembro o nome, Grace fica ferido e Rock sai de sua bolha para salvar o amigo. Quando Grace acorda, Rock está inconsciente e passa dias assim. Enquanto isso, Grace faz experimentos com as amostras e conversa com um Rock adormecido enquanto espera ele acordar. De novo, mesmo sabendo o que aconteceria, foi um momento tenso. E apesar do suspense e da comédia, houve cenas em que chorei um pouco, só não chorei horrores porque estava no cinema. Quando Grace se despede de seus companheiros e lança seus corpos no espaço foi muito triste, quando Rock se fere salvando Grace, e quando os dois se despedem cada um levando suas amostras para seus planetas. 

Ou seja, foi um filme recheado de emoções e um dos poucos onde a adaptação é tão boa quanto o livro. Eu poderia ficar falando horas sobre a obra, mas recomendo ver para ter essa maravilhosa experiência. Dificilmente um filme de Gosling decepciona e aqui, ele com certeza brilhou. A interação com Carl também foi excepcional. Tornou as pesquisas de Grace melhores e mais animadas. Stratt participando da festa também foi uma mudança interessante. Só acho que faltou um pouquinho mais de trabalhar em Yao e na Ilyukhina, para deixar impressões mais fortes quando Grace teve que deixar seus corpos no espaço. 


Vale muito a pena, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 20 de março de 2026

Divagando e se apaixonando por Romeu + Julieta - Divagando Sempre


Olá Divas e Divos Shakeasperianos. Hoje trago essa obra que amei por anos e tentei rever esse tempo todo e finalmente consegui. E continuo amando a obra. 






A HISTÓRIA 

Em Verona Beach, os Capuletos e os Montéquios, são duas famílias rivais, ostentando um império comercial, onde ambas as famílias se odeiam, a ponto de cada familiar puxar sua arma ao encontrar o rival. Assim são os rapazes Capuletos e Montéquios, onde se esbarram sempre há brigas. Nesse meio, vive o jovem depressivo Romeu, que nutre uma paixão platônica por Rosalina e anda a suspirar pelos lugares, alheio a última batalha entre seus primos contra os Capuletos. E do outro lado, temos a jovem Julieta que foi prometida pelos seus pais ao jovem Dave Paris, filho do governador. 

Mas, na noite em que conheceria seu pretendente, em uma festa de fantasia em sua casa, Julieta acaba conhecendo Romeu, que junto de seus amigos, invadem a festa. Romeu e Julieta se apaixonam mesmo sabendo que são filhos de famílias rivais. Escondido, os dois são casados pelo Padre Lourenço, que tem esperanças de que essa união poderá acabar de vez com a rixa entre as duas famílias. Porém, após o casamento, Romeu procura seus amigos para contar a novidade mas segue uma luta entre Mercúcio e Tibaldo. Romeu ainda tenta manter a paz, mas uma tragédia acontece e Romeu é expulso da cidade. 

Julieta fica desolada e seu pai decide casá-la com Paris. Ela nega mas é obrigada pela família e ela então procura o Padre Lourenço e pede ajuda, caso contrário ela tentará suicídio. O Padre encontra uma solução mas no final a tragédia segue sendo inevitável. 












Ano de lançamento 1996

Duração 2h

Direção Baz Luhrmann

Elenco Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo, Harold Perrineau Jr, Paul Rudd, Dash Mihok, Pete Postlethwaite



Trailer 





Minhas divagações 

Quando lançou esse filme, eu vi algumas vezes depois, principalmente porque na época, Leonardo DiCaprio era o galã das adolescentes dos anos 90. E fazer papel de Romeu? Quem não se apaixonaria por ele. E Claire Danes eu a conhecia por uma série adolescente que nunca consegui rever. Acho que foi cancelada e não teve muitos episódios e era com Jared Leto também. No Brasil era conhecida como Minha vida de cão. Nunca consegui rever. Quem sabe um dia consiga. Romeu e Julieta passei anos tentando rever novamente e finalmente consegui. Digamos que a sensação que tive enquanto assistia era de quando revi Os garotos perdidos. Não era como me lembrava mas ao mesmo tempo era igualzinho. No início não acreditava que amava tanto o filme, mas ao terminar ficou a mesma sensação de anos atrás: maravilhada. Além de nostálgico, é o tipo de filme que continua maravilhoso mesmo com o passar dos anos. 

Sempre achei DiCaprio um excelente ator, desde que o vi a primeira vez em Gilbert Grape. Em Romeu e Julieta, temos o início onde Romeu é todo depressivo. Tão sério que não dava para imaginar o garoto bobo e atrapalhado que se tornou após conhecer Julieta. Eu vi a versão antiga dos anos 60, que a propósito, também foi maravilhoso. Vi que tem mais duas versões mas não sei se conseguirá superar essa de 96. Esse com certeza é meu xodó. Algumas coisas mudaram, embora o texto seja fiel a obra de Shakespeare. Como foi ambientado nos dias mais atuais, mudaram as armas de espadas para armas de fogo. 

Minha cena preferida é a do aquário, onde Romeu e Julieta se veem a primeira vez. Sempre achei a festa surreal, principalmente por Mercúcio ter distribuído drogas aos amigos. Mercúcio era claramente amigo de Romeu, como ele pôde cantar na festa sem ser incomodado? Romeu só foi reconhecido por Tibaldo porque o infeliz tirou sua máscara ficando exposto. Ali, já acendeu o ódio de Tibaldo por seu inimigo ter a audácia de invadir a festa. Agora, minha dúvida é em como escreve esse nome. Já vi Tybaldo, Tibaldo e Teobaldo. Vou continuar com Tibaldo. 




As músicas também são excelentes. A música da festa onde o casal se conhece, a música do casamento, são tantas maravilhosas. Não é spoiler falar sobre o fim de Romeu e Julieta né, será que tem alguém que não conhece essa história? Não lembro do primeiro filme, mas aqui, eu sempre achei precipitado o jeito como Romeu lidou com as coisas. Mas no fim, sabemos que Shakespeare queria uma tragédia romântica e acabou com nossos sonhos com essa história. 

Aqui, Claire Danes brilhou para mim. Tão novinha e entregando uma Julieta cheia de emoções. Sempre amei essa atriz. Leonardo nem tem o que dizer, de jovem depressivo, para bobo apaixonado e depois assassino? Uma transição perfeita. E Paul Rudd como o jovem tolo pretendente de Julieta? Hilário. Outros dois que chamaram a atenção também foram John Leguizamo com seu explosivo Tibaldo e Harold com seu excelente Mercúcio. Dois opostos e extremos em tudo, mas que tiveram o mesmo final. 





Na minha memória, a história era mais calma e no fim trágico. Mas na verdade foi tudo bem caótico. Vou tentar ver as outras adaptações com o tempo para futuras comparações, mas essa versão ainda segue sendo minha preferida. Talvez porque reuniu-se vários complementos, como atores excelentes, música perfeita, cenário maravilhoso. A ama da Julieta e o padre foram aliados perfeitos. Como é uma adaptação de uma peça de Shakespeare, não tem como exigir histórias mais completas dos personagens. Como as familias Montéquio e Capuleto, por que se odeiam tanto, de onde vem esse ódio? Romeu era bem atiradinho, sofria pela Rosalina (que nunca deu as caras) e no outro dia já estava perdidamente apaixonado por Julieta. Embora seus pais quisessem que a menina conhecesse o jovem Paris, Julieta nunca foi a favor desse encontro, se sentindo sempre forçada pela família a fazer o que eles queriam. E que relação mais estranha era a da mãe de Julieta com Tibaldo? A família dela era toda estranha. Já de Romeu, embora Mercúcio fosse um amigo bem escandaloso, eram na maioria das vezes mais calmos. 

Claro que qualquer obra terá opiniões diversas e infelizmente acabei lendo uma muito negativa. Porém, não destruiu meus sentimentos quanto ao filme. Pode ter sim alguns erros ou exageros, mas para uma adaptação para dias atuais, lara mim, foi até satisfatório. Os acertos sobrepõe os erros e me deixam apaixonada pelo filme. É um dos clássicos inesquecíveis que da minha lista de top 3 melhores filmes antigos, já vai aumentando. Agora é Conta Comigo, 10 coisas que odeio em você, Romeu e Julieta, Os garotos perdidos, O sexto sentido e Os Goonies. No mais, foi tudo perfeito. 






Nota pessoal 10/10

terça-feira, 17 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Pecadores/Sinners - Divagando Sempre

 

Olá Divosos Pecadores. Hoje trago esse excelente filme indicado ao Oscar. 






A HISTÓRIA 

Smoke e Stack, dois irmãos gêmeos, voltam ao Delta do Mississipi após alguns anos fora. Com dinheiro roubado, eles compram uma serraria de um fazendeiro racista e pensam em abrir um bar com música ao vivo, voltado para a comunidade negra local. Sammie, primo dos irmãos e aspirante a guitarrista, se junta ao grupo. Os irmãos ainda recrutam mais colaboradores como o pianista Delta Slim, a cantora Pearline, a ex-esposa de Smoke Annie, como cozinheira, os comerciantes chineses Grace e Bo como fornecedores e o lavrador Cornbread como segurança. Mary, uma ex namorada de Stack, após a morte da mãe, vai atrás dele e acaba ficando para a inauguração do bar. 

Sammie toca durante a inauguração chamando a atenção de Remmick, um irlandês que conhece um casal da Ku Klux Klan e oferecem dinheiro e boa música em troca de entrarem no bar. Desconfiados, os irmãos mandam o trio embora mas depois de conversar com Stack, Mary vai atrás do trio para obter informações e lucros para os irmãos. Porém, algo acontece com ela e depois de ficar a sós com Stack, a noite sai de controle e agora os sobreviventes remanescentes no bar, precisam encontrar meios de se manterem vivos até o nascer do dia. 










Ano de lançamento 2025

Duração 2h 17m

Direção Ryan Coogler

Elenco Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Miles Caton, Wunmi Mosaku, Delroy Lindo



Trailer 





Minhas divagações 

Demorei para ver o filme principalmente porque não fazia ideia sobre o contexto. Eis que, descubro ser sobre vampiros e fui começar a ver no dia do Oscar. Vi mesmo que o filme estava muito falado mas fiquei meio na dúvida por Michael B. Jordan interpretar os dois irmãos. Diga-se de passagem, foi incrivelmente maravilhoso. 

O gênero do filme é terror, ação e fantasia. Fantasia tem muito mesmo, ação mediana, já o terror, depende da interpretação. Os vampiros aqui são a moda antiga, me lembrou dos vampiros do filme Os garotos perdidos que revi recentemente. Eles precisam de convite para entrar nos locais, são afetados por alho e prata e morrem com estacas no peito e na luz do sol. Fora o líder que se for morto, aqueles ao seu redor morrem com ele. 

Eu, como fã de terror e vampiro, confesso que não achei grande coisa. Mas, achei a história até que interessante. Principalmente porque tudo aconteceu praticamente em um dia. Os irmãos chegam na cidade, compram o local para o bar e já inauguram na mesma noite. Mesmo que os vampiros não causassem o estrago que fizeram, de qualquer forma, o homem que vendeu o celeiro no final, armaria para cima dos irmãos causando uma tragédia da mesma forma. 

Quando comecei a ver o filme, não havia reparado que os irmãos usavam cores diferentes. Passei a notar quando vi um comentário falando sobre. Mas, como não consegui ver o filme legendado, tive que ver dublado e como os irmãos se chamavam me confundia mesmo com as cores. Mas dava para perceber as diferenças nas personalidades. Eu achava que Stack fosse o líder, o cara que fazia e sabia das coisas, mas ele era o mais malandro e Smoke o mais sério. Porém, o final para mim foi surpreendente. Achei que apesar de tudo, o protagonista final fosse o Sammie. Depois de tudo o que passou e principalmente por começarmos a História com ele sendo o final do filme. E também porque o jovem ator entregou um excelente personagem aqui. 

A trama tem início com aquele mistério do aparecimento de Sammie na igreja do pai. Então, voltamos algumas horas no tempo para conhecermos sua história. Temos a chegada dos irmãos e então, um a um, vamos conhecendo as pessoas recrutadas por eles e que ficarão até o final enfrentando os vampiros com eles. Os motivos do vampiro querer Sammie para mim foi medíocre, poderia ter sido melhor. O fato de se transformarem e ficarem do mal, é um caso curioso para cada história de vampiros. A melhor para mim ainda continua sendo Entrevista com o vampiro. Eu achava que ficavam fora de controle por causa da fome, mas provou que eles poderiam ser diferentes, como o final mostrou. A transformação aqui também é mais rápida. Muita coisa achei bem nostálgica mostrando os vampiros das antigas mesmo. Esse tipo sempre foi o melhor. 

Tudo o que os irmãos queriam, além de dinheiro claro, era proporcionar a comunidade negra um espaço só para eles. Naquelas poucas horas antes da tragédia acontecer, como Sammie diz no final, até o por do sol, foram as melhores horas do dia dele. O filme retrata também o racismo forte naquela época, vê-se pelo final onde o vendedor do celeiro pretendia matar todos ao amanhecer. De qualquer forma, os irmãos trouxeram a tragédia com eles. 

Embora Michael B. Jordan tenha atuado com excelência e merecido ganhar o Oscar, mais dois atores se destacaram para mim nesse filme, o jovem Miles Caton e em contrapartida, o mais velho Delroy Lindo, que a propósito foi indicado como melhor ator coadjuvante. Não venceu, mas só pela indicação mostra seu enorme carisma e talento. Dos indicados ao melhor filme, só vi esse, Pecadores e O agente secreto, que são filmes com histórias completamente diferentes mas entregam atuações maravilhosas, também uma fotografia excelente. Eu imaginava que nenhum dos dois ganharia o melhor filme, mas vou conferir o vencedor ainda para ver se foi merecido mesmo. Mas enfim, Pecadores para mim foi muitas coisas, foi um misto de sentimentos enquanto assistia, mas o início, apesar de lento, foi maravilhoso. As músicas foram incríveis. Mas no quesito terror, apesar de amar vampiros, deixou meio a desejar. Mas também porque teve que ser corrido por ser tudo acontecendo no mesmo dia. A existência dessas criaturas eram místicas, e por mais que quiséssemos um aprofundamento da história deles, o tempo era curto. Eles precisavam resolver até o nascer o dia e ainda, depois disso, Smoke teve que resolver o caso do racista que lhe vendeu o celeiro. Que diga-se de passagem, foi a melhor parte do filme para mim. 

De todas as mulheres, a maior perda foi da Annie. Sempre tem que ter aquela que fraqueja pelo homem e a mulher da vez foi Grace. Se ela não tivesse feito o que fez, o que teria acontecido? Se tivessem esperando até o nascer do dia, teriam chances? E o racista vendedor do celeiro?  Teria aparecido? Se tudo tivesse acontecido diferente, e o outro irmão que sobreviveu visto o que o racista fez, teria ido atrás dele? Teria sido um final mais interessante se todos tivessem sobrevivido a noite, mas, aí, Remmick continuaria tocando o terror e o que Stack faria? A bem da verdade, poderia ter várias possibilidades, mas esse final apesar de tudo foi satisfatório. Sammie era tão determinado em realizar seus sonhos, que mesmo depois de tudo que enfrentou, ele nunca desistiu. Com certeza foi um filme épico. 






Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 13 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Sexta-feira 13 parte III - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje em plena sexta-feira 13, porque não ver o filme de mesmo nome.






A HISTÓRIA 

Chris, que passou um trauma alguns anos atrás, decide enfrentá-los ao passar um fim de semana na casa de verão da família perto do lago, nos arredores de Crystal Lake. Ela vai com seus amigos Debbie, Andy, Shelly, Vera, Chuck e Chilli. Rick, seu namorado já a esperava no local. 

Shelly e Vera vão a uma loja de conveniência e três motoqueiros os seguem para se vingar deles, incendiando o celeiro. Porém, já havia alguém ali, Jason, que estava se recuperando de alguns ferimentos passados. Ele mata os motoqueiros e passa a perseguir o grupo. Chris e Rick saem para dar uma volta e Chris lhe conta o que aconteceu anos atrás. O carro quebra e eles decidem voltar a pé. Mas ao chegar na cabana, não encontram os amigos. Começa uma ventania e então, Chris encontra os corpos dos amigos e um homem mascarado passa a perseguí-la. Quando ele tira a máscara, ela o reconhece como o agressor de anos atrás.







Ano de lançamento 1982

Duração 1h 35m

Direção Steve Miner

Elenco Dana Kimmell, Paul Kratka, Richard Brooker



Trailer 





Minhas divagações 

Eu achava que daria continuidade como o primeiro. Mas pelo que entendi, as atrizes não quiseram continuar nos seus papéis e por isso as histórias foram mudando. Minhas perguntas no final da parte 2 jamais serão respondidas e agora criou-se outra história. Jason continua praticamente imortal. Aqui, já não há mais motivos para ele matar ninguém, ele só vai lá e mata. Também não teve referências ao acampamento que deu origem ao Jason, mas finalmente ele obteve sua máscara de hóquei. 

Chris, conta para seu namorado que foi atacada anos atrás por um homem deformado na floresta e para tentar superar esse trauma, ela retorna para a casa de verão dos pais. No início achei meio confuso pois acreditava que seguiriam os anteriores dando continuidade, embora o início tenha mostrado o final do segundo, a história que se seguiu mudou completamente de rumo. Nada de histórias de terror ao redor da fogueira ou menções sobre o acampamento e as mortes causadas por Jason. 

O único conforto nessa história, foi quando o trio de motoqueiros tentaram fazer algo para o grupo mas foram atacados antes por Jason. Era óbvio que no final, quando alguém precisasse do carro, ele falharia por causa da gasolina. Embora muito clichê, atuações duvidosas e efeitos completamente inferiores aos de hoje, não há como negar que ainda assim consegue entregar um bom resultado de satisfação. Apesar de ter visto vários elogios para a parte 3, até o presente momento, o primeiro continua sendo o melhor para mim. 

Esse terceiro, achei fraco e fora de contexto, mas, ao mesmo tempo interessante por estar indo para novos caminhos. Sair um pouco do ciclo de monitores que insistem em ir para as cabanas mesmo sabendo das histórias terríveis que aconteceram ali. O clichê dos jovens continua. Um romance, trauma, sexo, drogas, o de sempre. Embora tenha visto elogios sobre a cena da perseguição, confesso que da minha parte não achei grande coisa. As mortes dava para ver grotescamente que eram falsas, principiante quando Jason apertou a cabeça de um deles, mas, faz parte da época, então, nada a declarar. 

No final Chris tem uma alucinação com alguém saindo do lago e lhe afundando com o barquinho, muito interessante essa referência. Todas as perguntas clichês de filmes de terror e situações cômicas e absurdas, estavam presentes aqui, mas acho que o que mais gostei, foi finalmente ter visto a origem da máscara de hóquei. Jason leva uma machadada na máscara, será que nos próximos vai estar a marca ou ele vai pegar outra máscara? Não sei quando verei os outros, só aproveitei esse pela sexta-feira 13 de novo. 

Assim, não adianta questionar roteiro, motivos e situações nesse tipo de filme. Quando estavam indo ao local, encontraram um homem no meio da estrada que lhes falaram para não irem para aquele local. Por que? O que ele sabe? Como ele sabe? O casal da mercearia? O que tinha a ver para Jason simplesmente matá-los? E esse grupo novo que chegou? Não tinham conhecimento da lenda do acampamento, não eram monitores, não tinha nenhum sobrevivente entre eles, e se, segundo a Chris, ela foi atacada pelo Jason anos atrás, por que ele a deixou  viva? Será que Jason agora só vai matar jovens aleatoriamente porque ele não teve essa experiência de juventude? E como sempre chamam a polícia se a única sobrevivente sempre está desmaiada no local? Embora Jason tenha sido mostrado inerte com o Machado na máscara, sabemos que não morreu. Porém, se fosse uma trilogia, poderia até ter sido encerrado ali. 

Muito difícil falar sobre filmes antigos sem criticar negativamente, porém, não deixa de ser nostálgico. É com esses filmes que aprendemos como sobreviver a uma história de terror. 

Confesso que sigo ansiosa para descobrir qual será o enredo nos próximos filmes. No mais, foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

quarta-feira, 11 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] It's Okay to Not Be Okay (Tudo bem não ser normal) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago esse dorama que demorei para ver mas que vale muito a pena. 






A HISTÓRIA 

Moon Gang-Tae vive com seu irmão mais velho, Moon Sang-Tae, que tem autismo. Devido a um trauma na infância dos irmãos, Gang-Tae constantemente se muda de cidade a cada primavera, pois seu irmão começa a ter pesadelos com borboletas e esse é o sinal para se mudarem. Próximo a primavera, Gang-Tae sofre um acidente no hospital onde trabalha envolvendo uma escritora famosa de livros infantis, Ko Moon-Young, o que faz ele perder o emprego. Como já era época de se mudar, por coincidência sua amiga, Nam Ju-Ri, lhe diz que no hospital onde trabalha estão precisando de cuidadores, mas fica na cidade natal deles. 

Gang-Tae acaba aceitando o novo trabalho no hospital psiquiátrico onde Ju-Ri  trabalha e ela mantém uma paixão platônica por ele. Porém, Moon-Young após mais um escândalo em sua vida, ao descobrir para onde Gang-Tae foi, ela instantaneamente foi atrás dele. Por coincidência, seu pai está internado nesse hospital. Em troca de levar o pai para passear, Moon-Young dará aulas de literatura no hospital. Há um certo mistério no relacionamento entre pai e filha e a mãe desapareceu e foi considerada morta. Além disso, ainda tem o mistério da morte da mãe dos irmãos e das borboletas. Ainda assim, mesmo com tantas improbabilidades, Gang-Tae, Sang-Tae e Moon-Young criam laços e um relacionamento familiar. Para mentir Gang-Tae mais próximo, Moon-Young faz Sang-Tae assinar um contrato onde ele será o ilustrador de seus livros, mas precisará morar em sua casa, com isso Gang-Tae acaba aceitando a oferta. 










 



Ano de lançamento 2020

1 temporada 12 episódios 

Elenco Seo Ye-Ji, Kim Soo-Hyun, Oh Jung-Se, Park Gyu-Young, Park Jin-Joo, Kim Joo-Hun



Trailer 




Minhas divagações 

Sempre quis ver esse dorama, principalmente pela atuação de Oh Jung-Se ao interpretar o irmão mais velho com autismo. Vi alguns shorts com suas cenas mais marcantes e fiquei impressionada. Quando comecei a ver, já no primeiro episódio temos um mistério que me deixou confusa. Mas já no segundo começa a explicar melhor e as coisas começam a fazer sentido. Obviamente que já começa com o maior clichê que é o casal protagonista terem tido uma história na infância. 

O primeiro mistério para mim, era porque Gang-Tae se mudava constantemente, o que foi respondido no segundo episódio. Era óbvio que fugiam de algo, mas, agora que estão crescidos, acredito que o problema mesmo seja o irmão com o trauma das borboletas. A única coisa que me incomodou nesse dorama desde o início, foi a Ju-Ri. Quando ela indicou o hospital onde trabalha para Gang-Tae, achei que ela fosse diferente, mas quando descobre o interesse da Moon-Young pelo Gang-Tae, achei ela muito imatura e todas as cenas dela depois que levou o fora de Gang-Tae, eu avançava. Não gosto desse tipo de personagem que gosta do protagonista e mesmo sabendo que ele gosta de outra pessoa, fica correndo atrás. Cadê o amor próprio? Não importa o que se faça, se a pessoa não sente o mesmo, não é insistindo que vai conseguir algo. Nem mesmo o agente da Moon-Young se interessando pela Ju-Ri rendeu bons momentos. Pulei essas cenas também. A cara de cachorrinho abandonado que ela fazia também não ajudava muito. Mesmo quase na reta final, onde ela deixa a rixa de lado e tenta ajudar Moon-Young conseguiu me fazer mudar de ideia a seu respeito. 

No hospital, tem uma enfermeira que acho que deve ser a chefe deles, que as vezes é irritante e outras até legal. Eu achava que ela sabia de algo e por isso tratava Moon-Young dessa forma, por saber o segredo do pai dela. Mas outras vezes acho que só é enxerida mesmo. Pensei o mesmo do médico, apesar dele ser bom no que faz, os mistérios que envolvem Moon-Young e os irmãos, são revelados aos poucos e vamos descobrindo com eles. Claro que eu tenho minhas teorias, mas muitas vezes eu erro. Eu desconfio que a mãe da Moon-Young é aquela doida do hospital, pois eles acreditam que ela possa estar viva. Mas, se for ela mesma, por que demorou todo esse tempo para ir atrás da filha? Será que no final é só uma fã da mãe da Moon-Young que acha que a culpa do desaparecimento dela é da filha? Existem muitos fãs loucos hoje em dia.  

No entanto, somos enganados, mas minhas suspeitas embora errôneas em um sentido, em outras acabei acertando ao suspeitar da enfermeira chefe. E o mistério envolvendo a família da Moon-Young era confuso porque nos baseávamos nas memórias confusas do pai doente e nas memórias da Moon-Young criança. Os motivos da mãe da Moon-Young tê-la criado daquela forma foram horríveis. Apesar de tudo, ela cresceu bem. Principalmente quando se envolveu com Gang-Tae, pois aprendeu muitas coisas novas. E os irmãos, finalmente param de fugir e Gang-Tae mesmo descobrindo coisas horríveis, consegue suparar e permanecer firme ao lado de Moon-Young. 

Não há como negar que Moon-Young e Sang-Tae tinham uma química incrível de irmãos. Suas brigas eram hilárias. Pareciam mesmo dois irmãos. E achei a Seo Ye-Ji espetacularmente maravilhosa. Foi perfeita para o papel. Linda, elegante e apesar de inicialmente aparentar não ter emoções, ela foi cheia de surpresas. E, os beijos do casal Moon-Young e Gang-Tae foram os mais quentes desde que vi Sua vida privada e A noiva de Habaek. Muito diferente dos selinhos que acontecem nos últimos episódios mas que mesmo assim, adoramos. 

Algumas coisas me irritaram, como o vai e volta de Moon-Young e Gang-Tae por diversos motivos, mas o que mais me emocionou, obviamente foi Sang-Tae. Como seu irmão vivia para ele, pensei mesmo que fosse desistir de Moon-Young, mas muito pelo contrário, ele tentou aproximar o irmão dela e foi o que rendeu momentos hilários e emocionantes. A melhor cena de Sang-Tae que chorei horrores, foi quando ele ajudou outro paciente do hospital, quando estavam no ônibus e ele teve um ataque de pânico devido a seu trauma passado, o que o impedia de sair do hospital, pois sempre que tinha alta, acabava voltando no mesmo dia. O fato de ser Sang-Tae quem o ajuda nesse momento foi emocionante pelo fato do próprio Sang-Tae ter seus momentos difíceis e ser sempre Gang-Tae quem o ajuda. Ele ajudando outra pessoa foi comovente demais. 

Infelizmente a resolução do caso das mães de Moon-Young e dos irmãos Gang-Tae e Sang-Tae não foram tão surpreendentes, embora o motivo da mãe de Moon-Young só comprovar que ela era complemente desequilibrada. A atriz que a interpretou foi tão intensa, que senti medo de seu olhar e seu jeito louco. Muito bem interpretado. Esse dorama realmente merece tudo o que foi falado na época que saiu. Infelizmente estou sempre atrasada com os doramas pois geralmente são muito longos mas pelo menos valem a pena. 

Cada paciente tinha sua história e refletia de alguma forma nas vidas do nosso trio protagonista. Nada ficava de fora. Eu amo esses doramas que tudo é bem amarradinho, nenhum personagem aparece a toa, mesmo sendo paciente do hospital. Mas, acho que 16 episódios ainda é muito. Porque então parece que o caso está se resolvendo mas como falta episódios criam mais coisas que as vezes é desnecessário. Mas, nem sempre o fim é satisfatório embora a jornada valesse a pena. Aqui, o desfecho da mãe foi meio vazio, eu esperava motivos mais sinistros mas ela era só louca mesmo. De qualquer forma recomendo. 


Nota pessoal 10/10

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