Olá Divosos. Hoje trago essa história em duas versões, livro e filme. Embora tenham o mesmo, final, a experiência foi completamente diferente.
A HISTÓRIA
A República da Grande Ásia Oriental se originou após a revolta da população e a junção das Forças Armadas com a Força Policial. Todo ano, uma turma do 9⁰ ano de alguma escola escolhida aleatoriamente participam de um jogo de sobrevivência onde dos 42 alunos, apenas um deve sobreviver. São levados para uma ilha isolada, controlados por coleiras que explodem caso não cumpram as regras. Ganham um kit de sobrevivência e um por um deixam o local se espalhando pela ilha. Alguns tentam se aliar a amigos, mas a pressão sobe a cabeça e os colegas, não sabendo em quem podem confiar, acabam matando uns aos outros.
Live Action
Ano de lançamento 2000
Duração 2h 2m
Direção Kinji Fukasako
Elenco Tatsuya Fujiwara, Aki Maeda, Taro Yamamoto, Takeshi Kitano
Trailer
Livro
Ano de publicação 1999
Páginas 666
Autor/a Koushun Takami
Minhas divagações
Li o livro primeiro então estava ansiosa para ver como seria adaptado. Lembro vagamente da Live Action quando foi lançado, mas não lembro se cheguei a assistir. Após terminar o livro, confesso que quando chegou no último capítulo com apenas três dos estudantes, me perguntava como terminaria, embora soubesse desde o início quem sairia vivo.
No filme já temos alterações quanto ao inicio da história. No livro descobrimos que os alunos do 9⁰ ano da turma B, estão indo para uma excursão quando Shuya percebe que um gás está saindo do ônibus e um dos estudantes, Shogo, tentava abrir a janela, mas todos acabaram adormecendo. No filme Shuya acorda no meio da viagem e acaba nocauteado.
No livro temos como o responsável de vigiar e acompanhar essa jornada dos alunos, Sakamoto Kinpachi. No filme foi um professor, Kitano, que foi esfaqueado por Kuninobo e pede demissão. Passa um ano até que a turma de Shuya é escolhida para participar do Battle Royale e Kitano quem é o encarregado de observá-los.
Claro que um filme nunca chega aos pés de uma leitura. Enquanto lemos, imaginamos o cenário e ainda temos mais detalhes dos acontecimentos e até pensamentos dos personagens. Embora seja mais rápido ver um filme, as experiências são bem diferentes. Porém, apesar de mudanças que são inevitáveis, a obra quando mantém a essência do livro, segue positivamente bem.
Noriko tem um ferimento na perna, o que dificulta sua caminhada durante toda a história. No filme seu ferimento é no braço. Depois disso parei de comparar porque por mínima que fosse a mudança, a história seguia seu curso satisfatoriamente bem. Até chegar no final. Quando foi elegido o vencedor, no livro Sakamoto o pega e o leva de barco para fora da ilha. Lá, ele conversa com o vencedor e diz que sabe que ele trapaceou. No filme, Kitano manda os soldados embora e espera sozinho na base pelo vencedor e fala que sabe da trapaça dele. As diferenças entre Sakamoto e Kitano eram gritantes. Sakamoto era o tipo soldado do exército implacável, enquanto Kitano parecia um professor medíocre pedófilo vingativo. Não vi sentido em fazerem ele ter preferidos como Noriko. Ficou extremamente esquisito. Já Sakamoto parecia querer que Kazuo fosse o vencedor. Tão louco quanto Sakamoto.
Enfim, a jornada no livro me pareceu mais longa e sofrida. No filme, apesar das duas horas, até que passou rápido. Por mais que ame o ator Tatsuya Fujiwara, achei seu personagem no filme meio medíocre. No livro ele fez muito mais coisas, tanto estúpidas quanto heróicas. Imaginei Noriko completamente diferente e Shogo também. Na minha imaginação eles eram bem melhores. O resto dos personagens foram satisfatórios. Só acho que se tivessem seguido com o final do livro, teria sido bem mais impactante. Eu não acreditava que o vencedor poderia realmente ter feito aquilo. E a batalha no barco foi incrível. O final no filme foi meio agridoce. Mas, para uma adaptação de livro, foi satisfatório.
Como é meio antigo, li algumas críticas que prefiro não comentar. Dada a época em que foi lançado, acredito que quem não gostou não entendeu a mensagem da história. Depois disso, tivemos muitas histórias nessa pegada, como Jogos vorazes, Maze Runner, Divergente. Se não entendeu a comparação, eu quis dizer sobre o fato de adolescentes terem que lutar pela sobrevivência como experimentos ou demonstração de poder dos responsáveis, para controlar a sociedade. Talvez Jogos vorazes seja o mais parecido de Battle Royale.
É pesado? Um pouco. Enquanto lia, não via rostos, só imaginava o que poderia estar acontecendo, mas enquanto assistia, vendo a situação em que passavam, as mortes, aí sim, sentia a injustiça do jogo. Teve muitos que morreram de forma injusta, teve alguns que foram ingênuos, teve outros que tinham intenção de matar desde o início, mas mesmo tentando se colocar nessa situação, não consigo imaginar o que faria. Talvez, vendo a situação de modo frio e quisesse muito sobreviver, eu encarnaria o Kazuo. Mas se visse que não tinha chance nenhuma, talvez só morresse mesmo. Mas existe uma verdade nessa história, mesmo que você conviva com essas pessoas há anos, não se pode confiar totalmente quando se trata de sobreviver. No livro, Shuya parecia bem mais rebelde que no filme, mas, o filme acabou sendo tão bom quanto o livro.
Nota pessoal 8/10







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