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terça-feira, 3 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Battle Royale (Live Action/livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago essa história em duas versões, livro e filme. Embora tenham o mesmo, final, a experiência foi completamente diferente. 







A HISTÓRIA 

A República da Grande Ásia Oriental se originou após a revolta da população e a junção das Forças Armadas com a Força Policial. Todo ano, uma turma do 9⁰ ano de alguma escola escolhida aleatoriamente participam de um jogo de sobrevivência onde dos 42 alunos, apenas um deve sobreviver. São levados para uma ilha isolada, controlados por coleiras que explodem caso não cumpram as regras. Ganham um kit de sobrevivência e um por um deixam o local se espalhando pela ilha. Alguns tentam se aliar a amigos, mas a pressão sobe a cabeça e os colegas, não sabendo em quem podem confiar, acabam matando uns aos outros. 



Live Action

Ano de lançamento 2000

Duração 2h 2m

Direção Kinji Fukasako

Elenco Tatsuya Fujiwara, Aki Maeda, Taro Yamamoto, Takeshi Kitano










Trailer





Livro

Ano de publicação 1999

Páginas 666

Autor/a Koushun Takami



Minhas divagações 

Li o livro primeiro então estava ansiosa para ver como seria adaptado. Lembro vagamente da Live Action quando foi lançado, mas não lembro se cheguei a assistir. Após terminar o livro, confesso que quando chegou no último capítulo com apenas três dos estudantes, me perguntava como terminaria, embora soubesse desde o início quem sairia vivo. 

No filme já temos alterações quanto ao inicio da história. No livro descobrimos que os alunos do 9⁰ ano da turma B, estão indo para uma excursão quando Shuya percebe que um gás está saindo do ônibus e um dos estudantes, Shogo, tentava abrir a janela, mas todos acabaram adormecendo. No filme Shuya acorda no meio da viagem e acaba nocauteado. 

No livro temos como o responsável de vigiar e acompanhar essa jornada dos alunos, Sakamoto Kinpachi. No filme foi um professor, Kitano, que foi esfaqueado por Kuninobo e pede demissão. Passa um ano até que a turma de Shuya é escolhida para participar do Battle Royale e Kitano quem é o encarregado de observá-los.

Claro que um filme nunca chega aos pés de uma leitura. Enquanto lemos, imaginamos o cenário e ainda temos mais detalhes dos acontecimentos e até pensamentos dos personagens. Embora seja mais rápido ver um filme, as experiências são bem diferentes. Porém, apesar de mudanças que são inevitáveis, a obra quando mantém a essência do livro, segue positivamente bem. 

Noriko tem um ferimento na perna, o que dificulta sua caminhada durante toda a história. No filme seu ferimento é no braço. Depois disso parei de comparar porque por mínima que fosse a mudança, a história seguia seu curso satisfatoriamente bem. Até chegar no final. Quando foi elegido o vencedor, no livro Sakamoto o pega e o leva de barco para fora da ilha. Lá, ele conversa com o vencedor e diz que sabe que ele trapaceou. No filme, Kitano manda os soldados embora e espera sozinho na base pelo vencedor e fala que sabe da trapaça dele. As diferenças entre Sakamoto e Kitano eram gritantes. Sakamoto era o tipo soldado do exército implacável, enquanto Kitano parecia um professor medíocre pedófilo vingativo. Não vi sentido em fazerem ele ter preferidos como Noriko. Ficou extremamente esquisito. Já Sakamoto parecia querer que Kazuo fosse o vencedor. Tão louco quanto Sakamoto. 

Enfim, a jornada no livro me pareceu mais longa e sofrida. No filme, apesar das duas horas, até que passou rápido. Por mais que ame o ator Tatsuya Fujiwara, achei seu personagem no filme meio medíocre. No livro ele fez muito mais coisas, tanto estúpidas quanto heróicas. Imaginei Noriko completamente diferente e Shogo também. Na minha imaginação eles eram bem melhores. O resto dos personagens foram satisfatórios. Só acho que se tivessem seguido com o final do livro, teria sido bem mais impactante. Eu não acreditava que o vencedor poderia realmente ter feito aquilo. E a batalha no barco foi incrível. O final no filme foi meio agridoce. Mas, para uma adaptação de livro, foi satisfatório. 

Como é meio antigo, li algumas críticas que prefiro não comentar. Dada a época em que foi lançado, acredito que quem não gostou não entendeu a mensagem da história. Depois disso, tivemos muitas histórias nessa pegada, como Jogos vorazes, Maze Runner, Divergente. Se não entendeu a comparação, eu quis dizer sobre o fato de adolescentes terem que lutar pela sobrevivência como experimentos ou demonstração de poder dos responsáveis, para controlar a sociedade. Talvez Jogos vorazes seja o mais parecido de Battle Royale. 

É pesado? Um pouco. Enquanto lia, não via rostos, só imaginava o que poderia estar acontecendo, mas enquanto assistia, vendo a situação em que passavam, as mortes, aí sim, sentia a injustiça do jogo. Teve muitos que morreram de forma injusta, teve alguns que foram ingênuos, teve outros que tinham intenção de matar desde o início, mas mesmo tentando se colocar nessa situação, não consigo imaginar o que faria. Talvez, vendo a situação de modo frio e quisesse muito sobreviver, eu encarnaria o Kazuo. Mas se visse que não tinha chance nenhuma, talvez só morresse mesmo. Mas existe uma verdade nessa história, mesmo que você conviva com essas pessoas há anos, não se pode confiar totalmente quando se trata de sobreviver. No livro, Shuya parecia bem mais rebelde que no filme, mas, o filme acabou sendo tão bom quanto o livro. 


Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Orange (Live Action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago essa Live action do anime Orange. Se você pudesse mandar uma carta para seu eu do passado, o que diria?






A HISTÓRIA 

Naho Takamiya descobre uma carta enviada dela mesma no futuro daqui a 10 anos. Na carta, ela escreve sobre seus arrependimentos e pede que a Naho do passado os mude. Para início de tudo, ela precisa conhecer Kakeru Naruse, um aluno que será transferido de Tóquio. Para seu primeiro dia, a Naho do futuro pede que não o convidem para ficar mais tempo após as aulas em seu primeiro dia, porém, ela só lê esse detalhe depois de já ter acontecido. Depois disso, Kakeru fica ausente na escola por duas semanas. Quando volta, Naho passa a acompanhar os acontecimentos em tempo real comparado a carta e descobre que no futuro, Kakeru não está mais presente. Decidida a evitar que isso aconteça, ela tenta mudar algumas coisas que se tornam seus arrependimentos no futuro. E acaba descobrindo que Suwa, também recebeu uma carta dele mesmo do futuro. Juntos, tentam fazer os dias de Kakeru fazerem a diferença e evitar o trágico fim que levaram Naho e Suwa a alertar seus eus do passado. 









Ano de lançamento 2015

Duração 2h 19m

Direção Kojiro Hashimoto

Elenco Tao Tsuchiya, Kento Yamazaki, Ryo Ryusei, Hirona Yamazaki, Dori Sakurada, Kurumi Shimizu



Trailer 





Minhas divagações 

Live action do anime de mesmo nome, que já vi mas não lembrava muito da história. Resolvi conferir a Live action pelo Kento Yamazaki. Ele é como Takeru Sato, perfeito para fazer Lives action. Embora, o Takeru ainda esteja em primeiro lugar dos meus atores japoneses preferidos. 

Em Orange, acompanhamos a Naho, uma estudante que misteriosamente recebe uma carta dela mesma do futuro. Na carta, ela conta que nesse período escolar, ela teve vários arrependimentos, principalmente sobre Kakeru, um aluno novo transferido de Tóquio. Eu entendo que para alguém receber uma carta desse tipo seria inacreditável, por isso, a Naho demorou para continuar lendo e a primeira coisa a ser evitada, acabou acontecendo. Mas também, acho que a carta deveria ter tido mais explicações. Se você só pedir que não convidem Kakeru para ficar com eles mais um tempo após as aulas sem explicar o motivo, quem faria isso?

O único problema da carta era começar sem a urgência ou mais explicações do que acontece com Kakeru. A lentidão da Naho começar a tentar mudar seu futuro ou ainda, a lentidão em ler a carta, misericórdia, eu já teria lido tudo no mesmo instante e já me prepararia para ajudar o menino. Na verdade, eu já começaria a carta de outra forma. Me conhecendo, escreveria de uma forma que chamasse minha atenção e fizesse logo a primeira coisa a evitar. 

Como não lembrava muito bem da história, de início pensei que o aviso sobre não convidar Kakeru depois da aula, era porque ele era um delinquente ou algo do tipo. Depois ele ficou duas semanas ausente e achei que era porque ele sofria de depressão e ficava períodos ausente. Em partes foi algo do tipo. Embora tivesse um jeito sociável normal, ele parecia esconder algo terrível sobre sua vida pessoal. 

E mesmo que Naho demorasse para entender, desde o primeiro contato, era óbvio que ela e Kakeru gostaram um do outro. Porém, não gostei que colocaram uma intrometida que se declarou para ele e ele aceitou namorar essa menina. Se ele gostava da Naho, para quê aceitar a outra? E claro que teria um triângulo amoroso no círculo de amigos. Suwa gostava dela e do jeito dele, a ajudou de todas as formas, inclusive a ficar com Kakeru, mesmo que isso doesse nele mesmo. Suwa também recebeu uma carta dele do futuro e nela, continha um detalhe que a Naho do futuro não contou para a Naho do passado. Me pergunto se mudaria algo se ela soubesse o que era. Suwa por sua vez, sabia desse detalhe mas vendo como as coisas estavam indo, ele entendeu que Kakeru era quem Naho sempre gostou. 

O grupo de amigos, só entendeu o que houve com Kakeru, 10 anos depois, quando foram visitar sua avó e ela contou o que houve com ele. Por isso, Naho e Suwa, resolveram escrever uma carta com seus arrependimentos e Naho tinha esperanças de que em alguma vida paralela, Kakeru foi salvo e viveu bem e feliz. Na minha memória, todos do grupo haviam recebido cartas deles mesmos, mas pelo menos no filme, só Naho e Suwa escreveram. 

O único pesar, é que a história usou o conceito de que se mudar algo no passado, criaria uma linha, ou seja, uma outra vida paralela àquela, onde a linha original seguiria o curso real e a paralela seguiria com a mudança. Partindo daí, achei triste que a primeira vida seguiu sem Kakeru. Mas eles sentiam ou desejavam, que em algum lugar, Kakeru havia sobrevivido e era feliz. Claro que esse conceito sobre viagem no tempo não surgiu do nada, pois enquanto estudavam, tiveram uma aula sobre isso, talvez por isso, depois de descobrirem pela avó de Kakeru sobre sua triste história, Naho e Suwa tentaram mudar o passado deles. Mesmo não tendo certeza se a carta chegaria até eles. Confesso que na época, o anime foi muito bom. Mas na Live, achei a Naho meio chatinha. Demorava para agir e tomar uma atitude, estava me dando nos nervos. E não consigo entender, se ela gostava tanto do Kakeru, por que ficou com outra pessoa depois? Entendo que na linha original, ela não chegou a expressar seus sentimentos por ele e devido a tragédia, não soube que ele também gostava dela, e que claro, sua vida seguiria em frente e Kakeru seria uma memória da adolescência, mas, ficar com alguém do grupo? Enfim, é o meu sentimento sobre isso. 

O modo como Naho e Kakeru se gostavam mas havia várias coisas impedindo a declaração, me lembrou de Kimi ni todoke, embora nesse, o casal protagonista tinha dificuldade em expressar seus sentimentos pelo outro mas, pelo menos, nenhum dos dois ficou com outras pessoas. Tinha vários desentendimentos e a protagonista era tão tímida, mas o menino foi fiel a seus sentimentos e esperou por ela até o momento certo. Em Orange, embora o tema principal não fosse o romance, pelo menos no filme, achei que poderia ter trabalhado mais o círculo de amigos. No início, por acolherem Kakeru espontaneamente, achei que todos tinham escrito para eles mesmos, talvez o anime seja assim. Pelo menos eu, teria achado mais interessante se fosse isso mesmo. 

Eu sempre fui uma pessoa que prefere as histórias sem complicações. Guardar segredo, ter um segredo, não pela curiosidade, mas se você for mais aberto, evitaria várias coisas. Talvez se no primeiro dia o próprio Kakeru tivesse falado de sua mãe, poderia ter mudado tantas coisas. O grupo até poderia ir na casa dele, trazendo alegria para os dois. Não é impossível história assim, quantos animes existem por aí com amigos adotando os pais dos amigos? E a mãe de Kakeru era solitária, com os amigos dele por ali, e vendo o filho feliz, tenho certeza que ela encontraria um motivo para continuar vivendo. Mas, isso seria a minha história se fosse eu a escrevendo. Embora ache que poderia ter sido melhor, e tenho certeza que o anime foi, mas não sei se verei novamente, quem sabe um dia. No entanto, apesar do final triste, sim, porque nada mudou na linha original, mesmo na vida paralela, não fiquei com aquele sentimento de satisfação, porque apesar de tudo, mesmo tentando mudar seus arrependimentos e ajudar Kakeru, mesmo fazendo a diferença, ele ainda teve aquele sentimento de terminar como na linha original. Até achei que o final seria assim, que não teria como mudar o destino. Que de alguma forma, Kakeru terminaria como na linha original. Claro que sendo uma história fictícia, o céu é o limite né. 

Enfim, Live action é difícil mesmo transmitir com fidelidade o anime, mas, apesar de tudo, acho que foi satisfatorio. Só não entendi porque se chama Orange. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Inuyashiki (Live Action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Terminando minha maratona de Live action, hoje trago essa adaptação no mínimo intrigante. 






A HISTÓRIA 

Ichiro Inuyashiki, 58 anos, trabalhador e pai de família, não é respeitado em seu trabalho muito menos em casa. Sem amigos e ainda por cima sua família o despreza. Ele encontra um cãozinho abandonado chamado Hanako e a adota. Ao mesmo tempo que encontra um ser feliz com sua presença ele recebe o diagnóstico de um câncer com 3 meses de vida. Ao tentar comunicar sua família, ele desiste consciente de que se morresse, eles chorariam por ele? Desolado, ele passeia a noite com Hanako com o intuito de abandoná-la, pois sabe que se morrer sua família não ficará com ela de qualquer forma. Porém, ao chegar em um parque, percebe um rapaz ali também, com semblante tão desolador quanto o dele. Mas, então, uma explosão acontece e ele perde a consciência. Ao acordar está sozinho com Hanako no parque. 

Inuyashaki volta para casa mas continua arrasado com a consciência de que vai morrer em breve e com o desprezo de sua família. Ao entrar em seu quarto, percebe seu corpo estranho e horrorizado descobre que não é mais humano. 

Por sua vez, Hiro Shishigami, um adolescente que estava no parque no mesmo instante que Inuyashiki, também sofreu o impacto da explosão e também acordou diferente. Mas ao contrário de Inuyashiki, Shishigami aprendeu a usar seus poderes e vai até seu amigo Ando Naoyuki, que sofre bullying na escola e por isso tem faltado as aulas. Shishigami vai até a casa de Ando para lhe mostrar seus novos poderes. Mas ao contrário de Inuyashiki, Shishigami tem ímpetos de violência, e mata uma família sem piedade. Inuyashiki ouve os apelos da vítima e corre até a casa para salvá-la, sendo tarde demais. Mas seria seu primeiro encontro com Shishigami, outra pessoa com poderes como ele. Mas percebe que ao contrário dele, que tenta salvar pessoas, o jovem parece querer eliminá-las. 

Ando vendo como Shishigami mudou, recusa o dinheiro que este tenta lhe dar e também diz que não pode mais ser seu amigo, já que sabe que foi ele quem matou a família que saiu na TV. Vítimas de tiro sem balas no local. Ando não pode aceitar que seu amigo seja um assassino. Shishigami até repensa suas atitudes, mas então sua mãe lhe informa que está com câncer e que seria melhor ele morar com seu pai e a família dele. Arrasado, ele promete que ela não vai morrer. 

Inuyashiki descobre que tem o poder de salvar vidas e secretamente vai a hospitais curar doentes terminais. Mas apesar desse poder, ele não pode curar sua família que está quebrada e evidentemente o despreza com todas as forças. Mas tudo muda quando Ando pede socorro para alguém impedir seu amigo. Inuyashiki então conhece Ando e os dois passam a treinar juntos para derrotar Shishigami. 

O câncer de sua mãe é curado mas Shishigami é denunciado e ao fugir da polícia, mata alguns no local. Sua identidade é exposta e a mídia não perdoa. Cercada por repórteres cruéis, sua mãe não suporta e uma tragédia acontece. Isso motiva Shishigami a se vingar e eliminar todos de Tóquio. Inuyashiki tenta impedí-lo e acaba se revelando a sua filha na tentativa de salvá-la. 













Ano de lançamento 2018

Duração 2h 2m

Direção Shinsuke Sato

Elenco Takeru Satoh, Noritake Kinashi, Ayaka Miyoshi, Kanata Hongo



Trailer 





Minhas divagações 

Fazia muito tempo que eu não escrevia minhas impressões enquanto assistia algo. E para piorar, além de parar para escrever, também estou assistindo o anime em paralelo, então, para não me confundir, resolvi escrever minhas impressões do filme, já que vou terminá-lo primeiro. Descobri a Live action por acaso e me interessei obviamente pelo Takeru Satoh. Mas, ainda acho seu melhor personagem o Kenshin de Samurai X. 

Mas vamos ao filme. O início de Inuyashiki achei bem fiel ao anime, principalmente quando se mudam de casa e o desprezo de sua família. Porém, quando Inuyashiki sofre a explosão, no anime fica mais claro o que houve e porque reconstruiram seu corpo. Já Shishigami foi tudo quase diferente. Até sua visita a Ando, que no anime está sempre deitado e seu semblante é sempre de tristeza. Shishigami mostra seu novo corpo em seu quarto mesmo, mas no filme eles saem da casa de Ando. Em nenhum momento Ando fica impressionado com o novo Shishigami, ele fica sempre temeroso ao seu lado. No filme, ele pareceu um pouco impressionado com o novo amigo. Só quando viu as notícias das mortes na TV e o método usado, ele sente medo do amigo. 

Embora Shishigami seja imprevisível e parecer odiar as pessoas sem motivo, ele lembra muito psicopatas que fingem ser uma pessoa completamente diferente do que realmente é.  Para seus colegas de escola, seu pai e a família dele e sua mãe, ele mostra um lado típico de adolescente comum. Apenas Ando sabe quem realmente o amigo é. Porém, tirando as pessoas que ele matou sem motivo e acreditem, no anime ele foi bem mais cruel, ele tinha sentimentos por sua mãe, por Ando e por uma garota que gostava dele e o acolheu e escondeu da polícia. Veja bem, seus motivos para querer matar todos foi justificável pelo que fizeram a sua mãe e a garota que o acolheu. Elas não tinham culpa pelo o que ele fez, mas a sociedade e a polícia nem ligaram pelo que fizeram com elas, que eram inocente. Eu entendo o lado dele de que querer eliminar certas pessoas. 

Mas em contrapartida, temos Inuyashiki, que apesar de todos seus infortúnios e que teria motivos para odiar os seres humanos, ele fazia de tudo para salvá-las e sem mérito ou reconhecimento nenhum. Tendo apenas Ando ao seu lado. Ainda não terminei o anime e pelo modo como terminou o filme, poderíamos esperar uma sequência, mas dado o tempo que se passou, não sei se ainda seria possível. 

Apesar das diferenças entre anime e Live action, achei bastante satisfatória. Só espero que Inuyashiki tenha pelo menos apoio de sua família. Acredito que depois de tudo que sua filha passou e viu, sua atitude com ele vá mudar. Acho que partindo dela, já seria suficiente para dar um pouco de amor para ele. De início achei que Inuyashiki morasse com a filha e netos, por aí daria para entender o desprezo deles. Quando vi que era marido e pai fiquei abismada. Me perguntava se seria normal uma família dessas mesmo. Com todo esse poder, ele poderia ter abandonado essa família sem amor por ele e fazer o que quisesse, mas sua natureza era boa demais até mesmo para abandonar pessoas que não se importavam com ele. 

Enfim, como toda Live Action, nem sempre será fiel ao original, mas o importante é manter a essência. E julgando pelos efeitos especiais, já que é uma história que envolve poderes, pode-se dizer que foi bom. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Divagando sobre Death Note (Live Action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Ainda com as Live action, hoje trago esse que o anime foi fenomenal e o filme ficou satisfatoriamente bom. 






A HISTÓRIA

Light Yagami, um jovem estudante universitário, filho de um inspetor da polícia, estuda incansavelmente para ser como seu pai. No entanto, a realidade da justiça o acaba desanimando. Até que uma noite, ele encontra um caderno preto onde na capa está escrito Death Note. Existe regras nas primeiras folhas, onde o caderno diz que o nome que for escrito nele junto com a imagem da pessoa na mente de quem escreve, ela morrerá em alguns segundos de ataque cardíaco. Obviamente Light não acredita, mas apenas por brincadeira, ao ver o nome de um bandido na TV, ele escreve o nome visualizando seu rosto e depois vai dormir. No dia seguinte, ao ver a notícia que o sujeito morreu, ele passa a usar o Death Note, com o propósito de eliminar os criminosos e assim construir um novo mundo. 

Junto do caderno, Light agora pode ver Ryuk, um shinigami ao qual era o antigo dono do Death Note. Interessado no que Light pode fazer ele deixa o caderno com ele. Embora ele coloque nomes de criminosos no caderno, acaba chamando a atenção de todos pelas mortes misteriosas. A força policial acaba trabalhando junto a um jovem chamado L que após eliminar evidências aqui e ali, acaba tendo seus suspeitos reduzidos, incluindo o filho do inspetor Yagami. Light, tendo acesso aos arquivos usando a senha de seu pai, consegue burlar as suspeitas sobre ele, sempre um passo a frente de L. Até que, quando se vê encurralado, ele toma uma decisão drástica para eliminar de vez as suspeitas sobre ele. 












Ano de lançamento 2006

Duração 2h 6m

Direção Shusuke Kaneko

Elenco Tatsuya Fujiwara, Kenichi Matsuyama, Nakamura Shido II (Ryuk voz), Takeshi Kaga, Shunji Fujimura



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti o anime muito tempo atrás e tinha achado Kira genial, embora ele tenha iniciado o caderno com boas intenções, acaba sendo dominado pela audácia de não ser pego e escrevendo nomes no caderno que no final, já não tinham mais relação com criminosos. Ao mesmo tempo que você o vê como herói, você também o vê como um assassino. É como dizem, se quiser saber o caráter de alguém, lhe dê algum poder. 

Diferente do anime, senti falta do início onde Ryuk entediado com sua vida de Shinigami, decide jogar seu Death Note no mundo humano e esperar para ver o que acontece. Infelizmente é Yagami Light quem o encontra. Inicialmente ele ainda tinha um senso de justiça, porém, ao perceber como o sistema era falho e na verdade muito injusto, a partir do momento que aprende como usar o Death Note, acaba criando um sistema de mortes, que embora suas vítimas sejam criminosos, acaba chamando a atenção das autoridades. Isso inclui, obviamente, o trabalho de seu pai. 

Empolgado em eliminar o mal no mundo, também se empolga em enfrentar L, um jovem tão inteligente quanto ele que fará de tudo para descobrir quem Kira é  de verdade. Algumas coisas havia me esquecido e embora imaginasse que todo o anime seria o primeiro filme, óbvio que seria dividido em partes. Light cria planos cada vez mais elaborados e no final, até Ryuk fica impressionado com a maldade dele. O filme acaba provavelmente na primeira temporada do anime. Light consegue fazer com que pelo menos seu pai acredite que ele é inocente. 

L aparecendo e afirmando que Light poderá fazer parte da equipe segurando um pacote de salgadinho, diz muitas coisa. Claro que no anime, tendo liberdade de animação se pode fazer o que quiser, mas, essa Live action, embora obviamente tenha mudanças e pelo ano de lançamento, foi um acerto raro no mundo das Live action. L parecia o anime encarnado. E o Ryuk também foi muito bem feito. Mas, infelizmente, não gostei muito da Misa nem da atriz que a interpreta. Embora já tenha visto outro trabalho dela. Porém, a atriz trabalhou bem em interpretar a Misa já que a achei insuportável e muito barulhenta. Personagens desse nível não me são muito atraentes. Apesar que ela terá um papel importante na história. 

Será que eventualmente Light teria parado por conta se entediando, se as mortes não chamassem a atenção da polícia? Será que ele só continuou porque L apareceu para solucionar o caso e ele achou que encontrou um adversário a altura? Light foi um vilão que sua transformação foi sensacional. Ele tinha tudo e poderia ter sido muito mais, porém, ao tocar o Death Note suas ideologias sobre justiça mudaram ou será que ele sempre teve esse lado escondido por dentro? Preciso rever o restante para terminar essa história fantástica. 

Tatsuya e Kenichi já vi de outros doramas ou filmes. Mas acho que ficaram mais conhecidos por terem interpretado Light e L. Achava bizarro que Light tão novo pudesse ser tão inteligente a ponto de manipular a força policial daquele modo, mas L acaba superando Light nisso. Ou ficam ali em pé de igualdade. Embora L aparentemente seja milionário, tem um secretário guardião que atende a todos seus caprichos e come doce de uma forma que qualquer outro ser humano normal teria morrido de diabetes. Fora seu jeito bizarro de segurar as coisas com as pontas dos dedos. E a paciência de seu secretário é sublime. 

No mais, alguns pontos foram bem impressionantes, principalmente se não conhecer a história do anime. Mas o melhor de tudo com certeza é a mudança de personalidade de Light. O que ele fez com o agente que o seguia, ao mesmo tempo foi genial quanto terrivelmente cruel. E ele enganando as câmeras de vigilância no seu quarto enquanto estudava? Coisa de gênio. Embora, tenhamos que concordar que em determinadas partes ele tenha sido ingênuo, como na primeira vez em que achou que o homem que aparecia na TV era o verdadeiro L. E, por não ter pensado que as mortes aconteciam mais na região em que morava. Uma hora iriam descobrir que o assassino estava mais perto do que imaginavam. Mas se ele começasse a viajar pelo mundo, seria mais óbvio que ele era. Mas não dá para negar que com um caderno desses, há várias possibilidades de histórias. Muito impressionante mesmo. 

Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Divavando e resenhando Mufasa: O Rei Leão - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago a história de Mufasa. 






A HISTÓRIA 

Simba e Nala tem uma filha chamada Kiara. Enquanto Nala está em um oásis para dar a luz, Simba pede a Timão e Pumba que cuidem da filha. Rafiki aparece e para entreter Kiara, conta a história de Mufasa, seu avô.

Mufasa e seus pais estão em busca do mítico Milele, mas uma enchente os separa e Mufasa é arrastado para longe. Em uma área pantanosa, Mufasa é salvo por Taka, um filhote da realeza, mas ao tentar sair da água, são atacados por crocodilos. Eshe, a mãe de Taka, os salva e ouvindo a triste história de Mufasa, decide criá-lo, embora Obasi, o rei, seja contra abrigar desgarrados. 

Assim, Mufasa é criado por Eshe e aprende a arte da caça, enquanto Taka é treinado para ser rei, ou seja, não fazer nada. Durante uma caçada, Eshe e Mufasa são atacados por leões brancos e para defender Eshe, Mufasa mata um deles. Acontece que o leão era filho do temido Kiros, líder dos exilados. Este jura vingança pelo filho e ataca o bando de Obasi. Sendo grato pela coragem de Mufasa ao defender Eshe, ele ordena que ele e Taka fujam. 

No caminho encontram Sarabi,  outra vítima dos exilados e juntos partem em busca de Milele. Eventualmente acabam encontrando Rafiki que os incentiva em encontrar Milele. Porém, os exilados não desistem e partem atrás do bando. Em um determinado momento, Taka trai o grupo e são atacados quando chegam ao destino. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 58m

Direção Barry Jenkis



Trailer 





Minhas divagações 

Depois de críticas cruéis ao Rei Leão, dessa vez tentaram colocar mais expressões nos animais. No entanto, não vi muitos sentido fazer uma Live action quando os animais não são verdadeiros. Acredito que se fosse uma animação a história de Mufasa, teria sido tão emocionante quanto a história de Simba. 

Mas já que temos essa Live action, vamos falar sobre. Não tinha nenhuma expectativa ao iniciar o filme e qualquer empolgação que tivesse se desvaneceu quando começaram a cantar. Quem me acompanha sabe que não sou muito fã de musicais. Confesso que as partes cantadas eu avancei. Então, se tinha alguma informação importante ali, eu perdi. Mas não me arrependo. 

Apesar de todos os efeitos visuais serem belíssimos, pelo menos eu achei, vi ainda algumas críticas negativas sobre a obra. Nem li muitas porque minha opinião não iria mudar. A jornada de Mufasa foi meio óbvia,  embora eu acreditasse que ele e Scar eram irmãos de sangue. Talvez eu tenha esquecido esse detalhe. Preciso rever a animação do Rei Leão, embora eu duvide que tenha alguém que não chorou com a cena de Simba e seu pai. 

O ponto positivo, foi conhecermos como foi a vida de Mufasa e entender mais a inveja de Scar sobre ele. Mesmo sendo filho de um rei, infelizmente ele não teve os ensinamentos corretos e por isso acabou perdendo Sarabi e seu posto de rei. Já Mufasa conseguiu esse posto sem muito esforço e ele nem queria na verdade ser Rei. O erro foi a criação do rei achar que o filho nasceu já sabendo ser rei e não ensinando nada. Por isso ao não saber fazer nada, em momentos críticos só soube ser covarde. 

O ponto negativo, foi que, por mais que gostasse de Timão e Pumba nas animações, me perdoem, mas achei eles muito insuportáveis. Mas só aqui. E não que o Pumba seja fofinho, mas aqui ele estava feio demais. Se eles aparecessem só no início e no final, porque a história não envolvia eles, teria sido melhor do que ficarem pausando a história para eles ficarem aparecendo fazendo coisas nada a ver. E, algumas vezes eu não sabia quem era quem, entre Mufasa e Taka. Embora as vezes dava para notar uma sutil diferença. 

Dito isso, apesar de histórias distintas, Simba e Mufasa tiveram jornadas parecidas. Embora Mufasa com certeza teve uma vida repleta de perdas. Primeiro seus pais, depois Eshe e seu bando, restando apenas Taka, que no futuro sabemos o que aprontará com Mufasa. E Simba perderá o pai restando novamente Scar, por incrível que pareça, mais maléfico do que nunca. De um filhote mimado e covarde, para um ser tão vingativo e inescrupuloso, foi uma jornada bem curta para ele. Talvez sua sina não fosse ser rei, mesmo que não conhecesse Mufasa, pois sua natureza, acredito que seria essa mesmo, independente de quem cruzasse seu caminho. Seu pai veria o quão inútil era, se os exilados atacassem e mesmo sem conhecer Mufasa, certeza que Taka daria um jeito de fugir. 

Simba perdeu o pai, mas se Scar fosse seu tio de sangue, eu diria que tinha puxado ele quando viveu ignorando o reino, na companhia de Timão e Pumba. Um verdadeiro covarde. Porém, tendo o sangue e o destino de um verdadeiro rei, retornou para salvar aquilo que seu pai sempre lutou para proteger. Mais uma vez, se fosse uma animação, teria sido bem mais interessante conhecer a história de Mufasa e de Scar. 

Mas enfim. Achei que seria pior, mas até que gostei, tirando a parte musical. 


Nota pessoal 8/10

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Divagando sobre Lilo & Stitch (Live Action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Seguindo com a Live action, hoje trago essa aventura alienígena havaiana.






A HISTÓRIA 

No planeta Turo, Dr. Jumba é condenado pela Federação Galáctica Unida, por fazer experimentos genéticos ilegais. Seu mais recente trabalho consiste em um ser que ele chama de Experimento 626, uma criatura agressiva e quase indestrutível que foi exilado. Mas, 626, consegue fugir e vai parar na Terra. A grande Conselheira oferece liberdade a Jumba se ele trazer 626 de volta. Para isso, o especialista na Terra, o Agente Peakley irá junto. 

Enquanto isso na Terra, Lilo, uma garotinha havaiana é expulsa da escola por agressão contra uma colega. Nani, sua irmã mais velha e tutora legal após a morte dos pais, recebe a visita da assistente social e sua situação não é nada boa. Ela poderá perder a guarda da Lilo se esta não se comportar e ajudá-la com a casa. Nani tem uma semana para ter tudo arrumado e continuar com Lilo.

A noite, Lilo vê uma estrela cadente e faz um desejo. Acontece que era 626 caindo com a nave. Ele vai parar em um abrigo de animais e Lilo acaba o adotando e lhe dando o nome de Stitch. Mas as coisas só pioram com a chegada de Stitch culminando na separação das irmãs. Arrependido por ser mal, Stitch volta para o abrigo, mas Jumba aparece o perseguindo. Lilo tenta proteger Stitch e os dois são levados na nave de Jumba. Nani procura desesperadamente por Lilo, pedindo a ajuda do agente da CIA Bubbles. Ao contrário de Peakley, a única motivação de Jumba é capturar Stitch e transformá-lo mais ainda em um animal agressivo. 










Ano de lançamento 2025

Duração 1h 48m

Direção Dean Fleischer Camp

Elenco Sydney Agudong, Maia Kealoha, Zach Galifianakis, Billy Magnussen, Chris Sanders, Amy Hill, Courtney B. Vance



Trailer 





Minhas divagações 

Ok. Quem assistiu a animação deve concordar que foi mil vezes melhor. E me desculpem mas a dublagem brasileira também é a melhor. Do que me lembro do filme, algumas coisas mudaram. Na verdade cortaram muitas coisas que eram divertidas no relacionamento entre Nani e Lilo e nas brigas iniciais entre Lilo e Stitch, que pareciam dois irmãos.  E olha que a animação teve menos tempo e foi muito mais divertida. 

Como treinar seu Dragão acabou sendo muito mais fiel a animação. Mas, não digo que foi de tudo ruim. Embora não veja onde podem ter aumentado tanto a história e ainda assim tirado tanta coisa boa. O fato de Lilo ser solitária e estranha foi bem mais trabalhado na animação. A garotinha que fazia bullying com a Lilo nem apareceu mais no filme. 

A perda da família e a luta em manter o que restou dela unida foi bem mais emocionante na animação. Embora Nani no filme tenha tentado como na animação, senti muita diferença. E o que é esse David? Misericórdia. Ele era meio bobo, mas no filme, pura vergonha alheia. Achei o final meio fraco, acreditem. Na animação me emocionei mais. Lilo tinha ido no abrigo no início da animação com a Nani. Ela até pagou pelo Stitch, fato usado depois no final que permitiria que ele ficasse com Lilo, pois tecnicamente ela pagou por ele e sendo assim, ele lhe pertence. 

As músicas do Elvis também foram melhor aproveitadas. Nani nem prestou atenção na façanha do Stitch que tocava a música saindo de sua boca. Os efeitos foram interessantes mas pelo que me lembre, Jumba e Peakley não se disfarsaram de humanos. Se não me falha a memória, a confusão foi maior porque eram eles mesmos. Mas enfim, como eu disse, não foi de todo ruim, mas também não foi excepcional. Não me decepcionou porque não tive expectativas. Mas foi fofinho ao seu modo. Se parar de comparar com a animação fica perfeito. 

Embora tenha atores reais, acho que dava para transmitir mais sentimentos, confesso que me emocionei e me diverti mais com a animação. Porém, Stitch ficou bem fofinho, fiel a animação. Mas, eu acho, na minha humilde opinião, que uma Live action não era necessária. Contar a mesma história dependendo, pode vir a ser muito repetitivo. Cadê as novidades? Cadê criações originais? Dependendo da Live Action, sempre vou preferir o original, a não ser, Samurai X, que continua sendo a melhor Live Action de anime que já vi. 

Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Como treinar seu Dragão (Live action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. A semana agora começa com Live action e hoje trago esse carismático filme que me surpreendeu e superou minhas expectativas. 






DIVAGAÇÕES 

Na vila de Berk, uma comunidade viking, liderado por Stoico, sofre constantes ataques dos Dragões. Soluço, filho do chefe da vila, tenta de tudo para participar das caçadas, mas ele é terrivelmente desastrado. Soluço é aprendiz do ferreiro Bocão e cria dispositivos mecânicos e uma noite, durante um ataque dos dragões, ele usa sua mais nova arma. Para sua surpresa, ele acaba acertando um Fúria da Noite, um Dragão raro que ninguém havia visto antes. Porém, ninguém acredita nele. 

Determinado a provar seu feito, Soluço parte em busca do Dragão. Ao encontrá-lo porém, vendo o animal ferido e indefeso, não consegue matá-lo. Ao soltá-lo, se surpreende, pois os vikings sempre alegaram que os dragões nunca deixavam suas presas vivas, embora aquele irritado, tenha partido deixado Soluço vivo. 

Enquanto Stoico parte mais uma vez em busca ao ninho dos dragões, matricula Soluço no treinamento contra os dragões e é ridicularizado pelos outros alunos, incluindo sua paixão Astrid. Soluço retorna a floresta e seguindo um rastro, descobre que Fúria da Noite está preso em uma enseada pois seus ferimentos dificultam que voe. Soluço tenta interagir com o Dragão e o chama de Banguela, por causa de seus dentes. Também constrói um arreio, uma sela e uma barbatana protética, lhe permitindo voar em suas costas para guiá-lo. Também acaba aprendendo mais sobre seu comportamento os usando durante seu treinamento e conquistando a todos. Menos Astrid que fica desconfiada. Ela então descobre Banguela.

Soluço mostra que pode confiar no Dragão e a leva para um passeio de voo, onde acabam descobrindo o ninho dos dragões, onde existe uma rainha que domina os demais. Soluço bola um plano para contar a seu pai, mas dá errado e Banguela é preso. Determinado e com a ajuda de Astrid, Perna de Peixe, Melequento e os gêmeos Cabeça Quente e Cabeça Dura, eles domam os dragões usados para treinamento e seguem para o ninho ajudar Stoico. 









Ano de lançamento 2025

Duração 2h 5m

Direção Dean DeBlois

Elenco Mason Thames, Gerard Butler, Nico Parker



Trailer 





Minhas divagações 

Quando se trata de Live action, é sempre um risco se decepcionar dependendo da obra, ainda mais envolvendo dragões. Mas, apesar de fazer um tempo que vi a animação, lembrava poucas coisas, no entanto, devo admitir que me surpreendi com a obra. 

Como é praticamente igual a animação, a história seguiu fluída, tendo seus momentos como diversão, tensão e superação. A única coisa que eu não me lembrava, era de que Soluço era sozinho. Nas minhas memórias, ele já era amigo do grupinho que treinava com Astrid, para mim, só seu pai o via como decepção no quesito matar dragões. E convenhamos, achei Gerard Butler perfeito para o papel. 

Inicialmente não tinha gostado muito de Astrid e olha só, nem a reconheci, tinha a achado muito bonita mas só quando vi o nome da atriz que lembrei de onde a vi antes, na série The Last of US. Sim, é comprovado que sou péssima com fisionomias. Mudou Corte de cabelo já não reconheço mais. Seria péssimo depender de mim para reconhecer possíveis suspeitos. Mas enfim. Depois que Astrid conheceu Banguela e começou a ajudar Soluço, passei a gostar mais dela. 

Me lembrava vagamente do motivo dos dragões atacarem a vila, mas não imaginava que era uma rainha folgada. Por seu tamanho e como só ficava no ninho, nem imaginava que poderia voar. Soluço poderia ser desastrado ao tentar provar seu valor, mas quando chegou realmente a hora, mostrou ser digno de ser filho do chefe. A emoção dele acordando em seu quarto com Banguela ali dentro, a noção do que aconteceu com sua perna, a emoção de ver seu pai e o povoado com os dragões, igualzinho o final que eu me lembrava. Deu vontade de rever o primeiro, nem cheguei a ver as sequências ainda. Um dia ainda verei.

A fotografia achei incrível. Claro, que tem momentos que ainda dá para perceber os efeitos visuais quando Soluço interage com Banguela, mas tudo sutil. E olha que só percebi por acaso, porque geralmente nem presto atenção. Agora me questiono, terá sequência? Espero que sim. Embora pelo que ouvi falar do segundo é meio triste. Vou ter que assistir a animação primeiro. 

Não vi muita gente falando de modo negativo, mas também não sei se foi muito esperado essa obra, porque não vi falando muito por aí. Se eu não estivesse fazendo uma semana de Live action nem ia ver esse filme tão cedo. Mas, ainda bem que vi. Foi maravilhoso. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Speed Racer (filme/2008) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos corredores. Encerrando a semana de corrida, termino com ele, Speed Racer. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Speed Racer é um jovem corredor que desde criança observa seu pai e seu irmão à construir carros. Seu irmão mais velho Rex, foi dado como morto após um acidente em uma corrida e mesmo a perda ter deixado um vazio na família, Speed decide seguir os passos do irmão. Ficando cada vez mais notório, Arnold Royalton, dono do conglomerado da Royalton Industries, oferece a Speed um contrato para correr para ele, lhe mostrando um mundo cheio de glamour, diferente da vida que estava acostumado. Porém, Speed nega assinar com a Royalton por respeitar o trabalho de seu pai. Por sua vez, Royalton indignado com a recusa, ameaça Speed dizendo que ele perderá tudo e que a corrida não se trata de família nem valores morais, mas de imagem, poder e dinheiro. 

Infelizmente para Speed, Royalton estava certo quando o ameaçou, pois além de perder a corrida, perdeu o carro e sua família foi acusada de violação de propriedade. Desanimado, Speed pensa em desistir de correr, mas um corredor, Taejo Togokahn, procura o Corredor X, que por sua vez procura Speed, dizendo que Taejo possui provas para indiciar Royalton, mas para isso, precisa que os dois façam parte de sua equipe não corrida Casa Cristo 5000. A corrida mortal que anos atrás tirou a vida de Rex. A família de Speed é contra e por isso ele vai escondido com a ajuda de sua namorada Trixie.

Mas, após vencerem a corrida, Speed descobre que Taejo só queria vencer para que sua empresa tivesse maior lucro após ações comprada por Royalton. Decepcionado Speed tenta desistir de tudo quando encontra o Corredor X, que ele passa a suspeitar que seja seu irmão, mas ele remove sua máscara provando que é outra pessoa. Speed tenta sair de casa mas recebe a visita surpresa de Horuko, irmã de Taejo, que se sente envergonhada pelas atitudes do irmão e lhe dá o convite dele para correr no Grand Prix. Com menos de 38 horas para arrumarem um carro, a família Racer começa a trabalhar. Para provar seu valor, ser um piloto de verdade e mudar as corridas armadas por Royalton, Speed corre como nunca em sua vida. 














Ano de lançamento 2008

Duração 2h 15m

Direção Lilly e Lana Wachowski

Elenco Emile Hirsch, Christina Ricci, John Goodman, Susan Saradon, Mathew Fox



Trailer 





Minhas divagações finais 

Uau, continua tão bom quanto das inúmeras vezes que tive de ver por causa de meu filho que amava esse filme e não cansava de ver repetidas vezes quando criança. E, para minha surpresa, encontrei críticas diversas sobre esta obra. Confesso que não sou crítica especializada, muitas vezes não presto atenção em detalhes específicos como roteiro, visual ou efeitos especiais, mas gosto de dar minha opinião pelo que senti assistindo os filmes. Não foi como F1 que senti meu coração acelerar de empolgação mas senti meu coração acelerar pela nostalgia. Convenhamos, o ano era 2008 e os efeitos das corridas, das transições das cenas, como dos flashbacks, eram incríveis. 

A primeira coisa que reparei quando comecei o filme, foi como tudo era colorido demais. Não me lembrava desse detalhe. Cores bem fortes ainda por cima. Não sei por que mas me lembrava muito séries dos anos 50. As corridas em si pode parecer confusa devido a velocidade e nas artimanhas dos carros, como pular para desviar de golpes trapaceiros como lâminas, ou óleo na pista. Fora as luzes piscando e muito colorido ainda. Mas, como todo filme de corrida, apesar dessa ser surreal, é corrida né. Muita adrenalina, muita emoção com o barulho do motor dos carros.

Agora para a caracterização. Li alguns comentários sobre terem mudado muito a história em comparação ao anime Speed Racer. Óbvio que não teria como os personagens serem parecidos, mas acredito que a dinâmica da família e das corridas ficaram perfeitas. Até o macaquinho foi divertido. E apesar das desconfianças de Speed, o Corredor X manteve sua verdadeira identidade secreta. Confesso que nunca terminei o anime, então não sei se no final ele revelou que era o Rex. 

Agora quanto aos atores, temos muitos famosos nessa obra. Embora Emile Hirsch fosse novidade para mim, achei ele um Speed perfeito. Temos ainda a Christina Ricci, a verdadeira Wandinha para mim, da Família Adams, que brilhou também. Temos o carismático John Goodman, para quem foi dessa época, um engraçado Fred Flintstone, temos a poderosa Susan Saradon, seu filme inesquecível para mim sempre será Thelma e Louise. E não podemos esquecer de Hiroyuki Sanada e Rain. Sanada ao longo dos anos, se precisassem de um samurai lá estava ele. Rain, o conheci antes do meu vício em K-pop, e vendo ele atuando podemos dizer que ele abriu portas para os idols se tornarem atores também, provando que alguns conseguem realmente ser muito bons. Rain é perfeito em tudo. 

Enfim, a história teve significados e claro, muita corrida. Pode ser que na época de seu lançamento não tenha alcançado a fama desejada, mas desde que vi a primeira vez, achei impressionante. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

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