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terça-feira, 31 de março de 2026

Divagando noltalgicamente Dark water/Água negra - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do terror. Procurei por esse filme durante anos e finalmente consegui revê-lo. 






A HISTÓRIA 

Yoshimi Matsubara em meio a um divórcio conturbado, tenta manter a guarda da filha Ikuko, se mudando para um apartamento decadente, matriculando a menina em uma creche próxima e conseguindo um emprego. Porém, ela atrasa para buscar a filha na creche desencadeando amargas lembranças de quando a mãe se atrasava para buscá-la. Em um desses atrasos, seu ex-marido tenta levar Ikuko. Yoshimi promete a filha que enquanto estiverem juntas, ela suportará qualquer coisa. 

Tudo poderia ser normal mas uma goteira no teto que vai aumentando gradativamente, passa a incomodar Yoshimi que começa a ter visões estranhas. Para começar, uma bolsinha vermelha que ela sempre descarta, aparece novamente em suas coisas. Ela então descobre que a bolsinha pertencia a uma garotinha desaparecida há dois anos chamada Mitsuko, que também frequentava a mesma creche de Ikuko e morava no apartamento acima delas. Estressada, Yoshimi decide se mudar novamente mas seu advogado sabendo que isso causaria problemas e Yoshimi poderia perder a guarda da filha, tenta resolver a questão da goteira e a convence a permanecer no local. Tudo parece ficar bem, mas a bolsinha volta a aparecer e Yoshimi tem a visão de uma garotinha de capa amarela e acaba descobrindo o que aconteceu com ela. Mas isso desencadeia um sacrifício para que sua filha fique segura. 








Ano de lançamento 2002

Duração 1h 41m

Direção Hideo Nakata

Elenco Hitomi Kuroki, Fumiyo Kohinata, Asami Mizukawa



Trailer 





Minhas divagações 

Procurei muitos anos rever esse filme e confesso que na minha mente, ele era bem mais assustador. Na época que vi, residia no Japão, então qualquer filme de terror japonês, me dava um medo enorme. Morria de medo mas continuava assistindo, mesmo que fosse de dia e com som baixinho. Mas acabei vendo tantos que chegou uma época, que nem sentia mais medo, era por diversão mesmo. Revendo Água negra agora, achei mais triste do que de terror. 

Acredito que por ser no interior e no início dos anos 2000, achei a ambientação bem sinistra assim como o ex-marido da protagonista, o novo chefe e o dono da creche. Pareciam suspeitos na verdade. Pelo que me lembrava, acontecia coisas bem mais assustadoras ou pelo menos na época pareceram ser. A garotinha aparece poucas vezes mas na minha memória, ela aterrorizava como a mulher no filme O grito. 

Vendo críticas, todas que li, gostaram e recomendavam ver. Para um filme de terror, foi bem animador ver criticas positivas, embora eu tenha terminado mais triste do que assustada. Na minha memória,  a cena no elevador, a menina mostrava seu rosto e era assustador, o que não aconteceu. E Ikuko chorava bem mais, nos fazendo chorar também, mas ela não chorou tanto assim, embora essa atriz esteja de parabéns na atuação. 

O engraçado dessa história, é que quando vi um documentário sobre a Elisa Lam, uma estudante que estava hospedada no hotel Cecil e foi vista pela última vez nas câmeras do elevador e semanas depois seu corpo foi encontrado na caixa de água do hotel, por reclamações no abastecimento de água, me lembrei desse filme Água negra. E alguns comentários citam o caso de Elisa. Loucura. O caso de Elisa não foi solucionado até onde vi no doc, atualmente não sei se descobriram mais coisas. No filme, não sei porque, eu tinha certeza que a garotinha tinha sido jogada ali por alguém. Por isso ela assombrava o prédio. Confesso que seu motivo me deixou decepcionada e o sacrifício da mãe me deixou revoltada. Qual o sentido dela se sacrificar para apaziguar o espírito da criança e abandonar sua própria filha? Tudo o que ela lutou foi trocado assim facilmente? A melhor saída ainda seria ter exigido verificar a caixa de água alegando um sabor estranho na água e assim descobrir os restos mortais da menina. Tendo seu corpo encontrado, poderia ir para luz. Qual o sentido dela querer uma mãe?  Talvez se tivessem trabalho nisso, falando que a mãe a abandonou e a menina sentia falta dela, poderia ter sido um motivo para tanto, mas do jeito que correu, achei absurdo esse final. Meio triste mas mais revoltante. 

Não lembro porque gostei tanto do filme na época, acho que foi justamente pelo final ter sido diferente. A menina poderia ter sido encontrada e dado um fim no seu desaparecimento. Mas não, além de ficar com a mãe de Ikuko, a história avança 10 anos e sem explicações, ela retorna ao antigo prédio que morou, encontra a mãe e é como se a garotinha jogasse na cara de Ikuko que ela tem mãe agora. Embora Ikuko não se lembrasse do que aconteceu e nem viu mais a menina. Poderiam ter mostrado como Ikuko foi encontrada depois da cena do elevador ou o que aconteceu com o prédio nesses 10 anos. Foi abandonado pelo tempo ou pelo ocorrido com Yoshino? O que falaram para o pai de Ikuko sobre seu abandono? Consideraram que Yoshino fugiu? Morreu? Foi sequestrada? Antes eu não pensava nesses detalhes, mas agora, essas perguntas me atormentam. Talvez se não tivesse avançado no tempo e mostrado a mãe, não levantaria certas questões. 

De qualquer forma, apesar de ser um bom filme, não foi bom ter visto novamente, era melhor ter deixado na minha memória. Mas ainda assim foi marcante pela pequena Ikuko e pela história diferenciada da época. Embora pudessem ter escolhido várias resoluções, preferiram uma mais dramática. Se você não curte levar susto, esse é o filme. Não tem jump scare e a menina mal aparece. O único sinal de assombração seria a água, que depois faz todo sentido e a bolsinha aparecendo misteriosamente. Mesmo no elevador a garotinha só fica agarrada a Yoshino. Gostei de uns comentários que li dizendo que a garotinha deveria assombrar o pai que a deixou sozinha e a pessoa que deixou a tampa da caixa da água aberta. Sinceramente, o que essa menina foi fazer lá exatamente? O que me lembrou que o mistério da Elisa Lam foi assim também, o que ela foi fazer lá? Sendo que o acesso era bem mais complicado do que do filme. Resumindo, se tivessem deixado a tampa fechada, não teria história. Ou, poderiam seguir pelo caminho que eu achava que fosse a história, algum molestador teria a deixado ali depois de abusar dela. Mas aí seu motivo para querer Yoshino teria que mudar. Como ela tem uma filha, o fantasma poderia alertá-la sobre o molestador e sobre onde estaria seu corpo. Eu honestamente preferiria um final desses. Mas recomendo o filme de qualquer forma. 


Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Sekai kara Neko ga Kietanara/ Se Os Gatos Desaparecessem do Mundo (Live Action/livro) - Divagando Sempre




Olá Divosos dorameiros leitores. Hoje trago o livro e a adaptação. Duas histórias parecidas e ao mesmo tempo diferentes. 





 

A HISTÓRIA 

Um carteiro que vive sozinho com seu gato chamado Kyabetsu, recebe um diagnóstico de tumor cerebral e que provavelmente terá uma semana ou menos de vida. Ao chegar em casa devastado, ele se depara com uma cópia dele mesmo que afirma ser o Diabo. Ele propõe ao carteiro se quiser viver mais um dia, apagar alguma coisa do mundo. Mas obviamente que não seria algo aleatório, o Diabo propõe apagar primeiro os celulares. Então começa a jornada do nosso protagonista. 

Com os celulares a serem apagados, o carteiro liga para uma ex namorada e se reencontram após um tempo. Ele lhe pergunta o que faria se os celulares não existissem. E assim, ele relembra seu relacionamento com ela que começou com uma ligação por engano. Porém, após apagar os celulares do mundo, as lembranças que vinham com ele também são apagadas, sendo assim, quando ele vai até sua ex novamente, ela não o reconhece pois não tem memórias dele. Assim, ele começa a entender a gravidade da proposta do Diabo. Porém ele não tem vontade de morrer ainda, e aceita quando os filmes e os relógios são apagados do mundo. Mas quando chega a vez dos gatos, ele finalmente entende que em seu ato egoísta por viver mais um dia, ele acaba perdendo o que viveu até ali.










Filme 

Ano de lançamento 2016

Duração 1h 43m

Direção Akira Nagai

Elenco Takeru Sato 


Livro 

Ano de publicação 2024

Páginas 176

Autor/a Genki Kawamura


Obs: encontrei inconsistências entre a publicação do livro e o lançamento do filme, pois vários sites de vendas ou resenhas de livros o ano de publicação é depois do filme, mas muitas resenhas também dizem que o filme é adaptação do livro. Então, fica aí esse erro ou mistério. 



Trailer 





Minhas divagações 

Obviamente que assisti por ser uma obra que não conhecia e que Takeru Sato participa. E pode ter certeza que todo filme com ele vai ser espetacular. Esse em questão, não se deixem enganar pelo título. Achei que fosse algo surreal sobre desapareicmento de gatos, mas acabou sendo algo bem mais profundo que isso. 

O filme é uma adaptação de livro e o personagem conta como recebeu sua sentença de morte e como o Diabo lhe apareceu oferecendo mais dias para viver, porém perderia algo de valor em troca. Claro que seria fácil escolhermos algo para não existir mais no mundo, mas claro que quem escolheria ser o Diabo e óbvio que acabaria sendo algo importante para o protagonista. De início, achei que a escolha do celular fosse porque o protagonista não saía dele, que tiraria apenas um vício dele, já que parecia que ele era solitário. Mas, depois vem o choque. O Diabo muito astuto, tiraria algo valioso do protagonista para que ele pudesse viver mais um dia. Esse dia acabava sendo cheio de memórias, pois sabendo que perderia tal coisa, ele via o quanto aquilo tinha sido importante na sua vida. Você pensaria, vivíamos bem antes dos celulares. Mas foi através deles que o carteiro conheceu sua ex e viveu uma linda história de amor. Embora não tenham ficado juntos, tiveram ótimas lembranças e momentos juntos. 

Assim como os filmes. O carteiro tem uma amizade um tanto que estranha com um cara chamado Tatsuya que trabalha em uma locadora de filmes. Desde que se conheceram ele indica um título por dia ao carteiro e vem uma das frases mais icônicas do filme: "Não haverá um fim para os filmes, por isso nossa amizade continuará por toda a eternidade". Sim, muitos triste quando os filmes desaparecem. 

Os dois últimos são mais significativos para o meio familiar. Os relógios representava o pai do carteiro. Era um homem distante sempre focado nos relógios. Mesmo quando sua esposa adoeceu, ele permanecia trabalhando consertando os relógios, o que fez o carteiro não perdoar as atitudes do pai e se afastar dele. Mas é quando o Diabo sugere os gatos para desaparecer do mundo, que o carteiro enfim deseja que isso não aconteça, pois foram os gatos que mantiveram sua família Unida apesar de tudo. E com isso, veio as lembranças de seu pai e de como a seu modo, ele fazia sua mãe feliz. 

O filme não é muito falado e encontrei por acaso. Das poucas críticas que vi, sei que sempre vai ter alguém que será do contra e quando não gostar de algo, vai tentar achar várias justificativas para isso. Li alguém comentando que não tinha gostado da história porque achou o protagonista muito egoísta. Porque aceitou apagar todas essas coisas só para ele viver mais um dia. Eu, por outro lado, não vi dessa forma. Eu sabia que no final essas coisas não seriam realmente apagadas do mundo. Eu já tinha entendido que era mais para refletirmos sobre o que havia sido importante em nossas vidas enquanto vivemos. O carteiro estava sozinho naquele momento, mas ele teve um amor, um amigo e sua família na qual valeram a pena viver tudo o que viveu. 

Achei que o Diabo ali fosse apenas uma representação do seu medo da morte e com isso, pudesse reavaliar o que viveu e assim aceitar que sua hora havia chegado. Foi uma forma mais interessante de lhe mostrar o valor das coisas do que o que eu havia imaginado. Achei que o Diabo era uma alucinação devido a seu tumor e que ele estava tendo essas visões por conta de seu medo da morte. E assim, alucinou com tudo isso mas percebendo que enquanto vivo, ele teve coisas boas na vida. 

A adaptação foi muito boa, embora seja óbvio que sempre haverá algumas mudanças, mesmo que a obra seja fiel ao original. Por exemplo, no livro, é preciso detalhar mais as coisas, para que possamos imaginar o cenário. Confesso que não havia reparado nas vestimentas do Diabo, que se apresentou de forma totalmente oposta ao carteiro. E, no livro, o carteiro chama o Diabo de Aloha, justamente por conta de suas roupas. Foi lendo o livro que reparei mais como realmente o carteiro parecia mais egoísta, ao ter a chance de viver mais dias. No filme, ele parecia se sentir mais culpado por fazer algo desaparecer em troca dele viver mais um dia. No livro, ele deixava claro que sua vida era mais importante. Talvez eu tenha me confundido quando li críticas e li de alguém que falava do livro. Pois aqui sim, podemos ver como o protagonista realmente pensava. 

No filme, mesmo na legenda, os nomes dos gatos foram mantidos no original, por isso, quando li Alface e Repolho, morri de rir. Embora em japonês seus nomes realmente significassem isso, em japonês me pareceu bem melhor. Mas acho que nada supera o gato falar no livro. Ainda bem que não teve isso no filme. Aloha já é bizarro o suficiente. Mas, apesar das mudanças, foram sutis, nada que nos deixe revoltados e claro, Takeru representou muito bem esse papel, como sempre. Eu não quis fazer uma resenha separado, porque livro e filme ficaram ótimos, então seria apenas muita repetição. Vale a pena os dois. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 20 de agosto de 2024

[Review] Bunny Drop surpresas da vida (Usagi drop) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2011

Duração 1h 55m

Direção Sabu

Elenco Kenichi Matsuyama (Daikichi)

Mana Ashida (Rin)

Karina Nose (Yukari)

Ruiki Sato (Kouki)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Daikichi é um jovem solteiro de 27 anos assalariado, que retorna para casa de sua família para o enterro de seu avô. Seria algo natural devido a idade do avô e tudo terminaria como qualquer funeral, se não fosse pelo fato do vô ter tido uma filha fora do casamento. A criança já com 6 anos foi deixada ali e ninguém se importava com ela. Muito pelo contrário, considerada bastarda e um incômodo, a família procurava um lugar para deixar a menina, como possíveis casas de adoção. 

Daikichi incomodado com a situação, sem pensar duas vezes, acaba levando a criança com ele. Rin, então passa a morar com Daikichi e com a ajuda de sua irmã, ele descobre que precisa deixar Rin na creche e buscá-la após o trabalho. Assim, na correria do dia a dia, eles tentam se adaptar. Até Daikichi perceber que não poderá continuar mais no cargo em que está e pedir transferência para seção onde a carga horária é menor. Sendo assim, todos ali tem filhos. 

Rin faz amizade com um menino, que por acaso é filho da modelo Yukari, e é órfão de pai. Assim os quatro se relacionam e aprendem sobre amizade, paternidade e maternidade solo, amor e crescimento. 









Minhas divagações finais 

Já estava na minha lista um tempo, mas só fui ver depois que vi um shorts e decidi conferir. Famílias tradicionais nunca pensam no bem estar de uma criança, mas sempre na vergonha no modo como foi concebida. Rin cresceu até os 6 anos em segredo quando seu pai veio a falecer. Daikichi foi o único que pensou na criança e não na situação em si. Foi impulsivo em sua decisão mas não queria pensar em deixar aquela garotinha sozinha, que acabou de perder o pai, em um orfanato. 

O desenvolvimento do relacionamento de Daikichi e Rin, foi lento mas emocionante. Rin era uma criança quieta, educada e não fazia bagunça. Meus parabéns para a atuação de Mana Ashida. Quando Daikichi conheceu Rin, era triste, sem brilho e solitária. Depois claramente foi mudando com os cuidados de Daikichi e sorria mais e fez até um amiguinho.

Mas, por um momento tenso, cheguei a pensar que a história teria um drama chocante. Quando Rin e seu amigo Kouki fogem da escola, eles encontram um rapaz que pensei que fosse sequestrar as crianças. Mas também, a cara que ele fez, misericórdia. Mas depois foi explicado melhor quem ele era. 

A única coisa que fiquei triste, pode ser SPOILER foi que Daikichi perguntou se Rin queria o sobrenome dele, que ele poderia adotá-la e ser seu pai. Ela não quis. Eu pensei que ela ficaria feliz em tê-lo como pai. Mas vai entender né. 

E apesar da mãe de Daikichi no funeral ter negado ficar com a menina, vendo como estava sendo bem cuidada pelo filho e como era doce e fofinha, acabou aceitando mais a criança. Foi uma história reflexiva e emocionante. Um jovem solteiro mudou a vida de uma órfã e uma linda garotinha solitária mudou a vida de um jovem. 

E Kenichi Matsuyama fez vários trabalhos, várias adaptações de mangá e um deles foi bem famoso, como Death Note, ele era o L. Jamais o teria reconhecido. Embora Bunny Drop seja alguns anos depois, L era um personagem peculiar. Deu vontade de rever Death Note. 

Super recomendo. 

Nota 10/10 

domingo, 28 de julho de 2024

[Review] Confissões/Kokuhaku - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2010

Duração 1h 46m

Direção Tetsuya Nakashima

Elenco Takako Matsu (Moriguchi)

Yukito Nishii ( Shuya)

Kaoru Fujiwara (Naoki)

Ai Hashimoto (Mizuki)




Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Moriguchi em seu último dia de aula como professora, anuncia sua demissão antes das férias escolares. Seu motivo poderia ser a perda da filhinha Manami de 4 anos, mas, ela revela que sua morte não foi acidental e sim assassinato, cometido por dois alunos daquela turma. Agora, ela vai se vingar. 







Minhas divagações finais 

Quando iniciei o filme, estava achando a adaptação perfeita, pelo menos no capítulo da confissão de Moriguchi. Mas, obviamente, como qualquer adaptação, houve algumas mudanças. Embora o livro tenha sido curto, o filme conseguiu até que colocar todas as partes nele. 

Entre ler e imaginar e ver como realmente seria, sempre preferi o ato de ler e imaginar. Fora que o livro por mais curto que seja, me parece que expõe o assunto muito mais explicado que um filme. Que acho que é mais bonito visual, mas dependendo da cena, precisamos raciocinar o que quer dizê-la. 

Após Moriguchi sair da escola e dar início a sua vingança, pode parecer meio confuso, porque as confissões seguinte, seguem pela perspectiva de outros envolvidos. Começa com Mizuki, que apesar de ser uma aluna exemplar, tem outra personalidade escondida e acaba se envolvendo com um dos suspeitos e por isso, teve um final trágico. Não sem antes servir de informante, mesmo que sem querer, para Moriguchi, que usou o que descobriu para o ato final de um dos assassinos de sua filha. 

As mudanças foram sutis e pode-se até ser consideradas irrelevantes, já que o rumo que tomou teve a mesma finalidade do livro. Não nego que as atuações para esse tipo de história, principalmente da parte juvenil, foram excepcionais. Mas meus elogios vão para Moriguchi.  Ao iniciar sua história antes de revelar o resultado final, seu tom de voz soa sinistro por ela sempre falar calmamente, mesmo quando revelou a causa da morte de Manami. Se tivesse mostrado ódio ou elevasse a voz, não teria o mesmo efeito. Foi muito bem conduzida. 

A forma como Moriguchi manipulou todos para a realização de seus propósitos, foi coisa de profissional. O que a morte de alguém que amamos não nos leva a fazer. De todos os tipos de vingança, esse, com certeza é o melhor de todos. Visto de fora, não daria para imaginar que Moriguchi fosse a culpada. A não ser pelo diário da mãe de um dos culpados que conta tudo o que passou e descobriu sobre seu filho e seu envolvimento no incidente. 

Claro, a forma como termina e o que Moriguchi fez no final, achei no livro mais interessante porque ficamos apenas imaginando se aquilo realmente é verdade. Enquanto que no filme, já mostra ela aparecendo para o aluno e lhe mostrando realmente do que ela era capaz. No fim, como eu disse no livro, esse aluno causou sua própria sentença. Mas Mizuki ainda lhe disse algo real, ele não precisava ter feito tudo isso só para chamar a atenção da pessoa que ele queria, ele poderia ter ido procurá-la de outras formas. Tudo isso foi porque ele teve medo de ser rejeitado. Infelizmente escolheu o pior caminho. Só não gostei muito do professor substituto da Moriguchi, muito animado tentando ser legal para conquistar os alunos. Acho forçado demais. 

No mais, filme e livro acabaram desenvolvendo temas muito mais profundos do que aparentava. Recomendo. 

Nota 10/10

terça-feira, 2 de julho de 2024

[Review] Até que as cores acabem / Drawing Closer - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2024

Duração 1h 58m

Direção Takahiro Miki 

Elenco Ren Nagasi, Natsuki Deguchi




Trailer




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Akito, um estudante do ensino médio, tem como foco no futuro, a arte. No entanto, um dia passa mal e descobre que só tem um ano de vida. Ainda no hospital, pensando em qual seria o propósito de viver agora, ele conhece Haruna. 

Pensando que Akito é um visitante, ela lhe conta que sua saúde sempre foi frágil e que agora só tem seis meses de vida. Sem conseguir contar que ele também tem pouco tempo, ele passa a visitá-la com frequência, tornando seus dias sombrios mais coloridos. 








Minhas divagações finais 

Típico filme que você já sabe qual será o final, ainda assim permanece até o fim. Não imaginava que os dois teriam pouco tempo de vida, pois o clichê é sempre um dos dois. Então já fiquei chocada desde o início e imaginando que seria triste em dobro. 

Esse filme me surpreendeu de todas as maneiras possíveis. Então lá vai os SPOILERS

A mãe da Haruna era enfermeira e acabou descobrindo a condição de saúde de Akito. Frequentando o mesmo hospital, uma hora uma delas descobriria né. 

Amei a jogada das flores e seu significado. Amei que os dois desenhavam. Pensei que a amiga do Akito seria um problema, já que parecia que ela tinha sentimentos por ele também. Ainda bem que não teve essas complicações. 

Quase no fim, pensei que ela morreria sem saber que Akito também tinha pouco tempo de vida, ainda mais pelas promessas que ela fazia ele fazer e de várias tentativas dele lhe contar e falhando miseravelmente em todas elas. Aquele final foi surpreendente. 

Tinha todos os clichês e ao mesmo tempo fugiu da maioria deles. Akito teve sua vida prolongada, mas não por muito tempo. Achei que no final, a amiga da Haruna fosse se apaixonar por ele também. Mesmo sabendo da condição dele, mas aí seria um dramalhão mesmo. 

Por conta de sua doença, Akito não conseguiu cumprir algumas promessas a Haruna, ainda assim, a história desses dois é linda e extremamente triste ao mesmo tempo. A coincidência dos dois receberem o diagnóstico de pouco tempo de vida no mesmo dia em que se conheceram e cultivar uma amizade tão linda, mesmo sabendo do pouco tempo, é devastador. Akito dedicando seu pouco tempo para tornar o de Haruna os melhores da vida dela, foi lindo demais. 

Enfim, é uma história linda e triste, mas recomendo. 

Nota 10/10

sexta-feira, 5 de abril de 2024

[Review] Koukan uso nikki ( Our secret diary ) - Divagando Sempre

 

Ano de lançamento 2023

Duração 1h 50m

Direção Kentaro Takemura

Elenco Fumiya Takahashi, Hiyori Sakurada, Mizuki Itagaki, Mizuki Kayashima, Ryosuke Sota, Nagisa Sato



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Nozomi, uma estudante do ensino médio, ao trocar de sala e se sentar em sua mesa, percebe um bilhete deixado ali. É uma declaração de Setoyama, um dos meninos mais populares da escola. Desconcertada, Nozomi tenta responder ao bilhete até que ele diz o nome da garota, Matsumoto, que no caso é a amiga de Nozomi.

Sem pensar, ela continua trocando mensagens através de um caderno, se passando pela amiga e ela própria passa a gostar de Setoyama mas incapaz de parar ou contar a verdade. Enquanto isso, sem perceber, ela acaba se aproximando dele mas sem querer ultrapassar os limites, já que em sua cabeça, ele gosta de sua amiga. 

Nozomi cuida das transmissões de rádio da escola durante o almoço e divide seu tempo estudando, com as amigas e agora trocando mensagens secretas com Setoyama.









Minhas divagações finais 

Mais uma vez fiquei sabendo desse filme adivinhem como? Um shorts no YouTube. Mas confesso que foi difícil encontrar onde assistir. 

Eu simplesmente amei como o desenrolar da história foi conduzido. Achei que Nozomi fosse ser a garota de recados entre Setoyama e Erino.  Não imaginava que ela fosse se fazer passar pela amiga. 

Juntando cenas que havia visto, de início pensei que Erino acabaria ficando com Setoyama. Mas no início ela tinha dito que ele não fazia seu tipo. Já estava a condenado pois não tinha entendido as cenas que havia visto antes. 

Apesar de ter errado por se passar pela amiga, quem nunca né. Mas amei como as pontas soltas foram se amarrando e como as coisas foram sendo esclarecidas no final. Realmente parecia uma coisa mas era outra completamente diferente. 

Eu ficava me perguntando várias coisas e atenção com os SPOILERS

Eu queria saber como ele descobriria a verdade do caderno. Uma hora ele veria a letra da Erino e da Nozomi e ligaria os pontos né. E o modo como ele foi confirmando as coisas sem percebermos foi genial. Pois eu só desconfiava dele quando ele já estava confirmando. 

Por exemplo, quando ele foi na sala pedir um livro para Erino, pensei que fosse ali que ele descobriria a letra. Mas Nozomi em nenhum momento se preocupou com isso. Mas ele já desconfiava desde quando ele conversou com ela sobre futebol e ela disse uma frase motivacional que foi a frase deixada na carteira que o fez se interessar pela pessoa que sentava ali. Acontece que por acaso ele viu Erino recolhendo o material e achou que fosse ela. 

Mas ele sempre estava próximo da Nozomi, mesmo no parque de diversões ele ficou conversando com ela e até deu um bicinho de pelúcia para ela. Eu só achei que ele não teve coragem de dar para a Erino. Depois ele pediu para Nozomi lhe ensinar inglês e até a levou para a casa dele. Quando sua irmã mais nova achou que fosse sua namorada, ele nem desmentiu. Eu nem percebi que ele não ligava porque queria que fosse verdade. 

E ele ensinado basquete para ela ou a beijando? Isso tinha me deixado confusa. Pensei que como eles sempre se esbarravam e acabavam ficando juntos, que no fim ele passou a gostar dela. Jamais me passaria pela cabeça que ele já sabia fazia um tempo que era ela quem escrevia no caderno. 

Mas a melhor cena com certeza é quando ele entra na sala da rádio e conta a verdade da confusão que ele mesmo fez e das mentiras que continuou porque também não queria parar de conversar com Nozomi. Foi muito lindo.

Fim dos SPOILERS 

Eu amo quando encontro uma história assim que me prende e me cativa desde o início. Me senti muito próxima da Nozomi ao perceber que um garoto popular como Setoyama só gostaria de alguém tão bonita como Erino. Apesar que Nozomi namorou um menino mais velho que também não ficava atrás de Setoyama no quesito aparência hehehe

Eu amo histórias assim. Me lembra muito Kimi ni todoke, onde a protagonista também tinha dificuldade para expressar o que sentia e gostava do menino mais popular da escola. Embora o contexto das histórias sejam completamente diferentes. Pois Sawako assustava as pessoas com seu jeito de falar e era super tímida. Mas fez amigas que a defendiam como se conhecessem desde sempre. Embora as amigas de Nozomi não precisassem defender pois graças aos deuses não era uma história com bullying, mas também não era sozinha.

O fato dos dois, Setoyama e Nozomi, se gostarem mas ficarem afastados por causa da mentira, só mostra o que ela própria sempre dizia aos outros: dizer o que sente de verdade sempre. Talvez se desde a primeira vez que viu o nome da Erino no papel, ela tivesse se desculpado e falado para ele que foi um engano da parte dela, de qualquer forma ele continuaria conversando com ela. Talvez o rumo do romance fosse diferente mas com certeza teria o mesmo final, onde eles expressassem seus sentimentos um pelo outro. 

Só achei que a coitada da Erino foi culpada sem querer de quase destruir dois casais, no caso o principal que era Setoyama e Nozomi, e dos amigos onde a Yuko também achava que o menino gostava da Erino. E por causa das mentiras de Nozomi, as três ficaram sem se falar por uns dias, até que ao fazerem as pazes, Erino descobre sobre o caderno. Imaginei que de repente ela fosse dizer que também estava gostando do Setoyama. Ia ser muito drama. Mas fiquei aliviada e feliz que tudo acabou bem no final. 

Eu amo histórias assim, onde não tem aquela rival insuportável que sempre maltrata a protagonista, adoro quando o casal se gosta mas por algum desentendimento pensam que um deles gosta de outra pessoa, adoro quando o menino protege e sempre está de olho na menina e ela nem percebe e por mais que Nozomi parecesse frágil e ingênua, era ainda uma personagem forte, dedicada e apaixonante. 

Super recomendo. 

Nota 10/10

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Shin Masked Rider - Divagando Sempre

 Ano de lançamento 2023

Duração 2h 23m

Direção Hideaki Anno 

Elenco Sosuke Ikematsu, Minami Hamabe, Tasuku Emoto



Sinopse

Experimento de aumento da SHOCKER, Takeshi Hongo ganhou grande poder, mas perdeu sua humanidade. Ruriko Midorikawa é uma rebelde descrente na felicidade. Eles fogem da organização e seus assassinos, e questionam: O que é justiça? O que é o mal? A violência um dia acabará? Mesmo poderoso, Takeshi tenta manter-se humano. Ruriko reencontra a liberdade e os sentimentos. Que caminho eles escolherão?

Trailer



DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Takeshi Hongo, é um agente da SHOCKER ( uma organização que pretende extinguir a humanidade ) que passa por um procedimento para se tornar um Aum, que no caso dele, seria um ser híbrido entre homem e gafanhoto, com super poderes. 

Mas, antes de sofrer lavagem cerebral e se tornar uma máquina assassina, ele é resgatado por Ruriko Midorikawa, uma ex-agente da Shocker, que agora é contra a organização. 

O pai de Ruriko escolheu Takeshi para ser a arma contra a Shocker, embora ela ache que Takeshi seja sentimental demais para ser o assassino que eles precisam. Mas vendo como a organização pode ser perigosa, junto ao governo, ele se torna em Kamen Rider e sai a procura de seus potenciais inimigos. 





Minhas divagações finais 

Confesso que assisti sem compromisso e mais por curiosidade por esse tipo de filme ter sido lançado atualmente. Foi bem nostálgico por lembrar dos heróis dos anos 80/90, tipo Jaspion, Jiban, Black Kamen Rider, embora eu tenha assistido muito na época, não me lembro exatamente como eram...

Tudo é surreal obviamente, já que o herói usa um tipo de energia chamado prana, que o ajuda a transformá-lo, no caso dele, um ser com poderes de gafanhoto. Assim como seus potenciais inimigos Aum Aranha, Aum  morcego, Aum vespa e Aum borboleta. 

No caminho ele encontra outra versão de Aum gafanhoto, mas no caso dele, sofreu a lavagem cerebral e ataca Takeshi mortalmente. Porém, Ruriko consegue quebrar a lavagem e o trazer de volta a consciência, assim eles conseguem mais uma aliado. 

O maior inimigo deles era o próprio irmão de Ruriko.  As baixas foram inevitáveis embora eu não tenha gostado de uma hahaha os motivos do inimigo estar querendo extinguir a raça humana geralmente são causadas pelos próprios humanos.

A violência é forte, sangue jorrando dos corpos, pois Takeshi tem uma força sobre-humana que não conseguia controlar inicialmente. As lutas, os efeitos visuais, estão até que satisfatórios, uma vez que acho que tentaram manter a linha dos antigos. 

Não faço ideia se é sequência de algum outro título, mas foi algo diferente do meu habitual, e até divertido. Apesar do clichê também né, afinal essas histórias são bem batidas já. 

O que achei mais interessante foi quando qualquer um deles morria, o corpo se desintegrava para impossibilitar que  qualquer tipo de informação fosse retirado do corpo. 

No mais, recomendo ver por pura distração. 

Minha nota de satisfação pessoal 8/10

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Your eyes tell ( Seus olhos dizem ) - Divagando Sempre

 Ano de lançamento 2020

Duração 2h 3m

Direção Takahiro Miki

Elenco Ryusei Yokohama, Yuriko Yoshitaka 



Sinopse

A jovem Akari tem sua vida transformada após um acidente em que perde os pais e a visão. Enquanto tenta se adaptar à nova rotina, ela conhece o ex-lutador Rui, que abandonou o mundo do crime e agora trabalha em um estacionamento.

Trailer 



Fotos 






DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Adaptação do K-filme Always.

A história segue a mesma

Um jovem ex lutador, trabalha durante o dia entregando água e a noite começou como porteiro de um estacionamento. No entanto, em seu primeiro dia, ele é surpreendido por uma jovem cega que o confunde com o senhorzinho que trabalhava ali antes dele. 

Rui lhe informa que ele se demitiu repentinamente e Akari diz que sempre vinha ver TV com ele. Rui pergunta se ela quer continuar vendo e assim eles passam a se conhecer melhor. 


Minhas divagações finais 

Claro que uma adaptação sofre mudanças de cultura para cultura e algumas coisas acabam fazendo diferença. Alguns detalhes continuam perfeitamente a mesma. 

Obviamente os nomes, cidade e comida são diferentes. Mas a história seguiu quase fiel. Mudaram, agora cuidado com os SPOILER, que o homem que causou o acidente de Akari, na versão japonesa acabou morrendo. 

Na versão coreana ele sobreviveu e o jovem o visitava constantemente como modo de se redimir do que lhe fez.  Na japonesa acrescentaram a história da mãe do Rui, como ponto de encontro para o final, que achei bem mais dramático do que a versão coreana. 

Entre outras diferenças que acabou tornado o filme especial, nas duas versões. Embora Ryusei Yokohama tenha tentado se adaptar ao personagem, ainda prefiro So Ji-Sub, os olhos caídos dele de cachorrinho abandonado era irresistivelmente melhor. 

E Yuriko Yoshitaka não teve aquela química da versão coreana. Mas o desgosto de quando o chefe das duas versões tenta violentá-las foi a pior nas duas, vontade de socar esses covardes. 

Mas, confesso que gostei mais da versão japonesa na parte que Rui conta sobre sua mãe, apesar do que ela tentou fazer, achei que trouxe um pouco mais de sentimento na vida dele. Na coreana ele era órfão e só tinha o orfanato como lembrança. 

Mas a maioria das cenas eram perfeitamente sincronizadas e maravilhosas.  Embora senti mais vontade de chorar com o final da versão japonesa. Mas acho que o amor florescendo foi mais bonito na versão coreana, a química do casal foi bem mais convincente. E o trailer da versão japonesa já entrega toda a história hahaha 

Eu ainda preferia que no final ele doasse seus olhos para ela... Mas acho que já sofreram demais né...

Enfim, minha nota de satisfação pessoal 10/10

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