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quarta-feira, 4 de março de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Dias Perfeitos (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa leitura que poderia ter sido melhor, mas faltou muita coisa. Terminei incrédula e decepcionada. Foi o maior vazio da minha vida literária. 






A HISTÓRIA 

Téo é um jovem estudante de medicina, que cuida de sua mãe paraplégica e quando não, está dissecando cadáveres nas aulas de anatomia. Um dia, por insistência de sua mãe, acaba indo em um churrasco com ela. Lá, ele conhece Clarice, uma jovem diferente de todas que já conheceu. Ela sonha em se tornar roteirista de cinema.  Ela está escrevendo um roteiro chamado Dias Perfeitos e isso faz com que Téo mostre interesse em ler para poder manter contato com a menina. Porém, apesar de sua despedida ter deixado Téo convencido de que a jovem se interessou por ele, passa a perseguí-la. Passando dos limites, ele acaba a sequestrando e a levando para casa. 

Embora sedada e com sua mãe em cima dele, Téo decide viajar com Clarice seguindo o roteiro dela e assim lhe dando mais inspirações para continuar escrevendo e também, quem sabe, com a convivência, ela vir a se apaixonar por ele também.  Porém, sua mãe não para de ligar, a mãe de Clarice também e ainda tem um ex namorado que fica insistindo em falar com Clarice. O casal passa alguns dias em Teresópolis e Breno aparece atrás de Clarice. Como ela estava em um chalé onde a família sempre alugava, Breno descobriu o endereço com a mãe de Clarice e foi atrás dela. Téo não aceitou bem e uma tragédia acaba acontecendo. Para não ficar mais tempo ali, Téo decide seguir viagem com a desculpa de Clarice continuar a escrever e também para seguir com o roteiro, indo para lugares onde as personagens de Clarice também foram. Em alguns momentos Clarice parece estar gostando de Téo, mas então, com a guarda baixa, Clarice o ataca e agora o prisioneiro é ele. 



Ano de publicação 2014

Páginas 280

Autor/a Raphael Montes



Minhas divagações 

Eu gosto de dar chances a escritores brasileiros porque geralmente a escrita é fluída e ótima de se ler. O início, embora meio instigante, meio parado, dava para relevar pois é o início da história. Estamos construindo o cenário, os personagens, criando a tensão da trama. Porém, muitas atitudes deixaram a desejar. Clarice por exemplo, eu nunca entendi essa menina. Vem de família rica, parecia destemida  e inteligente mas, achei meio ingênua quando Téo ligou para ela em um domingo de manhã para uma pesquisa e ela contou alguns detalhes de sua vida. Se, ela desconfiava que era ele, como deu a entender mais para frente, ela revelou onde estudava porque não sentiu perigo nele ou porque no fundo queria vê-lo atrás dela? Se, ela não tivesse respondido nada, ele teria tentado outros meios de encontrá-la? 

Onde Téo estudava, ele tinha um cadáver de estudo que chamava de Gertrudes. Li um comentário de alguém dizendo que a história dela era parecida com a de Clarice, mas não entendi muito bem quem era Gertrudes. Pelo que ele mencionou, era uma sem teto que deu permissão para que seu corpo fosse estudado? Ou algo assim. Não era possível ser uma vítima de Téo porque não tinha como negar que era a primeira vez que ele fazia tal coisa com Clarice. Se tivesse outras experiências, teria se saído melhor. Mas já dava para notar que Téo era estranho com esse relacionamento com Gertrudes.

Eu, particularmente acho difícil de ver histórias desse tipo. Ainda que aqui foi mais tranquilo porque apesar das algemas e outros apetrechos, Téo não abusou direto de Clarice. Mas, geralmente essas histórias são terríveis por conta disso. Vendo pelo lado prático, Téo parece ser iniciante nessa vida, mas conseguiu fazer tudo por sorte ou suas habilidades contribuíram? O fato de Clarice já ter data marcada para viajar foi sorte ou ele apenas usou essa oportunidade a seu favor? 

Clarice teve a melhor oportunidade de sua vida quando prendeu Téo, mas por causa de Breno ela colapsou? Não ficou claro o que ela sentia por ele. Na verdade, o que ela disse sobre Laura, acredito que seu interesse nela era maior do que em Breno. Se ela tivesse mantido Téo preso até a velha voltar, o que teria acontecido? Se ela tivesse matado Téo, como sairia dessa? Se ela não tivesse colapsado nada disso teria lhe acontecido no final. Mas aquele final não deixou de ser sinistro. Afinal, ela lembrava de algo? Ou foi só coincidência? E falando de final, não acredito que depois de tudo isso, termina assim. Minha conclusão seria então uma terrível crítica a justiça brasileira. O sumiço de Breno foi esquecido e apesar de tanta suspeita, Téo terminou daquele jeito. Estamos acostumados com histórias terríveis de sequestro e abusos, mas geralmente tem um final satisfatório. O suspeito pelo menos é preso ou morto. O final que tivemos aqui foi extremamente decepcionante. A não ser que o autor pense em criar uma continuação, caso contrário foi o pior livro que já li. 

Clarice era uma personagem insuportável. Não sei o que Téo viu nela. Talvez por ela estar sempre sedada, não pudemos conhecer ela melhor. Pois quando começou a aceitar Téo, sempre achei que ela estava mentindo, apenas para quando tiver oportunidade, dar uma lição nele. Pode ser que por Téo não abusar dela, porque aqui, no caso, ele não era um assassino estuprador. Ele era um cara esquisito obcecado pela Clarice. Então, ele achava que convivendo juntos, ele cuidando dela, uma hora ela fosse se apaixonar por ele. Um ponto de vista meio doentio. Mas fiquei na dúvida se devido a solidão, medo e tals, ela começou mesmo a sentir algo por ele. Eu sentiria nojo, ódio e medo constante. Não dá para saber o que um tipo desses vai acabar fazendo com você.  Quando o jogo virou, acreditei mesmo que essa história teria um final satisfatório. Eu preferiria um clichê do que esse final amargurante, decepcionante e que me fez odiar toda a leitura. 

Não dava para sentir empatia por Clarice nem ódio de Téo, porque não consegui conhecer eles melhor, entender suas personalidades. Téo tinha problemas, isso era óbvio. Mas não sei, nenhum dos dois me pareceu pessoas boas que só saíram dos trilhos pela pressão da sociedade. Embora Clarice tenha falado sobre seu relacionamento conturbado com a mãe, ainda foi algo superficial. Assim como a vida de Téo. Por que ele ficou desse jeito? E Clarice, amava mesmo Breno? Ou só ficou com ele para enfrentar a mãe. Enfim, teve várias coisas que me incomodaram. Mas acredito que a falta da descrição dos personagens foi o que me impediu de visualizá-los melhor. Na minha imaginação, Téo era meio gordinho, usava óculos e era feio. Por isso, Clarice não se interessou por ele. Já Clarice, imaginava loira e magra. Se o autor descreveu os personagens, em algum momento eu apaguei da memoria. Mas minha impressão dos dois eram essas. No mais, faltou um pouco de tudo mesmo. Foi a leitura mais vazia que já li. 


Nota pessoal 2/10

domingo, 11 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] A Garota das sapatilhas brancas - Divagando Sempre

 


Olá Divosos leitores. Hoje trago um livro que esperei muito para ler e foi... a maior decepção. 





A HISTÓRIA 

Em A garota das sapatilhas brancas, conta o lado de Daniel Lobos. A única pessoa que ao conhecer Melissa, uma garota mimada e preconceituosa, que só via o balé como prioridade na vida, enxergou nela muito mais do que ela aparentava e através de um acordo entre os dois, ele tentou lhe mostrar o que a vida e as pessoas tem a oferecer de bom. Por mais difícil que fosse acreditar, Melissa aceita o desafio com a certeza de que o garoto iria perder. Porém, ele foi o farol que salvou Melissa da escuridão e ela devolveu as cores ao seu mundo. Mas durante esse tempo, ele escondeu um segredo dela que poderia mudar tudo. Aqui, vemos o lado de Daniel, como descobriu sua doença, como conheceu Melissa e como lidou com tudo até o fim. A primeira versão sob o ponto de vista de Melissa se chama, O garoto do cachecol vermelho. 



Ano de publicação 2017

Páginas 182

Autor/a Ana Beatriz Brandão



Minhas divagações 

Vamos lá. Eu li O garoto do cachecol vermelho um tempo atrás, então, não me lembrava muito bem da história. Lembrava que era triste e por alguma razão eu tinha amado a história. Será que por ser pelo ponto de vista de Melissa, ela não foi tão insuportável? Me recuso a acreditar que eu amaria o livro se soubesse o quanto ela era insuportável. E não, não sinto a menor vontade de reler para confirmar. A garota das sapatilhas brancas foi uma leitura tremendamente cansativa. Daniel ainda é um personagem cativante, só aguentei terminar a leitura por ele. Não lembro como foi o modo de escrita do anterior, mas nesse, achei horrível por misturar a ordem cronológica, uma hora é o tempo presente, depois muda para tantos anos antes, depois horas antes, de repente é dias depois... sim, sou chata para isso. Prefiro seguir o tempo como ele é, ou talvez só peguei birra da escritora porque a história estava muito cansativa. 

A única coisa que amei, foi saber mais detalhes sobre a vida de Daniel. Como ele descobriu sua doença, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), como ele e sua família lidou com isso e como ele contaria para Melissa sobre isso. Como eu disse antes, não lembrava muita coisa do livro anterior, então se me perguntassem, recomendaria esse. Apesar de algumas críticas positivas sobre o livro que li, muitos concordam que não havia necessidade desse, pois quem lembra da história achou meio repetitivo. Concordo que não havia necessidade desse, pois acredito que o anterior terminou bem fechadinho, por isso a autora fez pela visão de Daniel. Por mais que na minha memória eu tivesse amado o livro anterior, nesse eu peguei um ódio tremendo da Melissa, que desfez todo meu encanto pelo garoto do cachecol vermelho. 

Nesse, a Melissa foi egoísta, cega e extremamente insuportável. As coisas que ela falava da amiga do Daniel, que até esqueci o nome, por ciúmes, era insuportável. Tantas coisas que eles passaram juntos, em nenhum momento senti que ela estava se apaixonando por ele. Porque como eu disse, a questão da escrita ficar embaralhando a ordem cronológica dos acontecimentos não colaborou muito para nos aproximar do casal. Uma hora eles estavam juntos, na outra estavam saindo a primeira vez, depois ela estava chorando a perda... gente, foi muito sem graça. Fora a repetição do nome da doença dele, já entendemos Ana Beatriz, que ele tem Esclerose, não precisava repetir tantas vezes. Não é como se poderíamos esquecer disso. 

No primeiro livro, puxando pela memória, não lembro de ter tido tantos conflitos, não imaginava que os amigos de Daniel eram contra ele ficar com Melissa. Mesmo que ela tenha passado por tantos problemas, não justifica sua personalidade tão detestável. Já vi personagens que passaram pelo pior e nem assim se tornaram tão odiável quanto ela. Se ela fosse só perfeccionista em querer ser uma bailarina e mimada, já bastava, colocar desculpas depois do porque ela ser assim, tornou ela ainda mais detestável. O único momento que gostei da parte dela, foi a história que a mãe dela contou de como perdeu o marido. A parte que mais odiei da Melissa, foi quando Daniel foi atrás dela para contar a verdade. E mesmo assim, sua reação foi a mais insuportável possível. Eu não tenho a capacidade do Daniel de perdoar. Tudo o que ela falou, mesmo sendo naquele momento entre choque e outras coisas, eu teria mandado ela seguir com a vida dela como ela queria e me esquecer. Jamais teria voltado para ela. Mas isso, só porque peguei ódio dela mesmo. Mas eu guardaria aquelas palavras no coração. Porque ele escondeu a verdade porque ele sabia como as pessoas o tratavam e ele não queria ser tratado assim nem que ela ficasse com ele por pena. Agora, falar as coisas que ela falou, pode até ter saído do clichê habitual, mas só me fez odiar ainda mais essa menina. 

Na verdade, esse volume foi cheio de problemas e se eu amava o garoto do cachecol vermelho, passou a ser o livro que jamais leria novamente. E a garota das sapatilhas brancas passou a ser a causa pelo meu desgosto dessa história. Esperei tanto para conseguir esse livro e foi a maior decepção da minha vida. 


Nota pessoal 4/10

domingo, 3 de agosto de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Retrato de um assassino - Jack o estripador: caso encerrado - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Ao contrário do que Cornwell acredita, para mim, a identidade de Jack ainda continua sendo um mistério. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Patrícia Cornwell, escritora de livros policiais, acredita ter desvendado um dos maiores mistérios do mundo do crime: a identidade de Jack, o estripador. Com as técnicas modernas de investigação, Cornwell analisa os crimes, reconstrói o ambiente londrino onde as vítimas foram assassinadas e conclui que o assassino seria um pintor inglês chamado Walter Sickert, que nasceu em 1860 e morreu em 1942. Apesar das dificuldades dado ao tempo transcorrido, Cornwell utilizou buscas de DNA pelas cartas de Jack enviadas para a polícia as comparando com cartas escritas pelo pintor Sickert. Como as sequências de DNA mostraram resultados semelhantes e como a escritora também encontrou coincidências marcantes entre os perfis psicológicos entre o assassino e o pintor, ela acredita ter desvendado o mistério de Jack, o estripador. 



Ano de publicação 2003

Páginas 358

Autor/a  Patrícia Cornwell



Minhas divagações finais 

Não nego que não me atentei a ler a Sinopse do livro, apenas imaginei uma história sobre Jack o estripador. Eis então que me deparo com a autora afirmando que descobriu a identidade do assassino. Quando li essa afirmação, fui pesquisar se o livro seria ficção ou não. E também aproveitei para procurar alguma notícia que eu não tinha visto sobre a descoberta oficial de Jack. Como não encontrei nada, as páginas seguintes que li, foi pura tortura. 

Que Cornwell seja famosa por escrever livros policiais, talvez tenha utilizado esse caminho para tentar recriar o que se passou naquela época, com relatos e informações repetitivos, já que se ela fez uma pesquisa intensa e procurou nos documentos existentes essa história, qualquer lugar na Internet hoje em dia pode ser encontrada então. Na minha opinião, o que ela fez, foi apenas transformar suas pesquisas em um livro histórico completamente chato e monótono. Eu terminei na força do ódio literalmente. 

Se ela explica o que a levou a escrever sobre esse caso, já não me recordo. Achei ela muito convencida ao afirmar que com certeza Sickert era Jack o estripador. Mesmo que ela tivesse certeza, mesmo que todas as provas que reuniu apontassem para o pintor, teria sido mais humilde de sua parte se conduzisse o livro de modo que dissesse que suspeitasse do pintor. Em vários capítulos ela já nomeava o assassino como Sickert e se referia sempre como Sickert. Isso me atrapalhou de admirar seu tempo gasto em pesquisas e aceitar sua suposição do assassino. Em todos os lugares que procurei sobre a possível identidade de Jack, se tinha alguma referência a Sickert, era somente pelo livro escrito de Cornwell. Fora isso, acredito que ninguém jamais associou o assassino com o pintor. Devido ao tempo, não sei qual seria a gratificação em desvendar esse mistério a não ser os holofotes. 

O que ficou claro nessa leitura, foi apenas que naquela época, investigações criminosas eram muito precárias. Mesmo que não existisse as tecnologias atuais, o instinto policial de procurar suspeitos, de preservar corpo de vítima e locais de crimes, não existiam. Era uma depravação de perdas de pistas e suspeitos e ainda mais óbvio que pelas vítimas serem prostitutas, ninguém de fato estava preocupado em capturar o assassino. Acho que ficou apenas a curiosidade mórbida de descobrir quem foi esse assassino que conseguiu zombar da polícia por décadas e continua um mistério até hoje. 

Não acredito que seja Sickert porque seria fácil demais. Se Jack queria notoriedade mandando cartas para a polícia chamando a atenção do fato de ter estado próximo e ninguém o viu, por que se esconderia atrás da imagem de um pintor perturbado. Eu acredito que ou ele foi preso por outro crime e morreu na prisão, ou teve uma morte repentina e seus segredos foram com ele. Tenho certeza que se fosse Sickert o assassino, por ter vivido até 1942, algum detalhe teria deixado para trás que revelasse ser Jack, mais preciso do que personalidade semelhante ou suas pinturas macabras. 

Enfim, não conhecia essa escritora e nem me chamou atenção ler seus outros livros. Como eu disse, se ela tivesse escrito de forma que apenas suspeitasse que Sickert fosse Jack, eu teria aceitado mais. No entanto, não consegui ler já aceitando Sickert na pele do assassino. Talvez se gostar da autora de outros trabalhos e manter a mente aberta, você possa apreciar a leitura. Já eu, só perdi tempo e achei pior que site qualquer que fala sobre o criminoso. 


Nota pessoal 0,5/10

sexta-feira, 2 de maio de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Predestinados - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Nesse mundo literário, encontramos diversos tipos de histórias, mas infelizmente, podemos nos deparar com aquelas que vão além de nossas crenças e nos causam nojo. Predestinados foi o caso para mim. Foi uma leitura difícil. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Ambientada na Itália, no século XVII, conta sobre a família Manfredi, influentes por toda a Europa, forneceu por décadas exércitos imbatíveis para Reis e imperadores, construindo sua riqueza e respeito no mundo dos vivos e dos mortos. 

Atualmente os Manfredi esperam pela realização de uma professia, onde tudo indica que os gêmeos, Luciano e Jade possam cumprí-lo. Para manter o sangue puro na família, os Manfredi geram filhos entre si, mas o maior segredo é o fato de se comunicarem com os mortos. Um dom passado de pai para filho e como Dominico, o filho mais velho não nasceu com o dom, ele então foi incubido de entrar na igreja, onde seu pai, Don Alfeo tem grandes aliados. 

Já Luaciano, apesar de toda a estranheza, conforme foi crescendo foi mostrando habilidades que agradou tremendamente seu pai e passou a estudar com ele sobre necromancia. E sua função agora era gerar um novo herdeiro que pudesse carregar o dom da família. 

Mas os terríveis segredos dos Manfredi, correm perigo quando um novo Papa é nomeado e este não faz parte da lista de pagamentos dos Manfredi. Na verdade, seu maior objetivo é desmascarar essa família e denunciar os horrores que praticam, no entanto, será que conseguirá deter as forças dos Manfredi?



Ano da primeira publicação 2023

Páginas 592

Autor/a Amanda Orlando



Minhas divagações finais 

Por ser uma escritora brasileira, teve pontos positivos e negativos. Como a história se passa no século XVII, sua ambientação não foi no Brasil, então eu só descobri que ela é brasileira depois que li sobre ela. Até então nem desconfiei. Se a intenção era essa, conseguiu. A escrita é boa, porém, alguns capítulos eram longos demais, tinha personagens demais, mas o pior de tudo, que quase me fez desistir, foi o incesto. 

Me pergunto como todos que leram não se incomodaram com isso? Jade e Luciano tiveram relações e geraram gêmeos, mas um deles nasceu com problemas físicos. Todos os bebês que nasciam com problemas ou acabavam morrendo ou eram levados para um local afastado mantido pelos Manfredi. Como alguém pode achar isso interessante? Achei nojento e grotesco. 

No início, quando começa com Jade e Luciano brincando no cemitério, parecia interessante por dar indícios do poder macabro que Luciano demonstrava ter. Até aí tudo bem. Mas quando deu a entender que eles eram fruto de relacionamento entre irmãos e que enquanto dormiam juntos eles faziam coisas sexuais, comecei a não querer continuar.

Depois teve o breve relato de uma ajudante de cozinha que conheceu uma camareira que foi trabalhar no infantário, onde Jade e Luciano dormiam juntos desde que nasceram. A camareira se envolveu com o primo Frederico e engravidou. No fim desapareceu e a ajudante de cozinha também sumiu da história. Para mim, tinha entendido que uma dessas duas, seriam algum tipo de rebeldes que revelariam o sinistro segredo da família e acabariam com eles. Mas, a camareira só serviu para mostrar como Frederico era desprezível e ajudar Luciano em seus estudos macabros. 

Eu não imaginava que tipo de história seria, mas tirando o incesto, para mim a história seria de outro nível. Quem não se incomoda, tudo bem, mas não faz meu tipo, ainda mais que essa família é um tipo de herói da história. Os vilões são quem querem acabar com essas atrocidades que essa família faz. Mesmo Francesca, a irmã de Don Alfeo e Lizbeta, que não aceitava o que a família fazia, não os abandonou. E no final, ainda aceitou usufruir dos poderes de Luciano. 

Domenico, teve um filho com uma freira e o destino deles foi terrível. Faltou esclarecer essa parte para ele, com certeza ficaria decepcionado com a mãe. Frederico apesar de no início parecer nojento por ter desejos de se casar com Jade, no final, provou ser alguém no mínimo melhor do que o restante de sua família. E Jade e Luciano, depois que cresceram e ela finalmente engravidou, gerou gêmeos, mas um deles tinha problemas nas pernas enquanto que o outro, seria tão poderoso quanto o pai. 

Não me entra na cabeça essa família ser o herói da história com tantos atos nojentos. Para manter o sangue puro, eles se relacionavam entre si. Os bebês com defeitos eram descartados. Que crueldade é essa que faz dessa família ser o herói? E infelizmente li que a autora disse em uma entrevista que seria uma série de quatro livros. Minha gente, sério isso? Quatro livros de incesto? Eu só terminei na força do ódio e não tenho vontade de ler sequências se tiver. Como eu disse, a história tem muito potencial, mas se tirasse o incesto, com certeza teria sido mais agradável para mim.  

A história dos Pamphili, embora também seja complexa, ainda foi mais aceitável do que a dos Manfredi. Teria sido uma reviravolta incrível se o Pamphili tivesse no mínimo conseguido provar e denunciar os horrores que os Manfredi faziam para conseguirem estar no poder. Mas, estranhamente a autora quer endeusar essa família né, fazer o que, o livro é dela. Eu, particularmente passei a leitura inteira sentindo asco pelos personagens e senti enorme alívio ao terminar. Vi que foram poucos que se sentiram assim. Não nego que a história é envolvente e se esquecer como eles foram gerados, em determinados momentos até torcemos pela família. Mas não há como negar esse fato quando a autora sempre esfrega esse detalhe na nossa cara. 

Eu me sinto incomodada com esse tipo de relação, então não recomendo se for sensível também. Caso contrário, aproveite a leitura. Admiro o esforço da autora que estudou anos sobre a época da história, as guerras e costumes, mas de novo, se não fosse pelo incesto, eu teria aproveitado mais a leitura. 


Nota pessoal 0,5/10


[Resenha/crítica pessoal] Rivais a bordo - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Hoje trago essa leitura que se a protagonista fosse diferente, teria sido uma leitura interessante...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Henley Evans, sacrificou muitas coisas em sua vida em nome de sua profissão. Como gerente de marketing em uma empresa de cruzeiros, ela vê seus esforços enfim valerem a pena, quando entra para a lista de candidatos para a promoção de seus sonhos. Mas, seria perfeito se seu maior rival Graeme Crawford-Collins, o gerente remoto de redes sociais, também não estivesse concorrendo. 

Claramente seu chefe machista preferia Graeme como o melhor candidato, no entanto, para equilibrar a competição, ele propõe que os dois embarquem em um cruzeiro da empresa, para as ilhas Galápagos e a melhor proposta será o vencedor. Henley fica totalmente obcecada pela vitória e faz de tudo para vencer essa competição, mesmo que com o tempo acabe se sentindo atraída pelo inimigo Graeme. 


Ano da primeira publicação 2024

Páginas 320

Autor/a Angie Hockman



Minhas divagações finais 

Foi uma das piores leituras que já tive. Henley foi uma personagem completamente fútil e detestável. Ela via coisas em Graeme que nem existiam e o tempo todo, obcecada por ganhar a promoção, implicava com ele por coisas que só existiam na sua cabeça. 

E para piorar, é o tipo de história em que a protagonista é insegura com sua aparência porque tem uma irmã linda e maravilhosa. E que além de sempre a fazer se sentir inferior por isso, Henley mesmo assim a convida para viajarem juntas no cruzeiro. E então o que acontece? A irmã passa a dar em cima de Graeme. Mesmo que por trás tivesse outra intenção, mesmo que ela sofresse algo por trás dessa fachada de mulher deslumbrante, para mim não colou, ela não passou de uma vadia para mim. Odiei ela do início ao fim. A escritora poderia ter trabalhado melhor nela, ao invés de tentar passar essa imagem fútil e de mulher sem caráter para só no final, expor seus motivos para ser assim. Para mim esse tipo de personagem não desce. 

Henley então, que protagonista mais sem vida, chata e insuportável. Passou por decepções e traições? Ok. Mas, há outros modos de ser além dessa pessoa desconfiada que já vai tirando conclusões das ações de Graeme que só ela enxergava como se ele quisesse lhe tirar seu trabalho. Suas atitudes foram 90% do tempo infantis. Até pensei que no fim era um livro adolescente escrito por uma adolescente. Seriam atitudes que eu tomaria se tivesse lá meus 15 anos. 

Eu entendo a competitividade em um ambiente de trabalho machista, onde mesmo nos dias atuais, a mulher precise se esforçar mais para conseguir uma chance melhor, mas Henley, por ter tido uma péssima experiência anterior, passou a desconfiar de todos. Principalmente de Graeme, que foi o único que enxergou a verdadeira Henley, que fazia de tudo para que fosse reconhecida e no entanto, ela só focou no pensamento de que ele estava tentando lhe roubar a promoção de seus sonhos. O único momento deslumbrante que valeu toda a leitura odiosa, foi o momento que desmascararam o chefe da Henley. De resto, foi tudo pessimamente trabalhado. 

E a irmã da Henley? Não vi sentido em descrevê-la como uma fútil, que preza a aparência e consegue todos os homens que quer, para no final estar sofrendo no relacionamento daquela forma. E seu motivo para tentar chamar a atenção de Graeme? Sem comentários. Enfim, já li livros que não gostei, mas esse me tirou profundamente do sério. Se Henley não fosse tão obcecada pelo trabalho, pela vitória, se tivesse aberto os olhos antes, se tivesse conversado direito com Geaeme, que tentou diversas vezes lhe abrir os olhos, talvez não tivesse história ou o rumo poderia ter sido outro, mas pelo menos ela seria uma personagem mais querida e poderia torcer mais por ela. No entanto, desse jeito, só a odiei e detestei a leitura. 


Nota pessoal 3/10

sexta-feira, 7 de março de 2025

[Resenha/crítica] Depois daquele verão - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. É com pesar que termino a semana de leitura com um livro que não gostei. Eu, particularmente não recomendo, mas, ele merece uma chance de ser lido e tirem suas próprias conclusões. 






Ano da primeira publicação 2022

Páginas 288

Autor/a Carley Fortune


Recomendação não (da minha parte)



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Persephone Fraser recebe uma notícia triste envolvendo a mãe de Sam Florek. Então, depois de anos sem se falarem, ela retorna a Barry's Bay, onde costumava passar as férias com a família e onde conheceu Sam, seu melhor amigo e primeiro amor. 

Temerosa desse encontro, memórias de seus anos passados ali com Sam, sua mãe e seu irmão Charlie, Percy volta ao passado e apesar dos dois terem mudado, tanto física quanto mentalmente, talvez seus sentimentos um pelo outro continuem o mesmo. 



Minhas divagações finais 

Quando iniciei o livro, não tinha muitas expectativas, ainda mais porque era em audiobook. Talvez por isso a história tenha sido chatíssima para mim. A narração era horrível, tanto que acelerei um pouco só para terminar logo, não suportava mais aquela voz. Depois, sinceramente? Percy foi uma personagem muito sem graça e Sam um covarde. Acho que de todos o meu preferido é o Charlie. 

Mas vamos lá. Inicialmente a história parece até fofinha quando começa a contar a infância de Percy e Sam. Aquele clichê dos melhores amigos de infância, que crescem juntos mas temem acabar com a amizade se sentirem algo mais do que isso. Mas, mesmo acompanhando o crescimento dos dois, alguns momentos de ciúmes, cada um ficando com alguém diferente, quando estava óbvio que eles queriam ficar juntos e quando finalmente acontece, Sam é um covarde. 

Percy não fica para trás pela traição, mas, de qualquer forma odiei esses personagens. E para que colocar uma amiga da Percy para ir junto passar as férias em Barry's Bay e ser uma atirada daquele jeito? Duvido que ela não fez nada com Sam quando ele tentou algo com ela. Mas acho que o pior de tudo, foi terem feito sexo durante o velório da Sue. Fora que depois que esses dois descobriram o sexo, cenas Hot detalhadas que não faltaram né. 

E claro que para minha surpresa, enquanto odiei o livro, cada critica que li, todos amaram. Devo ter algum problema, não é possível. Muitos elogiaram o desenvolvimento dos personagens, o crescimento, comparando com a vida real. Talvez por isso mesmo eu não tenha achado graça. Foi real e cansativo demais. A cada férias que Percy passava com Sam, foi ficando cada vez mais chato e quando finalmente ficam juntos, Sam vai estudar fora e fica dias sem entrar em contato com Percy. Meu amigo, achei ele muito covarde e mereceu mesmo a traição. 

Enfim, não sei se realmente faz diferença audiobook, será que se eu tivesse lido normal teria gostado mais? Acho que não mudaria o fato de não ter gostado dos personagens. Apesar de tudo, aparentemente, Sam não mudou muito, tirando seu físico onde evidentemente Percy ficou babando quando o viu. E aquele final? Não achei digno. Me desculpem... no mais, provavelmente somente eu devo ter odiado o livro. 

Nota 3/10


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

[Resenha/crítica] F*ck Love: Louco amor - Divagando Sempre

 

Olá leitores Divas e Divos. Demorou mas acabou aparecendo um título que não recomendo. Vamos lá. 






Ano da primeira publicação 2017

Páginas 288

Autor/a Tarryn Fisher


Recomendação não 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Helena, teve um sonho tão realista, que mesmo não querendo, permaneceu em seu coração e ela acabou se apaixonando pelo homem nele. Poderia ser algo romântico se não fosse por um detalhe: esse homem é ninguém menos que o namorado de sua melhor amiga. 

Della, é uma daquelas mulheres que sabe que é bonita e embora seja a melhor amiga de Helena, sempre que pode, a massacra com seu ego esfregando em sua cara o quanto é linda. 

Kit, corresponde ao interesse de Helena, porém devido a muitos acontecimentos, fica dividido entre ela e Della. Gerando intrigas e corações partidos. 

Helena enfrentará uma jornada de autoconhecimento e descobertas profundas sobre amizade e amor. 



Minhas divagações finais 

Lendo minha Sinopse para o livro, a história até parece interessante, o que de fato foi no início. Helena tem um sonho onde ela e Kit eram casados e tinham filhos. Achei que o rumo da história fosse outro. Que esse sonho seria alguma mensagem do futuro para que ela mudasse algo para que esse sonho se tornasse realidade. Ou que revelaria que aconteceria algo com Della ou que esta não seria quem aparentava ser. Ou seja, tive várias teorias, mas o que realmente aconteceu, foi a maior decepção literária. 

Helena tinha tudo para ser uma personagem incrível mas para mim, acabou sendo a maior vilã da história. Eu entendo que pode acontecer de se apaixonar pelo namorado da melhor amiga, mas no caso da Helena, ela já sabia quem ele era, foi ela quem ficou indo atrás dele. E por mais que Della não seja a melhor amiga do mundo, não acho que mereceu essa traição. 

Kit foi o homem mais covarde que já conheci na história literária. Ele conheceu Helena primeiro e nunca a esqueceu, mas só porque Della tomou a iniciativa e deu em cima dele, ele aceitou namorá-la. Terminar com alguém é muito fácil, mas ele preferiu ficar brincando com Della e Helena enquanto decidia quem amava mais. 

E Della, por mais que merecesse ficar sozinha, a parte em que ela sofre o acidente e Helena fica ali a ajudando, me lembrou muito a história macabra de Verety, da Coolen Hoover, que aliás, fiquei tão traumatizada com aquela história que nunca mais li nenhum livro dela. 

E que coincidência mais ridícula é essa da Helena ir morar justo com a ex namorada do Kit? Sério, eu demorei quase um ano para conseguir terminar de ler, porque não estava mais suportando a chatice da Helena. Não nego que esse livro julguei pela capa, pois o acabamento era tão lindo, a capa era interessante, mas a história, foi horrível. 

Se Della realmente merecesse ter Kit tirado dela seria outra história. Mas só achei a Helena uma vadia por querer o homem de outra mulher e ainda por cima que era sua melhor amiga. Já vi outras histórias parecidas, já li várias críticas positivas sobre o livro, mas para mim, não vingou. Se tivesse trabalhado a parte do sonho como uma mensagem para o futuro de Helena e terminasse daquela forma, pelo menos ainda teria valido a pena, mas nada daquilo aconteceu. E para piorar, Helena e Kit nem tinham química juntos. E o outro cara que a Helena conheceu? Que coisa mais sem sentido. Se fosse para fantasiar loucamente desse jeito no final, mais uma vez afirmo, se tivesse trabalhado no sonho como uma mensagem para o futuro da Helena, teria sido bem mais incrível. 

Estava demorando mas finalmente apareceu um título que da minha parte, não recomendo. Mas, não é porque não foi bom para mim, que não será para você. Gosto de recomendar que leiam e tirem suas próprias conclusões. Porém, eu não gostei e não recomendaria. 

Nota 3/10

domingo, 10 de novembro de 2024

[Resenha/crítica] As últimas sobreviventes - Divagando Sempre

 

Aquele tipo de história que já começa dando indícios que o final vai ser decepcionante. Mas vamos lá. 




Ano de lançamento 2024

Páginas 352

Autor/a Jennifer Dugan

Recomendação: não 



DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sloan e Cherry são duas sobreviventes que se conheceram poucos dias antes de um massacre acontecer, em um acampamento de férias que foram trabalhar como monitoras. 

Sloan, devido ao choque traumático perdeu a memória dos acontecimentos durante a tragédia, tendo como base apenas nas palavras de Cherry que conta como as salvou dos ataques. Embora tenham se aproximado e se tornado mais que amigas, agora namoradas, Sloan passa a ver em Cherry, sua capa protetora em momentos de pura tensão. 

Mas, conforme os meses passam, os traumas de Sloan não melhoram e alguns segredos que Cherry guarda, começam a levantar suspeitas e Sloan cada vez mais desconfiada não sabe mais no que acreditar. Cherry é realmente uma sobrevivente como ela ou ela estava envolvida no massacre? 

Pesquisando aqui e ali, Sloan descobre que os motivos do massacre podem estar relacionados a uma seita que tentou fazer um ritual. Em suas desconfianças, ela não sabe mais em que acreditar. E o final pode ser fatal para todos. 



Minhas divagações finais 

Sinceramente? Sloan e Cherry foram as piores protagonistas que já conheci. Não tinham química nenhuma, era completamente irritante a dependência de Sloan em Cherry, era irritante como Cherry era dominadora em cima de Sloan, a ponto de afastar o único amigo dela e ainda confrontar a mãe de Sloan. E tudo isso para se chegar aquele final. Além de ficar mais perguntas do que respostas. 

No meu entendimento, e atenção aos SPOILERS

A história te leva a acreditar que Cherry possivelmente possa estar envolvida com o massacre. Principalmente por esconder coisas de Sloan. Eu acreditei que o pai de Sloan fosse o assassino principal. Veja bem, ela foi adotada, encontrou polaroids com a mesma pessoa nas fotos, mesmo que não desse para ver o rosto direito, a aproximação de Cherry foi estranha e a insistência de contar a mesma história e tentar convencer Sloan do que aconteceu, de se dizer inocente, de dizer que a mãe não tinha nada a ver, que a seita não estava atrás delas, enfim, era tudo muito suspeito. 

E o pior de tudo era a insistência de Sloan querer saber a verdade. A ponto de fazer terapia hipnótica tentando voltar aquelas memórias durante o massacre. Depois suspeitei da própria Sloan. Que bloqueou as memórias para realmente ser uma vítima ou ficou tão chocada com o que aconteceu, que talvez não fizesse parte de sua índole ou que talvez tenha se apaixonado por Cherry e não queria que ela fosse uma vítima, mas de todas as possibilidades, o final obviamente foi outro.  

E ainda ficou meio confuso no final, apesar das decisões de Sloan e o que aconteceu depois, não ficaram claras deixando a mercê da imaginação ou dedução dos leitores. Eu fiquei tão decepcionada e com ódio dessa história, que ao chegar nas últimas linhas não acreditei que esse era o final de fato. Durante a leitura até pensei que se Sloan fosse realmente a culpada, a história seria mais interessante e compensaria toda essa jornada, mas apesar do final ter sido aquele, fiquei dividida entre satisfeita e decepcionada. 

Por mais que não queira diminuir a história ou o trabalho da escritora, infelizmente para mim, foi uma leitura chata, cansativa, com personagens que não acrescentaram nada para a história, não teve motivações para se sentir empatia pelo drama de Sloan, não vi nenhum amor real da parte de Cherry, as duas não tinham química nenhuma, faltou trabalhar mais na história sobre os pais de Sloan, apesar que acho que as explicações ainda foram suficientes. Mas, o que quero realmente dizer, é que me pareceu que a história queria trabalhar em uma coisa mas acabou levando para outra completamente diferente. Trabalhar o lado psicológico de um trauma vivido como o de Sloan não deve ser fácil, mas o que se seguiu em seguida, foi completamente aleatório. Não entendi as intenções do massacre, embora o final tenha sido chocante e confesso que foi interessante essa reviravolta, ainda assim ficou um gostinho amargo de decepção em tudo. 

Infelizmente não posso dizer que amei a leitura. Não recomendo. Mas como sempre digo, cada um precisa ter sua própria experiência para tirar suas próprias conclusões. Pois não são todos que odiaram o livro como eu. 

Nota 3/10


domingo, 7 de julho de 2024

[Resenha] Uma ideia de você (livro) - Divagando Sempre

 

Ano da primeira publicação 2023

Páginas 416

Autor/a Robinne Lee




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Soléne, divorciada, com uma filha de 13 anos, após seu ex marido cancelar de última hora uma viagem que faria com a filha e suas amigas, para levá-las a um show de sua boy band preferida, acaba indo no lugar dele. Em meio ao barulho ensurdecedor das fãs, Soléne jamais imaginou que sentiria uma ligação por um deles. Ainda mais que é 20 anos mais jovem que ela e que pertence a milhões de fãs adolescentes. 

No entanto, contrariando todas as expectativas, os dois mantém um romance em segredo, até que, tudo vem a tona e Soléne é sufocada pelo sucesso de Hayes e ameaçada por suas fãs, quando descobrem seu relacionamento. 



Minhas divagações finais 

Confesso que a premissa era interessante. Uma quarentona divorciada com um jovem 20 anos mais novo? Mas muita coisa para mim já caminhou para o lado errado, por isso, esperava no mínimo, um final feliz. Saiu o filme inspirado no livro, mas apesar de amar Nicholas Galitzine, depois desse final não fiquei muito ansiosa para rever toda essa história que sofri para ler. E vou explicar carregado de 

SPOILER 

Achei inspirador uma mulher de 40 anos divorciada, dar uma chance ao amor novamente. Mas, achei ela muito contraditória e deixou de ser feliz por puro medo e egoísmo. Cara, se eu conhecesse alguém como Hayes e no final, ele quisesse largar tudo para ficar comigo? Quem sabe como será o futuro? Quem sabe o que poderia ter acontecido se ela tivesse permitido ser feliz ao lado dele? Se um dia alguém fosse se arrepender de algo, que fosse por não ter tentado. Havia vários motivos para Hayes seguir em frente com sua decisão de largar tudo, eu optaria por terminar com ele voltando para ela depois de uma última turnê. 

Admito que quando li as últimas palavras, tive vontade de arrancar os cabelos, me jogar da janela, queimar o livro... porque fiquei extremamente irritada com esse final. Passei 416 páginas lendo sobre sexo, porque Soléne e Hayes só sabiam fazer isso, para chegar a conclusão de que no final, era só isso, sexo. Pois se ela tivesse lutado mais por ele, eu me convenceria do contrário.  No entanto, com esse final, para mim foi apenas isso. 

Já que é uma história fanfic, porque minha gente, convenhamos, onde no mundo real, uma mulher de 40 anos, comum, chamaria a atenção de um astro do pop? Ainda mais com milhares de jovens pulando no pescoço dele? E com dinheiro? Pois na vida real seria pobre e ainda a acusariam de ter usado ele por dinheiro. Soléne entendia de arte e também usava e abusava de coisas caras, pois suas roupas não eram de nenhum brechó ou comprado em promoção. Tá certo que ela não era milionária a ponto de se hospedar em hotéis de luxo mas também não passava dificuldade financeira. 

Oliver foi um personagem detestável e já que encabeçou essa aura de vilão, poderia ter causado bem mais estrago do que ficar atormentando Soléne. Achei que ele seria criativo e causaria escândalos inimagináveis, mas suas motivações foram fracas de tudo. 

Soléne e sua filha foi a coisa mais chata de tudo. Se ela tivesse desde o início mostrado que Hayes primeiro tinha interesse na arte, depois na amizade, mas com a menina ali junto, vendo que aos poucos seus ídolo se apaixonava pela mãe, não teria se preparado melhor? Se bem que, 13 anos jamais entenderia independente de qual perspectiva se olha para essa história. Mas eu ainda acho que a autora deveria ter trabalhado melhor em vários aspectos desse livro. 

A parte mais real que senti foi o ódio das fãs e os comentários na Internet. As vezes achamos exagero mas quantas celebridades pelo mundo não foram afetados por esses comentários não aguentando mais o sucesso? Mas, se fosse eu escrevendo, com certeza daria um final feliz para esses dois, principalmente depois de tudo pelo que passaram. Porque afinal, o livro é meu e a história é minha, porque Soléne e Hayes não ficariam juntos não é mesmo?

Enfim, esses dias mesmo pensei: nossa, faz tempo que não indico livros para não ler. Bom, está aí. Eu não indico não só pelo final. Soléne não foi uma personagem forte como eu esperei. Mas para quem gosta de livros picantes, pelo menos isso salva. Pois para mim, foi um dos motivos de não gostar muito da leitura. E claro, o final...

Nota 3/10

domingo, 8 de outubro de 2023

Jogos macabros ( livro) - Divagando Sempre

 Maratona de Halloween 🎃 

Ano da primeira publicação 2014

Páginas 280

Autor/a R. L. Stine



Sinopse

Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele. Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos. Repleto de reviravoltas, Jogos macabros mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo.


DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Rachel é convidada para a festa de Brendan Fear, o garoto excêntrico e rico da cidade, que tem lendas girando em torno de sua família. 

Embora sua melhor amiga tenha lhe aconselhado a não ir e seu ex namorado Mac tenha feito o mesmo, Rachel aceita por sentir uma quedinha por Brendan. 

Ela e mais algumas pessoas da escola são convidadas e pegam um barco para irem até a ilha, onde será a festa. Brendan também é conhecido por amar jogos e está planejando um em especial para sua festa. 

Tudo caminha como ele planejou até que dois sujeitos estranhos entram em ação e isso não fazia parte de seus jogos...


Minhas divagações finais  

Rachel foi uma personagem muito chata. Até mais que o Eric, acho que era esse o nome do garoto que fazia piada de tudo. Mas vamos com calma. 

Eu entendo o livro ser meio que voltado para o público adolescente, mas achei a narrativa e os diálogos muito sem graça. Nem o mistério dos jogos foi interessante, muito menos os clichês.

Rachel, por mais que tivesse dúvidas sobre seu convite e por não ser amiga de Brendan, aceita ir a sua festa em um local que nunca tinha ido antes... 

Confesso que durante os jogos, achei mesmo que aquilo estava acontecendo mas que era Mac quem estava fazendo isso, para se vingar de Brendan por ter roubado Rachel dele. 

Mas o desdobramento dos acontecimentos foram para outro caminho. Achei tudo meio corrido e ao mesmo tempo monótono. As outras pessoas que foram para a festa morreram presas lá né, porque não tiveram mais menções sobre nenhum deles hahaha 

A conclusão foi péssima, porque parecia tudo bem coisa de amadores mesmo. E o tempo todo parecia que Brendan estava se divertindo por mais que sua vida estivesse em jogo. 

Os outros personagens foram pessimamente trabalhados, os jogos iniciais foram sem graça, parecendo forçados e no final parecia que a história girava em torno só de Brendan e Rachel... E esses dois não tiveram química e de jeito nenhum foram interessantes. 

A história parecia ir para um lado meio sobrenatural mas que ficou apenas implícito. A trama toda foi um plano de outra pessoa que deu errado, aproveitando a oportunidade da festa que já tinha um plano macabro. 

Enfim, não recomendo a leitura a não ser que esteja muito entediado e já tenha lido de tudo que existe nessa vida hahahah 

Minha nota de satisfação pessoal 4/10

sábado, 29 de julho de 2023

Nascida a meia-noite: os sobrenaturais (da série livros que não recomendo) - Divagando Sempre

 Ano da primeira publicação 2011

Páginas 425

Autor/a C.C. Hunter



Sinopse 

Kylie Galen está na pior. Seus pais vão se divorciar, seu namorado acaba de romper com ela e, uma noite depois de ser presa por estar na festa errada, com as pessoas erradas e na hora errada, sua mãe a manda para Shadow Falls -um acampamento para adolescentes problemáticos, localizado numa cidade chamada Fallen no meio de uma misteriosa floresta, e isso muda sua vida para sempre. Poucas horas depois de chegar, ela descobre, assustada, que seus colegas não são apenas "problemáticos". Kylie nunca se sentiu normal, mas também não se considera uma daquelas aberrações paranormais. Ou será que é? Em Shadow Falls, vampiros, lobisomens, metamorfos, bruxas e fadas aprendem juntos a desenvolver seus poderes, controlar sua magia e viver no mundo normal.No entanto, as coisas tomam um rumo diferente quando Derek e Lucas entram em cena. Derek é um fae que possui poderes mágicos e quer a todo custo namorar a Kylie, e Lucas, um lobisomem com quem ela partilha um passado secreto. De início, tudo o que Kylie deseja é sair de Shadow Falls e voltar para casa. Porém, com Derek e Lucas ocupando um lugar cativo em seu coração, e depois de descobrir que ela própria tem estranhos poderes, talvez sua vida nunca mais volte a ser a mesma...


DIVAGAÇÕES, ANÁLISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Misericórdia, a escrita é até boa, mas Kylie é o tipo de personagem que não suporto. Mas vamos por partes. 

Tudo começou com Kylie se rebelando contra seus pais quando estes decidem se separar. Não conseguindo mais conviver com sua mãe, ela implora para que seu pai a leve com ele, porém não é o que ele faz. Mais revoltada ainda com sua situação, ela vai para uma festa para tentar esquecer seus problemas mas...

As coisas só pioram quando ela vai parar na delegacia. Completamente fora de controle, sua mãe então decide a enviar para Shadow Falls, um acampamento para "crianças " problemáticas. 

Kylie sempre soube que era diferente, mas não tanto quanto os adolescentes desse acampamento. Para ela, o problema deles seria básico, como drogas ou álcool, não esperava algo como lobisomens, vampiros, fadas e por aí vai. E a líder do acampamento dizer que Kylie é um deles? Isso é algo que com certeza ela vai lutar para mostrar que estão errados. Só porque ela vê fantasmas, não quer dizer nada, quer?

Além de tentar provar a todos e principalmente à ela mesma que é normal, a falta de seu ex a atrapalha quando conhece Derek, que ela acha que lembra levemente o ex. E Lucas? Seu misterioso vizinho de quando era criança e foi embora de repente? Ela pensa que ele não se lembra dela, será? Ela fica dividida entre Derek e Lucas e ainda precisa descobrir quem realmente é além do fantasma de um soldado ensanguentado, que não importa onde vá, ele a acompanha. 


Minhas divagações finais 

Agora sim vamos lá. Eu confundi a autora com outra pessoa porque quando fui procurar outros livros dela, vi que não conhecia nenhum hahaha 

Iniciei o livro empolgada até, mas a personalidade de Kylie não ajudou muito. Eu odeio quando as protagonistas são insuportáveis como a Kylie. E o maior clichê desse tipo é sempre terem problemas com a mãe ou só pensam em macho...

Enfim. Acho que nenhum adolescente vai entender quando os pais se separam, até se tornarem adultos e estarem na mesma situação. Mas, achei as atitudes dela em relação à isso, muito infantis. Fora sua obsessão por querer que o pai  a levasse junto. Achei bem feito quando ela descobriu sobre ele depois hahaha 

Depois, sua chatice em não querer mais ver o fantasma do soldado. Eu, mesmo se tivesse apavorada como ela, depois que me explicassem mais sobre eles, como por exemplo, o que o fez me seguir, tentaria descobrir e o que ele queria de mim. Kylie só fugia e o modo como falava, não parecia só ignorante mas que fosse perfeita demais para ter esses problemas. 

Também não gostei da escolha de palavras da autora ao se referir ao jovens sobrenaturais. Ok, é até passável quando se sabe o que são, mas ainda no ônibus Kylie já foi julgando pela aparência e os chamando de aberrações. Essa palavra para mim é bullying, não gosto dela. Por isso toda vez que lia, odiava a Kylie mais ainda.

E tem mais, ficar dividida entre Derek e o ex, foi compreensível até, mas aí colocar um terceiro? O que é isso? Estava no cio? Hahaha e esse ex, parecia tão decidido e no final desapareceu. 

Mas resumindo tudo, a história só fica boa mesmo nos capítulos finais. Eu já desconfiava sobre quem era o soldado, só não conseguia alinhar uma linha do tempo ali que tudo poderia ter acontecido. Mas depois entendi. 

Alguns diálogos eram insuportáveis de ler e achei que esse universo cheio de criaturas magníficas, porque eu amo histórias de vampiros, lobisomens e fantasmas e estarem todos juntos, tinha tudo para ser um ambiente criativo e interessante... Mas foi estragado por uma personagem insuportável...

Quando me decepiono assim, a sequência vai ficar para sabe-se lá quando...

Minha nota de satisfação pessoal 1,5/10

sábado, 6 de maio de 2023

Melhor que chocolate - Divagando Sempre

 Ano da primeira publicação 2016

Páginas 285

Autor/a Laura Florand



Sinopse 

Cade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles.


DIVAGAÇÕES, ANALISES E IMPRESSÕES PESSOAIS 

Bom, a sinopse já disse tudo, fim da resenha... hahaha 

Brincadeira, mas como eu demorei para terminar a leitura, poderia ter feito a resenha assim mesmo. Eu comecei o livro amando principalmente o título, pois quem não ama chocolate? Mas... Infelizmente a Cade não é o meu tipo de protagonista preferida e as situações em que ela se envolveu, misericórdia... muito fora da realidade. 

Mas uma coisa boa nela eu devo admitir, sua perseverança. Eu, depois de um não que o Sylvain deu e o modo como a tratou nos próximos encontros, teria ido embora faz tempo... Mas vamos lá. 

Cade vai à Paris e se encontra com o primeiro chocolatier de sua lista, para comprar seu nome e juntar com sua empresa de família americana dos chocolates Cory. Porém Sylvain logo de cara diz que não está a venda e humilhada, mas não menos impressionada, Cade fica obcecada por ele e seus chocolates. 

Como ela alugou um quarto em cima da loja dele, uma vez que estava confiante que tudo daria certo, ela acaba tendo mais encontros com ele, que acabam fazendo com que ele pense que ela o está seguindo.

Cade está tão determinada a descobrir os segredos de suas receitas, que se envolve em espionagem e roubos de chocolates...


Minhas divagações finais 

Confesso que não imaginava que a história viraria um caso sexual, pois toda vez que se encontravam acabavam dormindo juntos. 

A premissa parecia interessante, mas a partir do momento que ficou claro que Cade não desistiria de Sylvain, começou a ficar muito chato. Porque ela começou a invadir a loja e roubar chocolates e Sylvain quando descobre faz o que? Sexo com ela hahaha achei muito sem graça. Porque não teve química nenhuma. 

Os dois não conversavam sobre seus sentimentos, resolviam de forma sem graça e ainda tiravam conclusões precipitadas. Só nos capítulos finais e na maior correria que tudo foi se resolvendo. 

O pai da Cade era totalmente exigente e só pensava nos negócios, mas, o avô dela era uma figura. Pelo menos alguém daquela família valia a pena. Já a família de Sylvain, parecia que eles que eram bilionários irritantes e não a Cade hahaha embora, toda hora ressaltando que ela tentava comprar tudo e todos por dinheiro era muito cansativo. 

Ou seja, história sem graça, nem o chocolate teve tanta relevância nem me fez ficar com água na boca com vontade de comer um... O romance então? Nenhuma química, os personagens eram vazios e nada cativantes... Não mergulhei de cabeça na história, não tive conexão com nenhum deles e terminei na força do ódio só porque odeio deixar um livro sem concluir. 

E o que mais dificultou a leitura foram os diálogos em francês sem tradução no rodapé das páginas. As vezes os próprios repetiam a tradução ou você deduzia conforme os acontecimentos. Ou simplesmente pulava a fala como eu fiz hahaha se souber o idioma acho que a leitura deve ser mais proveitosa. E se curtir hot também, porque confesso que não faz meu gênero. Se for uma cena ainda vai, mas durante o livro todo se repete as cenas picantes com todos os detalhes... fica repetitivo demais. 

E mais, a capa engana muito, pois não tem nada de inocente e só vi teimosia e sexo...

No mais, minha nota de satisfação pessoal 2,5/10

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