segunda-feira, 15 de junho de 2026

Divagando, se apaixonando e se emocionando com Love Story: Uma história de amor no Divagando Sempre

 

Olá Divosos apaixonados. A culpa é das estrelas pode ter iniciado a febre que foi o tema de adolescentes que se apaixonam e um deles morre. Mas, desde antes já tínhamos esse tipo de contexto e hoje trago esse tema, mas dos anos 70.







A HISTÓRIA 

Oliver Barret IV é um estudante de direito que conhece uma estudante de música Jennifer Cavilleri. Oliver é herdeiro de uma família rica e tradicional, enquanto Jenny vem de família humilde. Enquanto se conhecem, Jenny é mais espirituosa, cheia de sonhos e sempre irritando Oliver, que por sua vez é mais amargurado por seu relacionamento com o pai. Como é seu herdeiro, se espera de Oliver que siga os passos do pai, mas os dois se desentendem ainda mais quando Oliver apresenta Jenny a familia. 

Vendo o preconceito do pai, este confirma que não aceita o romance por Jenny ser pobre. Se o filho insistir em ficar com ela, poderá esquecer de onde vem. Deserdado, Oliver se casa com Jenny mas nos primeiros anos passam dificuldade financeira. Jenny trabalha e sustenta Oliver até se formar e começar a trabalhar. Quando finalmente tem uma melhora financeira, eles decidem ter um filho. Como não conseguem engravidar, fazem exames e descobrem que Jenny está muito doente. 







Minhas divagações 

Confesso que não achei tão triste quanto achei que realmente fosse. Senti tristeza pelo Oliver, mas não chorei cachoeiras. Os filmes de antigamente eram bem mais simples. Não tinha Internet, celular, tanto que, a primeira briga dos dois, Oliver procura Jenny em todos os lugares e só a encontra a noite quando volta para casa. Se bem que, mesmo com celular, quando a pessoa não quer ser encontrada, só deixar desligado. 

De início achei Jenny bem irritante. Ela parecia superior ou se sentia assim, destratava Oliver mas no fim o aceitou. Embora, ela tivesse seus sonhos, desistiu de tudo para ficar com ele. Da mesma forma, Oliver enfrentou o pai e aceitou perder tudo para ficar com Jenny. Ela, viver em dificuldade financeira não era novidade, mas ele? Acho que para quem nasceu em berço de ouro e sempre teve tudo facilmente, conseguiu viver bem sem dinheiro. 

Confesso que, ou li a sinopse errada ou só entendi errado ou confundi com outra história, pois na minha cabeça era diferente. Eu achava que os dois se odiavam e Oliver seria obrigado a casar com Jenny e depois, ela descobria estar doente, os aproximando apesar do destino final. Acho que só não prestei atenção mesmo. 

Mesmo antes de Oliver conhecer Jenny, seu relacionamento com a família já era distante. O modo como conheceu a Jenny foi bem engraçado, ela dizendo coisas para irritar ele e depois saindo com ele, no fim, era só o jeito dela. Confesso que não morri de amores por ela e sendo Oliver quem foi deserdado, imagina a situação do pai de Jenny. Não poderia fazer o mesmo visto que já estavam desamparados de um lado. E nunca foi o dinheiro, mas já sabemos que sem ele, não somos nada. 

Mesmo Oliver se adaptando a nova vida, quem foi mais cabeça dura sempre foi ele. Jenny ainda tentou que ele fizesse as pazes com o pai, isso que ela quem foi o motivo do pai deserdar o filho. Ela quem desistiu de estudar fora e trabalhou para sustentar os dois. Ela quem no fim fica doente e deixa Oliver para trás. Foi algo bem rápido na verdade e ela só descobriu depois de fazer exames porque não conseguia engravidar. Antes disso não sentia nada, depois do diagnóstico foi tudo rápido. Só achei o início meio lento e o final acelerado demais. 

Não dá para negar que os dois se amavam. Mas, acho que quem perdeu mais foi a Jenny. Mas viveu um grande amor pelo menos. De todos os filmes adolescentes com esse tema, acho que esse foi o mais triste embora eu não tenha chorado na hora. Mas me fez refletir depois. Os de adolescente posso até chorar horrores mas só naquele momento, enquanto que esse, fiquei pensando muito sobre depois. 

Os adolescentes têm todo o drama de esconder a doença, de afastar o outro e essas coisas, da perda da juventude, do que poderiam viver juntos. Mas aqui, o casal passa dificuldade desde o início. E o que mais dói é quando a pessoa que mais tinha sonhos e desejos de viver, é aquela que morre no final. E não é spoiler porque o início do filme começa com Oliver sozinho contando como conheceu Jenny e termina explicando como ou por que ele foi parar ali, num dia de neve, sozinho e triste. No início não havia entendido quem era aquela pessoa sentada sozinha e no final achei muito triste por descobrir que era o Oliver. 

Por ser antigo, não sei porque mas esse tipo de filme só encontro dublado. Não desmerecendo a equipe de dublagem brasileira, que para muitos filmes é icônica, mas depois de descobrir os filmes legendados, sempre os preferi. Mas quando não tem jeito. A qualidade de imagem e som estavam até satisfatórias mas a música de fundo que tocava, era muito repetitiva. Achei mais funesto do que romântico. 

Alguns podem criticar a atuação, a falta de química, mas para os anos 70, na época, deve ter sido muito bom. Quantos filmes atuais são do mesmo jeito e as pessoas amam? Faltou coisas sim, mas como disse, para a época foi perfeito. Não chorei porque como disse, no final foi tudo muito rápido. Não sabemos o nome da doença de Jenny, só foi falado que ela estava morrendo e a aparência dela no final não era de alguém doente, então, difícil se comover com a situação. Não foi perfeito mas o que me fez refletir foi na questão de nossas escolhas. Jenny desistiu de tudo, viveu e morreu de forma simples e embora tenha dito para Oliver não se culpar de nada, acredito que ela falava a verdade, uma vez que foi ela quem aceitou casar sabendo que ele havia sido deserdado e passariam dificuldades. Meu ponto é: essa vida, esse romance breve, valeu a pena para ela? Se bem que, romance mais curto e injusto na história dos romances não existe outro senão a história de Romeo e Julieta. 

Eu vi que teve uma sequência e aparentemente pelo que li, Oliver tem seguir com a vida. Conhece outra mulher mas não consegue esquecer Jenny e parece que seu pai o aceitou de volta, pois ele precisa trabalhar no legado da família. Sei que precisamos seguir em frente, mas achei bem tosco ele voltar para os negócios do pai, depois de fazer Jenny viver daquela forma o sustentando. Mas, espero que se um dia eu for ver, seja diferente do que entendi. 

No mais, acho que filmes antigos são subestimados e precisam ser vistos, bons ou ruins, o que vale é a experiência. 


Ano de lançamento 1970

Duração 1h 39m

Direção Arthur Hiller

Elenco Ali McGraw, Ryan O'Neal


Nota pessoal 7/10

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