sábado, 14 de maio de 2022

Como pétalas que caem, a beleza e a dor do amor no Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros amantes de filmes asiáticos. Hoje trago essa história super comovente. Preparem os lencinhos. 


(J-filme/ ano de lançamento 2022)

Direção: Yoshihiro Fukagawa



QUEM É HARUTO?

Haruto ( Kento Nakajima) é um jovem aspirante a fotógrafo, mas desistiu de seu sonho porque estava muito difícil e não conseguia satisfazer seus empregadores pois lhe faltava confiança no que fazia. Agora trabalha em um Karaokê. 



Um dia vai até um salão cortar o cabelo depois de ganhar um cupom e conhece Misaki (  Honoka Matsumoto), uma cabeleireira novata que inicia seu primeiro trabalho com ele.




Imediatamente Haruto gosta dela e passa a voltar com frequência até que um dia tomado de coragem a chama para sair. Mas no exato momento que se vira para fazer o convite, tem a orelha cortada. Cheia de culpa, acaba aceitando o convite como pedido de desculpas.



Mas, Haruto havia mentido para Misaki dizendo que era fotógrafo então a deixou bem decepcionada quando lhe contou a verdade. Mas para desfazer o mau entendido, ele lhe diz que vai mudar e ela vai gostar do novo Haruto.

Então ele se afasta por um tempo e quando volta a entrar em contato, está no trabalho de fotógrafo novamente.  Eles começam a sair e namorar e 3 meses depois Misaki recebe um diagnóstico horrível.

Sem saber como contar para Haruto, ainda mais que ele está completamente empolgado com o relacionamento dos dois, ela simplesmente desaparece, mas como ele é insistente e para colocar um ponto final ela mente para ele dizendo que está com outra pessoa. 

Totalmente arrasado, Haruto perde o rumo inclusive no trabalho, perdendo suas chances de prosperar no futuro. 

Misaki piora cada dia mais e vendo seu sofrimento, seu irmão decide ir atrás de Haruto e lhe contar a verdade. Que sua irmã nunca o esqueceu e ainda pensa muito nele. Ela só estava envergonhada de sua aparência e por isso se afastou, pois sua doença é extremamente rara e faz seu corpo envelhecer mais rápido que o normal. 

Totalmente arrasado, Haruto passa todos os dias na casa dela e conversa com ela atrás da porta. A única vez que ele a viu, foi em sua primeira exposição de fotos, mas, ele não a reconheceu deixando o momento passar. 


MINHAS DIVAGAÇÕES 

Minha nossa senhora, não imaginava uma história tão emocionante assim. Demorei para ver porque não sabia que seria tão bom.

A doença da Misaki foi um choque e justo no momento mais feliz de sua vida. A única coisa que não entendo, é porque nessas horas, geralmente as pessoas se afastam com histórias descabidas pra no final ainda ficarem "juntas".  Claro, tem a chance de contar da doença e a pessoa se afastar, talvez fosse pior.

Mas a premissa parecia muito um vídeo com uma historinha parecida. Um fotógrafo que conhece uma cabeleireira, tem um relacionamento e no final se separam porque ela sofre um acidente e perde a visão. Ela consegue um transplante mas o fotógrafo desaparece. Um dia ela o vê e então entende porque ele se afastou. Também achei muito triste. Vídeo aqui. Até achei que o filme fosse inspirado no vídeo.

Mas apesar das semelhanças o final foi diferente apesar de também ser extremamente triste. Pensei que não choraria, mas foi uma cachoeira de lágrimas. Diferente do vídeo, a mocinha sobrevive, pois o que lhe aconteceu foi um acidente. Misaki sofre de uma doença que em sua condição vem a falecer. Também lembra a história de Benjamin Button mas ao contrário. 

Misaki foi o início e o fim de Haruto, mas um fim positivo, pois apesar de tudo, ela conseguiu realizar o sonho dele, mesmo que indiretamente. Mas também é triste pensar a breve vida que ela teve. A referência sobre as pétalas é justamente essa. Principalmente as de Sakura ou cerejeira, que são muito populares no Japão. Todo ano ela é esperada em grande expectativa, ela desabrocha de modo espetacular mas dura poucos dias.


HARUTO DESCOBRE A VERDADE?

No final, o irmão de Sakura conta tudo, que por causa da doença, ela queria que Haruto tivesse a lembrança dela de como era antes da doença, por isso não o deixava vê-la. Mas, no dia de sua primeira exposição, ela foi até lá e inclusive se viram, mas ele não sabia que era ela pois quem ele viu era uma idosa. 

O contraste da história está no casal, onde ela não tinha controle do tempo e envelheceu rapidamente e ele como fotógrafo, literalmente congelava ad imagens as eternizando. História reflexiva, comovente e triste demais. 

Eu tecendo elogios e fui ver algumas críticas eis que me deparo com uma resenha que desde o título achei absurdo. A pessoa disse que o filme tinha emoções baratas. Acho que tem um modo melhor para você expressar algo que não curtiu. A pessoa até disse que achou Misaki preconceituosa por não querer sair na rua aparentando ser idosa. 

A pessoa admite que assistiu de má vontade e só gostou das cerejeiras, então podemos crer que não entendeu a profundidade da história. Não acho que Misaki foi preconceituosa, imagina nos seus 20 poucos anos descobrir que em 6 meses terá a aparência de uma idosa de 70 anos. Ninguém ia sair desfilando nas ruas nessas condições. 

A pessoa ainda falou que a doença até pode existir mas não como no filme. Meu amigo, o filme não é inspirado em uma historia real então não tem porque ter detalhes realistas. Eu gosto quando a pessoa que não curte o mesmo que eu tenha pelo menos argumentos mais aceitáveis. 

E vocês Divosos concordam com essa pessoa? Ou gostaram um pouquinho do filme? Deixem nos comentários.  

Claro que assim como tem o negativo existe o positivo e encontrei uma resenha que a pessoa gostou tanto quanto eu. Recomendo sim. Arrisquem e vejam por si mesmos. Esqueçam os preconceitos, foquem no desenvolvimento pessoal de cada personagem. Vale a pena. Mas se não curtir tudo bem também. 


Minha nota de satisfação pessoal 10/10.


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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Heartstopper - Divagando Sempre

 

Não poderia deixar de ler sobre Heartstopper,  é a melhor história LGBTQIA+ que já vi. E é quadrinhos, diálogos fofos e a história linda demais. Quem já viu a série e se apaixonou, ler vai ser a mesma coisa. ( tem Review da série aqui)





Charlie é um tímido garoto gay que passa a sentar todas as manhãs ao lado de Nick. O que eles têm em comum? Quase nada.
Charlie é magro e sofre bullying principalmente depois que se assumiu gay e Nick é forte e popular, o Rei do rúgbi. 


Depois de ver Charlie correndo, Nick o convida para fazer parte do time de rúgbi e claro que ele aceita para passar mais tempo com Nick. Inicialmente ele sente que está se iludindo pois Nick deve ser totalmente hétero, mas algumas reações dele acaba confundindo Charlie. 


Enquanto a amizade deles vai crescendo, Nick se sente confuso quanto a seus sentimentos, já que gostaria de estar com Charlie a todo momento. 


Os dois passam por momentos hilários e muito fofos nesses dois volumes. 



E eu sempre vou chorar na parte em que Nick conta para a mãe sobre ser bissexual. E sempre vou amar o pai do Charlie por aceitá-lo e proteger seu filho de modo tão carinhoso. 

Não imaginava o quanto essa história seria tão boa. Embora ainda exista preconceitos contra a homossexualidade, ainda podemos encontrar famílias que apoiam seus filhos, pois acho isso muito importante.  Não existe coisa mais triste do que você não poder amar alguém por causa dos preconceitos familiares e da sociedade. 

Nick é um personagem maravilhoso e como ele foi descobrindo seu amor por Charlie é muito lindo. Eu poderia passar horas falando sobre Nick e Charlie, mas esses foram apenas os dois primeiros volumes. 

E claro, minha nota de satisfação pessoal 10/10.

terça-feira, 10 de maio de 2022

[Resenha/crítica] É assim que acaba - Divagando Sempre

 Olá Divosos leitores. Então é assim que acaba? 


Lily acaba de perder o pai e deveria ter feito seu discurso no velório mas foi um total desastre para ela, pois, ela não tinha o que dizer na verdade. Sua mãe sofreu os abusos e a violência por anos e por esse motivo, não era como se ele fosse sua pessoa favorita no mundo, mas sua mãe sempre tentava encontrar desculpas por seu pai agir assim com ela, então ao pensar em um discurso e tentar encontrar coisas boas sobre seu pai para falar, a deixou totalmente muda por minutos... Então ela foge para o telhado de um prédio vizinho, onde conhece um neurocirurgião gatíssimo chamado Ryle. Que infelizmente tem aversão a relacionamentos e sendo totalmente contrário ao que ela almeja, só resta cada um seguirem seu caminho.

Eles se separam naquela mesma noite e meses se passam. Muitas coisas mudaram na vida de Lily, pois agora ela decidiu abrir um negócio próprio e assim que está dando uma olhada no local que acabou de comprar, uma mulher entra perguntando se ela está contratando e assim, Allysa entra em sua vida. 

Tudo estaria perfeito se o irmão dela não fosse ninguém mais, ninguém menos que, Ryle, o neurocirurgião que conheceu no telhado meses atrás. E para surpresa dos dois, eles jamais esqueceram aquela noite, mesmo que nada tivesse acontecido entre eles. 

Com a morte do pai, Lily sente mais a aproximação com sua mãe e parece que aos poucos Ryle tem cedido à ela, desejando ter um relacionamento com ela. Uma noite jantando com ela e conhecendo sua mãe, Lily reconhece um garçom que mexe com seus sentimentos, Atlas. Depois de anos eles se reencontram, mas cada um está envolvido com alguém, então Lily decide que é hora de encerrar esse capítulo da vida dela. 

Atlas foi um garoto que ela conheceu quando tinha quase 16 anos. Ele já tinha 18, estudava na mesma escola que ela, mas de uns tempos começou a chamar a atenção porque sempre estava com as mesmas roupas e cheirando mal. Então ela descobre que ele tem morado escondido em uma casa abandonada ao lado da sua, sem água e sem luz. No início passa a ajudá-lo sem que ele saiba deixando comida para ele, mas ele descobre que é ela e os dois passam mais tempos juntos. Até que ele tem uma oportunidade de ter uma casa morando com um tio em Boston. Eles estavam no Maine e Lily prometeu que um dia se mudaria para lá também... Atlas prometeu que quando estivesse bem financeiramente a procuraria.

Todas essa lembranças de Atlas  são recordadas com seus diários daquela época. Mas depois de ver Atlas, ela não tem certeza se tudo ficou para trás...

Por ser um neurocirurgião, suas mãos são importantes, então, um incidente com Ryle, faz Lily retornar a época de seu pai agredindo sua mãe e sente um pânico dominando seu ser. Seria possível que agora ela passaria por todo aquele inferno também? Será que agora ela entenderia porque sua mãe jamais denunciou o marido? Por mais que seja evidente que ele a ama, suas desculpas e promessas de que nunca mais vai acontecer serão confiáveis? 



De início não estava entendendo muito bem a mente da Lily e quando ela contou que havia perdido a virgindade com um mendigo,  pensei: misericórdia, quem é essa garota? Mas depois ela começa a falar do Atlas, então suspirei mais aliviada, embora a história desses dois tenha sido extremamente triste.  

Gostei como a relação inicial de Lily e Ryle começa com a verdade nua e crua, ou seja, eles não ficavam escondendo seus pensamentos e sentimentos. E a Allysa, gente, amei ela desde o início. Confesso que quando ela chamou o marido para ajudar a socorrer a Lily, achei que por uma ironia seria o Atlas, ou até mesmo quando ela falou do irmão, pensei no Atlas outra vez, tinha esquecido completamente do Ryle.

Conhecendo o passado de Atlas e como ele era com a Lily adolescente, torcia para que eles se encontrassem e ficassem juntos. O Ryle tinha até um certo potencial, mas desde o início dava para ver que ele não conseguiria manter algo com a Lily do jeito que ela queria e merecia.  

Fiquei chocada que ela tenha escolhido o Ryle, mas o pior foi como ele a tratava em momentos de pura tensão. Acho que três vezes ainda foram muito para ela ter tomado aquela decisão. Mas é como o livro quis nos mostrar o tempo inteiro, visto de fora parece simples julgar e dizer: mas porque não larga o marido? Existem muitas coisas em jogo. 

Claro, não era desculpa mas entendi perfeitamente a Lily dando uma chance a Ryle depois de ouvir sobre seu passado, sobre seu irmão mais velho, mas acima de tudo, achei ela impressionante por na terceira vez pedir ajuda e depois tomar aquela decisão. 

Claro que toda vez que eu terminar um livro incrivelmente bom, vou dizer que nunca me senti assim. Já teve diversos livros que tive que parar de ler porque as lágrimas não me deixavam continuar. E embora esse livro tenha tido várias partes comoventes, quando terminei me peguei chorando horrores. 

Lily é todas as mulheres que vieram de lares com violência doméstica e que quando adultas sofreram o mesmo mal. Lily é todas as guerreiras que de alguma forma conseguiram sair dessa e escolher um futuro melhor. 

É uma leitura simples, gostei muito que tudo é resolvido praticamente na hora, não tem enrolação,  não tem descrições infinitas e cansativas, é tão bom que você nem vê o tempo passar. 

As vezes eu achava as partes que ela escrevia para a Ellen meio sem sentido, mas também ajudou muito na compreensão dos fatos de sua adolescência e seu relacionamento com Atlas. Ele será meu personagem favorito pra sempre. Pena que ele não teve tanto destaque quanto eu gostaria que tivesse. 

Esse livro foi tão intenso, tão marcante. Recomendo muito a leitura.


Se tiver interesse em tê-lo em mãos, compre no MERCADO LIVRE pelo meu link e aproveite as promoções. Link


Minha nota de satisfação pessoal 7/10. 


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sexta-feira, 6 de maio de 2022

Vale o play? Analisando O som da magia - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago esse mágico que convenhamos, é um sonho de pessoa. Vamos de O SOM DA MAGIA. Porém, é um musical e eu particularmente não sou muito fã, mas as vezes abro excessões. 



K-drama/ ano de lançamento 2022

Temporada 1 episódios 6


REALIDADE X FANTASIA 

Existe uma lenda sobre um mágico de grandiosa beleza que mora em um parque de diversões abandonado. Quando ele pergunta: você acredita em magia? Tudo pode acontecer. 

Yoon Ah-Yl (  Choi Sung-Eun) está indo para a escola atrasada quando um garoto esbarra nela a derrubando. Ela machuca o joelho e acaba entrando atrasada na sala. E acaba sentando ao lado de Na Il-Deung ( Hwang In-Yeop), o garoto que a derrubou. 





Yoon poderia passar despercebida mas duas meninas começam a observá-la e concluem que ela é pobre. Começando uma série de bullying contra ela. 

Tentando mantê-la e a sua irmã mais nova, já que seu pai está fugindo dos credores, Yoon consegue um emprego de meio período mas no dia de teste, ela acaba perdendo seu pagamento quando sai correndo de medo de um sujeito estranho em um parque abandonado. 



Determinada a recuperar seu dinheiro, ela volta para o parque encontrando o homem novamente.  Mas ainda assim, ela precisa de mais dinheiro para pagar o aluguel, caso contrário estará na rua. 

Ela tenta pedir um adiantamento de salário e quando o dono descobre que ela é sozinha, ele lhe dá o dinheiro mas em troca de favores sexuais. Mas  Yoon o empurra e ele começa a forçar a barra, até que o homem elegante do parque aparece. 

Ele faz um truque de mágica e misteriosamente o dono da loja desaparece. No entanto, parece que não foi só naquele momento, ele desapareceu de verdade. Yoon fica preocupada quando passa na loja dias seguidos mas sem sinal do dono. 

Então sem pensar, quando percebe está sempre indo para o parque ver o mágico. 

Mas as coisas saem de controle quando as duas meninas descobrem que Yoon não sai do parque e uma das alunas da escola desaparece. 

De repente o mágico é o principal suspeito, mas Yoon não acredita que ele seja má pessoa. Então ela procura pela amiga dele que conta sua chocante história de vida. 


DIVAGAÇÕES 

Ok. Eu sempre crio expectativas quando se trata de algum ator que eu gosto. Não vou dizer que foi ruim, mas também não alcançou minhas expectativas, mesmo que seja um dorama... curto. Também acho que diferente dos doramas que estou acostumada, a falta de romance pode ter sido meio decepcionante. 

Para começar, eu nunca acerto. Quando penso que é algo mais real, vira sobrenatural,  quando penso que é sobrenatural, é algo mais real.

Pensei em algumas possibilidades, apesar que o desfecho foi até interessante. Sério, não imaginaria jamais o verdadeiro culpado, por um instante até cheguei a acreditar na magia de desaparecimento. 

O pior de tudo mesmo, foi o musical. Realmente não é minha praia. 

Mas, o desenvolvimento da história foi bem intenso. A vida da Yoon era bem triste, mas depois de conhecer o mágico, apesar de ter desandando um pouco a vida dela, ela voltou a acreditar em magia e sua vida ganhou um certo brilho. Apesar de não o ter mais por perto. 

A única coisa incômoda  nesses K-drama são os bullying escolares. É algo tão covarde, uma maldade tão desumana, isso que nesse ainda foi de leve. É difícil imaginar que isso exista na vida real, o que infelizmente existe. 

E aquelas duas meninas tontas tentando prejudicar  a Yoon? Como você pode fazer isso com alguém já que tem menos que você? 

E o Na Il que em vez de se declarar para a Yoon ficou a humilhando com dinheiro? Mas pelo menos ele teve uma resolução para sua triste existência. E não, eles não ficam juntos no final porque não é um dorama romântico. Mas eles ficam amigos de verdade. 

E o mágico? Ele tinha sua própria história e seus motivos para viver no parque abandonado. Seu ilusionismo pelo menos para Yoon, trouxe um toque mágico para sua vida novamente. Mas aquele mistério permanece. O mágico existiu ou foi fruto de sua imaginação naquele momento de estresse? Pois depois das acusações e com a ajuda de Yoon, ele desapareceu e nunca mais foi visto. 

Embora triste, Yoon seguiu com a vida, e eventualmente passou a fazer apresentações de ilusionismo para crianças, levando para elas a mesma beleza da magia e esperança que recebeu do mágico. 

Mas com um mágico desse, até eu acredito em magia...




Os efeitos visuais foram belíssimos. As cores vibrantes do parque contrastando com a realidade cinzenta, foi intensa. E o tema também deu uma profundidade a série, abordando a pressão social, a pobreza, o esgotamento mental dos jovens. Não tratou somente o mistério do mágico e o brilho da magia. Para uma série curtinha diferente do habitual, com seus 16 episódios normalmente, O som da magia conseguiu transmitir muitos sentimentos em poucos episódios. 

Ji Chang-Wook excelente em mais um personagem, transmitindo um tom mágico e ao mesmo tempo melancólico. E apesar de tudo, o personagem Il-Deung teve um amadurecimento notável graças a atuação de Hwang In-Yeop. Foi um projeto arriscado na minha opinião, mas atraiu audiência acredito que pelo Ji Chang-Wook. Pelo menos eu me interessei em ver por ele. Talentoso, bonito e carismático? Não tem erro. 

Embora a parte musical não seja lá o ponto alto para mim. Sem isso acho que teria sido mais interessante. E poderia tirar a parte do bullying também. Já tinha sofrimento demais na vida da personagem. Duas meninas sem conteúdo só para fazer isso foi um desperdício de tempo. Poderiam ter usado mais para trabalhar nas histórias do mágico e do Il-Deung. 

No mais, acredito que a mensagem foi bela e as vezes precisamos de um mágico para nos fazer enxergar o brilho da vida novamente. 

Finalizando, minha nota de satisfação pessoal 8/10. 


E vocês Divosos dorameiros? O que acharam dessa produção? Deixem nos comentários. 


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quinta-feira, 5 de maio de 2022

Desafio do Super Size Me no Divagando Sempre

 

Olá Divosos queridos amantes de um fast-food. 

Parece uma aventura deliciosa, mas é considerada uma missão suicida. 


A dieta do palhaço ( Filme documental/ ano de lançamento 2004)


O diretor Morgan Spurlock, se submeteu a um mês de experimento comendo todos esses dias,  apenas produtos do Mcdonald's. Sim, o sonho de qualquer pessoa insanamente louca o suficiente. 

Durante esse período, ele estabeleceu uma regra: aceitar o Super size somente se o atendente oferecer. Caso contrário, ele comeria o tamanho normal. Nessa época os funcionários eram treinados para praticar a sugestão de venda, então sempre que possível ofereciam o tamanho maior. 


Quem não ficaria feliz com um experimento desses? Mas, teve consequências que desde o início Morgan queria provar sobre as redes de fast food,  principalmente a mais famosa de todas. Afinal, quem não conhece o famoso arco do Mcdonald's que está em praticamente todo lugar do mundo?



Inicialmente, Morgan começa empolgado com o desafio, pois além de comer Mc todo dia, ainda vai passar por todo o cardápio. Lembrando que incluía TODAS as refeições do dia: café da manhã, almoço e janta. 



Mas a primeira vez que pega um super Size, ele não aguenta passando mal e vomitando. Ao longo da jornada, é visível mudanças físicas e de humor.


Ao longo dos 30 dias, Morgan ganhou 11 kg, teve aumento no colesterol, disfunção sexual, mudanças de humor, fadiga, mal estar e acúmulo de gordura no fígado. 

Ao fim do experimento ele disse que o consideraram louco mas ele garante que, para muitos, o que ele fez, pode ser considerado extremamente normal, podendo constatar na epidemia de obesos nos EUA. 


Louco ou não, é um fato que enquanto temos condições financeiras de sustentar o vício de se comer em fast food, as pessoas vão continuar consumindo esses produtos. É culpa dos fabricantes? Vai saber. Pois o cigarro continua na ativa até hoje e alguns só pararam porque quase morreram em algum determinado período do vício ou continuam até morrerem mesmo.

Vício é algo que envolve muita força de vontade para parar. E enquanto existirem essas empresas grandes que te conquistam e viciam desde pequenos, lhe dando satisfação, vai ser difícil parar. 

É preocupante ver como as pessoas reagem de diversas formas quanto a obesidade. Não é só pelo tamanho da pessoa visto por fora, mas o que está acontecendo por dentro de seu corpo também é preocupante, se você está acima de seu peso, não é um bom sinal. 

Sou do tipo que acha que comer uma vez ou outra não faz mal a ninguém, porque infelizmente tenho que concordar que os lanches de fast food, apesar de assinarem sua sentença de morte mais rápido, são realmente deliciosos. 

Morgan foi acompanhado por três médicos: um cardiologista, um gastroenterologista e um clínico geral. Na metade do experimento, seu fígado já estava ficando destruído. Embora os médicos ficassem preocupados e sugerissem que Morgan interrompesse o experimento, ele foi até o fim. 

Uma cena marcante e que comprova o impacto negativo de redes de fast-food, foi quando Morgan mostra fotos de figuras históricas para as crianças, como George Washington ou Jesus Cristo, mas elas só reconheceram a do palhaço Ronald Mcdonald. Mas crianças dificilmente guardariam na cabeça imagens de George Washington. Jesus ainda acho possível, se forem criadas em ambiente religioso. Que adulto saberia quem era George Washington? 

Após alguns meses da exibição do Super size me, coincidentemente a rede de fast-food anunciou o fim dessa opção Super Size. O tamanho oferecia 200g de batata fritas e mais de um litro de refrigerante por refeição. Eu não aguentaria um desses sozinha. A partir daí também passaram a oferecer nos cardápios saladas, frutas, água e sucos nos combos infantis. Morgan levou 14 meses para perder os 11kg que ganhou. 

Minha curiosidade era sobre o fato de o Mcdonald's eventualmente vir a processar Morgan pelo experimento. Pelas minhas pesquisas, um processo desse tamanho seria mais prejudicial a rede de fast-food do que ao próprio Morgan. Então eles apenas tentaram contra argumentar o experimento e mudaram sutilmente coisas no cardápio. 

De onde veio essa ideia para o experimento? Curiosamente veio de um processo de duas adolescentes obesas contra o Mcdonald's alegando que a comida as tinham deixado doentes. O juiz arquivou o caso pois não havia provas contra a rede. Então Morgan resolveu testar para ver o que acontecia. 

E embora o experimento tenha gerado um grande impacto nos consumidores, colocar saladas e frutas no cardápio foi apenas para confortar a ilusão do cliente se sentir menos culpado, pois os pedidos maiores continuaram a ser de hambúrgueres e batatas fritas. E mesmo colocando os valores nutricionais em embalagens, panfletos nas bandejas, vamos ser sinceros, alguém lê?

Ou seja, ninguém que vive em ritmo acelerado trocaria um fast-food rápido em um dia exaustivo, fora o sabor viciante que proporcionam. Como falei antes, enquanto puderem pagar por um fast-food, as pessoas vão continuar escolhendo e preferindo um fast-food. 

Acho que o experimento pode ser considerado mais divertido do que um alerta para a sociedade. Combater um vício já é difícil individualmente, o que dirá mundialmente. Podem fazer experimentos, podem mostrar o quanto fazem mal, mas o marketing sempre vai encontrar um modo de contornar o mal e transformar em algo mais atrativo. Não depende do estabelecimento mudar as regras quando sempre terá consumidores comprando seus produtos. 

É como falei do cigarro. Tem vários alertas, inclusive na embalagem dos cigarros, muitas pessoas morrem de câncer no pulmão, além de prejudicar quem respira perto dessa fumaça tóxica, mas pararam de fumar? É vício. Ninguém deixa de fumar por um alerta na embalagem que você pode morrer por causa disso. Da mesma forma ninguém deixará de comer um Mc porque engorda ou faz mal a saúde. 

E vocês Divosos, também amam um Mcdonald's? Ou alguma outra rede de fast-food? Esse experimento teve algum impacto em sua vida ou não mudou nada? Deixem nos comentários. Confesso que depois disso me deu uma vontade de comer um Mc.

No mais, minha nota de satisfação pessoal 10/10.

Caso for assistir, tem cenas fortes de exames médicos, cirurgias e mal estar... desconforto total.

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terça-feira, 3 de maio de 2022

Crítica Elize Matsunaga: era uma vez um crime no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos investigativos. Hoje vamos falar sobre Elise Matsunaga. Quem nunca ouviu falar da assassina do dono da Yoki?

Eu sempre gostei de documentários criminais. Sempre achei interessante como funciona a mente do ser humano diante de um assassinato. Seriais killers geralmente tem suas motivações sendo instigados por atos de violência vindos da infância. Mas o que instiga uma pessoa a cometer um único assassinato?


Série documental de criminosos pode parecer interessante, mas no final, se alguns fizeram pela fama, mesmo morrendo depois, com esses documentários eles conseguiram. No caso da Elize ela continua bem viva e é a primeira vez que vejo sobre criminosos no Brasil. E já achei completamente injusto esses assassinos terem direito a saidinhas...


Era uma vez um crime ( série documental / ano de lançamento 2021) 


Elize começa saindo da prisão pela primeira vez indo ficar com sua tia enquanto grava o documentário. A questão é: a tia aceitou pela fama ou por acreditar em Elise?




Cenas de seu depoimento na época em que foi presa se mesclam a detalhes que ela conta anos depois. 

Segundo sua versão, seu casamento com Marcos começou a desandar quando ela descobriu a traição do marido. Mas ela lhe deu uma segunda chance após descobrir estar grávida. 

O maior erro de muitos casais é acreditarem que um filho segura um casamento. Se tivessem se separado, quem sabe o futuro que os esperava? 





Mas nem mesmo com o nascimento da filha, o casamento melhorou e segundo Elize, Marcos continuava a traindo. Agora ela tinha provas pois havia contratado um detetive particular. Ela ainda diz que Marcos pensava em interná-la pois achava que ela estava ficando louca. Com medo de perder a filha, ela toma uma atitude desesperada.  

Ela havia comunicado o desaparecimento do marido a família dele. Na época Marcos estava vendendo a empresa Yoki em transação de bilhões de reais, então inicialmente foi pensado em caso de sequestro. Mas como não havia pedido de resgate, Elize despejou para a família a traição de Marcos. 

Então seu corpo foi encontrado esquartejado e durante as investigações com as filmagens de segurança no prédio de Elize, foi constatado que ele jamais saiu de seu apartamento (com vida) e imediatamente ela é presa, pois ela foi pega pelas câmeras levando malas pelo elevador. 


MINHAS DIVAGAÇÕES 

Já iniciei o documentário julgando completamente a Elize. Na verdade só sabia mesmo que ela havia matado o marido. E ela saindo da prisão para a famosa saidinha de uma semana, toda sorridente, me fez questionar que cometer crimes nesse país não é tão ruim assim. 

Elize passou 4 anos presa até sair seu julgamento pelo júri popular. Infelizmente é a versão dela e não tem como saber ao certo como Marcos realmente era. Ainda assim ela foi condenada a quase 20 anos de prisão. 

Se ela tinha medo de perder a filha se fosse internada, ela não pensou nisso quando matou seu marido. Pois no fim, acabou perdendo a filha do mesmo jeito. E fazer um documentário para tentar explicar seu lado para ela, na minha opinião é ridículo. Se todas as mulheres traídas matassem seus maridos, o mundo não teria tantos cafajestes agora. 

E no final ela saiu como a vítima que era abusada psicologicamente pelo marido e ele, morto, não tem como contar seu lado da história. Por mais que Elise tenha sido sincera em contar seu trabalho anterior e em como conheceu Marcos, o resto é a palavra dela contra ele. 

Achei esse documentário meio que um circo armado. De repente começaram a questionar o machismo, e se fosse o contrário ou isso ou aquilo... eu só queria saber mesmo os motivos dela ter matado uma pessoa. Não interessa o que ela fazia no passado,  independente de sua antiga profissão, ela matou alguém. 

Ela jamais pensou na filha ao matar o marido. Eu, acredito que em um momento de estresse, de medo, de desespero, podemos sim tirar a vida de alguém, mas ela foi além, ela ESQUARTEJOU o marido. Quando você tira uma vida, você fica transtornado, você nunca mais é o mesmo, agora, para cortar alguém em pedaços e jogar na mata como se fosse lixo? 

E permanecer como ela ficou nos depoimentos? Não acredito nela, mas minha opinião. Como ela consegue dormir sem ficar imaginando cortando o marido em pedaços? Dar um tiro e jogar na mata já seria perturbador, mas cortar em pedaços já é coisa de gente psicótica. E odiava tanto o homem, que em nenhum momento esboçou remorso. Eu teria medo de conviver com uma pessoa dessas. Vai que faço ou falo algo que ela não gosta e ela tenta me matar. Vai saber né. 

Ela não se livrou apenas do problema dela, ela tirou um filho de uma família, ela acabou com a vida da própria filha, mas ficou famosa. Quantos casos de assassinatos existem pelo Brasil ou pelo mundo afora? Alguns ficam famosos mesmo, nem por isso deixa de ser algo monstruoso. 

Como eu disse antes, é meu primeiro documentário de crime nacional e infelizmente a justiça aqui deixa muito a desejar. Criminoso não tem direito a saídinha. Quantos casos aí que saíram e aproveitaram para cometer mais crimes? Ah mas por causa de um os outros que tem bom comportamento pagam por isso? Para início de conversa, se tivesse tido bom comportamento antes de cometer o crime não estaria preso. 

Resumindo, alguns documentários pecam no exagero ou romantizam os crimes demais. Elize pode ter sofrido pela traição, quem gosta de ser traída? Mas exagerou em sua defesa. Se tivesse só atirado e chamado a polícia, daria para acreditar que fez isso em legítima defesa, que sentia medo dele e que talvez ele tivesse tentado agredí-la ou algo do tipo. Mas fazer o que ela fez, vai além de legítima defesa. 

A filha agora cresce com pais famosos por cometerem crimes. Fora que pode sofrer bullying por ter uma mãe assassina. Não consigo imaginar um cenário onde Elize tenha feito a coisa certa. No fim, ela merece sim estar presa. Infelizmente sua sentença não é prisão perpétua então um dia estará em liberdade. 

E vocês Divosos, o que acharam do caso da Elize? Deixem nos comentários.

Minha nota de satisfação pessoal 3/10. 


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