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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Divagando em Você vai morrer em seis horas no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse suspense coreano interessante. 





A HISTÓRIA 

Jeong Yun está completando 30 anos e após o trabalho, marca de se encontrar com uma amiga. Ela compra uma roupa nova e vai ao encontro dela. No caminho, cruza com um estranho que lhe diz que irá morrer em 6 horas. Ela obviamente o acha louco e diz que precisa ir ao encontro, onde ele diz que vai ser cancelado. Ela apenas o deixa ali e vai encontrar a amiga. Infelizmente o desconhecido estava certo, pois a amiga não se lembrava do encontro e marcou de sair com o namorado. Ao voltar, Jeong Yun vê o desconhecido novamente que se apresenta como Jun Woo. 

Após conversarem, Jeong Yun é seguida por Jun Woo, quando ela desconfia quem poderia ser seu assassino. Um jovem que a perseguia pouco tempo atrás.  Ela decide ir até seu endereço para confrontá-lo, mas descobre que ele está voltando para a casa de sua mãe. Enquanto isso, a polícia investiga uma série de assassinatos, onde uma das pistas está em uma ligação, onde um homem diz a uma das vítimas que ela irá morrer. A polícia começa a investigar o caso e Jeong Yun por coincidência conhece um dos investigadores, que acabou conhecendo depois de uma denúncia e fechamento de um trabalho anterior, investigado por abuso de menor de idade.

Chegando perto do horário que Jun Woo disse que Jeong Yun morreria, desdobramentos importantes passam a acontecer e ela descobre enfim quem seria seu assassino. 







Ano de lançamento 2024

Duração 1h 30m

Direção Lee Yun-Seok

Elenco Jaehyun, Park Ju-Hyun, Kwak Si-Yang



Trailer 




Minhas divagações 

Confesso que não dava nada para esse filme, principalmente porque o início foi meio parado. Jeong Yun era uma personagem que claramente era solitária e meio depressiva. Seu relacionamento com o detetive era meio confuso, mas depois foi mostrando como se conheceram. Havia algumas pistas sobre quem seria o assassino, mas te confundia por vários motivos. E, óbvio que vai ter spoilers. 

Na visão de Jun Woo, a pessoa que matava Jeong Yun possuía uma tatuagem no pulso. Todos os potenciais suspeitos, andavam de mangas compridas. Proposital claro. Conforme o tempo passa, Jeong Yun conta onde trabalhou antes e como conheceu seu stalker, seu único suspeito. Enquanto isso, a polícia investiga as mortes que envolve mulheres que trabalharam no mesmo local que Jeong Yun. Tudo complica quando d7escobrimos que o chefe de polícia usou os serviços onde Jeong Yun trabalhou e o policial que ela conhece sabia mas encobriu o caso. Uma nova detetive que está envolvida no caso, tem seus créditos passado para o colega, então desconfiei que por ele saber o segredo do chefe, os dois tinham a ver o caso de assassinato. Principalmente quando o policial havia mandado outro vigiar Jeong Yun. Por isso chegaram logo a suspeitar de Jun Woo. 

Eu confesso que também fui por esse caminho e achei que embora clichê, fosse uma reviravolta muito mais interessante do que realmente foi. Os motivos do assassino estar matando as mulheres, foi clichê demais. E muito raso. Se tivesse outra causa além do trabalho dessas mulheres, teria algo mais forte para os crimes. Mas fazer você pensar que o assassino era um mas era outro completamente diferente, foi um jogo de suspeitas maravilhoso. Eu criei teorias e expectativas mas, embora no fim começamos a acertar, digo mais uma vez, achei o motivo fraco. 

Eu ainda acho que se tivessem ido pelo caminho que tentava mostrar, teria sido mais impactante. Imagina, um desconhecido chega para alguém dizendo que vai morrer em tal hora e no final, ser o assassino? Parecer o tempo todo preocupado e querer salvar a pessoa quando na verdade era o culpado? Desfecho até clichê, mas naquela situação seria um choque. Melhor do que quem realmente era o culpado. 

Óbvio que no final, as visões não tem explicações, depois do caso não houve mais mas cada um seguiu seu caminho. O que poderia ser um romance para Jeong Yun foi apenas um caso de sobrevivência. E passou suas quase últimas seis horas de vida, ao lado de um desconhecido, tentando descobrir quem a mataria. O que faríamos no lugar dela? Acreditávamos ou seguíamos com a vida? Será que em algum momento ela pensou que Jun Woo poderia ser um assassino? Eu, com toda minha desconfiança fugiria desse louco. Muahahaha

E no final, o chefe de polícia leva o culpado em seu próprio carro. O que podemos concluir disso? E, quem assistiu ficou procurando a tatuagem nos pulsos dos suspeitos? Eu passei boa parte fazendo isso. E quando finalmente vi, não foi nenhuma surpresa. Mas, no geral, gostei da história. 

Jaehyu que interpreta Jun Woo é integrante do grupo de K-pop NCT. Não desconfiei de nada, então acho que atuou bem. Eu amo quando os idols de K-pop se aventuram na atuação. Gosto de ver que são mais que rostinhos bonitos. 


Nota pessoal 8/10


sexta-feira, 15 de maio de 2026

[Review] Be With You/Estar com você no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse k-filme que nem sabia que existia. Encontrei por acaso (shorts no YouTube) e amei. 






A HISTÓRIA 

Antes de morrer, Soo-Ah prometeu que voltava em um dia chuvoso, segundo uma historinha que seu filho Ji-Ho costumava ler. Então, depois de um ano, na época das chuvas de verão, Ji-Ho esperou ansiosamente pela mãe. Seu pai Woo-Jin, sobrecarregado com ter que cuidar da casa, do filho, trabalhar e além disso tudo, tem uma condição de saúde frágil que manteve em segredo da esposa e filho, não espera realmente encontrar a esposa no local onde seu filho tem certeza que ela irá aparecer. No primeiro dia de chuva, Ji-Ho corre até o local esperado, mas não tem ninguém. Decidido a ir embora, Woo-Jin pega o filho e está quase indo, quando contra todas as probabilidades, sua esposa realmente apareceu ali. Porém, apesar de ser ela mesma, ela não se lembra de quem são eles.

Mesmo assim, eles a levam para casa e Woo-Jin e Ji-Ho decidem manter segredo sobre ela. Para desconversar sobre sua repentina aparição, eles dizem que Soo-Ah estava doente e acabou de se recuperar e por isso perdeu a memória. Enquanto fica esses dias com eles, Woo-Jin conta como foi que se conheceram, como foi o primeiro encontro e apesar de não se lembrar, Soo-Ah se apaixona novamente por Woo-Jin, mas quando as chuvas acabam, eles sabem que chegou a hora de se separarem. 








Ano de lançamento 2018

Duração 2h 12m

Direção Lee Jang-Hoon

Elenco So Ji-Sub, Son Ye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Faz tempo que não digo isso, mas vi uma cena no shorts do YouTube e fiquei chocada por ter um filme do So Ji-Sub que ainda não tinha visto. E melhor ainda que a protagonista que faz par com ele é Son Ye-Jin, maravilhosa. A cena que vi foi de quando Ji-Ho ia saindo para a escola e deu uma beijinho na mãe, por sua vez, Woo-Jin ficou todo sem graça e atrapalhado por não saber o que fazer. Fiquei curiosa sobre o motivo então pesquisando sobre o filme, vi que Soo-Ah voltava depois de um ano nos tempos de chuva no verão e por algum motivo perdeu suas memórias. 

Quando criança, Ji-Ho tinha esse livro de contos infantis, onde uma mamãe pinguim olhava do céu todos os dias para seu bebê e chorava. No primeiro dia de chuva na época do verão, ela pôde voltar para ver seu bebê. Mas precisava retornar antes que a última gota de chuva caísse, caso contrário, não poderia mais vê-lo lá de cima. Com isso, Ji-Ho esperou ansiosamente pela primeira chuva de verão e eis que, milagrosamente, sua mãe realmente voltou. Porém, sem memória deles.

Mesmo que fosse estranho, Ji-Ho estava feliz da vida por ter sua mãe novamente e Woo-Jin também, pois ao lhe contar sobre como se conheceram, os dois foram se aproximando mais e se apaixonando novamente. O lado da história de Woo-Jin, parecia que ele gostava mais dela e algumas vezes parecia que ela o afastava. Mas, teve um período que não fez muito sentido quando de repente Woo-Jin terminou com ela. Por conta de sua saúde ele achou que ela merecia alguém melhor e por isso a afastou. Um dia, mesmo sabendo de seus limites, ele correu para vê-la e vendo ela entrando em um carro com um cara, achou que ela estava melhor e feliz sem ele. Mas depois de um tempo, ela entra em contato com ele e os dois ficam juntos. 

Mas, Soo-Ah, encontra um galpão e ao entrar encontra seu diário. Depois de ler, deixa uma mensagem para Woo-Jin no final e quando ele o encontra, podemos ver o encontro dos dois pela perspectiva dela. E diga-se de passagem, foi incrivelmente lindo. Pelas atitudes dela, parecia que não tinha interesse nele, mas depois vemos os motivos de suas reações e foi bem fofinho. E explica o por que apesar dela ter voltado, ela ter perdido a memória. 

Eu achei que seria triste demais, mas foi fofinho na verdade. Como a historinha fala que a mamãe pinguim teve que voltar, a gente já sabe então que a despedida seria inevitável. Mas, o que foi surpreendente, foi como ela voltou. Não quero dar muitos spoilers, porque esse merece ser visto com surpresa. Não sei porque, mas inicialmente achei que Ji-Ho fosse uma daquelas crianças birrentas que a gentre odeia. Mas, ele foi surpreendentemente bonzinho até. Principalmente porque ouviu dos parentes de sua mãe, dizendo que ela morreu jovem por causa do filho que ela teve. Que criança não cresce se sentindo culpada?

E aquele amigo do Woo-Jin? Sempre temos um melhor amigo desses nos doramas. Achei fofo que ele manteve a promessa que fez a  Soo-Ah, embora quando a viu pela primeira vez quase morreu de susto. Embora eu tenha pensado inicialmente que o foco seria na história entre mãe e filho, o tema principal era sobre o amor claro, entre Woo-Jin e Soo-Ah. Que mesmo depois de sua morte, ele amou somente ela. 

Agora Ji-Ho crescendo e sendo interpretado por Park Seo-Joon foi hilário. Por que? Por mais que ame esse ator, capaz que ele tem cara de ser filho do So Ji-Sub,  ainda mais em 2018, mas ok. Colirio para os olhos nunca é demais. 

No mais, amei a história e amei ver So Ji-Sub novamente. Valeu muito a pena pelo contexto. Reviver o amor do casal, vendo pelas perspectivas de ambos e ver Soo-Ah ensinando seu filho a fazer pequenas tarefas domésticas para ajudar seu pai, pois ela nessa hora sabia de sua condição. E principalmente, que Soo-Ah poderia escolher entre viver uma outra história ou escolher Woo-Jin mas morrer no final. O que será que ela escolheu? 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 71:into the fire (71:no meio do fogo) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse filme inspirado em uma triste história real, onde 71 estudantes soldados protegeram um local contra a invasão norte coreana, por 11 horas. 






A HISTÓRIA 

Em 1950, aconteceu a Guerra da Coreia entre as Coreias do Norte e Sul. Os sul coreanos juntaram toda a sua força militar para a região sul do Rio Nakdong para evitar uma invasão e forçando um comandante de uma unidade de defesa, confiar a 71 alunos soldados inexperientes a proteger a área de Pohang, abrigados em uma escola fundamental para meninas, contra um exército norte coreano fortemente armados, que avançam em sua direção. Os alunos soldados sem treinamento e com medo, só podem esperar pela chegada dos reforços enquanto tentam retardar os avanços dos Norte coreanos. Coisa que conseguiram por 11 horas até que o comandante Kang finalmente chegasse com reforços, embora conseguissem evitar o avanço dos inimigos, infelizmente o comandante chega tarde demais. 













Ano de lançamento 2010

Duração 2h

Direção John H. Lee

Elenco T.O.P, Cha Seung-Won, Kim Seung-Woo, Kwon Sang-Woo



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti esse filme a primeira vez, lá pelo ano de 2011, 2012 e tudo pelo T.O.P, que na época eu acompanhava K-pop e era muito fã de Big Bang, grupo que o T.O.P fez parte. Recentemente ele fez participação na série Round 6 e foi muito criticado principalmente por quem não o conhecia. Mas para quem já era fã dele, adorou sua participação. Seu personagem era de caráter totalmente duvidosa e eu esperava que ele fosse ficar mais tempo, gostaria de tê-lo visto mais para frente, só para ver como reagiria a certas ocasiões. Sua morte precoce foi ridícula, admito, mas sua atuação foi incrível. Enquanto no grupo, T.O.P tem uma voz maravilhosa e era o rapper. Geralmente aparentava ser tímido e ao mesmo tempo era bem engraçado. Mas do grupo eu era fã mesmo do Taeyang.

Enfim, voltando ao filme, quando assisti, talvez meu foco fosse mais no T.O.P, então não me lembrava muito da história. Me lembrava de uma cena que na época havia me deixado chocada, que era quando foram enterrar os corpos dos soldados mortos e uns garotos puxaram o corpo e o braço saía mostrando os vermes já nele. Vendo hoje, acho que já me acostumei com tantos filmes de guerra que não sei porque na época me senti mal. Porém, o que me chocou nesse e que eu havia esquecido, era que o T.O.P, fazia parte do grupo de estudantes soldados que ficaram incubidos de proteger um local dos Norte coreanos. Foram 71 soldados jovens, sem experiências e que não acreditavam que poderiam enfrentar de fato a morte de perto. 

O comandante Kang que já tinha visto T.O.P no campo de batalha, deixa ele como soldado experiente junto com mais dois, para comandar o grupo de estudantes. Tinha alguns que eram delinquentes presos por homicídio que se voluntariaram para a guerra. Vê-se claramente que T.O.P não se sentia confortável em liderar ninguém, ainda mais aquele grupo de desajustados. Tinha um que odiei quando chegou e obviamente quis enfrentar T.O.P. Eu fico falando T.O.P mas seu personagem se chamava Jang-Beom. Apesar das dificuldades, ele conseguiu ser um bom líder e junto com os outros, conseguiram segurar os Norte coreanos por 11 horas naquele local, até a chegada do comandante Kang, que só demorou porque não conseguia mais soldados para ajudá-los daquele lado. Sorte que um aliado americano lhe deu umas bombas e assim ele foi até a escola onde os alunos defendiam o local. Embora um pouco tarde, mas já era de se esperar que teríamos baixas nessa guerra. 

Minha lembrança do T.O.P nesse filme, era de que ele quase não falava. Mas ele falou sim e muito até. Seu crescimento na história foi incrível e de uma certa forma, ele era o protagonista da história. Fazer um filme de guerra não é fácil, ainda mais inspirado em caso real. O filme foi baseado principalmente nas cartas que encontraram de um dos soldados, que imagino que fosse o Jang-Beom, já que era ele quem sempre aparecia escrevendo cartas para sua mãe. Os detalhes enquanto aguardavam o retorno do comandante, as intrigas causadas pelos desajustados, suas impressões e medos, ele relatou tudo nas cartas. Porém, o depois, ficou a cargo do comandante provavelmente, já que quando chegou, o pior já havia passado. 

Um soldado que achei bem detestável no início, foi o Ko Gap-Jo. Típico jovem rebelde que confesso que cheguei a pensar que ele fosse atirar nos próprios companheiros. De tão idiota que ele parecia ser. No entanto, a guerra muda qualquer um e no final ele se redimiu, pelo menos comigo, terminando daquela forma junto com Jang-Beom. 

Também reconheci outro rosto, que já vi  outros filmes e doramas e olha, como vilão, ele é incrível. Estou falando do Cha Seung-Won. Seu papel como líder Norte coreano foi magnifico. Senti um ódio dele mas ao mesmo tempo admiração. Se ele não tivesse cismado com aquele local onde os estudantes estavam, nada daquilo teria acontecido. Fora que ele estar ali era um mero capricho dele, quando na verdade era para ter ido para outro lugar. Agora, quem não ficou satisfeito quando ele calou de vez aquele subordinado chato e insuportável. Pelo menos eu fiquei. Achei até que ele demorou para tomar essa atitude. Fora que ele subestimou os estudantes e não esperava que eles fossem ficar e proteger o local. Ele deu a opção dos estudantes rastearem a bandeira branca e fugirem, pois contava que eles eram jovens e inexperientes, jamais que fossem determinados a ficar e proteger o local. O que lhe custou muito na verdade. 

Guerra é e sempre será uma coisa estúpida feita por homens estúpidos. Forçando homens de família, filhos e nesse caso, jovens estudantes a caminhar para a morte, lutando por algo que nem foram eles que criaram enquanto os responsáveis ficam sentados em suas salas aguardando a vitória. 

No mais, apesar da história triste, filmes de guerra são sempre chocantes e marcantes. Se T.O.P tivesse investido mais nessa carreira, hoje estaria fazendo doramas até hoje. Não sei se esse foi o primeiro trabalho dele como ator, mas já aqui achei ele sensacional. Round 6 não deu muito certo, porque a segunda temporada já foi cheia de falhas. Vi gente comentando que T.O.P estava interpretando ele mesmo. Mas acho que confundiram ele com seus vídeos e o que ele é na vida real. Eu como fã, achei que ele interpretou muito bem seu papel, só teve uma morte ridícula. 

Porém, aqui, ele representou uma história real e inesquecível. Quem não chorou com o final quando o comandante finalmente chega? Recomendo ver. Vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] A grande inundação - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Esse filme vai mexer com a sua cabeça. 






A HISTÓRIA 

An-Na, uma pesquisadora de IA, acorda para mais um dia normal de sua vida, quando seu filho pequeno de 6 anos, Ja-In, comenta que lá fora formou um piscinão. An-Na mora em um complexo de apartamentos de 30 andares e ainda sonolenta não entende o que o filho quer dizer, até que sente a água invadindo seu apartamento. Ela então recebe uma ligação de um agente lhe informando que ela e seu filho serão resgatados e ela terá que subir até o telhado, onde um helicóptero os levará. Mas para conseguir subir, An-Na enfrentará o pânico dos outros moradores que também querem se refugiar no telhado além de ocasionais tsunamis que acabam se formando. É em um deles que ela é salva por Hee-Jo, um agente que deve ajudá-la a chegar ao telhado. Ele explica a origem da inundação e qual a missão de An-Na, pois a salvação da humanidade depende dela e do projeto na qual trabalha. Mas assim que ela chega ao telhado, descobre que somente ela sairá dali viva. Antes de completar sua missão, um incidente acontece e ela perde os sentidos. An-Na acorda então, momentos antes da inundação e passa a viver esse ciclo milhares de vezes, até compreender seu significado. 










Ano de lançamento 2025

Duração 1h 48m

Direção Kim Byung-Woo

Elenco Kim Da-Mi, Park Hae-So, Kwon Eun-Seong, Jeon Hye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Quando comecei a assistir, passei por uma ansiedade terrível de ver An-Na tentando fugir da inundação. Como sempre, li a Sinopse por cima e na minha cabeça a história seguiria para um caminho mais simples. Que mãe e filho lutariam para sobreviver a inundação, que quando vi a magnitude dela, achei surreal e não era uma inundação qualquer. Aparentemente era algo global. Quando o agente Hee-Jo aparece para escoltá-la, ele parecia mais um bandido do que agente. Mas, conforme fui assistindo e entendendo suas explicações para a inundação e quais os planos para salvar a humanidade, me questionava a própria humanidade de Hee-Jo. Ele contou sua história de vida, o trauma que viveu e por esse motivo se tornou essa pessoa que é hoje. Achei muito conveniente sua história e suspeitei que ele seria o experimento na qual a empresa de An-Na trabalhava. Mas ainda não fazia sentido principalmente partindo de flashbacks das memórias de An-Na. 

Então vem o baque inicial, quando acompanhamos An-Na acordando novamente e vivendo aquele mesmo dia até morrer e começar tudo de novo. Então nos perguntamos, todas as vidas eram simulações? Qual o propósito? No entanto, Ja-In desaparece todas as vezes e An-Na passa a procurá-lo desesperadamente quando começa a ter flashes das outras vezes em que acordou. Até descobrir em seu celular todos os desenhos que Ja-In deixou para ela. Ao compreender o que se passava, ela muda o foco e os meios de como encontrar o filho, já que em sua memória, ela o teria abandonado da primeira vez. 

Demorei para ver o filme porque primeiro, nem sabia que era coreano, depois porque achei que fosse mais um daqueles sobre inundação americana. Quando existe um loop temporal e não esperávamos por isso, pode ser um pouco confuso no início, principalmente até os envolvidos perceber o que está acontecendo e encontrar um meio de sair dele. Ao que parece, An-Na viveu anos nesse loop, até a conclusão do experimento. A essa altura, já entendemos que é isso, não é nenhum spoiler, porém, como se chegou a esse momento e tudo o que ela passou durante esse loop, foi algo que eu não esperava. Pensei que ela estava apenas no automático procurando o filho. 

Não gosto de IA nem dessas histórias de transferências de consciências e tals. Pelo menos nos filmes, nunca tem um final feliz. E não sei se salvar a humanidade dessa forma teria algum sentido prático realmente. Vi vários vídeos com o título explicando o final da grande inundação. As pessoas gostam de fazer esse tipo de vídeo explicando todo final de algum filme né. Aqui pelo menos achei bem compreensível o final e o esperado apesar de tudo. 

Os efeitos visuais são magníficos. O enredo não achei nada surpreendente, mas foi interessante ver como An-Na mudava seu foco para salvar seu filho. Confesso que no início, achei Ja-In uma criança insuportável e mimada. Mas depois ele se tornou incrível, principalmente naquele final. O fato dele querer que sua mãe visse seus desenhos, ele poderia ter pedido de uma forma menos chata, dando alguma explicação ou informação que chamasse a atenção da mãe. Mas claro, se ela visse desde o início, não entenderia ou não teria história. 

Vi um comentário que achei hilário quando uma pessoa disse que até que os coreanos sabem fazer drama. É porque essa pessoa não conhece os doramas coreanos. Esse filme foi de longe a história mais dramática que fizeram. E afirmo mais uma vez, que minha ansiedade de ver a An-Na fugindo da água subindo com o filho nas costas, foi nas alturas. Embora Hee-Jo parecesse um criminoso, ele também parecia uma vítima dos acontecimentos, onde ele só estava ali para cumprir seu trabalho, até An-Na compreender o que se passava e lhe contar o que lembrava. Apesar de tudo, gostei dele. Achei mesmo que as pessoas não gostaram muito do filme porque não vi muita gente falando sobre, por isso demorei para ver também. Como grande fã das obras coreanas, eu gostei bastante da história. Acabou sendo bem mais complexa do que parecia e vemos uma mulher, a beira do fim do mundo, com foco apenas nela e em seu filho, mudar ao longo de suas milhares de tentativas em encontrar o filho. Cada despertar foi mudando seu objetivo e seu modo de sentir as coisas em relação às pessoas ao seu redor. Ela não era a heroína direta da história, mas conforme suas decisões, ela acaba se tornando uma. 

Cada pessoa que ela encontrava e negava ajuda no início, no decorrer de suas vidas repetidas, ela passa a ajudar e assim mudando seu futuro. Lembrando que como era um projeto, toda ação teria um sentido depois, um tipo de retribuição ou recompensa para a jornada de An-Na. Porém, é de explodir a cabeça se for pensar o que ou quem eram todas as pessoas que An-Na encontrou no caminho. O que aconteceu com elas? Eram reais?

No mais, recomendo. Vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 27 de março de 2025

[Review/impressões pessoais] Fúria/Shark: the beginning (K-movie) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse K-movie sensacional. Explora um lado brutal do ser humano. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Cha Woo-Sol (Kim Min-Suk) era intimidado por um colega de escola chamado Bae Seok-Chan (Jeong Won-Chang), um estudante campeão de boxe. Woo-Sol mudou de escola mas um dia um novo aluno é transferido. Assim que Seok-Chan reconhece Woo-Sol, começa os abusos novamente. Seok-Chan desafia Woo-Sol que aponta uma caneta diretamente no olho direito dele e sob pressão, Woo-Sol acaba o acertando e é condenado a 3 anos em uma prisão para menores. Seok-Chan devido a perda do olho, tem que abandonar o boxe e visita Woo-Sol o ameaçando dizendo que irá esperar por ele lá fora, quando este for liberado. 

Na prisão, Woo-Sol acaba sofrendo os mesmos abusos por ser um novato até que conhece Jung Do-Hyun (Wi Ha-Joon), ex-campeão de MMA, preso por matar bandidos que invadiram sua casa e assassinaram sua mãe e irmã. Woo-Sol acaba fazendo amizade com ele e lhe pedindo para treiná-lo, um pouco para se defender dentro da prisão mas principalmente para não viver temendo encontrar Seok-Chan. 


Ano de lançamento 2021

Duração 1h 48m

Direção Chae Yeo-Jun

Elenco Wi Ha-Joon, Kim Min-Suk, Jeong  Won-Chang



Trailer 









Minhas divagações finais 

Sempre fico impressionada com esse tipo de bullying pesadíssimo. Na real, eu não entendo qual a motivação para se fazer isso com outro ser humano só pelo prazer de incomodar a outra pessoa. Se já era revoltante aqueles que jogavam coisas nojentas ou mergulhavam a cabeça da vítima na privada, nesse há a violência extrema. Não é possível que professores e diretores ignorem algo assim dentro das escolas. Revoltante. 

E a justiça é algo incompreensível. Por exemplo, Do-Hyun atacou os bandidos porque além deles terem matado sua mãe e irmã, tentaram matá-lo também, mas como ele sabia lutar, acabou matando os bandidos e foi preso. Não é aceitável, porque eram bandidos, mas pela lei, ele também tirou a vida de outras pessoas. 

Mas claro, apesar de tanto sofrimento, teve a superação de nosso protagonista. Além de sofrer na escola ainda sofreu na prisão. Ainda bem que Do-Hyun aceitou treiná-lo e criou até afeto por seu pupilo. Agora, Seok-Chan era um personagem cheio de problemas e o maior deles era sua explosão de violência. Trabalhar para um mafioso/traficante ou algo desse tipo seria a cara dele mesmo. No entanto, seu ódio pelo Woo-Sol era injustificável. Perseguir o cara até na prisão, visitá-lo só para ameaçá-lo dizendo que estaria esperando ele sair para se vingar, é coisa de psicopata mesmo. 

Agora, você jamais esperaria por aquele final do Woo-Sol na prisão. Com certeza na vida real, creio que não exista algo desse tipo. Se bem que, Do-Hyun foi transferido para uma prisão de adultos, os outros mais velhos ali ao meu ver também já poderiam ir para lá. Na verdade o mais impressionante são os atores terem mais de 30 anos fazendo papéis de 18. Mas, eu sinceramente pensei que Woo-Sol fosse sofrer horrores quando Do-Hyun fosse embora. Querendo ou não, ele era um protetor para Woo-Sol. Mas óbvio que todo aquele treinamento teria que servir para algo e nada como colocar os caras maus em seus lugares. Woo-Sol era tão bom que em troca de lutar, ele fazia seu adversário prometer que se o inimigo perdesse pararia com as brigas ali dentro. Mas nada supera o final entre Woo-Sol e Seok-Chan. Não apoio a violência mas nesse caso, tem gente que só aprende tomando do mesmo remédio. Seok-Chan passou a vida batendo e ganhando. Jamais esperaria perder por alguém que bateu a vida toda e era um covarde. 

O título do filme em inglês é uma referência ao que Do-Hyun chama Woo-Sol no final, antes de ser transferido ele lhe diz algumas palavras de incentivo. Já que imagina o medo do jovem ficar ali sozinho sem a proteção dele. Não é só uma história de cometer crimes e ser preso. Tem muitas variantes, mas com certeza o crescimento de Do-Hyun por ter perdido sua família e a superação física e psicológica de Woo-Sol foram as melhores. No quesito violência, não sei por que, mas os filmes coreanos conseguem me deixar horrorizada, traumatizada e revoltada. 

No mais, foi impressionante e inesquecível. Recomendo. 





Nota pessoal 10/10

terça-feira, 25 de março de 2025

[Review/Impressões pessoais] Revelações (Revelations K-movie) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse filme surpreendente e pesado. Até onde sua fé pode te levar?







DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Sung Min-Chan (Ryu Jun-Yeol) é um pastor devoto cheio de ambição e desprezado por sua esposa. Um dia, ele acolhe um estranho, Kwon Yang-Rae (Shin Min-Jae) e acaba descobrindo que é um ex-presidiário com tornozeleira eletrônica. Sem julgar pelos seus crimes, ele acha que é um sinal de Deus para salvar esse pecador e tenta o recrutar para sua igreja. 

A detetive Lee Yeon-Hui ( Shin Hyun-Bin) é transferida justamente para a cidade onde Yang-Rae mora agora. Ela o segue pois ele foi preso, responsável pelo sequestro e abuso de sua irmã. Porém, mesmo que a encontrassem com vida, ela não suportou viver assombrada pelos maus tratos e tirou a própria vida. Se sentindo culpada desde então, pois não conseguiu salvar sua irmã, Yeon-Hui não acredita que Yang-Rae merece viver em liberdade. Por isso, quando uma jovem desaparece, ela logo suspeita dele. 

Em paralelo, o Pastor recebe a notícia que seu filho desapareceu e logo ele suspeita de Yang-Rae e o segue. Acreditando que ele vai enterrar um corpo, ele chama a polícia e agride o suspeito. Logo em seguida ele recebe uma ligação de sua esposa, dizendo que houve um mau entendido e a criança está bem. No entanto, o mal já foi feito e agora lhe resta seguir os sinais de Deus para encobrir seu próprio crime. 






Trailer 





Ano de lançamento 2025

Duração 2h 2m

Direção Yeon Sang-Ho

Elenco Ryu Jun-Yeol, Shin Hyun-Bin, Han Ji-Hyun, Shin Min-Jae



Minhas divagações finais 

Devo dizer que mais uma vez Ryu Jun-Yeol entregou uma atuação incrível, assim como em Believer. E ele começa justamente como alguém que você não imagina que depois irá se transformar em algo diabólico. 

Aqui temos uma história complicada de todos os lados. Temos a policial que vive da culpa pela morte da irmã, inclusive até a vê em determinados momentos e ela sempre diz que a irmã não conseguiu encontrá-la. De outro temos o assassino que passado pelo psiquiatra é considerado abusivo por ter sido abusado na infância. Aquela velha história de que se tornou psicopata pelo passado abusivo. E no meio dos dois, temos o pastor, que super fiel em Deus, almejava subir no cargo em sua igreja, porém o filho do líder era o melhor candidato. E se não bastasse isso, sua esposa o traía. 

Assim que ele fica sabendo que uma jovem de sua igreja desapareceu, ele logo suspeita do ex-presidiário, mas ele só toma uma atitude, quando pensa que seu filho foi sequestrado por ele. O pastor então o segue e depois de uma luta, ele pensa ter matado o suspeito e o deixa ali. No entanto, achei que foi meio idiota já que deixou o carro do suspeito dali e nem conferiu se ele tinha morrido mesmo. E para piorar, ele passou a ver coisas, achando que eram sinais de Deus e acabou pirando de vez. 

A policial atormentada pela morte da irmã, faz de tudo para conseguir encontrar a jovem e acaba desconfiando das atitudes suspeitas do pastor. Mesmo o encontrando com o ex-presidiário, ele afirma que não convém deixá-lo vivo e que a jovem já estava morta. Mas a policial não quer acreditar nisso. Apesar dela ser atormentada, fez uma ótima investigação ao conseguir descobrir o local onde a jovem poderia estar escondida. Já o pastor, teve seu final merecido, embora eu cheguei a pensar que fosse se enforcar na prisão. 

O filme aborda temas sensíveis, como abuso, luto e religião. Como cada pessoa lida com isso e como algumas vezes fogem do controle. Como o pastor enxergar mensagens ocultas de Deus e cometer crimes achando que está fazendo o bem que o Senhor mandou ele fazer. A transformação do pastor em um homem fiel e bonzinho em alguém perturbado capaz de matar foi impressionante. 

Mas para variar, eu cheguei a pensar, por um momento, que ao conhecer Yang-Rae, o pastor depois de confrontá-lo, fosse assumir seu lugar de assassino. Ou, que ele fosse contratar os serviços de Yang-Rae para matar sua esposa traidora ou seu amante. Mas o que se seguiu foi tão impressionante quanto minha imaginação. 

No mais, é uma história forte e comovente. Recomendo. 

Nota 10/10

sexta-feira, 14 de março de 2025

[Review/crítica] O mistério das garotas perdidas (Svaha the sixth finger) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Encerro a semana com esse K-movie de suspense misturado com terror.







Ano de lançamento 2019

Duração 2h 2m

Direção Jang Jae-Hyun

Elenco Lee Jung-Jae, Lee Jae-In, Lee David


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Pastor Park, investiga seitas religiosas suspeitas e as denuncia conforme os casos. Ele passa a investigar uma, que em paralelo parece ser suspeita em um caso de desaparecimentos de várias jovens. Até sua investigação e a do capitão da polícia se encontrarem, os dois vão descobrir que o caso envolve muito mais do que apenas assassinatos. 









Minhas divagações finais 

Confesso que iniciei o filme sem saber absolutamente nada sobre ele. Tanto que nem havia reconhecido Lee Jung-Jae que fez a série Round 6. Só lá pela metade do filme que me dei conta de quem ele era. 

A história inicial começa com o nascimento de gêmeas e um contexto macabro. O que dava a entender era que uma delas deveria ter morrido, porém, após seu nascimento, a mãe faleceu após alguns dias depois do parto e o pai se suicidou. Os avós ficaram tomando conta das crianças, onde uma cresceu na sociedade e com os avós e a outra permanecia presa em um quarto abençoado e lacrado. Por onde moravam sempre acabavam vítimas de comentários maldosos e se mudavam para outro local. 

Enquanto isso, o Pastor Park, que já havia perdido sua fé a algum tempo, usava seus benefícios como Pastor para investigar seitas religiosas, que pudessem estar explorando os fiéis ou praticando algo mais sinistro e contava com a ajuda de um jovem fiel. Que por coincidência já vi alguns outros filmes com esse ator, Lee David. 

O que acontecia na história, se transformou em uma investigação policial para uma investigação sobrenatural. O pastor acabou descobrindo que a seita vinha sacrificando jovens meninas após uma profecia sobre gêmeas que haviam nascido sob determinada situação. O que eu entendi foi que a gêmea má, que era mantida presa, atraiu o responsável da seita, que acreditavam que através de determinados acontecimentos ou sacrifícios, se alcançaria o Nirvana, chegando a imortalidade, ou algo parecido com isso. Não vou mentir que achei essa parte meio confusa. 

A história das gêmeas foi interessante, mas a que era normal, era tão sinistra quanto a do mal. A história do fundador da seita que perseguia meninas nascidas em determinado ano, foi meio confuso, provavelmente como sempre, eu deixei passar alguma informação importante. O seguidor fiel que foi atrás das gêmeas, era meio macabro. Mas acho que era só atormentado pelas crianças que matou por um ideal errado da seita que o enganaram. No final, ele se redmiu. Eu acho...

Não é de hoje que comento que os rituais dos xamã são bem bizarros e assustadores. Não tenho certeza se o que é retratado nos filmes é próximo da realidade, mas se for, apesar que cada cultura é diferente, esse é o mais assustador que já vi até agora. 

Apesar de ser pastor, Park era bem diferente dos tradicionais e tinha perdido metade da fé, devido a alguns acontecimentos do passado. Mas apesar de parecer uma jornada monótona, gostei como ele insistiu nas investigações e como descobriu a seita e sobre as gêmeas. 

O filme pode ter duas conclusões ao meu ver. Para os religiosos, o caso se resume a uma seita religiosa que acreditava que em determinado ano havia nascido um bebê demônio e por isso, matava as meninas que nasceram naquele ano em determinada cidade. Para os céticos, era uma seita obcecada em profecias, que assassinava meninas em nome de um Deus falso. 

Minha dificuldade foi que esse tipo de história é meio confuso por não estar familiarizada com essas lendas ou mitologias ou seja lá como for chamada. É um ambiente meio novo e sinistro. No entanto, foi muito bem ambientalizado e interpretado. 

Nota 9/10

quarta-feira, 12 de março de 2025

[Review/crítica] Nas muralhas da fortaleza (The Fortress) - Divagando Sempre



Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse filme forte e emocionante, sobre decisões e o desejo de viver. 





Ano de lançamento 2017

Duração 2h 20m

Direção Hwang Dong-Hyuk

Elenco Park Hae-Il, Kim Yoon-Seok, Lee David, Heo Seong-Tae, Park Hee-Soon, Lee Byung-Hun


Recomendação sim



Trailer 




DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

No reino de Joseon, duas dinastias, Quing e Ming, invadem a península da Coreia forçando o rei a fugir para a fortaleza nas montanhas. Sitiado com sua corte, soldados e aldeões da fortaleza, o rei precisa decidir se enfrenta Quing ou cede às suas exigências. Ele deve escolher sobreviver com humilhação ou uma morte com dignidade. 

Dois ministros debatem as escolhas enquanto seus conselheiros apoiam ou são contra os ideais. Além disso, ainda vem a questão da política militar, onde soldados passam fome e frio, igualmente os aldeões que não tem escolha em estarem presos no meio desse conflito, em um inverno rigoroso. 

As forças inimigas se aproveitam da fraqueza do exército do rei, pressionando-o para que tome uma decisão ou enfrentará um ataque mortal. 







Minhas divagações finais 

Esse é o tipo de filme que abrange mais a política do que a guerra em si e achei o final de alguns personagens muito triste. Nem sempre a morte pode ser considerada a pior derrota. 

Não nego que nesse tipo de filme, ainda mais usando chapéu, eu tive certa dificuldade para diferencias os personagens, embora suas vestimentas pudessem ajudar a identificar melhor. 

O rei estava cercado e esperava por reforços. Enquanto isso, seu pequeno exército perdia forças para a fome e frio, e os poucos aldeões sofriam também. O rei precisava decidir se alimentava seu pequeno exército racionando o dos civis, pois segundo seus conselheiros, o exército precisava de forças para lutar, caso acontecesse um ataque ou caso precisassem atacar. Mas de qualquer forma, a comida continuava escassa e como estavam cercados, não havia meios de conseguir mais comida. 

Um dos ministros foi até o líder de Quing, mas ao retornar com a proposta do inimigo, foi considerado traidor. A maior parte do filme houve discussões entre os conselheiros que estavam divididos e principalmente porque muitos preferiam uma morte digna do que uma derrota vergonhosa. Como o rei queria viver, tentou de tudo de forma diplomática e tentou também seguir o outro ministro, gerando mais conflitos ali dentro. 

No final, após vários dias sitiados, morrendo de frio e fome, não houve um final feliz para o rei, embora saísse vivo da luta. Acho que o maior diferencial desse filme, é que apesar do foco ser mais político e o tema ser a guerra, o conflito mesmo foram as decisões que o rei precisava tomar. A guerra mesmo estava ali dentro, entre eles, que debatiam a crise e não concordavam com as soluções. Embora tentasse de tudo, no fim, o rei teve que decidir pela escolha que menos desejava. 

Mas, teve uma história em paralelo com um dos ministros que foi no mínimo chocante e triste no final. No início da história ele mata um idoso por considerá-lo traidor, porém sua netinha que o esperava em casa, vendo o que o avô não retornava, foi parar nos portões da Muralha o procurando. O próprio assassino do avô recolhe a criança e a coloca em segurança na aldeia. Mas ele nunca revela seu segredo, porém, quando o rei toma sua decisão, esse ministro também toma a sua. Talvez não fosse o ideal mesmo, se para sua redenção ele viesse a criar a menina, talvez essa doce criança crescesse e ao descobrir a verdade, se tornasse uma guerreira em busca de vingança. Mas aí seria outra história. Talvez fosse melhor só ter a ideia de que ela ficou bem com as pessoas da aldeia e cresceu feliz ali. 

No entanto, tanta luta e persistência, nem sempre leva a um final feliz. Para viver e proteger seu povo, as vezes a humilhação pode ser o melhor caminho. 

Não nego que esse tipo de filme não faz muito meu gênero, mas estava até interessante a ponto de que eu queria saber como iria terminar. Acreditei que teria aquele final típico dessas histórias, onde a cavalaria chegaria, haveria muita luta e derramamento de sangue, mas o rei saíria vitorioso. Foi um final triste e chocante, porém, acredito que essa foi toda a beleza da história, foi o diferencial que por mais que tenha deixado um gosto amargo na boca, deixou nos refletindo sobre as escolhas e suas consequências. 

Não consegui guardar nomes dos personagens, mas há grandes atores na produção e apesar de tudo, foi um filme marcante. 

Nota 10/10

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