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segunda-feira, 19 de maio de 2025

[Review/crítica pessoal] Círculo de fogo (Pacific Rim) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Uma boa história. Um ótimo diretor. Atores sensacionais. Esse seria meu resumo para esse filme.







DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Uma fenda abriu-se no Oceano Pacífico e por ela saem monstros que foram chamadas de Kaijus, que aparentemente tem como objetivo, destruir as cidades litorâneas do chamado Círculo de fogo. Para impedir tais destruições, foram construídos robôs gigantes chamados de Jaegers, comandados por dois pilotos sincronizados via neural.

Dois irmãos, Raleigh e Yancy, os melhores até então, falham em uma missão e uma tragédia acontece. Ao pilotar o grandioso Gipsy Danger sozinho, após perder o irmão e derrotar o Kaiju, Raleigh traumatizado e de luto, abandona o programa. 

Cinco anos se passaram e agora Raleigh trabalha aqui e ali, sem compromisso, apenas para sobreviver. O projeto Jaegers é suspenso pelo governo que decide investir em muros de defesa costeira, embora se mostrarem ineficazes contra os Kaijus. O Marechal Stacker Pentecost, planeja continuar usando os Jaegers para destruir a fenda com uma arma nuclear, impedindo assim a invasão. Para isso, ele procura Raleigh para voltar a pilotar Gipsy, que foi reformada. No momento, apenas quatro Jaegers estão em funcionamento: Gipsy Danger, Cherno Alpha, Crimson Typhoon e Striker Eureka. 

Dois especialistas em Kaiju, Newton e Hermann, pesquisando sobre esses monstros, descobrem como destruir a fenda. Newton, através de um experimento, consegue se conectar com o cérebro de um Kaiju e descobre que a fenda só se abre de detectar DNA Kaiju. Pentecost tem um plano de ataque, mas perde dois Jaegers. Raleigh e sua parceira Mako, que apesar de eficiente e compatível com ele, inicialmente teve problemas para se conectar a máquina, mas Pentecost que a criou após resgatá-la de um ataque Kaiju, embora negasse colocá-la no Gipsy, acabou cedendo e ele mesmo acabou pilotando um Jaeger para a missão final. 











Ano de lançamento 2013

Duração 2h 11m

Direção Guilhermo Del Toro

Elenco Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day



Trailer 





Minhas divagações finais 

Sempre vi esse título mas nunca havia me interessado em ver, apesar que estava na minha lista fazia tempos. Quando fui dar uma olhada, duas coisas me chamaram atenção, Idris Elba e Guilhermo Del Toro. Assistindo depois, ainda descobri dois atores da série Sons of Anarchy. Uma série que também está tempos na minha lista. E digo mais, que acho que é bem óbvio, não reconheci Charlie Hunnam, embora só tenha visto um episódio da série, mas sempre quis continuar, então um dia pretendo terminar.

Mas, chega de enrolação e vamos direto ao ponto. O que esperar de Círculo de fogo? Confesso que a expectativa foi grande devido a direção de Guilhermo Del Toro que já vi algumas produções que foram ótimas. Mas, senti receio quando vi os robôs gigantes. Não existe nada mais assustador para mim, do que robôs e IA. E apesar de ter medo, eu sempre assisto coisas sobre só para piorar mais. Embora dessa vez os robôs gigantes não se revoltaram contra a humanidade. 

Sempre esperamos seres vindo do espaço, mas dessa vez, vieram do oceano, através de uma fenda. O que será que a Terra tem que todo ser quer invadir e dominar? Bom, obviamente que não deixariam isso acontecer sem antes lutar. Um projeto é criado e robôs gigantes são construídos, controlados através da conexão de duas pessoas via neural. Mas ter sua mente compartilhada dessa forma, não é para qualquer um. Tivemos dois irmãos e pai e filho. Raleigh infelizmente, em uma missão perde o irmão e a vontade de lutar novamente. Ele se afasta de tudo trabalhando por aí nas construções dos muros, até que Pentecost o procura para voltar a pilotar o mesmo robô onde perdeu o irmão. 

Por mais que Mako fosse excelente, faltou humildade na moça. Entendo o que ela passou, entendo seu desejo de vingança, entendo que treinou para conseguir ter uma chance para pilotar um Jaeger, mas era óbvio que colocar duas pessoas quebradas pelo luto, de primeira não ia funcionar. Só acho que a hostilidade dela foi gratuita demais no início e de repente já era melhor amiga de Raleigh. 

Da mesma forma que a hostilidade de Chuck, que se não fosse pelo seu pai, teria causado mais desentendimento ainda com Raleigh. Não entendi muito bem esses sentimentos contra Raleigh. Mas enfim. Pelo menos no final, apesar de triste, Chuck se redimiu. 

O mais surpreendente nessas histórias, é como o governo sempre pensa mais em dinheiro nessas situações. Tudo bem que desde que Raleigh perdeu o irmão se passaram 5 anos e nada havia mudado, os Kaijus continuavam aparecendo e atacando as cidades. Mas desde quando um muro fortificado impediria esses monstros? Acho que a melhor chance de defesa ainda eram os Jaegers, mesmo que destruíssem a cidade de qualquer forma. Porque convenhamos, nessas lutas de heróis na cidade, sempre há uma destruição absurda. 

A forma como descobriram como derrotar os Kaijus foi de longe insana e cômica. Um dos cientistas foi atrás de um contrabandista ilegal de Kaijus. Quando um desses monstros é derrotado, ele sua equipe vai até o monstro e retiram partes de seu corpo para vender no mercado negro. O cientista vai atrás dele para conseguir um cérebro, pois ele precisa se conectar novamente com um deles para descobrir mais sobre seus planos de invasão. O contrabandista chamado Hannibal, muito conveniente, era ao mesmo tempo assustador e cômico. Sua cena final é a maior prova disso. 

Mas enfim, foi um filme em que eu vi sem compromisso e acabei amando. Recomendo. Ah sim, vi que tem uma continuação mas por um motivo que ainda não descobri, Raleigh aparentemente não faz parte da história. Agora são novos pilotos e me pergunto de onde os monstros apareceram? Se vou conferir? Não sei ainda. Não achei muito atrativo. Eu vi o trailer e me pareceu uma versão de Transformers, fora que Del Toro não é o diretor. Mas quem sabe eu veja só para sanar minha curiosidade sobre o que aconteceu com Raleigh...





Nota pessoal 10/10

terça-feira, 13 de maio de 2025

[Review/crítica pessoal] O vencedor - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa transformação incrível de Christian Bale. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Na pequena cidade de Lowell, Dicky Eklund a tornou conhecida quando venceu uma luta de boxe contra o campeão mundial Sugar Ray Leonard. Ele até poderia ter seguido carreira como lutador e ficado mais famoso, no entanto, seu vício em drogas o tirou desse caminho. 

Mas, Dicky, além de outras irmãs, ainda tem Micky Ward, seu irmão mais novo que agora tenta entrar no mundo do boxe. Como estão gravando um documentário sobre a vida de Dicky, Micky aproveita a chance de ser treinado por ele e ser campeão um dia. Mas, Dicky sempre se atrasa pois está se drogando na casa dos amigos. 

Um dia, Micky conhece Charlene e ela começa a lhe abrir os olhos perante a sua família, que claramente o deixa em segundo plano, idolatrando Dicky, mesmo que seja viciado e não cumpra seus compromissos. 

Ao perder uma luta onde ele nunca teve chances, Charlene tenta convencê-lo a se desligar de sua família, principalmente ao receber uma proposta para treinar em Las Vegas e receber por isso. Mas Dicky não aceita a oferta e para tentar compensar, ele e sua namorada tentam conseguir dinheiro roubando mas são presos. Micky ao tentar ajudar o irmão, tem a mão quebrada e é preso também. Porém, no julgamento, ele é solto mas Dicky cumprirá pena. 

Enquanto está preso, Dicky vê o documentário pela TV e percebe o verdadeiro tema do programa, sobre viciados em Lowell. Ao perceber o que sua vida se tornou, ele decide tentar tomar outro rumo. Enquanto isso, Micky tenta subir na carreira sem a pressão de sua família. 








Ano de lançamento 2010

Duração 1h 56m

Direção David. O. Russel 

Elenco Christian Bale, Mark Wahlberg, Amy Adams, Melissa Leo



Trailer 





Minhas divagações finais 

Definitivamente Christian Bale se joga de corpo e alma em qualquer personagem que atua. A imagem de um lutador fracassado vencido pelo vício em drogas? Uau, foi muito convincente. E pasmem, o filme é inspirado em uma história real. Embora pareça que Micky seja o protagonista, sim, claro, pois parecia muito uma mistura de Rocky Balboa, pois Micky foi subindo nas lutas de modo sofrido muito ao estilo Balboa. Mas o protagonista mesmo é Dicky. O típico cidadão de cidade pequena que venceu um campeão e virou lenda local. Mas, devido ao vício não conseguiu seguir a carreira. 

Embora Micky quisesse continuar o legado da família, me perdoem, mas que família mais ridícula, a mãe só tinha olhos e prioridade para Dicky, as filhas só sabiam cacarejar em volta dos irmãos, e Charlene só apareceu para dar aquele chute inicial nas decisões de vida de Micky. Que convenhamos, até quando ficaria a mercê da mãe e do irmão? 

Mas, confesso que fiquei com dó do Dicky quando ele estava preso e viu na TV sobre o documentário que gravaram sobre ele. Ele achando que seria sobre a vida de lutador quando o tema na verdade era sobre viciados em crack. Vendo como ele ficou nas filmagens e sua imagem manchada, ele finalmente acordou para a vida. Porém, ainda achava que poderia mandar no irmão e a mãe ainda foi tentar dar um sermão em Micky, quando este não quis mais ser treinado por eles. Mas Micky finalmente falou para ela, que ela só enxergava Dicky. 

Infelizmente o estrago já estava feito, mas do jeito dele, Dicky  tentou consertar as coisas. Uma pena que se a mãe tivesse visto antes o potencial de Micky, em vez de só enxergar o mais velho, talvez ela tivesse dois campeões. Mas também, se não fosse tão ignorante a ponto de fingir que Dicky não tinha problemas, talvez tivesse o ajudado antes. 

Mas enfim, ótimas atuações, ótima história, duas lutas entre os irmãos, tanto profissional quanto íntima, reflexões e com certeza, com final feliz. Recomendo. Apesar que eu tiraria as irmãs escandalosas. Não é possível que eram assim na vida real? Foram até a casa de Charlene fazer um escândalo para ela deixar Micky. Pelo amor de Deus... eu não conheço essa história, mas se eu fosse essas irmãs, não teria gostado de ser retratada dessa forma. A parte que achei mais inútil e detestável foram as irmãs. A mãe, ainda é bem real. Quando se tem filhos, não é impossível ter preferido, embora ela fosse a agente e claramente poderia ganhar mais se valorizasse Micky, porque onde Dicky estaria em condições de vencer lutas, naquele estado? E achei que Amy Adams não combinou com Mark Wahlberg, não achei que tiveram química. Parecia mais que sua personagem entrou na história para disputar a atenção de Micky com a família. Só causar discórdia. Mas enfim, apesar da atuação excelente de Bale, e de gostar dos filmes do Wahlberg, achei mediano. 


Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 30 de abril de 2025

[Review/crítica pessoal] Guerreiro/Warrior - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Para quem gosta de luta, drama e Tom Hardy, aqui tem.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA

Paddy Conlon se surpreende com a visita inesperada de seu filho mais novo Tommy. Ele pede que seu pai o treine já que ele foi treinador de MMA. Paddy pensa ser uma ótima oportunidade de se aproximar do filho, que fugiu com a mãe quando era mais novo, pois Paddy era alcóolatra. Brendan, o filho mais velho ficou com o pai, pois se apaixonou por uma jovem e se casou com ela tendo dois filhos. Mas também se afastou do pai por causa de seu vício. 

Paddy aceita treinar Tommy, mas este ainda não o perdoou por tudo o que ele passou quando jovem. Brendan, para não perder a casa, volta a treinar e entrar em pequenos campeonatos até chegar ao maior deles, para ganhar mais dinheiro. No final, Tommy e Brendan se reencontram após anos afastados, mas Tommy também não consegue perdoar o irmão que o abandonou para ficar com uma mulher. No final do torneio, os irmãos acabam se enfrentando. 

Brendan é professor de física na atualidade, mas foi suspenso quando descoberto que lutava fora do expediente. Para ganhar mais dinheiro, ele acaba entrando para o torneio. Tommy foi reconhecido por um batalhão do exército e a notícia de que ele é um herói de guerra se espalhou e sua torcida foi enorme. Quando os irmãos se enfrentaram, as chances de Tommy vencer eram maiores. 







Ano de lançamento 2011

Duração 2h 20m

Direção Gavin O'Connor

Elenco Tom Hardy, Joel Edgerton, Nick Nolte, Jennifer Morrison, Frank Grillo


Trailer 




Minhas divagações finais 

Confesso que não tinha reconhecido Tom Hardy e fiquei com a impressão de já ter visto Joel Edgerton em algum lugar. Mas enfim. Quanto ao filme, li alguns comentários antes de chegar ao final e entendi o descontentamento de todos. Mas vamos lá. 

A história segue um pai e seus dois filhos. No entanto, viviam separados por conta do vício de Paddy. Tommy fugiu com a mãe, mas esta, acabou adoecendo e falecendo. Tommy guarda ressentimentos do pai e também de seu irmão Brendan, que como irmão mais velho, Tommy esperava que fosse fugir junto da mãe e do irmão e ajudá-los. Mas, Brendan preferiu ficar com o pai, apenas porque não queria se separar de sua namorada. Apesar de Brendan ter se casado com ela, no final, também passou a evitar o pai. 

Mas, Paddy conseguiu parar de beber recentemente e recebe a inesperada visita de Tommy, que pede apenas que ele o treine para lutar MMA. Paddy vai atrás de Brendan para dizer que Tommy voltou, mas os irmãos só se  reencontram durante o evento promocional da luta, que os dois estão competindo. 

Tommy está lutando para conseguir um dinheiro para ajudar a esposa de um companheiro que perdeu durante o tempo em que esteve no exército. Brendan volta a lutar para conseguir dinheiro para não perder a casa. Os dois precisavam do dinheiro para ajudar uma família, mas, quem será que realmente merecia?

Apesar do porte físico de Tommy e do modo como ele lutava, conforme foi derrotando seus oponentes em questão de segundos, já imaginávamos que Brendan não tinha a menor chance. Ainda mais que ele tinha parado de lutar e virado professor de física. Os dois se enfrentaram com determinação principalmente porque Tommy ainda guardava mágoa do irmão. Mas com o resultado final, acredito que aconteceu um sentimentalismo ali entre eles. 

Mas a cena mais emocionante para mim, foi entre Tommy e seu pai. Depois de falar umas verdades para o pai, Paddy totalmente magoado, infelizmente volta a beber. Depois de encontrar o pai em um estado de partir o coração, ele acaba o consolando e acredito que viu que ele estava realmente tentando se reconciliar com o filho, mesmo que fosse tarde para isso. Achei a cena muito emocionante, fiquei com lágrimas nos olhos. Nick Nolte não teve muito tempo de tela, mas só nessa cena valeu pelo filme inteiro. 

O único que não me cativou foi o Brendan. Eu entendo seu motivo de não querer perder a casa. Mas, sua própria esposa disse várias vezes que não havia problema em morarem em outro lugar, que era melhor do que passar pelos horrores pós luta novamente de quando ele lutava e ia parar no hospital. Mas o que ele faz? Insiste nisso. Então pareceu querer dizer que Brendan estava fazendo isso pela família, como um apelo emocional já que ele perdeu a forma e passou a treinar com afinco e determinação, mostrando aquela história clichê do azarão que ninguém dava nada mas que acabava vencendo a muito custo. Estilo Rock Balboa, que depois de apanhar horrores, vencia no último minuto. 

Obviamente que eu tinha meu preferido para ser o vencedor. Mas, apesar de tudo isso, entendi o ponto, embora ache que Brendan tenha sido egoísta desde sempre. Deixou a mãe doente para o irmão mais novo cuidar sozinho, acabou deixando o pai de lado, tudo por uma mulher. No fim, achei Tommy muito mais maduro que Brendan. E ainda sofreu mais, a separação do irmão mais velho que admirava, a perda da mãe, os horrores da guerra. Tommy merecia só conquistas em sua vida. Acho que por isso o final foi amargo para muita gente. 

A atuação foi ótima. Tom Hardy estava em ótima forma. Nick Nolte emocionou muito nas cenas pela busca do perdão. Joel Edgerton interpretou bem o papel de homem desesperado, mas seu personagem ainda acho que foi egoísta. No mais, as lutas foram impressionantes. 


Nota pessoal 9/10

terça-feira, 29 de abril de 2025

[Review/crítica pessoal] Virgem Maria - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Agora trago a história de Maria, mãe de Jesus. 







DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Anna e Joaquim desejam ter um filho e são abençoados com um milagre e com a visita de um anjo, que lhes dizem que a criança será uma menina e no futuro cumprirá uma professia ao trazer ao mundo o Salvador, o Messias. Mas, enquanto o anjo coloca em seu caminho José, ela também sofre julgamento e preconceitos ao ficar grávida antes do casamento. O que ninguém sabe é como ela engravidou. A notícia se espalha assim como se espalha pelos devotos a Deus, de que ela carrega seu filho. Herodes, um impiedoso rei, não aceita essa notícia e persegue Maria até o nascimento da criança, que vem a se chamar Jesus. 







Ano de lançamento 2024

Duração 1h 52m

Direção D. J. Caruso 

Elenco Anthony Hopkins, Noa Cohen, Ido Tako, Hilla Vidor, Ori Pfeffer


Trailer 




Minhas divagações finais 

Em Virgem Maria, nos conta sobre o nascimento de Maria e sua jornada ao trazer ao mundo Jesus. Recentemente assisti A Paixão de Cristo e confesso que achei bem mais emocionante, cativante e meio traumatizante. Por mais que Herodes fosse ambicioso e completamente maligno, é Anthony Hopkins né minha gente, aposto como muitos foram ver o filme só por causa dele. (Confesso que sou uma).

As críticas negativas e polêmicas nesse filme, foram sobre outros motivos mais atuais, no entanto, como sempre, vamos apenas falar sobre o filme em si. Não conheço muito a história de Maria, a não ser o básico, que foi visitada por um anjo que lhe diz que ela dará a luz o Messias. Como eu disse em A Paixão de Cristo, eu via desenhos bíblicos contando brevemente essa passagem e como desenho, não tinha tanta violência, então na minha cabeça a história era que Maria casou com José, um marceneiro e antes que consumassem a união, foi visitada pelo anjo que lhe disse que sua missão na vida, era carregar o filho de Deus. Depois, já grávida, perseguidos pelos soldados de alguém (porque nunca soube quem perseguia eles), Maria e José fugiam e ela dava a luz na manjedoura em Belém? Essa era minha memória da história de Maria. 

Então, quando fui ver o filme, já achei meio monótono, com todo o respeito. Primeiro que como não sei exatamente qual a idade que Maria tinha quando deu a luz Jesus, então achei essa Maria meio insossa. Não gostei dessa atriz nesse papel. Mesmo que a Maria de A Paixão de Cristo fosse mais velha pois Jesus já era adulto, sua interpretação foi esplêndida. Noa Cohen como Maria não me cativou. 

Jesus foi perseguido antes mesmo de nascer. Embora eu acredite mais que católicos entendam melhor a história de Jesus, o filme em si foi mais entretenimento. Maria por estar grávida misteriosamente, obviamente foi julgada e condenada, pois ninguém acreditava que poderia ser possível sendo virgem. Entendi alguns comentários sobre como tentaram retratar Maria como sendo uma mulher comum, que ao conhecer José, seu encontro foi até romantizado, mas embora fosse perseguida, pelo que entendi dos comentários que li, ela sofreu muito mais e até José teve um momento de dúvida sobre ela e a gravidez, até que o anjo o visitasse. Mas assim como Mel Gibson que aparentemente mudou algumas coisas com sua visão da história, aqui o diretor fez o mesmo. 

Enfim, retratar histórias antigas já são difíceis, ainda mais tão significativas na vida das pessoas. Ainda mais com fontes tão antigas quanto a história. Mas no fim, o impossível aconteceu e é essa a história retratada aqui. Embora Hopkins tenha como sempre entregado um ótimo trabalho, confesso que não conhecia a história de Herodes, então para mim a jornada de Maria foi uma novidade. Mas, achei que a atriz não combinou com a história, por isso infelizmente, não gostei tanto quanto de A Paixão de Cristo, que apesar da violência gráfica, recomendo mais. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 28 de abril de 2025

[Review/crítica pessoal] - A paixão de Cristo - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa história que todos conhecem mas que poucos viram. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Conta as últimas 12 horas antes da morte de Jesus, que foi traído por Judas, que o vendeu por 30 moedas de prata, subornado por Caifás. Soldados levam Jesus até  Poncio Pilatos, onde Caifás faz falsas acusações contra Jesus exigindo sua morte.

Pilatos, a pedido de sua esposa Claudia que acredita na santidade de Jesus, o interroga e o liberta não encontrando nenhum crime o envia para Herodes, dizendo que Jesus pertence a sua jurisdição. Mas Herodes não vê nada em Jesus e o devolve a Pilatos. Este então oferece uma escolha a multidão entre libertar Jesus ou um assassino condenado chamado Barrabás. A população liberta Barrabás e exige que Jesus seja crucificado. Pilatos então ordena que Jesus seja açoitado.

Depois de ser levado para um celeiro, soldados romanos colocam uma coroa de espinhos na cabeça de Jesus e o levam de volta para Pilatos. Para evitar uma revolta, Pilatos lava suas mãos e ordena a crucificação de Jesus mas se declara isento de qualquer responsabilidade. Jesus então é obrigado a carregar sua própria cruz até o calvário junto de mais dois criminosos. Jesus é crucificado e antes de falecer, ora pelo perdão de seus captores. Um terremoto danifica o Segundo Templo e soldados quebram as pernas dos dois ladrões para apressarem suas mortes. Para confirmar a de Jesus, um guarda perfura seu corpo com uma lança. Seu corpo é retirado da cruz e sepultado. Três dias depois ele ressuscita dos mortos e deixa seu túmulo. 











Ano de lançamento 2004

Duração 2h 7m

Direção Mel Gibson

Elenco Jim Caviezel, Mônica Belucci, Claudia Gerini, Maia Morgenstern, Mattia Sbragia


Trailer 





Minhas divagações finais 

Posso dizer que já ouvi muitas histórias sobre o nascimento e morte de Jesus. Mas confesso que nunca havia visto essa história em um filme tão marcante. Hoje em dia não sou muito religiosa, então nunca havia pensado em ver o filme. Mas, quando bati os olhos no título, vi quem representaria Jesus e a direção de Mel Gibson, tive que conferir. E vou te dizer, nunca sofri tanto com uma história bíblica como essa. 

Claro que para os mais crentes e católicos fervorosos, podem não estar de acordo com a visão de Mel Gibson para essa caminhada triste e devastadora de Jesus. Eu, particularmente, nunca havia visto nada parecido, mesmo sabendo sua jornada, ao ver o filme, terminei devastada e revoltada com o julgamento do ser humano. Todas as cenas de Jesus foram extremamente sofridas. Por aí dá para imaginar as polêmicas diante dessa obra de arte. 

Além da ótima direção, a atuação de Jim como Jesus foi impecável. Mesmo que os castigos em si sejam terríveis, seu sofrimento foi tão real que sofremos juntos. Assim como a atriz Maia que interpretou Maria. Eu não gosto muito de filmes que contém violência como castigo. Assim como aquelas histórias de bullying que geralmente têm em doramas coreanos. Então com certeza a jornada de Jesus foi terrível de se acompanhar. Claro que existem muitas questões nos motivos dele ter passado por tudo isso, mas aí, seria discutir religião e isso nunca dá certo. Como eu disse, não sou mais religiosa, embora não negue que concordo que nenhum ser humano deveria passar pela tortura que Jesus passou. A minha única descrença nessa história, é em como Ele foi concebido. Pronto, falei e não digo mais nada. 

Quanto ao filme, que é o que gosto de fazer, falar sobre, eu achei que Gibson representou muito bem essa passagem de Jesus pela humanidade e escolheu atores competentes para fazer dessa história ainda mais inesquecível. Como eu não conheço a história perfeitamente do início ao fim, não posso julgar se Gibson cometeu algum erro. Mas nas minhas lembranças creio que foi mais ou menos assim. Lembro que quando criança, as vezes assistia desenhos especiais de Natal contando sobre o nascimento de Jesus. Então, sobre seu sofrimento e morte, foi a primeira vez que vi algo sobre. 

Não existe palavras para descrever essa experiência, por isso, recomendo muito ver o filme. Esqueça as polêmicas ou críticas negativas, a experiência é incrível. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 23 de abril de 2025

[Review/crítica pessoal] A princesa da Yakuza - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje, trago esse filme que é uma mistura de tudo, etnia, línguas e países. Mas, apesar do potencial, não me conquistou. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Akemi foi separada de sua família ainda bebê e para sua segurança, foi enviada para o Brasil. Originalmente sua família seria do Japão, mais precisamente, de um poderoso clã de Yakuza. Enquanto uma parte a procura, a outra metade a quer morta. 

No entanto, sua origem só vem a tona após seu vô falecer e através de uma Katana, encontrada junto a um estrangeiro gravemente ferido e sem memória, os dois acabam juntos com a única coisa que os liga, a Katana. Mas Takeshi, que aparentemente parecia querer matar Akemi, na verdade ele estava a procurando para protegê-la. E ainda diz que o sujeito sem memória foi enviado para matar seu avô. Embora não tenha lembranças de nada, o desconhecido continua seguindo Akemi, mesmo que ela o abandone. Takeshi é um servo fiel ao clã da família de Akemi e jurou protegê-la, mas seus inimigos não vão dar descanso. 









Ano de lançamento 2021

Duração 1h 52m

Direção Vicente Amorim

Elenco Masumi, Jonathan Rhys Meyers, Tsuyoshi Ihara 


Trailer 




Minhas divagações finais 

Me lembro vagamente que na época esse filme foi bem comentado, só não lembro se era positivamente. Sei que pensando ser daqueles com lutas de espadas, eu havia colocado o título na minha lista. Como estou na semana vendo produções brasileiras, esse título apareceu. Porém, embora se passe no Brasil, tenha algumas cenas onde o português é falado e o diretor seja brasileiro, a língua dominante no filme é inglês. Mas, só fui descobrir depois, enquanto assistia o filme e percebia que raramente se ouvia o português. 

Não nego que a história para mim parecia promissora, visto a Sinopse que havia lido:

"  Uma órfã descobre que é a herdeira de metade da Yakuza. Mas junto com a  nova realidade surgem novos inimigos. Ela forja uma aliança com um estranho que sofre de amnésia e trava uma guerra sangrenta contra a outra metade da gangue." .

Mas na verdade desde o início pareceu confuso. A começar pelo Jonathan que não lembro se tinha nome no filme. Ele acorda no hospital todo machucado, sem lembrar de nada, levanta da cama nu ( não vi sentido nisso ) e sai do hospital com a Katana em mãos e acaba encontrando Akemi, quando descobre que a Katana pertencia a seu avô. Embora ele tenha aparecido em situações inusitadas, acaba a salvando, primeiro de Takeshi, que quando aparece, realmente pensei que fosse o inimigo. Seu comportamento sugeria isso pelo menos. Depois ele explica tudo e ficamos bem mais seguros com ele.

Ainda assim achei tudo meio confuso e não achei grande coisa. Apesar de gostar de Jonathan Rhys Meyers desde o filme Driblando o destino, não acompanhei todos seus filmes e aqui, confesso que não achei grande coisa. Ele passou a maior parte da história sem saber quem era. Só descobrimos porque Takeshi falou e mesmo assim, Jonathan seguiu sem memórias. Akemi era uma jovem infeliz que após a morte do avô se sentia solitária. 

Os clãs de Yakuza eram confusos porque não entendi muito bem como funcionavam. Assim como a vila misteriosa onde ela foi parar. Já fiquei irritada porque em vez de responderem logo as perguntas dela e contar logo sua história, ficaram enrolando demais. Akemi passou a vida toda sem saber de nada e quando começa a descobrir sobre sua família, mandam ela descansar primeiro para depois conversarem? Passei raiva nesses momentos. 

Para mim, a história seria mais sólida se tivesse tomado outro rumo. Akemi seria treinada pelo avô, embora sem saber suas origens, mas sabendo claro, lutar. Depois que o vô morresse, ele deixaria um meio de ela descobrir sobre sua família. Takeshi apareceria então como seu protetor. Ele teria vivido sua vida fingindo estar do lado da Yakuza que dizimou sua família, para tentar esconder o fato da única herdeira ter sobrevivido ao massacre e seu paradeiro. Se a queriam morta, não entendi porque enviaram o assassino para seu avô. Talvez para obter informações sobre onde ela estaria? 

Não nego que chegando no final eu já estava tão saturada que não prestei mais atenção em muita coisa. Ou seja, parecia interessante mas acabou sendo confuso e sem graça para mim. Muitas cenas desnecessárias e coisas que seriam importantes acontecia em uma lentidão horrorosa. Talvez, se ela tivesse crescido sabendo quem era e o que houve com sua família desde o início e treinasse para um dia vingar a família, apesar do clichê, teria sido menos confuso do que realmente foi.

Talvez por ser o início da história de Akemi, sua apresentação tenha parecido lenta e confusa. Talvez fosse assim com Jonathan que também caiu de paraquedas no meio da vida de Akemi e não estava entendendo nada. Quem sabe se tiver uma continuação poderia ter uma continuidade melhor para essa história. Na verdade não procurei saber se já tem uma sequência ou se estão trabalhando nele, de qualquer forma, não me atraiu tanto a ponto de sentir vontade de ver. O início já foi suficiente. 


Nota pessoal 5/10

segunda-feira, 24 de março de 2025

[Review/impressões pessoais] Dungeons & Dragons: honra entre rebeldes - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme cheio de aventuras, traições, perdão, resgate... ou seja, divertido e emocionante. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Edgin (Chris Pine) um bardo viúvo e agora ladrão, após a morte da esposa tenta criar sua filha Kira (Chloe Coleman) sozinho, até que conhece uma guerreira bárbara Holga (Michelle Rodriguez) que o ajuda e se tornam parceiros no crime, sem intenção amorosa, apenas trabalho. 

Um dia realizam um trabalho com Forge (Hugh Grant) e Simon (Justice Smith) mas são surpreendidos pela Bruxa vermelha de Thay, Sofina (Daisy Head). Edgin estava atrás de uma relíquia, a Tábua da ressurreição,  que poderia reviver alguém que morreu. Ainda devastado pela morte da esposa, seu desejo era trazê-la de volta. Agora, correndo risco de perdê-la, ele entrega para Forge antes de ser preso e pede a ele que cuide de sua filha até ele sair dali.

Após dois anos, Edgin e Holga conseguem fugir e retornam a sua casa para descobrir que Forge agora é aliado de Sofina e vive em meio a riqueza e poder. Mas o que mais interessa a Edgin é sua filha Kira, que teve a mente corrompida pelas mentiras de Forge e acredita que seu pai a abandonou por tesouros que tentou roubar. 

Decepcionado porém determinado a reconquistar a filha de volta, Edgin une um grupo improvável a fim de destruir Forge e Sofina. Ele pede a ajuda de Simon e depois conhecem Doric (Sophia Lillis), que deseja acabar com Sofina pela destruição do reino. 

Juntos, embarcam em uma jornada repleta de perigos e tentações até o inevitável combate. 










Trailer 




Ano de lançamento 2023

Duração 2h 14m

Direção John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein

Elenco Chris Pine, Michelle Rodriguez, Sophia Lillis, Justice Smith, Hugh Grant, Chloe Coleman, Daisy Head, Regé-Jean Page



Minhas divagações finais 

O filme é baseado no jogo de mesmo nome, que só conheço de nome mesmo, então mais uma vez, não posso fazer comparações. Mas, diga-se de passagem, que embora não pareça grande coisa, eu terminei maravilhada. Sim, esse tipo de filme sempre acaba me conquistando. É uma mistura de várias coisas, mas é muito divertido e o grupo embora seja composto por personalidades diferentes, tinha uma química enorme entre eles, então tudo funcionava muito bem, como nos momentos de tensão ou de comédia. 

Eu tenho a sensação de que já vi Chris Pine em algum lugar, mas de qualquer forma, que homem charmoso. Mas quem se destacou mais para mim foi a Michelle Rodriguez. Mesmo que esse tipo de personagem seja sua marca, como uma mulher durona, eu achei a Holga uma personagem maravilhosa. 

Claro que era óbvio que Forge iria para o lado que lhe proporcionaria mais lucro. Mas sempre fica a questão do: se a bruxa vermelha era tão poderosa, para que precisava de Forge? Esse tipo de inimigo sempre usa um bode expiatório insignificante para só depois revelar seu verdadeiro propósito. Só fiquei admirada que pelo menos ele não abandonou Kira e a tratou bem. 

Edgin ainda teve o desafio de trabalhar por um momento com alguém do mesmo povo que matou sua esposa. Aquela velha história de que nem todos são iguais e precisou aprender a confiar em Xenk (Regé-Jean Page), que teve momentos desde brilhantes a engraçados com o grupo.  

Simon, provou ser um ótimo feiticeiro e foi de muita ajuda, mas confesso que em alguns momentos eu fiquei apreensiva de que ele fosse trair o grupo como Forge fez, assim que pegasse o elmo e percebesse o quão poderoso é. Uma vez que você é traído fica a desconfiança né. Embora não dava para negar que Forge tinha mais cara de traidor do que qualquer um do grupo ali. Doric foi uma adição ao grupo maravilhosa. De início ela não queria participar da jornada com o grupo, mas tendo o mesmo objetivo e vendo que mesmo sendo um grupo pequeno, melhor tentar fazer algo do que ficar parada vendo sua casa sendo destruída aos poucos. 

As pessoas sempre comentam sobre referências ou easter eggs e confesso que não comento muito sobre, para não estragar a surpresa ou só porque realmente não vi mesmo. Eu não sou o tipo de pessoa que assiste os filmes com a intenção de ver defeitos, eu apenas assisto e depois escrevo sobre meus sentimentos que me causaram. Algumas vezes reparo quando a atuação é péssima ou o roteiro é fraco. Mas as vezes sou fácil de agradar. D&D foi divertido e eles até encontraram outro grupo de adolescentes, que a missão de vida deles era conseguir voltar para casa. Esse sim, foi uma ótima referência. 

Hoje em dia é complicado criar algo novo ou inusitado. E com o uso de CGI e agora de IA, nem sempre são usados de forma satisfatória. Mas D&D valeu a pena. O CGI estava satisfatório, o roteiro foi bom e me diverti muito. Recomendo. 




Nota 10/10

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