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sexta-feira, 13 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Sexta-feira 13 parte III - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje em plena sexta-feira 13, porque não ver o filme de mesmo nome.






A HISTÓRIA 

Chris, que passou um trauma alguns anos atrás, decide enfrentá-los ao passar um fim de semana na casa de verão da família perto do lago, nos arredores de Crystal Lake. Ela vai com seus amigos Debbie, Andy, Shelly, Vera, Chuck e Chilli. Rick, seu namorado já a esperava no local. 

Shelly e Vera vão a uma loja de conveniência e três motoqueiros os seguem para se vingar deles, incendiando o celeiro. Porém, já havia alguém ali, Jason, que estava se recuperando de alguns ferimentos passados. Ele mata os motoqueiros e passa a perseguir o grupo. Chris e Rick saem para dar uma volta e Chris lhe conta o que aconteceu anos atrás. O carro quebra e eles decidem voltar a pé. Mas ao chegar na cabana, não encontram os amigos. Começa uma ventania e então, Chris encontra os corpos dos amigos e um homem mascarado passa a perseguí-la. Quando ele tira a máscara, ela o reconhece como o agressor de anos atrás.







Ano de lançamento 1982

Duração 1h 35m

Direção Steve Miner

Elenco Dana Kimmell, Paul Kratka, Richard Brooker



Trailer 





Minhas divagações 

Eu achava que daria continuidade como o primeiro. Mas pelo que entendi, as atrizes não quiseram continuar nos seus papéis e por isso as histórias foram mudando. Minhas perguntas no final da parte 2 jamais serão respondidas e agora criou-se outra história. Jason continua praticamente imortal. Aqui, já não há mais motivos para ele matar ninguém, ele só vai lá e mata. Também não teve referências ao acampamento que deu origem ao Jason, mas finalmente ele obteve sua máscara de hóquei. 

Chris, conta para seu namorado que foi atacada anos atrás por um homem deformado na floresta e para tentar superar esse trauma, ela retorna para a casa de verão dos pais. No início achei meio confuso pois acreditava que seguiriam os anteriores dando continuidade, embora o início tenha mostrado o final do segundo, a história que se seguiu mudou completamente de rumo. Nada de histórias de terror ao redor da fogueira ou menções sobre o acampamento e as mortes causadas por Jason. 

O único conforto nessa história, foi quando o trio de motoqueiros tentaram fazer algo para o grupo mas foram atacados antes por Jason. Era óbvio que no final, quando alguém precisasse do carro, ele falharia por causa da gasolina. Embora muito clichê, atuações duvidosas e efeitos completamente inferiores aos de hoje, não há como negar que ainda assim consegue entregar um bom resultado de satisfação. Apesar de ter visto vários elogios para a parte 3, até o presente momento, o primeiro continua sendo o melhor para mim. 

Esse terceiro, achei fraco e fora de contexto, mas, ao mesmo tempo interessante por estar indo para novos caminhos. Sair um pouco do ciclo de monitores que insistem em ir para as cabanas mesmo sabendo das histórias terríveis que aconteceram ali. O clichê dos jovens continua. Um romance, trauma, sexo, drogas, o de sempre. Embora tenha visto elogios sobre a cena da perseguição, confesso que da minha parte não achei grande coisa. As mortes dava para ver grotescamente que eram falsas, principiante quando Jason apertou a cabeça de um deles, mas, faz parte da época, então, nada a declarar. 

No final Chris tem uma alucinação com alguém saindo do lago e lhe afundando com o barquinho, muito interessante essa referência. Todas as perguntas clichês de filmes de terror e situações cômicas e absurdas, estavam presentes aqui, mas acho que o que mais gostei, foi finalmente ter visto a origem da máscara de hóquei. Jason leva uma machadada na máscara, será que nos próximos vai estar a marca ou ele vai pegar outra máscara? Não sei quando verei os outros, só aproveitei esse pela sexta-feira 13 de novo. 

Assim, não adianta questionar roteiro, motivos e situações nesse tipo de filme. Quando estavam indo ao local, encontraram um homem no meio da estrada que lhes falaram para não irem para aquele local. Por que? O que ele sabe? Como ele sabe? O casal da mercearia? O que tinha a ver para Jason simplesmente matá-los? E esse grupo novo que chegou? Não tinham conhecimento da lenda do acampamento, não eram monitores, não tinha nenhum sobrevivente entre eles, e se, segundo a Chris, ela foi atacada pelo Jason anos atrás, por que ele a deixou  viva? Será que Jason agora só vai matar jovens aleatoriamente porque ele não teve essa experiência de juventude? E como sempre chamam a polícia se a única sobrevivente sempre está desmaiada no local? Embora Jason tenha sido mostrado inerte com o Machado na máscara, sabemos que não morreu. Porém, se fosse uma trilogia, poderia até ter sido encerrado ali. 

Muito difícil falar sobre filmes antigos sem criticar negativamente, porém, não deixa de ser nostálgico. É com esses filmes que aprendemos como sobreviver a uma história de terror. 

Confesso que sigo ansiosa para descobrir qual será o enredo nos próximos filmes. No mais, foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

terça-feira, 10 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] The Lost Boys/Os garotos perdidos - Divagando Sempre

 

Olá Divosos vampirescos. Hoje trago esse clássico que quem viveu essa época com certeza guarda esse filme no coração. 






A HISTÓRIA 

Lucy, após se divorciar, se muda com seus filhos Michael e Sam, para a casa de seu pai em Santa Carla, um idoso excêntrico que gosta de empalhar animais. Eventualmente, Sam conhece dois irmãos,  Edgar e Alan, que já de cara lhe oferecem histórias em quadrinhos sobre vampiros, mas ele só vai se interessar mais, a partir do momento em que seu próprio irmão começa a agir de modo estranho. Por sua vez, Michael começa a agir estranho, após conhecer Star, uma linda jovem que o encanta mas sem ele saber que já está envolvida com David, líder de uma gangue de adolescentes e vampiros. Enquanto isso, a própria mãe dos meninos, Lucy, conhece Max, para quem passa a trabalhar e também vira um interesse romântico. 

Michael fica cada vez mais estranho, Lucy decepcionada por seu filho mais velho quem está dando mais trabalho e Sam, com seus novos amigos, passam a investigar mais sobre vampiros. Embora Michael seja seu irmão, Sam sente certo receio de ser atacado por ele. Nos quadrinhos, Sam descobre um possível meio para trazer o irmão de volta, que é encontrar e matar o líder dos vampiros. Em um plano arriscado, eles tentam encontrar David, mas tudo sai errado e agora eles vão revidar. Os meninos então se preparam na casa de Sam.









Ano de lançamento 1987

Duração 1h 38m

Direção Joel Schumacher 

Elenco Corey Haim, Kiefer Sutherland, Jason Patrick, Corey Feldman, Jami Gertz, Dianne Wiest, Edward Herrmann, Jamison Newlander



Trailer





Minhas divagações 

Confesso que esse filme quase caiu no meu conceito daqueles filmes antigos memoráveis que é melhor não rever. Por que? Na minha memória de adolescente, o filme era mágico, incrível e maravilhoso. Eu era apaixonada pelo David, acreditem, eu estava começando a amar histórias de vampiros e esse filme tinha todos os clichês vampirescos. E Kiefer Sutherland estava no auge de sua beleza (para mim). Mas, enquanto assistia, entrava em desespero por quase achar o filme ruim. Terminei, passei uns dias decepcionada mas revendo as cenas na minha mente, cheguei a conclusão que continua tão bom quanto imaginava. Meu TOP 3 clássicos memoráveis de adolescente são: Conta Comigo, Os garotos perdidos e Os Goonies. 

Mas vamos falar do filme em questão. Sempre que passava na TV eu assistia esse filme. Demorei anos para encontrar para assistir e ainda só achei dublado, mas fazer o que, vi mesmo assim. Michael nunca foi meu personagem preferido porque quando chegou na cidade tinha cara de tonto, quando conheceu a Star ficou com mais cara de tonto e quando virou vampiro ficou mais tonto ainda. Sam, na minha memória era o que iria duvidar das histórias de vampiros, já que foi obrigado a ler os quadrinhos pelos irmãos Edgar e Alan. Mas, por incrível que pareça, os dois que quase não acreditaram em Sam. Pelo menos foi o que senti. 

Não entendi muito bem o relacionamento de Star e David. Se estavam juntos como um casal, não fazia sentido David querer que Michael se tornasse um deles, já que seria um rival em potencial. Você ia querer dar poderes e vida eterna para seu inimigo? Ou, de tão sádico que David era, fez isso com Michael sabendo o quão bonzinho ele era e não conseguiria matar alguém para se alimentar. 

Lucy era a típica mãezona divorciada falida, que ao meu ver, por mais gentil que fosse, me pareceu meio desesperada por se interessar pelo Max. Claramente era um fracassado nas aparências, mas como comprovado, as aparências enganam. A primeira vez que descobrimos quem era o líder dos vampiros, fiquei chocada, mas sempre me perguntei essa questão de líder. O líder era o líder de um bando ou o líder geral de todos os vampiros? Não sei se essa parte foi desinteressante para mim e não prestei atenção nos quadrinhos que Sam lia ou nas explicações do Líder diante de seu discurso sobre seus interesses vampirescos. Era uma atitude típica das histórias de vampiros da época, onde achava que transformar os outros sem permissão faria com que ficassem ao seu lado submissos. Entrevista com o vampiro é a prova da rebeldia dos transformados sem permissão, vivendo a vida eterna vendo aqueles que amam morrerem, atravessando séculos de solidão e tristeza, principalmente com a perspectiva de matar para sobreviver. Ainda que uns se alimentavam de sangue de animais. Se alimentar de sangue doado contaria como matar? Divaguei novamente. 

Voltando ao filme. Amo os clichês típicos de filmes de vampiros, como o reflexo no espelho, alho e água benta e o melhor de todos, perder os poderes ao ser convidado na casa das pessoas. Com o passar dos anos, as histórias foram mudando, como Crepúsculo, vampiros que brilham no sol? Ou Diários de vampiro, que não lembro muito sobre porque só vi a primeira temporada, mas para parecerem mais humanos, os irmãos Stefan e Damon tomavam algo para ficarem com o corpo quente? Também não lembro muito. Mas enfim, Garotos perdidos para quem era adolescente naquela época e amava vampiros, com certeza tem esse filme guardado no coração.  

O filme consegue transmitir muito bem a loucura da época assim como seu lado sombrio. A rebeldia dos jovens, o heroísmo da garotada, o recomeço para alguns. A trilha sonora maravilhosa. Não nego que a atriz que interpretou a Star é maravilhosa nesse filme, até eu me apaixonaria por ela, mas ninguém supera o David. Era um vampiro bad boy que eu gostaria que me mordesse... e falando em Kiefer Sutherland, ele também está no filme Conta Comigo que é o meu preferido sempre para toda vida. E, é um bad boy também. Acho que de todo o elenco de Garotos perdidos, ele foi o único que se destacou e teve vários trabalhos depois. Alguns já não estão mais entre nós, infelizmente. 





De qualquer forma, amei rever o filme. Valeu muito a pena, embora tenha parecido decepcionante, na verdade me deixou mais nostálgica e apaixonada por ele. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 13 de junho de 2025

[Review/crítica pessoal] Sexta-feira 13 parte 2 - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Como hoje é sexta-feira 13, quis ver um filminho de terror para espairecer... esperar o ano todo para a maratona  de Halloween não é fácil. As vezes sinto vontade de levar uns sustinhos. Se bem que alguns clássicos, o medo é o roteiro mesmo...






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Alice, única sobrevivente do massacre no acampamento Crystal Lake, após alguns meses do ocorrido, tenta superar o trauma vivido. Mas ela ainda tem pesadelos com o que aconteceu. Mas, ao abrir sua geladeira, encontra a cabeça decepada de Pamela Voorhees na geladeira e é surpreendida por um intruso.

Cinco anos depois, Paul abre um centro de treinamento para monitores, próximo ao acampamento condenado de Crystal Lake. Tanto que, após reunirem todos os monitores durante a noite, Paul conta sobre a lenda local, Jason Voorhees, que se afogou no lago quando criança, mas que supostamente sobreviveu e assombra o local. Curiosos, um casal de monitores tentam chegar até o acampamento mas são surpreendidos por um policial, que os leva de volta e avisa a Paul que seria melhor mudar de lugar, pois estão próximos demais do acampamento abandonado. 

Para aproveitar a última noite na cidade, Paul e alguns monitores vão à um bar próximo mas alguns decidem ficar nos alojamentos. Após beberem um pouco, Ginny e Paul retornam ao acampamento, mas não encontram os outros, só as luzes todas acesas. Então são atacados. Ginny consegue acertar o intruso que está usando um capuz e ao retirá-lo veem o rosto deformado dele. Ao fugir, Ginny, tenta se esconder na velha cabana abandonada, onde encontra a cabeça decepada de uma mulher, que supõe ser de Pamela Voorhees e uma espécie de altar. Então o assassino deveria ser Jason, seu filho. Após lutarem, Ginny acorda na manhã seguinte, sendo levada por uma ambulância sem sinal de Paul. 









Ano de lançamento 1981

Duração 1h 27m

Direção Steve Miner

Elenco Adrienne King, Amy Steel, John  Furey, Betsy Palmer, Walt Gorney



Trailer 





Minhas divagações finais 

O primeiro, apesar de ser um clássico e obviamente as atuações e roteiro são questionáveis, foi a apresentação da lenda Jason, que no primeiro ainda era um garotinho que havia morrido afogado. Sua mãe então, seria a assassina em busca de vingança contra qualquer monitor de acampamento. Pois para ela, a culpa era deles que não vigiavam seu filho direito e por isso ele "morreu". Alice, foi a única sobrevivente e acabou sendo atacada em sua casa, enquanto tentava se recuperar do trauma vivido.

Abre aspas aqui para um questionamento que me ocorreu. Jason era criança quando supostamente se afogou. No primeiro sua mãe tentou vingança por ele. No segundo, já temos um vislumbre de Jason adulto, o grupo de monitores debate sua idade até, supondo que teria uns 30 anos. Mas, se no primeiro sua mãe era a assassina, onde ele estava? E se passaram 5 anos do primeiro, quando Alice estava no lago e foi atacada, ela disse que havia visto um menino. Nesses cinco anos então, Jason cresceu tão rápido assim? Fecha aspas.

No primeiro, Alice foi a única sobrevivente e apareceu no início do segundo satisfatoriamente terminando de mostrar o que houve com ela após seu barco virar no lago. No final desse, Ginny foi a única sobrevivente no acampamento. Aqueles que foram para o bar, continuaram lá e não apareceram mais. Já que terminou com Ginny sendo levada pela ambulância perguntando por Paul. O que não entendi ainda é, se no primeiro foi a mãe querendo vingança, no segundo foi o filho querendo vingar a mãe. Ok, entendi. Mas ela não sabia que ele estava vivo então? Jason é igual o Michael Meyers para mim. Um homem envolto no sobrenatural porque nunca morrem... 

Mas, se manterem essa dinâmica, espero que no início do terceiro, conte o que aconteceu com Paul e os demais que estavam no bar. Voltaram e encontraram o massacre? Foram eles que chamaram a ambulância? Ou morreram quando voltaram? E como somente a Ginny sobreviveu?

Aqui, Jason ainda não usa a icônica máscara de hockey, mas usa um saco na cabeça. Ginny ainda o retira quando o golpeia e vê seu rosto deformado. Esses clichês de terror, apesar de tudo, nunca perdem a graça. Principalmente quando avisam para não ir a tal lugar. É como dizer: vão e se divirtam. De qualquer forma, mesmo se o casal de curiosos não tivesse ido bisbilhotar o acampamento sangrento, que é o nome dado após o massacre do primeiro, não tivesse despertado a fúria de Jason, já que o policial disse que durante cinco anos estavam em paz. Talvez a ideia de outro acampamento com monitores jovens e irresponsáveis, tenha despertado a ira de Jason que foi maltrato em um desses acampamentos e teve a mãe morta em outro. Mas enfim, como a maioria de filmes de terror, sempre digo, bem todos são coerentes. E filmes dessa época então... 

Li também várias especulações sobre a participação da atriz que interpretou Alice, pois ela só fez uma participação no início do filme. Talvez, se tudo tivesse dado certo, não importa os motivos de sua saída, teria várias oportunidades de várias histórias diferentes que essa franquia poderia ter sido encaminhada. No entanto, devido ao trauma que viveu, talvez fosse melhor assim. Caso contrário seria uma imitação de Halloween, onde a única sobrevivente sempre retorna no próximo filme. 

Só assisti para comemorar a sexta-feira 13 desse mês. No entanto, recomendo o filme apesar de tudo. 


Nota pessoal 7/10

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