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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Resenhando Divagações sobre Noiva de Ali Hazelwood no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Trago pela primeira vez algo da autora Ali Hazelwood e que, seria perfeito se não tivesse tanto hot.





CONTANDO A HISTÓRIA 

Misery é filha do líder dos vampiros da região sudeste que a envia ao território humano, para viver entre eles por 10 anos enquanto um humano é enviado para o território dos vampiros. Essa troca permite que a paz entre as espécies sejam mantidas para evitar uma guerra. Ao completar seu tempo entre os humanos, Misery retorna para casa, mas desde criança sentia a hostilidade de sua própria espécie assim como a indiferença de sua família. Talvez, o único que mostrasse algum respeito por ela, seria seu irmão. 

Não se sentindo acolhida, Misery decide continuar vivendo entre os humanos, com identidades falsas e nunca revelando sua verdadeira origem. Porém, certo dia, sua normalidade é suspensa quando seu pai a manda chamar. Mais uma vez, ela seria usada como objeto de troca para manter a paz entre as espécies, mas dessa vez, ela deveria se casar com um lobisomen. Ela poderia negar e chegou a negar, mas quando ouviu o nome do noivo, ela decidiu aceitar. 

Desde que foi mandada para viver com os humanos, uma outra garota órfã foi deixada para viver junto com Misery a fim de que esta desse menos trabalho e soubesse conviver melhor com os humanos. Essa garota era Serena. Alguns dias antes de seu pai a chamar, Misery de conta do desaparecimento da amiga e a única pista foi um nome rabiscado na agenda de Serena. Misery então decide se casar com o lobisomen a fim de descobrir se seu noivo sabe de algo ou se tem a ver com o desaparecimento de Serena. 

Conviver com espécies diferentes não é novidade para Misery, mas por que seu noivo tinha que ser tão lindo? Embora desconfiada, Misery acaba descobrindo muito mais sobre seu noivo e agora marido Lowe. Ambos se sentem atraídos pelo outro, mas devido as diferenças acreditam ser impossível um amor entre eles. Mas, o destino pode ser cruel ou sábio. Entre investigações, traições e muita atração sexual, Misery e Lowe formam um casal intrigante e maravilhoso. 


Nota pessoal 8/10



Minhas divagações 

O início eu tinha achado fascinante. Misery é uma protagonista dos sonhos. Não é insuportável, é engraçada e amei ela com Lowe. Mas, o hot foi muito exagerado para mim. Se, tivessem deixado para o final, teria sido muito mais romântico e misterioso. Afinal, são dois seres de espécies diferentes. Acho que essa parte carnal, poderia ter deixado para o final. Porque já tinha muita acontecendo na vida desse casal, então no final terem uma lua de mel de verdade seria maravilhoso. 

Começamos com o mistério do desaparecimento da Serena. Em muitos, na verdade, vários momentos, me questionava se ela realmente era uma amiga de verdade da Misery. E, seu plot foi super chocante. Eu, não imaginei nada desse tipo. Pior ainda seria imaginar onde ela estava e a mando de quem. Incrível. 

Depois claro, acabamos fisgados pelo casal Misery e Lowe. A única coisa que peguei de primeira e se você nem percebeu, então pule esse parágrafo pois pode ser spoiler. Quando Lowe torcia o nariz para Misery e ela achava que seu cheiro deveria ser horrível para ele, eu já sabia que na verdade ele tinha tido o tal imprinting do Crepúsculo. Quem viu os filmes ou leu os livros, sabe que os lobos tem isso quando encontram sua parceira. E o modo como Lowe nunca foi cruel com Misery me dava mais certeza disso. 

Como Misery viveu isolada dos vampiros e dos humanos, seria normal não entender várias coisas. Por isso ela demorou para entender quem era realmente a parceira de Lowe. A única parte que não gostei dele, foi quando ela perguntou quem era sua parceira e ele mentiu. Eu achava que era porque ele sabia dos perigos e por isso mentiu para ela. Mesmo que fosse o caso, não me convenceu. Achei ele meio cretino. Mesmo pedindo desculpas não o perdoei. Afinal, a trama estava indo muito bem para ter esse conflito bem nesse momento? Estragou para mim. Se já não bastasse os hot, que na minha opinião, atrapalhou muito minha leitura. Para quem curte é outra coisa né. Eu não gosto muito e tentei pular essas partes, mas não é tão fácil como avançar um filme. 

Os ajudantes de Lowe foram divinos. Divertidos e fiéis a Lowe. Com exceção de um ali, mas sempre tem um desses no meio. E claro, não podemos esquecer a irmãzinha de Lowe. Embora ela gostasse da Misery, acho que a interação das duas poderia ter sido mais trabalhada, mais intensa. Mas enfim. Foi uma leitura tranquila, terminei em menos de 3 dias e amei esse casal. Vi que saiu uma continuação mas pela sinopse, parece que o foco vai ser na Serena. Se tiver tanto hot quanto primeiro, não sei se merece empolgo a ler. Veremos. 



Ano de publicação 2024

Páginas 368

Autor/a Ali Hazelwood 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Divagando e desvendando O massacre da família Hope no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje vamos desvendar um mistério envolvendo o assassinato de uma família, onde apenas uma adolescente de 17 anos é a única sobrevivente e também a única suspeita. 





A HISTÓRIA 

1929

Lenora, 17 anos, única sobrevivente de um massacre na familia. Seu pai foi morto com uma facada no pescoço, sua mãe com facadas nas costas e sua irmã enforcada. Foi um crime tão chocante que o caso virou lenda na cidade com direito a cantigas de roda. Sem provas contra Lenora, o caso foi fechado e ela passou seus anos na mansão da família trancada no quarto, por problemas de saúde. Já de idade, vivendo com a governanta Sra. Baker, o cozinheiro Archie, a faxineira Jessie e o caseiro Carter, ela decide contar sua verdadeira história para sua cuidadora Mary. Mas, de repente Mary desaparece. 


1982

Kit, trabalha como cuidadora há 12 anos, mas, faz 6 meses que foi suspensa pois sua última paciente morreu por negligência dela. Só não foi acusada por falta de provas. Seu relacionamento com o pai desabou e precisando de dinheiro, teve que aceitar trabalhar na mansão dos Hope como cuidadora de Lenora. Embora a julgasse pela sua história do passado, ela também foi acusada de algo que jura que não fez. Talvez Lenora merecesse o benefício da dúvida. 

Kit começa seu trabalho cuidando de Lenora e descobre que ela pode escrever na máquina de escrever presente de Mary e quem ensinou Lenora a usá-la. Ela diz a Kit que quer lhe contar tudo. Porém, coisas estranhas passam a acontecer, barulhos de passos pelo quarto de Lenora, vultos, folhas datilografadas que somem e para piorar tudo, Kit encontra o corpo de Mary. 

Com o passar dos dias e de várias descobertas, mesmo correndo perigo, Kit continua tentando desvendar o mistério de Lenora e principalmente, quem matou Mary? Não entra em sua cabeça, pela descrição de todos, que ela tenha tirado a própria vida. Mas, o mistério da família Hope, vai além de qualquer imaginação. 



Minhas divagações 

Essa foi uma daquelas leituras em que eu fiquei obcecada pela história. Foi um mistério que me tirou o sono e foi plot atrás de plot. O principal mistério era quem de fato matou a família? Lenora? E por que depois de todos esses anos, ela revelaria a verdade? Infelizmente é uma análise repleta de SPOILER 

Fiz até uma listinha de coisas que achei importante durante a leitura:

[  ] Dois empregados da época em que Lenora ainda era adolescente continuam na casa, o cozinheiro e a governanta.
[  ] A governanta, Sra. Baker, estava com a família desde seus 19 anos. No dia do incidente, todos alegam que não havia empregados na casa.
[  ] O cozinheiro, Archie, tinha amizade com Lenora, mas depois dos assassinatos, se distanciaram.
[  ] Lenora foi considerada inocente por falta de provas, mas todos acabaram acreditando ser a culpada.
[  ] Sua família era problemática. Seu pai mulherengo, sua mãe viciada em remédios e sua irmã era insuportável.
[  ] Havia um pintor, Peter, que pode ser considerado suspeito. O que houve com ele depois? Onde está agora?
[  ] Mary, a última cuidadora de Lenora, simplesmente sumiu. Deixou todos seus pertences no quarto. Ela sumiu mesmo ou sumiram com ela?
[  ] Ricardo, antigo caseiro que no dia da folga dos empregados, ele permaneceu na casa no dia dos assassinatos. Depois desapareceu. Ou desapareceram com ele?
[  ] Kit sentia que estava sendo observada. Será que havia alguém escondido pela casa? Ela acha que é mesmo o fantasma de  Virgínia?
[  ] Mary é encontrada morta. Isso explica seus pertences deixados para trás. Mas a pergunta é: ela caiu, foi empurrada ou se jogou?
[  ] Carter tem um motivo pessoal para estar trabalhando ali. Ele não é um suspeito se sua história for real.
[  ] Ricardo e Lenora tiveram um caso. E aparentemente um bebê.
[  ] Archie sabia do bebê mas mente para Kit que não sabe de nada e que ela nunca falou sobre Ricardo. Mas nas memórias de Lenora, ele garante à ela que se qualquer pessoa a machucar, ele é capaz de matar por ela.
[  ] Lenora pode estar mentindo sobre sua condição física. O barulho de passos que Kit ouviu ou o vulto no quarto de Lenora pode ter sido ela, em vez de um fantasma, como Kit acredita.
[  ] Faz sentido agora por que Virgínia e o pai desprezavam Lenora. Ela não é filha dele. Ela teria motivos para matá-los, mas e a mãe?
[  ] Quando Lenora descobriu que não era filha do seu pai, foi consultar sua mãe que confirmou. O pai havia dado dinheiro ao homem que sua mãe amava e a abandonou, sendo assim forçada a se casar com o pai. Quando admitiu a história a Lenora, a mãe havia tomado todo o laudano e ficado inconsciente.
[  ] Lenora grávida não consegue mais esconder a barriga e acaba pedindo a ajuda a uma das amantes de seu pai, que vem a ser uma empregada, que chocantemente vem a ser a Sra  Baker.
[  ] Archie confessa a Kit que sabia do bebê e que a visita todas as noites em segredo. O que explicaria os barulhos e vultos que Kit viu.
[  ] Berniece, a esposa de Ricardo descobre a gravidez de Lenora e a chantageia pedindo dinheiro.
[  ] Kit descobre que a Sra. Baker tem pago uma quantia para uma casa de repouso e Carter diz que pode ser Berniece.
[  ] Kit procura Berniece e ela conta que no dia do assassinato ela viu Lenora ensanguentada segurando uma faca. Ricardo desapareceu e um carro da família também. Supõe-se que ele fugiu e nunca mais foi visto.
[  ] Virgínia ainda foi encontrada com vida e viveu mais 6 meses antes de morrer. Segundo o policial Vick. Morreu mesmo?
[  ] Kit foi averiguar as urnas onde guardaram as cinzas da familia, a de Virgínia estava vazia. Será que Virgínia ficou escondida esse tempo todo ou ela é a Sra. Baker
[  ] Através dos quadros pintados na casa, Kit descobre a verdade sobre a Sra. Baker
[  ] Kit resolve voltar para casa depois de descobrir sobre a história real dos assassinatos, mas, quando chega em casa, encontra coisas que a fazem voltar para a mansão e salvar Lenora.
[  ] No passado, Virgínia era quem estava grávida. Lenora descobre e a deixa trancada no quarto. Virgínia acaba dando a luz. O pai descobre e manda a Srta. Baker embora com a criança. Virgínia fica com ódio do pai e tenta matá-lo. A mãe aparece e faz o serviço. Mas no processo se fere. Rick acaba a matando. Virgínia tenta se matar. Rick desaparece. Lenora bola um plano. Virgínia se torna Lenora, suspeita dos assassinatos mas vive reclusa na casa depois de sofrer varios derrames. Lenora se torna a Sra. Baker e Archie foi fiel as duas durante todos esses anos. 

Essas foram minhas suspeitas. O final foi a conclusão do mistério. Porém, senti algumas falhas ou coisas que me deixaram confusas. Primeiro: alguém que nunca matou simplesmente mataria como Rick fez, só porque a mãe de Lenora o incitou ao ódio? Segundo: o que te motivaria a ficar décadas fingindo ser inválida? Terceiro: o Rick amante de Virgínia era o mesmo marido de Berniece e o mesmo amante de Archie? Quarto: se Carter não era nada de Lenora e não teve nenhuma contribuição para o desfecho final, nem sequer rolou um romance entre ele e Kit, seu personagem tinha necessidade de existir? Quinto: o pai de Kit no final tinha tendências assassinas, já que matou a mãe de Lenora, ajudou a mãe de Kit morrer, matou a Mary e tentou matar a Virgínia. Mas, por que tentar matar a Virgínia depois de tantos anos? Sexto: faz sentido agora a troca de identidades e o sofrimento que uma irmã infringiu a outra? 

Mas enfim, conforme você vai descobrindo os fatos, vai montando o quebra cabeca achando que descobriu tudo, mas aí vem outra revelação. No final, tirando o Carter, TODOS tinham algum envolvimento com Lenora. Eu acho que o Carter poderia ter sido melhor trabalhado sem estar procurando saber se Lenora era sua avó. Mesmo se fosse para incitar a Mary a procurar o pai de Kit para fazer teste de DNA, a Mary poderia ter apenas o procurado para confirmar se era o antigo caseiro da época. Agora, se Carter tivesse se apaixonado por Kit ou a salvado do pai na mansão, teria sido mais útil. Dois personagens que não tem muito destaque mas que é bom prestar atenção, é o pai de Kit e Jesse. 

No mais, amei a leitura apesar de algumas coisas. Recomendo. 



Ano de publicação 2024

Páginas 400

Autor/a Riley Sager


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Nota pessoal 9/10

terça-feira, 9 de junho de 2026

Divagando e resenhando Paraíso Perdido (Filhos do Éden vol. 3) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago o encerramento da trilogia Filhos do Éden. Vamos finalmente saber se Kaira e Denyel se encontraram e se a missão tem seu fim. 






A HISTÓRIA 

No livro anterior, Kaira, Urakin e Ismael procuram por Denyel, que foi parar em Asgard. Lá o tempo é diferente então já se passaram 200 anos para Denyel. Kaira perde Ismael no caminho para Asgard e Denyel conta que foi sincero a rainha Sif, pois os celestes e os asgardianos guardam rancor entre si, desde as guerras etéreas milênios atrás. Denyel provou seu valor como guerreiro e conquistou a confiança da rainha e da capitã das Valquírias. Contou também a situação do povo, que após as mortes de vários deuses do sexo masculino, restou apenas Sif e as Valquírias para tomarem conta do lugar. Kaira e Urakin também provaram seu valor mas descobrem que não podem sair de Asgard, pois Heimdall, quem controla Bifrost, a ponte do arco-íris, é prisioneiro de Thrymir, quem domina o local agora. Em menor número e força, Sif não pode enfrentá-los. Kaira desesperada em prosseguir com sua missão, tenta um acordo com Sif. Se, conseguirem libertar Heimdall e lhes dar o controle da ponte novamente, eles podem voltar a sua missão. Em todos os desafios, Denyel não pretendia se envolver, mas acabou ajudando Kaira até o final, em respeito ao amor que ela sentia por ele. 

Enquanto isso, Ismael que havia sido separado do grupo no Rio Oceanus, é resgatado por ninguém menos que Metatron, este o convence a se juntar a sua causa. Mais para frente, quando se reencontram, o grupo fica decepcionado com a traição de Ismael, que agora atende pelo nome de Cérberus. 

No tempo passado, temos Ablon lutando contra Metatron e embora se pensasse nos seus objetivos para toda essa empreitada, Metatron diz que sua intenção nunca foi matar Ablon. Por fim Metatron se rende. Já no tempo presente, Kaira enfrenta Metatron e consegue finalmente derrotá-lo. Mas, embora tudo esteja tranquilo no momento, Miguel e Gabriel se encontram e falam sobre eventos que acontecerão em A batalha do Apocalipse. 



Ano de publicação 2015

Páginas 560

Autor/a Eduardo Sphor



Minhas divagações 

Talvez minha introdução da história tenha sido um pouco confusa e talvez falte informações. Porém, foi assim que me senti durante a leitura. Pelo menos em algumas partes. Esse negócio de misturar tempo presente e passado me confundia muito. Sempre achei que o grupo da Kaira e Ablon se encontrariam no confronto contra Metatron. Mas o mais decepcionante, foi quando finalmente Kaira encontra Denyel. Foi um reencontro tão ridículo e Denyel todas as vezes que ela pedia para ele ir junto em alguma missão secundária, ele recusava mas acabava indo. 

E, seu final embora heróico, foi ainda mais decepcionante embora faça sentido para ele, já que viveu por anos sempre lutando. E como sempre, mesmo sendo um soldado, cada traição que ele teve. Alguns seriam bem óbvios. E falando em traição, fiquei perdida na revelação sobre Ismael. Quando ele morreu e foi substituído? Mas enfim. O ruim de tantos personagens e misturas de tempo, me confundem desse jeito. Depois já nem sei mais quem é quem. 

Kaira foi uma personagem que mesmo sendo forte, essencial para a missão, muitas vezes a achei insuportável. Mas, confesso que fiquei decepcionada muitas vezes pelas atitudes de Denyel. Achei a história dele incrível e não merecia ser traído pela Sophia daquela maneira. Ela sim, teve seu fim merecido. Durante as guerras, até senti empatia por ele, mas, essa mania dele correr atrás de mulher e ser enganado por elas? Muito coisa de macho humano. 

Assim, a narrativa de Sphor é maravilhosa. Mas, apesar da aula de história, as vezes me confundia demais e por isso, não criei laços com nenhum personagem. Por mais que tenha amado a história de Denyel, nesse último volume ele foi meio chatinho. Tudo bem que dá para entender que o tempo que passou em Asgard, pode tê-lo mudado. Mas, sua recusa em continuar com a missão depois de tudo que Kaira enfrentou para encontrá-lo, achei muita falta de consideração. Aí já perdeu pontinhos comigo. 

A causa de Metatron, confesso que não entendi bulhufas. Muito menos as intenções de Miguel e Gabriel. Cada um deu a seu subordinado uma missão e o inimigo era Metatron. Lúcifer aparece, outros deuses e afins, e foi muito confuso. Embora, a parte que ficaram em Asgard tenha sido interessante. Alguns dizem que esse foi o melhor volume, mas para mim, foi o segundo. Amei a jornada de Denyel. E pelo que entendi, o fim do livro te leva para A batalha do Apocalipse? Meu primeiro livro do Sphor, foi A batalha, e com esse final fico como? Se bem que, não lembro nada da saga de Ablon. 

No mais, a escrita de Sphor é boa, sua criatividade é fenomenal. O modo como descreve os cenários dá para ver que ele estudou sobre as mitologias, ele se empenhou bastante nessa saga e por isso, recomendo a leitura. 


Nota pessoal 9/10

sábado, 30 de maio de 2026

Divagando e resenhando De Volta aos anos 90 no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos leitores. Hoje trago leitura muito fofinha sobre o relacionamento entre mãe e filha descendentes de coreanos vivendo nos Estados Unidos, em duas épocas diferentes. 






A HISTÓRIA 

Sam, uma garota comum dos anos 2025, passa por problemas emocionais quando sua avó fica internada em coma, seu namorado é um egoísta que não sabe lidar com problemas emocionais dela e ainda tem uma briga feia com sua mãe. A caminho da escola e em meio a uma forte chuva, sua mãe simplesmente a manda sair do carro e se virar para ir a escola. Sam se vê obrigada a pedir um carro de aplicativo e durante essa viagem estranha, quando sai do veículo, se vê em 1995 e se depara com sua mãe, uma Priscilla adolescente e totalmente diferente do que sua mãe se tornou no futuro. 

Desesperada, ela tenta chamar o carro de volta, mas descobre com a motorista misteriosa, que ela tem uma missão a cumprir no passado se quiser voltar ao seu tempo presente. Cabe a ela agora descobrir como voltar. Ela consegue um lugar para ficar e consegue se matricular na escola, percebendo como é mais fácil nos anos 90. No entanto, ela precisa tomar cuidado com certas coisas, como seu celular e gírias que ainda não tinham nessa época. 

Falando em época, Sam descobre que foi parar justamente na semana de preparação da rainha do baile, onde Priscilla foi indica e Sam então, entende que essa é sua missão, fazer sua mãe ganhar, já que aparentemente o motivo da última briga delas no futuro foi o fato de Sam ser indicada e ela não ligar para isso. Coisa que no passado, foi muito importante para sua mãe, mas ela acabou perdendo. Sam então, se empenha em fazer campanha para conquistar os estudantes a favor de Priscilla enquanto luta com sentimentos ao encontrar sua avó acordada e mais jovem. Convivendo com a Priscilla adolescente nos anos 90, ela percebe muitas coisas, como tudo o que sua mãe faz no futuro é reflexo do que ela viveu na adolescência mas de forma contrária, ou seja, fazendo coisas que ela acha melhor e que a filha gostaria, para não ser como sua mãe que não a incentivava como ela esperava. Porém, Sam acaba descobrindo que o racismo e as dificuldades de imigrantes coreanos naquela época, eram bem mais difíceis do que atualmente. Então, ela passa a enxergar a mãe com outros olhos, mas, ela ainda precisa ajudar Priscilla a realizar seu sonho para poder voltar para casa. 



Ano de publicação 2023

Páginas 416

Autor/a Maurene Goo



Minhas divagações 

Confesso que o que chamou minha atenção para essa leitura foi a estética dos anos 90. Quem viveu a adolescência dessa época, sabe que com certeza foram os melhores anos de nossas vidas. Tecnologia? Internet? Celular? Google? Nada disso existia e ainda assim, vivemos os melhores anos de nossa adolescência. Sam, apesar de achar que sua mãe a pressionava sobre certos assuntos, quando inesperadamente passou a conviver com ela na forma adolescente, jamais imaginou o que ela passou e como tudo a moldou para ser a mãe rígida e exigente que Sam conhece. Ter essa chance de conhecer o passado de sua mãe e acima de tudo, ser amiga dela? Quem não aproveitaria? 

Porém, viagem no tempo sempre é um assunto complicado para mim. No entanto, esse até que foi interessante e me lembrou um pouco o filme A casa do lago, com Keanu Reeves e Sandra Bullock. Mas no quesito romântico. Sem mais spoilers.

Sam conhece Jamie, o que a faz oscilar, já que no futuro tem um namorado, embora antes dessa viagem, a última conversa não tenha terminado muito bem. E, convivendo com sua mãe adolescente, ela percebe que o namorado dela é justamente o tipo que ela namora no futuro e passa a questionar se é o cara certo, já que ela odiou o namorado da mãe. O que a faz pensar nos motivos da própria mãe por não aceitar seu namorado. Confuso? Nem tanto, pois Priscilla só namorava o cara para se encaixar, para ser notada, para ser diferente dos outros coreanos da escola, para fugir do clichê, por isso, era odiada pela comunidade coreana, que pensavam que ela agia como branca porque queria ser uma. 

De início não estava muito empolgada com a leitura, pois Priscilla era uma mãe muito chata e Sam uma filha meio rebelde mimada? Depois que ela volta para 1995, ainda estava meio desanimador. Tudo o que Sam fazia, parecia promissor mas acabava dando errado para Priscilla. Até Sam conhecer Jamie. Eu tinha muito medo do que esse menino seria para ela no futuro e não conseguia imaginar como ela poderia se apaixonar por ele, sabendo que era do passado. Seu desfecho me pegou de surpresa. Jamais teria imaginado algo do tipo. O que acabou me conquistando mais ainda. 

Mexer com o passado, pode ter consequências no futuro, mas gostei de como Sam lidou com sua passagem e se manteve misteriosa. E houve mudanças mas nada tão drásticas e quando Sam volta, também sentimos falta da Priscilla adolescente. Apesar de tudo, entendemos suas batalhas e entendemos porque ficou rígida com Sam. Querendo ou não, Sam cresceu em uma época bem mais fácil e ao contrário de sua mãe, nem precisava trabalhar. Anos 90 realmente foi ao mesmo tempo mágico e um pouco depressivo para mim. O que mais amo dessa época são as músicas. Agora, no quesito ensino médio, quem sofria bullying como eu, justamente por ser oriental, não guarda boas recordações. 

No mais, apesar de achar o início meio entendiante, confesso que depois da chegada do Jamie, as coisas melhoraram bastante. Se todos pudessem passar por essa experiência para entender as mães, seria bom, principalmente para quem sofre um relacionamento complicado como Priscilla e Sam. Convenhamos, não é difícil vê-las por aí hoje em dia. Deve existir muitas Priscillas e muitas Sams e já que não podemos pegar um retrotaxi, o negócio é ler o livro e quem sabe podemos entender um pouco como poderia ter sido a vida jovem de nossas mães. 

Recomendo a leitura. 

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Nota pessoal 10/10

terça-feira, 19 de maio de 2026

Divagando e resenhando A fazenda Blackwood (Crônicas vampirescas #9) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago uma das maiores sequências que tenho lido, As crônicas vampirescas de Anne Rice, com a Fazenda Blackwood. 






A HISTÓRIA 

Em Nova Orleans vive o jovem Quinn Blackwood, herdeiro de uma família tradicional dos Estados Unidos. Ele é assombrado por uma entidade estranha que só ele consegue ver. Desde pequeno essa entidade está ao seu lado e com o tempo, ela adquire as mesmas feições de Quinn. Ele o chama de Goblin. Após sofrer uma transformação irreversível, e vendo Goblin cada vez mais forte, Quinn procura a ajuda do vampiro Lestat. Quando o encontra, passa a contar sua história de vida. 

Quinn conta sobre sua infância, sua juventude, até o momento atual que encontrou Lestat. Conta como conheceu a Talamasca e como se apaixonou por Mona Mayfair e por fim, como acabou se transformando. Conta seu terrível relacionamento com a mãe Patsy e seu amor incondicional por tia Queen. Por fim, Lestat decide chamar Merrick Mayfair para concluir o caso de Goblin, que nem mesmo ele tem poder suficiente para derrotá-lo. 



Ano de publicação 2002

Páginas 606

Autor/a Anne Rice



Minhas divagações 

Sempre amei as crônicas vampirescas desde o primeiro Entrevista com o vampiro. Mas, ao longo dessa jornada, percebi que nem todo volume é prazeroso de se ler para mim. Os três anteriores desse, reclamei bastante da trama e fico até apreensiva em ter que continuar reclamando  nesse volume, uma vez que me parece que o foco é sempre alguém contando sua história para outro alguém. 

Entrevista com o vampiro foi o pioneiro. Eu amei o modo como Louis conta sua história para o humano David. É apaixonante e fascinante. Nós adentramos esse mundo e as histórias seguintes podem complementar ou acrescentar algo mais a trama principal. Mas, quando aparece personagens que nada tiveram a ver com Louis ou Lestat, para mim, fica muito sem graça. Embora Quinn tenha encontrado Lestat, sua participação foi mínima e a história de Quinn foi muito chata e cansativa.

Quando ele encontra Lestat, até fiquei empolgada, mas, sua história foi muito longa. E com o tempo seu relacionamento com Goblin muito esquisito. Não nego que o mistério dessa entidade era bem curiosa. E não nego que dessa vez não tive nenhuma teoria de quem ele poderia ser, por isso quando enfim revelado, achei muito, muito sem graça. E a Patsy foi a personagem que mais odiei nessa história toda. Não vi sentido no que ela revelou ser o motivo por odiar o próprio filho. Seu fim, foi a única coisa satisfatória nesse livro. Sua existência e tudo o que moveu sua vida, parecia ser somente por dinheiro. 

E, as coisas sexuais que aconteciam com Quinn, minha nossa senhora, que desnecessário. Mas, pelas minhas resenhas dos dois livros anteriores, pelo jeito nenhum foi tão bom quanto Entrevista com o Vampiro. Isso, porque faz anos que li e me baseio no filme que amo demais. Enfim, muita gente passou pela vida de Quinn, mas sua teimosia quanto a Mona, foi insuportável. Achei a  menina a segunda personagem mais insuportável da história, logo depois de Patsy. Nem Petronia, depois de tudo que fez foi tão odiável quanto essas duas. E o final para Mona? Sério? Terminei a leitura incrédula. Espero que se for mencionar esses dois nos próximos volumes, que o destino deles seja diferente do que fez parecer que aconteceu. 

E por mais que diga que ame o universo vampírico de Rice, percebi que dificilmente gostei de seus livros. O vampiro Armand foi o que menos gostei desde que comecei com o blog. Fiquei chocada, pois não me lembrava disso, na minha memória Anne Rice era excelente em todos os livros. Mas pelo jeito, todos tem o mesmo problema. Vampiros melancólicos e problemáticos. Se bem que, Quinn era mais problemático quando vivo. Embora eu amasse Armand, sua história foi bem cabulosa. 

Mas contrariando a todos, vi que muitos amaram as histórias de Quinn. Demorei para concluir a leitura e só no final, quando ele finalmente chegou na parte interessante, que é como foi transformado, que peguei no tranco e consegui terminar. Mas Quinn antes de virar vampiro, teve uma vida muito infeliz, mesmo que tenha condições financeiras, os segredos que guardaram dele, o ódio que a própria mãe sentia, ninguém dizendo acreditar em Goblin, quando a resposta sempre esteve ali, com todos eles. E, na minha mente, não consegui imaginar esse Quinn tão espetacular que pudesse chamar a atenção de Lestat. Aliás, Lestat está tão diferente do Lestat inconsequente que conhecemos. Ele passou por tantas coisas bizarras, me admira realmente não se cansar da imortalidade e mudar. Mas, seu lado de se apaixonar facilmente continua. Pena ele e Louis não continuarem juntos. 

De qualquer forma, não espero mais encontrar Mona nas histórias seguintes. Não consigo entender as atitudes dela e a achei muito inconsequente. Achei a parte da Rebecca meio confuso. E a parte da transformação de Quinn foi a mais bizarra de todos. Louis pelo menos teve um certo encantamento. Por mais que Lestat fosse egoísta, a transformação de Louis teve um quê de romance gótico. Quinn obviamente teve que ter algo sexual bizarro envolvido. A história desses novos vampiros achei muito sem graça e o sacrifício de Merrick? Qual o sentido? E por que se Goblin queria ser Quinn, nunca fez nada com Patsy? Ela sempre odiou Quinn, sempre o deixou triste e depois com ódio dela. Goblin poderia então amá-la por querer uma mãe, obrigando Quinn e ela a viverem esse conflito ou poderia atormentá-la por ela odiar Quinn. Acho que seria mais interessante e daria mais pistas sobre Goblin. 

Embora o foco seja na familia Blackwood, não achei grande coisa. Quinn só fez escolhas egoístas e mesmo que tenha sido transformado sob condições duvidosas, mesmo o inferno que tenha sido sua vida, não sei se merece a vida eterna. E se Merrick teve aquele fim, Mona será sua substitua? Teremos mais de Mona daqui para frente? Desgosto imaginar isso. Vou até procurar sinopses dos próximos para saber se continuo já ou deixo passar mais tempo. 

No mais, minha nota pessoal 4/10


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A Fazenda Blackwood 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Divagando sobre o assombroso Quarto 502: baseado em uma história real no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa história baseada em acontecimentos reais mas transformada em outra história. 






A HISTÓRIA 

Um sanatório foi construído para tratar pacientes com tuberculose. Mary Ann é a chefe das enfermeiras e cuida da ala infantil. Enquanto aguarda o retorno do Dr. Bauschmann diretor do local, com quem tem um caso e acaba ficando gravida, ela vive momentos tensos e assustadores. Mary Ann sente um carinho especial por um dos pacientes infantis, Timothy, onde sua mãe morreu de tuberculose e seu pai apenas o abandonou ali. Timothy pegou a doença e assim como os vários pacientes que vieram parar ali, foram esquecidos ou abandonados pela família, pois essa doença é algo que ninguém sabe como curar e principalmente como é o contágio. Mary Ann e Timothy testemunham acontecimentos assustadores vindo do quarto 502. 

Assustada, Mary Ann pede o fechamento desse quarto e a transferência dos pacientes imediatamente. Porém, Timothy garante que não adianta fazer isso, pois o que estava lá dentro poderia sair quando quisesse. Além do estresse do quarto assustador, das visões perturbadoras, da gravidez, acontece o suicidio de um médico muito querido e Mary Ann descobre que não há mais espaço no necrotério e onde estão colocando os corpos e como, deixa a enfermeira nauseada e revoltada. Mas, com tudo isso, o Dr. Bauschmann retorna, mas Mary Ann não recebe a reação que gostaria do médico e seu destino é incerto. No fim, ela acaba descobrindo o mistério do quarto 502.



Ano de publicação 

Páginas 142

Autor/a M. Sardini



Minhas divagações 

Não vou negar que comecei a ler despretensiosamente, só vi a capa, achei o título interessante e era bem curtinho. Mas, o que mais me chamou a atenção foi BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL. Aí já me conquistou. Amo uma história de terror inspirada em algum acontecimento real e para minha surpresa, a autora é brasileira. 

O sanatório Waverly Hills foi construído em 1910 no intuito de atender pacientes com tuberculose. Por ser ainda uma doença desconhecida, construíram o sanatório em um local isolado. Em 1926 foi reconstruído tendo no total 5 andares e em 1961 foi fechado após o desenvolvimento de antibióticos para tuberculose. Até o fechamento sabe-se que teve aproximadamente mais de 60 mil mortes. A autora usou elementos reais para criar sua história, como a enfermeira grávida do médico, o garotinho e como no fim foi transportado os corpos atrás da cozinha, no que ficou conhecido como o túnel dos corpos. 

Atualmente o local é aberto ao público e curiosos como youtubers geralmente passam por lá. Inclusive anos atrás, até vi uma dupla que sempre acompanhava que gravavam seus vídeos em lugares assombrados, Sam e Colby, contando a história do local e passando a noite lá tentando gravar as manifestações espíritas. Não há como negar que certos lugares realmente são carregados por algo incompreensível. Mas, acreditando ou não, jamais passaria a noite nesses lugares, prefiro ver outros fazendo isso. É mais divertido. 

Mas voltando a história. Aqui a autora utilizou acontecimentos reais e montou sua própria história assustadora. Há quem leu e diga que esperava mais, que esperava o terror, mas me digam, você que já leu caro leitor divoso, qual mal é maior que o próprio ser humano? As coisas que aconteceram com Mary Ann no final, foram chocantes. Eu esperava mais ou menos isso, pois achei ela ingênua demais ao acreditar no médico safado, mas o que ele planejou para ela e o modo como a deixou, foi extremamente chocante. 

E, foi muito interessante como tudo o que Mary Ann via ou ouvia teve um significado forte na história. Confesso que não esperava por isso. Se eu mencionar um filme que tem a mesma vibe, será um enorme spoiler, então só posso dizer que foi surpreendente demais. 

A escrita é boa, por ser curtinho li em um dia só e apesar de algumas vezes Mary Ann ser meio irritante, gostei dessa história inventada sobre um acontecimento real. Não achei assustador no quesito espiritual, mas achei nojento em como o ser humano tem sangue frio para fazer experimentos nos doentes terminais, em busca de uma cura ou em como já lotados armazenavam os corpos daquela forma. Não li nada parecido se era real, mas no livro, alguns corpos eram colocados em ganchos para o local ter mais espaço. 

Olhando as fotos, por fora o local realmente é incrível. Tem uma estrutura convidativa para exploração, mas, é muito grande. Durante o dia, até arriscaria dar uma volta no local, mas a noite? Deixo para os corajosos. Eu gosto muito desse tipo de história, e o plot foi surpreendente. Juro que imaginei outra coisa. Achei essa ideia fenomenal, porque você não espera nada desse tipo. Não é nenhuma novidade concordo, mas é um daqueles finais que faz muito sentido. Li críticas de quem não gostou dizendo que faltou trabalhar nesse ou naquele personagem. Eu acho que foi perfeito. Mais do que isso, tiraria o brilho da obra. 

Todas as informações necessárias estão ali. Infelizmente não tem um final feliz, principalmente porque mesmo sabendo da história de tuberculose, torcíamos pela Mary Ann, embora algumas vezes ela tenha me irritado quando tentava contar sobre os acontecimentos no quarto 502 e pela sua inocência acreditando que seu amante ficaria com ela. Me pergunto como descobriram o que houve com ela no final. 

Quem procura um terror sobrenatural vai encontrar pouca coisa. Mas garanto que vale a pena. Recomendo. Segue algumas fotos:







Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Divagando e resenhando Quando Haru estava aqui no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma obra de Dustin Thao. Dessa vez, Eric sofrendo o luto, passa a ver Haru, um garoto que conheceu em uma viagem ao Japão. 






A HISTÓRIA 

Eric Ly está se preparando para a mudança de sua irmã mais velha para a faculdade enquanto tenta se aproximar mais de seu amigo Daniel, por quem sente algo mais que amizade. Após uma noite Daniel beijar Eric, este acredita que seu amigo talvez sinta o mesmo que ele. 

Durante uma viagem escolar para Tóquio, Eric se encontra perdido e acaba conhecendo Haru, que lhe mostra algumas partes da cidade mas como Eric havia combinado de se encontrar com Daniel, precisa voltar no horário marcado. Haru tenta lhe passar um papel com seu contato mas ele se perde com o vento. Partindo no trem vendo Haru ficar para trás, Eric se pergunta o que teria acontecido se tivesse decidido ficar. 

As coisas entre Eric e Daniel saem do controle, quando o amigo sem ter falado nada lhe apresenta seu novo namorado em uma festa. Arrasado, acaba se afastando de Daniel. Mas o amigo tenta se reconciliar e o convida para o baile da escola mas nunca aparece. Após a morte do amigo, Eric depois de um ano, sem faculdade ou trabalho, decide voltar a seguir em frente. Sua irmã, vem lhe visitar de surpresa para lhe contar que trancou a faculdade e vai seguir em turnê com sua banda para outras cidades ficando fora por meses. Devastado, ele recebe uma visita inesperada. Haru o encontrou e passam vários momentos juntos. Mas Eric fica confuso quando Haru desaparece de repente e aparece em momentos aleatórios. Apesar de conseguir tocar fisicamente Haru, Eric desconfia que só ele vê o amigo. Em meio a tantos acontecimentos em sua vida, a presença de Haru lhe conforta, embora lhe cause alguns problemas. No fim, Eric tem que aceitar sua realidade e viver sua vida real mesmo que tenha perdido pessoas que ama. 



Ano de publicação 2024

Páginas 272

Autor/a Dustin Thao



Minhas divagações 

O primeiro livro que li de Dustin foi Você ligou para o Sam. E confesso que a temática é a mesma. O protagonista perde alguém e de alguma forma vive um luto diferente. No caso do primeiro livro, Julie, a protagonista, perde o namorado Sam. Com pouco mais de um mês, ainda não sabendo lidar com sua ausência, ela acaba ligando para o celular dele só para ouvir sua voz no correio eletrônico. Mas, ele acaba atendendo. Infelizmente Julie foi uma personagem insuportável para mim. Dustin tem esse poder de transformar os protagonistas vivendo momentos intensos em extremamente chatos. Em Quando Haru estava aqui, conhecemos Eric, que de início, parecia maravilhoso. Amo histórias gays, quando Eric conhece Haru e vive aquelas poucas horas com ele, foi encantador. Mas depois que passou a vê-lo, cada decisão que teve, foi infantil. Ainda mais que tinha Haru com ele. Eu entendo o fato de Eric ter consciência de que Haru era coisa da cabeça dele, mas não entendi essa mente dele de amar Daniel, ter interesse em Haru e acabar ficando com Christian, que claramente era um cara aproveitador. Sei que Daniel não estava mais ali, que Haru era coisa da mente dele e Christian estava presente, mas gente, que menino indeciso. 

E, o modo de escrita de Dustin é bom, mas esse negócio de fazer capítulos misturados como tantas horas antes, tantos anos depois, eu, particularmente acho muito confuso. Não curto muito quando é assim. E mesmo com o plot da irmã, achei muito confuso. Então, cuidado que aqui pode ter SPOILER. No início a irmã está se mudando para a faculdade e Eric espera Daniel chegar. Então, aqui a irmã na verdade está indo para outro lugar? Eric já perdeu Daniel? Mas não parecia, a não ser, que, seja como Haru, essa parte tenha sido coisa da cabeça dele. Como achei que estava ficando confuso, tentei prestar mais atenção nos títulos dos capítulos. Mas terminei confusa do mesmo jeito. 

Li uma resenha falando que amou o Eric e que chorou horrores com o livro. Não chorei horrores, mas o plot da irmã foi bem intenso. Lá pela metade comecei a desconfiar. E diferente de algumas histórias, os pais do Eric não são tão presentes, então não dava para deduzir sobre a irmã baseado neles. Mas quando ela encontra Eric e somente ele para lhe contar que está partindo em uma viagem com sua banda, a estranheza começa aí. Mas tirando as partes confusas, faz todo o sentido ele ser meio desorientado da vida. Como disse em Você ligou para o Sam, cada pessoa vive o luto de modo diferente e os personagens de Dustin tendem a de alguma forma, continuar mantendo contato com quem perdeu. 

Eric foi chatinho pelas escolhas que fez e mesmo que possamos compreender seus motivos, pois afinal quem nunca errou quando se trata de amor? Mas, quando ele conheceu Haru, essa viagem foi muito estranha. E Daniel foi muito sacana beijando Eric o deixando com esperanças e o fazendo perder alguém como Haru, porque achava que tinha chances com o amigo. Eric foi perfeito com Haru. Mas não tinha nada a ver com Daniel. A passagem de Daniel na verdade foi bem sem graça. As coisas que ele fez pelo Eric foi tão esquecível, que não achei ele marcante a ponto de entender o luto de Eric. Para mim, a perda de Haru foi mais impactante, pois os dois tinham química, e não tem como não se apaixonar por ele. Perder qualquer forma de contato com ele foi arrasador. 

E quando Eric começa a trabalhar e conhece aqueles colegas de trabalho? Achei tudo isso muito desnecessário. O tipo de amizade improvável que surge mas esses dois eram muito insuportáveis. Resumindo, foi o romance gay mais chato que já li. O romance acontece com alguém que só Eric vê, proporcionando momentos ruins porque a gente sabe que o garoto não está ali na verdade e o final foi o mais sem graça possível. Já não curto muito quando o casal tem um período separado, aqui então, só tivemos aqueles momentos iniciais, o resto. Inicialmente achei que seria mais um Você ligou para o Sam. Mas quando comecei a ler e o garoto que Eric gostava era Daniel, fiquei sem entender. Quando Haru aparece suspirei mas aí descobrimos que quem morre é Daniel. Gente, eu queria muito, muito um romance de verdade aqui. Daniel pura decepção. Christian, um salafrário imperdoável. Certeza que se ele fosse hetero teria violentado Eric versão feminina. E, Haru, nem conta como par romântico. Infelizmente só desilusão nesse livro. 

Confesso que a parte mais chocante com certeza é sobre a irmã. De resto, nada tão memorável. Embora o foco claro fosse no luto de Eric, não senti empatia por ele. A pior decisão foi ter ficado com Christian. Se não fosse isso, talvez teria gostado um pouco mais dele. E por Haru aparecer mais como uma visão de Eric, não foi trabalhado direito. Só sabemos o que ele disse no primeiro dia que conheceu Eric. De resto, seria mais como Eric o via ou achava que ele seria. Não nego ser interessante esse modo de Dustin tratar o luto de cada personagem seu. Mas mudaria algumas coisas para ficar melhor, pelo menos para mim. Mas foi uma boa leitura. 


Nota pessoal 7/10


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Quando Haru estava aqui


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Quando Haru estava aqui 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Divagando e resenhando sobre A doceria mágica da rua do anoitecer no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa deliciosa história sobre doces e angústia. 






A HISTÓRIA 

Kogetsu, proprietário da Doceria Mágica Âmbar, localizada na rua do Anoitecer, oferece a seus clientes, as vezes seres mágicos ou apenas humanos comuns, geralmente este último, encontram a doceria em um momento de grande angústia, doces com propriedades mágicas. Consumidos com sabedoria, podem melhorar suas vidas. São seis histórias diferentes mas com a doceria em comum. 


1- Balinhas açucaradas da ambição 

Kana, está no segundo ano do ensino médio e seu namorado no último. Com isso, ele tem passado mais tempo estudando e ela sozinha. Certo dia, desanimada, ela caminha até o templo para fazer uma oração. Ao terminar, vê um caminho que antes não existia ali e o segue, chegando a uma estranha loja de doces. Lá conhece Kogetsu, o proprietário, que lhe vende Konpeitos coloridos, onde na vitrine está escrito Balinhas açucaradas da ambição. Existe uma regra para consumo. Uma balinha por dia, mais que isso, a loja não se responsabilizará pelas consequências. Intrigada, Kana passa a consumir uma balinha por dia após descobrir que elas trazem coisas boas. Mas em um momento de ambição, ela consome mais do que uma em um único dia e descobre que coisas ruins também podem acontecer. 

Como poderiam ser as balinhas





2- O Wasanbon da invisibilidade 

Koguma, sofre de autoestima baixa devido a sua aparência e seu nome. Quando criança não ligava muito para isso, até se apaixonar e descobrir que a menina que gostava fazia parte de um grupinho que zombavam dele. Depois disso tentou de tudo para ser invisível, para não chamar a atenção. Já adulto, trabalhando em uma corretora de imóveis, sua insegurança volta com tudo quando seu chefe o deixa atendendo clientes. Ele tem certeza que todos que atende, riem dele pelas costas. Ele só queria ser transferido ou se tornar invisível. Um dia voltando do trabalho, com muito calor e sede, acaba encontrando uma lojinha atrás de um templo e ele conhece o excêntrico Kogetsu. Lá, ele acaba comprando um doce chamado Wasanbon da invisibilidade. Não que fosse o tornar invisível, mas as pessoas demoravam a vê-lo e assim ele não precisava se importar tanto com sua aparência. Mas, sua autoestima recém adquirida, acaba o atrapalhando em coisas que ele era bom mas não percebia, por estar sempre preocupado achando que alguém estava rindo dele pelas costas. 




3- Monaka de castanha inocultável

Yui costumava guardar seus pensamentos para si, não sabendo o que suas amigas poderiam achar dela. Por esse motivo, a amizade começava a esfriar. Preocupada se as amigas gostavam mesmo dela, Yui decide ir ao templo para tirar fotos de gatinhos, que costumam ficar por ali. Ela vê um preto mas depois de receber carinho, ele foge. Yui tenta ir atrás dele e encontra uma loja de doces misteriosa. Conhece Kogetsu e acaba comprando um doce, Monaka de castanha e ao comer um no dia seguinte, ao encontrar suas amigas, passa a dizer o que pensa, as agradando, mostrando que se importa com elas. 




4- Caramelos da substituição 

Risa não é boa aluna nem boa nos esportes, mas na música, toca trompete como ninguém.  Irá ter um festival na escola e vão escolher uma pessoa para fazer o solo de trompete. Risa disputa a vaga com a líder da equipe que apesar de ter começado a tocar depois dela, alcançou seu nível rapidamente. Risa não quer que a única coisa que sabe fazer de melhor seja tirada dela. Desesperada, vai ao templo rezar e acaba encontrando a doceria de Kogetsu. Compra balas de caramelo e ao provar uma, percebe que o azar que normalmente teria, passou para outra pessoa. Assim, será que teria chances de ser a escolhida para ser solista?

Eu acho que os caramelos da história são tipo esses. Não teve muita descrição. 





5- Maçã do amor do desejo de confirmação 

Chika, casada, com uma filha pequena, sente o cansaço de ser mãe e esposa. Para piorar, seu marido não tem estado muito presente em sua vida e da filha, plantando a sementinha da dúvida do casamento. Será que depois de ter uma filha, seu marido não amava mais a família? Chika sente dificuldade em entender os sentimentos de seu marido e muitas vezes tem dificuldade em saber as necessidades da filha. Um dia, após o mercado, ela para em um pequeno templo e encontra a doceria de Kogetsu e compra duas maçãs do amor. Ao comer uma, passa a ver uma aura vermelha em torno de seu marido e filha e entende que a cor mostra a intensidade do amor deles por ela. Sem querer seu marido come a outra maçã do amor e Chika conta o que ela faz.






6- Mamedaifuku do adeus 

Kogetsu conta como abriu a doceria. Ele já morava na rua do Anoitecer mas como dificilmente humanos passavam por ali, geralmente Kogetsu não fazia nada. Então, um dia, perambulando pelo templo, ele viu um doce e quando tentou pegar, um homem o repreendeu dizendo que não podia comer porque era uma oferenda. O confundindo com um morador de rua, o rapaz lhe deu uma sacola com doces. Como havia dito onde morava, ele não esperava que o rapaz encontrasse o local, afinal, a rua só era vista por humanos em agonia ou tristeza. O rapaz era extremamente insistente e passou dias visitando Kogetsu e acabou o ensinando a fazer doces. Mas, Kogetsu vem a descobrir qual era a angústia do rapaz e toma um triste decisão. Assim, devido as aulas do rapaz, aprendeu a fazer os doces e abriu sua própria doceria. Porém, ele colocava um pouco de magia neles e assim, além de ajudar os humanos com problemas, ao final ele também adquiria mais conhecimento para saber mais das necessidades dos humanos. 






Ano de publicação 

Páginas 175

Autor/a Hiyoko Kurisu



Minhas divagações 

Foi uma leitura rápida, terminei em um dia e muito interessante. Amo esses autores japoneses com suas histórias divertidas e ao mesmo tempo reflexivas. Foi assim com Até que o café esfrie e Se todos os gatos desaparecessem do mundo. Todos têm um quê de sobrenatural. 

Não imaginei que fosse gostar tanto da leitura. São histórias diferentes onde a doceria é a única coisa em comum. Depois do primeiro conto, pode parecer meio repetitivo, pois todos estão sofrendo algum tipo de angústia até encontrarem a doceria. Achei que todos teriam a mesma regra do primeiro, comer um por dia, mas foi só esse, pois alguns eram bolinhos grandes e a pessoa comprava tipo três. A regra básica de Kogetsu era: não se responsabilizar pelo o que poderia acontecer. 

Acho que a melhor história para mim foi a do próprio Kogetsu. No início de seu capítulo, como ele é um ser meio sobrenatural meio humano, e ainda não tinha a loja, ele também não tinha nenhum propósito, e nem interação com humanos, até conhecer a pessoa que lhe ensinou a fazer os doces. Muito triste como ele teve a ideia de colocar magia nos doces, embora depois foi bem útil. Na verdade, seus doces impulsionam as pessoas a resolveram suas próprias angústias. Elas mesmas veem depois o que faltava para melhorarem suas situações. Foi uma ótima leitura. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Divagando e resenhando Zorro: começa a lenda no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa leitura que poderia ter sido melhor, já que se trata do mascarado mais famoso do mundo, Zorro. 






A HISTÓRIA 

Alejandro de La Vega, um soldado espanhol, casa-se com Regina, uma mulher indígena. Eles têm um filho, Diego. Durante sua gestação, ela ficou aos cuidados de Ana, outra indígena que também estava grávida e deu a luz Bernardo. Os dois meninos cresceram juntos e passaram juntos até por um ritual de passagem indígena para provar sua maturidade. Porém, a casa dos La Vega é saqueada por bandidos e Ana é violentada e morta diante de Bernardo, que com o choque, nunca mais falou uma palavra. Diego conseguiu se esconder com sua mãe ferida até poderem sair. Diego e Bernardo são criados juntos como irmãos, mas embora Diego tenha descendência indígena, Bernardo sempre foi considerado seu criado pelos outros, mesmo que Diego insistisse dizendo que eram irmãos. 

A jornada dos irmãos muda, quando Diego é enviado para a Espanha sob os cuidados de Tomás de Romeu, para obter uma boa educação e aprender esgrima com Manuel Escalante. Lá, Diego conhece as filhas de Romeu e se apaixona por Juliana. Porém, esta é cortejada por Rafael Moncada que fará de tudo para conquistar Juliana. Diego e Moncada duelam pela jovem e Diego humilha seu adversário. Escalante vendo potencial em Diego, o convida para participar da sociedade secreta La Justicia, adotando o nome Zorro.

Escalante e De Romeu são presos acusados de serem simpatizantes franceses e Diego consegue resgatar Escalante com a ajuda de La Justicia. Quanto a De Romeu, Moncada aceita ajudá-lo sob a condição de Juliana se casar com ele. Mas após suas filhas terem um encontro emocionante com o pai, descobrem que Moncada foi quem denunciou De Romeu. Diego promete que protegerá Juliana e Isabell e assim, quando De Romeu é executado, os três mais Nuria, a ama das meninas fogem para as Américas. 

Durante a viagem, um pirata, Jean Lafitte, saqueia o navio que Diego e as meninas estão e os fazem de refém. Mas, Juliana acaba se apaixonando por Lafitte e fica para trás. Quando o trio chega finalmente a casa de Diego, Bernardo que havia retornado anos atrás para ficar com Raio da Noite, que esperava um filho seu, recebe Diego com péssimas notícias. Moncada havia invadido sua casa e seu pai foi preso sob acusação de traição. Moncada fez tudo isso por vingança e estava atrás de Juliana. Diego convence Bernardo de um plano arriscado para salvar o pai e assim Zorro entra em cena. 



Ano de publicação 2005

Páginas 382

Autor/a Isabel Allende



Minhas divagações 

Não vou mentir, só conhecia Zorro pelo filme A máscara do Zorro de 1998, com Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones, mas não lembrava muito da história. Só pequenos detalhes como usar máscara, capa preta, espada e deixar um z nos inimigos. Então, achei que seria interessante conhecer outro ponto de vista sobre Zorro. Mas, confesso que foi uma leitura cansativa e tenho certeza que a autora só queria criar um romance usando o nome do Zorro. Se você espera uma história cheia de ação e atos heroicos e magnificos do Zorro, esqueça. A história começa desde o nascimento de Diego e se torna chatíssima quando ele se apaixona por Juliana. Que diga-se de passagem, odiei essa personagem. 

Desde o início ela nunca demonstrou nenhum afeto por Diego, sequer foi grata por ter tentado ajudar o pai muito menos por tê-la mantida viva durante as investidas e perseguições de Moncada e ainda por cima se apaixonou por um pirata. Sinceramente? Achei sua passagem na história ridícula. Ela nunca fazia nada especial, só exaltaram sua beleza, parecia mimada e que não sabia fazer nada na vida. Como é que do nada, ela é a escolhida para ficar com Lafitte porque era digna? Me poupe. Mulherzinha fresca que não colaborou em nada para a história, a não ser trazer tragédia na vida de Diego. Pois só foi perseguido por Moncada por causa dessa sonsa da Juliana. Se ela não existisse, pelo menos o motivo de ter um inimigo, poderia ser outro. 

Isabell sim, era personagem que merecia destaque. Não vi motivo dela ser diferente em aparência da irmã. Ela poderia ser bonita mas Diego poderia se apaixonar pela Juliana por outros motivos. O que ainda não entendo o que ele viu nela. Mas enfim, Isabell era muito mais perspicaz, fazia esgrima, era mais inteligente, uma pena ter se apaixonado por Diego. Mesmo Juliana ficando com todos aqueles que ela se apaixonava, Isabell nunca odiou a irmã nem viveu amargurada por isso. 

Bernardo era muito superior ao Diego, principalmente em sabedoria. Por ter passado por um trauma horrível, ele se tornou um homem muito antes que Diego. Na verdade, achei Diego infantil, impaciente e imprudente demais. Fora que esse amor platônico pela Juliana era muito chato. Confesso que nas partes dela com Lafitte, pulei várias páginas porque não suportava mais essa menina. Claramente ela era esnobe e do nada virou defensora dos escravos. Patética. 

Tudo bem que Diego era muito jovem, todo mundo tem sua história antes de ser um herói ou bandido. Mas, talvez por não conhecer muito a história de Zorro, eu esperava algo melhor. Diego foi um jovem patético e isso só foi bom para não suspeitarem dele como Zorro, que tinha uma personalidade completamente diferente. Mesmo que a autora quisesse transmitir isso, acho que ter focado no romance improdutivo entre Diego e Juliana foi muito cansativo. Mas, não nego que ter dado motivos para Moncada perseguir Diego nesse ciclo de vingança foi interessante. Juliana deveria ser uma beldade para fazer Moncada agir do modo como agiu. 

Só acho que Diego e Bernardo não deveriam ter se separado tão cedo. Tinha muito potencial os dois juntos. Os momentos finais foram bem frenéticos e só valeu a pena quando finalmente Juliana saiu de cena. A história poderia ter rivalidade entre Diego e Moncada sem ser por mulher. Ainda mais por uma que não tinha virtude nenhuma e no final ainda teve caráter duvidoso. Talvez Moncada poderia ser o preferido de Escalante mas como tinha personalidade explosiva e caráter a ser trabalhado, quando conheceu Diego e viu justiça em seus atos, poderia ter mudado de pupilo causando inveja em Moncada. E em um duelo para provar quem seria melhor, humilhado por Diego, nasceria aí seu ódio e desejo de vingança por ele. Poderia perseguí-lo e ter feito o que fez com o pai dele do mesmo jeito. Tiraria as partes chatas com Juliana e acrescentaria um motivo melhor de odiar o rapaz. Isabell poderia ser filha única e Diego ter ficado na casa De Romeu da mesma forma. Só não teria todos aqueles momentos chatos com Juliana. 

No mais, achei que seria uma história muito mais interessante mas acabou sendo uma leitura arrastada. O final compensou mas como sempre digo, a jornada para se chegar à esse final, não valeu a pena.


Nota pessoal 6/10

domingo, 12 de abril de 2026

Divagando e resenhando Salem/A HORA DO VAMPIRO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos sugadores de sangue.hoje trago mais um livro de vampiros, dessa vez do mestre King.






A HISTÓRIA 

Ben Mears, após 25 anos, retorna a Jerusalem's Lot para exorcizar traumas  passados e escrever sobre a casa Marsten. Embora seja um escritor famoso, a pequena população olha seu retorno com desconfiança. Ao mesmo tempo que ele chega, ele descobre que a casa Marsten abandonada a muitos anos, agora foi comprada por Barlow, um imigrante austríaco que ninguém vê, pois seu sócio Straker, alega que ele está sempre viajando para comprar itens novos para a loja de antiguidades que vão abrir na cidade. 

Desde a chegada dos dois, pessoas começam a desaparecer. Primeiro foi Ralphie Glick, quando ia com seu irmão Danny para a casa de Mark Petrie. Danny então morre misteriosamente e a partir daí, mais pessoas começam a morrer e voltar de forma diferente. Inicialmente Bem era o maior suspeito, principalmente porque tinha interesse na casa Marsten e porque começou um relacionamento com Susan, uma moça local jovem e bonita onde sua mãe desaprova Ben e um pretendente que também não aceita os dois juntos. 

Eventualmente Ben se junta a Matt, seu médico Cody, padre Callahan e o jovem Mark para destruir os vampiros, que descobriram sua existência do pior modo. Infelizmente o vampiro chefe está alguns passos a frente e muitas vidas são ceifadas. O grupo conseguirá salvar a cidade ou a si próprios?



Ano de publicação 1975

Páginas 576

Autor Stephen King



Minhas divagações 

Alguns anos atrás já havia lido esse livro com o título A hora do vampiro além de ter visto o filme recentemente. Mas quando achei um com o título Salem, achei que era um livro que eu ainda não tinha lido do mestre King. Eis minha surpresa quando descobri que já conhecia a história. Mas como sempre digo, Stephen King nunca é demais. 

Só fui conferir o final do filme que achei que tinham mudado e mudou mesmo. Mas só vi a parte da Susan. Honestamente, achei ela bem idiota e mereceu o que lhe aconteceu. Foi praticamente o mesmo que Nora fez em A queda de Del Toro e Hogan. Decisões idiotas que levaram a resultados catastróficos. Se, Susan e Mark, mesmo sabendo quem era Barlow e onde estava, poderiam só ter fugido e encontrado com o resto do grupo para juntos lutarem contra o mal. Mas não, Susan idiota do jeito que era, primeiro não aguentou ficar sem fazer nada e foi sozinha até a casa Marsten, sorte que primeiro encontrou Mark. Azar de ter sido idiotas de entrarem na casa sozinhos. Mark ainda teve sorte, já Susan...

King questiona aqui a religião onde alguns nem eram religiosos devotos e até mesmo o padre Callahan teve a fé abalada, onde Barlow aproveitou esse momento de fraqueza para deixá-lo impuro. Ele não conseguia mais entrar na igreja e saiu da cidade. Mas e aí? O que aconteceu com ele? Virou vampiro? 

Mark foi quem mais sofreu nessa história. Viu em primeira mão seu amigo que morreu transformado em vampiro. Foi capturado por Straker mas conseguiu fugir antes que algo pior acontecesse, embora tenha perdido Susan, a moça que acabara de conhecer. Viu seus pais serem mortos por Barlow. Perdeu o padre Callahan. Viu Cody morrer e enfrentou Barlow junto com Ben. Acho que ele foi mais heroico do que qualquer outro personagem dessa história. 

E Ben. Que azar dele voltar para sua antiga cidade justo quando isso acontece. O mistério da casa Marsten não tinha nada demais, principalmente porque ficou abandonada todo esse tempo. O mal só chegou mesmo com Barlow. Ben também teve sua cota de sofrimento. Primeiro foi hostilizado por alguns moradores da cidade. Já havia perdido a esposa em um acidente e não entendi, acho que era um policial que era apaixonado pela Susan? Não entendi ele insinuar coisas sobre o acidente que matou a esposa de Ben. Mas enfim. Matt foi o melhor aliado de Ben. Embora seja compreensivel que mesmo para uma cidade pequena, acreditar em vampiros? Coisa de doido mesmo. Eu amo como cada autor visualiza essas criaturas de modos diferentes. Embora ainda prefira os de Anne Rice por ela imaginá-los como seres belíssimos, embora mortais. Na verdade seus vampiros são meio depressivos se for pensar bem. 

King geralmente em seus livros, apresenta vários personagens que no fim, acabam interligados ou sendo úteis em algum momento. Infelizmente aqui, a única coisa que serviu a passagem da história da família que vivia em um trailer? Onde a mãe batia no filho bebê, foi só para passar raiva mesmo. Essa família não acrescentou nada para a história. Só deixou implícito que essa mulher era mais terrível do que o próprio Barlow. 

Não lembro como foi o fim do filme. Dei uma passada de olhos em algumas cenas e pelo que tinha visto, o grupo entrou junto na casa Marsten. Não faço ideia o que aconteceu mas só restaram dois como no livro de fato. E, confesso que achei o final meio decepcionante. Eu acreditava que os vampiros de King fossem mais parecidos com aquelas histórias onde se o líder fosse morto, quem ele transformou voltaria ao normal. Mas todos ali tinham se alimentado em algum momento, então entendo a problemática desse desfecho. Na minha cabeça salvariam Susan assim, embora ache que ela mereceu seu final por ter sido precipitada e burra. Achei o final decepcionante porque depois de toda aquela tensão e luta, os dois sobreviventes saem da cidade e passa um ano até retornarem para lutar contra os vampiros novamente. Eles começam um incêndio mas não ficam olhando para ver se o plano dará certo. E, se existiu um Barlow, deve ter outros? Quem transformou Barlow? E, se um dos moradores de Jerusalem's Lot saiu dali e foi para uma cidade próxima e contaminou outros enquanto os dois sobreviventes ficaram fora se recuperando do ocorrido? Se toda a cidade se transformou, onde conseguiam se alimentar? 

Mas enfim. A história era de Jerusalem's Lot e o foco era nessa cidade. Ela já tinha um ponto misterioso que era a casa Marsten e terminou abandonada como a própria. Assim como o filme não achei assustador, como sempre nas histórias de King, o mal mesmo é sempre o ser humano. No entanto, King é King e sempre vou amar seus livros. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 11 de abril de 2026

Divagando A QUEDA de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago a continuação da eletrizante história de vampiros de Del Toro e Hogan. 






A HISTÓRIA 

A raça vampírica descende de 7 anciões onde um renegado conhecido como o Mestre, tem o apoio financeiro do bilionário Palmer, com a promessa de lhe dar vida eterna, o ajudando a transformar o maior número de pessoas possíveis para seu plano maléfico. Setrakian, um caçador de vampiros idoso, tenta encontrar um grimório perdido, intitulado Occido Lumen, onde acredita conter informações cruciais para derrotar os vampiros. Na sua empreitada, conta com a ajuda do epidemiologista Ephraim, que tem interesse em proteger seu filho, depois que sua esposa se transformou em uma vampira e agora persegue o filho, conta com a ajuda do exterminador de pragas Vasilliy e os Anciões recrutam Gus Elizalde, membro de uma gangue, para destruir o Mestre.



Ano de publicação 2010

Páginas 320

Autor/a Guillermo Del Toro, Chuck Hogan



Minhas divagações 

Eu li o primeiro livro anos atrás, então não lembrava absolutamente de nada da história. Mas ainda assim deu para acompanhar a jornada do grupo. Achei interessante a forma como os autores Del Toro e Hogan criaram seus vampiros. Cada livro que leio sobre essas criaturas, percebo que cada um dos autores, tem suas próprias ideias sobre elas. Antigamente eu achava que era lei o modo como eles eram de fato, mas depois de Crepúsculo, percebi que qualquer um pode inventar seu vampiro. 

Como a história já estava em andamento, não sei como a esposa de Eph se transformou e nem quando ele ficou com a Nora, que diga-se de passagem, achei uma personagem muito sem graça. Vou começar por ela então. Suas decisões foram as piores do livro para mim. Primeiro quis fugir para um local onde ela achava que fosse seguro. Levou a mãe com Alzheimer e Zach, filho do Eph. Porém, achei seu transporte de fuga ridículo, óbvio que seriam atacados em algum momento. Depois, não conseguindo mais proteger a mãe e Zach ao mesmo tempo, se separa dele para dar um jeito na mãe. A única coisa que ela consegue, é perder o menino. Se eu fosse Eph terminaria com ela, embora a culpa também fosse dele, já que ninguém protegeria o filho melhor do que ele mesmo. 

Então vamos para o Ephraim. Como não lembro do primeiro livro, não sei por que ele era procurado, talvez em algum momento tenham mencionado isso, mas não me recordo, pois o início confesso estava meio parado. Eph também tomou decisões que achei idiotas mas pelo menos para ele, terminou com sorte, ou não. Ele teve encontros assustadores e escapou da morte, ou de ser transformado, mas pelo término do livro, pelo jeito ele é o herói da história? Teve uma cena quando ele foi pego pelo FBI, quando estava preso na agência e foram atacados, se o agente que estava com ele tivesse lhe dado ouvidos, teria feito diferença? Pensando bem, acho que não, já que de qualquer forma foi salvo pelos caçadores. 

E quanto aos caçadores? Sempre tive dúvidas quanto a quem seria Setrakian. Eu achava que ele fosse um meio vampiro, que tomasse algo para impedir sua transformação completa e que ele era um cientista estudando como reverter a transformação. Por que fiquei na dúvida sobre ele? Por causa de sua condição física e seus experimentos. Embora ele procurasse a todo custo um modo de acabar com os vampiros. Não me julguem, como disse, faz anos que li o primeiro. 

Juntando todos, acho que são uma ótima equipe. Menos Nora que a achei insuportável e inútil. Tivemos algumas perdas devastadoras e espero ansiosa pelo fim dessa história. Vou tentar não demorar muito para ler o final para não esquecer o rumo dessa história. 

Interessante que embora os vampiros sejam criaturas noturnas implacáveis, durante o dia são indefesos. A maioria nessas histórias, sempre tem um humano ganancioso, que fará o trabalho sujo durante o dia para o vampiro chefe. E aqui, achei eles diferentes por serem considerados um vírus, quando os matam, saem vermes brancos que se entrarem em sua corrente sanguínea, você é contaminado. Fora o ferrão que sai da boca dos infectados. Inovador e interessante. 

As histórias que li na época em que vampiros estavam no auge, eram romances adolescentes com vampiros lindíssimos onde a garora apaixonada tinha desejos secretos de se tornar uma, por sempre se sentir diferente em meio aos humanos. Conhecendo essa saga de Del Toro e Hogan, com essa história devastadora e tensa, com certeza é muito mais empolgante. Cada personagem tem sua luta interna, tem o que proteger ou pelo o que lutar, mas com um único objetivo, destruir o Mestre. 

O início é muito, muito lento. O grupo ainda juntos, fazem planos de se locomoverem já que o esconderijo está comprometido. Depois do ataque de Kelly, mãe de Zach, eles decidem seguir adiante. Porém, achei ridículo Ephraim confiar Zach a Nora. Onde ele achou que estavam seguros sozinhos contra uma horda de vampiros, principalmente contra Kelly, que estava decidida a pegar o filho? E que plano escraboso foi o dele de enfrentar Palmer e falhar? Quando unidos eram fortes, se separaram, só aconteceu desastres. E perdas, perdas que senti profundamente. Quem deveria morrer continuou infelizmente. 

Os momentos finais foram tensos, tão tensos que não conseguia parar de ler. Enquanto não visse a última página, eu continuava. Mas pelo título do livro, imaginava que o grupo de Eph não teria sucesso. Pois a queda pode ser dos vampiros também, mas aí seria o final da história. Meio desesperador terminar a história assim, perdemos a esperança junto com alguns membros que se foram e fico imaginando COMO vão destruir o Mestre. Se a condição vampírica é um vírus, encontrarão uma cura? Espero que o final seja espetacular. 


Nota pessoal 9/10

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