Olá Divosos leitores. Hoje trago o encerramento da trilogia Filhos do Éden. Vamos finalmente saber se Kaira e Denyel se encontraram e se a missão tem seu fim.
A HISTÓRIA
No livro anterior, Kaira, Urakin e Ismael procuram por Denyel, que foi parar em Asgard. Lá o tempo é diferente então já se passaram 200 anos para Denyel. Kaira perde Ismael no caminho para Asgard e Denyel conta que foi sincero a rainha Sif, pois os celestes e os asgardianos guardam rancor entre si, desde as guerras etéreas milênios atrás. Denyel provou seu valor como guerreiro e conquistou a confiança da rainha e da capitã das Valquírias. Contou também a situação do povo, que após as mortes de vários deuses do sexo masculino, restou apenas Sif e as Valquírias para tomarem conta do lugar. Kaira e Urakin também provaram seu valor mas descobrem que não podem sair de Asgard, pois Heimdall, quem controla Bifrost, a ponte do arco-íris, é prisioneiro de Thrymir, quem domina o local agora. Em menor número e força, Sif não pode enfrentá-los. Kaira desesperada em prosseguir com sua missão, tenta um acordo com Sif. Se, conseguirem libertar Heimdall e lhes dar o controle da ponte novamente, eles podem voltar a sua missão. Em todos os desafios, Denyel não pretendia se envolver, mas acabou ajudando Kaira até o final, em respeito ao amor que ela sentia por ele.
Enquanto isso, Ismael que havia sido separado do grupo no Rio Oceanus, é resgatado por ninguém menos que Metatron, este o convence a se juntar a sua causa. Mais para frente, quando se reencontram, o grupo fica decepcionado com a traição de Ismael, que agora atende pelo nome de Cérberus.
No tempo passado, temos Ablon lutando contra Metatron e embora se pensasse nos seus objetivos para toda essa empreitada, Metatron diz que sua intenção nunca foi matar Ablon. Por fim Metatron se rende. Já no tempo presente, Kaira enfrenta Metatron e consegue finalmente derrotá-lo. Mas, embora tudo esteja tranquilo no momento, Miguel e Gabriel se encontram e falam sobre eventos que acontecerão em A batalha do Apocalipse.
Ano de publicação 2015
Páginas 560
Autor/a Eduardo Sphor
Minhas divagações
Talvez minha introdução da história tenha sido um pouco confusa e talvez falte informações. Porém, foi assim que me senti durante a leitura. Pelo menos em algumas partes. Esse negócio de misturar tempo presente e passado me confundia muito. Sempre achei que o grupo da Kaira e Ablon se encontrariam no confronto contra Metatron. Mas o mais decepcionante, foi quando finalmente Kaira encontra Denyel. Foi um reencontro tão ridículo e Denyel todas as vezes que ela pedia para ele ir junto em alguma missão secundária, ele recusava mas acabava indo.
E, seu final embora heróico, foi ainda mais decepcionante embora faça sentido para ele, já que viveu por anos sempre lutando. E como sempre, mesmo sendo um soldado, cada traição que ele teve. Alguns seriam bem óbvios. E falando em traição, fiquei perdida na revelação sobre Ismael. Quando ele morreu e foi substituído? Mas enfim. O ruim de tantos personagens e misturas de tempo, me confundem desse jeito. Depois já nem sei mais quem é quem.
Kaira foi uma personagem que mesmo sendo forte, essencial para a missão, muitas vezes a achei insuportável. Mas, confesso que fiquei decepcionada muitas vezes pelas atitudes de Denyel. Achei a história dele incrível e não merecia ser traído pela Sophia daquela maneira. Ela sim, teve seu fim merecido. Durante as guerras, até senti empatia por ele, mas, essa mania dele correr atrás de mulher e ser enganado por elas? Muito coisa de macho humano.
Assim, a narrativa de Sphor é maravilhosa. Mas, apesar da aula de história, as vezes me confundia demais e por isso, não criei laços com nenhum personagem. Por mais que tenha amado a história de Denyel, nesse último volume ele foi meio chatinho. Tudo bem que dá para entender que o tempo que passou em Asgard, pode tê-lo mudado. Mas, sua recusa em continuar com a missão depois de tudo que Kaira enfrentou para encontrá-lo, achei muita falta de consideração. Aí já perdeu pontinhos comigo.
A causa de Metatron, confesso que não entendi bulhufas. Muito menos as intenções de Miguel e Gabriel. Cada um deu a seu subordinado uma missão e o inimigo era Metatron. Lúcifer aparece, outros deuses e afins, e foi muito confuso. Embora, a parte que ficaram em Asgard tenha sido interessante. Alguns dizem que esse foi o melhor volume, mas para mim, foi o segundo. Amei a jornada de Denyel. E pelo que entendi, o fim do livro te leva para A batalha do Apocalipse? Meu primeiro livro do Sphor, foi A batalha, e com esse final fico como? Se bem que, não lembro nada da saga de Ablon.
No mais, a escrita de Sphor é boa, sua criatividade é fenomenal. O modo como descreve os cenários dá para ver que ele estudou sobre as mitologias, ele se empenhou bastante nessa saga e por isso, recomendo a leitura.
Nota pessoal 9/10

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