sábado, 8 de janeiro de 2022

Mãe X Andróide no Divagando Sempre

 


Mother/Android ( ano de lançamento 2021)

Duração de 1h 51m

Dirigido por Mattson Tomlin


Geórgia ( Chloe Grace Moretz) e seu namorado Sam ( Algee Smith) estão fugindo juntos depois de um surto dos mordomos androides que agora querem acabar com a humanidade. Mas há um detalhe,  Geórgia está grávida. 



Depois de encontrarem um acampamento seguro e com uma médica, Sam faz besteira e os dois são expulsos de lá. Eles chegam à terra de ninguém e encontram uma casa abandonada. Sam encontra uma moto e tenta consertá-la na esperança de atravessar 32km até Boston mais rápido e despercebidos. Porém, os andróides começam a persegui-los e os dois acabam se separando. Geórgia é salva por Arthur ( Raúl Castillo) que diz que ela deve esquecer Sam e continuar sozinha se quiser sobreviver, mas ela não consegue fazer isso. 


Arthur era programador de IA e por esse motivo conseguiu sobreviver sozinho. Ele desenvolveu um disfarce que queria dar a Geórgia uma chance de poder sobreviver com seu bebê. Mas ela não quer sem o Sam. Por algum motivo, Sam foi capturado e está preso.

Geórgia decide resgatar Sam mas ele foi agredido pelos androides tendo os pés esmagados. Arthur consegue ajudá-los e eles escapam. Mas Geórgia foi completamente enganada... E no final ela precisa fazer uma escolha difícil...


Minhas divagações 

Mais uma vez ressalto que construir IA não é uma boa ideia. Mas enfim, mesmo morrendo de medo deles, eu ainda assisto esse tipo de filme. Toda história que usam robôs como empregados, pode ter certeza que no futuro se virarão contra os humanos. Se os próprios humanos não gostam de fazer tal serviço, por que uma máquina gostaria?

A trajetória do casal foi bem cansativa e o Arthur era bem suspeito e se prestarmos muita atenção nele, poderemos perceber as nuances  que o torna diferente. Não julgo a Geórgia ter confiado nele. Mas vamos desde o início. 

Começamos como sempre, a vida dos humanos tranquila e feliz com a facilidade de terem mordomos robôs que fazem tudo para eles. Mas, quando Geórgia e Sam saem de casa e o mordomo troca as datas comemorativas, desejando um feliz Halloween sendo que era natal, dá para imaginar que algo está errado ou pelo menos, é o início de algo, já que são programados para serem perfeitos. E, o detalhe de Geórgia esquecendo seu celular, foi importante ou desnecessário? Já que não teria utilidade de qualquer forma. Ou, foi um sinal de sobrevivência já que muitas coisas explodiram depois?

Quando tudo explode e vemos os ataques dos mordomos robôs, a história pula uns meses onde Geórgia já está com um barrigão. Como ela e Sam fugiram? Como foram parar ali sozinhos? Não sei vocês, mas eu queria saber. E de todos, quem ela não tinha certeza de que queria ficar junto antes de tudo, foi o unico que lhe restou. E, se estavam sozinhos, como ficaram sabendo de Boston? Um local fortificado. Se não encontraram ninguém, não tinham rádio, como souberam de Boston? Pelo menos lá, sim, obtiveram informações sobre um barco que estava levando mães para a Ásia. 

A jornada dos dois foi intensa, não nego. Ela respirando daquele jeito o tempo todo, me dava muita falta de ar. E que triste destino o dela. Lutou tanto para ter o bebê e no final, foi obrigada a fazer aquela escolha. Não sei, mesmo como mãe não sei se foi uma boa escolha. Claro que no modo prático, ele sobreviveria melhor daquela forma, mas, no fim, ela acaba sozinha. E por que a informação que ela tinha recebido era de que o barco levava mães e bebês e agora era só o bebê? Como que ela achou que ele sobreviveria melhor sem os pais? Tudo bem que a situação de Sam não estava realmente muito boa. 

Os robôs não foram muito explorados o que deixou meio que a desejar. O foco foi a Geórgia e sua luta para se manter viva e se tornar mãe. Mas e os andróides? Como ficaram daquele jeito? Por que ficaram daquele jeito?  O que eles queriam de fato? E, poderia ter uma explicação melhor explorando esse ataque dos andróides. Esses pulos ou cortes, deixando por conta de nossa imaginação não é muito interessante. Como eu disse, depois da explosão já pulou para Geórgia e Sam juntos. Mas como eles passaram esse tempo? Como sobreviveram? E no final? Passaram por tantas coisas, e parecia que Geórgia era forte e capaz, já que derrubou Arthur e conseguiram fugir. Aliás, como eles conseguiram chegar ao porto na hora do barco? 

Ou seja, parecia interessante, intenso, mas acho que faltou muitos detalhes. Esses cortes só deixaram a história mais vazia e faltou sentido nos andróides e explorar mais a união de Geórgia e Sam, uma vez que começaram não sendo exatamente um casal tão romântico para de repente depois de perderem tudo, estarem convivendo como marido e mulher. 

E de todos lugares que eles foram, fortificados com soldados e tals, no último local onde Geórgia acabou tendo o filho, como os andróides se enfiltraram facilmente? Quando ela foi interrogada e contou sobre Arthur e sobre as coisas que ele disse, ela percebe que foi enganada, mas nesse exato momento, o local é atacado. Ela nem teve tempo de se recuperar do parto, cesariana ainda, fora os pontos. Como ela conseguiu correr daquela maneira? E depois de conseguir salvar o local, como ela e Sam, limpos e com outras roupas conseguiram sozinhos chegar no local do barco? Por isso que digo que esses cortes ou pulos no tempo, acaba deixando mais questões e uma má impressão do ocorrido. Fora que o final acredito que muitos vai achar revoltante terminar daquele jeito. Mesmo que Sam não aguentasse os ferimentos, se ela conseguia se alimentar, acredito que conseguiria cuidar do bebê. Mas enfim, tinha muito potencial mas foi desperdiçado. Os andróides poderiam ter aparecido mais, perseguido mais, porque afinal o foco não seria esse? Geórgia contra os andróides? Confesso que cheguei a pensar que o barco era construído de andróides mas não consegui pensar em um motivo para eles quererem levar bebês. Então só desisti de tentar criar teorias e deixei assim mesmo. 


Minha nota de satisfação pessoal 5/10.

Escuridão total sem estrelas ( Stephen King) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago contos do King de tirar o fôlego. 




1922

Em 1922 temos a confissão de Wilfred dizendo que matou sua esposa. Ela havia herdado 100 acres de terra e queria vender para uma grande empresa e se mudar para a cidade. Mas Wilfred não queria deixar sua fazenda e fez a cabeça de seu filho para ajudá-lo a matar a esposa. Mas com esse ato egoísta sua vida se transformou em um verdadeiro inferno depois disso. E ele acabou entendendo que por causa de 100 acres de terra ele perdeu muito mais que isso.


Gigante do volante 

Tess é uma escritora famosa onde seu maior sucesso são histórias de detetives velhinhas. Em uma palestra em outra cidade, ao retornar a responsável pelo evento lhe dá dicas de uma estrada que seria um bom atalho se Tess quisesse economizar tempo e chegar mais cedo em casa. Porém, no meio do caminho seu carro quebra por causa de pedaços de madeira com pregos jogados no meio da estrada. Em determinado tempo um outro carro para ali e um motorista enorme de uns dois metros de altura pega Tess de surpresa e depois de fazer mal à ela, a joga em um esgoto ali perto. Descobrindo ainda estar viva, apesar de todos os machucados, ela começa a caminhar procurando seu carro. Mas acaba dando voltas e parando em uma cidadezinha que a julgar pelo nome, deve ficar a uns 50 km de sua casa. Ela precisa achar um telefone e ligar para alguém. A polícia talvez? Avisar sobre o gigante assassino? Então surgiram dúvidas, se ela contasse o que lhe aconteceu, todos saberiam, ela seria julgada e culpada, mas também seus pensamentos se voltavam aos dois corpos que viu no cano com ela. Se teve vítimas antes dela, poderia haver mais depois dela, se ela não contasse nada. Conseguindo voltar para casa, Tess começa a raciocinar com calma e depois de umas pesquisas, descobre coisas importantes e decide agora uma missão de vingança.


Extensão justa 

Streeter foi diagnosticado com câncer em estágio terminal. Desolado, com seu saquinho de vômito,  seu mais novo companheiro, ele passou por um lugar e curioso foi até o misterioso vendedor. Descobriu que ele vendia extensões. Extensão para tudo até para o caso dele, que seria mais anos de vida. Em dúvida ele aceita o acordo apenas porque achava que o pobre vendedor poderia estar sofrendo de suas faculdades mentais, ainda mais quando disse que o câncer de Streeter poderia ser curado, mas seu mal teria que ir para outra pessoa, uma que ele odiava. E ele tinha alguém, seu melhor amigo que desde criança tinha tudo, inclusive lhe roubou a namorada e hoje vivia bem e rico. Mas será que isso iria mudar com o acordo de Streeter? Ele poderia mesmo se curar do câncer e ter mais anos de vida? Mas a que custo? Sentiria remorso?


Um bom casamento

Darcy é uma boa esposa, tem dois filhos agora crescidos e encaminhados na vida. Seu marido Bob costuma viajar a trabalho e em uma dessas viagens, Darcy precisou de pilhas e foi procurar na garagem, local que dificilmente ia, porque costumava deixar seu carro na rua, pois não gostava de estacionar na garagem com medo de bater ao dar a ré.  Ela vê umas caixas empilhadas e ao abrir uma encontra seus antigos catálogos de revistas para compras. Bob deve ter escondido dela pois achava que ela era compulsiva com compras desnecessárias. Darcy então derruba uma caixa que faz um barulho oco ao cair no chão, curiosa vai dar uma olhada e acha um pequeno esconderijo com uma caixinha contendo documentos de outra mulher. Então ela se lembra do noticiário sobre essa mulher e ela não consegue acreditar no que poderia estar acontecendo. Bob seria um assassino? Ele liga da viagem para ela e percebe que algo está errado, então ele volta de surpresa e descobre que ela sabe de seu esconderijo e que andou pesquisando sobre a mulher dos documentos. E agora? Darcy acredita que seu marido irá parar por ela ou o denuncia e acaba com a vida da família? Passa semanas e é como se nada tivesse acontecido, mas no fundo de sua mente algo fica ali alfinetando sua consciência e ela não consegue mais suportar viver assim e então uma oportunidade surge e um plano é elaborado de última hora.



Minhas divagações 

Achei esses 4 contos geniais. Faz a gente pensar se em algumas dessas situações teríamos agido da mesma forma.

 1922 lembrei depois que já havia visto o filme baseado nesse conto, achei uma grande lição de vida, apesar de ser assustador. Ter coragem de matar sua companheira assim a sangue frio e ainda envolver o filho? Uau.

 Mas o pior conto de todos é o da Tess, intitulado o Gigante do volante. Me senti muito mal lendo essa parte, as dores e o sofrimento dela, dava para sentir na pele e King é sempre muito detalhista em suas histórias. E nem sempre o mal vem do sobrenatural, muitas vezes a origem vem da maldade do próprio ser humano. E no caso de Tess, o que lhe aconteceu, o mais assustador é em quantas mulheres estupradas que sobreviveram a esse ato terrível, tiveram coragem de denunciar seu estuprador. A própria Tess teve seus momentos de culpa, de vergonha, até chegar a raiva e a vingança. Algumas mulheres apesar do trauma, seguem com a vida.

O do Streeter foi o mais curto e o menos interessante. Esse tipo de atitude egoísta é bem comum nas histórias de King, achei reflexivo pelo fato de você ter um tempo a mais de vida, mas para isso terá que passar o seu curto tempo para outra pessoa. Mas será que você tem o direito de escolher? E por que justo seu melhor amigo bem de vida a quem você sempre sentiu inveja? Por que não um serial killer ou estuprador? Será que se fosse o caso a extensão de sua vida valeria a pena?

Mas o desfecho do último conto fez meus olhos lacrimejarem. E te faz se perguntar até que ponto você realmente conhece uma pessoa. 

Enfim, King sempre maravilhoso com sua escrita.

Minha nota de satisfação pessoal 10/10.


Publicado em 2015

Páginas 392

Autor/a Stephen King

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Imperdoável - Divagando Sempre

 Imperdoável ( ano de lançamento 2021)

Dirigido por Nora Fingscheidt

Duração de 1h 52m


Ruth ( Sandra Bulock) foi presa por assassinato e após 20 anos ela é libertada por bom comportamento. Sua volta à sociedade já se mostra difícil onde sua nova moradia é um quarto que dividirá com mais 3 mulheres. ( para mim ainda parecia uma cela de prisão...), terá um trabalho e a visita de um agente da condicional uma vez por semana. 


Seu assistente de condicional a alerta para ter cuidado e não se expor, pois uma vez assassina de policial será sempre assassina de policial. Parece um aviso agressivo, mas ele conhece a vida lá fora, conhece as pessoas e já viu muitas coisas. 


Mas Ruth acaba descobrindo isso da pior forma, quando confessa a um colega de trabalho interessado nela (John Bernthal), que havia acabado de sair da prisão por assassinato de um policial. Ele, chocado acaba conversando com alguém do trabalho e a notícia se espalha e Ruth acaba sendo agredida.


 


Além desses problemas, ela ainda precisava encontrar sua irmã, que foi adotada depois que ela foi presa mas que nunca respondeu suas cartas. E, ela nem imaginava ainda que os filhos do policial assassinado sentiam tanto rancor dela, principalmente agora que ela foi libertada, que estavam atrás dela querendo vingança. 



Minhas divagações 

Bom, difícil escolher um lado, principalmente porque geralmente vemos os assassinos como pessoas cruéis e realmente queremos distância.

 Existe esse lado nosso de nos proteger quando são ex presidiários.  Jamais vamos atrás da história por trás do crime e sempre fica aquele medo se vão cometer o mesmo ato novamente. No entanto, existem criminosos que só pela aparência já nos faz sentir medo. 

 No caso do filme, acompanhamos a volta de Ruth a sociedade e sua triste busca pela sua irmã. E a vingança dos filhos do policial impedindo que seguissem em frente. Eu entendo os filhos quererem vingança, mas se eles matassem Ruth, também não seriam assassinos? Pelo pai ser policial, seria isso que iria querer dos filhos? Fora que, não sei se o pai fez falta na vida desses dois, mas nenhum deles levou uma vida digna. Pode ser que ao perder o pai, a mãe teve dificuldade para criar dois filhos sozinha e sendo assim, eles cresceram revoltados sabendo que a culpa seria de Ruth. Mas os irmãos não mereciam a vida sem o pai, mas também não quer dizer que poderiam se vingar. Fora que um deles tinha mulher e filho e a esposa o traía com o irmão?  Que família é essa minha gente? 

Até a primeira parte temos aqueles momentos de lentidão onde acompanhamos Ruth em sua vida em liberdade com flashes do que aconteceu no passado. Aqui, tiro meu chapéu para Sandra Bullock. Muitos podem criticar sua atuação, mas eu amei. Muito diferente das comédias românticas. Li algumas crítica dizendo que ela não tinha expressão. Minha gente, ela acabou de sair da prisão, para um mundo completamente hostil ainda mais contra ex-presidiários, foi morar em um local tão horrível quanto a prisão e queriam vê-la sorrindo? 

Esse sistema de acolhimento de ex-presidiários chega a ser interessante. Me lembrou do filme Um sonho de liberdade, onde os ex-presidiários quando saíam da prisão, principalmente aqueles que ficaram décadas ali e não possuem lugar para ficarem, após saírem são colocados em apartamentos (precários porém tem um teto sob suas cabeças) e um trabalho. Sendo homem você ainda consegue se virar, mas sendo mulher...

Jon Bernthal sempre nesses papéis onde se não é mulherengo é delator ou assassino. Ficou chocado quando Ruth confessou ser ex-presidiária e foi fofocar para outra pessoa. O que ele achou que aconteceria com ela? Só que, claro, estamos vendo pelo lado dela, então normal tomarmos partido dela. Se não soubéssemos o que realmente aconteceu, seria menos chocante? Seria como a reação da personagem de Viola Davis? Quando soube de seu crime a discriminou, mas depois de entender a verdade sentiu empatia. 

E os pais adotivos da irmã de Ruth? Entendo que ninguém mais soube da verdade a não ser a Ruth e por ser muito pequena, a irmã ter bloqueado suas memórias pelo trauma vivido foi compreensível. Mas aquele final, deixou para nossa interpretação e termina assim, daquela forma. Mas e aí?  O que vem depois? Ruth terá paz? Conseguiu o que queria? Mas enfim. Quando a irmã sofreu o acidente, cheguei até a pensar em um final alternativo, onde a irmã morria no acidente de carro. Uma vida perdida pela outra. Não seria justo e Ruth não teria motivos para continuar. Seria muito drama. No entanto, acho que depois de tudo Ruth merecia um encerramento melhor, com mais contexto. Afinal, passou o filme todo atrás da irmã para terminar assim? Mas foi interessante. 

Achei a irmã adotiva de Kathrine muito corajosa por encontrar as cartas que os pais esconderam e ainda se encontrar com Ruth. O que por outro lado foi um perigo pois um dos filhos do policial que seguia Ruth, decidiu sequestrar a menina achando que era a irmã para atrair Ruth em uma armadilha. Acho que aqui fica muitas reflexões das atitudes de todos. Principalmente dos policiais que já foram prendendo Ruth. Pelo menos os filhos tiveram seu encerramento, já que viram que vingança seria um ciclo maligno sem fim. No quesito dos pais adotivos de Kathrine, entendo a proteção deles em relação a Ruth e é até bonito que queiram proteger a menina sabendo de seu passado com a irmã. Claro que para todos os envolvidos, Ruth é só uma assassina de policial. Ninguém sabe o motivo dela ter matado o policial ou só o que importa é o que viram e o que disseram as testemunhas. Proteger Kath dos traumas era fundamental e apesar do casal ter ignorado as cartas de Ruth, pelo menos trataram bem sua irmã. 

Mas como eu disse, o filme todo foi tenso, com medo de Ruth cometer um deslize e ser presa, com os dois filhos do policial assassinado na cola dela, com o agente da condicional hora dando conselhos bons hora metendo medo nela, com a irmã ali perto e tão distante ao mesmo tempo. Só queria que tivesse mais contexto nesse final, para que pudéssemos suspirar aliviadas, pois acho que Ruth merecia. 


Minha nota de satisfação pessoal 9/10.

E Sandra Bulock arrasando como sempre. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

My love Eun Dong (K-drama) - Divagando Sempre

Olá dorameiros.

Eu só comecei a ver esse dorama por causa do Jin young e ainda assim, descobri depois que ele apareceria só na primeira fase da história. Mas ficou tão bom que não pude deixar de ver... apesar de algumas atuações que deixaram a desejar ...


 Minha amada Eun Dong (K-drama/ ano de lançamento 2015)



Em 1995 Park Hyun Soo ( Jin Young) vivia uma vida típica de um adolescente rebelde de 17 anos até que quase atropela uma garotinha na rua com uma moto roubada. 


Ele vai parar no tribunal e pode ser mandado para a detenção juvenil, porém Eun Dong o salva com seu depoimento. 

 Hyun Soo descobre então onde ela mora e que se trata de uma jovem órfã que mora com sua avó já bem de idade e doente.

 Hyun Soo de início ajudava Eun Dong por ser grato à ela, começou a levar a escola a sério, passou a ser mais educado com sua família e os dois acabaram criando um forte laço entre eles. Porém, um dia eles marcam de se encontrarem mas Hyun Soo se envolve em uma briga e é hospitalizado e internado e quando recebe alta, Eun Dong desapareceu e ele não soube mais dela desde então. 

Em 2005, mesmo depois de 10 anos, Hyun Soo (Baek Sung Hyun) ainda tenta formas de encontrar Eun Dong ( Yoon So Hee) e uma delas é ser famoso.

 Mas ele não está indo muito bem até que em um dia de chuva, acontece algo semelhante a 10 anos atrás, mas dessa vez ele é o pedestre e é quase atropelado por uma bicicleta e eis que quem está nela? Eun Dong.  Eles conversam, se aproximam, mas outra vez, uma fatalidade os separa e Hyun Soo perde Eun Dong novamente. 


Mais 10 anos se passam e Hyun Soo finalmente alcança o sucesso que tanto esperava. E agora ele vai colocar seu plano em prática que é finalmente encontrar Eun Dong e dessa vez ele não pretende deixá-la escapar.



Hyun Soo decide escrever sua autobiografia através de um escritor fantasma, que acaba sendo uma mulher casada, com um filho. Mal sabe ele que sua amada Eun Dong está mais perto do que ele poderia imaginar. 


Minhas divagações 

A primeira fase onde Hyun Soo  e Eun Dong se conhecem é fofo demais. Por ser muito nova, acredito que Hyun Soo ia esperar ela crescer mais, já que o sentimento dela poderia ser de vê-lo como um irmão mais velho. O modo como os dois interagiam juntos eram muito lindos, todo sem graça um com o outro, mas se via uma química entre eles. Mas de novo, eram muito jovens, por isso Hyun Soo começou a mudar, a tentar ser alguém melhor para Eun Dong no futuro. 

Já na segunda fase, ocorreu tudo rápido demais na minha singela opinião. O reencontro entre eles não teve faíscas ou aquela comoção do encontro após tantos anos e a reação dela não era como a Eun Dong mais jovem que admirava seu Oppa. E o modo como ela desapareceu novamente, minha nossa, Hyun Soo só sofre nessa vida. Essa foi a fase mais sem graça para mim, pois esperei aquele reencontro emocionante, mas quando muda os atores, não tem como manter a essência dos jovens. 

E na terceira fase, obviamente Hyun Soo iria vir a sofrer bem mais. Imagina, ter um amor por mais de 20 anos e descobrir vários empecilhos da vida, que ao mesmo tempo que quer mostrar que o destino e o amor verdadeiro existe, também  quer separá-los toda vez que se encontram.

 Imagina reencontrar esse amor que não se lembra de você. Meu coração se apertava com todo o sofrimento de Hyun Soo e odiei a "família" da Eun Dong por terem feito tudo isso com ela e principalmente o marido dela, que usou sua condição física para prendê-la psicologicamente. 

E como a maioria dos doramas, tinha que ter aquela recalcada que não aceita um não na cara e se junta com outro que pensa igual e saem bolando planos para separar o casal que lutam para ficarem juntos após tantos anos... exaltações a parte, deixando óbvio meu desafeto por certos personagens, devo admitir que do episódio 10 em diante foi uma cascata de emoções. Era revelação atrás de revelação e os vilões tramando por trás... E ainda tinha muito chão pela frente, meu coração não conseguia suportar tanta emoção. E olha que só comecei a ver mesmo pelo Jin Young mas quando vi que ele era só da primeira parte, achei que o resto não teria graça, mas acho que tirei conclusões precipitadas e fico feliz de ter continuado. 



O desfecho final dessa história não foi exatamente como eu esperava,  mas afinal, são 10 anos de uma vida construída mesmo que de mentira e apesar de ter achado Choi Jae Ho um covarde por tudo o que fez, até que teve sua redenção merecida.

Porém,  não foi o tipo de história que veria novamente. Amar alguém já é doloroso, amar alguém por mais de 20 anos e sempre que reencontra a perde? Passar a vida esperando por essa pessoa? E essa pessoa segue em frente, tem outra família. Mesmo que tivesse seus motivos, achei uma história muito sofrida. Tantos anos perdidos por conta da maldade de outros ou infortúnios da vida. Muito cansativo. Eu não gosto muito dessas histórias de amor perdido. Mesmo tendo final feliz, não me entra na cabeça perder anos de vida atrás de alguém que simplesmente sumiu. Tudo bem, a trama dessa história foi pesada, toda a separação teve um motivo sórdido, mas que vida é essa correndo sempre atrás do seu amor?

E, para piorar, a segunda fase foi tão mal interpretada que eu acabei perdendo o amor pelo casal. Que reencontro mais sem graça. Acho que poderiam ter reforçado o amor dos dois, para nos mostrar que valia a pena continuar procurando por ela. Eu só sentia que Hyun Soo desperdiçou sua vida por um amor de infância. Que não era possível ele continuar vivendo assim por alguém que não sentia tanto amor quanto ele. Foi um dos doramas que mais achei sofrido por passar o tempo todo correndo atrás de alguém que sempre desaparecia. Que destino cruel esse do Hyun Soo. 

Enfim, minha nota de satisfação pessoal 8/10.



E o prêmio de melhor casal das três fases vai para:


(Na minha opinião claro 🤭)




sábado, 1 de janeiro de 2022

Divagando como começar um blog

 


 Olá Divas e Divos. 

Escrever sempre foi um dos meus passatempos preferidos. Comecei escrevendo sobre livros que havia lido ou filmes que havia assistido. Naquela época minha memória era tão boa que eu lembrava até das falas perfeitamente. Ou, talvez fosse porque já tinha assistido tantas vezes que até decorei as falas. Naquela época nossa única distração era a tv. Depois passei a escrever em diários, mas estes eram mais particulares e eu sempre quis compartilhar meus pensamentos com outras pessoas. Eu sei que opinião é algo próprio e sempre vai ter quem pense o contrário e vai ter comentários negativos. Não sou escritora, jornalista nem nada nesse sentido, sou apenas uma pessoa comum que gostaria de compartilhar meus sentimentos quanto as coisas que mais gosto. Provavelmente cometerei erros, mas assim espero poder aprender e crescer cada vez mais. Me sinto ansiosa e espero conseguir superar minhas e talvez as suas, expectativas. Bem vindo as minhas divagações.

Para começar, vou falar um pouco sobre essa humilde pessoa que vós fala. Sou descendente de japonês e na minha época de infância e adolescência sofri muito bullying por isso. Já chegaram a me dizer para ir embora daqui, que não era meu lugar, já quiseram furar meu dedo para ver se eu tinha sangue vermelho de pessoas normais, era excluída em trabalhos em grupo e a última a ser escolhida nas aulas de educação fisica. Na adolescência adquiri certa popularidade mas só porque tinha material escolar importado, pois meu pai mandava do Japão. Então todos queriam algo meu emprestado. 

Tenho dois filhos e com essa modinha de K-pop, os orientais estão em alta e eles não passaram pelo que passei. Embora eu tenha sofrido preconceitos, jamais passei isso para eles. Pelo contrário, sempre ressaltei que não importa a cor, status social ou religião temos que ter respeito pelo próximo. 

Agora vamos ao que interessa, escrever. Sempre amei escrever, mas nunca tive o apoio necessário. Primeiro quando ainda era jovem e estava escolhendo uma carreira, quando eu disse que gostaria de ser escritora me disseram: escritor vive pobre e morre pobre. Você tem que fazer algo que ganhe dinheiro. Foi a primeira vez que desisti. Depois já casada, hoje sou divorciada, escrevi algumas páginas mas como era de romance ouvi: é, você escreve essas coisas porque queria que tivesse acontecido assim né. Segunda vez que desisti. Fui fraca? Sim. Mas sem leitor um escritor não é ninguém. Sem incentivo, ainda mais das pessoas que você esperava apoio, é certo a desistência. Bom, anos depois, ainda sonho em escrever um livro. Mas enquanto isso não acontece, posso treinar escrevendo resenhas e críticas. 

Como surgiu essa ideia? Eu assistia filmes e tals e quando gostava sempre postava no Facebook um resumo da história e o que havia achado. Um amigo achou tão bom que começou a dar sugestões, como colocar uma nota que achei que merecia, tipo de 1 a 10. E com isso meus textos foram aumentando e no fim da pandemia da covid 19 eu decidi fazer um blog. Não sei como será daqui para frente. Sempre tive vergonha de escrever e de alguém ler, acho que a vergonha seria mais da crítica das pessoas. Já vi inúmeros comentários que fariam qualquer um chorar de desgosto e querer desistir. Acho que é como ler um livro que você não gostou. A gente nunca pensa no trabalho que deve ter sido para o escritor ou escritora terminar um livro. Eu mesma já critiquei alguns que não gostei mas agora penso melhor na forma menos horrível de me expressar quando não gosto de algo. 

Meu gênero preferido de filmes é terror, então em outubro amo fazer maratona de Halloween, se bem que, filmes de terror realmente bons são meio complicados. Amo doramas, principalmente os coreanos. Animes eu prefiro os escolares. E livros amo um suspense/mistério, embora meu autor preferido seja Stephen King, o rei do terror. Também gosto de documentários. Eu não gosto de IA, robôs e palhaços. Mas sempre assisto filmes de terror sobre. 

Tento ser como eu gostaria que fosse quando leio um blog de críticas, que não seja extenso demais, com palavras rebuscadas só para ocupar espaço ou com informação de menos, como apenas ficha técnica e uma sinopse do Google. Mas ainda assim, é muito difícil alcançar as pessoas. Espero comentários sobre como posso estar mudando, se devo mudar algo ou simplesmente desistir mesmo. Não é uma opção ainda mas, até doido cansa de falar com as paredes...

Digo isso pois estou refazendo muitos posts, pois quando comecei eu só assistia e já postava. Tem resenhas tão curtas que eu só resumia a história e dizia se achei interessante ou não. Hoje em dia falo mais sobre o enredo, se for um suspense crio teorias, falo sobre a fotografia, atuação, falo dos atores e atrizes que gosto, passei a conhecer diretores e assisto mais coisas que eu gosto, pois assim sempre tenho mais o que dizer. Aprendi a duras penas que escrever por escrever, se eu, achei ridículo, imagina os outros. Mas também aprendi que resenhas de filmes é um nicho que as pessoas preferem ver vídeos no YouTube sobre. Porém, eu ainda prefiro escrever. Se tiver alguém interessado lendo, ainda tá bom. Vamos ver quanto tempo ainda consigo manter esse blog. 

Se chegou até aqui, muito obrigada por ficar comigo até o final. Espero que tenha interesse em dar uma olhada no conteúdo, aceito sugestões e críticas, sem me xingar por favor. Qualquer dúvida pode entrar em contato que responderei e seja muito bem vindo ao Divagando Sempre. 

PS: o desenho fui eu quem fiz, outro passatempo que amo. Vai que né, alguém se interessa em ver minhas artes também. Quem sabe faça um post falando sobre como comecei a desenhar e qual foi minha primeira inspiração. 

Dica de Destaque

Nunca deixe Uma Chamada Perdida/Chakushin Ari no Divagando Sempre

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