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quarta-feira, 11 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] It's Okay to Not Be Okay (Tudo bem não ser normal) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago esse dorama que demorei para ver mas que vale muito a pena. 






A HISTÓRIA 

Moon Gang-Tae vive com seu irmão mais velho, Moon Sang-Tae, que tem autismo. Devido a um trauma na infância dos irmãos, Gang-Tae constantemente se muda de cidade a cada primavera, pois seu irmão começa a ter pesadelos com borboletas e esse é o sinal para se mudarem. Próximo a primavera, Gang-Tae sofre um acidente no hospital onde trabalha envolvendo uma escritora famosa de livros infantis, Ko Moon-Young, o que faz ele perder o emprego. Como já era época de se mudar, por coincidência sua amiga, Nam Ju-Ri, lhe diz que no hospital onde trabalha estão precisando de cuidadores, mas fica na cidade natal deles. 

Gang-Tae acaba aceitando o novo trabalho no hospital psiquiátrico onde Ju-Ri  trabalha e ela mantém uma paixão platônica por ele. Porém, Moon-Young após mais um escândalo em sua vida, ao descobrir para onde Gang-Tae foi, ela instantaneamente foi atrás dele. Por coincidência, seu pai está internado nesse hospital. Em troca de levar o pai para passear, Moon-Young dará aulas de literatura no hospital. Há um certo mistério no relacionamento entre pai e filha e a mãe desapareceu e foi considerada morta. Além disso, ainda tem o mistério da morte da mãe dos irmãos e das borboletas. Ainda assim, mesmo com tantas improbabilidades, Gang-Tae, Sang-Tae e Moon-Young criam laços e um relacionamento familiar. Para mentir Gang-Tae mais próximo, Moon-Young faz Sang-Tae assinar um contrato onde ele será o ilustrador de seus livros, mas precisará morar em sua casa, com isso Gang-Tae acaba aceitando a oferta. 










 



Ano de lançamento 2020

1 temporada 12 episódios 

Elenco Seo Ye-Ji, Kim Soo-Hyun, Oh Jung-Se, Park Gyu-Young, Park Jin-Joo, Kim Joo-Hun



Trailer 




Minhas divagações 

Sempre quis ver esse dorama, principalmente pela atuação de Oh Jung-Se ao interpretar o irmão mais velho com autismo. Vi alguns shorts com suas cenas mais marcantes e fiquei impressionada. Quando comecei a ver, já no primeiro episódio temos um mistério que me deixou confusa. Mas já no segundo começa a explicar melhor e as coisas começam a fazer sentido. Obviamente que já começa com o maior clichê que é o casal protagonista terem tido uma história na infância. 

O primeiro mistério para mim, era porque Gang-Tae se mudava constantemente, o que foi respondido no segundo episódio. Era óbvio que fugiam de algo, mas, agora que estão crescidos, acredito que o problema mesmo seja o irmão com o trauma das borboletas. A única coisa que me incomodou nesse dorama desde o início, foi a Ju-Ri. Quando ela indicou o hospital onde trabalha para Gang-Tae, achei que ela fosse diferente, mas quando descobre o interesse da Moon-Young pelo Gang-Tae, achei ela muito imatura e todas as cenas dela depois que levou o fora de Gang-Tae, eu avançava. Não gosto desse tipo de personagem que gosta do protagonista e mesmo sabendo que ele gosta de outra pessoa, fica correndo atrás. Cadê o amor próprio? Não importa o que se faça, se a pessoa não sente o mesmo, não é insistindo que vai conseguir algo. Nem mesmo o agente da Moon-Young se interessando pela Ju-Ri rendeu bons momentos. Pulei essas cenas também. A cara de cachorrinho abandonado que ela fazia também não ajudava muito. Mesmo quase na reta final, onde ela deixa a rixa de lado e tenta ajudar Moon-Young conseguiu me fazer mudar de ideia a seu respeito. 

No hospital, tem uma enfermeira que acho que deve ser a chefe deles, que as vezes é irritante e outras até legal. Eu achava que ela sabia de algo e por isso tratava Moon-Young dessa forma, por saber o segredo do pai dela. Mas outras vezes acho que só é enxerida mesmo. Pensei o mesmo do médico, apesar dele ser bom no que faz, os mistérios que envolvem Moon-Young e os irmãos, são revelados aos poucos e vamos descobrindo com eles. Claro que eu tenho minhas teorias, mas muitas vezes eu erro. Eu desconfio que a mãe da Moon-Young é aquela doida do hospital, pois eles acreditam que ela possa estar viva. Mas, se for ela mesma, por que demorou todo esse tempo para ir atrás da filha? Será que no final é só uma fã da mãe da Moon-Young que acha que a culpa do desaparecimento dela é da filha? Existem muitos fãs loucos hoje em dia.  

No entanto, somos enganados, mas minhas suspeitas embora errôneas em um sentido, em outras acabei acertando ao suspeitar da enfermeira chefe. E o mistério envolvendo a família da Moon-Young era confuso porque nos baseávamos nas memórias confusas do pai doente e nas memórias da Moon-Young criança. Os motivos da mãe da Moon-Young tê-la criado daquela forma foram horríveis. Apesar de tudo, ela cresceu bem. Principalmente quando se envolveu com Gang-Tae, pois aprendeu muitas coisas novas. E os irmãos, finalmente param de fugir e Gang-Tae mesmo descobrindo coisas horríveis, consegue suparar e permanecer firme ao lado de Moon-Young. 

Não há como negar que Moon-Young e Sang-Tae tinham uma química incrível de irmãos. Suas brigas eram hilárias. Pareciam mesmo dois irmãos. E achei a Seo Ye-Ji espetacularmente maravilhosa. Foi perfeita para o papel. Linda, elegante e apesar de inicialmente aparentar não ter emoções, ela foi cheia de surpresas. E, os beijos do casal Moon-Young e Gang-Tae foram os mais quentes desde que vi Sua vida privada e A noiva de Habaek. Muito diferente dos selinhos que acontecem nos últimos episódios mas que mesmo assim, adoramos. 

Algumas coisas me irritaram, como o vai e volta de Moon-Young e Gang-Tae por diversos motivos, mas o que mais me emocionou, obviamente foi Sang-Tae. Como seu irmão vivia para ele, pensei mesmo que fosse desistir de Moon-Young, mas muito pelo contrário, ele tentou aproximar o irmão dela e foi o que rendeu momentos hilários e emocionantes. A melhor cena de Sang-Tae que chorei horrores, foi quando ele ajudou outro paciente do hospital, quando estavam no ônibus e ele teve um ataque de pânico devido a seu trauma passado, o que o impedia de sair do hospital, pois sempre que tinha alta, acabava voltando no mesmo dia. O fato de ser Sang-Tae quem o ajuda nesse momento foi emocionante pelo fato do próprio Sang-Tae ter seus momentos difíceis e ser sempre Gang-Tae quem o ajuda. Ele ajudando outra pessoa foi comovente demais. 

Infelizmente a resolução do caso das mães de Moon-Young e dos irmãos Gang-Tae e Sang-Tae não foram tão surpreendentes, embora o motivo da mãe de Moon-Young só comprovar que ela era complemente desequilibrada. A atriz que a interpretou foi tão intensa, que senti medo de seu olhar e seu jeito louco. Muito bem interpretado. Esse dorama realmente merece tudo o que foi falado na época que saiu. Infelizmente estou sempre atrasada com os doramas pois geralmente são muito longos mas pelo menos valem a pena. 

Cada paciente tinha sua história e refletia de alguma forma nas vidas do nosso trio protagonista. Nada ficava de fora. Eu amo esses doramas que tudo é bem amarradinho, nenhum personagem aparece a toa, mesmo sendo paciente do hospital. Mas, acho que 16 episódios ainda é muito. Porque então parece que o caso está se resolvendo mas como falta episódios criam mais coisas que as vezes é desnecessário. Mas, nem sempre o fim é satisfatório embora a jornada valesse a pena. Aqui, o desfecho da mãe foi meio vazio, eu esperava motivos mais sinistros mas ela era só louca mesmo. De qualquer forma recomendo. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Goblin (K-drama) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse K-drama que amo muito. Não é perfeito porque teve episódios que achei muito irritantes, mas, de resto foi maravilhoso. 







DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kim Shin foi um general da Dinastia Goryeo e acusado como traidor pelo jovem rei e morto. Seus soldados imploraram por sua inocência e clamavam perdão em seu túmulo. Anos depois, um de seus soldados já idoso, presencia seu retorno porém amaldiçoado. Kim Shin agora é um ser imortal que deve suportar a dor de ver seus entes queridos morrerem como punição pelos soldados que matou para proteger seu país. Embora lutasse contra inimigos, todos eram filhos de Deus. Agora ele é um Goblin e para ter descanso e quebrar sua maldição, ele precisa encontrar sua noiva.

Kim Shin, tem um secretário que seus descendentes o acompanham a cada geração. Seu novo secretário é um jovem chamado Yoo Deok-Hwa, mas diferente de seu avô, acompanha essa nova geração e é mais mimado e atrapalhado nos negócios. Como Kim Shin precisa mudar de identidade e local onde mora devido a sua imortalidade, como precisa passar um tempo fora, Deok-Hwa acaba alugando sua casa para um homem que possui uma casa de chá. Acontece que esse homem é um conhecido de Kim Shin, ele é um Ceifador.

Enquanto se prepara para as mudanças, Kim Shin é invocado sem querer por uma jovem estudante do ensino médio. Ji Eun-Tak. Quando sua mãe estava grávida dela, deveria ter morrido em um acidente de carro, mas Kim Shin se sentindo bondoso, resolve interferir e atender suas súplicas, cuidando para que ela e a bebê sobrevivessem,  deixando o Ceifador no encalço das duas por anos. Porém, no seu aniversário de 9 anos Eun-Tak perde a mãe e passa a morar com os tios. Ela então, triste e sozinha em seu aniversário invoca sem querer Kim Shin e assim que descobre como fez isso, ela sempre o chama. Eun-Tak sempre viu espíritos e inicialmente pensou que Kim Shin fosse um, mas ela desconfia que ele é um Goblin e além disso, afirma que ela é sua noiva. Mas Kim Shin não acredita porque ela então  seria capaz de ver um detalhe específico que só sua noiva seria  capaz de ver e assim libertá-lo. O que não parece ser o caso dessa jovem. Porém, devido a vários infortúnios na vida de Eun-Tak, ela acaba sempre invocando Kim Shin e os dois criam laços, principalmente porque Eun-Tak confessa que desde a primeira vez que viu Kim Shin, ela já tinha visto o detalhe que ele queria saber se ela conseguia ver. 

Enquanto Eun-Tak e Kim Shin se resolvem se ela é ou não sua verdadeira noiva, o Ceifador que agora mora com o Goblin, tem seus próprios problemas pessoais, além de lidar com ter que levar Eun-Tak como deveria ter acontecido antes de seu nascimento. O Ceifador não tem memórias de sua vida antes da transformação, mas quando encontra uma mulher casualmente, ele sente lágrimas em seus olhos e fica perturbado por conhecê-la. 

Apesar de toda comoção ao seu redor, embora tivesse esperado quase mil anos por esse momento, Kim Shin agora está relutante em contar um detalhe muito importante de sua condição. Embora ela de fato seja sua noiva, isso também significa que cumprida a profecia, o Goblin deixará de existir... mas na vida de Kim Shin nada é fácil, mesmo agora podendo finalmente ter a alma liberta, um espírito maligno do seu tempo, também vagou quase mil anos evitando os ceifadores e agora descobriu sobre a noiva do Goblin e continua com seus planos em destruir Kim Shin.













Ano de lançamento 2016

1 temporada 16 episódios 

Elenco Gong Yoo, Kim Go-Eun, Lee Dong-Wook, Yoo In-Na, Sung-Jae



Trailer 





Minhas divagações finais 

Já vi esse dorama uma vez e sempre vou amar essa história. Apesar que sempre achei de cunho depressivo. Já começa com a história do Goblin, que era um general fiel que lutou pelo seu rei e foi traído e morto. E ainda por cima foi obrigado a viver pela eternidade vendo quem amava morrer e a espera de uma noiva que fosse capaz de enxergar sua maldição e libertá-lo. Quem diria que quase mil anos depois, ele a encontraria na forma de uma estudante do ensino médio, que apesar de sofrer nas mãos dos tios, é super animada com ele. Talvez ela ficasse a vontade porque a primeira impressão ela achava que ele era um fantasma. 

Quando a Eun-Tak era criança, via espíritos. Mas esse dom deve ser por causa do Goblin, que salvou ela e sua mãe da morte. Porém, mesmo fugindo desse destino, a mãe da Eun-Tak acaba partindo quando ela ainda era criança. E por isso viveu solitária e negligenciada pela família da tia. Embora incrédulo que tenha encontrado sua noiva, Kim Shin acaba resolvendo os assuntos pendentes de Eun-Tak e a ajudando da melhor forma possível. A primeira vez que se encontram, Eun-Tak achando que ele poderia realizar desejos, faz três pedidos e o persegue desde então, para que ele possa ajudá-la a realizá-los. Mas claro que tudo nessa história tem ligação um com o outro. Nada é por coincidência. Por exemplo, a Eun-Tak ser noiva do Goblin. O Ceifador acabar morando na mesma casa que o Goblin. A chefe da Eun-Tak se apaixonar pelo Ceifador sem saber na verdade o que ele é. Mas convenhamos né, um Ceifador desses... quem não se apaixonaria? 

O lado bom de ver uma segunda vez é que podemos prestar mais atenção nos detalhes da história. Eu, havia me esquecido de muitas coisas. Primeiro, não lembrava qual a relação da mulher da pintura que Kim Shin guardou todos esses anos, cheguei a pensar que fosse a Eun-Tak reencarnada. Quando a história mistura deuses e humanos, não dá para imaginar como o romance terminaria. Tecnicamente seria impossível um final feliz. Sempre acreditei que Eun-Tak era alguém do passado do Kim Shin. Porém, o Goblin da mitologia e esse Goblin do dorama, acredito que são completamente diferentes. Ainda não entendi por que Kim Shin se transformou em um. Já a história dos ceifadores foi muito mais interessante. Eu achava que o pecado que cometeram para se tornarem ceifadores fosse outra coisa, mas acabou sendo algo bem mais triste. Apesar de ter conhecimento de outro tipo de Goblin, esse com certeza deve ser o mais bonito de todos. Sua história é ainda mais triste por ter sofrido quase mil anos com suas memórias do passado, as perdas do presente e viver eternamente com essas memórias. 

Chegando no episódio 14 mais ou menos, as coisas foram caminhando para um desfecho devastador e embora eu tenha compreendido que esse acontecimento tinha que ser naquele momento, admito que não gostei do depois. Passou 9 anos e todos que conheceram Kim Shin perderam suas memórias, incluindo Eun-Tak. Nessa fase adulta dela, a achei insuportável. Quando adolescente apaixonada pelo Goblin era mais divertida. Na fase adulta era muita séria, desconfiada e chata. Mas, depois ela voltou a ser ela mesma. A história envolvendo Kim Shin, o Ceifador e a Sunny, foi em partes hilaria, quando não se lembravam do passado e triste quando lembraram. Confesso que o final para mim foi meio agridoce. Esperava por isso mas ao mesmo tempo queria mais. No entanto, a parte mais sem graça foi com certeza a perda da memória e a separação, o tempo de espera. Se bem que, Kim Shin viveu quase mil anos sozinho, o que seria uns anos aí até seu final feliz. 

Vou soar contraditória, mas, achei os episódios muito longos e o desfecho da maldição muito rápido. Achei também que continuaria o depois, porque uma fantasma ficou para trás, pensei que Eun-Tak fosse resolver o assunto pendente dela, eu acreditava que ela teria uma história bem interessante por ter ficado tanto tempo no plano terreno, mas ela só foi embora quando achou que já era sua hora. Mas depois entendi que o plano final para Eun-Tak obviamente seria seu destino de ter escapado da morte inúmeras vezes. 

O início era apaixonante, mas o final, apesar de tudo, foi mediano. Mas, na época, gostei muito porque pude ver Gong Yoo, muito hilário ele no cinema com a Eun-Tak vendo um filme de zumbi, que a propósito é dele mesmo, Invasão Zumbi, um dos filmes de terror mais triste que já, chorei horrores com o final. Também pude ver mais um trabalho de Lee Dong-Wook, que diga-se de passagem, foi com ele que vi meu primeiro K-drama com Scent of a woman, foi com ele que meu vício começou. Conheci a Kim Go-Eun e já vi outros trabalhos dela, mas amei mesmo a Yoo In-Na. Seu personagem Sunny e a do Ceifador foram tão boas, tiveram tanta química, que eles fizeram outro dorama como protagonistas principais, Touch Your Heart. Mas a melhor dupla mesmo foi o Goblin e o Ceifador. Tivemos momentos hilários, tensos e fofinhos. Foi uma boa experiencia rever esse dorama. Continuo amando como a primeira vez que vi. As músicas também são marcantes e inesquecíveis. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 30 de junho de 2025

[Review/crítica pessoal] Round 6 (temporada 3) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago o que eu acreditava ser a conclusão dessa saga épica... mas nem tanto. Teve seus momentos. Mas confesso que ficou um gosto amargo após o término... 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

No final da Segunda temporada, Gi-Hun sobreviveu a rebelião que comandou mas perdeu um amigo no processo. O Líder dos jogos poderia tê-lo matado ali, mas escolheu deixá-lo vivo enfrentando as consequências de seu plano que deu errado. Atormentado pelas perdas, agora ele só pode culpar uma pessoa, o jogador 388 que havia se mostrado um forte aliado, mas na hora H se acovardou. Gi-Hun agora concentra suas forças em um único propósito, eliminar o 388.

Durante o jogo de esconde esconde, a Jogadora 222 dá a luz sendo protegida por Geum-Ja (149) e Hyun-Ju (120). A partir daí, o grupo passa a sofrer perdas consideráveis e mesmo após Gi-Hun conseguir realizar seu ato de vingança, ele acorda de seu estado depressivo quando lhe dão a missão de proteger Jun-Hee (222) e a bebê. Com um novo propósito ele enfrenta perigos para cumprir sua promessa além de não perder sua humanidade. 

Enquanto isso, fora dos jogos, o detetive Jun-Ho continua procurando a ilha, sem saber que a pessoa que o salvou é um aliado do Front Man, que após atirar no irmão, havia dado ordens para o capitão manter Jun-Ho vivo. Apesar de ajudá-lo nas buscas, sempre dava um jeito de despistar sobre a direção correta da ilha. Dentro do jogo, ainda temos o conflito da No-Eul, que tenta salvar um dos jogadores colocando a própria vida em risco. 

Todos os envolvidos conseguirão realizar seus objetivos?












Ano de lançamento 2025

Temporada 3 episódios 6

Elenco Lee Jung-Jae, Lee Byung-Hun, Yim Si-Wan, Kang Ha-Neul, Park Sung-Hoon, Yang Dong-Geun, Kang Ae-Sim, Jo Yuri, Lee David, Wi Ha-Jun, Park Gyu-Young


Trailer 





Minhas divagações finais 

Não há como negar que a espera pelo desfecho desse jogo fosse enorme, também não há como negar como a decepção de muitos também foi enorme. Já aviso que não tem como falar dessa temporada sem SPOILER então esteja avisado. 

A mudança de atitude depois de ter perdido a luta, deixou 456 devastado. Mas, apesar da situação, 149 tentou manter a cabeça erguida e acolheu 222 e a bebê as protegendo até o fim. Porém, no jogo onde a bebê nasceu, perdemos a 120, que achei a morte mais ridícula de todas. Perdendo para o Thanos, acho que esses dois mereciam no mínimo mortes dignas. Do nada 333 apareceu e a matou. Simples assim. Fora que a 120 poderia ter terminado o jogo sozinha, mas voltou para avisar as outras duas e acabou morrendo no processo. 

No fim, 149 teve que matar o próprio filho para proteger a bebê. Depois de dar uma lição de moral em 456, ela tira a própria vida. O que desperta algo em 456 que finalmente volta como ele mesmo e faz de tudo para proteger 222 e a bebê. Mas, no final, o próprio se sacrifica deixando a bebê como única sobrevivente e campeã do jogo. Mas como assim? A decisão ridícula obviamente veio dos VIPs que faziam apostas e acharam que seria mais interessante se a bebê ficasse no lugar de sua mãe. 

Tirando algumas mortes que me arrancaram lágrimas dos olhos, pois mesmo sabendo que não poderia me apegar a ninguém mas já me apegando, MATAR todos foi covardia. Inicialmente pensei que 456 tinha voltado ao jogo para tentar encontrar um meio de acabar com essa atrocidade. Mas no final, ele só recuperou sua humanidade e todos morreram, sendo inútil seu retorno. 

Mais decepcionante ainda foi a jornada do detetive que passou anos procurando a ilha, mais precisamente seu irmão, para não terem nenhum diálogo e muito menos resolução do arco deles. E aquele final? O detetive recebendo a bebê e seu dinheiro em sua casa? E a filha do 456 que ganhou o dinheiro que seu pai ganhou na primeira temporada e sua jaqueta com o número 456? E o pior de todos, o Front Man passando por uma rua e vendo uma recrutadora abrindo possibilidades sórdidas e infinitas para essa história. 

O que podemos concluir? Que tudo deveria ter acabado na primeira temporada ou, pelo menos resolvido nessa. Matar 456? Apesar de revoltante compreensível. Porém, descobrimos que existe alguém maior que o Front Man, que possivelmente esses jogos estão espalhados pelo mundo e o que o 456 passou é um grão de areia em comparação a esse mundão. Ele manteve sua humanidade, mas tudo pelo que lutou foi em vão. Esse tipo de coisa é certo que nunca terá fim. Pelas pessoas com dinheiro que pagam para apostar e ver esse tipo de atrocidades tanto pelas pessoas na miséria que fazem qualquer coisa por dinheiro. A história irá se repetir mudando apenas o protagonista da vez. 

Considerando tudo, a primeira temporada ainda foi melhor, pela novidade de tudo, de não sabermos o que esperar. O Arco seguinte foi meio fraco, pois já sabíamos o que esperar. E mesmo desejando um final digno para essa trajetória de 456, decididamente não foi o que ninguém esperou. Eu apreciaria mais se algumas coisas tivessem sido diferentes. 222 poderia ter no mínimo tentado atravessar a ponte. Mesmo que 333 não fosse confiável, se a tivesse empurrado no último instante, teria sido mais impactante do que ela simplesmente pulando. Talvez fosse revelar a verdadeira face de 333? Talvez. Mas pelo menos já daria indícios de que ele seria ganancioso a ponto de matar a mãe de sua filha e depois da própria filha. 

E se no jogo final, 456 tivesse se lembrado de ativar a prova final e conseguisse vencer junto com a bebê? Poderia ter mais um Arco onde ele tentaria acabar com essa atividade de vez. Mas optaram por mostrar que isso é muito maior do que se acreditava ser uma atividade só na Coreia. O que acaba ficando cansativo porque por mais que seja em outro país, a história se repete. Jogadores endividados que formam grupinhos mas para sobreviver acabam matando aqueles que juraram lealdade. Eu esperava um fim definitivo e pensar que pode ter mais temporadas não é muito empolgante... mas, recomendo se já viu a primeira temporada, encerrar pelo menos a jornada de 456.





Nota pessoal 7/10

terça-feira, 10 de junho de 2025

[Review/crítica pessoal] A ilha (Island/K-drama) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago esse dorama que jamais imaginei fosse gostar tanto. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA

Won Mi-Ho é herdeira do grupo Daehan, porém, sua tia faz qualquer coisa para tirá-la do poder. Até que ela arma um escândalo e Mi-Ho é obrigada a passar um tempo na ilha de Jeju. Mas ao chegar lá, coisas estranhas começam a acontecer e seu secretário de maior confiança é um traidor. Na verdade estava ao lado de sua tia e decepcionada ela o despede. Mas, algo toma conta dele e ele se transforma em algo inimaginável. Um homem de terno preto aparece e a salva. Ninguém parece acreditar em sua história e após a traição de seu secretário, Sr. Chang passa a cuidar dela. 

Como ela é perseguida outra vez e a polícia acha que ela usa drogas, ela decide voltar para casa. Mas ao tentar pegar o avião é atacada e então ela finalmente conhece o homem de terno misterioso. Seu nome é Van e apesar de tudo, ela se sente protegida por ele e o contrata como seu segurança. Já que ele vê as coisas que a ataca e pode acabar com elas. Ele conta que são demônios da luxúria e sua missão é acabar com eles. 

Mi-Ho passa a trabalhar na escola de Tam-Ra e conhece uma aluna, Boo Yeom-Ji, que lhe pede ajuda para salvar sua amiga, Lee Su-Ryun, que está sofrendo abusos e  chantagens de um homem com quem saía. Inicialmente Mi-Ho não faz nada. Johan, um padre exorcista que vive na Itália, vem a Coreia para desvendar uma antiga profecia e acaba ficando na casa com Mi-Ho a pretexto de ser o sobrinho de Sr. Chang. 

Quando Su-Ryun faz um ritual para uma árvore antiga ela desperta um mal onde Mi-Ho na tentativa de salvá-la evoca um certo poder que a deixa confusa. Johan, para descobrir a verdadeira identidade de Van, o provoca invocando sua verdadeira identidade e Mi-Ho o vê se transformando em um demônio da luxúria. Ele tenta matá-la mas no último segundo recua. Com o tempo Mi-Ho vai descobrindo porque os demônios a perseguem, porque Van sempre aparece para protegê-la e porque foi atraída para aquela ilha. 

Anos atrás, Van e seu irmão Gungtan, foram criados para matar demônios. O treinamento era terrível, eles viviam como animais e presos. Wonjeong, destinada a salvar a ilha, faz amizade com os irmãos e penalizada pelo modo como vivem, tenta libertá-los mas ela passa mal e desmaia. Van a leva de volta e são punidos pela fuga. Wonjeong cresce treinando para fazer um escudo de proteção para a ilha enquanto os meninos crescem nas mesmas condições sub-humanas matando demônios. Acontece que eles foram submetidos ao sangue dos demônios e por isso eles são meio humanos e meio demônios, segundo os anciãos da ilha, só assim para derrotar os demônios. Mas são desprezados e temidos pelo povo da ilha, onde somente Wonjeong os vê de outra forma. 

Quando finalmente ela está preparada para criar o escudo de proteção, durante o ritual, os anciãos prendem Van e Gungtan e queimam o local que os prenderam. Tomado de ódio pela traição, Gungtam desperta seu poder de demônio e mata todos do vilarejo e vai atrás de Wonjeong. No fim de uma luta, Van acaba matando-a e ela promete à ele que irá voltar para salvá-lo. Gungtan fica a deriva na ilha até encontrar uma seita que lhe dá poderes em troca de realizar o objetivo deles. Enquanto Van, tomado pela culpa, vive na ilha matando os demônios que aparecem esperando que um dia Wonjeong volte e o liberte dessa maldição. 

Quando Mi-Ho recupera suas memórias, deseja treinar para recuperar seu poder, mas Gungtan fará de tudo para impedir. Após Johan encontrar alguém a muito perdido e perdê-lo novamente, se junta a Mi-Ho na luta contra Gungtan e na criação da barreira de proteção. Mi-Ho descobre a verdadeira identidade de Sr. Chang mas depois de aceitar e perdoá-lo, ela decide cumprir logo seu destino. Porém, ela tem duas opções e depois de lembrar como realmente foi sua morte, ela prefere poupar Van, mas ele, fará de tudo para que Mi-Ho sobreviva.












Ano de lançamento 2022

1 temporada 12 episódios 

Elenco Le Da Hee, Cha Eun-Woo, Kim Nam-Gil, Sung Joon, Heo Jung-Hee, Oh Kwang-Rok



Trailer 





Minhas divagações finais 

Tenho que admitir, esse título estava um tempo na minha lista e decide conferir porque vi no elenco Cha Eun-Woo e Lee Da Hee. Cha Eun-Woo eu vi em Beleza verdadeira e ainda não estava totalmente convencida de seus encantos, embora admito que possui uma beleza impressionante. Mas depois vê-lo em A ilha e vê-lo cantando também, pois faz parte do grupo de K-pop ASTRO, entendi porque tem muitas mulheres apaixonadas por ele. Mas foi pecado dar a ele um papel de padre...

Lee Da Hee conheci no reality Single's Inferno (Solteiros, ilhados e desesperados no Brasil). Ela foi uma das apresentadoras do programa e tinha achado ela linda, simpática, maravilhosa e fazia sentido né, ela ser atriz e eu nem imaginava. Achei ela perfeita como Mi-Ho. Sung Joon eu vi a primeira vez em Shut Up Flower Boy Band, ele é ótimo nesses papéis de cara malvado. Mas quem me conquistou mesmo foi Kim Nam-Gil. Não lembro de já tê-lo visto em outro dorama e não é que ele seja um galã, mas nesse papel, achei ele incrivelmente maravilhoso. Apesar de não ter muitos momentos românticos, Van e Mi-Ho tiveram uma química incrível. 

A jornada da descoberta de quem Mi-Ho era, a jornada triste dos irmãos, as consequências dos anciãos que criavam monstros para derrotar monstros, foi tudo maravilhoso. Eu não conseguia parar de pensar nessa história, eu queria muito ver como terminaria e ao mesmo tempo não queria chegar ao final logo. Johan era um padre diferente e achei misterioso seus poderes. E, não acredito que aquele seja o final definitivo dos irmãos. Precisamos de uma segunda temporada urgente. O mal ainda habita o planeta e precisamos de Van novamente. Eu preciso que ele volte... não costumo desejar segundas temporadas, mas dessa vez, aceitava uma terceira, quarta... sem reclamar. 

Claro que tudo muito óbvio e cheio de clichê. Dois irmãos, clichê que um se voltaria para o mal. Clichê que o herói sendo metade demônio ou se transformaria por completo ou morreria. Mas quero acreditar que de alguma forma os dois irão voltar. E já falei que eu amei Kim Nam-Gil? E prestem atenção na história da jovem estudante Boo Yeom-Ji, achava ela insuportável e ao mesmo tempo contraditória. Ela vivia implicando com Van mas queria salvar a amiga. Ela parecia má e boa ao mesmo tempo. Sua história de vida foi chocante. Foi o ponto surreal da história. E mesmo que ela realmente gostasse da vovó, aquela cena dela no final, promete muitas coisas ainda. Por isso espero ansiosa pela segunda temporada. 

E vendo como os irmãos foram cruelmente criados, esperávamos que sentissem ódio dos humanos, mas Gungtan já era naturalmente mal, ele sempre sentiu prazer em matar. Já Van, apesar de não possuir mais sentimentos humanos, algo dentro dele mudou quando conheceu a jovem Wonjeong e sua determinação em esperá-la voltar e recuperar a memória, com certeza merecia um final feliz para esses dois. Mas enfim. 

No mais, super recomendo. 





Nota pessoal 10/10

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