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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Divagações em Siga minha voz no Divagando Sempre

 

Olá Divosos queridos. Hoje trago essa história que já amei por ser em espanhol e ter coreano. Duas paixões em um só lugar.








CONTANDO A HISTÓRIA 

Klara, uma jovem adolescente, passa por momentos difíceis e acaba tendo uma crise na escola, onde os alunos apenas riam dela e a filmaram naquele momento vulnerável. Assim, ela passa a ficar reclusa dentro de sua casa. Entre crises, a companhia de sua irmã mais velha o namorado dela são um grande suporte além de sessões de terapia por vídeo chamada. Ela também passa a escutar um programa de rádio onde o locutor se chama Kang mas nunca revela totalmente seu rosto. Inspirada por sua voz, ela acaba enviando um quadro que pintou, onde desperta o interessa de Kang e os dois passam a trocar mensagens com mais frequência. 

Se sentindo mais forte, Klara decide começar a ir a uma nova escola. Em seu primeiro dia, conhece Diego, um garoto descolado que desde o primeiro momento implica com ela, mas de modo amigável. Então, ela descobre que Kang estuda nessa mesma escola e tenta evitar que ele a veja. Mas eles acabam se conhecendo pessoalmente. 

Os dois enfrentaram momentos difíceis mas quando Kang desabafa sua perda e suas lutas para Klara, uma amiga dele que é apaixonada por ele, se sentindo ameaçada, ao descobrir que Klara enfrentou problemas na escola antiga e conseguiu o vídeo de sua crise, a expõe para todos ver, alegando que ninguém ficaria perto de uma doida como ela. Porém, o que acontece, é que todos ficam ao lado de Klara. A cada dia que passa, ela consegue novas conquistas e começa a se recuperar totalmente, graças aos esforços de sua irmã, de seus novos amigos, de seu novo amor e principalmente por sua própria força de vontade. 


Nota pessoal 10/10








Minhas divagações 

O filme começou muito bem. Embora claramente Klara estivesse sofrendo e se isolando, ela tinha a voz misteriosa para se manter disposta a fazer algo ainda. Klara passou por momentos difíceis e quando teve uma crise na escola antiga, além dos alunos ficarem rindo dela, ainda a filmaram. Por conta disso, ela ficou 76 dias sem sair de casa. Quem não preferiria se isolar a ter que conviver com seres humanos estúpidos. Tudo de ruim que tem no mundo, é sempre o próprio ser humano a causa. 

Eu não sei lidar com conflitos, me dá raiva e fico estressada. E quando aquela garota foi falar para Klara se afastar de Kang porque ela não servia para ele, já me deu nos nervos. Não gosto de pessoas que não aceitam que o outro não gostem dela e faz esse tipo de coisa. Onde que ela afastando Klara faria o Kang gostar dela? E o maior erro nesses casos, é quando a pessoa não conversa com a outra verificando se é verdade. Se Klara tivesse conversado com ele, teria evitado muita coisa. E garotas, se valorizem. Se quem você gosta dá sinais que não sente o mesmo, não importa o que faça, isso não vai mudar. Vida que segue. Nunca faça coisas achando que vai te ajudar mas prejudicando quem a outra pessoa está interessado. Esse é o principal ponto de partida para se romper qualquer chance que tivesse ainda. Eu, odiaria se afastassem quem gosto do jeito que essa menina fez. Quase desisti de continuar. Tive que quebrar regras e avancei o filme para ver com quem ela terminava. E surpresa, a garota ainda teve a pachorra de expor Klara mostrando o vídeo que gravaram dela. Pelo menos esse grupo foi muito melhor, ficando ao lado dela. 

Mas vamos com calma. Fiquei tão exaltada que coloquei o carro na frente dos bois. Vamos lá. Klara passou por momentos difíceis, tanto com a perda da mãe, sua própria saúde e o bullying na escola. Por esses motivos, ela tinha dificuldade de sair de casa. Ela fazia terapia por vídeo chamada e escutava um programa de rádio de um jovem que não mostrava o rosto, mas incentivava quem estava sofrendo a lutar e viver. Klara sem conhecer Kang, se sentia atraída por ele. Mas, quando se conheceram pessoalmente, ela se sentia ansiosa e com medo de não saber se alguém como Kang poderia gostar de alguém como ela. Acontece que os dois viveram experiências traumáticas e se sentiam da mesma forma. Embora Kang estivesse mais avançado em sua cura. 

Só acho que com tanta coisa acontecendo na vida desse casal, a presença de uma garota que se achava e fazia maldade para mostrar que se achava a melhor, foi totalmente desnecessário. Odiei tanto essa garota que nem lembro do nome dela. Acho que por tudo que tentou fazer, deveria ter uma punição melhor para essa aí. 

Quando Diego apareceu, achei que teria uma reviravolta daquelas, pois ele já tinha visto Klara e por isso, quando a viu na sala, já foi falar com ela. Tudo por causa do pai dele. E pasmem, no meio de tantos ouvintes, por que Kang teria uma curiosidade maior em Klara? Eu me perguntava isso, pois tinha achado o encontro dos dois rápido demais, mas, até isso teve uma explicação. Ou seja, teria sido perfeito se não existisse o conflito que a garota tentou armar. Se bem que, acho que ela no fim das contas, nem foi a responsável pelo afastamento de Klara. Talvez o que ela ouviu da garota mexeu com ela, mas o modo como Klara foi conversar com Kang depois e jamais mencionou essa garota, então talvez ela soubesse que no fundo, não tinha importância. E, para completar a perfeição, Diego era só um amigo. Confesso que se não existisse o Kang, Diego seria uma alternativa maravilhosa. 

Gostei muito dessa mistura de culturas. Kang falando em coreano com o pai e a irmãzinha. Só achei estranho a ausência da mãe dele e do pai da Klara. Será que perdi alguma coisa? Só não entendi muito bem a linha do tempo entre o que aconteceu com a mãe da Klara e a própria Klara. Mas não deixa de ser triste. Quando ela mostra para o Kang, eu não estava esperando por isso. Não chorei horrores mas fiquei emocionada. 

Enfim, amo experiências com outras culturas e esse misturou duas que amo. Achei o casal lindo e perfeito. Embora o encontro deles poderia ter sido mais épico né. Ou pelo menos com um pouco mais de mistério. Achei que se conheceram muito rápido. Mas ele mostrando o rosto no final no programa para ela, foi a maior prova de amor que alguém poderia ter. No mais, recomendo. 


Ano de lançamento 2025

Duração 1h 41m

Direção Inés Pintor, Pablo Santidrian

Elenco Berta Castané, Jae Woo Yang

quarta-feira, 20 de maio de 2026

[Review/crítica pessoal] Missão Resgate/The Ice Road no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa ação no gelo. 






A HISTÓRIA 

Mike McCann, é um motorista de caminhão que nos últimos 8 anos, tem se mudado bastante devido aos cuidados que tem com seus irmão Gurty, um ex-militar com traumas de guerra que não tem condições de se cuidar sozinho. Enquanto partem mais uma vez após perder o emprego, Mike recebe uma informação sobre precisarem de motoristas de caminhão, para transportar uma carga pesada através de uma rota constituída de água congelada. 

Uma explosão prende 26 operários em uma mina subterrânea e a empresa sugere que sejam enviados cilindros de várias toneladas para contenção do gás e libertarem os mineiros. Jim Goldenrod aceita o desafio e chama Tantoo, que já trabalhou com ele e tem um motivo pessoal para querer cumprir essa missão, salvar seu irmão que está entre os mineiros presos na mina. Ao encontrar Mike e Gurty e ver as habilidades de Gurty como mecânico, o grupo parte em 3 caminhões, cada um levando um cilindro, onde na pior das hipóteses, somente um é necessário para salvar os mineiros. 

A empresa que os contratou, manda um funcionário junto para garantir o sucesso da missão. Mas, no meio do caminho, atravessando uma perigosa parte de estrada de gelo, descobrem que um dos caminhões foi sabotado e acabam perdendo um deles. Além dos perigos da rota mortal, Mike descobre que há uma conspiração para a missão falhar. 







Ano de lançamento 2021

Duração 1h 43m

Direção Jonathan Hensleigh

Elenco Liam Neeson, Amber Midthunder, Marcus Thomas, Lawrence Fishburne, Benjamin Walker 



Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheço Liam Neeson de alguns filmes e concordo que quando tem ele no elenco, o filme vai ser bom. Não imaginava a reviravolta que teria a missão, uma vez que pelo o que havia entendido, o único obstáculo seria atravessar uma estrada de rio congelado para chegar ao destino, carregando toneladas em caminhões. Pensei que o vilão da história fosse o tempo, mas é claro que é sempre o próprio ser humano. 

Desde o início da explosão, podemos desconfiar que houve algo errado, mas descobrir toda uma conspiração para abafar o caso contratando "ajuda" quando na verdade já tinha um plano para essa ajuda? É macabro demais. Você acha que só vai transportar uma carga pesada, em uma estrada perigosa, ganhar um dinheiro e de quebra ser um herói, quando na verdade só assinou seu contrato de morte. Nem um por segundo suspeitei do idiota que foi com a Tantoo. E mesmo que Jim tenha sido sabotado, para quem estava assistindo vendo de fora, suspeitaria do sujeito. De cara já foi insinuando coisas sobre Tantoo. Caiu minha ficha ali. 

Então, achamos que a intriga seria só do lado de fora, mas entre os sobreviventes ali, também acontecem discussões acaloradas e entre eles, descobrem também a sabotagem e os traidores dentro da equipe. Além de alguns terem se vendido a custa de vida de outros mineradores, sabiam o que estava errado. Agora, dependiam se teriam ajuda para conseguirem saírem dali. 

Além de todo o drama, ainda temos o relacionamento dos irmãos Mike e Gurty. Embora fosse difícil cuidar do irmão, Mike só tinha ele como família. Então, confesso que fiquei chocada com o desdobramento dos acontecimentos. Mas mais chocada ainda é em como as pessoas amam criticar filmes dizendo o quanto são genéricos. Sim, já vimos muitas histórias sobre um cara meio idoso solitário que vira o herói local. Eu te pergunto, tem como fazer diferente? Então vai lá e faça. Acho que criticar algo que não gostou apenas dizendo que é porque é genérico? Não me convence. Eu sempre falo que por mais clichê que seja, quando é bom, vale a pena pela experiência em ver outros atores contando a mesma história. Eu pelo menos não ligo para os genéricos. 

Apesar da idade, acredito que agora Liam deva se aposentar em algum momento desses filmes de ação. Porém, enquanto isso não acontece, podemos curtir seus filmes. Vi que tem uma sequência então, assim que puder vou conferir. Esse filme me lembrou Sisu, por ser ação de um homem de meia idade do tipo solitário, que estava só fazendo seu trabalho e de repente se vê em uma luta pela sobrevivência. Eu sempre acho interessante essa temática. 

Fazia tempo não via nada do Lawrence, achei boa sua participação, embora curta demais. Tantoo foi interpretada lindamente pela Amber, embora tenha alguns trabalhos no currículo, não a conhecia. Mas, confesso que o desgraçado do Varney, foi bem interpretado por Benjamin, eu não tinha simpatizado com ele em nenhum momento, mas para mim era só mais um idiota. Fui enganada completamente. Marcus Thomas posso ter visto em algum filme mais antigo, mas não me lembro dele. Porém, achei seu personagem bem interpretado. Inicialmente pensei que ele fosse autista. Uma pena seu final. 

No mais, eu particularmente gostei. Surreal pensar existir empresários tão sangue frio a ponto de considerar mineiros mortos insignificantes e seguir com a vida como se nada tivesse acontecido. Fora ter planejado acabar com os motoristas dos caminhões que foram contratados para salvar os mineiros. Um plano diabólico demais. 

Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Divagando sobre Herege no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Filmes de terror psicológicos são para mim, em sua maioria bem assustadores. Mas, esse não foi exatamente o que achei que fosse. 






A HISTÓRIA 

Sister Barnes e Sister Paxton são missionárias na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e cumprem um itinerário com nomes e endereços de pessoas que precisam visitar para levar a palavra do Senhor e possivelmente convertê-los. A última parada no início de uma tempestade, foi a casa do Sr. Reed.

Barnes e Paxton começam seus discursos sobre a religião com gotas de chuva já caindo sobre elas. O Sr. Reed as convida para entrarem, mas com a promessa de que existe uma Sra. Reed preparando uma torta de blueberry e que logo se juntaria ao grupo, uma vez que as regras das missionárias diz que uma mulher deve estar presente na casa junto delas. Porém, conforme a conversa vai progredindo, Reed começa a mostrar sua opiniao sobre a religião e as meninas descobrem então, que não existe uma Sra. Reed.

Reed dá uma chance de escolha às duas, revelando duas portas onde uma representa a Fé e a outra Descrença, as meninas precisam escolher de forma correta para encontrar a saída. Após mentirem sobre ter recebido uma ligação da Igreja para irem embora, Reed sabe que elas não tem para onde ir e se quiserem sobreviver, precisam fazer o que ele manda. 

Paxton escolhe a Descrença, Barnes a Fé. Mas o que elas descobrem é algo insano e assustador e precisam entender os reais motivos de tudo aquilo se quiserem sobreviver. O que Reed quer, é provar a verdade sobre a religião, mas o que descobrem não passa de um fanatismo psicopata de Reed. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 51m

Direção Scott Beck, Bryan Woods

Elenco Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe East



Trailer 





Minhas divagações 

Fazia tempo não via algo do Hugh Grant e diga-se de passagem, ele foi assustador de modo simpático. Faz sentido? Confesso que não fazia ideia do rumo dessa história. Procrastinei para ver pois achava que seria um terror do tipo manter as meninas presas e abusar delas. O jogo de questões religiosas, realmente te pega de surpresa. Para quem não é muito centrado nesse contexto, como eu, pode ficar meio perdido com os diálogos, pode não achar tão significativo mas acaba refletindo sobre o tema. 

De início achei a Paxton mais inocente, ela sofria bullying por ser religiosa embora soubesse mais coisas do que Barnes, embora a tenha achado mais centrada, não imaginei que fosse a primeira a cair. O primeiro erro delas foi entrarem na casa. Já li um livro onde os missionários visitam casas para converter as pessoas e não importa o tempo, ou seja, a década que acontece, para mim, não existe perigo maior do que esse trabalho de ir em porta em porta, pregar a palavra do Senhor. Aqui, existem variáveis do que se pode acontecer e por ser duas jovens, já parti para o lado abusivo da coisa. 

Um ponto que achei curioso, é que, como Reed sabia do que tinha no braço de Barnes. Não vi NINGUÉM comentando sobre para me iluminar. Mas analisando o rumo da história, acredito que possa ter sido duas coisas. Como tudo estava saindo do controle, Reed improvisou essa parte para dar mais credibilidade no seu projeto e fazer Paxton acreditar mais na sua história e inventou aquilo ou de última hora, não tendo nada ali ele pegou qualquer coisa para dizer que estava implantado na menina. Confesso que pulei essas parte porque achei grotesco demais e talve tenha perdido algo importante. Só vi quando ele começou a tirar e voltei a ver quando ele mostrou o objeto a Paxton. E, como Paxton sabia ser o que era? Também blefou? 

Vi alguns comentários, resenhas e críticas com opiniões diferentes, mas sobre o final, a maioria chegaram a mesma conclusão. E aqui é SPOILER. ATENÇÃO. Paxton sai da casa mas a maioria acredita que ela morreu no confronto com Reed. Eu também tive essa sensação, pelo ferimento dela. Mesmo que conseguisse se arrastar pela casa, morreria em algum momento principalmente porque não teve chance de pedir socorro. E na minha opinião, teria sido muito mais interessante e questionador, se, Barnes e Paxton tivessem seguido por portas diferentes e se encontrado no final. 

Quanto a religião, é um assunto extremamente frágil, principalmente para os crentes fervorosos. Como não sou ligada a nenhuma religião, achei interessante o fato de um psicopata usar isso para torturar crentes os testando em sua teoria sobre Fé e Descrença. Já diziam os mais velhos, existem louco para tudo. 

Quanto as atuações, achei que inicialmente Barnes foi uma personagem forte e marcante, mas foi superada por Paxton no final. E Reed? Que atuação de Hugh Grant, me deixou desconfortável e apreensiva a maior parte do tempo. Embora fosse um jogo religioso, achei mesmo que iria ter muito mais violência do que realmente teve. Quanto as questões religiosas, não me senti ofendida, não mudei minhas crenças, só achei um absurdo usar jovens para tentar conventer as pessoas. Se for uma família que visivelmente vemos ali completa, mesmo que sejam acolhedores ou hostis, é diferente de um homem sozinho com cara de simpático. Nunca se sabe onde um psicopata está. 

No mais, contrariando todas as expectativas e críticas positivas, não achei grande coisa. O início na verdade achei bem parado e mesmo que as meninas fossem preparadas com seus discursos de uma mulher precisa estar presente quando há um homem na casa, não tem como saber se a mulher não vai ser cúmplice do homem ou obrigada a ser uma. Resumindo, bater de porta em porta é perigoso de qualquer forma. Ainda mais em uma casa isolada como a de Reed. Se elas só tivessem ido embora, nada disso teria acontecido. Mas fiquei com outra questão, e aquelas mulheres no porão? Também eram missionárias? Se sim, de onde vieram? Ninguém deu por falta delas? E no final, ficou por isso mesmo? 

Enfim. Nota pessoal 6/10

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Divagações sobre Resgate em grande altitude/Cleaner no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Prontos para a ação?






A HISTÓRIA 

Joey, atualmente trabalha como limpadora de janelas e para não perder o emprego, acaba levando seu irmão junto enquanto termina seu trabalho. Apesar da impaciência de Michael, tudo daria certo e Joey só teria um problema no final do dia, porém, seu chefe, sádico e querendo lhe dar uma lição, deixa Joey do lado de fora do prédio bem na hora que este é invadido por ativistas. Joey acaba ficando presa fora e observando o desenrolar do ataque. 

Inicialmente parecia que o grupo queria apenas pegar os peixes grandes e revelar seus segredos de sucesso a custa de consequências graves para o planeta. Marcus, líder do grupo, segue a regra apenas de expor os culpados, nada de assassinatos. Porém, um deles se volta contra Marcus mudando o curso do ataque para terrorismo. Ele planta bombas pelo edifício com um detonador ligado a seus batimentos cardíacos. Joey com a ajuda da tenente da polícia, tenta entrar no edifício para salvar principalmente seu irmão. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Martin Campbell

Elenco Daisy Ridley, Taz Skylar, Clive Owen



Trailer 





Minhas divagações 

Ultimamente tenho buscado filmes curtos e por isso esse chamou minha atenção. Enquanto assistia, obviamente não reconheci alguns atores, mas quando vi os nomes do elenco, pensei, Taz Skylar? Onde vi esse nome? Quando fui ver que filmes ele tinha feito, que surpresa, ele fez o Sanji na série Live Action de One Piece. Definitivamente sou péssima com fisionomias. E não para por aí,  a própria Joey também é conhecida, ela fez a última trilogia de Star Wars.

Li vários comentários falando sobre esse filme ser uma imitação deslavada de Duro de matar. Bom, vi certas semelhanças mesmo, tipo uma única pessoa que estava no local na hora do atentado ser aquele que teria mais chances de salvar a todos, ter um familiar próximo no local e ser policial ou ex agente ou coisa parecida. E também contar com um tenente de polícia do lado de fora. Fora isso, se não tivesse lido sobre isso, não teria pensado em Duro de matar. 

Quanto a história, é o que sempre digo, não tem como exigir que seja diferente no mundo de hoje, onde falta criatividade para novas histórias, sempre terá um elemento que lembrará de outro. No entanto, embora não seja tão inovador, acabei achando emocionante. Joey é uma ex-soldado afastada que trabalha como limpadora de janelas em um edifício empresarial com vários andares. Como tem problemas de horários e com seu irmão, para não perder o emprego, ela acaba o levando junto. 

Infelizmente seu superior a deixa de "castigo" demorando mais tempo do que devia para tirá-la do lado de fora. Isso acaba custando sua própria vida quando os terroristas invadem o local. O que começa como apenas um ataque de ativistas, se transforma em terrorismo quando um deles se volta contra o líder, e muda o rumo da missão. Antes era apenas mostrar ao mundo a falcatrua desses empresários a custos da natureza e transformando em assassinato quando Noah, decide que para salvar o planeta, sacrifícios humanos são necessários. 

Noah foi um personagem interessante, pois jamais desconfiaria dele. Mas muito óbvio que para uma missão dessas, deveria haver um infiltrado ali. Michael também foi bem interessante. Apesar de não se manter em nenhum lugar, ele foi bem útil e ajudou muito a irmã. Agora Joey, foi bem animador ver como ela carregou a trama nas costas. Realmente, pensando assim, já vimos muitas histórias desse tipo, mas acho que ação nunca é demais. Porém,  a intenção de Marcus ainda era inofensiva, quando era só expor os envolvidos das indústrias que enganavam a população. Já Noah foi excêntrico planejando matar todos, inclusive ele mesmo e sua equipe. 

Mas, quem acabou não fazendo nada foi a tenente que estava de mãos atadas. Sorte ter confiado em Joey. Afinal, tecnicamente era uma civil. Não nego que achei emocionante o reencontro dos irmãos. Juro que pensei que Michael não obedeceria a irmã e iria atrás dela. Mas não dá para negar que o filme sofre certa lentidão dos acontecimentos. Primeiro temos a apresentação de Joey e seu relacionamento com o irmão. Assim como temos sua interação com seu colega de trabalho Noah. A entrada dos terroristas foi muito fácil e Noah assumir o comando também. Até Joey conseguir finalmente entrar no arranha-céu e de fato fazer algo, já é quase o fim do filme. Porém, para quem curte ação sem exigências, é um prato cheio. 

Apesar de clichê,  amei a referência sobre Vingadores Ultimato. Ela fazendo o truque do Homem de ferro contra Thanos, foi soberbo. Se, Noah só tivesse seguido os planos de Marcus, quem sabe o que teria acontecido? Expor criminosos é bem diferente de ser um assassino. De qualquer forma, foi um filme divertido. 


Nota pessoal 8/10

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Divagações sobre O ASSASSINO DO CALENDÁRIO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse suspense com reviravoltas não tão surpreendentes mas satisfatórias. 






A HISTÓRIA 

Jules, trabalha em uma linha direta para mulheres que estão indo sozinhas para casa no meio da noite. Era uma noite aparentemente comum quando Jules recebe a ligação de Klara, uma mulher visivelmente perturbada que nem se deu conta que havia ligado para alguém. Aproveitando que foi para um centro de ajuda, ela conta o que lhe aconteceu. 

As últimas notícias são sobre um serial killer que a mídia está chamando de O assassino do calendário. Ele deixa uma data marcada para a vítima e a escrita você ou ele. Klara, diz a Julian que é uma dessas vítimas, que acordou um dia em um porão com essa mensagem. Mas seu marido não acreditou nela nem a polícia. Para piorar, ela sofre violência doméstica e seu marido acabou de levá-la à um lugar perturbador onde ela só fugiu. Quando questionada por Julian os motivos de continuar com um homem assim, ela explica várias razões para mulheres como ela continuarem em seus relacionamentos abusivos. Em um ato de desespero, ela tenta o suicídio. Jules conta sua história, tenta ajudá-la, fala sobre sua esposa e filha e tenta manter Klara na linha. Após varias decisões difíceis o confronto final acaba reunindo Jules, Klara e seu marido. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Adolfo Kolmerer

Elenco Luise Heyer, Sabin Trambea, Friedrich Mücke



Trailer 





Minhas divagações 

Pelo título, pensei ser um suspense diferente. Não lembro porque coloquei na minha lista. Começamos com Julian trabalhando de casa atendendo ligações de mulheres que estão voltando para casa tarde da noite e para não se sentirem sozinhas, ligam para esse atendimento. Tudo muda quando Jules recebe uma ligação de Klara e para piorar, ela diz ser vítima do famoso serial killer do calendário. Jules tenta ajudá-la da melhor forma possível. 

Nesse filme, confesso que ao procurar dados sobre origem, apareceu uma página onde o sujeito simplesmente revelava nas primeiras linhas quem era o assassino, assim, sem aviso de spoiler nem nada. Então, não nego que ficou mais fácil ir juntando as peças enquanto a história se desenrolava. Então a partir daqui pode conter spoiler leve. Ou não. 

Jules trabalhava de casa e sua filha dormia no quarto. Eventualmente ele passa a ouvir barulhos estranhos e se mantem vigilante ao mesmo tempo em que seu pai, tentava falar com ele. Aqui, a construção dessa relação com o pai, girava em torno de suspense e ao mesmo tempo foi duvidoso. Não entendi exatamente se o pai dele era uma espécie de policial, mas algumas vezes pareceu bem suspeito. Principalmente por ter encontrado a casa onde Klara estava. 

Apesar do suspense ser interessante, achei muitas coisas questionáveis. Porém, você começa a suspeitar do assassino por pequenas provas que vão aparecendo conforme ele fala com Klara. Mas o mais interessante é que embora o tema seja o assassino do calendário, a trama se converte em Klara e os abusos que sofriam do marido. Pela filha ela aceitava tudo. Mas a última experiência em que seu marido a obrigou participar, foi o gatilho para ela pedir ajuda. Via-se que seu marido ela controlador já no jantar, quando é grosseiro com uma amiga de Klara e quando a obriga a comer algo que ela não gosta. 

O final não foi tão surpreendente porque eu já sabia quem era o assassino, só me faltava encontrar pistas de como era possível ser essa pessoa. E quando fui juntando as peças, tudo foi fazendo sentido. Mas, apesar de tudo, foi um suspense um pouco fraco. Mas apesar da reviravolta final, o tema foi importante, para mulheres como Klara e há várias razões para mulheres como ela não denunciarem seus maridos. O que o assassino fazia, era dar uma escolha para essas mulheres se livrarem de seus abusadores. O que não entendi foi se ele matava o casal, quando a mulher não conseguia matar o marido. Mas, se o assassino se revelava para pressionar a vítima, se ela viu seu rosto, ele deixaria a mulher livre? No caso de Klara, seu modo de fazer o trabalho sempre foi daquele jeito ou ela foi diferente? No caso, ela e seu marido viram seu rosto, mesmo se ela matasse ele, o que seria dela? 

Claramente o assassino era perturbado. Achava que estava fazendo justiça para mulheres que sofriam abusos, mas não sei onde ele achou que matando elas também resolveria algo. Se ele tinha conhecimento dos abusadores, poderia apenas matá-los,  ainda dava para deixar a data marcada para a esposa a avisando, mas aí acredito que no fim a esposa seria uma suspeita, mas melhor que acabar sendo morta. A situação de Klara era mais complicada por seu marido ser influente e ela ter histórico de problemas mentais já tendo sido internada. Isso me lembrou A empregada, onde o marido fazia a mesma ameaça de internar a esposa novamente se não fizesse o que ele mandava. Até achei o marido dela suspeito. Mas ele parecia idiota de mais para isso. 

O pai de Jules não parecia suspeito mas estranho. Ele queria ajudar o filho procurando Klara por qual motivo? E, o próprio Jules acaba sendo suspeito porém como ele trabalhava de casa, parecia impossível que fosse o perseguidor. Embora algumas coisas Klara possa ter imagino com sua mente perturbada pela pressão do dia. A data que o assassino colocava nas paredes eram datas do dia do casamento das vítimas. Como Klara comemorava o seu, ela só tinha aquela noite para sobreviver.

Após uma luta com o assassino, o casal sobrevive e você não acredita que o marido sai impune. Mas a justiça de Klara é melhor do que a do assassino do calendário. Ela não virá uma assassina, expõe o marido e dá coragem a outras mulheres de fazerem o mesmo. No final do filme, vemos uma mensagem sobre a quantidade de mulheres que sofrem abusos na Alemanha. Aqui no Brasil vemos direto notícias sobre homens que mataram suas companheiras por não aceitarem o filme do relacionamento. Em outros países sempre tem histórias de violência doméstica contra a mulher. É difícil confiar em alguém quando entre quatro paredes não se sabe do que o companheiro é capaz. O que leva um homem a agredir a própria esposa? É incompreensível essas atitudes. Li algumas críticas negativas sobre o filme, mas vindo de homens que me pareceu insensível ao menosprezar a violência doméstica. O filme infelizmente não trabalhou muito bem esse tema, confundindo as situações. Mas dizer que foi ruim por causa dessa trama é ignorar que de fato essas coisas existem. 

É um suspense lento no início, frenético e surpreendente no final. Se reparar em Jules desde o início, verá que ele é mais complicado do que as mulheres que ligam para o serviço. E o Vigo coitado, eu achava estranho um homem barbado ser babá da filha da Klara, mas ele era só um garoto. Por isso foi rendido facilmente. Teve momentos que Jules andava pela casa procurando possíveis invasores pois escutava coisas, cheguei a pensar que ele delirava depois de tudo que passou com a esposa. Mas fez sentido quando você vai juntando as peças. 

No mais, não é um filme espetacular mas foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

segunda-feira, 13 de abril de 2026

[Review/crítica pessoal] Conclave no Divagando Sempre

 

Olá amigos Divosos. Hoje trago esse filme sensacional sobre a escolha de um novo Papa. 






A HISTÓRIA 

Após a morte do Papa, o Colégio Cardinalício, sob a liderança do Decano Lawrence, se reúnem para eleger um sucessor. Entre os mais votados estão Aldo Bellini dos Estados Unidos, Joshua Adeyemi da Nigéria, Joseph Tremblay do Canadá e Goffredo Tedesco da Itália. Eventualmente Lawrence recebe alguns votos mas ele não se acha digno de ser Papa, por isso incentiva seus apoiadores em votar em outro. De última hora, chega o arcebispo Vincent Benítez, de Cabul, nascido no México, a quem o Papa nomeou In Pectore (nomeado em segredo).

O arcebispo Janusz, diz a Lawrence que o Papa havia exigido a renúncia de Tremblay, fazendo com que Lawrence a contragosto, passe a investigar a vida dos candidatos. Lawrence chega a um acordo comum com Bellini de que não podem permitir que Tedesco seja eleito, pois sua campanha contradiz com tudo o que o Papa anterior lutou. Mas os favoritos vão caindo quando escândalos começam a ser revelados. Lawrence então cogita dirigir seu voto a si mesmo, mas um ataque terrorista atinge a capela com uma explosão e com todos reunidos Tedesco inicia um discurso inflamado incitando uma guerra religiosa quando é repreendido por Benítez que faz um discurso sobre a luta contra a violência e valores perdidos da Igreja. Com isso, segue a votação e finalmente um Papa é escolhido. 








Ano de lançamento 2024

Duração 2h

Direção Edward Berger 

Elenco Ralph Fiennes, Stanley Tucci, Isabella Rossellini, Carlos Diehz, John Lithghow, Sergio Castellitto, Lucian Msamati


Trailer 





Minhas divagações 

Ralph Fiennes e Stanley Tucci são atores conhecidos e por isso, se tornaram meus preferidos no filme. Obviamente acreditei que por Lawrence não querer se tornar Papa, eventualmente ele se tornaria um no final. Principalmente por uma frase dita acho que por Bellini sobre o melhor ser  aquele que não deseja ser Papa. Também lembrou a história do Papa Francisco em Dois Papas, quando ele questionava aa divergências do Papa Bento XVI.

Mas, eis que, Conclave não é uma história real, a não ser de fato como é escolhido o novo Papa. Os cardeais se reúnem e ficam isolados até ter um número específico de votos para um candidato. A primeira votação não chegou nem perto, mostrando como ainda estavam divididos. Porém, até mesmo da igreja, o que pensando bem não é de hoje, houve corrupção e segredos que Lawrence aos poucos acabou descobrindo, o que me levou a torcer por ele ser o escolhido. 

Achei que Bellini seria um forte candidato, mas infelizmente ele também havia sido corrompido. Um a um, além de Tedesco, foram encontrados pontos que fizessem o melhor a ser seguido, ser o próprio Tedesco. Mas Lawrence estava desanimado a ponto de questionar o quão ruim seria se ele fosse eleito o Papa. Em um ato de desespero, Lawrence decide votar em si mesmo, mas um atentado terrorista interrompe a votação e Tedesco acaba mostrando seus ideais em um discurso de ódio incitando uma guerra religiosa. Porém, Benítez o cala com um discurso contra a violência e ressalta como esqueceram os valores da igreja e o que realmente é ser Papa. Será que se não fosse o atentado, Lawrence seria eleito Papa? Ou Tedesco?

Eu achava que o filme era baseado no Papa Francisco, mas então lembrei que já teve o Dois Papas e o filme foi lançado um pouco antes de sua morte. O isolamento para a votação e o fato de ser em italiano durante a cerimônia, é real. O resto pelo que li foi fictício. Embora eu ache que a corrupção ali dentro também seja real. Como dia, acho que foi Tremblay ou Adeyemi que disseram que errar fazia parte de ser humano, que nem mesmo eles eram perfeitos. Isso, que os dois estavam envolvidos em escândalos. 

Obviamente que filmes envolvendo a igreja, Jesus, Deus ou qualquer religião, será sempre polêmica. Mas, eu sempre acho fascinante, mesmo não sendo religiosa. As cenas dentro da capela, eram maravilhosas. Embora ache o processo de votação do Papa meio claustrofóbico por até mesmo as janelas serem fechadas e ficarem naqueles quartos, embora parecesse confortáveis, mas ser mais como uma prisão. 

Infelizmente minha visão da igreja é de ser assustadora por conta dos filmes de terror que já. As freiras então, nem se fala. A igreja por ser cercada de estátuas e seus vitrais coloridos e com aquele silêncio que faz eco, deixa um ar meio sinistro. Fora a sensação de ser observado pelas estátuas ou figuras das igrejas. Mas não nego que o coro seja lindíssimo e o sermão do padre as vezes seja interessante. 

Mas enfim, voltando ao filme. Não esperava muito do filme, mas me surpreendi. Em nenhum momento foi entediante, teve suspense e um final surpreendente. Apesar do novo Papa também ter um segredo, Lawrence deixou por isso mesmo e acredito que vem muito a favor dos propósitos na qual o Papa anterior lutava pelos fiéis e por isso, protegeu essa pessoa até o fim. Há muitas curiosidades sobre a igreja, o papado, diferenças entre ficção e realidade no filme, mas de qualquer forma, foi bem interessante conhecer esse mundo sagrado. 

Ralph Fiennes com certeza arrasou na interpretação, principalmente depois que o vi em O menu. Dois personagens completamente diferentes. Foi um suspense intrigante, leve e memorável. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 17 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Pecadores/Sinners - Divagando Sempre

 

Olá Divosos Pecadores. Hoje trago esse excelente filme indicado ao Oscar. 






A HISTÓRIA 

Smoke e Stack, dois irmãos gêmeos, voltam ao Delta do Mississipi após alguns anos fora. Com dinheiro roubado, eles compram uma serraria de um fazendeiro racista e pensam em abrir um bar com música ao vivo, voltado para a comunidade negra local. Sammie, primo dos irmãos e aspirante a guitarrista, se junta ao grupo. Os irmãos ainda recrutam mais colaboradores como o pianista Delta Slim, a cantora Pearline, a ex-esposa de Smoke Annie, como cozinheira, os comerciantes chineses Grace e Bo como fornecedores e o lavrador Cornbread como segurança. Mary, uma ex namorada de Stack, após a morte da mãe, vai atrás dele e acaba ficando para a inauguração do bar. 

Sammie toca durante a inauguração chamando a atenção de Remmick, um irlandês que conhece um casal da Ku Klux Klan e oferecem dinheiro e boa música em troca de entrarem no bar. Desconfiados, os irmãos mandam o trio embora mas depois de conversar com Stack, Mary vai atrás do trio para obter informações e lucros para os irmãos. Porém, algo acontece com ela e depois de ficar a sós com Stack, a noite sai de controle e agora os sobreviventes remanescentes no bar, precisam encontrar meios de se manterem vivos até o nascer do dia. 










Ano de lançamento 2025

Duração 2h 17m

Direção Ryan Coogler

Elenco Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Miles Caton, Wunmi Mosaku, Delroy Lindo



Trailer 





Minhas divagações 

Demorei para ver o filme principalmente porque não fazia ideia sobre o contexto. Eis que, descubro ser sobre vampiros e fui começar a ver no dia do Oscar. Vi mesmo que o filme estava muito falado mas fiquei meio na dúvida por Michael B. Jordan interpretar os dois irmãos. Diga-se de passagem, foi incrivelmente maravilhoso. 

O gênero do filme é terror, ação e fantasia. Fantasia tem muito mesmo, ação mediana, já o terror, depende da interpretação. Os vampiros aqui são a moda antiga, me lembrou dos vampiros do filme Os garotos perdidos que revi recentemente. Eles precisam de convite para entrar nos locais, são afetados por alho e prata e morrem com estacas no peito e na luz do sol. Fora o líder que se for morto, aqueles ao seu redor morrem com ele. 

Eu, como fã de terror e vampiro, confesso que não achei grande coisa. Mas, achei a história até que interessante. Principalmente porque tudo aconteceu praticamente em um dia. Os irmãos chegam na cidade, compram o local para o bar e já inauguram na mesma noite. Mesmo que os vampiros não causassem o estrago que fizeram, de qualquer forma, o homem que vendeu o celeiro no final, armaria para cima dos irmãos causando uma tragédia da mesma forma. 

Quando comecei a ver o filme, não havia reparado que os irmãos usavam cores diferentes. Passei a notar quando vi um comentário falando sobre. Mas, como não consegui ver o filme legendado, tive que ver dublado e como os irmãos se chamavam me confundia mesmo com as cores. Mas dava para perceber as diferenças nas personalidades. Eu achava que Stack fosse o líder, o cara que fazia e sabia das coisas, mas ele era o mais malandro e Smoke o mais sério. Porém, o final para mim foi surpreendente. Achei que apesar de tudo, o protagonista final fosse o Sammie. Depois de tudo o que passou e principalmente por começarmos a História com ele sendo o final do filme. E também porque o jovem ator entregou um excelente personagem aqui. 

A trama tem início com aquele mistério do aparecimento de Sammie na igreja do pai. Então, voltamos algumas horas no tempo para conhecermos sua história. Temos a chegada dos irmãos e então, um a um, vamos conhecendo as pessoas recrutadas por eles e que ficarão até o final enfrentando os vampiros com eles. Os motivos do vampiro querer Sammie para mim foi medíocre, poderia ter sido melhor. O fato de se transformarem e ficarem do mal, é um caso curioso para cada história de vampiros. A melhor para mim ainda continua sendo Entrevista com o vampiro. Eu achava que ficavam fora de controle por causa da fome, mas provou que eles poderiam ser diferentes, como o final mostrou. A transformação aqui também é mais rápida. Muita coisa achei bem nostálgica mostrando os vampiros das antigas mesmo. Esse tipo sempre foi o melhor. 

Tudo o que os irmãos queriam, além de dinheiro claro, era proporcionar a comunidade negra um espaço só para eles. Naquelas poucas horas antes da tragédia acontecer, como Sammie diz no final, até o por do sol, foram as melhores horas do dia dele. O filme retrata também o racismo forte naquela época, vê-se pelo final onde o vendedor do celeiro pretendia matar todos ao amanhecer. De qualquer forma, os irmãos trouxeram a tragédia com eles. 

Embora Michael B. Jordan tenha atuado com excelência e merecido ganhar o Oscar, mais dois atores se destacaram para mim nesse filme, o jovem Miles Caton e em contrapartida, o mais velho Delroy Lindo, que a propósito foi indicado como melhor ator coadjuvante. Não venceu, mas só pela indicação mostra seu enorme carisma e talento. Dos indicados ao melhor filme, só vi esse, Pecadores e O agente secreto, que são filmes com histórias completamente diferentes mas entregam atuações maravilhosas, também uma fotografia excelente. Eu imaginava que nenhum dos dois ganharia o melhor filme, mas vou conferir o vencedor ainda para ver se foi merecido mesmo. Mas enfim, Pecadores para mim foi muitas coisas, foi um misto de sentimentos enquanto assistia, mas o início, apesar de lento, foi maravilhoso. As músicas foram incríveis. Mas no quesito terror, apesar de amar vampiros, deixou meio a desejar. Mas também porque teve que ser corrido por ser tudo acontecendo no mesmo dia. A existência dessas criaturas eram místicas, e por mais que quiséssemos um aprofundamento da história deles, o tempo era curto. Eles precisavam resolver até o nascer o dia e ainda, depois disso, Smoke teve que resolver o caso do racista que lhe vendeu o celeiro. Que diga-se de passagem, foi a melhor parte do filme para mim. 

De todas as mulheres, a maior perda foi da Annie. Sempre tem que ter aquela que fraqueja pelo homem e a mulher da vez foi Grace. Se ela não tivesse feito o que fez, o que teria acontecido? Se tivessem esperando até o nascer do dia, teriam chances? E o racista vendedor do celeiro?  Teria aparecido? Se tudo tivesse acontecido diferente, e o outro irmão que sobreviveu visto o que o racista fez, teria ido atrás dele? Teria sido um final mais interessante se todos tivessem sobrevivido a noite, mas, aí, Remmick continuaria tocando o terror e o que Stack faria? A bem da verdade, poderia ter várias possibilidades, mas esse final apesar de tudo foi satisfatório. Sammie era tão determinado em realizar seus sonhos, que mesmo depois de tudo que enfrentou, ele nunca desistiu. Com certeza foi um filme épico. 






Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um anjo em nossas vidas - Divagando Sempre

 

Olá Divosos amigos. Hoje trago esse filme emocionante com uma pessoinha maravilhosa. 






A HISTÓRIA 

Edgar é um prisioneiro que está doente e é transferido para um hospital com mais recursos. Ele precisa de um transplante de rim. Enquanto está no hospital é vigiado 24 horas e algemado a cama. Perdeu contato da família após ser preso. 

Lucy é uma menina de 5 anos que mora com os pais e passa a ver o avô que morreu poucos anos atrás. Ela começa a ficar doente e acaba internada. Antes de ir para o hospital, ela dizia sonhar com um homem triste e acaba encontrando Edgar e dizendo que ele é o homem triste dos seus sonhos. Obviamente seu pai vendo que Edgar é um presidiário, exige que Lucy não fale com ele. 

Com sua condição de saúde piorando, seus pais revezam para ficar com ela no hospital. Assim, todas as noites, enquanto um dos pais dormem, ela sai do quarto na companhia do avô e vai falar com Edgar. No caminho para seu quarto, conhece outros pacientes também. Lucy cheia de fé, garante a todos que encontra que Jesus os ama e tudo dará certo. 









Ano de lançamento 2020

Duração 1h 27m

Direção Rob Diamond

Elenco Scarlett Diamond, Vincent Vargas, Adam Hightower, Florencia Contreras Stevens, Shawn Stevens



Trailer 





Minhas divagações 

Esse é um dos filmes que vi no shorts do YouTube faz um tempinho e sempre procrastinei para vê-lo. Imaginava que seria emocionante mas a atriz que interpreta Lucy, Scarlett Diamond é tão fofinha, que nos faz chorar horrores no final. A sua personagem assim como a atriz, foram mega cativantes. A história por mais que seja marcante, é tipica de sessão da tarde, mas que nos emociona fortemente. 

A única pessoa que não gostei foi do pai da Lucy. Mesmo que ele não acreditasse que ela via o vô, acho que a forma como ele tratou isso foi meio rude para uma criança. Assim como sua proibição de falar com Edgar. Sem mais explicações, só porque ele não queria. Se fosse outro tipo de filme, a falta de diálogo poderia ter desencadeado o pior. Mas, como o enredo era simples, Lucy tinha só que obedecê-lo. Embora ela dissesse que não falaria e depois sairia do quarto para visitar Edgar. Outro personagem detestável foi um dos guardas que vigiava Edgar. Que ser insuportável. Como não foi falado qual o crime de Edgar, não dava para entender o motivo do policial desprezá-lo tanto. Acho que poderiam ter falado qual o crime dele para vermos se ele mereceu essa segunda chance. Dependendo do crime não acho que a pessoa mereça, mas aí é tópico para outro assunto. 

O fato do vô estar ali, poderia ser várias coisas, mas pelo semblante triste dele, óbvio que estava esperando pela Lucy. E já sabemos o desfecho quando Lucy pede para o pai prometer que doará seu rim para Edgar. Só acho triste que não aprofundaram nesse personagem. Como questionei antes, poderiam ter falado seu crime para entendermos melhor o tratamento que recebia do guarda e o motivo dele mesmo acreditar que ele não merece viver. Para a família dele ter se afastado não foi um roubo comum, muito menos para ter esse tratamento de vigilância constante. Só o fato de ser grande, tatuado e ter cara de mal não explica o suficiente ser um presidiário. O próprio pai da Lucy disse que tatuagens não revelam quem é bom ou mal. Ele mesmo tinha tatuagens, semblante carrancudo, só não era fortinho. 

O fato de Edgar ter perdido a família, a falta que ele sentia delas, só prova que seu crime foi algo do tipo em defesa, ou acidental. E o guarda não gostar dele deve ser só porque o cara era mau amado mesmo. Acho que o foco seria na Lucy. Quem não amaria essa criança? E o hospital é bem fácil de perder os pacientes, pois como estão doentes não é como se fossem fugir. Mas enganar o policial para entrar no quarto? Para quem odeia Edgar ele é bem desatento na sua vigilância. 

A história é bem cristã. Fala sobre fé e Jesus. A passagem da Bíblia que Edgar leu para Lucy foi até interessante. O filme é bonito até, típico dos milagres de Natal. Bem triste ficar doente nessa época, principalmente para crianças que amam a data. Mas pior é o que aconteceu a Lucy depois. Tudo foi bem clichê, como Lucy sempre encontrar o faxineiro quando saía do quarto ou o policial de guarda distraído com seu celular e de fones de ouvido. 

Algo que ficou meio contraditório foi o pai de Lucy ser religioso mas julgar a filha por dizer que vê o pai ou ser boa com Edgar. Vê-se que empatia não foi ele quem ensinou. É amargurado porque perdeu o pai? Não entendi seu jeito contra Edgar. Se bem que, não nego ser cuidadoso quando vemos um paciente algemado no hospital com vigilância 24 horas ser meio assustador. Não dá para saber quando o prisioneiro vai surtar e aproveitar o momento de caos para fazer algo. Mas, no caso de Edgar ele nem conseguia andar, então achei a atitude do pai meio sem noção ao não explicar melhor o motivo de não querer que Lucy falasse com o prisioneiro, já que ela era bem inteligente e compreensiva. Eu vi várias questões aqui que mereciam ser mais trabalhadas, não sei se foi o orçamento ou se o roteiro era simples assim mesmo, mas trabalhando mais nessas questões, talvez o filme aumentasse uns 30 minutos a mais e talvez seria bem mais satisfatório. Lucy carregou o filme nas costas. 

Para mim as cenas mais fortes foi ela se despedindo de todos, deixando seu caderno de desenhos para Edgar e o mais intrigante foi ela lhe dando as chaves das algemas. Não tinha entendido o motivo. Para ele fugir? Aí que não receberia transplante, não veria a família e fora que nem ia longe, já que mal conseguia andar. Depois entendi o motivo mas já estava chorando horrores. Apesar de acreditar que poderia ter sido melhor, não foi de todo ruim. Lembrou aqueles filmes dramáticos dos anos 90 de sessão da tarde. Então para mim funcionou muito bem. 


Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Sayen - Divagando Sempre

 

Holla Divosos. Hoje trago esse filme chileno muito interessante embora fraco. 






A HISTÓRIA 

Nas florestas da Araucania no sul do Chile, Sayen, uma jovem mapuche retorna para a casa de sua avó Ilwen, após alguns meses fora. Seu retorno foi em boa hora, pois dias depois, um jovem visita sua avó com a intenção de comprar suas terras. Porém Ilwen não dá uma resposta positiva. Intrigada com essa oferta, Sayen segue o rapaz e descobre que na verdade ele trabalha para uma corporação que vem destruindo locais em busca de minérios, que no caso da propriedade da avó, encontraram cobalto. Sayen foi pega espionando e ao fugir conta para a avó o que eles pretendem com suas terras. Antonio nervoso acaba atirando em Ilwen e para não deixar testemunhas, atira em Sayen também. Ele ordena que seus subordinados coloque os corpos dentro da casa e incendeiam o local. Porém, Sayen ainda está viva e consegue fugir do incêndio. Agora começa uma caçada onde ela busca vinganca pela vó e Antonio querendo eliminar a única testemunha do crime. 









Ano de lançamento 2023

Duração 1h 34m

Direção Alexandre Witt

Elenco Rallen Montenegro, Arón Piper, Enrique Arce, Loreto Aravena, Camilo Arancibia, Roberto Garcia Ruiz, Tereza Ramos



Trailer





Minhas divagações 

Não sabia o que esperar do filme, porém, embora Sayen fosse treinada como guerreira, creio que ela jamais imaginou que fosse usar suas habilidades para vingar a avó. Uma coisa é certa, não importa o país, o homem branco sempre se achará superior aos demais. O povo de Sayen foi culpado pela morte e incêndio na casa da avó dela, tudo porque o branco rico pode comprar e manipular as pessoas. Como o pai de Sayen foi preso acusado de terrorismo, acusaram a filha do mesmo. Já em um caminho sem volta, Sayen cega pela vingança, elimina os culpados pelo caminho. 

Mas infelizmente foi como seu amigo disse, acho que era o José, ela iria atrás dos grandes um por um? Mas também é como ela pontuou, não existe justiça para eles, uma vez que nem poderiam confiar na polícia. José sendo jornalista queria investigar esse caso e expor na mídia, mas Antonio estava obcecado por pegar Sayen. Nesse ponto, me pergunto se tudo era para acontecer dessa forma. Quando Sayen sobreviveu ao incêndio, pensei que ela iria até os outros e juntos iriam atrás dos responsáveis pela morte da avó. Quando ela explodiu o carro, ferida, achei que foi um erro ter feito isso, pois agora estava exposta e óbvio que seria perseguida. 

Quando seus amigos vê o que aconteceu, três deles saem em busca de Sayen. Infelizmente é uma perseguição injusta, onde mesmo que eles estejam armados, claramente não era a primeira vez que Antonio e sua equipe matava alguém. Antonio então, que escroto matar Ilwen daquela forma. Fora que ele parece um inútil e o mais fraco de todos e não acredito que foi o último a perseguir Sayen. 

Bykov era o típico capanga enorme que tirava Antonio das burradas que cometia. Mas, ele não foi páreo para Sayen. Miranda era a típica soldado mulher que precisava ser bruta para não ser julgada mal por portar uma arma. Ela tinha potencial, pena que estava do lado errado da jogada. Máximo foi interpretado por quem? Enrique Arce. Não tem mais jeito, depois de La Casa de papel, seus personagens sempre serão esses empresários egoístas desgraçados que só pensam neles mesmos. E Antonio, mesmo que seja explosivo e precipitado, sempre me pareceu um playboy que só fazia as coisas para impressionar o pai e acabava piorando a situação. Por sua vez, não me pareceu que Máximo estava triste pelo que aconteceu com o filho. Vi que o filme tem mais duas continuações. Será que, Máximo vai continuar atrás de Sayen? Será que, Sayen vai atrás de cada um da corporação? Porque mais do que nunca ela não tem para onde voltar e ela precisa ou expor o que eles fazem ou eliminar todos. Qual será a história dos próximos?  Vai ser continuação ou casos novos? 

Como o filme não é estadunidense, não vi muita gente falando sobre. Mas amo filmes latinos e espanhol é uma língua linda. Gosto de ver filmes de outras culturas, conhecer suas histórias e a América do Sul tem muito potencial para filmes. As paisagens de Sayen foram maravilhosas. A cultura indígena é sempre belíssima. Defendem a natureza, são unidos e sabem métodos de luta e sobrevivência incríveis. Mas, apesar de tudo, a história foi um pouco fraca. Eu disse fraca, não ruim. Talvez porque iriam ainda introduzir a história de Sayen, visto que tem sequência. Mas, eu ainda acho que teria sido mais chocante se, Sayen ao sobreviver ao incêndio, tivesse fugido em silêncio, procurado seu povo, se armado e procurado o acampamento de Antônio e se vingando deles. Como eles seriam em número maior, teria perseguição de um jeito ou de outro. Sayen poderia ter sido acompanhada pelos 3 amigos ou mais deles e no caminho os perdendo, terminando sozinha como foi o que aconteceu. Achei meio precipitado o que ela fez revelando estar viva. Se os pegasse já no acampamento deles, destruindo equipamentos e matando alguns, pareceria mais como vingança mesmo. A perseguição na floresta parecia mais pela sobrevivência só. E o modo como terminou indica que ela pretende ir atrás da corporação. Mas em um futuro próximo talvez eu veja a sequência. 

Dito isso, achei fraco porém interessante. Poderia ter acrescentado alguns minutos a mais para explicar o treinamento da Sayen com o pai. Explicar a importância das terras para eles. Mostrar mais como o treinamento foi importante para lidar com seus agressores. Teve isso sim, mas foi muito raso. Não teve o por que de nos conectar com Sayen. Quando Antônio visitou a avó, poderia ter deixado ele mais suspeito em suas intenções para Sayen segui-lo. Quando dei por mim, ela já estava bisbilhotando o acampamento. O que fez ela suspeitar deles? Poderia também ter mostrado mais dos mapuche. Seu amor pelas terras, seus costumes, o desenvolvimento familiar entre Sayen e a avó. Depois de tudo que passou, ela não fala com seu povo sobre suas intenções? Só vai embora? Por isso espero que a sequência tenha mais explicações. No entanto, achei um bom filme. 


Nota pessoal 7/10

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