quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um anjo em nossas vidas - Divagando Sempre

 

Olá Divosos amigos. Hoje trago esse filme emocionante com uma pessoinha maravilhosa. 






A HISTÓRIA 

Edgar é um prisioneiro que está doente e é transferido para um hospital com mais recursos. Ele precisa de um transplante de rim. Enquanto está no hospital é vigiado 24 horas e algemado a cama. Perdeu contato da família após ser preso. 

Lucy é uma menina de 5 anos que mora com os pais e passa a ver o avô que morreu poucos anos atrás. Ela começa a ficar doente e acaba internada. Antes de ir para o hospital, ela dizia sonhar com um homem triste e acaba encontrando Edgar e dizendo que ele é o homem triste dos seus sonhos. Obviamente seu pai vendo que Edgar é um presidiário, exige que Lucy não fale com ele. 

Com sua condição de saúde piorando, seus pais revezam para ficar com ela no hospital. Assim, todas as noites, enquanto um dos pais dormem, ela sai do quarto na companhia do avô e vai falar com Edgar. No caminho para seu quarto, conhece outros pacientes também. Lucy cheia de fé, garante a todos que encontra que Jesus os ama e tudo dará certo. 









Ano de lançamento 2020

Duração 1h 27m

Direção Rob Diamond

Elenco Scarlett Diamond, Vincent Vargas, Adam Hightower, Florencia Contreras Stevens, Shawn Stevens



Trailer 





Minhas divagações 

Esse é um dos filmes que vi no shorts do YouTube faz um tempinho e sempre procrastinei para vê-lo. Imaginava que seria emocionante mas a atriz que interpreta Lucy, Scarlett Diamond é tão fofinha, que nos faz chorar horrores no final. A sua personagem assim como a atriz, foram mega cativantes. A história por mais que seja marcante, é tipica de sessão da tarde, mas que nos emociona fortemente. 

A única pessoa que não gostei foi do pai da Lucy. Mesmo que ele não acreditasse que ela via o vô, acho que a forma como ele tratou isso foi meio rude para uma criança. Assim como sua proibição de falar com Edgar. Sem mais explicações, só porque ele não queria. Se fosse outro tipo de filme, a falta de diálogo poderia ter desencadeado o pior. Mas, como o enredo era simples, Lucy tinha só que obedecê-lo. Embora ela dissesse que não falaria e depois sairia do quarto para visitar Edgar. Outro personagem detestável foi um dos guardas que vigiava Edgar. Que ser insuportável. Como não foi falado qual o crime de Edgar, não dava para entender o motivo do policial desprezá-lo tanto. Acho que poderiam ter falado qual o crime dele para vermos se ele mereceu essa segunda chance. Dependendo do crime não acho que a pessoa mereça, mas aí é tópico para outro assunto. 

O fato do vô estar ali, poderia ser várias coisas, mas pelo semblante triste dele, óbvio que estava esperando pela Lucy. E já sabemos o desfecho quando Lucy pede para o pai prometer que doará seu rim para Edgar. Só acho triste que não aprofundaram nesse personagem. Como questionei antes, poderiam ter falado seu crime para entendermos melhor o tratamento que recebia do guarda e o motivo dele mesmo acreditar que ele não merece viver. Para a família dele ter se afastado não foi um roubo comum, muito menos para ter esse tratamento de vigilância constante. Só o fato de ser grande, tatuado e ter cara de mal não explica o suficiente ser um presidiário. O próprio pai da Lucy disse que tatuagens não revelam quem é bom ou mal. Ele mesmo tinha tatuagens, semblante carrancudo, só não era fortinho. 

O fato de Edgar ter perdido a família, a falta que ele sentia delas, só prova que seu crime foi algo do tipo em defesa, ou acidental. E o guarda não gostar dele deve ser só porque o cara era mau amado mesmo. Acho que o foco seria na Lucy. Quem não amaria essa criança? E o hospital é bem fácil de perder os pacientes, pois como estão doentes não é como se fossem fugir. Mas enganar o policial para entrar no quarto? Para quem odeia Edgar ele é bem desatento na sua vigilância. 

A história é bem cristã. Fala sobre fé e Jesus. A passagem da Bíblia que Edgar leu para Lucy foi até interessante. O filme é bonito até, típico dos milagres de Natal. Bem triste ficar doente nessa época, principalmente para crianças que amam a data. Mas pior é o que aconteceu a Lucy depois. Tudo foi bem clichê, como Lucy sempre encontrar o faxineiro quando saía do quarto ou o policial de guarda distraído com seu celular e de fones de ouvido. 

Algo que ficou meio contraditório foi o pai de Lucy ser religioso mas julgar a filha por dizer que vê o pai ou ser boa com Edgar. Vê-se que empatia não foi ele quem ensinou. É amargurado porque perdeu o pai? Não entendi seu jeito contra Edgar. Se bem que, não nego ser cuidadoso quando vemos um paciente algemado no hospital com vigilância 24 horas ser meio assustador. Não dá para saber quando o prisioneiro vai surtar e aproveitar o momento de caos para fazer algo. Mas, no caso de Edgar ele nem conseguia andar, então achei a atitude do pai meio sem noção ao não explicar melhor o motivo de não querer que Lucy falasse com o prisioneiro, já que ela era bem inteligente e compreensiva. Eu vi várias questões aqui que mereciam ser mais trabalhadas, não sei se foi o orçamento ou se o roteiro era simples assim mesmo, mas trabalhando mais nessas questões, talvez o filme aumentasse uns 30 minutos a mais e talvez seria bem mais satisfatório. Lucy carregou o filme nas costas. 

Para mim as cenas mais fortes foi ela se despedindo de todos, deixando seu caderno de desenhos para Edgar e o mais intrigante foi ela lhe dando as chaves das algemas. Não tinha entendido o motivo. Para ele fugir? Aí que não receberia transplante, não veria a família e fora que nem ia longe, já que mal conseguia andar. Depois entendi o motivo mas já estava chorando horrores. Apesar de acreditar que poderia ter sido melhor, não foi de todo ruim. Lembrou aqueles filmes dramáticos dos anos 90 de sessão da tarde. Então para mim funcionou muito bem. 


Nota pessoal 8/10

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