terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] O Sobrevivente quer morrer no final - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa continuação que convenhamos, enrolou, enrolou e não revelou nada. 






A HISTÓRIA 

Paz Dario tinha 9 anos quando matou o pai para salvar a mãe e mesmo sendo inocentado durante seu julgamento, foi considerado um assassino pela sociedade. Desde então, sofria bullying nas escolas, nunca mais conseguiu nenhum papel no cinema, seu sonho era ser ator e depois de tentativas de suicídio, era constantemente vigiado pela mãe e pelo padrasto.

Alano Rosa é herdeiro da Central da Morte, empresa que consegue prever mortes  e avisa as pessoas no seu último dia para que possam se despedir de seus entes queridos ou viver um último dia inesquecível. Alano também já tentou se matar. 

Certa noite, Paz, desanimado com sua vida, decide acabar com ela subindo no letreiro de Hollywood para se matar. Ele está armado. Porém, antes que consiga realizar seu desejo, Alano aparece e o salva. Embora sempre seja inundado pelo desejo de morrer, Paz faz um acordo com Alano e tenta encontrar motivos para continuar vivendo, embora nos momentos mais difíceis, as vezes se corte para aliviar a pressão. 

Embora espere a ligação da Central da Morte toda noite, Paz tenta viver um dia de cada vez. Embora seja herdeiro da Central da Morte Alano desativou seus serviços após uma tentativa de assassinato contra sua vida. Embora tão diferentes, Alano e Paz tentam superar suas dores. Mas, Alano tem um segredo que pode mudar tudo no final. 



Ano de publicação 2025

Páginas 624

Autor/a Adam Silvera



Minhas divagações 

Não esperava mais um volume dessa série mas quando descobri que tinha mais história, decidi conferir. Desnecessário dizer que a Central da Morte já está ficando desgastante. E pior que o livro termina com garantias de mais um, que espero seja o final. Não lembrava com detalhes dos outros, mas, esse com certeza foi uma leitura cansativa. Não pela escrita, que foi fluída e gostosa de se ler. Mas pelos personagens mesmo. Paz, foi um personagem cansativo e chato demais. Só no final, quando finalmente confrontou a mãe pelos cuidados exagerados e admitiu se automutilar, que me conectei com ele. Principalmente que o pior pelo jeito, ainda está por vir com o segredo de Alano. 

Porém, foram 600 páginas onde ninguém morre no final, o que quebra a história original onde um sempre morria no final. Ficamos aguardando as revelações de tantos segredos e no final, ainda tem mais um livro. Não dá para acreditar. As críticas foram bem diversas, mas alguns se sentiram estafados com essa história. Paz ficou muito chato porque seu transtorno era toda hora mencionado. O autor conseguiu transformar um jovem cheio de trauma e problemas em um ser insuportável. Entendo tudo o que passou, entendo as pessoas sempre criticar erroneamente quando a história não é delas, é fácil julgar os outros, não existe empatia nesse mundo egoísta, mas, Paz também foi um ingrato por tudo o que a mãe lhe fez por terem sobrevivido ao pai e ele retribuir se cortando ou tentando se matar. Ele dava muita importância ao que os outros pensavam dele. Culpa do transtorno? Pode ser. Mas quando você não descobre um motivo para continuar vivendo, não há ajuda psicológica nem remédios suficientes para te salvar. 

Alano começou interessante, forte, mas acabou se perdendo no caminho. A única coisa boa que continuou até o final, foi sua determinação de salvar Paz e mantê-lo vivo. Embora tenha muitas questões pesadas e que as vezes desconhecemos, infelizmente o autor trabalhou de uma forma que só deixou cansativo demais. Tantas vezes tentando revelar o segredo e no final, ainda tem mais. Eu acho que poderia ter simplificado mais. A história acabou virando cunho político, cheio de traição de amigos íntimos e de confiança. Muita coisa poderia ter sido resumida e chegado finalmente em uma conclusão. Agora vamos ter que esperar mais um livro, com não sei quantas páginas de tortura para ver o desfecho dessa história. Com certeza Paz vai ser mais insuportável ainda quando descobrir que pelo tudo que passou na vida miserável na verdade foi culpa de Alano, vai achar que é por isso que ele se aproximou e tentou mantê-lo vivo, vai achar que é por culpa e não por que o ama de verdade e por aí vai. Paz já é bem previsível. A única coisa que mantém lendo essa série, é descobrir o segredo da Central da Morte. 

Li um comentário falando que a história começou com Paz e Alano tentando se matar, depois os dois tentando viver, o segredo quase sendo revelado inúmeras vezes mas não revelando nada e terminando no início, onde os dois tentam se matar de novo. É uma leitura extremamente cansativa. O assunto é de extrema importância para quem sofre desses transtornos, mas o autor criou um personagem tão repetitivo e chato, que em vez de gatilho, dá é raiva desse menino. Os pais dos dois tem hora que parecem pais, sábios e maduros e outra, parecem irresponsáveis ou inacabados, sem sentido. Quando os pais do Alano vai até a casa de Paz, Joaquim daquele jeito não arma barraco? Não fala sobre Paz? Deu a entender que teria intrigas e discussões e termina bem para todos? Muitas escolhas e situações iniciadas de uma forma e termina totalmente diferente. Eu só esperava que um deles morresse logo. Não é esse o propósito de um deles morrer no final? Tantos personagens amados nos anteriores que morreram, porque só esse foi diferente? Alano poderia revelar seu segredo a Paz e um dos dois ou os dois, recebessem a ligação da Central da Morte. Eu sei que Alano desativou a assinatura dele, mas no final vão descobrir o que houve, não me esqueci desse detalhe. Foi uma informação que descobriram no final e o que desencadeou Alano a querer morrer. 

Enfim, foi uma leitura complicada e quando vi que estava acabando as páginas mas a história caminhava sem solução, entrei em desespero. Se soubesse que teria mais um e que esse fosse tão maçante, nem teria lido.


Nota pessoal 2/10


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