domingo, 1 de fevereiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] O homem que morreu duas vezes (Clube do crime das Quintas-feiras 2) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma volume da série de livros O clube do crime das Quintas-feiras. O que será que esse grupo de aposentados vai aprontar dessa vez?






A HISTÓRIA 

Um antigo conhecido de Elizabeth, de seus tempos de espiã, a procura com um caso bem ousado pedindo ajuda. Porém, com ele, Elizabeth sabe que não será um caso fácil. Douglas também já tem uma certa idade avançada e em uma missão de reconhecimento acabou se descuidando e retirando sua máscara por um segundo. Não seria tão perigoso se diamantes da casa não tivessem desaparecido. Agora Douglas é procurado pela máfia e pediu ajuda de Elizabeth. 

Enquanto isso, os amigos policiais Donna e Chris, estão envolvidos em uma investigação de uma famosa traficante que não chegaria onde chegou se não fosse tão astuta. Tanto que, em determinado momento, ela já sabe detalhes das vidas particulares de Donna e Chris, ameaçando Chris através de sua nova intenção amorosa, coisa que ele mantém para si mesmo, achando que está protegendo os envolvidos. 

E ainda temos o caso de Ibrahim, que decidido a aproveitar mais seus anos restantes de vida, decide se arriscar mais passando a dirigir o carro de Ron e se aventurando pela cidade. Mas, além de ser assaltado, ele foi terrivelmente agredido parando no hospital traumatizado e agora, além das dores físicas, há a dor emocional, onde ele nem sonha em sair mais de Coopers Chase. Seu agressor foi encontrado, graças a seus amigos, que jamais permitiriam que alguém saísse impune depois de um ato tão grotesco contra um amigo. 

Os três casos são totalmente distintos, mas no final, acabam entrelaçados. 



Ano de publicação 2021

Páginas 400

Autor/a Richard Osman



Minhas divagações 

Geralmente demoro muito tempo para ler sequências, a não ser que o próximo seja tão interessante que eu não consiga evitar de ler. Mas, esse fiquei curiosa depois de ver o filme. No filme, conseguiram capturar a essência dos personagens e os atores combinaram perfeitamente. Em algumas resenhas que li, percebi que Joyce e Ibrahim são os preferidos da maioria que leram os livros. Concordo plenamente. Não que Elizabeth e Ron não sejam queridos, mas Joyce e Ibrahim aparentemente são mais queridos pela maioria. 

Enquanto lia O homem que morreu duas vezes, eu imaginava os personagens como no filme, porém, Ibrahim na minha mente tinha muito a cara do Martin Freeman, não sei porque também. Principalmente quando ele foi assaltado e ficou ferido. Achei que ficou perfeito. 

Bom, nesse volume temos três casos acontecendo de forma aleatória que no final, óbvio que Elizabeth encontraria um modo de juntar tudo. Mas aqui, o destaque de Joyce foi bem maior. Embora Elizabeth tenha mais experiência em investigações por ter sido espiã, Joyce, como enfermeira e com sentimentos mais humanos, conseguiu decifrar coisas na qual Elizabeth não enxergou. A participação de Joyce e contribuição foi fenomenal. Sua narrativa através de seus diários, foram essenciais além de momentos descontraídos e engraçados. 

Douglas. Quem seria Douglas? Talvez seja spoiler então mantendo isso mente, atenção nas seguintes linhas. Para procurar Elizabeth com um pedido de ajuda, não poderia ser um desconhecido, mas, um ex foi mega surpreendente. Apesar dos cuidados com Stephen, não dá para imaginar Elizabeth com outra pessoa, ainda mais alguém aparentemente sedutor como Douglas. Mas é o que acabou acontecendo. Douglas aparece com uma história normal, se não fosse pelo roubo de diamantes de um mafioso. Porém, mesmo sob proteção do M15, seu esconderijo é encontrado e um assassino invade o local. Douglas é salvo por Poppy. Uma agente designada a ficar na sua cola. 

Douglas muda de esconderijo, mas conversa com Elizabeth misteriosamente e deixa pistas sob onde escondeu os diamantes. Logo depois, seu corpo e o de Poppy são encontrados. A partir daí, Elizabeth precisa correr contra o tempo para descobrir onde estão os diamantes e quem matou Douglas e Poppy. A princípio, ela não acredita que ele possa ter morrido tão facilmente. Ela acha que sua morte foi forjada e o corpo é falso. Depois passa acreditar o mesmo sobre a Poppy, uma vez que seus rostos ficaram irreconhecíveis por causa dos tiros. No entanto, apesar de parecer complicado, o caso era mais simples do que Elizabeth poderia imaginar. 

Joyce, foi particularmente maravilhosa nessa investigação. Suas observações foram essenciais para se descobrir quem estava atrás dos diamantes e teria matado supostamente Douglas e Poppy. A revelação do assassino realmente me pegou de surpresa. Eu estava indo na onda de Elizabeth e fiquei convencida de que o culpado era o Douglas ou a Poppy, mas estava fácil demais culpar esses dois. Mas jamais me passou pela cabeça quem seria de fato. 

Um personagem que começa a se destacar mais é o Bogdan. No filme, não achei que o ator combinou muito com minha imaginação do personagem e não lembrava dele no primeiro livro. Depois de tudo que aconteceu, se o filme foi fiel a sua história do livro, como ele acabou sendo absolvido de seus crimes? Pelo que me lembro do filme, ele acabou sendo preso. Mas enfim, Bogdan é um mistério até mesmo para Elizabeth. Mas ele é amigo de seu marido e seus contatos ajudou muito o clube a solucionar os três casos pendentes. No fim, Elizabeth acabou juntando tudo no final e todo mundo terminou satisfeito. 

Por mais que Joyce seja uma simples enfermeira, pelo visto ela amou fazer parte de um clube que fala e soluciona crimes. A gente pensa que por ela ser falante demais, empolgada demais e as vezes ingênua demais, será enganada, mas somos nós que somos enganados por essa senhorinha simpática e muito inteligente. Convenhamos, ela enxergou coisas que uma experiente como Elizabeth havia deixado passar. Embora Ibrahim tenha sofrido um ataque monstruoso e tenha se dado bem com o neto de Ron, e apesar que seu ataque parecer aleatório mas acabar envolvendo o agressor com a traficante para no final, juntar todos tenha sido espetacular, queria que ele, Ibrahim, tivesse tido mais envolvimento nos casos. Porém, não nego que pela idade, lógico que ele teria medo de sair novamente. Mas senti que os quatro poderiam ter estado juntos nos momentos emocionantes quando todos os caras maus estavam juntos. 

Vi que ainda tem outros volumes dessa saga e minha pergunta é: será que em algum deles perderemos alguém do clube? Mas achei fantástica a ideia de idosos aposentados solucionando crimes. Ainda mais quando um deles foi um espião no passado. Talvez eu termine essa sequência muito antes do que imagino.


Nota pessoal 10/10

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