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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Parte da Decoração (minibook) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Uma leiturinha leve de Natal para não passar em branco. 






A HISTÓRIA 

Arielle, depois de sofrer uma desilusão amorosa, agora mora com a mãe e para evitar seus comentários sobre o que está fazendo com sua vida, ela prefere sair cedo para o trabalho, mesmo que só comece mais tarde para evitá-la. Arielle trabalha como ajudante de Papai Noel no shopping, onde inúmeras crianças passam por ali querendo tirar fotos com o bom velhinho. É assim que ela acaba conhecendo Maricota e seu pai Breno. Arielle e Maricota tem uma conexão instantânea e Maricota sempre que pode, consegue convencer o pai a levá-la ao shopping para ver Arielle. 

Arielle por sua vez, mesmo encantada com Maricota e seu pai, acha que o Papai Noel tem interesse no pai da criança e faz de tudo para que os dois se aproximem mais. Ao mesmo tempo seu ex-noivo aparece e quer tentar voltar com ela novamente. Fora seu estresse de procurar um presente ideal para sua mãe exigente. Em meio a tanta confusão em uma época tão corrida, Arielle vive um verdadeiro conto de Natal.



Ano de publicação 2022

Páginas 100

Autor/a  Aimee Oliveira 


Minhas divagações 

Por ser um minibook e autora brasileira, a leitura até que foi agradável, mas nada surpreendente. A questão de Arielle fugir do ex-noivo era até instigante, pois dava curiosidade para saber o motivo. Cruel o que ela passou e muito sacana da parte dele querer voltar depois de tudo. 

O relacionamento com a mãe, foi insuportável. Odeio esse tipo de mãe que mesmo vendo o quanto o cara fez a filha sofrer, ainda espera que ela volte com ele? Me poupe né. Não gostei dessa mulher do início ao fim. 

De onde Arielle tirou que o Papai Noel tinha interesse amoroso no pai da Maricota? Misericórdia. A história poderia ter passado melhor sem essa. Isso foi ridículo demais. Agora, se tivesse deixado bem claro suas intenções, aí sim, seria interessante de ver isso. Mas, era bem óbvio que o bom velhinho estava empurrando Arielle para o pai da Maricota.

Porém, aqui temos outra questão. Em que momento Breno mostrou interesse em Arielle? Mesmo sendo uma história curtinha, acho que essa parte poderia ter sido trabalhada melhor. Nenhuma troca de olhar, nenhum sorriso insinuante. Breno parecia o típico pai ocupado e casado. Não teve detalhe sobre aliança, se usava ou não, não teve comentário sobre o fato de Maricota sempre estar com o pai e não falar nada de mãe,  Breno só interagia com Arielle para falar sobre a filha, ou seja, foi totalmente desprovida de romance para chegar naquele final super corrido. O único sentimento que ainda foi contraditório, foi quando Arielle estava com o ex e ali parecia que Breno sentiu um ciúmes. Mas fora isso, não senti química entre esses dois. 

Ou seja, teve vários elementos natalinos, mas faltou só o romance meloso de Natal mesmo. Teve situações engraçadas e emocionantes, mas só. Teve até a famosa magia de Natal. Mas, fica só por isso mesmo. Você, pelo menos eu, terminei a história e ficou no esquecimento depois. Uma pena. Pois tinha muito potencial para ser inesquecível. E o título então? Jamais pensaria em um romance de Natal,  embora seja um trocadilho interessante para o fato de Arielle tentar se esconder do ex se misturando a decoração de Natal. 

Mas fora essas pequenas insinuações, o bom velhinho encaminhou Arielle para ter uma amiga e um amor. Ao que ela interpretou tudo errado. Ela achava a companheira de trabalho uma rival e o pretendente ela achava que era interesse amoroso do papai Noel. Embora a situação pareça cômica, achei forçada e ridícula. Contos ou mini books não tem muita coerência mesmo, porque não há espaço para tudo ser trabalhado com detalhes. No fim, o resultado é assim mesmo. O que acaba estragando em partes a história. 


Nota pessoal 6/10

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

[Review/crítica] Scooby-Doo Natal assombrado - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um especial de Natal mas dessa vez com meu outro desenho animado preferido. 






A HISTÓRIA 

Scooby-Doo e a turma, estão curtindo uma temporada de férias de Natal, quando um monstro congelante aparece para acabar com os negócios de uma das mais famosas lojas de brinquedos do local. Havros Menkle, está desanimado pois os negócios não vão bem e se retira, deixando seu sobrinho Fabian que coloca a turma a par do que está acontecendo. Se não bastasse a baixa temporada, agora tem um monstro em forma de boneco de neve, assustando os possíveis clientes. Fabian conta para a turma uma lenda local que acha que seja uma maldição que tem assombrado seu tio. 

Obviamente a turma fica para investigar essa assombração e como sempre, vão acabar descobrindo quem seria o boneco de neve. 










Ano de lançamento 2012

Duração 22min

Direção Victor Cook



Trailer ( Início do filme porque não encontrei nenhum trailer )





Minhas divagações 

Nem no Natal nosso grupo de amigos escaparia de uma investigação assustadora. Enquanto o trio se diverte com o desfile de Natal, Salsicha e Scooby-Doo fazem o que sabem fazer de melhor, ou seja, comer. E é em uma dessas que eles avistam pela primeira vez o boneco de neve assustador que acaba com o desfile de Natal.

Eles se refugiam em uma loja de brinquedos e lá,  descobrem o que possivelmente pode ser o monstro congelante. Apesar dos protestos, Salsicha e Scooby acabam se separando do grupo para procurar pistas, o que sempre acaba terminando com eles encontrando o monstro e de uma forma cômica, prendendo o mesmo. 

Na maioria das histórias, o suspeito é meio óbvio. Aqui, eu suspeitei da pessoa errada porque já teve uma história parecida e o culpado havia feito isso pelos negócios. Mas, como é um especial de Natal, foi tudo rápido, então não teve toda aquela história mais elaborada como nos filmes animados, que aliás, tem aos montes e o meu preferido segue sendo o da ilha dos zumbis. 

Mesmo passando décadas, mesmo o visual, o ano ou a tecnologia mudando, o enredo é sempre o mesmo. Mas, nunca me canso disso. Os traços mudaram ao longo dos anos e claro, dubladores também, mas cada mistério continua sendo maravilhoso. E, apesar de todas as vezes o vilão ser humano, aqui, fomos pegos pela magia do Natal, nos apresentando o bom velhinho ajudando Salsicha e Scooby. 

Como é um especial curtinho, não tem muito o que dizer. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

[Review/crítica pessoal] O Natal de Charlie Brown (animação/curta metragem) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Feliz Natal para todos. Esse ano não fiz maratona de Natal. Porque aconteceram muitas coisas e também convenhamos, não tem tantos filmes bons de Natal para maratonar. E é sempre a mesma coisa. Talvez ano que vem eu faça.






A HISTÓRIA 

Charlie Brown, está desapontado com o valor comercial que o natal tem se transformado e fica deprimido nesse ano. Ao pedir conselhos para Lucy, ela sugere que ele dirija a peça de Natal que estão fazendo para se distrair e melhorar seu humor. Porém, ninguém leva seus comandos a sério e tudo piora quando ele é encarregado de trazer uma árvore de Natal e ele escolhe uma que ninguém aprova. 









Ano de lançamento 1965

Duração 30m

Direção Bill Melendez



Trailer





Minhas divagações 

Eu sempre amei Charlie Brown, nem tanto pelo Snoopy, sempre gostei mais do Charlie Brown, pois ele me representava em vários aspectos. Porém, ao longo dos anos, conforme você vai crescendo, vai entendendo melhor sobre esse personagem. Sempre achei ridículo o modo como tratavam Charlie, principalmente porque para mim, ele sempre foi atencioso com os outros. Nem mesmo no Natal, pegaram leve com ele. Mesmo que no final tudo se ajeite, acho algumas coisas desnecessárias. 

Nesse curta, nosso amigo Charlie Brown, está deprimido com a data de Natal ter deixado de ser simbólica e virado algo capitalista. Ele passa a procurar qual o sentido e o significado de Natal. Isso nos anos 60, se o criador refizesse essa história nos dias atuais, Charlie jamais encontraria o significado de Natal. Desde que eu me entendo por gente, Natal sempre foi sinônimo de presentes. 

Charlie ficou tão desanimado e como sempre foi procurar ajuda pedindo conselhos logo a quem? Lucy. Aquela que não perde uma oportunidade de zoar mais ainda o coitado. No entanto, apesar de tudo, ela acaba sugerindo que Charlie seja diretor da peça de Natal que estão ensaindo. Na verdade, tudo que fazem é tocar e dançar. Ninguém leva a sério o que Charlie tenta fazer e no fim, ele sai em busca de uma árvore de Natal, inspirado no que Linus disse sobre o que seria o Natal.

Mas, até mesmo uma simples tarefa como essa, acaba virando um desastre, quando ninguém aceita sua escolha para a árvore. O que nunca entendi nesse desenho, era o motivo das meninas odiarem tanto o Charlie Brown. Ele é atrapalhado mas só porque elas fazem isso com ele. Acho ele um amigo incrível. Acho que quando só aparece a turminha de sempre como Linus, Lucy, Schroeder e Sally, são mais divertidos. Acho que nessa época ainda não tinha saído a Patty Pimentinha e Marcie. Mas tem umas meninas que andam em grupo, muito metidinhas, que só mencionar o Charlie Brown que reviram os olhos. Eu nunca gostei dessas meninas. Quando elas aparecem é certeza que é só para humilhar o Charlie. 

Eu gosto também do Linus e do seu cobertor. O contraste desse menino dependente do cobertor com os conselhos e pérolas que fala para o Charlie é fenomenal. Ele parece infantil e bem adulto ao mesmo tempo. Ele é mais sério e determinado que Charlie, porém, mexeu com o cobertor dele é tirar ele do sério. Infelizmente sua irmã é a Lucy. O único momento satisfatório com ela, é quando Schroeder lhe dá um fora. 

Sally é a irmã de Charlie e apaixonada por Linus, o que gera muitas cenas cômicas. Embora seja irmã, ela também participa algumas vezes na humilhação de Charlie. Mas os melhores momentos, são quando a garotinha ruiva aparece. Embora tenha episódios em que Patty Pimentinha seja apaixonada pelo Charlie. A Patty é uma personagem forte, as vezes largada, não leva os estudos a sério, mas é boa nos esportes e tem esse interesse cômico no Charlie.  Até torceria por ela, mas sou do time garotinha ruiva acreditando no clichê coisas impossíveis acontecem. Porque não alguém como ela não se interessar pelo nosso amiguinho desastrado?

E claro, ainda temos nosso amado cãozinho Snoopy. Esse cachorro tem um histórico de aventuras surreal. Embora pareça independente e não ligar de fato para Charlie, acho ele o melhor cachorro do mundo. A historinha do Natal foi bem curtinha, mas pela época, acho que ainda era novidade transformar as tirinhas do Snoopy para um desenho para a TV. Esses especiais de Natal, Ano Novo, eram uma alegria enorme. Não lembro qual foi o primeiro desenho do Snoopy que vi, só sei que desde então sempre amei esse desenho. 

Linus recitando o significado de Natal é muito fofinho. Pena que são só 30 minutos de historinha. Mas vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

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