Olá Divosos. Já aviso que esse decepcionante filme não terá nada de bom para falar...
A HISTÓRIA
William Redford é um agente de segurança interna, onde trabalha para o governo, monitorando todas as pessoas na Terra. Isso inclui seus filhos, que sentem que não tem privacidade nenhuma. Faith que está grávida e Dave que vive no computador, são constantemente vigiados pelo pai, mantendo um relacionamento tenso entre eles. Apesar da vigilância pelos filhos, William ajuda agentes do FBI a encontrar um hacker conhecido como Disruptor. Enquanto isso, meteoros estranho passam a atingir a Terra em todos os lugares do planeta ao mesmo tempo, causando caos e destruição.
Dentro desses meteoros, saem máquinas gigantes que começam a atacar os humanos e passam a se concentrar em pontos específicos. Depois de ajudar Faith a ficar em um local seguro, William descobre quem seria o Disruptor e que existe uma conspiração dentro do governo. Ao tentar denunciá-lo, ele perde todo seu acesso no programa, se juntando então ao Disruptor e trabalhando juntos para deter as máquinas e denunciar o culpado pela conspiração.
Ano de lançamento 2025
Duração 1h 29m
Direção Rich Lee
Elenco Ice Cube, Eva Longoria, Iman Benson, Henry Hunter Hall
Trailer
Minhas divagações
Nunca até o presente momento, vi um filme onde todas, repito, TODAS as críticas que vi foram negativas. Fiquei até desanimada em fazer mais uma. Assim, quando comecei o filme, pensei mesmo na semelhança do título e me lembrei do filme estrelado por Tom Cruise. Porém, no dele, a ação ocorre em tempo real, onde nessa versão mais recente é em modo screenlife, onde vemos tudo pelo ponto de vista do usuário. Confesso que não lembro do filme do Tom Cruise, e parece que com esse do Ice Cube, já é a terceira adaptação de um livro. Óbvio que um dia irei ler, pois as críticas do livro foram bem positivas. Já esse filme mais recente... confesso que vi sem saber história e sem procurar nada sobre ele, por isso não acreditei em tanta negatividade, que confesso, foi justa.
Esse modelo Screenlife não me incomodou por já ter visto outros títulos nesse modo, mas, aqui, acho que se tivesse partido mesmo para a ação em campo, teria sido um pouco melhor. O início foi bem parado mesmo, mostrando os abusos de William no trabalho vigiando de modo compulsivo e invasor de seus filhos. Entendo muitos dizerem que pararam de ver já no inicio.
Ainda temos problemas no roteiro e atuação. Apesar de não concordar que o modo screenlife fosse ideal, a proposta soa interessante se tudo o mais fosse melhor trabalhado. O roteiro se perdeu na história e os atores pareciam estar ou entediados ou forçados a concluírem o trabalho por já terem aceitado o compromisso. Apesar do caos e pânico, você não sente o pavor dos envolvidos, não sente empatia pela Faith grávida tentando se esconder dos robôs. E o que o Dave fazia? Sério isso roteiristas? Muito conveniente né. Partindo daí já dava para imaginar quem salvaria o mundo.
E o contexto sobre a invasão alienígena? Se na era atual foi esse, me pergunto qual era o do livro. Com certeza vou ter que ler agora ou no mínimo ver a versão do Tom Cruise. E os robôs? Com tanto desenvolvimento atual em CGI, parecia mais versões para jogos de vídeo game dos anos 2000. Parecia que tudo foi feito na obrigação pelo contrato. Sem contar na propaganda descarada da Amazon. Para salvar a humanidade tudo depende de uma assinatura?
E o drama familiar? William prometeu cuidar dos filhos após a morte da esposa, mas isso não queria dizer invadir suas privacidades. Os diálogos, as tentativas de piadas em situações ruins, todo o caos acontecendo, mas o foco é na familia de William. Tudo muito conveniente demais. O responsável pelo Disruptor acaba ajudando William contra o governo. Sua filha que obviamente iria trabalhar com algo que pudesse ajudar a deter a invasão e ainda temos seu namorado que trabalha onde? Como entregador da Amazon.
Já vi filmes ruins, mas que somam uma ou duas coisas que estragaram a produção. Aqui foi um conjunto enorme de fatores que deixaram a obra a desejar. Ice Cube e Eva Longoria são nomes de longa data, talvez aceitaram os papéis acreditando ser um novo sucesso como o de Tom Cruise, mas, com essa mudança de roteiro, não esperavam esse fracasso. Não nego que enquanto assistia, fiquei imersa na história, mas, quando o Disruptor é descoberto e os arquivos secretos revelam a história por trás da invasão, a situação fica meio ridícula demais. Aí só terminei para ver a conclusão dessa história, que claro, foi como todo o resto, de cair o queixo de tão previsível, sem emoção e decepcionante demais. E tudo isso com pouco mais de 90 minutos de vida desperdiçados.
Se ao menos ele tivesse saído da sala e de repente, tentado pelo menos salvar a filha, mas ficou o tempo todo trancado só olhando telas, que diga-se de passagem, foi uma mistura de tela aqui tela ali, muita informação para pouca ação. De novo, o tema tinha potencial, ainda mais hoje em dia devido ao vício das telas, aos roubos de dados, a falta de privacidade através das câmeras, mas... não souberam aproveitar a história.
Mas, como eu não tinha pesquisado antes sobre o filme, não imaginava que seria tão ruim. Infelizmente dessa vez não serei do contra. Concordo com todas as críticas ruins. Não tem nem o que defender nessa produção, fiquei aqui tentando encontrar algo bom, mas quando me vem a história toda, sinto um enorme desperdício de potencial. Até a introdução do título no filme foi super forçado. Fazia tempo não me decepcionava tanto com algo assim e assim como a maioria orienta, não recomendo ver.
Nota pessoal 1/10


















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