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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Divagando e chorando com A culpa é das estrelas no Divagando Sempre

 

Olá Divosos queridos. Quando assisti a primeira vez não lembro se chorei tanto. Mas, chorei horrores agora. E a culpa é do John Green que escreveu essa história. 







A HISTÓRIA 

Hazel é uma adolescente que vem lutando contra um câncer há alguns anos. Por isso, não pode ter uma vida normal e vive solitária. Também se preocupa em como ficarão seus pais após sua partida. Como sua mãe se preocupa que ela esteja deprimida, a convence a ir a um grupo de apoio. 

Augustus é um jovem de 18 anos que teve uma perna amputada por um câncer nos ossos. Recuperado após a cirurgia conhece Hazel no grupo de apoio após um dia acompanhar seu amigo Isaac, que perdeu um olho e está prestes a perder o outro por causa do câncer. 

Agustus, ou Gus, se interessa por Hazel desde a primeira vez que a viu e tenta conquistá-la desde então. Embora se sinta atraída por Gus, Hazel tenta mantê-lo na base da amizade, mas no fim, acaba se rendendo a esse amor. 

Gus tenta realizar um sonho de Hazel, que era descobrir sobre o final de um livro que ela tanto amava, de um autor Peter Van Houten. Ele escreveu Uma aflição imperial que fala sobre dor e morte. Hazel induz Gus a ler o livro e os dois debatem sobre o final que termina de modo abrupto. Hazel até comenta que já escreveu inúmeras vezes para Peter mas nunca obteve resposta. Depois de alguns dias, Gus revela a grande surpresa: ele usou seu Desejo para conseguir ir até Amsterdã encontrar Peter. 

Porém, alguns dias antes, Hazel tem uma crise e vai parar na UTI. Embora sua condição seja crítica para viajar, ela consegue permissão mas, o encontro com o autor se revela um desastre e apesar dos momentos maravilhosos que passa com Gus, ele acaba confessando um segredo seu que vai mudá-los a partir de então. 









Minhas divagações 

Para essa nova geração, depois de A culpa é das estrelas começou uma febre de histórias onde tem um casal adolescente que se apaixona, mas um deles está doente e morre. Mas, durante a semana assisti outros títulos com tema idêntico e ainda não entendo por que, A culpa é das estrelas segue sendo tão marcante. Talvez seja pelo carisma de Ansel. Não nego que chorei horrores, e Gus foi um personagem tremendamente cativante. Mas meus preferidos nesse tema triste estão A cinco passos de você e Um amor para recordar e olha a surpresa, tem livro e filme também. E sim, sempre choro nas mesmas cenas quando vejo outras vezes. 

Mas vamos ao que interessa. Hazel começa a ir a um grupo de apoio e conhece Gus. Um menino divertido, alegre, já enfrentou um câncer e é sempre sincero. Ele acompanhava seu amigo Isaac um dia no grupo de apoio e lá ele vê Hazel pela primeira vez e quebrando todas as barreiras, não espera um segundo encontro no grupo de apoio para falar com ela. Ele já chega decidido e ainda a convida a ver um filme. 

A surpresa da história a primeira vez que vi e se não viu ainda, então vá ver porque a partir daqui contém spoiler, foi que, Hazel estava condenada desde o início do filme. Já sabíamos que pela sua condição ela morreria algum dia. Você não espera que seja o menino curado esbanjando saúde. Fiquei perplexa na época com esse final. Deixa a gente indignada como o final de Como eu era antes de você. Esse filme te destrói porque você acredita que a protagonista deu um novo propósito ao moribundo para descobrir que ele só fez a mocinha se apaixonar por ele e depois deixá-la, para sempre, entende? Com certeza Jojo Moyes foi mais cruel que John Green. 

Mas de novo, voltando ao que interessa. Eu me lembrava que o escritor era um escroto, mas não lembrava que quem o interpretava fosse ninguém menos que Willem Dafoe. No livro, achei ele detestável e na minha cabeça ele era um cara obeso, careca e velho. Vê-lo como Dafoe amenizou os estragos mas ele continuou escroto. 

Amo esses filmes onde a pessoa que vai morrer deixa algo marcante para quem fica. Eu não sei se teria cabeça ou imaginação para pensar em algo. Gus ainda tentou fazer com que Peter realizasse o sonho de Hazel de saber o que houve com alguns personagens do livro. No velório quando ele aparece e tenta conversar com Hazel, entendemos por que ele parou de escrever e por que ficou amargurado, mas, não dá para entender por que tratou tão mal dois jovens doentes. 

Amo como Gus mesmo levando um não de Hazel, mesmo ela o ignorando porque não queria mais gente sofrendo caso ela morresse e ele ali, insistindo ainda, nunca desistindo. Amo como ele mesmo sofrendo dor, mesmo sabendo que vai morrer, continuou sendo o mesmo. E achei muito válido ele ouvir o discurso fúnebre dela e do Isaac antes de morrer. Afinal, se era para ele, porque não escutar antes de ir não é mesmo? Amo como ele chamava ela de Hazel Grace. E é muito triste que ele se foi assim, deixando ela para trás, quando era ela quem não tinha mais expectativas para a vida, quando não tinha mais motivos nem sentido de viver e ele chega e ilumina seu mundo, para depois deixá-la em pedaços. 

Sim, eu sei, existe muitas nuances nessa história, reflexões e tals, mas, não deixa de ser extremamente triste. Sabemos desde o início que não será um conto de fadas, que não terá um final feliz, mas a primeira vez que vê achando que será um lindo romance e te destrói assim, te deixa traumatizado. Mas ainda segue sendo um excelente filme triste para se chorar se o seu propósito é se debulhar em lágrimas. 



Ano de lançamento 2014

Duração 2h 12m

Direção Josh Boone

Elenco Shailene Woodley, Ansel Elgort, Willem Dafoe


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Divagando e refletindo sobre Eu, Você e a garota que vai morrer no Divagando Sempre

 

Olá Divosos apaixonados. Hoje trago essa história que se trata mais de amizade do que romance. Mas não deixa de ser triste. 








A HISTÓRIA 

Greg está no último ano do ensino médio e junto de Earl, seu único amigo mas que o denomina como colega de trabalho, tenta se manter anônimo até o último dia de aula. Ele até poderia conseguir se não fosse por sua mãe, que ao descobrir que uma colega de classe dele, Rachel, foi diagnosticada com leucemia, o obriga a visitá-la e ser amigo dela. Infeliz,  ele acaba indo e apesar de um primeiro encontro desajeitado, ele começa a passar mais dias com ela. 

Greg então apresenta seu amigo Earl, que conta para Rachel que os dois fazem filmes juntos parodiando outros filmes e que na verdade são horríveis mas Greg acaba concordando que ela possa vê-los. Eventualmente ela começa o tratamento de quimioterapia e perde seu cabelo. Greg então passa mais tempo cuidando de Rachel e a distraindo e acaba deixando seus deveres da escola de lado tendo um péssimo desempenho no final. Embora seu sonho não seja ingressar em uma faculdade, ele se inscreve a pedido de Rachel. 

Conforme o tratamento avança, Rachel decide desistir dele por não estar trazendo resultados e por a estar deixando ainda mais doente. Ela e Greg brigam por essa decisão e se afastam. Madison convida Greg para o baile da escola mas no último momento ele decide ir para o hospital ver Rachel, pela última vez.







Minhas divagações 

Esse é aquele tipo de filme que é tão surreal e cômico, que nas cenas tristes não dá tempo se digerir esse momento. Embora Greg tenha enfatizado que Rachel não morria no final, o título já entrega que a garota vai morrer. Então, não é nenhum spoiler falar sobre. 

Vamos começar do início. Greg tem uma vida escolar mediana, onde para não sofrer bullying nem nada parecido, prefere ser invisível e por isso evita os grupinhos da escola. Ele costuma almoçar na sala do professor McCarthy, que a propósito, é ninguém menos que John Bernthal, com seu amigo Earl. Após passar tempo com Rachel, sua invisibilidade muda tanto que até em brigas ele se envolve. Sem contar que ele e Earl ficam chapados com uma sopa batizada do professor McCarthy, hilário. E, de início não tinha reconhecido o Johm Bernthal porque assisti dublado e a voz era diferente. Só o reconheci mesmo no meio do filme. 

Greg e Earl também acabam brigando depois que Rachel desiste do tratamento. Os três passaram momentos divertidos mas Greg acaba ficando obcecado em fazer um filme para Rachel mas não encontrar nada bom. Felizmente ele consegue criar algo no final, mostrar a ela e vê-la antes dela partir. 

Não acho que seja um filme extremamente triste, mas também não é nenhum romance. Os dois terminaram como amigos e foi isso. Porém, juro que quando a Madison convidou o Greg para ir ao baile, achei que seria uma surpresa para ele quando no lugar dela, a Rachel aparecesse. Mas foi muita pretensão da minha parte, quando a menina estava morrendo. Mas, seria um final alternativo interessante. Se bem que, não era como se ir ao baile fosse algo tão importante para ela. Pois se fosse, acredito que o final seria outro, pois tenho certeza que Greg faria qualquer coisa por ela, como foi comprovado quando se inscreveu para a faculdade. 

Agora vamos falar dos pais de Greg. Gente, o pai dele já era totalmente excêntrico, para não dizer o mínimo. E a mãe? Eu sei que como mãe queremos manter o quarto dos filhos limpo e organizado, mas acho que chega um momento, em que eles podem fazer isso sozinhos. E, apesar que tratar da faculdade me parece ser bem mais importante naqueles lados do que imaginei. Todo filme adolescente a preparação para entrar em uma faculdade parece ser uma questão de vida ou morte. Se você não fizer uma está fadado ao fracasso. Fora a mãe literalmente obrigar Greg a ser amigo de Rachel porque ela estava doente. Pergunta: se não fosse esse o caso, ele não precisava ser amigo dela então? 

Mas acho que em uma coisa Greg estava exagerando, se ele conseguiu sobreviver ao ensino médio, que com certeza é muito mais traumatizante, na faculdade seria um paraíso. Pelo menos as histórias sempre enfatizam que o ensino médio é o pior pesadelo de qualquer estudante. Com certeza ele aprendeu muito com Rachel e com certeza ele fez dos dias tristes e doloridos dela muito melhores. Apesar de achar sem graça que não houve romance, também gostei desse diferencial da história ser mostrada mais como amizade. Sai um pouco da zona de conforto mas também não deixa de ser triste. Foi uma história leve e até divertida, por que era cada situação cômica. O final foi esperado mas ao mesmo tempo você queria acreditar no Greg. Enfim, recomendo. 




Ano de lançamento 2015

Duração 1h 45m

Direção Alfonso Gomez-Rejon

Elenco Olivia Cooke, RJ Cyler, Thomas Mann, Nick Offerman, Connie Britton, John Bernthal, Molly Shannon, Katherine Hughes


Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Divagando e refletindo sobre Moonlight: sob a luz do luar no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme inspirador sobre o crescimento e amadurecimento de um jovem, cercado por traumas e abusos em sua juventude.




 






A HISTÓRIA 

Em uma cidade de Miami, Juan, um narcotraficante, encontra Chiron, uma criança retraída conhecido pelo apelido de Little, se escondendo de umas crianças do bairro que o perseguia. Ele permite que a criança passe a noite em sua casa  junto de sua namorada Teresa e na manhã seguinte, o leva para sua mãe,  uma mulher emocionalmente abusiva. 

Chiron passa uns dias com Juan que o ensina a nadar e lhe dá conselhos sobre a vida. Certo dia, Juan encontra Paula, a mãe de Chiron e a repreende por ser viciada. Por sua vez, ela repreende Juan por ser traficante. Ao chegar em casa, desconta suas frustrações no filho e Chiron acaba desabafando com Juan e Teresa. Ele pergunta se sua mãe é viciada e se Juan vende drogas. 

Já na adolescência Chiron passa um momento de descoberta com Kevin, porém, um incidente na escola, o obriga a tomar uma decisão drástica. Sua mãe agora viciada em crack não é de muita ajuda, ele passa um tempo com Teresa, que agora vive sozinha e tenta evitar um dos garotos na escola que sempre que tem oportunidade, gosta de perturbar Chiron. Em uma dessas oportunidades, Kevin é obrigado a enfrentar Chiron em um tipo de ritual de trote e Chiron é violentamente agredido. No dia seguinte, ele ataca o responsável com uma cadeira e é levado pela polícia. 

Na fase adulta, Chiron agora atende pelo apelido de Black e vive agora em Atlanta. Sua vida mudou completamente depois da detenção e agora ele próprio é um traficante. Sua mãe agora está em uma casa de apoio a viciados e uma noite recebe uma ligação inesperada de Kevin, que não vê a mais de 10 anos. Chiron então decide fazer duas visitas enquanto reavalia sua vida. 









Ano de lançamento 2016

Duração 1h 51m

Direção Barry Jenkins

Elenco Mahershala Ali, Alex R. Hibbert (Chiron criança), Ashton Sanders (Chiron adolescente), Trevante Rhodes (Chiron adulto), Jaden Piner (Kevin criança), Jharrel Jerome (Kevin adolescente), André Holland (Kevin adulto), Naomi Harris, Janelle Manáe



Minhas divagações 

Descobri o filme por um shorts no YouTube de um cara falando sobre filmes que ele indicava no mês LGBTQI+. Eu não conhecia ainda esse filme e resolvi conferir. Mahershala é bem conhecido então não tinha como ser ruim. 

A história é dividida em três fases da vida de Chiron. Na infância, sua mãe ainda está começando com o vício e apesar dela parecer protetora quando Juan o leva para casa, a mesma manda o menino se virar algumas noites fora, para receber homens em sua casa. Depois que conheceu Juan, ele passa algumas noites com ele e Teresa. Porém, eu havia entendido que Juan seria uma figura importante na vida de Chiron, mas, após uma cena onde ele questiona Juan sobre alguns assuntos, corta para a fase adolescente do menino e Juan não aparece mais. Só sabemos o que aconteceu porque alguém comenta confirmando sua morte, mas não esclarece como ou quando. Se bem que, sendo traficante, possivelmente foi morto por isso. 

Na adolescência, Chiron continua fugindo de uns meninos da escola, mas após passar um momento íntimo com Kevin, na escola, este é obrigado a enfrentar Chiron, que resulta no mesmo terrivelmente espancado. Sabendo que não resolverá falar quem foram seus agressores, ele simplesmente decide atacar o garoto responsável com uma cadeira e acaba preso. Foi a última vez que viu Kevin. 

Na fase adulta, encontramos um Chiron totalmente diferente. Podemos até dizer que ficou igualzinho o Juan. Sua mãe agora está internada em uma clínica de reabilitação e ele recebe uma ligação de Kevin, a quem não via a muitos anos. Kevin trabalha em um restaurante e Chiron, depois de fazer uma visita de reconciliação com sua mãe, acaba indo ir visitar Kevin. 

Todas as três fases terminam de um modo em que você tira suas conclusões. Como a última vez que vemos Juan, Chiron sendo preso e, no final Chiron com Kevin. Diferente de qualquer outro filme gay que já vi, o foco aqui, é a descoberta e reflexão de Chiron. Sobre seu crescimento e desenvolvimento e em como a vida de sua mãe, acabaou refletindo o que ele faria no futuro. Mesmo sabendo o que houve com Juan e sua mãe, ele seguiu esse caminho. Talvez a solução fosse esse encontro com Kevin. Que mesmo estando em condicional, ainda levava uma vida mais correta que Chiron. 

Como mãe, sempre me questionou como uma mãe chega a essa situação de vício e abandono de seu próprio filho ou pior, de destruição de sua própria vida. Ah mas você nunca foi viciada, não entende como é. Muitos de fora com certeza já ouviram isso e realmente é um assunto delicado para cada pessoa. Vício, independente do que seja, aprisiona a pessoa de uma forma, que sem força de vontade ou intervenção, acabam em consequências irreversíveis. Senti muito ódio pela Paula, mas também senti pena dela no final, porque diferente de muitos viciados, ela entendia o perigo que era para si mesma e o abandono do filho quando ele mais precisou de uma mãe. Acho que o perdão, foi algo bom para ela continuar se cuidando e não desperdiçar mais sua vida. 

Sim, gostaria que Juan tivesse mais tempo com Chiron, que pelo menos na adolescência tivesse sido presente. De qualquer forma, o que iria influenciar seu futuro, foi ter conhecido gente ruim na detenção e entrado para o mundo das drogas. Sim, eu queria mais de Chiron e Teresa juntos. Falando sobre Juan, Teresa tentando lhe mostrar um caminho diferente para não acabar como o namorado. Juan e Teresa, dois personagens que eu queria mais. 

E claro, o relacionamento entre Chiron e Kevin. Da parte de Chiron, era óbvio suas dúvidas e seus sentimentos pelo amigo. Já Kevin, ou era bissexual ou não tinha coragem de admitir sua sexualidade. Não foi um romance descarado, mas a gente podia sentir a química ali. E mesmo Chiron sendo um traficante poderoso, ele não era visto com mulheres, sempre ficou na dele e desde pequeno, sempre foi de poucas palavras. 

Achei uma ótima produção, amei essa transição de fases da vida e as dificuldades de um jovem com uma família quebrada ter conhecimento de sua própria essência. Apesar do que se tornou no futuro, se tivesse uma continuação ou um final mais explícito, eu realmente gostaria de saber que Chiron e Kevin ficaram juntos, levando o restaurante juntos, com Chiron largando o tráfico e sua mãe habilitada os ajudando. E, claro, com Teresa os visitando ocasionalmente. Final feliz perfeito. Sem contar que poderia ter uma pequena mostra do que teria acontecido com o perseguidor de Chiron. Provavelmente preso por pedofilia e sendo abusado na cadeia. 

Mas enfim, o título do filme é mencionado na história, por Juan que conta sobre um conto para Chiron. Achei lindo. 

No mais, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Divagações em Contra o tempo (Source Code) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme curioso sobre loop temporal. 






A HISTÓRIA 

Colter Stevens acorda desorientado dentro de um trem, diante de uma mulher que aparentemente o conhece. Eventos passam a acontecer enquanto tenta entender o que está fazendo ali, até que o trem explode e ele acorda em uma espécie de cápsula com uma tela onde vê uma mulher lhe fazendo perguntas. Ele sabe seu nome, que era um piloto militar  de helicóptero e estava em missão e pergunta por seu pai. Após lhe perguntar sobre quem explodiu o trem e quem seria o terrorista, ele é mandado de volta a mesma cena sentado no trem, passando pelos mesmos eventos. Se sentindo atordoado vai ao banheiro e ao se olhar no espelho, não é o seu rosto olhando de volta. 

Vivendo esse ciclo, ele descobre então que está participando de um projeto criado pelo cientista Rutledge chamado Código Fonte. Ele vive na consciência de Sean Fentress, um professor de história que morreu no trem. Colter tem 8 minutos no corpo de Sean, para descobrir onde está a bomba e quem é o terrorista. A cada 8 minutos ele vai descobrindo pequenas coisas e mais, que ao descobrir o que lhe é exigido, ele pede a Goodwin, quem monitora suas idas e voltas, que ao final da missão, o deixe morrer de verdade. Dividida entre seu trabalho e o apego emocional com o soldado, cabe a ela decidir qual será o destino de Colter, já que Rutledge tem outros planos para seu projeto. 










Ano de lançamento 2011

Duração 1h 33m

Direção Duncan Jones

Elenco Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright



Trailer 





Minhas divagações 

Bom, o filme que mais me marcou de Jake Gyllenhaal havia sido Homem-Aranha Longe de casa. Pelo seu personagem ser um vilão que eu odiei muito. Mas, felizmente vi outros filmes desse ator, incluindo um que me marcou bastante que foi Donnie Darko. Desde então, tenho admirado todos os trabalhos dele. 

Viagens no tempo já sabem, sempre me deixam confusa. Aqui, nosso protagonista vive um loop, dentro de um trem, para descobrir um terrorista, mas ele só tem 8 minutos para fazer isso. Felizmente ele pode voltar várias vezes acumulando informações e procurando nos lugares certos. Infelizmente é algo que acaba com sua consciência. Porém, como um experimento, todo seu sofrimento pode ser resetado e ele ser usado para uma nova missão. 

É o que Rutledge tem em mente para Colter. Sendo o criador do projeto, ele nunca foi o viajante. Desde o início ele procurou por pessoas compatíveis com sua máquina e que aguentasse as viagens. Colter foi o que mais aguentou até então. Porém, seu estado físico era vegetativo e Goodwin apesar de ser fiel ao projeto, sente empatia ao sofrimento de Colter. Embora a intenção fosse salvar pessoas, o fato de apenas uma ter que sofrer incontáveis vezes como ele, não é algo fácil de se ver. Por isso, quando ele pede a Goodwin que assim que descobrir o que querem, ela o mate de verdade encerrando sua missão, para sempre. 

Colter consegue descobrir o terrorista, impede a segunda bomba, mas descobre que não pode salvar as pessoas no trem. Ele se apegou a Christina, a acompanhante de Sean no trem e em sua última volta, ele tenta salvar todos mudando aquela realidade em que ficou. Ele manda uma mensagem para Goodwin que chega à ela no passado, antes de começarem o projeto. Pelo menos foi o que entendi. Mas ainda achei alguns pontos confusos. O projeto envia Colter no passado, usando a consciência de um homem no local do atentado 8 minutos antes da explosão. Colter então tem que usar esse tempo para encontrar a bomba no trem e o responsável que a colocou lá. Encontrando o terrorista, deveria encontrar a segunda bomba, que pelo o que entendi, é a mais importante, pois Goodwin disse a Colter, que infelizmente as pessoas no trem não tinham como salvá-las. Tá entendido. Mas qual o sentido então do projeto de Rutledge colocar a consciência de Colter em alguma vítima antes de uma tragédia para impedir essa tragédia se não pode salvar TODOS. E como ele sabia que tal tragédia aconteceria?

A não ser que, o projeto seja um simulado do que acontece naquele momento para o viajante descobrir o culpado. Mas, descobrindo o culpado e o prendendo, consegue-se evitar o atentado. Mas, se funcionar só para casos como esse que teve duas bombas, qual o sentido então desse projeto? Por que não poderia ter salvado o pessoal no trem também? Porque segundo Goodwin, o projeto todo ainda é investigativo, então imaginamos que o projeto é experimental. Conseguiram colocar a consciência de Colter no corpo de Sean, morto na explosão, momentos antes de morrer, para encontrar o terrorista e evitar uma explosão maior que este planejava. Quando Colter faz sua última missão, não muda o futuro, mas cria uma realidade alternativa onde ele permanece no corpo de Sean e vive como ele. Acho que é isso. Mas, muita maldade a que custo esse projeto se manteria, vendo o corpo real de Colter. 

Não nego que esse foi de longe o mais simples que vi sobre loop e viagem no tempo. Acho que o final foi merecido para Colter, eu não conseguia imaginar como terminaria depois de ver seu corpo. Apesar de meio triste, foi a melhor solução. Mas, como ele passou as informações para Goodwin por mensagem e ela olha para o corpo dele, quer dizer então, que ela já sabia o que aconteceria ou aquele momento era novo e ela decidiria ali o que fazer com o corpo de Colter? Ou ele apenas provou que não poderia mudar o futuro, mas sim criar uma nova linha no tempo? Ou seja, para mim era tudo um projeto experimental, que deu certo mas provou ser errado por acharem ser apenas uma simulação. Essa parte ainda me perturba. Pelo que entendi, ficaram dias ali tentando fazer Colter toda vez que voltava encontrar o terrorista. Mas de novo, em que momento o pessoal do projeto está? Eu sei que no presente, mas, em que momento? Colter tem várias chances de voltar, mas no presente quanto tempo eles tem para encontrar o terrorista? Isso que eu não entendi. Tentei procurar alguém falando sobre, mas a maioria fala sobre a missão de Colter e o final alternativo que ele criou. Então é isso, apesar da dúvida do tempo em que Goodwin está, o resto foi bem interessante. A Catherine tinha umas reações estranhas as vezes que cheguei a pensar que ela era IA. Que todos no trem fazia parte do programa, não que eram pessoas reais.

Amei ver Vera Farmiga em outro trabalho que não fosse a Lorraine Warren em Invocação do mal, que diga-se de passagem, é meu filme preferido dela. E Jake me conquistando cada vez mais. No mais, filme interessante. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Divagando sobre o que seria Looper: assassinos do futuro no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um filme sobre viagem no tempo de dar nó no cérebro. 







A HISTÓRIA 

Em 2044, a sociedade vive uma depressão econômica dominada por organizações criminosas. Nesse cenário, é preciso lutar  para sobreviver e é o que Joe faz, trabalhando como Looper. Ele é encarregado de eliminar desafetos de mafiosos 30 anos no futuro, que enviam as vítimas para seu presente para serem assassinados. 

Em 2074, a viagem no tempo é uma realidade mas proibida por lei, então ela é usada para se livrar de desafetos. Os Loopers ao assinarem o contrato de trabalho, estão cientes que tem mais 30 anos de vida. Depois disso, seu eu do futuro é enviado para que o eu do presente o mate. O pagamento é em barras de ouro. 

Joe, é ótimo no que faz mas sua vida se resume a trabalho, drogas e ter um sonho de aprender francês e ir para a França. Então, seu amigo Seth lhe procura dizendo que não conseguiu terminar seu último trabalho porque não conseguiu matar sua versão mais velha, que disse que no futuro, há um assassino eliminando os loopers. Mas a regra é clara, se chegar à sua hora, o looper tem que acabar o serviço. Joe, só vai entender a crise de Seth, quando chega a sua vez. Porém, o Joe do futuro, chega com um propósito. Além de saber do assassino de Loopers, ele ainda tem uma missão pessoal para salvar quem ama. Mas, o Joe do presente não acredita na sua versão mais velha e está determinado em terminar seu trabalho. 









Ano de lançamento 2012

Duração 1h 59m

Direção Rian Johnson

Elenco Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt



Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme obviamente por um shorts no YouTube. Vi uma cena que na verdade pode ser o maior spoiler do filme, mas enfim, achei interessante pois não tinha conhecimento de um filme da Emily Blunt com Bruce Willis, então tive que conferir. E eis minha surpresa ao ver Joseph Gordon-Levitt. Mas a surpresa maior ainda, foi descobrir que o filme fala sobre o que? Viagem no tempo. Não importa quantos filmes eu veja sobre, sempre me dão nó no cérebro. Mas quem ganha ainda é O Exterminador do futuro. Sempre dou o exemplo da minha confusão citando esse filme. Pois, como que John manda seu amigo para salvar sua mãe no passado e o cara acaba sendo seu pai? Mas enfim. Voltando ao filme. 

Apesar da cena de spoiler que vi e dos comentários que acabei lendo porque fui curiosa, o filme é bem complexo, mas no quesito moral. Joe não tem muita perspectiva de vida, sendo um Looper e viciado. Como ele tinha um sonho de ir a França, não acreditou no seu eu do futuro que disse que era melhor aprender chinês. Detalhe que seu empregador ressalta em uma de suas conversas. Pois diz que ele sabe do futuro de Joe porque viu. Eu não tinha entendido até ver o Joe do futuro. A história não explica quem criou a máquina do tempo, como funciona ou quem controla ela. Se existe só uma ou várias. O foco é em Joe. Seu futuro depende do que fará com a informação que seu eu mais velho trouxe.

Aqui vemos uma mudança drástica na personalidade de Joe. Embora ele seja um assassino, seu eu do futuro ficou implacável após perder quem ama. Como sua salvadora e quem lhe proporcionou uma vida digna depois de tudo que fez, ele está determinado a eliminar o responsável pela morte dos loopers no futuro, que no presente de Joe, pode ser apenas uma criança. Analisando aqui esse confronto, entra no nó no cérebro. Vamos analisar. Supostamente esse vilão que passou a eliminar os loopers, tem como motivo, vingança pela perda da mãe. O decorrer da história acontece esse incidente porque o Joe do futuro veio para o presente a fim de eliminar o assassino. Mas de onde isso teve início? Porque até então, o Joe do passado desconhecia isso e o assassino só vira vilão, por causa do Joe do futuro. Em que momento entre presente e futuro, o assassino poderia ter sido criado sem a perturbação do Joe do futuro? Não é  de enlouquecer?

Se, os eus, presente e futuro sentem a mesma coisa, como por exemplo, Seth que foi pego e torturado, seu eu do futuro sentia o que ele estava sofrendo. Se, Joe do futuro trouxe informações que fez Joe do passado começar a mudar, como sua determinação de proteger o filho de Sarah, por que o Joe do futuro não passou a mudar seus pensamentos? A mudar suas atitudes? A ver outras opções de mudar o futuro. Tanta matança para no final ser daquele jeito. Se gostei? Não tenho certeza. Como levei spoiler, acabei deduzindo o que aconteceria. Mas ainda foi chocante. Não sei se foi a melhor opção. Talvez para sua vida no presente tenha sido. Sem perspectivas, viciado. Até  conhecer Sarah. A partir daí também mudaria seu futuro. Porque como Joe apareceu e acabou fazendo surgir esse assassino, como ele viveu mais 30 anos até chegar nesse momento? Então a vida dos loopers vai até 30 depois de aceitar o trabalho e se aposentam matando seu eu do futuro, pra que? Não entendi esse fechamento. Quando ele mata seu eu do futuro vai viver mais 30 anos sabendo que depois disso vai ser enviado para o passado e ser morto por ele mesmo? Muito confuso. Mas enfim. 

Viagens no tempo melhor não pensar demais. É ficção, então para que tentar entender?  Apesar do final, foi interessante. O filho da Sarah era sinistro. Me pergunto se mesmo ela o criando do jeito certo, vai crescer uma boa pessoa? O perigo estava em todo lugar. Mesmo que Joe não fosse mais sofrer a perda de quem ama, ainda existiria crimes e assassinos no mundo. Como Sarah poderia proteger seu filho disso? A história de Joe terminou ali, mas e o resto? Não existiria mais loopers? Como funcionava com a comunicação para saberem onde e qual horário esperar a vítima? Se não fosse por esses detalhes, talvez tivesse sido bem mais interessante. Mas, se for analisar somente pelo arco de Joe, apesar de acreditar que no fim, a culpa foi dele mesmo, foi uma trajetória intensa. Mas me pergunto se somente Joe fosse enviado para o passado para morrer, ele teria feito tudo aquilo? Se a esposa continuasse viva? Os caras que foram buscar Joe eram o que? Se enviavam os escolhidos para serem executados no presente de Joe, para morrerem, o que os impedia de matá-los ali mesmo, uma vez que mataram a esposa de Joe. Embora muitas coisas não façam sentido, ainda assim foi um ótimo filme. Não reconheci o Joseph logo de início por conta de sua maquiagem para parecer sua versão mais velha, que seria o Bruce Willis. Todo filme que vejo do Joseph é sensacional. Bruce Willis nem se fala. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Divagando e tentando entender Donnie Darko no Divagando Sempre

 

Olá Divosos viajantes no tempo. Hoje trago esse filme que sempre quis ver e essa hora finalmente chegou. 






A HISTÓRIA 

Donnie Darko é um adolescente problemático com indícios de esquizofrenia. Certa noite ele acorda com uma voz lhe chamando e ele encontra uma figura estranha vestida de Coelho que lhe informa o fim do mundo em 28 dias 6 horas 42 minutos e 12 segundos e acaba acordando em um campo de golfe. Ao retornar para casa, ele vê que foi salvo por ter saído a noite pois seu quarto foi atingida por uma turbina de avião. O maior mistério da cidade, pois nenhum avião foi identificado caído pelas redondezas nem noticiado nenhum desaparecimento e ninguém sabe de onde a turbina veio. Mas a partir daí a vida de Donnie muda completamente. 

Uma nova aluna entra para a turma de Donnie, Gretchen, por quem acaba se apaixonando. Donnie faz terapia e fala abertamente sobre suas visões com o Coelho, onde diz se chamar Frank e em suas sessões de hipnose, revela as coisas que fez a mando de Frank, como inundar a escola ou incendiar a casa de Jim Cunningham. O primeiro fez com que voltasse para casa com Gretchen e o segundo acabou denunciando Jim como pedófilo. Apesar desses acontecimentos bons, Donnie desencadeia outros  culminando em tragédias que o faz entender após algumas conversas com seu professor de física e de ler um livro sobre viagem no tempo, o que ele precisa fazer para impedir o fim do mundo. 








Ano de lançamento 2013

Duração 1h 53m

Direção Richard Kelly

Elenco Jake Gyllenhaal, Drew Barrymore, Maggie Gyllenhaal, Jena Malone, Patrick Swayze



Trailer 





Minhas divagações 

Esse filme esteve na minha lista por muito tempo e minha curiosidade só aumentava quando via muita gente falando que não entendeu o filme. Por isso procrastinei até encontrar um momento de pura concentração para vê-lo. O que nunca acontecia e só ia deixando de lado. Até que comecei a ver títulos mofando na minha lista e decidi finalmente conferir este. 

Apesar de já ter escutado um podcast falando sobre, a única coisa que me lembro, é da menina falando que era babaca. Só isso, babaca e que odiou o filme. Sem justificava ou ponto de vista. O que só pessoas que não entenderam poderiam dizer sobre. Não que para mim tenha sido fácil entender. Na verdade ficou muitas questões mas que são típicas em viagens no tempo, o que vocês já sabem, me dão nó no cérebro. 

Tem coisas que entendi mas não fizeram muito sentido. Entendi o significado da turbina, entendi sobre Frank e entendi a decisão de Donnie assim como entendi o que o próprio Donnie representa na história. Mas, o fato de Donnie sair no meio da noite e acordar em lugares aleatórios, foi antes de ver Frank e antes da turbina. Sair e acordar fora parece algo comum, uma vez que sua família não questiona nada e seus amigos comentam sobre seu "sonambulismo". Eu achava, depois de descobrir sobre a viagem no tempo, que Donnie fazia isso quando chegava o fim do mundo e ele meio que reiniciava e por isso Donnie acordava fora de casa. Por que só ele? Foi meu primeiro furo, embora já tenha filmes sobre loop temporal onde afetava uma ou duas pessoas. Então, também pode ser isso. 

Depois teve a questão do Coelho que mesmo que dissesse se chamar Frank, eu pensei que na verdade fosse Donnie do futuro tentando avisá-lo do fim do mundo. Mas na verdade era outra pessoa, real, existia no mundo de Donnie, porém acontece algo com ele e minha pergunta era: por que ELE aparecia para o Donnie falando sobre o fim do mundo se o que aconteceu com ele foi antes dele saber do fim do mundo? E, por que ele fez Donnie inundar a escola e incendiar a casa de Jim, se culminaria no final do mesmo jeito, já que essas ações levaram ao avião, onde finalmente entendemos sobre a turbina. 

Como Donnie ainda estava sendo tratado e para ter certeza de seu diagnóstico, a terapeuta fazia sessões de hipnose com ele. Eu, até cheguei a pensar que no fim, ele acordaria em um quarto isolado no manicômio e teria sonhado com tudo isso. Mas a realidade do que aconteceu, óbvio, foi diferente do que imaginei. Mas não nego que as ações que Frank mandou Donnie fazer, fechou um círculo dos acontecimentos. Com a escola fechada, Donnie volta para casa com Gretchen e começam a sair juntos. Com o incêndio, Jim é descoberto e preso. A professora que deveria acompanhar a filha e as alunas para um evento fora da cidade, fica arrasada com a prisão de Jim e faz um movimento para defender sua inocência e liberdade, pedindo então que a mãe de Donnie vá em seu lugar. É aí que na volta, seu avião cai e acontece o fim do mundo. Onde Donnie vê depois de ter perdido Gretchen e matado alguém. Com isso, para proteger quem ama, ele toma a decisão do final do filme. Gretchen em algum momento do filme até menciona que Donnie Darko parece um nome de super herói e como efeito colateral das viagens que aparentemente ele acaba fazendo, ele tem algum tipo de poder mesmo. 

Pelo que entendi e depois li muita gente teorizando, é que quando Donnie sai do quarto antes da turbina cair, ele passou a viver em um mundo paralelo. Todos os acontecimentos são compreensíveis, mas, e o fim do mundo? Por que aconteceu naquela vida paralela? Sem Donnie não aconteceria? E Frank? Fez tudo isso sem saber o que lhe aconteceria? Os avisos dele para Donnie eram propositais para acontecer a queda da turbina ou para evitar o fim do mundo? Donnie já havia feito outras viagens antes? Já tinha vivido outras vidas e escolhido outros caminhos até entender o que tinha que fazer? E a vovó morte que na verdade era uma escritora de um livro sobre viagens no tempo? Ela ficou daquele jeito por causa das viagens? O que ela esperava receber em sua caixa de correspondência. Eu li que era uma carta que Donnie havia escrito para ela. Mas como ela sabia? 

Não achei estranho nem difícil de entender, pois histórias sobre viagens no tempo, para mim, não tem um motivo importante a não ser dar nó no cérebro. Então não me esforço muito para encontrar sentido em tudo. Achei um trabalho excelente de Jake Gyllenhaal e seu personagem embora parecesse estranho, não achei que fosse solitário e que ele desprezasse os colegas da escola. Ele tinha amigos e na escola questionava as coisas que ele não concordava quando os professores tentavam ensinar coisas que para ele não fazia sentido. Ele era problemático? Com certeza. Mas acho que ele era bom demais para essa comunidade. Que mãe faria um grupo de apoio para defender um pedófilo tendo uma filha menor de idade? E qual seria a diferença se fosse essa professora ou a mãe de Donnie na viagem, se a irmã dele estaria no avião de qualquer forma? E o que isso tinha a ver com o fim do mundo? Era o fim do mundo no geral ou o fim do mundo da vida de Donnie? 

Com certeza essa é uma daquelas histórias em que você termina questionando tudo. Embora de primeira eu tenha ficado mais triste pelo Donnie e pelo o que ele fez. Depois fui relembrando e me questionando sobre várias coisas. O mais interessante é como cada pessoa interpreta essa história e tenha suas próprias conclusões. Minha única reclamação seria sobre o Coelho ser o próprio Donnie tentando avisá-lo do que aconteceria com ele, mas acho que no final, sendo outra pessoa faria mais sentido mesmo. Dito isso, concordo que é um excelente filme embora muitos digam o contrário. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 14 de abril de 2026

[Review/divagações] Apenas Deus perdoa/Only God Forgives no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago um trabalho que não conhecia do Ryan Gosling e apesar da trama surreal, foi até interessante. 







A HISTÓRIA 

Julian e Billy, são irmãos que administram um clube de boxe Muay Thai em Bangkok como fachada para o tráfico de drogas. Uma noite, Billy sai em busca de sexo e vai para um bordel onde recusam a lhe dar o que quer, então ele ataca o dono e invade o quarto onde estão as prostitutas e agride uma delas. Ele vai para outro local e acaba matando uma menor de idade. Chang, um tenente da justiça, leva o pai da garota, Choi, para identificar o corpo e permite que este faça o que quiser com Billy, que acaba resultando em sua morte. Depois, Chang pune Choi por ter permitido que sua filha se prostituísse. 

Julian ao descobrir sobre a morte do irmão, vai atrás de Choi que é poupado com vida quando Julian descobre o que realmente aconteceu. Porém, Crystal, mãe de Jullian e Billy, chega a Bangkok e exige que Julian vingue o irmão, que nega fazê-lo ao afirmar que tiveram motivos para matarem o irmão. Crystal então usa os lutadores da academia dos filhos para executar Choi e enquanto Chang investiga a morte de Choi, conclui que Julian é inocente. Crystal então faz um acordo com um traficante rival em troca da morte de Chang. Porém a emboscada dá errado e Chang pega o traficante e eventualmente descobre quem foi o mandante. Crystal pede a ajuda do filho mais uma vez, pois sabe que agora não tem forças contra Chang. 








Ano de lançamento 2013 

Duração 1h 30m

Direção Nicolas Winding Refn

Elenco Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Vithaya Pansringarm




Minhas divagações 

Esse foi um dos filmes mais estranhos que já vi. O enredo é simples. Dois irmãos traficantes, um deles é morto e a mãe, líder do tráfico, ordena que o filho vingue o irmão. Simples? Não. O visual era muito caótico sendo a cor a vermelha destaque em vários ambientes ou roupas, ou até no exagero do sangue nas vítimas. Fora que Julian parecia que estava o tempo todo drogado ou sendo controlado por algum remédio que limitasse seus gestos. E convenhamos que a mãe era uma vadia e tinha um relacionamento estranho com os filhos. Não ligava pelo fato de Billy ser pedófilo, psicopata e assassino e menosprezava Julian sempre o ofendendo e comparando com o irmão. 

O cenário era muito confuso e por vezes demorei a entender o que estava acontecendo. Eu achava que Chang era um mafioso que dirigia casas de prostituição mas não aceitava prostituir menores, por isso deu uma lição em Choi. O que não fazia sentido pois esses caras só se preocupam com dinheiro. Chang ser um tenente de polícia fazia mais sentido, já que durante seu ataque ele estava reunido com policiais. Confundi o que ele fazia porque não usava uniforme e apenas uma espada. Achei que a polícia fazia parte da sua lista de pagamentos. Mas ele era um justiceiro, embora com métodos extremos. 

Julian parecia perdido e pau mandado da mãe. Mesmo ela lhe humilhando e dizendo coisas terríveis, ele acabava fazendo o que ela queria. Embora no final, tenha desobedecido suas ordens, quando poupou a vida da filha de Chang. O que ficou implícito também foi o relacionamento da mãe com os filhos. Por Julian ser dessa forma, creio que rolou uns abusos ali, tanto físico quanto mental. Já se via a forma como Crystal tratava as pessoas assim que chegou no hotel. Me admira ter esse porte todo mas chegar em Bangkok e não conseguir vingar o filho. Pelo menos a justiça ali foi implacável, uma vez que Crystal queria vingança mas ignorava o que Billy havia feito. O que eu havia entendido era que, na verdade não prestei atenção na sinopse, lendo agora, claramente diz que Julian é um traficante que tem uma mãe dominante que exige vingança e terá que enfrentar um policial que usa métodos extremos para fazer justiça. O que eu entendi foi que, por algum motivo bizarro, o irmão de Julian foi morto e como eram traficantes, um policial ficaria em seu encalço. Por obrigação, Julian procuraria vingar o irmão enquanto era caçado pela polícia.

O que se sucedeu foi completamente diferente. Estou acostumada com doramas chineses de época ou romances fofinhos. Aqui, foi uma visão completamente diferente, por se tratar do submundo do crime. Drogas, prostituição, assassinatos. Já o ambiente foi bem diferente. E sim, isso me chocou bastante. Assim como ver Ryan Gosling em um papel completamente sério, o oposto do que vi dele ultimamente. Só conferi o filme por ter ele no elenco. Não nego que em se tratando de atuação, ele seja excelente. Essa transformação prova seu talento. Porém, em questão de história, além de confuso foi ao mesmo tempo bom.

Confuso pelas cenas em que Julian tinha umas visões que eu não sabia se ele estava delirando, sonhando ou prevendo o futuro. Fiquei até esperando que no final ele acordasse e descobrisse que tinha sonhado enquanto estava preso em um manicômio. A morte do irmão poderia representar realmente esse desejo. A volta da mãe, porque como criminosos que fugiram para Bangkok, ele apesar de tudo, realmente poderia sentir falta da mãe. Mai, seria a encarnação da mulher que poderia ser ideal para ele, mas ou Julian era gay,o que não achei essa parte clara,ou só disfuncional com outras mulheres pelos abusos da mãe. Seria surreal se ele só acordasse e tudo não passasse de um desejo íntimo dele. 

Foi bom também porque nem sempre o que estamos acostumados é perfeito. As vezes é bom sair da zona de conforto. Esse é um daqueles filmes que enquanto assisto minhas reações são diversas, quando termino sinto um vazio estranho e enquanto avalio percebo que de um modo estranho, foi interessante. Após pensar bastante sobre a história, acabei achando bom. Por ser de 2013, não é um trabalho muito conhecido de Gosling. Também não sei se recomendaria pelo tema forte. Mas, a questão da vingança, achei excelente o que aconteceu com Crystal e que aqui, a justiça realmente é feita. Acho que é o arco mais satisfatório de tudo. Embora tenha finalizado com uma cena estranha com Chang cantando em uma espécie de karaoke. 

Mas enfim, apesar de passar a maior parte do tempo horrorizada, foi uma jornada interessante. Não pesquisei muito sobre o filme, porque os que vi, elogiava a obra. Talvez apenas eu tenha sentido certo desconforto, mas não nego que foi uma experiência interessante. 


Nota pessoal 8/10

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Divagando sobre os gêmeos em LENDAS DO CRIME - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do crime. Hoje trago esse filme sensacional sobre os irmãos Kray, interpretado maravilhosamente por Tom Hardy. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 60, Reggie Kray, torna-se importante no mundo do crime londrino e se une a seu irmão gêmeo Ron, o tirando do hospital psiquiátrico sob fortes ameaças e assume o controle de uma boate local. Reggie conhece Frances, a irmã de seu motorista e passa a sair com ela, mesmo sua mãe sendo contra. 

Reggie acaba sendo preso por uma condenação anterior e Frances o faz jurar que deixará a vida do crime para trás, assim ela aceitará se casar com ele. Mas, quando Reggie sai da prisão, descobre que a instabilidade mental e violência do irmão, quase levaram a boate a falência. Os dois brigam violentamente mas depois se reconciliam, parcialmente. Reggie tenta reconquistar Frances que saiu da boate horrorizada com tamanha violência dos irmãos, mas acaba aceitando e se casando com Reggie.

Porém, Reggie é atraído pelo mundo do crime e Frances acaba viciada em remédio controlado ilegalmente. Mas tudo piora quando Reggie perde o controle e a agride e a violenta sexualmente. Ela decide deixá-lo e quando Reggie tenta reconciliar, uma tragédia acontece. Com seu casamento desmoronado, Reggie ainda tem que lidar com o temperamento explosivo do irmão, que gosta da vida de gangster e acaba matando um importante associado de uma gangue rival, Cornell,  publicamente. Reggie só não acaba com o irmão por causa da mãe. 

Porém, ainda insatisfeito, Ron paga McVitie para matar o sócio de Reggie, mas apenas o fere, que revoltado decide entregar os irmãos para a polícia. Ron é acusado de matar Cornell e Reggie pelo assassinato de McVitie, já que não podia matar o próprio irmão. 











Ano de lançamento 2015

Duração 2h 12m

Direção Brian Helgeland

Elenco Tom Hardy, Emily Browning, Paul Anderson



Trailer 







Minhas divagações 

Filmes de gangster são sempre fascinantes para mim. Mesmo que não tenha tiroteios, pois não sei porque coloquei na cabeça que esse tipo de filme sempre tem um, quando na verdade a maioria é mais questão de história pessoal dos envolvidos. Eu acho que a culpa foi de quando assisti pela primeira vez o filme Bonnie e Clyde, de 1967, embora fossem assaltantes, mas gostei da estética de gangue e dos tiroteios. 

Enfim, coloquei Lendas do crime na minha lista por ser com o ator Tom Hardy, por quem havia me interessado mais após ver o filme Mad Max a estrada da fúria e depois descobri que ele fez Venom também. Então passei a procurar mais de seus trabalhos para ver. Como recentemente vi Pecadores onde Michael B. Jordan interpreta dois irmãos gêmeos, não vou mentir que fiquei surpresa, mas com certeza acentuou mais minha admiração pelo Tom Hardy. Creio que minha surpresa maior foi quando vi O macaco e Theo James também interpretava irmãos gêmeos. Aqui, confesso que fiquei de queixo caído, mas talvez porque fazia tempo não via nenhum trabalho de Theo James depois de Divergente, então foi uma surpresa vê-lo interpretando dois irmãos, completamente diferentes. Não foi só colocar um óculos ou mudar a cor de um boné, foi uma mudança drástica, pois nem o reconheci, mas pode ser também pelo meu problema de quando a pessoa muda cor, corte de cabelo ou afins, eu já não reconheça mais. Mas apesar de tudo, Tom arrasou.

Confesso também que imaginei que a história fosse para outros caminhos. As atividades criminais dos irmãos, foram mais sutis, na minha opinião. Parecia mais que jogaram os crimes no colo de Ron, por ele já ser mentalmente instável. Embora fosse o chefe, Reggie foi pintado como mais sensato. A maioria dos crimes foram orquestrados por Ron. O mais chocante foi cometido por Reggie, que em um ataque de fúria, matou outro no lugar do irmão, já que não podia matá-lo. 

Filmes de gangster ou talvez seja a época mesmo, todos são terrivelmente elegantes e não foi a toa que Frances caiu no encanto de Reggie. Mas, eu esperei muito mais dessa personagem, infelizmente ela era certinha demais para esse mundo do crime. Achei que ela fosse diferente porque quando conheceu Reggie, parecia mais ousada e desafiadora. Achei que ela fosse se tornar a segunda dama, a mulher má do gangster. Mas depois que saiu com ele, ela se mostrou ser dócil e uma mulher decente. Infelizmente não aguentou a vida de crimes do marido e tomou uma decisão trágica. Nesse caso, deveria ter ouvido sua mãe quanto a conduta de Reggie. Infelizmente ela estava certa, só não soube como fazer a filha ver isso antes. Mas quando a pessoa se apaixona, não importa se é errado, se ela própria não enxergar o risco, nada a fará mudar de ideia, até uma tragédia acontecer. 

E, o mais chocante foi, descobrir que a história é real, os irmãos Kray realmente existiram. Talvez por isso a história não tenha sido tão surreal. Mas só descobri pesquisando mais sobre o filme. Pois não começou como outros dizendo que era baseado em uma história real nem mostrou no final fotos dos personagens verdadeiros, por isso fiquei chocada quando descobri ser real. E mais, dando uma pesquisada na história dos irmãos, a realidade foi bem mais macabra do que no filme. 

As diferenças, se minhas fontes estiverem corretas, diz que Frances na verdade foi morta por Ron, o que não acharia estranho, já que ele era emocionalmente instável e parecia ter ciúmes dela com o irmão. Segundo, Reggie teria matado McVitie por outro motivo. Acredito que as intenções estejam corretas, só os motivos foram modificados. O que não surpreende, mas ainda acho que seguindo a vida real, teria sido mais chocante. Como disse, as intenções estavam corretas, pois Ron mandou matar o sócio de Reggie, por ciúmes, aqui só trocaram a vítima. E Reggie matou McVitie por ter tentado matar seu sócio a mando de Ron e como deu errado, ele sabia que estavam perdidos. Com ódio do irmão, não podendo matá-lo, mata o outro. 

Confesso que achei que Reggie não fosse se deixar ser preso. Pensei que fugiria ou se mataria. Ambos foram presos e condenados a prisão perpétua. Ron morreu de ataque cardíaco em 1995 e Reggie de câncer em 2000. Achei o filme bom, mas poderia ter sido melhor se Frances fosse diferente. Ron realmente poderia tê-la matado se ela tivesse tentado mudar Reggie a desistir da vida criminosa e vendo a cunhada como obstáculo, teria se livrado dela. Mas, Ron ter matado Frances foi uma confissão de Reggie a um companheiro de cela, que disse que seu irmão havia confessado o crime dois dias depois que a esposa faleceu. Ficou meio estranho a linha do tempo, mas acho que mesmo que Reggie acreditasse nisso, se não pôde matar o irmão antes, teria matado pela esposa? 

Enfim, poderia me aprofundar na história dos irmãos, mas o filme em si, tratou mais a vida deles superficialmente, pois pelo que li, eles cometeram muito mais crimes do que o filme deixou transparecer. O que parecia dizer era que depois de tanto horror, os irmãos empenhariam suas energias em casas noturnas. Ou foi isso que entendi. De qualquer forma, foi um ótimo filme com atuação excelente de Tom Hardy.


Nota pessoal 10/10

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