Olá Divosos. Hoje trago esse filme curioso sobre loop temporal.
A HISTÓRIA
Colter Stevens acorda desorientado dentro de um trem, diante de uma mulher que aparentemente o conhece. Eventos passam a acontecer enquanto tenta entender o que está fazendo ali, até que o trem explode e ele acorda em uma espécie de cápsula com uma tela onde vê uma mulher lhe fazendo perguntas. Ele sabe seu nome, que era um piloto militar de helicóptero e estava em missão e pergunta por seu pai. Após lhe perguntar sobre quem explodiu o trem e quem seria o terrorista, ele é mandado de volta a mesma cena sentado no trem, passando pelos mesmos eventos. Se sentindo atordoado vai ao banheiro e ao se olhar no espelho, não é o seu rosto olhando de volta.
Vivendo esse ciclo, ele descobre então que está participando de um projeto criado pelo cientista Rutledge chamado Código Fonte. Ele vive na consciência de Sean Fentress, um professor de história que morreu no trem. Colter tem 8 minutos no corpo de Sean, para descobrir onde está a bomba e quem é o terrorista. A cada 8 minutos ele vai descobrindo pequenas coisas e mais, que ao descobrir o que lhe é exigido, ele pede a Goodwin, quem monitora suas idas e voltas, que ao final da missão, o deixe morrer de verdade. Dividida entre seu trabalho e o apego emocional com o soldado, cabe a ela decidir qual será o destino de Colter, já que Rutledge tem outros planos para seu projeto.
Ano de lançamento 2011
Duração 1h 33m
Direção Duncan Jones
Elenco Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright
Trailer
Minhas divagações
Bom, o filme que mais me marcou de Jake Gyllenhaal havia sido Homem-Aranha Longe de casa. Pelo seu personagem ser um vilão que eu odiei muito. Mas, felizmente vi outros filmes desse ator, incluindo um que me marcou bastante que foi Donnie Darko. Desde então, tenho admirado todos os trabalhos dele.
Viagens no tempo já sabem, sempre me deixam confusa. Aqui, nosso protagonista vive um loop, dentro de um trem, para descobrir um terrorista, mas ele só tem 8 minutos para fazer isso. Felizmente ele pode voltar várias vezes acumulando informações e procurando nos lugares certos. Infelizmente é algo que acaba com sua consciência. Porém, como um experimento, todo seu sofrimento pode ser resetado e ele ser usado para uma nova missão.
É o que Rutledge tem em mente para Colter. Sendo o criador do projeto, ele nunca foi o viajante. Desde o início ele procurou por pessoas compatíveis com sua máquina e que aguentasse as viagens. Colter foi o que mais aguentou até então. Porém, seu estado físico era vegetativo e Goodwin apesar de ser fiel ao projeto, sente empatia ao sofrimento de Colter. Embora a intenção fosse salvar pessoas, o fato de apenas uma ter que sofrer incontáveis vezes como ele, não é algo fácil de se ver. Por isso, quando ele pede a Goodwin que assim que descobrir o que querem, ela o mate de verdade encerrando sua missão, para sempre.
Colter consegue descobrir o terrorista, impede a segunda bomba, mas descobre que não pode salvar as pessoas no trem. Ele se apegou a Christina, a acompanhante de Sean no trem e em sua última volta, ele tenta salvar todos mudando aquela realidade em que ficou. Ele manda uma mensagem para Goodwin que chega à ela no passado, antes de começarem o projeto. Pelo menos foi o que entendi. Mas ainda achei alguns pontos confusos. O projeto envia Colter no passado, usando a consciência de um homem no local do atentado 8 minutos antes da explosão. Colter então tem que usar esse tempo para encontrar a bomba no trem e o responsável que a colocou lá. Encontrando o terrorista, deveria encontrar a segunda bomba, que pelo o que entendi, é a mais importante, pois Goodwin disse a Colter, que infelizmente as pessoas no trem não tinham como salvá-las. Tá entendido. Mas qual o sentido então do projeto de Rutledge colocar a consciência de Colter em alguma vítima antes de uma tragédia para impedir essa tragédia se não pode salvar TODOS. E como ele sabia que tal tragédia aconteceria?
A não ser que, o projeto seja um simulado do que acontece naquele momento para o viajante descobrir o culpado. Mas, descobrindo o culpado e o prendendo, consegue-se evitar o atentado. Mas, se funcionar só para casos como esse que teve duas bombas, qual o sentido então desse projeto? Por que não poderia ter salvado o pessoal no trem também? Porque segundo Goodwin, o projeto todo ainda é investigativo, então imaginamos que o projeto é experimental. Conseguiram colocar a consciência de Colter no corpo de Sean, morto na explosão, momentos antes de morrer, para encontrar o terrorista e evitar uma explosão maior que este planejava. Quando Colter faz sua última missão, não muda o futuro, mas cria uma realidade alternativa onde ele permanece no corpo de Sean e vive como ele. Acho que é isso. Mas, muita maldade a que custo esse projeto se manteria, vendo o corpo real de Colter.
Não nego que esse foi de longe o mais simples que vi sobre loop e viagem no tempo. Acho que o final foi merecido para Colter, eu não conseguia imaginar como terminaria depois de ver seu corpo. Apesar de meio triste, foi a melhor solução. Mas, como ele passou as informações para Goodwin por mensagem e ela olha para o corpo dele, quer dizer então, que ela já sabia o que aconteceria ou aquele momento era novo e ela decidiria ali o que fazer com o corpo de Colter? Ou ele apenas provou que não poderia mudar o futuro, mas sim criar uma nova linha no tempo? Ou seja, para mim era tudo um projeto experimental, que deu certo mas provou ser errado por acharem ser apenas uma simulação. Essa parte ainda me perturba. Pelo que entendi, ficaram dias ali tentando fazer Colter toda vez que voltava encontrar o terrorista. Mas de novo, em que momento o pessoal do projeto está? Eu sei que no presente, mas, em que momento? Colter tem várias chances de voltar, mas no presente quanto tempo eles tem para encontrar o terrorista? Isso que eu não entendi. Tentei procurar alguém falando sobre, mas a maioria fala sobre a missão de Colter e o final alternativo que ele criou. Então é isso, apesar da dúvida do tempo em que Goodwin está, o resto foi bem interessante. A Catherine tinha umas reações estranhas as vezes que cheguei a pensar que ela era IA. Que todos no trem fazia parte do programa, não que eram pessoas reais.
Amei ver Vera Farmiga em outro trabalho que não fosse a Lorraine Warren em Invocação do mal, que diga-se de passagem, é meu filme preferido dela. E Jake me conquistando cada vez mais. No mais, filme interessante. Recomendo.
Nota pessoal 9/10






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