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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Divagando e homenageando Michael no Divagando Sempre

 

Olá Divosos amigos. Hoje trago essa belíssima homenagem ao Michael Jackson. Digam o que quiserem, mas Jaafar arrasou interpretando Michael. 







A HISTÓRIA 

No final dos anos 60, Joseph Jackson, pai e empresário dos Jackson Five, composto por seus cinco filhos, assinava com a Motown, após anos de ensaios exaustivos e até punições físicas contra Michael, o caçula do grupo. Michael desde cedo se destacava com sua voz e presença marcantes e o fundador da Motown Berry Gordy acreditava que Michael tinha potencial como cantor solo.  

Mas só no final dos anos 70 que Michael assina com a Epic Records e lança seu primeiro álbum solo. Mas, seu pai impedia o progresso de Michael pois acreditava ser o responsável pelo sucesso da família e embora não se importasse com o que o filho fazia em seu tempo livre, ele exigia que Michael dedicasse algumas horas cantando com os irmãos. 

Em 1981 Michael contrata o advogado John Branca e tenta demitir seu pai por fax. Mesmo com o enorme sucesso, Joseph ainda insiste em que Michael se apresente com os irmãos e assina um contrato com a PepsiCo para fazer uma turnê. Michael se opõe mas acaba participando. Durante a gravação de um comercial da PepsiCo, Michael sofre queimaduras de terceiro grau e após se recuperar, continua a turnê mas no último show, ele anuncia que aquela seria sua última apresentação com os Jackson Five seguindo carreira solo. 










Minhas divagações 

Vi algumas críticas sobre o filme, mas, resolvi conferir porque é o Michael né minha gente, Michael nunca é demais. Vi várias críticas e algumas opiniões e comecei até um vídeo onde uma pessoa enumerava 10 erros no filme. Todos sabemos que não foi perfeito, que vai haver inconsistência na linha do tempo, que vai ter mudanças nas ordens ou em quem encontrou Michael, que a relação dele com o pai foi amenizada e blá-blá-blá. Mas convenhamos, estamos vendo uma filmografia do cantor. Não estamos vendo um documentário sobre ele e vamos ser sinceros, até documentários tem suas falhas. Até biografias tem suas falhas. Para que procurar defeitos na obra?

Eu cresci ouvindo Michael, eu vi as notícias em primeira mão da maioria das coisas que ele passou e mesmo que tenha faltado ainda algumas coisas nesse filme, eu acho que como homenagem funcionou muito bem. E vamos falar desse menino Jaafar. Que lindo ele interpretando seu tio. Ninguém melhor do que alguém da família para fazer isso e ele tem talento de sobra como o tio. 

Até onde acompanhei ele, eu vi ele sendo julgado pela cirurgia no nariz, pelo vitiligo, que na época não era muito conhecido ou eu que era muito criança para me interessar sobre. As denúncias e suspeitas de pedofilia sempre ao seu redor. Muitas coisas bizarras sobre ele. Mas eu sou o tipo de fã de fases. Não acompanhei tudo sobre ele, chegou uma época que eu só soube dele quando morreu. Que foi um dos maiores acontecimentos da época e a maior perda. 

Mas estou desviando do assunto. Quanto ao filme, seria de se suspeitar que algumas coisas não agradariam geral quando a vida de alguém é contada por outra pessoa. No caso, o filme foi uma visão dos irmãos do Michael sobre ele. Tanto que Janet Jackson além de não participar nem sequer foi mencionada. Diz os comentários que ela odiou o roteiro e não quis fazer parte disso, proibindo qualquer menção a seu nome. Eu não lembro a história dela com o Michael, mas alguma coisa tem aí. Pesquisando, vi que na verdade eles eram bem próximos. Então provavelmente seu papel no filme seria algo que não a agradou. As matérias que li não entram em detalhes sobre sua recusa em participar. 

Apesar das controvérsias e críticas divididas, eu, da minha parte, sendo bem sincera, amei o filme. E concordo com a maioria que falar sobre Michael seria preciso uma série com 10 episódios de uma hora cada e olha lá ainda. Só sua infância dominaria uma temporada inteira. No filme abordaram vários assuntos importantes da vida de Michael mas de modo rápido. Foi mencionado mas não trabalhado em cima disso. Como se fosse um experimento para se der certo, se falaria mais no assunto depois. Como o final do filme deixou em aberto que pode ter uma sequência, quem sabe muita coisa pode vir a ser mais trabalhada. 

Mas uma coisa todos concordam, o pai de Michael era simplesmente detestável. Típico desses pais que exploram os filhos celebridades desde a infância. E era ainda pior por aparentemente abusar somente de Michael. Ele era tão assustador que quatro irmãos homens mais velhos, não poderiam defender Michael? A mãe eu até entendo não fazer nada, de repente ela poderia apanhar também ou, já sofria abusos psicológicos que a impediam de reagir em defesa do filho. Essa parte da história eu não lembro, sobre a mãe e os irmãos não o defenderem. Mas pelo menos no filme, me pareceu que a relação entre os irmãos não eram muito afetuosas. Talvez o fato do Michael ser o mais o novo e o destaque do grupo, resultasse nessa indiferença sobre o que acontecia entre o pai e o irmão mais novo, contanto que Michael continuasse trazendo o sucesso para eles, tudo bem. 

Embora tenha sido gratificante ver a paixão e empenho na atuação de Jaafar, e como toda história contada pela família da personalidade em questão, fica meio a desejar porque é a visão deles dos fatos e podem dizer o que quiserem. Foi assim com a série do Senna, que por mais que admire esse corredor, não assisti porque foi feita pela família dele. Assim que vi que praticamente excluíram a Adriane Galisteu, preferi ver o filme dela com a versão dela, com cenas e fotos de verdade do Senna, do que a série interpretada por um ator. O que quero dizer, é que senti que faltou harmonia? Mais calor humano? Não sei como expressar o que senti que faltou. Claro que foi nostálgico ouvir as principais músicas dele assim como a dos Jackson Five, que obviamente eu não escutava muito porque quando nasci Michael Jackson já era um artista solo. Senti a frieza e a distância da família em relação a ele, com exceção da mãe. Senti a solidão dele por não ter tido infância, amigos de sua idade, senti a magia dele de ser reconhecido e famoso como artista solo. Mas faltou mais focar no seu processo criativo, em como surgiu alguns de seus mais famosos passos de dança. Na minha opinião, foi perfeito, mas ao mesmo tempo senti que faltou algo que nos conectasse mais a esse Michael. Talvez porque eu estava vendo mais o Jaafar ali do que o próprio Michael. 

No mais, achei incrível. 



Ano de lançamento 2026

Duração 2h 7m

Direção Antoine Fuqua

Elenco Jaafar Jackson, Colman Domingo, Miles Teller, Keilyn Durrel Jones


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Divagando e criticando O Refúgio (é bom mesmo?) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos piratas. Hoje vamos criticar esse filme que tinha muito potencial, mas...







A HISTÓRIA 

Ercell aguarda o retorno de seu marido que foi para o mar. Passando o aniversário do filho do casal sem seu retorno, ela começa a ficar apreensiva. Se já não bastasse essa preocupação, Elizabeth, sua cunhada, planeja fugir com o namorado. Sem saber dos piratas invadindo a ilha, Elizabeth sai bem cedo para encontrar o namorado, porém, o encontra morto. Enquanto isso, Ercell sofre um ataque de dois homens atrás de ouro encontrado com seu marido. 

Ercell consegue lidar com os bandidos e com a ajuda do pastor deixa seu filho sob sua proteção enquanto vai atrás de Elizabeth. No meio da perseguição, Francisco Connor se revela exigindo o que Ercell lhe roubou anos atrás e expondo seu passado a Isaac e Elizabeth. Ercell consegue fugir com os dois e se escondem em uma mina abandonada preparada por anos, por ela, caso um dia, esse momento chegasse. 

Connor exige uma troca, o ouro pelo seu marido. Ercell se prepara para o resgate, mas falha. Agora, para sobreviverem, Isaac e Elizabeth dependem de quem Ercell foi no passado. Só ela poderá salvá-los.







Minhas divagações 

Confesso que não esperava muito e no final achei chatíssimo. Mesmo que tenhamos grandes atores e um enredo interessante, acabou caindo no conceito de mais do mesmo. 

O início parecia promissor. Os navios no mar, o ataque dos piratas, mas, voltando a terra com Ercell esperando o marido, com uma cunhada com fogo na bunda querendo fugir com o namorado, foi chatíssimo. Até ela encontrar o namorado morto. Aí sim, começou a ficar bom. Porém, no fim, tudo acaba ficando óbvio demais. 

Connor passou todo esse tempo procurando Ercell ou o ouro? Pelo que entendi dele, ele queria vingança pois além dela ter lhe roubado, ela ainda tentou matá-lo. Ok. Depois de sabermos disso, tudo termina óbvio demais. Até o tenente Lee quase causando um motim era esperado. Agora, se, o filho de Ercell fosse morto, seria terrivelmente dramático e toda aquela vida que Ercell deixou para trás, teria maior justificativa de voltar a ser aquela pessoa por vingança. Ela perde o marido e o filho e fica com a chatinha da cunhada? Até eu iria querer vingança. Mas não se preocupem, Isaac não morre. 

Apesar de já ter visto Priyanka em outros filmes de ação, não achei grande coisa. Carregar o filme nas costas? Admito que fez bem. Mas, nem ela nem Karl Urban foram personagens tão memoráveis assim. A estética de pirataria é sempre atraente, mas, apenas no início tivemos a história no mar. Depois disso o filme todo foi em terra.

Ercell foi tão terrível no passado, que existe uma enorme recompensa por sua cabeça. Li algumas críticas falando sobre o final ser aberto para possíveis sequências. Espero com sinceridade que isso não aconteça. Qual seria o contexto da próxima história? Connor foi derrotado. Quem seria o próximo vilão? O tempo teria passado? Isaac estaria mais velho? Ou, continuaria de onde parou? Embora tenha conseguido dar o sinal de socorro, ela sabia que era procurada. Como explicaria como conseguiu matar o líder dos piratas? E depois, tinha ouro no barquinho que o Isaac estava. Com isso, eles poderiam ir para outro lugar. Já que era o sonho de Elizabeth,  por isso queria fugir com o namorado. Admito que apenas com isso realmente temos material para um possível seguimento dessa história. 

Mas, embora seja empolgante quando a protagonista é uma mulher que luta sozinha a la John Wick, Connor foi um pirata meio apagado da história. O único momento que representou alguma autoridade poderosa, foi quando enfrentou o tenente Lee que estava decidido a juntar os homens e partir para o mar. Ali, Connor mostrou quem mandava eliminando o tenente. Nesses momentos, sempre me pergunto por que, em vez de ficar dando explicações, um deles já não atira logo no outro. Deve ser uma política de marinheiro. Se a maioria não concordava com Connor, era só atirar nele. Depois com um plano e um discurso sobre liberdade e ser rico, ele convence o bando a seguí-lo. Fácil demais. 

Achei bem mediano e embora Karl Urban esteja no auge, principalmente com a série The Boys, não achei ele grande coisa nesse filme. Não me lembro se tê-lo visto em outros filmes e como ainda não vi Rhe Boys, não entendo o hype sobre ele. Mas, o filme é bom para se distrair, porém, não com muita expectativa. Se tivesse cenas mais perturbadoras ou inesperadas, poderia ter sido melhor. Esperei um filme diferente mas quando vi que era de pirata, fiquei mais empolgada. Mas, quando tudo acontece na terra, não é lá grande coisa. 


Nota pessoal 6/10


 

Ano de lançamento 2026

Duração 1h 43m

Direção Frank E. Flowers 

Elenco Priyanka Chopra, Karl Urban, Ismael Cruz Córdova, Temuera Morrisson, Vedanten Naidoo, Safia Oakley-Green

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Divagações sobre Vingança Brutal/Venganza no Divagando Sempre

 

Olá Divosos da ação. Hoje trago esse filme mexicano cheio de tiros, perseguição, torturas... 






A HISTÓRIA 

O Capitão Carlos Estrada, líder de uma força de elite chamada GAFE, que com sua equipe, consegue capturar um perigoso chefe do crime, Hector Luna. Carlos então, fica na mira de militares corruptos que protegiam Luna. Após prender o criminoso, Carlos sai de férias com sua esposa e ela é brutalmente assassinada. Carlos enfrenta o bandido mas cai no mar, considerado morto. Porém,  Miguel o salva e o mantém escondido. 

Ironicamente, Carlos ganha na loteria e com a fortuna recém adquirida, ele compra armas ilegalmente e conta com a ajuda de Lola e Aurelio para caçar os culpados. O primeiro passo é pegar Luna que está preso e descobrir quem era o assassino de sua esposa. Luna é friamente descartado, então Carlos decide procurar dentro do exército respostas para suas perguntas. Porém, no caminho ele descobre traições e mais perdas. 








Ano de lançamento 2026

Duração 1h 43m

Direção Rodrigo Valdés

Elenco Omar Chaparro, Alejandro Speitzer, Natalia Solián, Luis Alberti



Trailer 





Minhas divagações 

Me interessei inicialmente por ser na língua espanhola, mas acabou me surpreendendo positivamente. Li um comentário dizendo que seria o The Punisher mexicano. Por não ser uma obra estadunidense, pode ter algumas críticas negativas, mas da minha parte, eu particularmente achei do mesmo nível. 

Desde o início era suspeito as reações dos demais colegas de Carlos, principalmente dos superiores, quando este prende o criminoso Luna. Sua declaração que ainda não tinha acabado, foi obviamente o que levou a morte de sua esposa. Claro que ele era o alvo principal. Mas me pergunto se tivessem o encontrado antes, ela teria sobrevivido? Mas aí não teria história. Se bem que, conhecendo Carlos, só pela tentativa do assassinato, ele procuraria vingança. 

De início achei que a equipe de Carlos consistiria em muito mais gente do que somente ele e mais dois companheiros. Se bem que, seria muito mais suspeito se ele conseguisse mais aliados dentro do exército. O ponto chave que sugere quem seria o vilão, é quando é questionado as atitudes de Carlos. Sua escolha de vingança realmente foi forte, mas apenas quando era óbvio que ninguém faria nada pela morte de sua esposa e sua própria "suposta " morte. E, por aparentemente os superiores não estarem tão satisfeitos com os feitos de Carlos. 

O ato meio cômico de tudo, claro, foi Carlos ter ganhado na loteria. Na maioria dos casos, o vingador teria que dar outro jeito de conseguir armamento e financiamento para seus cúmplices. Se bem que, acredito que não adiantou muito o armamento pesado, se foi perdido quando pegaram Luna e principalmente porque de tudo que Carlos conseguiu, ele não usou nem metade. Ou seja, a parte de ganhar na loteria poderia nem ter feito parte da história. Mas, foi um diferencial interessante. 

Confesso que o mandante pela morte da esposa de Carlos me surpreendeu. Jamais pensaria nessa pessoa. Tinha um sangue frio terrivelmente maléfico. Isso prova que a corrupção realmente está em todos os lugares. Li falando que o ator que interpreta Carlos, geralmente faz mais comédias. Infelizmente não conheço muitos atores mexicanos, mas gostei dessa equipe de Carlos. E eu já sabia quem não ficaria até o final. Uma pena, era um dos mais leais da equipe. E o final, foi surpreendente, não esperava por isso. Mas, creio que não poderia ter sido de outro jeito. 

Embora Miguel tenha salvo Carlos, achei que por ele ter família, compreenderia mais do que qualquer outra pessoa seu sentimento de vingança. Mas acho que lhe faltou incentivo maior, que teve no final mas que nem foi tão grandioso assim. Se tivessem pego a família dele, talvez entenderia Carlos melhor e no final, poderiam até considerar uma sequência. Miguel era tão certinho, talvez por pensar que todos cumpriam a lei, ele não quisesse seguir o caminho de Carlos, mas tinha gente ali dentro bem pior. Agora meu amigo, na tortura de Luna, eu estava sofrendo horrores, não pelo bandido, mas aquela dor, misericórdia. 

Acho que o mais irônico de tudo, além da loteria, foi a comandante estar mais preocupada em capturar Carlos, do que ir atrás do restante do grupo de Luna. Cadê o interrogatório dele? Cadê pressionarem para dizer quem são seus comparsas? E ficar preso naquele local? No mínimo suspeito. E Miguel, foi o mais ingênuo de todos, achar que ali dentro não teria corrupção. Hoje em dia não dá para confiar em ninguém mesmo. 

E, embora de início eu tenha me confundido com os personagens, amei a Lola e esse jeito marrento dela e achei o novato meio bobinho, mas ele era bem fiel à equipe. E o que dizer de Carlos né. Realmente um Punisher mexicano. Miguel foi o mais fraco de todos, mas ele tinha mais motivos para continuar vivendo. Embora, como eu havia dito, se tivessem lhe dado um motivo maior para ajudar Carlos, já teria história para a sequência. 

No mais, achei a ação muito boa e a história, embora clichê, foi satisfatória também. E como sempre digo sobre trabalhos de outros países, acho muito interessante conhecer diversas produções. Vemos imagens diferentes, atuações e línguas, culturas interessantes. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 23 de março de 2026

Divagando e recomendando o maravilhoso Project Hail Mary/Devoradores de estrelas / estão prontos PERGUNTA - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do espaço. Hoje trago essa obra prima com ninguém menos que Ryan Gosling. 






A HISTÓRIA 

Ryland Grace acorda em uma nave espacial, sem nenhuma lembrança de quem é ou de como chegou lá. Ele descobre mais duas pessoas mas morreram durante a viagem. De alguma forma, aconteceu algo com eles e não sobreviveram. Agora sozinho, precisa descobrir o que está fazendo ali e como voltar. Conforme os dias passam, ele tem flashes de memória e vai conseguindo lembrar algumas coisas. Seu nome é Grace, é professor do ensino fundamental e está em uma missão suicida para salvar a Terra. A última parte não é muito promissora, mas resta para ele lembrar, por que aceitaria tal coisa? Então, ele tem uma enorme surpresa, não está sozinho no espaço. 

Grace descobre uma enorme nave próximo à dele e mesmo tentando fugir, a nave continua seguindo-o. Então ele decide esperar e eis que, a nave manda uma mensagem. Assim, nas primeiras comunicações, ele descobre que a nave também está longe de casa e passam a se comunicar até a outra parte construir um túnel por onde Grace vai até a nave alienígena. Ali, ele conhece um ser, que decide chamar de Rock, devido a sua constituição física e os dias seguintes são dedicados a aprenderem a se comunicar. Usando um computador, Grace acaba dando uma voz ao Rock e assim conseguem se comunicar melhor sem Grace precisar ficar toda hora lendo no computador. Acontece que ele está ali pelo mesmo problema de Grace, alguma coisa está apagando o sol e com isso, em alguns anos, seus planetas serão extintos. Grace e Rock trabalham juntos na tentativa de encontrarem soluções para seus planetas e criam um forte laço. 











Ano de lançamento 2026

Duração 2h 36m

Direção Phil Lord, Chris Miller

Elenco Ryan Gosling, Sandra Hüller, Lionel Boyce, Ken Leung



Trailer 





Minhas divagações (com spoilers)

Sempre questionei as mudanças que existem em adaptações de livros, porque no geral, são mudanças absurdas que não haviam necessidade. Mas, aqui, apesar de Devoradores ser bem fiel ao livro, as mudanças foram muito agradáveis. A minha primeira questão seria como iniciariam o filme e foi excepcionalmente maravilhoso. Começamos com Grace acordando cheio de tubos e com uma voz lhe fazendo perguntas na qual ele não se sente motivado a responder de prontidão. No entanto, no livro isso foi bem mais aprofundado tanto que demorou um pouco para Grace ceder e responder a voz. Assim como ele demorou para lembrar seu próprio nome e quem era, coisa que no livro foi bem mais divertido. Mas, não que no filme não tenha sido, pois, Ryan Gosling ficou perfeito no papel. Não consigo imaginar outro ator que encaixaria melhor do que ele. Ryan foi de um carisma brilhante e mostrou dois lados de um mesmo personagem, um cientista brilhante mas covarde demais para sequer imaginar aceitar uma missão suicida dessas. Mesmo que não tivesse quem deixar para trás, ele não se sentia motivado a partir, por isso admirava os astronautas, que mesmo tendo famílias, aceitaram essa missão. E no fim, sozinho, ele acabou provando que era sim, mais do que capaz de realizar a missão com sucesso e com requintes de heroísmo ainda.

Confesso que imaginava Rock um pouco maior, já que a descrição no livro parecia que ele tinha no mínimo, a altura de Grace, mas, não nego que nesse tamanho no filme ficou bem fofinho. O filme tem de tudo um pouco, suspense, comédia e até reflexão, uma vez que Grace teve muito tempo para refletir sobre quem era, e o que faria no futuro incerto. Conhecer Rock, um ser alienígena, abre muitas portas para Grace. Apesar dessa missão não ser algo que escolheria por vontade própria, ele conheceu o espaço e ainda confirmou a existência de alienígenas. Embora não fosse possível ele contar pessoalmente a Stratt como foi sua missão. 

No final do livro, me perguntava qual seria a resolução para a vida de Grace e Rock. Se Rock fosse para a Terra, com certeza seria estudado na área 51. Imaginava que pelo menos um deles morreria, confesso que não imaginei esse final. Uma mudança que achei muito bem vinda foi de mostrar a Stratt, já mais velha, em um navio no meio de águas congeladas, recebendo as sondas que Grace enviou com as amostras que salvariam a Terra, além de suas gravações desde que conheceu Rock, contando suas experiências e a convivência com o alienígena. No livro, Rock apenas menciona que seus cientistas observaram que o sol da Terra estava voltando ao normal, assim, confirmando que receberam suas amostras e conseguiram por em prática a experiência salvando seu planeta. 

Li em uma entrevista que fizeram com o autor, perguntando sobre o final de Grace, afinal, ele volta para casa? Pois mesmo acabando dando aulas para os pequenos Eridios, Rock tinha lhe dado a chance de voltar quando diz que os cientistas consertaram sua nave. Mas ali, não sei se foi só eu, mas senti no olhar do Grace os pensamentos tristes de se despedir de Rock (de novo), do medo de ficar anos em coma viajando sozinho e pior, quando voltasse a Terra, qual seria seu destino sendo que nem Stratt ou seus alunos, ou a vida que tinha não existiria mais por conta dos anos de viagem. O autor confessou que não queria contar mais sobre o destino de Grace porque pareceria uma sequência. Eu, prefiro acreditar que ele decidiu ficar em Erida com Rock, uma vez que ele mesmo já estava mais velho de quando saiu da Terra. 

Agora falando sobre efeitos técnicos, começando pela trilha sonora, que incrível. O visual então, quando Grace e Rock chegam no planeta que esqueci o nome, para recolher amostrar e descobrir o porquê esse é o único lugar que não é afetado pelos astrofágicos, Grace está em pé na nave com uns pontinhos em vermelho, que torna a cena deslumbrante, difícil descrever, melhor verem com seus próprios olhos. Fora que achei um detalhe magnífico. Quando Grace volta para salvar Rock, ele sai da nave e flutua até o túnel que ficou construído de quando usavam para ir de uma nave para outra. Nesse pequeno tempo, há um silêncio sinistro. Eu havia acabado de ouvir um podcast sobre filmes no espaço onde discutiam essa dinâmica sobre dependendo do filme, ter efeitos sonoros sendo que no espaço não há som. Com satisfação, me lembrei desse detalhe enquanto via essa cena e ao mesmo tempo ficava apreensiva quanto ao destino de Rock, mesmo já sabendo a história, já que  havia lido o livro primeiro. 

Outro momento tenso, foi quando após "pescarem" as amostras no planeta que ainda não lembro o nome, Grace fica ferido e Rock sai de sua bolha para salvar o amigo. Quando Grace acorda, Rock está inconsciente e passa dias assim. Enquanto isso, Grace faz experimentos com as amostras e conversa com um Rock adormecido enquanto espera ele acordar. De novo, mesmo sabendo o que aconteceria, foi um momento tenso. E apesar do suspense e da comédia, houve cenas em que chorei um pouco, só não chorei horrores porque estava no cinema. Quando Grace se despede de seus companheiros e lança seus corpos no espaço foi muito triste, quando Rock se fere salvando Grace, e quando os dois se despedem cada um levando suas amostras para seus planetas. 

Ou seja, foi um filme recheado de emoções e um dos poucos onde a adaptação é tão boa quanto o livro. Eu poderia ficar falando horas sobre a obra, mas recomendo ver para ter essa maravilhosa experiência. Dificilmente um filme de Gosling decepciona e aqui, ele com certeza brilhou. A interação com Carl também foi excepcional. Tornou as pesquisas de Grace melhores e mais animadas. Stratt participando da festa também foi uma mudança interessante. Só acho que faltou um pouquinho mais de trabalhar em Yao e na Ilyukhina, para deixar impressões mais fortes quando Grace teve que deixar seus corpos no espaço. 


Vale muito a pena, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Dupla Perigosa (The Wrecking Crew) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago dois grandes nomes no elenco, que fazem dois irmãos desajustados que juntos, seja por curiosidade, obrigação ou vingança, irão tentar desvendar o mistério que o pai deixou antes de morrer. 






A HISTÓRIA 

Walter, um detetive particular, é atropelado e morto, o que seria considerado um acidente simples, porém, nada envolvendo Walter seria simples. Ele deixou dois filhos, James e Jonny, meio-irmãos que não se falam a décadas. James é um SEAL e Jonny um policial. Embora Walter tenha sido notificado da morte do pai, quem avisa Jonny é sua esposa. Embora não se importasse com o pai, Jonny decide ir ao Havaí depois que sua casa é invadida e ele atacado por mafiosos que acreditavam que Walter havia lhe mandado um pacote. Intrigado pelo ataque, ele decide ir ao enterro do pai e reencontra James. Conhece sua esposa e seus filhos e também revê sua prima. 

Jonny não acredita que o pai morreu em um acidente e passa a investigar sua morte. Ao mesmo tempo, James, embora contrariado sobre as teorias do irmão, passa a desconfiar da morte do pai quando procura a polícia para saber os detalhes do acidente. Local escuro, câmeras de segurança desligadas, sem testemunhas, tudo muito conveniente. Então, ele vai até a casa do pai e encontra Jonny e Pika. Pika trabalhava para Walter e com sua ajuda, os irmãos tentam desvendar o mistério, que envolve até a Yakuza. O que será que Walter havia descoberto para causar sua morte?








Ano de lançamento 2026

Duração 2h 2m

Direção Angel Manuel Soto

Elenco Jason Momoa, Dave Bautista, Morena Baccarin, Jacob Batalon, Frankie Adams, Miyavi, Temuera Morrison, Claes Bang



Trailer 





Minhas divagações 

Comecei a ver o filme pelo Jason Momoa, embora eu ame esse ator, todos seus personagens acabam sendo estereotipado. Mas, também é divertido. Dave Bautista não tenho uma opinião ainda formada, porque apesar de ter assistido todos os Guardiões da galáxia, seu personagem Drax era o que menos gostava, não sei se era sua aparência ou seu jeito de agir, mas, não sei, era o menos preferido de todos. Mas, aqui, acredito que será diferente. Não tem como negar que será uma daquelas comédias cheio de ação e mortes bizarras. Já começa com o pai da dupla e se estende até a invasão da casa de Momoa. Mas vamos por partes. 

Começamos com a perseguição de Walter. O que ele poderia ter descoberto ou feito para ser atropelado daquela forma? Ele deixa dois filhos que não se falam a anos e isso vale para o próprio Walter, que aparentemente não tinha muito contato nem com James. Jonny só se interessa pela morte do pai, quando ele é atacado por mafiosos. E também pelo sentimento de ter perdido alguém e não ter conseguido protegê-lo. Jonny viu a mãe morrer e além de não ter consigo salvá-la, nunca descobriu quem a matou. Porém, sua volta ao Havaí não passa despercebida e ele e James são perseguidos. Embora desconfiem do caso do acidente, a polícia não pode ajudar como esperavam.

Jonny encontra um mapa na casa do pai e James um pen-drive nas coisas que estavam com ele quando morreu. Descobrem algumas coisas mas a perseguição continua. Porém, só quando a namorada de Jonny vai até sua casa e liga avisando sobre a correspondência e que tinha um pacote de seu pai, que ele a convence a ir até o Havaí levar seu conteúdo. Com isso, na saída do aeroporto, enquanto Pika tenta descobrir o que Walter enviou para Jonny, são atacados. Depois de mais explosões e destruição pela cidade, eles voltam para a casa de James para descobrir que levaram sua esposa. Aqui achei emocionante o fato de usarem esse acontecimento para mostrar como Jonny se sentiu quando não conseguiu proteger a mãe. Pois foi assim que encontraram o filho de James, se desculpando por não ter conseguido evitar que a mãe fosse levada. E alguém mais percebeu que a filha do James é ninguém menos que a atriz Mirim que fez a Lilo? Aquela carinha sapeca é inconfundível. 

Teve seus momentos engraçados, bizarros e surreais, mas típico desse tipo de gênero. Achei que não ia gostar muito do Jonny porque é aquele personagem caricato, traumatizado na infância e movido ao ódio na vida adulta. Fora seu alcoolismo desenfreado. Não li muitas críticas porque a primeira que vi tinha no cabeçalho "piadas ruins" e achei que não ia gostar de ler o resto, pois, eu gostei das piadas e não achei ruins. Na verdade ri muito com esse filme. Hoje em dia é difícil encontrarmos bons filmes com atuações e roteiros satisfatórios como antigamente, então, em vez de ficar procurando defeitos, temos que nos adaptar e nos divertir com o que temos recentemente. 

Qual o foco da história? Um pai ausente que antes de morrer tenta unir os filhos. Os filhos que tinham problemas entre eles, acabam se perdoando e convivendo juntos. No meio disso, havia um conflito entre o prefeito/governador do local, que tinha envolvimento com um empresário corrupto que por sua vez tinha envolvimento com a máfia. Apesar de parecer uma situação impossível, porque um SEAL e um policial, bombados, que sabem lutar e armados, onde na vida real? Se fosse fácil assim.

E sim, acabei amando o Dave Bautista. E olhem só,  a namorada do Jonny, no fim é uma atriz brasileira mesmo. Quem não achou hilário ele chamando ela de meu chuchuzinho. E outro ator conhecido é ninguém menos que Jacob Batalon, já vi ele em vários filmes e a maioria ele é um nerd da computação. Mas quem me surpreendeu mesmo foi o Miyavi. Quem não curte produções japonesas não se lembrará dele, mas ele fez uma Live actio  do Bleach, onde interpretou o Byakuya. Eu sei, de tantas outras produções eu só citei essa? É porque só essa que me lembro dele. E Bleach também não foi uma Live action que deu muito certo né. Diferente de Samurai X que teve 5 filmes. Embora Bleach seja um anime longo, acho que dava para ter trabalhado melhor no primeiro arco no primeiro filme e assim ser possível ter sequências. Mas estou divagando fora do contexto aqui. 

Podemos deduzir que o filme não fez muito sucesso pois não encontrei quase ninguém falando sobre, mas, eu achei divertido e espero que tenha uma sequência, pois o final deixou uma porta aberta para mais perseguições para essa dupla. Como eu disse, hoje em dia não tem como esperar mais do que isso. Embora tenhamos tecnologia, criar roteiros ainda é algo bem humano e nem sempre será perfeito. E alguns podem dizer que é típico filme de sessão da tarde, mas eu sempre gostei de ver, então para mim valeu a pena. 


Nota pessoal 10/10

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