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terça-feira, 16 de junho de 2026

Divagando e sentindo Tudo por amor (Dying Young) no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos românticos. Hoje trago esse filme que na minha lembrança, juro que era bem mais triste. 






A HISTÓRIA 

Hillary encontra seu namorado a traindo e volta para a casa da mãe.  Cansada das conversas desta, que acha melhor ela perdoar o ex e voltar com ele, já que pelo menos ele a sustentava, Hillary vê uma vaga de emprego e acaba se candidatando. A vaga era para ser enfermeira de um jovem rico doente. Mas ao chegar ao local, é instantaneamente negada pelo pai do jovem. Humilhada ela vai embora. Mas, o mordomo pede para ela voltar para uma segunda entrevista, dessa vez, com o próprio jovem em questão, Victor. 

Após algumas perguntas, Victor se sente satisfeito e oferece a vaga para Hillary deixando claro que, quem a está contratando é ele. Ela passa a morar com ele e deixa claro que o relacionamento deles é meramente profissional. Embora ela o ache atraente apesar de tudo. Mas, na primeira sessão de quimioterapia que acompanha, ela não consegue lidar muito bem com os efeitos que o tratamento faz e assustada pensa em desistir. Mas ela acaba ficando e estuda mais sobre a doença de Victor para ajudá-lo. 

Em um determinado momento, Victor diz que o tratamento acabou e ele precisa de férias. Ele vem lutando contra a leucemia há 10 anos e a convence de que está bem e que merece isso. Relutante ela aceita e partem para um chalé alugado isolado de todos. Eles passam dias juntos e inevitavelmente acabam se apaixonando. Quando se abrem sobre seus sentimentos,  Victor acaba tendo uma recaída e Hillary descobre que ele mentiu sobre o fim do tratamento. Mesmo contra a vontade dele, ela acaba ligando para seu pai que o obriga a voltar para o hospital. 







Minhas divagações 

Juro que nas minhas lembranças esse filme era mais triste do que foi. Mas continua apaixonante. Julia Roberts despontando no sucesso e maravilhosa como sempre. Embora seu começo tenha sido personagens clichê, ela foi conquistando seu lugar na fama com carisma, beleza, um sorriso marcante e grande atuação. Meu filme preferido dela ainda continua sendo Uma linda mulher e claro que Richard Gere ajuda para tornar o filme ainda melhor. Assim como Campbell me conquistou em Tudo por amor. 

Em qualquer obra, antiga ou atual, dificilmente vai agradar a todos, sempre terá um ser humaninho insatisfeito que vai querer botar defeito. Sim, li gente falando mal do filme e que Julia Roberts não estava em sua melhor forma. Como eu disse, no início depois de Uma linda mulher, a vemos em outros personagens clichê, mas achei bem cativante digna de Roberts. Vivian de Uma linda mulher e Hillary de Tudo por amor são mulheres diferentes mas parecidas em alguns detalhes. Vivian era prostituta e ao que parece, Hillary vivia as custas do namorado, já que a mãe enfatizou isso ao dizer que a filha deveria perdoar o cara e voltar para ele porque pelo menos ele a sustentava. Que tipo de mãe é essa que deseja esse tipo de vida para a filha? Mulheres, se valorizem. O cara te traiu? Cai fora. Ninguém merece uma vida dessas. Não é a toa que depois também, a mãe dela não apareceu mais.

Assim como o pai de Victor. Tanto dinheiro mas deixava o filho aos cuidados de enfermeiras. Nunca acompanhou o filho no tratamento nem cuidou depois, mas queria se envolver escolhendo suas enfermeiras. Assim que viu Hillary a dispensou, porque sabia que o filho a escolheria pela aparência. Realmente, o trabalho que ela fez não exigia ser enfermeira, então minha pergunta seria: Victor precisava de enfermeira ou de companhia? Acho que se precisasse mesmo de cuidados mais sérios que exigissem uma enfermeira profissional, o roteiro poderia mudar a profissão de Hillary, então supõe-se que o caso era menos grave. Seria mais uma cuidadora 24 horas para ele, já que Hillary teve que morar ali mas apenas para ajudá-lo após o tratamento e cozinhar para ele. 

Era inevitável que os dois se apaixonassem. Mas na minha memória, quando eles viajam juntos, para mim, ele passava mal e morria ali. Não foi tão brutal quanto eu me lembrava. O tratamento era pesado, ele voltava um caco, as vezes era agressivo com ela, óbvio que sendo inexperiente nessa parte, ela poderia ficar magoada, mas vendo o quão solitário ele era, acredito que não conseguiria abandoná-lo. Mas sinceramente? Achei que seria algo mais profundo e triste esse filme. Talvez o meu eu de 14, 15 anos visse dessa forma. Amar alguém doente, quer dizer, quando ela o conheceu já estava doente, então dá para dizer que ela o amou já na doença. E ele desistindo do tratamento para deixar seu cabelo crescer, para mostrar um lado bom dele foi bonito, e dá para entender seus sentimentos. Foram 10 anos desse tratamento sofrido e ele não tinha propósito de vida, até que a conheceu. Por ela, ele queria viver, mesmo sabendo que não poderia ficar muito tempo com ela. Embora fosse enganada, pelo menos passaram um tempo felizes juntos. É uma questão sensível mas a escolha mais provável de várias histórias com esse tema. O paciente sempre escolhe se sacrificar para ter momentos inesquecíveis com quem ama. 

Só não me lembrava que terminava assim. Como assisti dublado, não sei como é a voz de Victor no ator, mas no dublado foi bem calmo, então apesar da doença ele parecia encantador. Gosto quando os casais trocam experiências um com o outro. Victor ensinou a Hillary coisas que sabia sobre arte e Hillary lhe ensinou como viver e se divertir. Só não vi sentido no personagem, acho que era o Gordon, ter entrado na vida deles daquela forma. Acho que não precisava disso. Eles já tinham suas dificuldades e não precisavam de um terceiro atrapalhando. Em vez disso, poderiam ter trabalhado mais no relacionamento entre pai e filho. Como puderam ficar tanto tempo escondidos sem o pai saber? Por que o pai parecia distante de Victor e ao mesmo tempo controlador? No mais, apesar de não ter me feito chorar quanto me lembrava que chorei, foi maravilhoso. 



Ano de lançamento 1991

Duração 1h 51m

Direção Joel Schumacher 

Elenco Julia Roberts, Campbell Scott


Nota pessoal 9/10

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Divagando nostalgicamente O Demolidor/Demolition Man no Divagando Sempre

 

Olá divosos. Vamos de ação dos anos 90? 






A HISTÓRIA 

John Spartan, é um policial que no seu tempo, nos anos 90, já era considerado violento e seus métodos duvidosos quando as suas prisões geravam polêmicas. Mas, foi quando prendeu Simon Phoenix, um terrível assassino, que junto acabou matando dezenas de reféns sem saber, é preso e condenado a crio-prisão, onde o prisioneiro fica congelado até o final de sua pena. Enquanto presos, o mundo evolui e as cidades Santa Mônica, San Diego e Los Angeles se unificaram se tornando San Angeles. A sociedade vive em paz, com crimes completamente zerados, palavras imorais são proibidos, assim como contatos físicos. Em meio a tantas mudanças na força policial, que é totalmente despreparada para lidar com a violência extrema, se veem perdidos quando Simons Phoenix, acordado para uma audiência, consegue fugir e causa o caos na pacífica San Angeles. 

Lenina Huxley, tenente de polícia, é uma fã da década de 90 e fica mais do que empolgada quando descobrem que a única outra pessoa que poderá prender Simon, é alguém vindo de seu próprio tempo, ou seja, o policial bruto também preso, John Spartan. Mas, ao contrário de Simon, John foi reprogramado com utilidades pacíficas enquanto ilegalmente, Simon foi reprogramado como um verdadeiro soldado assassino. Ele volta sabendo mexer com as tecnologias do mundo atual e John suspeita de alguma conspiração vindo de Raymond Cocteau. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Marco Bambilla

Elenco Sylvester Stallone, Wesley Snipes, Sandra Bullock



Trailer 





Minhas divagações 

Gente, eu amo os filmes da década de 90. Amo revisitar esses filmes antigos e ver que continuam tão bom quanto me lembrava. E, aqui temos três atores juntos que amo demais. Stallone, Snipes e Bullock. Acho que já comentei no filme Blade, que eu era apaixonada pelo Wesley Snipes. E aqui, eu achava ele um vilão top demais, principalmente com esse olho de cores diferentes. Dava um ar mais louco para seu personagem. 

Obviamente foi injusto a prisão de John, uma vez que tivemos somente a palavra de Simon sobre os reféns, na hora, me questionei se não tinha como averiguar se morreram mesmo na explosão, principalmente porque no final, Simon revela que os reféns já estavam mortos. Mas, se John não fosse preso, no futuro não teria ninguém para prender Simon novamente. E convenhamos, qual a utilidade dessa prisão? Por mais que John tenha sido reprogramado e virasse uma costureira, suas outras habilidades e sua personalidade bruta, continuava. Qual seria o objetivo maior desse tipo de prisão? Já deu para perceber que reprogramar criminosos não funcionava muito bem. 

E falando em Simon, quando ele conseguiu fugir, minha primeira pista de algo errado ali, foi quando um dos guardas lhe pergunta como ele sabia a senha das algemas. Fiquei pensando em que momento ele poderia ter obtido essa informação. Mais para frente, entendemos como foi. Era óbvio que alguém teria passado para ele, uma vez que John acorda e não sabe mexer na nova tecnologia. Nem utilizar o banheiro ele entendeu. Mas fica a pergunta, como seria aquelas três conchas?

A coisa mais bizarra que eu pensava na época, era sobre o sexo virtual, embora nos tempos atuais, não estamos tão distantes desse distanciamento de contato físico, principalmente pela tecnologia que deixa cada vez mais as pessoas presas em telas e distantes uma das outras. Porém, John ter ficado perdido nessa nova realidade, seria normal para alguém vindo de um tempo onde o contato físico e a agressão, eram coisas completamente normais. Para quem cresceu vendo essas mudanças, óbvio que acharia o certo. Mas, sempre terá uma pequena parcela de pessoas que não vão concordar com o novo estilo de vida e serão considerados os terroristas. 

O plano de Cocteau poderia parecer até promissor ao trazer de volta um assassino inconsequente para acabar com os rebeldes quando sua força policial certinha não tinha meios de fazê-lo. Poderia ter dado certo mas ele não contava com duas coisas. Uma delas era óbvio, trazerem John de volta, que não estava nos seus planos. E segundo, ele foi ingênuo demais acreditando que Simon realmente o obedeceria. 

Como toda ação sempre tem os momentos de piadas vergonhas alheias. Mas, a melhor para mim, foi a menção do nome Schwarzenegger. Stallone não perderia esse momento para zoar o rival. Top demais. E, vi o nome de Jack Black no elenco mas, confesso que não o vi e depois vi comentários falando sobre sua participação. Eu vi o sujeito mas não o reconheci. Lembrando que sou péssima com fisionomias. 

Amei a Sandra Bullock como todo e qualquer filme dela. Sua personagem foi hilária e apaixonante. Snipes foi aquele vilão explosivo mas que a gente ama. E Stallone é Stallone. Não estamos muito longe de 2032, mas espero que a sociedade não fique mais alienada do que já está. Por mais que a tecnologia seja maravilhosa, realmente, os anos 90 tem um certo fascínio maravilhoso. Quem viveu essa transição de décadas sabe do que estou falando. 

No mais, foi ótimo rever esse clássico. 

Nota pessoal 10/10

terça-feira, 7 de abril de 2026

Divagando sobre O DESPERTAR DE UM HOMEM - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um clássico mas não tão velho como o anterior. Mas tão bom quanto. 







A HISTÓRIA 

Nos anos 50, Caroline só pensa no bem estar de seu filho Tobias. Após fugir de um relacionamento abusivo, ela se muda com o filho onde acaba conhecendo Dwight, um homem que aparentemente parecia bom para os dois e com três filhos. Tobias passa por uma fase rebelde e sempre cria problemas na escola. 

Caroline então toma uma decisão e Dwight fica com Tobias por alguns meses em sua casa, segundo Caroline, para se darem bem e se der certo, ela pretende se casar com ele. Para tentar agradar a mãe, Tobias aceita, mas não imaginava quantas mudanças Dwight faria em sua vida. Este, por sua vez, acredita que com sua educação rígida, conseguirá mudar o garoto. Após o casamento, Tobias é constantemente humilhado e sofre violência tanto verbal quanto física de Dwight. Vendo os filhos mais velhos de Dwight saindo de casa para estudar, Tobias então acredita que essa seja sua melhor chance de sair dali também. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Michael Caton-Jones

Elenco Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Ellen Barkin



Trailer 





Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme por um shorts no YouTube que falava que quando Leonardo contracenou com De Niro, nos sets de filmagem, De Niro havia dado um tapa em Leonardo. Confesso que não havia entendido o post, não tinha nome do filme correto e os comentários ajudaram menos ainda. Não fui atrás de ver a veracidade da notícia, o que me interessou foi o fato de existir um filme com Leonardo e De Niro juntos que eu desconhecia. Mas, fiquei receosa quando li a sinopse. Óbvio que o filme não seria ruim com esses dois juntos e desde novinho Leonardo mostrou que sempre foi um excelente ator. A primeira vez que o vi foi em Gilbert Grape e O despertar de um homem foi lançado no mesmo ano, mas não me recordo de já ter visto. 

Depois de Gilbert Grape, vi Leonardo em Diário de um adolescente, que na época achei traumatizante, pois também era novinha e depois me apaixonei com Romeu e Julieta e logo veio Titanic. A transição dele para galã foi sensacional. Em Gilbert Grape e O despertar de um homem, ele fez papéis bem diferentes, mas completamente marcantes. 

O despertar de um homem, em seu início,  Leonardo é um garoto que se muda de cidade com sua mãe, após ela abandonar seu ex e recomeçar uma nova vida. Em seis meses, Tobias muda da água para o vinho. Sempre arranjando problemas na escola e sempre que sua mãe é chamada para ir falar com o diretor, ao chegarem em casa, Tobias fica esperando ela acordar de seu cochilo raivoso e decepcionada, só pode né, para ela dormir assim. 

Caroline conhece Dwight e pensa ser bom para ela e o filho. Visto as pequenas atitudes de fora, dá para notar que esse homem tem problemas de temperamento. E outra, talvez por ser naquela época, homens desse porte pareciam atraente, mas achei ele falso demais desde o inicio. E quando Caroline ganha a competição de tiro ao Peru, meu amigo, já sabia que Dwight não gostou nenhum pouco. Para começar, desde a inscrição dela na competição, acredito que se fossem casados, ele não teria permitido que ela participasse. Que homem gostaria que uma mulher lhe humilhasse em uma competição que se acha o melhor? Foi o que senti dele desde que ela se inscreveu e após ela vencer e ele dando desculpas sobre falhas em sua arma. 

Pelo trailer ou sinopse, sabemos que Caroline e Dwight se casam. Então, acredito que os problemas começam a partir daí.  

Não nego que o filme foi intenso e senti muita raiva de Dwight, provando o excelente trabalho de De Niro. E olha só quem fez uma pequena participação aqui? Tobey Maguire.

Pelo fato de Dwight ter três filhos, mas só sentir prazer em humilhar Tobias, presumimos então que seja porque ele não seja seu filho biológico. Também se vê pelo desprezo no jovem, quando Dwight constantemente menciona o pai rico de Tobias e o irmão que foi com ele, deixando o jovem para trás, provavelmente porque sabia que este, não tinha futuro. Imagino que Dwight então, ou queria provar que era um bom pai ao transformar Tobias em alguém melhor na vida ou só queria descontar suas frustrações em alguém que não compartilhava o mesmo DNA. 

Só achei que o título não combinou muito com a história. Por ser o despertar de um homem, pensei que Tobias tomaria alguma decisão drástica depois dos abusos ou, que Dwight fosse violento com Caroline também, aí, vendo a mãe apanhando, ele mataria ou pelo menos feriria Dwight gravemente. Sendo menor de idade, e sendo julgado como legítima defesa, Tobias ficaria livre e quando crescesse se tornaria o escritor da história. Pois, o filme foi inspirado na vida real de Tobias Wolff, mas como virou escritor, imaginei que não teria matado ninguém. O que deu a entender que faria algo do tipo, pois quando passava uma notícia na TV sobre um caso parecido, tenho certeza que Tobias pensou o mesmo que eu. Mas enfim, a jornada dele acabou sendo outra, não desmerecendo sua história claro. Nos anos 50, cidade pequena, rebelde, pulando de cidade em cidade, não é fácil para ninguém. Menos mal que o abuso não fosse outro e que ninguém morreu.

As atuações de Leonardo foram mais uma vez incríveis, para tão pouca idade e sim, acabei indo atrás da curiosidade que havia visto no shorts e que me sirva de lição, nada é confiável nos shorts. A situação do tapa não teve nada a ver com o que foi falado no shorts, a verdade é que houve tapa sim, mas durante a gravação de uma cena, da mostarda, onde Dwight agride Tobias e ali, para dar mais ênfase ao drama, De Niro improvisou os tapas reais, causando mais realismo na atuação de Leonardo, que embora pego de surpresa, seguiu atuando deixando a cena mais dramática. Aprendam comigo, nem tudo é real nos shorts.

Conclusão, foi uma história triste por ser real mas que no final tudo ficou bem. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

sexta-feira, 20 de março de 2026

Divagando e se apaixonando por Romeu + Julieta - Divagando Sempre


Olá Divas e Divos Shakeasperianos. Hoje trago essa obra que amei por anos e tentei rever esse tempo todo e finalmente consegui. E continuo amando a obra. 






A HISTÓRIA 

Em Verona Beach, os Capuletos e os Montéquios, são duas famílias rivais, ostentando um império comercial, onde ambas as famílias se odeiam, a ponto de cada familiar puxar sua arma ao encontrar o rival. Assim são os rapazes Capuletos e Montéquios, onde se esbarram sempre há brigas. Nesse meio, vive o jovem depressivo Romeu, que nutre uma paixão platônica por Rosalina e anda a suspirar pelos lugares, alheio a última batalha entre seus primos contra os Capuletos. E do outro lado, temos a jovem Julieta que foi prometida pelos seus pais ao jovem Dave Paris, filho do governador. 

Mas, na noite em que conheceria seu pretendente, em uma festa de fantasia em sua casa, Julieta acaba conhecendo Romeu, que junto de seus amigos, invadem a festa. Romeu e Julieta se apaixonam mesmo sabendo que são filhos de famílias rivais. Escondido, os dois são casados pelo Padre Lourenço, que tem esperanças de que essa união poderá acabar de vez com a rixa entre as duas famílias. Porém, após o casamento, Romeu procura seus amigos para contar a novidade mas segue uma luta entre Mercúcio e Tibaldo. Romeu ainda tenta manter a paz, mas uma tragédia acontece e Romeu é expulso da cidade. 

Julieta fica desolada e seu pai decide casá-la com Paris. Ela nega mas é obrigada pela família e ela então procura o Padre Lourenço e pede ajuda, caso contrário ela tentará suicídio. O Padre encontra uma solução mas no final a tragédia segue sendo inevitável. 












Ano de lançamento 1996

Duração 2h

Direção Baz Luhrmann

Elenco Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo, Harold Perrineau Jr, Paul Rudd, Dash Mihok, Pete Postlethwaite



Trailer 





Minhas divagações 

Quando lançou esse filme, eu vi algumas vezes depois, principalmente porque na época, Leonardo DiCaprio era o galã das adolescentes dos anos 90. E fazer papel de Romeu? Quem não se apaixonaria por ele. E Claire Danes eu a conhecia por uma série adolescente que nunca consegui rever. Acho que foi cancelada e não teve muitos episódios e era com Jared Leto também. No Brasil era conhecida como Minha vida de cão. Nunca consegui rever. Quem sabe um dia consiga. Romeu e Julieta passei anos tentando rever novamente e finalmente consegui. Digamos que a sensação que tive enquanto assistia era de quando revi Os garotos perdidos. Não era como me lembrava mas ao mesmo tempo era igualzinho. No início não acreditava que amava tanto o filme, mas ao terminar ficou a mesma sensação de anos atrás: maravilhada. Além de nostálgico, é o tipo de filme que continua maravilhoso mesmo com o passar dos anos. 

Sempre achei DiCaprio um excelente ator, desde que o vi a primeira vez em Gilbert Grape. Em Romeu e Julieta, temos o início onde Romeu é todo depressivo. Tão sério que não dava para imaginar o garoto bobo e atrapalhado que se tornou após conhecer Julieta. Eu vi a versão antiga dos anos 60, que a propósito, também foi maravilhoso. Vi que tem mais duas versões mas não sei se conseguirá superar essa de 96. Esse com certeza é meu xodó. Algumas coisas mudaram, embora o texto seja fiel a obra de Shakespeare. Como foi ambientado nos dias mais atuais, mudaram as armas de espadas para armas de fogo. 

Minha cena preferida é a do aquário, onde Romeu e Julieta se veem a primeira vez. Sempre achei a festa surreal, principalmente por Mercúcio ter distribuído drogas aos amigos. Mercúcio era claramente amigo de Romeu, como ele pôde cantar na festa sem ser incomodado? Romeu só foi reconhecido por Tibaldo porque o infeliz tirou sua máscara ficando exposto. Ali, já acendeu o ódio de Tibaldo por seu inimigo ter a audácia de invadir a festa. Agora, minha dúvida é em como escreve esse nome. Já vi Tybaldo, Tibaldo e Teobaldo. Vou continuar com Tibaldo. 




As músicas também são excelentes. A música da festa onde o casal se conhece, a música do casamento, são tantas maravilhosas. Não é spoiler falar sobre o fim de Romeu e Julieta né, será que tem alguém que não conhece essa história? Não lembro do primeiro filme, mas aqui, eu sempre achei precipitado o jeito como Romeu lidou com as coisas. Mas no fim, sabemos que Shakespeare queria uma tragédia romântica e acabou com nossos sonhos com essa história. 

Aqui, Claire Danes brilhou para mim. Tão novinha e entregando uma Julieta cheia de emoções. Sempre amei essa atriz. Leonardo nem tem o que dizer, de jovem depressivo, para bobo apaixonado e depois assassino? Uma transição perfeita. E Paul Rudd como o jovem tolo pretendente de Julieta? Hilário. Outros dois que chamaram a atenção também foram John Leguizamo com seu explosivo Tibaldo e Harold com seu excelente Mercúcio. Dois opostos e extremos em tudo, mas que tiveram o mesmo final. 





Na minha memória, a história era mais calma e no fim trágico. Mas na verdade foi tudo bem caótico. Vou tentar ver as outras adaptações com o tempo para futuras comparações, mas essa versão ainda segue sendo minha preferida. Talvez porque reuniu-se vários complementos, como atores excelentes, música perfeita, cenário maravilhoso. A ama da Julieta e o padre foram aliados perfeitos. Como é uma adaptação de uma peça de Shakespeare, não tem como exigir histórias mais completas dos personagens. Como as familias Montéquio e Capuleto, por que se odeiam tanto, de onde vem esse ódio? Romeu era bem atiradinho, sofria pela Rosalina (que nunca deu as caras) e no outro dia já estava perdidamente apaixonado por Julieta. Embora seus pais quisessem que a menina conhecesse o jovem Paris, Julieta nunca foi a favor desse encontro, se sentindo sempre forçada pela família a fazer o que eles queriam. E que relação mais estranha era a da mãe de Julieta com Tibaldo? A família dela era toda estranha. Já de Romeu, embora Mercúcio fosse um amigo bem escandaloso, eram na maioria das vezes mais calmos. 

Claro que qualquer obra terá opiniões diversas e infelizmente acabei lendo uma muito negativa. Porém, não destruiu meus sentimentos quanto ao filme. Pode ter sim alguns erros ou exageros, mas para uma adaptação para dias atuais, lara mim, foi até satisfatório. Os acertos sobrepõe os erros e me deixam apaixonada pelo filme. É um dos clássicos inesquecíveis que da minha lista de top 3 melhores filmes antigos, já vai aumentando. Agora é Conta Comigo, 10 coisas que odeio em você, Romeu e Julieta, Os garotos perdidos, O sexto sentido e Os Goonies. No mais, foi tudo perfeito. 






Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um dia de fúria - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um filme clássico, e se fosse você a ter um dia de fúria? O que faria?






A HISTÓRIA 

O policial Martin Prendergast está se preparando para seu último dia de trabalho antes de se aposentar. Poderia ter sido só mais um dia tranquilo, mas tudo começa de manhã, quando em um engarrafamento, um homem decide largar seu carro ali mesmo e ir embora a pé. Esse homem seria William Foster, desempregado a um mês, separado da esposa e atualmente morando com a mãe. Para William também poderia ter sido apenas uma manhã comum, mas era aniversário de sua filha e ele decidiu levar um presente para ela. 

Porém, enquanto tentava ligar para sua ex-esposa, foi até uma mercearia trocar seu dinheiro em moedas. Mas, ele achou os produtos com valores acima do normal e agride o comerciante por ser estrangeiro alegando que além de invadirem seu país, ainda lhe roubam com produtos caros. William bate no comerciante com seu próprio taco de beisebol, que ele usava para proteção. O comerciante vai dar queixa na polícia e Prendergast toma conhecimento dessa história pela primeira vez, apesar do suposto agressor ter quebrado sua loja, o criminoso pagou pelo refrigerante e foi embora. 

William segue seu caminho a pé até a casa da ex-mulher, mas acaba encontrando uma gangue, onde inicialmente dois deles acabam apanhando de taco e não aceitando a humilhação, reúnem mais homens e vão atrás de William de carro e armados. Acontece uma tragédia mas William sai ileso e ainda pega as armas da gangue. Armado, William vai a uma lanchonete e pede café da manhã. Mas como passou uns minutos do horário, se recusam a atendê-lo. Apesar de ameaçar os atendentes com a arma, William paga pelo lanche. A partir daí, William já fica mais conhecido e Prendergast começa a especular que o homem do taco de beisebol e o homem armado são a mesma pessoa. Apesar de ser seu último dia, ele e a policial Sandra começam a seguir seu rastro. Mas, é quando encontram um neonazista dono de uma loja de artigos bélicos morto, que sabem que para William agora é um caminho sem volta. 













Ano de lançamento 1993

Duração 1h 53m

Direção Joel Schumacher

Elenco Michael Douglas, Robert Duvall, Barbara Hershey



Trailer 





Minhas divagações 

Me lembrava desse filme vagamente. Mas confesso que algumas atitudes foram satisfatórias. Quem nunca se imaginou lutando pelos seus direitos como William. Na lanchonete então, divino. Porém, impossível um homem comum sair desse jeito como ele fez. Mas claramente ele tinha problemas e precisava de ajuda. Infelizmente sua ex-esposa e sua mãe, não souberam lhe ajudar. 

Ambientado nos anos 90, dá para entender muita coisa, e realmente muita coisa acontece nesse cenário ao mesmo tempo. Há muitas críticas ali, começando pelo comércio tirando vantagem em cobrar preços exorbitantes e ainda, vemos outra crítica quando o mesmo comerciante vai a delegacia e o outro policial faz questão de mostrar as diferenças que existem entre orientais. Assim como a gangue tenta mostrar uma comunidade fechada e não aceita atitudes como a de William. Ou ainda na lanchonete a exploração do serviço rápido porém de péssima qualidade. E a reforma na rua que não tinha nenhum problema mas os trabalhadores estavam lá só fingindo para garantir salário. Mas nada supera o dono da loja de roupas, homofóbico que na verdade era neonazista e ao confundir o que o William estava fazendo, acabou se dando mal por isso. 

O desfecho dessa história era óbvio, porém, como tinha Prendergast na jogada e como era seu último dia, imaginei três cenários: William encurralado se matava, William atirava no Prendergast ou Prendergast atirava em William. Qual dos três acha que aconteceu? Por que William se matava? Depois de perceber que ele era o bandido da história e que não tinha mais volta por tudo o que fez, não iria aceitar ficar na cadeia, então, qual seria a melhor saída? Embora não fosse esse seu desejo, já que tudo começou porque ele só queria ir para casa ver a filha. Por que atirar em Prendergast?  Era seu último dia, sua esposa, chatíssima por sinal, o esperava em casa, apesar que claramente ele não aparentava muito entusiasmo na aposentadoria, então, seria terrível se fosse ele a levar o tiro não é? Mas as chances de William levar o tiro primeiro seria um final melhor para ele. 

Para mim, a história sempre foi cômica pela situação. Um homem comum, engravatado, de repente explode e decide que quem ficar no seu caminho, terá consequências. A partir do momento que ele tira a vida de alguém, já é algo sem volta. E mesmo que faça coisas que aparentemente seria nosso direito reclamar, ele faz com violência. E todo ato de violência tem consequências no final. Só acho que no final, ele deveria ter conseguido dar o presente a filha, com certeza ela vai crescer odiando o pai, pois a mãe, devido ao estresse e medo que passou, duvido que manteria uma boa imagem de William, depois de tudo o que ele fez. Quem faria isso não é verdade?

A ex de William chamou a polícia, contou sobre a medida protetiva,  mas, apesar dela achar que ele poderia partir para a agressão, apenas com isso os policiais não puderam ou não quiseram fazer muito para protegê-la. Como ele estava indo a pé e ela não sabia disso, passou horas desde que ele havia dito que estava indo para lá, como passou a tarde toda e ele não apareceu, a polícia se retirou da casa de sua ex. Houve ainda a crítica política sobre isso, quando a policial deu a entender que não tinham muitas viaturas nas ruas e quando tivesse uma votação sobre isso, da próxima vez, era para ela votar a favor por mais patrulhas. Não há dúvidas que embora William tenha partido para a violência em determinados casos, mas duvido que sua intenção fosse matar sua esposa e filha. Sua preocupação quando viu a mão da filha do caseiro que estavam aproveitando que os donos estavam viajando e curtindo a piscina deles, mostra seu lado paterno. Embora nas filmagens de sua família, infelizmente podíamos ver que ele já tinha alterações de humor, o que culminou em sua separação. Nenhuma mulher quer viver com um homem agressivo. Afinal, qual seria o estopim para ele vir a agredir uma delas? 

Enfim, diferente do que me lembrava mas satisfatório em algumas partes. 


Nota pessoal 7/10


segunda-feira, 14 de julho de 2025

[Review/crítica pessoal] Robin Hoo: O príncipe dos ladrões - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse clássico do ladrão mais famoso das histórias. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Robin de Locksley, foi preso em Jerusalém após acompanhar o Rei Ricardo na Terceira Cruzada. Quando os criminosos são executados, Robin consegue escapar com seu companheiro Peter e no tumulto tentam salvar os prisioneiros mas só conseguem libertar um mouro (muçulmano de origem árabe e berbere nomeado assim naquela época 1194 onde se passa a história) chamado Azeem. 

Peter é mortalmente ferido e faz Robin prometer cuidar de sua irmã Mariam, assim, ele e Azeem retornam para a Inglaterra. Azeem acompanha Robin até que sua dívida de vida seja paga, uma vez que Robin o salvou sem segundas intenções. 

Quatro meses depois, Robin finalmente chega a sua casa para encontrar seu lar destruído. Duncan, um velho servo da família conseguiu sobreviver mas foi cegado pelos homens que mataram o pai de Robin. Ele explica que seu pai foi falsamente acusado de adoração ao diabo e executado pelo Xerife de Nottingham.

Robin encontra Marian e conta sobre seu irmão e a promessa que fez a ele, mas ela garante que não precisa de proteção. Os homens do Xerife aparecem e Robin, Duncan e Azeem fogem para a floresta de Sherwood. Eles despistam os homens que sentem medo da floresta. Robin então descobre que a floresta na verdade não é assombrada e sim habitada por ladrões. Little John que lidera o grupo, desafia Robin que vence, conquistando a amizade do líder. Mas um deles, em particular, Will Scarlet, se recusa a confiar nele. 

O Xerife oferece uma recompensa pela cabeça de Robin, que cada vez mais ousado rouba dos ricos ⁸que passam pela floresta e dá aos pobres. O Xerife enfurecido sequestra Marian para se casar com ela, já que é parente do rei e descobre o esconderijo de Robin, capturando alguns ladrões e incendiando o local. Robin é dado como morto e o Xerife força Marian a se casar com ele. Will que foi capturado, se oferece para encontrar Robin e ao chegar ao local, revela um segredo a este e atacam o Xerife com tudo. Azeem paga sua dívida com Robin e o Rei Ricardo volta e reconhece Robin por ajudar a manter seu trono. 









Ano de lançamento 1991

Duração 2h 23m

Direção Kevin Reynolds

Elenco Kevin Kostner, Alan Rickman, Christian Slater, Mary Elizabeth Mastrantonio, Morgan Freeman


Trailer 





Minhas divagações finais 

Nem lembrava que Robin Hood era interpretado por Kevin Kostner e mais uma vez li sobre sua péssima atuação. Só pode ser brincadeira né. Ou eu que não vejo isso. Achei normal, não foi péssima. Mas enfim. 

Quanto ao roteiro, não nego que foi razoável. Mas sempre defendo a época que o filme foi lançado. Claro que um roteiro bem feito não precisa ser atual, já que escrever bem não importa a época, já que temos grandes autores do passado. Mas, também não vi nada tão exagerado de ruim.

Robin foi um personagem clichê óbvio. Virou ladrão contra o Xerife para vingar a morte do pai e impedir que o mesmo conspirasse contra o rei para tomar o trono. Óbvio que Robin se apaixonaria pela Marian. Embora eu não tenha gostado muito dela. Não vi muitos filmes dessa atriz, mas não gostei muito dela. Particularmente falando. 

Com certeza Morgan Freeman faz juz a ser inesquecível em qualquer papel. Pelo menos eu gosto de seus trabalhos. E claro, Christian Slater me surpreendeu aparecendo nesse filme. Não me lembrava dele. Na verdade seu filme mais marcante para mim com certeza foi Entrevista com o vampiro. Mas, devido a sua hostilidade para com Robin, eu acreditei mesmo que ele fosse traí-lo, ainda mais quando ele ia pedir para dançar com Marian e Robin apareceu a roubando para dançar com ele. Ali eu vi que Will seria um traidor. Jamais imaginei o desfecho para esses dois e ainda custei a acreditar no final. Mas, foi assim que aconteceu né.

Robin Hood sempre foi uma história marcante para mim, por ele roubar dos ricos e dar para os pobres. Não me lembrava muitos detalhes dessa história. Mas é sempre assim nesses contos, sobre um estranho que encontra um grupo e acaba os liderando. O Xerife, apesar de ser interpretado por Alan Rickman, que para mim sempre será o Snape de Harry Potter, fez um Xerife terrivelmente odioso. Já dava para imaginar seu futuro terrível como vilão.

Não achei espetacular mas também não foi horrível. Típico filme de sessão da tarde. Mas recomendo. Também vi que existe outras produções de Robin Hood mas só conhecia essa, até agora. Talvez me aventure a ver os outros. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 9 de julho de 2025

[Review/crítica pessoal] O guarda-costas (The Bodyguard - 1992) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse clássico apaixonante. 






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Frank Farmer, um ex-agente do serviço secreto agora trabalha como guarda-costas. Ele foi segurança dos presidentes Jimmy Carter e Ronald Reagan. O empresário Bill Devaney, que trabalha para a atriz e cantora Rachel Marron, procura Frank para proteger Rachel que está sendo ameaçada de morte. Não é muito o ambiente de trabalho de Frank, mas ele aceita conhecer Rachel. No entanto, ao chegar em sua casa, uma mansão lotada de gente do seu trabalho, segurança mínima, desde os portões,  qualquer um pode entrar na propriedade, mas o que faz Frank repensar em aceitar ou não o trabalho, é a própria Rachel, que a primeira vista, se mostrou desagradável para com ele. 

Bill tenta convencer Frank lhe mostrando as cartas ameaçadoras que Rachel vem recebendo, embora a própria as desconheça. Frank aceita trabalhar para ela desde que Bill lhe conte sobre as ameaças. Em meio a mudanças na segurança da casa, Rachel se irrita com a proteção de Frank o acusando de ser paranoico. Ela só percebe a gravidade da situação, quando recebe uma ligação ameaçadora. Embora acabe surgindo sentimentos entre ela e Frank, ele opta por fazer seu trabalho do que ter um relacionamento com ela. 

Após uma tentativa de ataque, Frank a leva para um local seguro mas Fletcher, o filho de Rachel quase morre em uma tentativa de atacar Rachel e Frank acaba descobrindo quem é o mandante das ameaças, mas não consegue descobrir quem seria o atirador. É apenas na premiação que Frank descobre quem é o atirador quando salva Rachel mas leva o tiro em seu lugar. 







Ano de lançamento 1992

Duração 2h 9m

Direção Mick Jackson

Elenco Kevin Costner, Whitney Houston, Bill Cobbs, Michele Lamar Richards



Trailer 





Minhas divagações finais 

Sempre amei esse filme pelo Kevin Costner e pela Whitney Houston. Que era uma excelente cantora não tinha como negar, além de uma voz potente e inesquecível, era linda e talentosa. Pena que nesse meio, alguns artistas se perdem e acabam perdendo o brilho muito cedo. 

Fiquei admirada ao ler algumas críticas onde se dizia que o filme foi detonado pelo péssimo roteiro a atuação. Admirada é pouco, fiquei indignada com essa descoberta. Por anos, amei esse filme e mesmo após tanto tempo, continua do jeitinho que me lembrava. Claro que me surgiu alguns questionamentos. Por anos, na minha memória, eu sabia quem queria Rachel morta, mas não tinha certeza dos seus motivos. Não havia entendido de primeira como ela conheceu o atirador e nem a determinação dele em terminar o serviço. 

Em paralelo, ainda tínhamos um stalker que não entendi se era fã ou alguém que odiava a Rachel. No mais, considerando a época que foi lançado, eu acredito que seja um grande clássico. Clichê o romance entre a cantora e o guarda-costas? Sim. Mas sempre achei isso apaixonante. A primeira vez que vi nem fazia ideia de quem seria o mandante. E depois que Frank descobre quem é e a pessoa lhe pergunta se ele não quer saber o por que, ele diz que já sabe a resposta, pois está nas cartas de ameaças. Embora acredite que ele demorou um pouco para descobrir. E havia muita gente suspeita ao lado de Rachel. 

Podem dizer o que quiserem, mas eu achei a atuação razoável, considerando que Kevin estava começando a ficar famoso e já tinha vários filmes produzidos e Whitney estava atuando, embora fosse mais cantora. E achei os dois fofinhos, embora no início Rachel fosse meio arredia em relação a ser protegida. Ela convidando ele para sair foi Hilário pela forma como ela fez o convite. Não lembro se mencionaram sobre o pai de Fletcher. 

As músicas foram perfeitas óbvio, sendo da própria Whitney e contrariando todas as críticas, achei que eles tiveram química e uma boa atuação. Na época que vi achei lindo e inesquecível. E totalmente marcante sobre quem queria Rachel morta. Sempre achei assustador esse meio artístico onde sua vida é exposta e qualquer um pode te desejar tanto o bem quanto o mal. E a inveja pode estar dentro do círculo familiar ou de amigos. Ter stalkers já é assustador, imagina ter um assassino na sua cola. E julgando como Whitney se foi, acho o filme mais inesquecível ainda. 

Frank era paranoico porque em um de seus trabalhos, seu cliente foi baleado mas não era ele quem estava em serviço naquele dia. Depois disso, seu pior medo era esse, não está lá quando a pessoa precisasse. Quem que não desejou que Frank e Rachel terminassem juntos? Acho que esse foi um dos primeiros filmes que vi que o casal protagonista não ficam juntos e senti que apesar do clichê, eu preferiria o viveram felizes para sempre juntos. Devido a profissão de ambos, era de se esperar que seria um relacionamento complicado, mas quando se é adolescente apaixonada, tudo que queremos é ver o casal juntos. Tanto que na época pensei que quando ela volta para lhe beijar, eles tinham se acertado. Embora ela tivesse outro guarda-costas, pensei que eles mantivessem o relacionamento. Passei anos tentando superar esse final até chegar essa modinha de hoje em dia em que um dos pares morrem. O que é bem pior na verdade. 

No mais, super recomendo esse clássico. 




Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 23 de junho de 2025

[Review/crítica] Filadélfia ( Tom Hanks e Denzel Washington ) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. A história hoje é de um filme marcante na vida de todos.






DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Andrew Beckett, 26 anos, um advogado promissor recém contratado em uma grande empresa na Filadélfia, após ser diagnosticado com HIV, é demitido por seus chefes que se revelaram homofóbicos. Andrew havia omitido sua sexualidade para não sofrer preconceitos desde o início. Após sentir que foi demitido injustamente, ele procura um advogado para processar a firma. 

No entanto, ninguém quer pegar sua causa, até ele recorrer em última caso, a Joe Miller, um advogado em ascenção que assume pequenas causas. Inicialmente ele nega o caso de Andrew, se mostrando homofóbico ao descobrir a orientação sexual de Andrew e o HIV. Mas quando o encontra em uma biblioteca e o vê estudando sobre seu caso e como é tratado pelo bibliotecário que o força a se retirar do local, devido a suas feridas, que todos já associavam ao HIV. Joe se aproxima e começa a conversar com ele e no fim, acaba aceitando seu caso. 

Joe então, percebe que Andrew é uma pessoa normal e que seu preconceito era descabido. Luta com tudo para ganhar a causa de Andrew, mostrando que ele foi demitido única e exclusivamente por ser homossexual e portar HIV. Abrindo questões importantes sobre preconceito e homofobia. 











Ano de lançamento 1993

Duração 2h 6m

Direção Jonathan Demme

Elenco Tom Hanks, Denzel Washington, Antonio Banderas



Trailer 





Minhas divagações finais 

A primeira vez que vi esse filme, fiquei chocada com o tamanho do preconceito e a atuação incrível de Tom Hanks. Embora seu personagem seja homossexual, suas cenas com o namorado, interpretado por Antonio Banderas, não eram tão abertamente explícitas como hoje em dia. Acredito que devido a época e pelos atores serem heteros, talvez não conseguissem aprofundar tanto no romance. Embora Banderas atuou lindamente como um homem apaixonado. Na verdade, como hetero ou gay, ele encanta todos os gêneros. Como em Entrevista com o vampiro, eu queria um romance ali entre Armand e Louis. 

E não, não pesquisei se Banderas é gay, mas se for, está explicado a química entre atores masculinos. Só vi uma entrevista com Tom Hanks, recentemente, que disse que se esse papel lhe fosse oferecido hoje, ele não aceitaria por acreditar que sendo hetero, não alcançaria os efeitos desejados se fosse interpretado por alguém homossexual. O que entendo seu lado, já que hoje em dia a aceitação é maior e temos excelentes atores gays. Mas naquela época, onde o homossexualismo era vinculado a AIDS, que além de já ser um preconceito horrível, ainda acreditavam que essa doença era dos gays. 

E claro, ninguém menos como Denzel seria perfeito para interpretar o advogado homofóbico que no fim percebe que seu preconceito era infundado, após conhecer de verdade Andrew. Na época, tinha achado a história tremendamente triste, mas hoje, além de triste é revoltante, porque mesmo tendo aceitação, o racismo e a homofobia ainda é grande nos tempos atuais. 

Após Andrew procurar Joe em seu escritório e ao lhe apertar a mão ele perguntar o que Andrew tinha e ele lhe dizer: eu tenho AIDS. Foi impossível não ver a mudança na fisionomia e atitudes de Joe. E ele indo consultar um médico para fazer exames e conferir se não tinha pego a doença. Aí, ele aprende um pouco mais como seria a transmissão da doença. 

No julgamento também é visível o preconceito quando uma secretária sofre da mesma doença mas foi tratada com diferença porque sendo mulher, ela pegou após uma transfusão de sangue contaminada. Ela continuou no emprego e ainda teve benefícios para lhe ajudar. A defesa ainda disse que ela foi uma vítima e não fez nada errado para pegar a doença, julgando os meios em que Andrew a adquiriu. 

Não sei julgamentos de hoje em dia, mas achei esse fervoroso demais. Advogado é uma profissão complexa quando você tem que defender um cliente que você sabe ser culpado. E esse filme dada a época em que foi lançada, com atores no auge da carreira, foi um tiro certo para mostrar como o ser humano é desprezível com questões que desconhecem e já vão julgando os culpados por serem o que acham serem errados. E infelizmente nessa época, muitos artistas famosos homossexuais morreram por causa da AIDS, fazendo com que todos acreditassem que era doença de gays. 

Quando assisti, era muito jovem ainda, mas via ali o preconceito e o que o medo do desconhecido pode fazer com as pessoas. Mas mesmo com os anos, é como se não tivesse passado tanto tempo assim pois ainda existe esse preconceito nas pessoas. 

O filme é incrível, revoltante e tocante. E claro, muito triste no final. Recomendo. Não nego que as vezes ouvindo o Tom Hanks falar eu pensava no Woody de Toy Story...





Nota pessoal 10/10


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