segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um dia de fúria - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um filme clássico, e se fosse você a ter um dia de fúria? O que faria?






A HISTÓRIA 

O policial Martin Prendergast está se preparando para seu último dia de trabalho antes de se aposentar. Poderia ter sido só mais um dia tranquilo, mas tudo começa de manhã, quando em um engarrafamento, um homem decide largar seu carro ali mesmo e ir embora a pé. Esse homem seria William Foster, desempregado a um mês, separado da esposa e atualmente morando com a mãe. Para William também poderia ter sido apenas uma manhã comum, mas era aniversário de sua filha e ele decidiu levar um presente para ela. 

Porém, enquanto tentava ligar para sua ex-esposa, foi até uma mercearia trocar seu dinheiro em moedas. Mas, ele achou os produtos com valores acima do normal e agride o comerciante por ser estrangeiro alegando que além de invadirem seu país, ainda lhe roubam com produtos caros. William bate no comerciante com seu próprio taco de beisebol, que ele usava para proteção. O comerciante vai dar queixa na polícia e Prendergast toma conhecimento dessa história pela primeira vez, apesar do suposto agressor ter quebrado sua loja, o criminoso pagou pelo refrigerante e foi embora. 

William segue seu caminho a pé até a casa da ex-mulher, mas acaba encontrando uma gangue, onde inicialmente dois deles acabam apanhando de taco e não aceitando a humilhação, reúnem mais homens e vão atrás de William de carro e armados. Acontece uma tragédia mas William sai ileso e ainda pega as armas da gangue. Armado, William vai a uma lanchonete e pede café da manhã. Mas como passou uns minutos do horário, se recusam a atendê-lo. Apesar de ameaçar os atendentes com a arma, William paga pelo lanche. A partir daí, William já fica mais conhecido e Prendergast começa a especular que o homem do taco de beisebol e o homem armado são a mesma pessoa. Apesar de ser seu último dia, ele e a policial Sandra começam a seguir seu rastro. Mas, é quando encontram um neonazista dono de uma loja de artigos bélicos morto, que sabem que para William agora é um caminho sem volta. 













Ano de lançamento 1993

Duração 1h 53m

Direção Joel Schumacher

Elenco Michael Douglas, Robert Duvall, Barbara Hershey



Trailer 





Minhas divagações 

Me lembrava desse filme vagamente. Mas confesso que algumas atitudes foram satisfatórias. Quem nunca se imaginou lutando pelos seus direitos como William. Na lanchonete então, divino. Porém, impossível um homem comum sair desse jeito como ele fez. Mas claramente ele tinha problemas e precisava de ajuda. Infelizmente sua ex-esposa e sua mãe, não souberam lhe ajudar. 

Ambientado nos anos 90, dá para entender muita coisa, e realmente muita coisa acontece nesse cenário ao mesmo tempo. Há muitas críticas ali, começando pelo comércio tirando vantagem em cobrar preços exorbitantes e ainda, vemos outra crítica quando o mesmo comerciante vai a delegacia e o outro policial faz questão de mostrar as diferenças que existem entre orientais. Assim como a gangue tenta mostrar uma comunidade fechada e não aceita atitudes como a de William. Ou ainda na lanchonete a exploração do serviço rápido porém de péssima qualidade. E a reforma na rua que não tinha nenhum problema mas os trabalhadores estavam lá só fingindo para garantir salário. Mas nada supera o dono da loja de roupas, homofóbico que na verdade era neonazista e ao confundir o que o William estava fazendo, acabou se dando mal por isso. 

O desfecho dessa história era óbvio, porém, como tinha Prendergast na jogada e como era seu último dia, imaginei três cenários: William encurralado se matava, William atirava no Prendergast ou Prendergast atirava em William. Qual dos três acha que aconteceu? Por que William se matava? Depois de perceber que ele era o bandido da história e que não tinha mais volta por tudo o que fez, não iria aceitar ficar na cadeia, então, qual seria a melhor saída? Embora não fosse esse seu desejo, já que tudo começou porque ele só queria ir para casa ver a filha. Por que atirar em Prendergast?  Era seu último dia, sua esposa, chatíssima por sinal, o esperava em casa, apesar que claramente ele não aparentava muito entusiasmo na aposentadoria, então, seria terrível se fosse ele a levar o tiro não é? Mas as chances de William levar o tiro primeiro seria um final melhor para ele. 

Para mim, a história sempre foi cômica pela situação. Um homem comum, engravatado, de repente explode e decide que quem ficar no seu caminho, terá consequências. A partir do momento que ele tira a vida de alguém, já é algo sem volta. E mesmo que faça coisas que aparentemente seria nosso direito reclamar, ele faz com violência. E todo ato de violência tem consequências no final. Só acho que no final, ele deveria ter conseguido dar o presente a filha, com certeza ela vai crescer odiando o pai, pois a mãe, devido ao estresse e medo que passou, duvido que manteria uma boa imagem de William, depois de tudo o que ele fez. Quem faria isso não é verdade?

A ex de William chamou a polícia, contou sobre a medida protetiva,  mas, apesar dela achar que ele poderia partir para a agressão, apenas com isso os policiais não puderam ou não quiseram fazer muito para protegê-la. Como ele estava indo a pé e ela não sabia disso, passou horas desde que ele havia dito que estava indo para lá, como passou a tarde toda e ele não apareceu, a polícia se retirou da casa de sua ex. Houve ainda a crítica política sobre isso, quando a policial deu a entender que não tinham muitas viaturas nas ruas e quando tivesse uma votação sobre isso, da próxima vez, era para ela votar a favor por mais patrulhas. Não há dúvidas que embora William tenha partido para a violência em determinados casos, mas duvido que sua intenção fosse matar sua esposa e filha. Sua preocupação quando viu a mão da filha do caseiro que estavam aproveitando que os donos estavam viajando e curtindo a piscina deles, mostra seu lado paterno. Embora nas filmagens de sua família, infelizmente podíamos ver que ele já tinha alterações de humor, o que culminou em sua separação. Nenhuma mulher quer viver com um homem agressivo. Afinal, qual seria o estopim para ele vir a agredir uma delas? 

Enfim, diferente do que me lembrava mas satisfatório em algumas partes. 


Nota pessoal 7/10


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