domingo, 11 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] A Garota das sapatilhas brancas - Divagando Sempre

 


Olá Divosos leitores. Hoje trago um livro que esperei muito para ler e foi... a maior decepção. 





A HISTÓRIA 

Em A garota das sapatilhas brancas, conta o lado de Daniel Lobos. A única pessoa que ao conhecer Melissa, uma garota mimada e preconceituosa, que só via o balé como prioridade na vida, enxergou nela muito mais do que ela aparentava e através de um acordo entre os dois, ele tentou lhe mostrar o que a vida e as pessoas tem a oferecer de bom. Por mais difícil que fosse acreditar, Melissa aceita o desafio com a certeza de que o garoto iria perder. Porém, ele foi o farol que salvou Melissa da escuridão e ela devolveu as cores ao seu mundo. Mas durante esse tempo, ele escondeu um segredo dela que poderia mudar tudo. Aqui, vemos o lado de Daniel, como descobriu sua doença, como conheceu Melissa e como lidou com tudo até o fim. A primeira versão sob o ponto de vista de Melissa se chama, O garoto do cachecol vermelho. 



Ano de publicação 2017

Páginas 182

Autor/a Ana Beatriz Brandão



Minhas divagações 

Vamos lá. Eu li O garoto do cachecol vermelho um tempo atrás, então, não me lembrava muito bem da história. Lembrava que era triste e por alguma razão eu tinha amado a história. Será que por ser pelo ponto de vista de Melissa, ela não foi tão insuportável? Me recuso a acreditar que eu amaria o livro se soubesse o quanto ela era insuportável. E não, não sinto a menor vontade de reler para confirmar. A garota das sapatilhas brancas foi uma leitura tremendamente cansativa. Daniel ainda é um personagem cativante, só aguentei terminar a leitura por ele. Não lembro como foi o modo de escrita do anterior, mas nesse, achei horrível por misturar a ordem cronológica, uma hora é o tempo presente, depois muda para tantos anos antes, depois horas antes, de repente é dias depois... sim, sou chata para isso. Prefiro seguir o tempo como ele é, ou talvez só peguei birra da escritora porque a história estava muito cansativa. 

A única coisa que amei, foi saber mais detalhes sobre a vida de Daniel. Como ele descobriu sua doença, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), como ele e sua família lidou com isso e como ele contaria para Melissa sobre isso. Como eu disse antes, não lembrava muita coisa do livro anterior, então se me perguntassem, recomendaria esse. Apesar de algumas críticas positivas sobre o livro que li, muitos concordam que não havia necessidade desse, pois quem lembra da história achou meio repetitivo. Concordo que não havia necessidade desse, pois acredito que o anterior terminou bem fechadinho, por isso a autora fez pela visão de Daniel. Por mais que na minha memória eu tivesse amado o livro anterior, nesse eu peguei um ódio tremendo da Melissa, que desfez todo meu encanto pelo garoto do cachecol vermelho. 

Nesse, a Melissa foi egoísta, cega e extremamente insuportável. As coisas que ela falava da amiga do Daniel, que até esqueci o nome, por ciúmes, era insuportável. Tantas coisas que eles passaram juntos, em nenhum momento senti que ela estava se apaixonando por ele. Porque como eu disse, a questão da escrita ficar embaralhando a ordem cronológica dos acontecimentos não colaborou muito para nos aproximar do casal. Uma hora eles estavam juntos, na outra estavam saindo a primeira vez, depois ela estava chorando a perda... gente, foi muito sem graça. Fora a repetição do nome da doença dele, já entendemos Ana Beatriz, que ele tem Esclerose, não precisava repetir tantas vezes. Não é como se poderíamos esquecer disso. 

No primeiro livro, puxando pela memória, não lembro de ter tido tantos conflitos, não imaginava que os amigos de Daniel eram contra ele ficar com Melissa. Mesmo que ela tenha passado por tantos problemas, não justifica sua personalidade tão detestável. Já vi personagens que passaram pelo pior e nem assim se tornaram tão odiável quanto ela. Se ela fosse só perfeccionista em querer ser uma bailarina e mimada, já bastava, colocar desculpas depois do porque ela ser assim, tornou ela ainda mais detestável. O único momento que gostei da parte dela, foi a história que a mãe dela contou de como perdeu o marido. A parte que mais odiei da Melissa, foi quando Daniel foi atrás dela para contar a verdade. E mesmo assim, sua reação foi a mais insuportável possível. Eu não tenho a capacidade do Daniel de perdoar. Tudo o que ela falou, mesmo sendo naquele momento entre choque e outras coisas, eu teria mandado ela seguir com a vida dela como ela queria e me esquecer. Jamais teria voltado para ela. Mas isso, só porque peguei ódio dela mesmo. Mas eu guardaria aquelas palavras no coração. Porque ele escondeu a verdade porque ele sabia como as pessoas o tratavam e ele não queria ser tratado assim nem que ela ficasse com ele por pena. Agora, falar as coisas que ela falou, pode até ter saído do clichê habitual, mas só me fez odiar ainda mais essa menina. 

Na verdade, esse volume foi cheio de problemas e se eu amava o garoto do cachecol vermelho, passou a ser o livro que jamais leria novamente. E a garota das sapatilhas brancas passou a ser a causa pelo meu desgosto dessa história. Esperei tanto para conseguir esse livro e foi a maior decepção da minha vida. 


Nota pessoal 4/10

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