segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 1 Litro de Lágrimas (Ichi rittoru no namida) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. A história hoje é inspirada em um caso real e com certeza te fará chorar 1 litro de lágrimas...






A HISTÓRIA 

Ikeuchi Aya tem 15 anos e vive com sua família onde seu pai tem uma loja de tofu e a mãe trabalha como higienista. Aya tem mais três irmãos mais novos, Ako, Hiroki e Rika. Quando Aya passa a ter pequenos acidentes como cair ou derrubar coisas, sua mãe sugere procurar um médico e fazer exames só por precaução. Uma das primeiras quedas sérias, foi quando Aya ia para a escola fazer um exame importante e é socorrida por Asou Haruto, que por coincidência também estava indo prestar a prova, mas ao contrário dela, não estava muito determinado a fazê-la. Asou leva Aya de bicicleta até a enfermaria da escola e acreditava que como chegaram atrasados, não poderiam fazer a prova. Felizmente para Aya, devido ao acidente conseguiram fazer o teste, com menos tempo que os outros mas os dois conseguiram passar e acabam estudando na mesma turma. Mas, a queda que deixou a mãe de Aya preocupada foi quando esta ia para a escola e caiu ferindo o rosto. Após alguns exames sua mãe descobre então que Aya tem Degeneração Espinocerebelar, uma doença incurável que deteriora o cérebro, com o tempo o paciente não anda, não fala e não come mais, mas não afeta a mente nem a memória. 

A mãe de Aya foi a primeira a saber e tentou ao máximo esconder da filha seu diagnóstico, mas Aya acaba descobrindo sozinha e sua maior pergunta era: Por que essa doença me escolheu? Não só a vida de Aya mudou, mas a de todos ao seu redor, tanto no ambiente familiar como no escolar, todos aprenderam a se adaptar à nova condição dela. No entanto, o mais difícil foi no ambiente escolar, pois apesar de seu diagnóstico Aya, queria aproveitar ao máximo sua vida escolar, porém, quando já estava difícil caminhar, seus atrasos passou a ser um problema para todos, a ponto de na reunião de pais, os pais sugerirem a mãe de Aya que a transferisse para uma escola mais apropriada. Após um tempo, a própria Aya decide se transferir fazendo um discurso emocionante ao se despedir de sua turma. Aya viveu vários momentos difíceis e emocionantes, mas sempre com o apoio de sua família. Seus diários viraram palavras motivacionais para outros pacientes que viviam a mesma condição que ela e lutaram como ela a viver até seus últimos dias. 












Ano de lançamento 2005

1 temporada 11 episódios 

Direção Masanori Murakami

Elenco Sawajiri Erika, Nishikido Ryo, Yakushimaru Hiroko, Jinnai Takanori, Narumi Riko, Fujiki Naohito



Trailer (resumo da história)





Minhas divagações 

" O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais "

1 litro de lágrimas foi meu primeiro dorama japonês e na época, chorei 2 litros de lágrimas, cada episódio era uma caixa de lenços usados. Embora, 20 anos depois, o dorama segue sendo tão emocionante quanto foi na época. A história de Aya embora triste, também foi uma lição de vida para todos que conheceram suas lutas, suas dificuldades, suas dúvidas e medos. Pois descobrir uma doença incurável e degenerativa aos 15 anos, nos faz questionar as injustiças da vida. Por isso sua mãe demorou a lhe contar seu diagnóstico e por isso Aya quis continuar frequentando a escola o máximo que pôde. Embora na vida real, Aya não tenha contado com a ajuda de um Asou-kun, ela teve sua família e amigos lhe dando apoio.

Na época em que o dorama fez sucesso, eu havia lido que a mãe de Aya quem havia pedido para mudar um pouco a história e colocar o personagem Asou. Na verdade, achei que ficou bem tipico de dorama mesmo, embora ache que se não tivesse esse personagem, teria sido um pouco mais triste e solitário a vida de Aya. Que acho que como toda adolescente gostaria de ter a chance de se apaixonar, de amar e ser amada. O que me faz questionar se a parte do senpai, acho que se chamava Kawamoto, um aluno mais velho que jogava basquete e que havia a convidado para sair, foi real também? Achei a decisão dele bem covarde de não ter ido ao encontro. Teria sido menos desumano se ele tivesse ido e depois pedido desculpas para não continuarem se vendo, devido às dificuldades de condição de saúde dela. Ele poderia ter ao menos tentado. Se não fosse pelo Asou, ela ficaria na chuva quanto tempo esperando o outro menino?

Outra questão se foi real para mim, seria a parte da reunião escolar onde os pais manifestam seu desagrado no fato da condição de Aya "atrapalhar" seus filhos na escola. Não existia empatia nessa época ou o ser humano é tão desagradável assim mesmo? Infelizmente seria esse mesmo tipo de pessoa, que faria Hiro, o irmão de Aya, ter momentos de vergonha antes de Ako lhe dar o maior sermão. Chorei horrores nessa parte na época, porque Ako, era o tipo de irmã que vivia implicando com Aya por ela ser perfeita demais enquanto que ela era cheia de defeitos, mas seu crescimento na história foi emocionante. Ela percebeu as dificuldades da irmã antes de admitirem que Aya tinha um problema e achava estranho, mas a mãe sempre desconversava. Ako, apesar de muitas vezes aparentar estar incomodada em ajudar a família, foi a que mais evoluiu e me conquistou na trama. 

Os pais da Aya me davam nos nervos as vezes, principalmente a mãe que esperou demais para contar a filha e a família o que acontecia com Aya. Eu entendo que como mãe, era difícil de aceitar um diagnóstico desses para alguém tão jovem que tinha uma vida inteira pela frente. E também entendo que para qualquer um é extremamente difícil aceitar uma doença incurável, mas ignorar os efeitos que essa demora em contar principalmente para a Aya, poderia ter ganho mais tempo para ela se planejar melhor. Na minha memória, os pais dela não eram tão irritantes e barulhentos. 

E claro, temos o Asou-kun. Na época, eu era apaixonada por esse ator, o conheci nesse dorama e depois vi outro dele. Nishikido Ryo é cantor, fazia parte do grupo Kanjani8 e News. É muito comum ver cantores se aventurando na atuação. E achei Nishikido perfeito no papel de Asou. Ele tinha seus próprios problemas familiares e seu pai exigia muito dele, principalmente após a morte de seu irmão mais velho. Mas contrariando todas as expectativas, ele continuou ao lado da Aya até o final. Acho que o modo como o colocaram na história, foi digno de romance adolescente. Ele a ajudou quando ela caiu a primeira vez e como seu pai trabalhava no hospital, eventualmente ele acabou descobrindo sua doença. Ele também ficou com ela quando o senpai deu os canos nela e se confessou para ela e ainda a levou para um encontro. 

Mas o dorama não é apenas sobre um impossível romance adolescente, se trata principalmente sobre a aceitação de uma doença incurável na adolescência. Aya tinha muitos sonhos, e embora atinja muitas pessoas, sua história ficou famosa por sua determinação em continuar vivendo. O que antes era uma obrigação, escrever seus dias acabou se tornando sua maneira de continuar viva. Sua jornada foi eternizada através de seus diários e todos conhecem ou podem conhecer sua história. A primeira vez que se vê com certeza derramará 1 litro de lágrimas. 

É um dorama que me marcou muito e por anos não queria ver de novo porque sabia que era triste demais. Mas continua tão bom quanto na época. Recomendo ver com lenços do lado. 

Uma das músicas que ouvi várias vezes depois que vi o dorama. Remioromen/Konayuki


A verdadeira Aya 




Nota pessoal 10/10

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