Olá Divosos. Hoje trago esse filme sensacional. Além de grandes atrizes, é uma história espetacular.
A HISTÓRIA
Nos anos 1960, em Jackson, Mississipi, Eugenia Phelan, mais conhecida como Skeeter, retorna para casa após se formar na faculdade para desgosto de sua mãe, pois enquanto as outras mulheres do círculo social de Skeeter estão casadas, sua filha é a única que continua solteira. Skeeter consegue um trabalho no jornal local, inicialmente escrevendo para a coluna "dicas de dona de casa" respondendo algumas cartas. Para isso, pede a ajuda da empregada de Elizabeth, Aibileen, que no final, ajuda muito mais quando Skeeter muda seu foco para escrever sobre a vida das empregadas sob seus pontos de vistas, relatando inclusive os abusos que sofriam de suas empregadoras. Skeeter reúne essas mulheres que contam suas histórias emocionantes e ao final, conta a sua própria história, pois também cresceu sendo criada por uma empregada negra, mas que acabou descobrindo que sua mãe a despediu enquanto estava na faculdade. O livro de Skeeter faz sucesso e apesar de o autor ser anônimo e os nomes dos personagens terem sido mudados, algumas mulheres sabem que as histórias são delas.
Ano de lançamento 2011
Duração 2h 26m
Direção Tate Taylor
Elenco Viola Davis, Emma Stone, Octavia Spencer, Jessica Chastain
Trailer
Minhas divagações
Vi um shorts desse filme com a cena da Celia contratando Minny Jackson para trabalhar para ela. De todas as mulheres fúteis desse filme, salvam apenas a Celia e a Skeeter. Já digo porque. A história já emociona porque é ambientado nos 60 em Jackson no Mississipi, onde nessa época lutavam pelos direitos civis e contra a segregação racial. O filme mostra muito bem essas diferenças, onde as mulheres brancas ricas, com suas empregadas negras, claramente as menosprezavam, mesmo que estas cuidassem de suas casas e seus filhos. Eram mulheres fúteis e racistas.
Nessa história eu seria muito a Skeeter. Para começar, ela era diferente das outras mulheres por ter terminado a faculdade e arrumado um emprego. Para ela não era prioridade se casar e ficar o dia inteiro se dedicando aos maridos. O que muitas nem isso faziam na verdade. Que vida chatinha tendo a casa limpa, comida feita pela empregada e ainda ter os filhos sendo cuidado por elas. O que essas mulheres faziam de verdade gente? Por isso a vida de Skeeter era muito mais interessante.
Duas empregadas se destacam nessa história. A primeira obviamente é Minny Jackson por ter enfrentado sua patroa, Hilly. Que mulher desagradável e mereceu o que Minny fez para ela, mesmo que custasse seu emprego e convenhamos, por causa disso ela acabou sendo contratada por uma pessoa muito melhor. Foi assim, que Minny acaba trabalhando para Celia. Hilly era tão desagradável que virou todas as outras mulheres por inveja de Celia, que se casou com o homem que Hilly tinha interesse. Sorte da Celia, ela não precisa dessas mulheres fúteis em seu círculo pessoal. Ela já tinha seus próprios desafios para lidar e apesar de ser rica, ela não era esnobe como as outras. Celia desde que conheceu Minny, a tratou como igual e amei essa atitude dela. Lembrei da Minny fugindo do marido da Celia achando que ele não sabia que ela trabalhava na casa, sendo que desde o primeiro dia ele já sabia e depois o casal servindo uma excelente refeição para ela, onde Celia cozinhou tudo sozinha o que aprendeu com Minny. Não tem como não amá-la. Seu modo de falar e agir as vezes pode ser confundido com uma mulher mimada, mas não se enganem, ela é excepcional.
A outra empregada que se destacou foi Aibileen. Trabalhava para uma jovem mãe que entrou em depressão após o parto e por isso, quem cuidava de sua filha era a empregada. Elizabeth não era tão desagradável quanto Hilly, mas era influenciável pela outra e no fim, perdeu Aibileen por causa da "amiga". Elizabeth teve outro filho e mesmo partindo seu coração, Aibileen teve que deixar a filha de Elizabeth para trás e decidido enfim se aposentar dessa vida. Mas antes de tudo isso acontecer, Skeeter havia reunido um número considerável de empregadas e escutado suas histórias e então escrito o livro The Help. Embora o autor fosse anônimo, as histórias ali contadas poderiam ser reconhecidas como sendo de Jackson e uma em particular provava isso, que era o relato, ou uma confissão de Minny, do que teria feito para Hilly depois de ter sido despedida por ter usado o banheiro da patroa. Aibileen tinha o mesmo tratamento, mas Elizabeth mandou construir um banheiro do lado de fora para ela, já que achavam que os negros poderiam ter doenças contagiosas.
O medo das empregas antes de decidirem compartilhar suas histórias, era enorme, ainda mais porque muitos negros eram mortos pelo KKK (Ku Klux Klan), mas justamente por essas mortes, elas decidem falar. Principalmente porque suas empregadoras passam a ameaçá-las de mandar prendê-las por acusação de roubo, só para lhes dar uma lição. E Skeeter, mulher branca, que teve a mesma criação que as outras mulheres, ou seja, eram filhas de pais ricos criadas pro empregadas negras, mas o diferencial, é que Skeeter teve uma visão melhor da realidade e lutou pelos direitos dos negros contando suas histórias.
Não achei que fosse tão profundo. Primeiro nem sabia que Emma Stone estava no filme. Pensei que a história seria mais sobre relacionamentos de empregadas e suas empregadoras. Achei que seria mais engraçado pela parte da Celia que tinha visto contratando Minny. Mas o enredo foi chocante. Odiei essas mulheres fúteis e a mãe da Skeeter só foi perdoável porque ela reconheceu seus erros. E, protegeu a filha contra a Hilly no final.
Essa época da história parece distante dos dias atuais, mas infelizmente ainda vemos muito desse tratamento por aí. Tanto o racismo como a homofobia ainda é forte nos dias atuais. Infelizmente essa é uma luta que não tem previsão de acabar. Sim, lembrei da parte da mãe da Skeeter que achava que pela filha ainda ser solteira, talvez ela gostasse de mulheres. Sua mãe ainda disse sobre fazer algo para curá-la, não lembro o que era, porque achei absurdo demais. Mesmo se Skeeter fosse lésbica, os pais pensarem que isso tem cura, gente, é muito absurdo. E naquela época então. Racismo e homofobia eram o ponto alto da época.
Enfim, o filme é excepcional. Recomendo.
Nota pessoal 10/10












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