Olá Divosos queridos. Quando assisti a primeira vez não lembro se chorei tanto. Mas, chorei horrores agora. E a culpa é do John Green que escreveu essa história.
A HISTÓRIA
Hazel é uma adolescente que vem lutando contra um câncer há alguns anos. Por isso, não pode ter uma vida normal e vive solitária. Também se preocupa em como ficarão seus pais após sua partida. Como sua mãe se preocupa que ela esteja deprimida, a convence a ir a um grupo de apoio.
Augustus é um jovem de 18 anos que teve uma perna amputada por um câncer nos ossos. Recuperado após a cirurgia conhece Hazel no grupo de apoio após um dia acompanhar seu amigo Isaac, que perdeu um olho e está prestes a perder o outro por causa do câncer.
Agustus, ou Gus, se interessa por Hazel desde a primeira vez que a viu e tenta conquistá-la desde então. Embora se sinta atraída por Gus, Hazel tenta mantê-lo na base da amizade, mas no fim, acaba se rendendo a esse amor.
Gus tenta realizar um sonho de Hazel, que era descobrir sobre o final de um livro que ela tanto amava, de um autor Peter Van Houten. Ele escreveu Uma aflição imperial que fala sobre dor e morte. Hazel induz Gus a ler o livro e os dois debatem sobre o final que termina de modo abrupto. Hazel até comenta que já escreveu inúmeras vezes para Peter mas nunca obteve resposta. Depois de alguns dias, Gus revela a grande surpresa: ele usou seu Desejo para conseguir ir até Amsterdã encontrar Peter.
Porém, alguns dias antes, Hazel tem uma crise e vai parar na UTI. Embora sua condição seja crítica para viajar, ela consegue permissão mas, o encontro com o autor se revela um desastre e apesar dos momentos maravilhosos que passa com Gus, ele acaba confessando um segredo seu que vai mudá-los a partir de então.
Minhas divagações
Para essa nova geração, depois de A culpa é das estrelas começou uma febre de histórias onde tem um casal adolescente que se apaixona, mas um deles está doente e morre. Mas, durante a semana assisti outros títulos com tema idêntico e ainda não entendo por que, A culpa é das estrelas segue sendo tão marcante. Talvez seja pelo carisma de Ansel. Não nego que chorei horrores, e Gus foi um personagem tremendamente cativante. Mas meus preferidos nesse tema triste estão A cinco passos de você e Um amor para recordar e olha a surpresa, tem livro e filme também. E sim, sempre choro nas mesmas cenas quando vejo outras vezes.
Mas vamos ao que interessa. Hazel começa a ir a um grupo de apoio e conhece Gus. Um menino divertido, alegre, já enfrentou um câncer e é sempre sincero. Ele acompanhava seu amigo Isaac um dia no grupo de apoio e lá ele vê Hazel pela primeira vez e quebrando todas as barreiras, não espera um segundo encontro no grupo de apoio para falar com ela. Ele já chega decidido e ainda a convida a ver um filme.
A surpresa da história a primeira vez que vi e se não viu ainda, então vá ver porque a partir daqui contém spoiler, foi que, Hazel estava condenada desde o início do filme. Já sabíamos que pela sua condição ela morreria algum dia. Você não espera que seja o menino curado esbanjando saúde. Fiquei perplexa na época com esse final. Deixa a gente indignada como o final de Como eu era antes de você. Esse filme te destrói porque você acredita que a protagonista deu um novo propósito ao moribundo para descobrir que ele só fez a mocinha se apaixonar por ele e depois deixá-la, para sempre, entende? Com certeza Jojo Moyes foi mais cruel que John Green.
Mas de novo, voltando ao que interessa. Eu me lembrava que o escritor era um escroto, mas não lembrava que quem o interpretava fosse ninguém menos que Willem Dafoe. No livro, achei ele detestável e na minha cabeça ele era um cara obeso, careca e velho. Vê-lo como Dafoe amenizou os estragos mas ele continuou escroto.
Amo esses filmes onde a pessoa que vai morrer deixa algo marcante para quem fica. Eu não sei se teria cabeça ou imaginação para pensar em algo. Gus ainda tentou fazer com que Peter realizasse o sonho de Hazel de saber o que houve com alguns personagens do livro. No velório quando ele aparece e tenta conversar com Hazel, entendemos por que ele parou de escrever e por que ficou amargurado, mas, não dá para entender por que tratou tão mal dois jovens doentes.
Amo como Gus mesmo levando um não de Hazel, mesmo ela o ignorando porque não queria mais gente sofrendo caso ela morresse e ele ali, insistindo ainda, nunca desistindo. Amo como ele mesmo sofrendo dor, mesmo sabendo que vai morrer, continuou sendo o mesmo. E achei muito válido ele ouvir o discurso fúnebre dela e do Isaac antes de morrer. Afinal, se era para ele, porque não escutar antes de ir não é mesmo? Amo como ele chamava ela de Hazel Grace. E é muito triste que ele se foi assim, deixando ela para trás, quando era ela quem não tinha mais expectativas para a vida, quando não tinha mais motivos nem sentido de viver e ele chega e ilumina seu mundo, para depois deixá-la em pedaços.
Sim, eu sei, existe muitas nuances nessa história, reflexões e tals, mas, não deixa de ser extremamente triste. Sabemos desde o início que não será um conto de fadas, que não terá um final feliz, mas a primeira vez que vê achando que será um lindo romance e te destrói assim, te deixa traumatizado. Mas ainda segue sendo um excelente filme triste para se chorar se o seu propósito é se debulhar em lágrimas.
Ano de lançamento 2014
Duração 2h 12m
Direção Josh Boone
Elenco Shailene Woodley, Ansel Elgort, Willem Dafoe
Nota pessoal 10/10







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