quinta-feira, 5 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Warcraft: o primeiro encontro de dois mundos - Divagando Sempre

 

Olá Divosos gamers. Hoje trago essa adaptação do jogo Warcraft que eu não conhecia mas achei o filme incrível. 






A HISTÓRIA 

O reino de Azeroth até então, vivia em paz, mas as coisas mudaram quando Orcs invadiram o local. Seu mundo está em extinção, então, Gul'Dan está procurando outros mundos para invadir e criar um novo lar. Gul'Dan usa a alma de prisioneiros para abrir um portal e assim chegam a Azeroth. Lothar investiga o local da invasão e mantém uma prisioneira, mestiça, meia-orc, chamada Garona, que acaba revelando os planos de Gul'Dan. O Rei tem plena confiança em Garona e planeja então um ataque para impedir que Gul'Dan abra o portal trazendo todos os Orcs de seu mundo para Azeroth. No entanto, Lothar desconfia de um traidor e junto de Hadggar, um jovem mago talentoso, tentam impedir que o portal seja aberto, enquanto uma sangrenta batalha acontece do lado dos Orcs. Entre eles, existe também a luta interna por traidores. 











Ano de lançamento 2016

Duração 2h 3m

Direção Duncan Jones

Elenco Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster, Ben Schnetzer, Dominic Cooper, Toby Kebbell, Robert Kazinsky, Daniel Wu



Trailer 







Minhas divagações 

Esse mundo de fantasia, de guerreiros humanos contra orcs, são sempre fascinantes. Não conheço o jogo, só ouvi falar de nome, então, minha opinião é somente sobre o filme, não faço ideia se foi fiel ao jogo. No entanto, acredito que para os fãs, a compreensão dos personagens com certeza foi melhor. Não que seja difícil descobrir, mas parece meia informação, pois sabemos quem são mas não suas histórias completas. 

Confesso que achei algumas partes confusas, mas, ainda assim foi uma produção excelente. Primeiro nos é apresentado a história de Durotan, ele e sua companheira esperam o primeiro filho e assim, pelo menos eu, criei expectativas sobre os Orcs, pois achei que a história seria deles. No entanto, quando aparece Gul'Dan, com uma espécie de poder, como o mago dos Orcs, dava para supor que uma grande batalha estava por vir. 

Já do lado dos humanos, simpatizei na hora por Hadggar, era óbvio que mesmo sendo jovem, inexperiente e meio atrapalhado, seria importante e forte no final. O Guardião, por não saber sua história, ainda assim, desconfiei dele desde o início, embora não fosse de todo sua culpa. No final, ele ainda conseguiu salvar muitas pessoas. 

Garona foi uma personagem que por mais que fosse carismática, suas decisões eram meio questionáveis. Parecia selvagem quando foi prisioneira dos Orcs, pois, aos olhos deles, ela não era um deles. Durotan a libertou mas ela foi pega por Hadggar e Lothar e levada ao Rei. Do nada, ela fica civilizada e ainda tem a confiança do Rei. No entanto, acredito que sua escolha na batalha, foi ideal, embora devastador. O Rei sabia o que estava fazendo e por isso confiou essa missão para ela. Muitos do lado do Rei, podem questionar sua atitude, entendendo de outra forma, mas foi isso que impediu de a luta continuar. 

Enquanto isso, Hadggar e Lothar lutavam para impedir que o portal fosse aberto, embora Lothar chegasse tarde no campo de batalha, ele ainda teve uma luta épica contra um Orc, recebendo o respeito dos demais guerreiros. O final não foi um final definitivo, acredito que se tivesse feito mais sucesso, poderia ter tido uma continuação. Esse universo poderia ser ainda melhor explorado. Tantas coisas para trabalhar melhor, como a história dos magos, como Medivh se tornou um Guardião, as histórias de Hadggar e Lothar. Como Gul'Dan conseguiu seu poder. O que é e de onde veio esse poder. Talvez nos jogos tudo isso seja mais explicado, mas aqui, faltou um pouquinho mais de detalhes. 

As criticas sobre o filme são bem variadas. Aquelas que saíram no lançamento do filme são bem negativas. Mas, outras após alguns anos e outras adaptações de jogos fracassadas, todos concordam que em se tratando de efeitos especiais, Warcraft foi muito bem feito. Se tivesse um roteiro um pouquinho melhor, seria um filme perfeito. As lutas foram sensacionais. As diferenças entre guerreiros eram gritantes, mas cada um lutava pela sobrevivência. O campo de batalha lembra muito Senhor dos Anéis. Eu amei o personagem Lothar, só achei meio questionável a intenção romântica que plantaram entre Garona e Lothar. A história do filho de Lothar, embora curta, de início, não gostei do rapaz. Não gosto muito desses filhos que querem seguir os passos dos pais, mas se arriscam de forma mortal em nome de alguma coisa. Seja honra, glória ou apenas para impressionar o pai. Não importa o motivo, esses filhos sempre me irritam, principalmente porque, se não for um protagonista, sabemos que no final, pode morrer. Não achei que ele teve um crescimento na história, principalmente porque não teve muito tempo de tela. Acho que sua presença e o fim dela, foi mais para motivar Lothar no que ainda estava por vir. 

E claro, o desfecho para parar a guerra, foi devastador, mas do modo que terminou, isso ainda não acabou. Uma pena não terem explorado a sequência. Tantos filmes piores que tiveram um segundo ou até terceiro filmes. Esse com certeza merecia uma continuação. Hadggar será o novo Guardião? E o filho do Durotan, acho que era filha? Não lembro. Mas tem história aí também. E Garona? O que será dela? Se ela e Lothar ficassem juntos, aí sim poderiam unir os povos. Seria interessante ver essa luta. Mas enfim. Por mais que desejássemos uma continuação, até agora ninguém se pronunciou. Então, infelizmente é isso. Se eu soubesse que seria tão bom e iria ficar triste porque não tem mais, talvez nem teria visto. Mas, valeu a pena de qualquer forma. 


Nota pessoal 10/10

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