Olá Divosos vampirescos. Hoje trago esse clássico que quem viveu essa época com certeza guarda esse filme no coração.
A HISTÓRIA
Lucy, após se divorciar, se muda com seus filhos Michael e Sam, para a casa de seu pai em Santa Carla, um idoso excêntrico que gosta de empalhar animais. Eventualmente, Sam conhece dois irmãos, Edgar e Alan, que já de cara lhe oferecem histórias em quadrinhos sobre vampiros, mas ele só vai se interessar mais, a partir do momento em que seu próprio irmão começa a agir de modo estranho. Por sua vez, Michael começa a agir estranho, após conhecer Star, uma linda jovem que o encanta mas sem ele saber que já está envolvida com David, líder de uma gangue de adolescentes e vampiros. Enquanto isso, a própria mãe dos meninos, Lucy, conhece Max, para quem passa a trabalhar e também vira um interesse romântico.
Michael fica cada vez mais estranho, Lucy decepcionada por seu filho mais velho quem está dando mais trabalho e Sam, com seus novos amigos, passam a investigar mais sobre vampiros. Embora Michael seja seu irmão, Sam sente certo receio de ser atacado por ele. Nos quadrinhos, Sam descobre um possível meio para trazer o irmão de volta, que é encontrar e matar o líder dos vampiros. Em um plano arriscado, eles tentam encontrar David, mas tudo sai errado e agora eles vão revidar. Os meninos então se preparam na casa de Sam.
Ano de lançamento 1987
Duração 1h 38m
Direção Joel Schumacher
Elenco Corey Haim, Kiefer Sutherland, Jason Patrick, Corey Feldman, Jami Gertz, Dianne Wiest, Edward Herrmann, Jamison Newlander
Trailer
Minhas divagações
Confesso que esse filme quase caiu no meu conceito daqueles filmes antigos memoráveis que é melhor não rever. Por que? Na minha memória de adolescente, o filme era mágico, incrível e maravilhoso. Eu era apaixonada pelo David, acreditem, eu estava começando a amar histórias de vampiros e esse filme tinha todos os clichês vampirescos. E Kiefer Sutherland estava no auge de sua beleza (para mim). Mas, enquanto assistia, entrava em desespero por quase achar o filme ruim. Terminei, passei uns dias decepcionada mas revendo as cenas na minha mente, cheguei a conclusão que continua tão bom quanto imaginava. Meu TOP 3 clássicos memoráveis de adolescente são: Conta Comigo, Os garotos perdidos e Os Goonies.
Mas vamos falar do filme em questão. Sempre que passava na TV eu assistia esse filme. Demorei anos para encontrar para assistir e ainda só achei dublado, mas fazer o que, vi mesmo assim. Michael nunca foi meu personagem preferido porque quando chegou na cidade tinha cara de tonto, quando conheceu a Star ficou com mais cara de tonto e quando virou vampiro ficou mais tonto ainda. Sam, na minha memória era o que iria duvidar das histórias de vampiros, já que foi obrigado a ler os quadrinhos pelos irmãos Edgar e Alan. Mas, por incrível que pareça, os dois que quase não acreditaram em Sam. Pelo menos foi o que senti.
Não entendi muito bem o relacionamento de Star e David. Se estavam juntos como um casal, não fazia sentido David querer que Michael se tornasse um deles, já que seria um rival em potencial. Você ia querer dar poderes e vida eterna para seu inimigo? Ou, de tão sádico que David era, fez isso com Michael sabendo o quão bonzinho ele era e não conseguiria matar alguém para se alimentar.
Lucy era a típica mãezona divorciada falida, que ao meu ver, por mais gentil que fosse, me pareceu meio desesperada por se interessar pelo Max. Claramente era um fracassado nas aparências, mas como comprovado, as aparências enganam. A primeira vez que descobrimos quem era o líder dos vampiros, fiquei chocada, mas sempre me perguntei essa questão de líder. O líder era o líder de um bando ou o líder geral de todos os vampiros? Não sei se essa parte foi desinteressante para mim e não prestei atenção nos quadrinhos que Sam lia ou nas explicações do Líder diante de seu discurso sobre seus interesses vampirescos. Era uma atitude típica das histórias de vampiros da época, onde achava que transformar os outros sem permissão faria com que ficassem ao seu lado submissos. Entrevista com o vampiro é a prova da rebeldia dos transformados sem permissão, vivendo a vida eterna vendo aqueles que amam morrerem, atravessando séculos de solidão e tristeza, principalmente com a perspectiva de matar para sobreviver. Ainda que uns se alimentavam de sangue de animais. Se alimentar de sangue doado contaria como matar? Divaguei novamente.
Voltando ao filme. Amo os clichês típicos de filmes de vampiros, como o reflexo no espelho, alho e água benta e o melhor de todos, perder os poderes ao ser convidado na casa das pessoas. Com o passar dos anos, as histórias foram mudando, como Crepúsculo, vampiros que brilham no sol? Ou Diários de vampiro, que não lembro muito sobre porque só vi a primeira temporada, mas para parecerem mais humanos, os irmãos Stefan e Damon tomavam algo para ficarem com o corpo quente? Também não lembro muito. Mas enfim, Garotos perdidos para quem era adolescente naquela época e amava vampiros, com certeza tem esse filme guardado no coração.
O filme consegue transmitir muito bem a loucura da época assim como seu lado sombrio. A rebeldia dos jovens, o heroísmo da garotada, o recomeço para alguns. A trilha sonora maravilhosa. Não nego que a atriz que interpretou a Star é maravilhosa nesse filme, até eu me apaixonaria por ela, mas ninguém supera o David. Era um vampiro bad boy que eu gostaria que me mordesse... e falando em Kiefer Sutherland, ele também está no filme Conta Comigo que é o meu preferido sempre para toda vida. E, é um bad boy também. Acho que de todo o elenco de Garotos perdidos, ele foi o único que se destacou e teve vários trabalhos depois. Alguns já não estão mais entre nós, infelizmente.
De qualquer forma, amei rever o filme. Valeu muito a pena, embora tenha parecido decepcionante, na verdade me deixou mais nostálgica e apaixonada por ele.
Nota pessoal 10/10











































