terça-feira, 3 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Battle Royale (Live Action/livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago essa história em duas versões, livro e filme. Embora tenham o mesmo, final, a experiência foi completamente diferente. 







A HISTÓRIA 

A República da Grande Ásia Oriental se originou após a revolta da população e a junção das Forças Armadas com a Força Policial. Todo ano, uma turma do 9⁰ ano de alguma escola escolhida aleatoriamente participam de um jogo de sobrevivência onde dos 42 alunos, apenas um deve sobreviver. São levados para uma ilha isolada, controlados por coleiras que explodem caso não cumpram as regras. Ganham um kit de sobrevivência e um por um deixam o local se espalhando pela ilha. Alguns tentam se aliar a amigos, mas a pressão sobe a cabeça e os colegas, não sabendo em quem podem confiar, acabam matando uns aos outros. 



Live Action

Ano de lançamento 2000

Duração 2h 2m

Direção Kinji Fukasako

Elenco Tatsuya Fujiwara, Aki Maeda, Taro Yamamoto, Takeshi Kitano










Trailer





Livro

Ano de publicação 1999

Páginas 666

Autor/a Koushun Takami



Minhas divagações 

Li o livro primeiro então estava ansiosa para ver como seria adaptado. Lembro vagamente da Live Action quando foi lançado, mas não lembro se cheguei a assistir. Após terminar o livro, confesso que quando chegou no último capítulo com apenas três dos estudantes, me perguntava como terminaria, embora soubesse desde o início quem sairia vivo. 

No filme já temos alterações quanto ao inicio da história. No livro descobrimos que os alunos do 9⁰ ano da turma B, estão indo para uma excursão quando Shuya percebe que um gás está saindo do ônibus e um dos estudantes, Shogo, tentava abrir a janela, mas todos acabaram adormecendo. No filme Shuya acorda no meio da viagem e acaba nocauteado. 

No livro temos como o responsável de vigiar e acompanhar essa jornada dos alunos, Sakamoto Kinpachi. No filme foi um professor, Kitano, que foi esfaqueado por Kuninobo e pede demissão. Passa um ano até que a turma de Shuya é escolhida para participar do Battle Royale e Kitano quem é o encarregado de observá-los.

Claro que um filme nunca chega aos pés de uma leitura. Enquanto lemos, imaginamos o cenário e ainda temos mais detalhes dos acontecimentos e até pensamentos dos personagens. Embora seja mais rápido ver um filme, as experiências são bem diferentes. Porém, apesar de mudanças que são inevitáveis, a obra quando mantém a essência do livro, segue positivamente bem. 

Noriko tem um ferimento na perna, o que dificulta sua caminhada durante toda a história. No filme seu ferimento é no braço. Depois disso parei de comparar porque por mínima que fosse a mudança, a história seguia seu curso satisfatoriamente bem. Até chegar no final. Quando foi elegido o vencedor, no livro Sakamoto o pega e o leva de barco para fora da ilha. Lá, ele conversa com o vencedor e diz que sabe que ele trapaceou. No filme, Kitano manda os soldados embora e espera sozinho na base pelo vencedor e fala que sabe da trapaça dele. As diferenças entre Sakamoto e Kitano eram gritantes. Sakamoto era o tipo soldado do exército implacável, enquanto Kitano parecia um professor medíocre pedófilo vingativo. Não vi sentido em fazerem ele ter preferidos como Noriko. Ficou extremamente esquisito. Já Sakamoto parecia querer que Kazuo fosse o vencedor. Tão louco quanto Sakamoto. 

Enfim, a jornada no livro me pareceu mais longa e sofrida. No filme, apesar das duas horas, até que passou rápido. Por mais que ame o ator Tatsuya Fujiwara, achei seu personagem no filme meio medíocre. No livro ele fez muito mais coisas, tanto estúpidas quanto heróicas. Imaginei Noriko completamente diferente e Shogo também. Na minha imaginação eles eram bem melhores. O resto dos personagens foram satisfatórios. Só acho que se tivessem seguido com o final do livro, teria sido bem mais impactante. Eu não acreditava que o vencedor poderia realmente ter feito aquilo. E a batalha no barco foi incrível. O final no filme foi meio agridoce. Mas, para uma adaptação de livro, foi satisfatório. 

Como é meio antigo, li algumas críticas que prefiro não comentar. Dada a época em que foi lançado, acredito que quem não gostou não entendeu a mensagem da história. Depois disso, tivemos muitas histórias nessa pegada, como Jogos vorazes, Maze Runner, Divergente. Se não entendeu a comparação, eu quis dizer sobre o fato de adolescentes terem que lutar pela sobrevivência como experimentos ou demonstração de poder dos responsáveis, para controlar a sociedade. Talvez Jogos vorazes seja o mais parecido de Battle Royale. 

É pesado? Um pouco. Enquanto lia, não via rostos, só imaginava o que poderia estar acontecendo, mas enquanto assistia, vendo a situação em que passavam, as mortes, aí sim, sentia a injustiça do jogo. Teve muitos que morreram de forma injusta, teve alguns que foram ingênuos, teve outros que tinham intenção de matar desde o início, mas mesmo tentando se colocar nessa situação, não consigo imaginar o que faria. Talvez, vendo a situação de modo frio e quisesse muito sobreviver, eu encarnaria o Kazuo. Mas se visse que não tinha chance nenhuma, talvez só morresse mesmo. Mas existe uma verdade nessa história, mesmo que você conviva com essas pessoas há anos, não se pode confiar totalmente quando se trata de sobreviver. No livro, Shuya parecia bem mais rebelde que no filme, mas, o filme acabou sendo tão bom quanto o livro. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 2 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Flashover (Terremoto magnitude 9.5) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme chinês fenomenal. É tenso, emocionante de tirar o fôlego. 






A HISTÓRIA 

No sul da China, um terremoto de nível 9.5 abala a região causando destruição. Porém, no centro industrial de Guangchen, vazamentos de oleodutos provocam explosões constantes. Se o incêndio dominar o local, poderá destruir a cidade toda. Para evitar a devastação, bombeiros chegam ao local para retirar as vítimas, funcionários que trabalhavam no local e para extinguir o incêndio. Mas explosões ocasionais tem dificultado o trabalho dos bombeiros, alguns acidentes acabam ferindo uns, mas até chegar mais reforços, o trabalho de um grupo específico segue mesmo sendo difícil. 









Ano de lançamento 2023

Duração 1h 53m

Direção Oxide Chun Pang

Elenco Jiang Du, Qianyuan Wang, Liya Tong



Trailer 





Minhas divagações 

Tive sentimentos contraditórios durante e após terminar o filme. Mas independente disso, achei o filme espetacular. Já vi alguns doramas chineses e sempre achei a tecnologia que usam impecáveis. As produções de fantasia com histórias de época são sensacionais. Aqui, só o título poderia ter sido diferente, ou até mesmo usado o em inglês Flashover, pois o título Terremoto magnitude 9.5 dá a entender outro tipo de história. Pois foi o que eu achei. O terremoto mesmo acontece no início mas não fica claro qual sua magnitude. O que acontece é que os abalos causam um incêndio em um parque industrial repleto de produtos químicos altamente inflamáveis e tóxicos. A história gira em torno de equipes de bombeiros que entram em cena para resgatar sobreviventes e apagar o fogo. 

O início é um pouco lento, mostrando o que inicialmente o terremoto causou e os bombeiros em ação. Depois mostra a vida de alguns deles, como o capitão que é tão comprometido com seu trabalho que sua noiva deseja adiar o casamento. Ou como um deles, que entende de câmeras e está sempre registrando tudo ou observando o local com drones. Esse também é apaixonado por uma professora. E tem outro carismático que envolve sua equipe com assuntos familiares como o aniversário de 60 anos de seu pai. Quando foca em alguns personagens, podemos supor que ou são protagonistas ou vai acontecer algo com um deles. 

Os incêndios são tão intensos que passei praticamente metade do filme ansiosa esperando alguma outra grande explosão. Quando acontecia, já esperava o pior. Embora bem feito visualmente e ter tido momentos descontraídos entre os bombeiros, acho que faltou alguns desfechos. A escola que ficou destruída pela explosão, onde a noiva do capitão estava, tinha um aluno que dizia que seu pai era bombeiro. Aqui, dava para ter outra história. A noiva até ligou para o capitão, mas não é como se ele pudesse escolher o local onde poderia ir. Mas quando outros bombeiros chegaram para salvá-los, ela entendeu o sentimento do noivo pelo trabalho. 

Li um comentário dizendo que o filme era bom mas que havia faltado mais realismo, pois devido a destruição, não tinha corpos, não tinha pessoas feridas nas ruas. Depois do resgate na escola, o foco foi no parque industrial, então acho que por isso, já não tinha necessidade de mostrar a cidade. Embora seja bom, como qualquer filme que não seja estadunidense, não é muito falado. Por isso só estava na minha lista porque pelo título achei que fosse algo sobre tragédia de terremoto. 

Pela grandiosidade  do desastre, achei que íamos ter mais perdas. Embora dois bombeiros tenham morrido, suas histórias foram tão emocionantes que quando dei por mim, estava chorando horrores. Não tinha como não se emocionar. Algo que eu li e concordo é sobre os bombeiros. Filmes com eles são sempre emocionantes. Eles estão ali para salvar vidas. Independente do perigo. O treinamento físico também é bem puxado. O modo de salvamento fiquei entre chocada e encantada. Se for apenas ficção está na hora de implementar essas tecnologias nos resgates. Só acho que as vestimentas dificultam os movimentos mas tem que ser assim para protegê-los. 

A dosagem entre humor e drama foi perfeita. Só acho mesmo que além da escola, poderiam ter mostrado mais da cidade. Em uma emergência desse nível, o caos é esperado. Me parece que o filme foi inspirado em uma história real, não desse porte, mas de algo parecido e surgiu a história desse filme. Não sei se é verdade, li um comentário sobre isso mas nas minhas pesquisas não encontrei muita coisa. E não importa o país, cada decisão é tomada pelos de cima, como os governantes da nação em questão. Caso os bombeiros tomem alguma decisão contrária, mesmo a favor de civis, após tudo terminar, são claramente repreendidos ou suspensos. Aqui não foi o caso. Estou tentando ser vaga porque teve acontecimentos bem dramáticos e acho que vale a pena passar pela experiência de ver. Acho que focaram mais no trabalho dos bombeiros, mas ainda acho que se tivessem mostrado mais da cidade, mais dos bombeiros resgatando nas áreas habitadas, teria um impacto mais devastador. Entendo que o tempo era crucial pois se o fogo atingisse um local específico e explodisse, seria o fim da cidade, mas, apesar da correria, ficaria mais tenso com esse desafio, salvar os civis. A primeira explosão destruiu os arredores, a escola sofreu com o impacto, poderia ter mostrado outros locais também. Mas enfim. 

Uma pena só que o título dá entender uma coisa e ficamos esperando o tempo todo pelo terremoto. Mas fora isso, foi um filme espetacular. Recomendo. 


Nota pessoal 8/10

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um anjo em nossas vidas - Divagando Sempre

 

Olá Divosos amigos. Hoje trago esse filme emocionante com uma pessoinha maravilhosa. 






A HISTÓRIA 

Edgar é um prisioneiro que está doente e é transferido para um hospital com mais recursos. Ele precisa de um transplante de rim. Enquanto está no hospital é vigiado 24 horas e algemado a cama. Perdeu contato da família após ser preso. 

Lucy é uma menina de 5 anos que mora com os pais e passa a ver o avô que morreu poucos anos atrás. Ela começa a ficar doente e acaba internada. Antes de ir para o hospital, ela dizia sonhar com um homem triste e acaba encontrando Edgar e dizendo que ele é o homem triste dos seus sonhos. Obviamente seu pai vendo que Edgar é um presidiário, exige que Lucy não fale com ele. 

Com sua condição de saúde piorando, seus pais revezam para ficar com ela no hospital. Assim, todas as noites, enquanto um dos pais dormem, ela sai do quarto na companhia do avô e vai falar com Edgar. No caminho para seu quarto, conhece outros pacientes também. Lucy cheia de fé, garante a todos que encontra que Jesus os ama e tudo dará certo. 









Ano de lançamento 2020

Duração 1h 27m

Direção Rob Diamond

Elenco Scarlett Diamond, Vincent Vargas, Adam Hightower, Florencia Contreras Stevens, Shawn Stevens



Trailer 





Minhas divagações 

Esse é um dos filmes que vi no shorts do YouTube faz um tempinho e sempre procrastinei para vê-lo. Imaginava que seria emocionante mas a atriz que interpreta Lucy, Scarlett Diamond é tão fofinha, que nos faz chorar horrores no final. A sua personagem assim como a atriz, foram mega cativantes. A história por mais que seja marcante, é tipica de sessão da tarde, mas que nos emociona fortemente. 

A única pessoa que não gostei foi do pai da Lucy. Mesmo que ele não acreditasse que ela via o vô, acho que a forma como ele tratou isso foi meio rude para uma criança. Assim como sua proibição de falar com Edgar. Sem mais explicações, só porque ele não queria. Se fosse outro tipo de filme, a falta de diálogo poderia ter desencadeado o pior. Mas, como o enredo era simples, Lucy tinha só que obedecê-lo. Embora ela dissesse que não falaria e depois sairia do quarto para visitar Edgar. Outro personagem detestável foi um dos guardas que vigiava Edgar. Que ser insuportável. Como não foi falado qual o crime de Edgar, não dava para entender o motivo do policial desprezá-lo tanto. Acho que poderiam ter falado qual o crime dele para vermos se ele mereceu essa segunda chance. Dependendo do crime não acho que a pessoa mereça, mas aí é tópico para outro assunto. 

O fato do vô estar ali, poderia ser várias coisas, mas pelo semblante triste dele, óbvio que estava esperando pela Lucy. E já sabemos o desfecho quando Lucy pede para o pai prometer que doará seu rim para Edgar. Só acho triste que não aprofundaram nesse personagem. Como questionei antes, poderiam ter falado seu crime para entendermos melhor o tratamento que recebia do guarda e o motivo dele mesmo acreditar que ele não merece viver. Para a família dele ter se afastado não foi um roubo comum, muito menos para ter esse tratamento de vigilância constante. Só o fato de ser grande, tatuado e ter cara de mal não explica o suficiente ser um presidiário. O próprio pai da Lucy disse que tatuagens não revelam quem é bom ou mal. Ele mesmo tinha tatuagens, semblante carrancudo, só não era fortinho. 

O fato de Edgar ter perdido a família, a falta que ele sentia delas, só prova que seu crime foi algo do tipo em defesa, ou acidental. E o guarda não gostar dele deve ser só porque o cara era mau amado mesmo. Acho que o foco seria na Lucy. Quem não amaria essa criança? E o hospital é bem fácil de perder os pacientes, pois como estão doentes não é como se fossem fugir. Mas enganar o policial para entrar no quarto? Para quem odeia Edgar ele é bem desatento na sua vigilância. 

A história é bem cristã. Fala sobre fé e Jesus. A passagem da Bíblia que Edgar leu para Lucy foi até interessante. O filme é bonito até, típico dos milagres de Natal. Bem triste ficar doente nessa época, principalmente para crianças que amam a data. Mas pior é o que aconteceu a Lucy depois. Tudo foi bem clichê, como Lucy sempre encontrar o faxineiro quando saía do quarto ou o policial de guarda distraído com seu celular e de fones de ouvido. 

Algo que ficou meio contraditório foi o pai de Lucy ser religioso mas julgar a filha por dizer que vê o pai ou ser boa com Edgar. Vê-se que empatia não foi ele quem ensinou. É amargurado porque perdeu o pai? Não entendi seu jeito contra Edgar. Se bem que, não nego ser cuidadoso quando vemos um paciente algemado no hospital com vigilância 24 horas ser meio assustador. Não dá para saber quando o prisioneiro vai surtar e aproveitar o momento de caos para fazer algo. Mas, no caso de Edgar ele nem conseguia andar, então achei a atitude do pai meio sem noção ao não explicar melhor o motivo de não querer que Lucy falasse com o prisioneiro, já que ela era bem inteligente e compreensiva. Eu vi várias questões aqui que mereciam ser mais trabalhadas, não sei se foi o orçamento ou se o roteiro era simples assim mesmo, mas trabalhando mais nessas questões, talvez o filme aumentasse uns 30 minutos a mais e talvez seria bem mais satisfatório. Lucy carregou o filme nas costas. 

Para mim as cenas mais fortes foi ela se despedindo de todos, deixando seu caderno de desenhos para Edgar e o mais intrigante foi ela lhe dando as chaves das algemas. Não tinha entendido o motivo. Para ele fugir? Aí que não receberia transplante, não veria a família e fora que nem ia longe, já que mal conseguia andar. Depois entendi o motivo mas já estava chorando horrores. Apesar de acreditar que poderia ter sido melhor, não foi de todo ruim. Lembrou aqueles filmes dramáticos dos anos 90 de sessão da tarde. Então para mim funcionou muito bem. 


Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Sayen - Divagando Sempre

 

Holla Divosos. Hoje trago esse filme chileno muito interessante embora fraco. 






A HISTÓRIA 

Nas florestas da Araucania no sul do Chile, Sayen, uma jovem mapuche retorna para a casa de sua avó Ilwen, após alguns meses fora. Seu retorno foi em boa hora, pois dias depois, um jovem visita sua avó com a intenção de comprar suas terras. Porém Ilwen não dá uma resposta positiva. Intrigada com essa oferta, Sayen segue o rapaz e descobre que na verdade ele trabalha para uma corporação que vem destruindo locais em busca de minérios, que no caso da propriedade da avó, encontraram cobalto. Sayen foi pega espionando e ao fugir conta para a avó o que eles pretendem com suas terras. Antonio nervoso acaba atirando em Ilwen e para não deixar testemunhas, atira em Sayen também. Ele ordena que seus subordinados coloque os corpos dentro da casa e incendeiam o local. Porém, Sayen ainda está viva e consegue fugir do incêndio. Agora começa uma caçada onde ela busca vinganca pela vó e Antonio querendo eliminar a única testemunha do crime. 









Ano de lançamento 2023

Duração 1h 34m

Direção Alexandre Witt

Elenco Rallen Montenegro, Arón Piper, Enrique Arce, Loreto Aravena, Camilo Arancibia, Roberto Garcia Ruiz, Tereza Ramos



Trailer





Minhas divagações 

Não sabia o que esperar do filme, porém, embora Sayen fosse treinada como guerreira, creio que ela jamais imaginou que fosse usar suas habilidades para vingar a avó. Uma coisa é certa, não importa o país, o homem branco sempre se achará superior aos demais. O povo de Sayen foi culpado pela morte e incêndio na casa da avó dela, tudo porque o branco rico pode comprar e manipular as pessoas. Como o pai de Sayen foi preso acusado de terrorismo, acusaram a filha do mesmo. Já em um caminho sem volta, Sayen cega pela vingança, elimina os culpados pelo caminho. 

Mas infelizmente foi como seu amigo disse, acho que era o José, ela iria atrás dos grandes um por um? Mas também é como ela pontuou, não existe justiça para eles, uma vez que nem poderiam confiar na polícia. José sendo jornalista queria investigar esse caso e expor na mídia, mas Antonio estava obcecado por pegar Sayen. Nesse ponto, me pergunto se tudo era para acontecer dessa forma. Quando Sayen sobreviveu ao incêndio, pensei que ela iria até os outros e juntos iriam atrás dos responsáveis pela morte da avó. Quando ela explodiu o carro, ferida, achei que foi um erro ter feito isso, pois agora estava exposta e óbvio que seria perseguida. 

Quando seus amigos vê o que aconteceu, três deles saem em busca de Sayen. Infelizmente é uma perseguição injusta, onde mesmo que eles estejam armados, claramente não era a primeira vez que Antonio e sua equipe matava alguém. Antonio então, que escroto matar Ilwen daquela forma. Fora que ele parece um inútil e o mais fraco de todos e não acredito que foi o último a perseguir Sayen. 

Bykov era o típico capanga enorme que tirava Antonio das burradas que cometia. Mas, ele não foi páreo para Sayen. Miranda era a típica soldado mulher que precisava ser bruta para não ser julgada mal por portar uma arma. Ela tinha potencial, pena que estava do lado errado da jogada. Máximo foi interpretado por quem? Enrique Arce. Não tem mais jeito, depois de La Casa de papel, seus personagens sempre serão esses empresários egoístas desgraçados que só pensam neles mesmos. E Antonio, mesmo que seja explosivo e precipitado, sempre me pareceu um playboy que só fazia as coisas para impressionar o pai e acabava piorando a situação. Por sua vez, não me pareceu que Máximo estava triste pelo que aconteceu com o filho. Vi que o filme tem mais duas continuações. Será que, Máximo vai continuar atrás de Sayen? Será que, Sayen vai atrás de cada um da corporação? Porque mais do que nunca ela não tem para onde voltar e ela precisa ou expor o que eles fazem ou eliminar todos. Qual será a história dos próximos?  Vai ser continuação ou casos novos? 

Como o filme não é estadunidense, não vi muita gente falando sobre. Mas amo filmes latinos e espanhol é uma língua linda. Gosto de ver filmes de outras culturas, conhecer suas histórias e a América do Sul tem muito potencial para filmes. As paisagens de Sayen foram maravilhosas. A cultura indígena é sempre belíssima. Defendem a natureza, são unidos e sabem métodos de luta e sobrevivência incríveis. Mas, apesar de tudo, a história foi um pouco fraca. Eu disse fraca, não ruim. Talvez porque iriam ainda introduzir a história de Sayen, visto que tem sequência. Mas, eu ainda acho que teria sido mais chocante se, Sayen ao sobreviver ao incêndio, tivesse fugido em silêncio, procurado seu povo, se armado e procurado o acampamento de Antônio e se vingando deles. Como eles seriam em número maior, teria perseguição de um jeito ou de outro. Sayen poderia ter sido acompanhada pelos 3 amigos ou mais deles e no caminho os perdendo, terminando sozinha como foi o que aconteceu. Achei meio precipitado o que ela fez revelando estar viva. Se os pegasse já no acampamento deles, destruindo equipamentos e matando alguns, pareceria mais como vingança mesmo. A perseguição na floresta parecia mais pela sobrevivência só. E o modo como terminou indica que ela pretende ir atrás da corporação. Mas em um futuro próximo talvez eu veja a sequência. 

Dito isso, achei fraco porém interessante. Poderia ter acrescentado alguns minutos a mais para explicar o treinamento da Sayen com o pai. Explicar a importância das terras para eles. Mostrar mais como o treinamento foi importante para lidar com seus agressores. Teve isso sim, mas foi muito raso. Não teve o por que de nos conectar com Sayen. Quando Antônio visitou a avó, poderia ter deixado ele mais suspeito em suas intenções para Sayen segui-lo. Quando dei por mim, ela já estava bisbilhotando o acampamento. O que fez ela suspeitar deles? Poderia também ter mostrado mais dos mapuche. Seu amor pelas terras, seus costumes, o desenvolvimento familiar entre Sayen e a avó. Depois de tudo que passou, ela não fala com seu povo sobre suas intenções? Só vai embora? Por isso espero que a sequência tenha mais explicações. No entanto, achei um bom filme. 


Nota pessoal 7/10

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] O Sobrevivente quer morrer no final - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa continuação que convenhamos, enrolou, enrolou e não revelou nada. 






A HISTÓRIA 

Paz Dario tinha 9 anos quando matou o pai para salvar a mãe e mesmo sendo inocentado durante seu julgamento, foi considerado um assassino pela sociedade. Desde então, sofria bullying nas escolas, nunca mais conseguiu nenhum papel no cinema, seu sonho era ser ator e depois de tentativas de suicídio, era constantemente vigiado pela mãe e pelo padrasto.

Alano Rosa é herdeiro da Central da Morte, empresa que consegue prever mortes  e avisa as pessoas no seu último dia para que possam se despedir de seus entes queridos ou viver um último dia inesquecível. Alano também já tentou se matar. 

Certa noite, Paz, desanimado com sua vida, decide acabar com ela subindo no letreiro de Hollywood para se matar. Ele está armado. Porém, antes que consiga realizar seu desejo, Alano aparece e o salva. Embora sempre seja inundado pelo desejo de morrer, Paz faz um acordo com Alano e tenta encontrar motivos para continuar vivendo, embora nos momentos mais difíceis, as vezes se corte para aliviar a pressão. 

Embora espere a ligação da Central da Morte toda noite, Paz tenta viver um dia de cada vez. Embora seja herdeiro da Central da Morte Alano desativou seus serviços após uma tentativa de assassinato contra sua vida. Embora tão diferentes, Alano e Paz tentam superar suas dores. Mas, Alano tem um segredo que pode mudar tudo no final. 



Ano de publicação 2025

Páginas 624

Autor/a Adam Silvera



Minhas divagações 

Não esperava mais um volume dessa série mas quando descobri que tinha mais história, decidi conferir. Desnecessário dizer que a Central da Morte já está ficando desgastante. E pior que o livro termina com garantias de mais um, que espero seja o final. Não lembrava com detalhes dos outros, mas, esse com certeza foi uma leitura cansativa. Não pela escrita, que foi fluída e gostosa de se ler. Mas pelos personagens mesmo. Paz, foi um personagem cansativo e chato demais. Só no final, quando finalmente confrontou a mãe pelos cuidados exagerados e admitiu se automutilar, que me conectei com ele. Principalmente que o pior pelo jeito, ainda está por vir com o segredo de Alano. 

Porém, foram 600 páginas onde ninguém morre no final, o que quebra a história original onde um sempre morria no final. Ficamos aguardando as revelações de tantos segredos e no final, ainda tem mais um livro. Não dá para acreditar. As críticas foram bem diversas, mas alguns se sentiram estafados com essa história. Paz ficou muito chato porque seu transtorno era toda hora mencionado. O autor conseguiu transformar um jovem cheio de trauma e problemas em um ser insuportável. Entendo tudo o que passou, entendo as pessoas sempre criticar erroneamente quando a história não é delas, é fácil julgar os outros, não existe empatia nesse mundo egoísta, mas, Paz também foi um ingrato por tudo o que a mãe lhe fez por terem sobrevivido ao pai e ele retribuir se cortando ou tentando se matar. Ele dava muita importância ao que os outros pensavam dele. Culpa do transtorno? Pode ser. Mas quando você não descobre um motivo para continuar vivendo, não há ajuda psicológica nem remédios suficientes para te salvar. 

Alano começou interessante, forte, mas acabou se perdendo no caminho. A única coisa boa que continuou até o final, foi sua determinação de salvar Paz e mantê-lo vivo. Embora tenha muitas questões pesadas e que as vezes desconhecemos, infelizmente o autor trabalhou de uma forma que só deixou cansativo demais. Tantas vezes tentando revelar o segredo e no final, ainda tem mais. Eu acho que poderia ter simplificado mais. A história acabou virando cunho político, cheio de traição de amigos íntimos e de confiança. Muita coisa poderia ter sido resumida e chegado finalmente em uma conclusão. Agora vamos ter que esperar mais um livro, com não sei quantas páginas de tortura para ver o desfecho dessa história. Com certeza Paz vai ser mais insuportável ainda quando descobrir que pelo tudo que passou na vida miserável na verdade foi culpa de Alano, vai achar que é por isso que ele se aproximou e tentou mantê-lo vivo, vai achar que é por culpa e não por que o ama de verdade e por aí vai. Paz já é bem previsível. A única coisa que mantém lendo essa série, é descobrir o segredo da Central da Morte. 

Li um comentário falando que a história começou com Paz e Alano tentando se matar, depois os dois tentando viver, o segredo quase sendo revelado inúmeras vezes mas não revelando nada e terminando no início, onde os dois tentam se matar de novo. É uma leitura extremamente cansativa. O assunto é de extrema importância para quem sofre desses transtornos, mas o autor criou um personagem tão repetitivo e chato, que em vez de gatilho, dá é raiva desse menino. Os pais dos dois tem hora que parecem pais, sábios e maduros e outra, parecem irresponsáveis ou inacabados, sem sentido. Quando os pais do Alano vai até a casa de Paz, Joaquim daquele jeito não arma barraco? Não fala sobre Paz? Deu a entender que teria intrigas e discussões e termina bem para todos? Muitas escolhas e situações iniciadas de uma forma e termina totalmente diferente. Eu só esperava que um deles morresse logo. Não é esse o propósito de um deles morrer no final? Tantos personagens amados nos anteriores que morreram, porque só esse foi diferente? Alano poderia revelar seu segredo a Paz e um dos dois ou os dois, recebessem a ligação da Central da Morte. Eu sei que Alano desativou a assinatura dele, mas no final vão descobrir o que houve, não me esqueci desse detalhe. Foi uma informação que descobriram no final e o que desencadeou Alano a querer morrer. 

Enfim, foi uma leitura complicada e quando vi que estava acabando as páginas mas a história caminhava sem solução, entrei em desespero. Se soubesse que teria mais um e que esse fosse tão maçante, nem teria lido.


Nota pessoal 2/10


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] The Assignment (Vingança) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Eu gosto de ver coisas diferentes, mas as vezes...









A HISTÓRIA 

Rachel Jane é uma cirurgiã plástica que está sendo avaliada pelo Dr. Ralph Galen, onde está internada após perder sua licença médica por prática ilegal e experimentos cirúrgicos que realizou em pessoas pobres e sem teto. Três anos antes, seu irmão  Sebastian foi assassinado pelo profissional Frank Kitchen e ao descobrir sua identidade, a Dra. Jane contrata Honest John Baconian para trair Frank. Buscando vingança mas também vendo uma oportunidade de avaliar a importância da identidade física, ela faz uma cirurgia de redesignação de sexo em Frank.

Ao acordar e descobrir sua nova condição, Frank entra em contato com Johnnie, uma mulher que havia conhecido dias antes e pede para ficar em sua casa enquanto se recupera. Por usar um nome falso, a polícia não encontra nada que comprove a existência de Frank e Jane então faz uma confissão judicial contando tudo o que fez com Frank. Este, por sua vez, havia seguido todos os envolvidos até chegar em Honest John e descobrir a médica que fez isso com ele. Após descobrir que sua situação era irreversível, decide se vingar da médica. 







Ano de lançamento 2016

Duração 1h 36m

Direção Walter Hill

Elenco Michelle Rodríguez, Sigourney Weaver, Tony Shalhoub



Trailer 





Minhas divagações 

O que me impressiona nesse filme? Os erros desde o início e as atrizes Michelle Rodríguez e Sigourney Weaver estarem nele. Confesso que achei a premissa interessante, quando li a Sinopse sobre um assassino de aluguel que passou por uma cirurgia que o transformou em mulher e agora ele queria vingança contra a médica. Até aí tudo bem. Mas, antes mesmo de ver o personagem em questão, começamos com a médica, interpretada pela Sigourney sendo entrevistada sobre os horrores que fez em nome da ciência. Então, finalmente nos mostra o assassino em questão, Frank. Aqui já começa o maior erro grotesco. Se, tivessem colocado um ator masculino para interpretar Frank no início, na minha opinião, teria sido melhor. 

Depois da cirurgia, quando Frank acorda, faltou mais realismo como seu rosto ficar inchado e com hematomas da cirurgia e seu corpo também. Ele tirou as ataduras e seu rosto/corpo estavam perfeitamente bem. Qual o sentido das ataduras então? Aí já tive vontade de desistir, mas já vi filmes piores até o fim e então decidi continuar. E tem como piorar. 

A história mistura o depoimento da Dra. Jane, pois tentam descobrir se o tal do Frank é real. Como sua clínica era clandestina, não tinha nenhum dado dos pacientes e como Frank não era o nome real do Frank, a polícia não encontra nenhum sinal de sua existência. O Dr. Galen menciona as mortes na clínica, mas até então eu achava que era os experimentos de Jane que não deram certo. Depois tudo faz sentido que só pegaram a Jane porque Frank a encontrou, matou seus comparsas e ligou para a polícia avisando sobre Jane. Ela conta sua história depois do que aconteceu a Frank enquanto isso, o que nos mostra sobre ele, seria antes de ser presa no manicômio. 

Uma coisa alguém estava certo sobre Frank, acho que foi o Honest John quem disse para ele, que parece ser muito esperto mas caiu nas mentiras de Johnnie. Quando se conheceram, até aí achei normal. Mas quando Frank virou mulher, a reação de Johnnie foi meio suspeita. Qualquer outra pessoa teria feito perguntas ou teria ficado impressionada ou teria qualquer reação que não fosse a da Johnnie. No trailer achei que ela também havia passado por algo semelhante, pensei que ela era John e agora virou Johnnie e junto de Frank iria atrás da médica. Sua reviravolta embora fosse clichê e óbvia, foi muito sem graça, minha teoria teria sido melhor. 

O motivo da médica ter feito isso em vez de matar logo Frank foi uma vingança muito melhor. Se matasse acabaria ali, mas forçando ele a viver em um corpo de mulher, era a vingança perfeita. A única coisa que me incomodou foi como tudo isso foi trabalhado. De novo, como ela também é uma cirurgiã plástica, faria sentido ter mexido no rosto de Frank. Se tivessem usado um ator diferente, teria dado mais realismo a cena, ali, só pareceu que tirou a barba e colocou as bandagens só para ter um efeito dramático. Por mais que Michelle tenha esse jeito másculo, como homem foi horrível. E mostrar ela nua com as partes masculinas? Desnecessário. Se fosse um homem, só pela constituição corporal dava para saber. Pelo menos aqui, achei que isso não combinou, diferente de Predestinado onde Jane vira John e a Sarah Snook arrasou na interpretação. Ali valeu a pena usar a mesma atriz. Como aqui além da mudança de sexo houve a cirurgia plástica, acho que valeria a pena ter um ator homem nas cenas de homem. Quando Frank tira a bandagem, a única coisa chocante é que tirou a barba. 

A parte que achei interessante foi Frank estar narrando os acontecimentos como investigações de detetives dos anos 50, só faltou ser em preto e branco. Tinha um ar meio melancólico também. Mas fora isso, de resto foi trabalho perdido. Duas atrizes boas, desperdiçando talento nesse filme. Tinha potencial sim de ser bom. Mas faltou trabalhar melhor nesse roteiro. A Dra. Jane havia dito que além de assassino Frank era machista. Poderiam ter trabalhado mais nisso, assim, quando ele fosse mulher, passasse pelas dificuldades que ele impunha nas mulheres. Seu instinto assassino não iria mudar só porque trocou de sexo. Seria como Jane querer dizer que as mulheres não matam? Ela é uma prova de como a mulher pode ser horrível com instrumentos certos nas mãos. Ela achou que transformando Frank em mulher ele pararia de matar? Ela achou que ele iria fazer o que? Eu aceitaria algo mais simples como se fosse só pela vingança mas ainda ficaria desproporcional. Já que é para fazer algum sentido, se, Frank tivesse arruinado a vida de uma irmã ao invés de irmão, aí sim, teria um motivo para transformar Frank em mulher. Aí sim teria gostado mais da história. 

Sigourney conheço mais pelo filme Alien, posso até ter visto outros trabalhos dela fora Alien mas não me lembraria. Assim como Michelle em Velozes e Furiosos. Acho que o que me chamou atenção nesse filme, foi ter as duas atrizes. No mais, foi uma trama interessante com grande potencial, mas com enredo mal trabalhado. 


Nota pessoal 5/10

sábado, 21 de fevereiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] A Última Lista de Mabel Beaumont - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa leitura maravilhosa sobre o luto de uma idosa e uma missão que ela acha que seu marido deixou para ela. Misterioso? Um pouco. Mas o melhor de tudo, é a jornada dessa senhorinha sensacional. 






A HISTÓRIA 

Mabel sempre foi uma pessoa fechada e vivia apenas na companhia de seu marido Arthur. Porém, após sua morte, para não deixá-la sozinha pelo menos nos três primeiros meses, ele havia contratado uma empresa para que uma cuidadora pudesse dar uma olhada em Mabel, por pelo menos duas horas por dia. Inicialmente Mabel estranha a presença  da cuidadora, mas aos poucos Mabel cria vínculos com outras mulheres. 

Tudo começou com a cuidadora que levou Mabel para uma aula de dança e conhece Patrícia. Também conhece uma jovem recém mãe que passeia pela vizinhança com sua filha no carrinho. Além delas Mabel ainda conhece uma adolescente que trabalha no mercado onde ela costuma fazer compras as vezes. Cada uma dessas mulheres oferece oportunidades de um novo mundo para Mabel, que sempre evitou outras companhias e viver intensamente. Agora que Arthur se foi, além de se ocupar com essas novas amigas, ela ainda acredita que seu marido lhe deixou uma última lista de sua vida: procurar p/D. Mabel acreditava que era para ela procurar por Dot, uma amiga de infância que foi embora após a morte de seu irmão e nunca mais teve contato com ela. Após mais de 60 anos, Mabel decide então procurar por Dot e suas novas amigas passam a ajudá-la.



Ano de publicação 2025

Páginas 288

Autor/a Laura Pearson



Minhas divagações 

Inicialmente vemos a rotina de Mabel e Arthur juntos, até que ele vem a falecer. Sozinha pela primeira vez em décadas, ela tenta fazer uma lista para fazer as coisas certas enquanto resolve o velório e enterro do marido. Enquanto olhava suas coisas, encontra um papel escrito: procurar p/D. Ela acha que foi a última coisa que ele deixou para ela, porém, é um enigma, ele deixou sabendo que ia morrer? Ele deixou como um meio de não ficar parada e sozinha? Ela não sabe. 

Após sua morte, uma mulher vem até sua casa dizendo que seu marido havia contratado seus serviços como cuidadora para ficar com Mabel algumas horas por dia. De início, Mabel acha que não precisa disso, mas acaba gostando dessa mulher. Julie recentemente foi deixada pelo marido e está solitária. Mabel entende então que ela gostaria de voltar com o marido. E tenta fazer com que isso aconteça. 

Eles tinham um cachorro, Ollie, mas que aparentemente gostava apenas de Arthur e agora que só restam os dois, ela tenta levá-lo para passear e assim acaba conhecendo Kristy, uma jovem mãe que sai para passear com sua filha bebê. Ela instantaneamente amou Ollie e este parece ter gostado dela também. Então, Mabel pergunta se ela poderia levá-lo para passear quando fosse sair com a filha. Assim, acaba conhecendo Julie e fazendo amizade também. Mabel descobre que a jovem não fala mais com a família e acreditando que é isso que a deixa triste, cria um plano para reuní-los.

Julie costuma fazer algumas aulas de dança e convida Mabel para ir junto. Assim ela conhece Patrícia. Recentemente sua filha saiu de casa com suas duas netas para morar com o namorado. Acaba frequentando a casa e o círculo de amizades de Mabel. E por último e não menos importante, temos Erin, uma adolescente que trabalha no mercado onde no primeiro dia de luto de Mabel, a pegou roubando na loja. Um impulso inexplicável mas que a fez conhecer a jovem, que não a entregou ao gerente do mercado. 

Todas essas mulheres se sentiam tristes por algum motivo e Mabel tentou ajudá-las, onde de início pareceu que cometeu um erro por se intrometer em suas vidas, mas no final, deu a elas oportunidade de verem o que estava acontecendo e tentar consertar ou não a situação. Fora que essas mulheres lhe ajudaram na busca por Dot. Conforme a leitura avança, vamos descobrindo o por que de Dot ter ido embora de repente. Sempre achei que era porque secretamente ela gostava do Arthur. 

A história parecia simples mas conforme as mulheres vão aparecendo, a vida de Mabel vai mudando. Ela não gostava de socializar e depois que Dot foi embora, ela aceitou casar com Arthur mas não quis ter filhos e viveu uma vida simples ao seu lado. O mistério do desaparecimento de Dot era muito intrigante, mas conforme Mabel vai contando aos poucos o que aconteceu pouco antes dela ir embora, começamos a entender melhor a Mabel e como ela viveu todos esses anos. E embora Arthur claramente a amasse, desde o início Mabel deixa claro que não sente o mesmo que Arthur sente por ela, embora o amasse mas não da mesma forma. 

Procurar Dot foi ao mesmo tempo uma aventura e uma missão que acabou unindo essas mulheres e preenchendo o vazio da solidão até elas mesmas encontrarem algo para preenchê-lo. Assim como Mabel. Sua vida restante após a morte do marido, poderia ter sido solitária se ela não tivesse encontrado o papel dele. Mas o que significava na verdade chega a ser hilário. Imaginei que seria algo do tipo ou pela sinopse, pensei que ele teria deixado uma lista de coisas para ela fazer para se manter ocupada. Mas ao final, o bilhete foi proposital ou ao acaso? 

Não nego que ao mesmo tempo eu sabia que não seria algo grandioso mas ao mesmo tempo gostaria que fosse. Apesar de Mabel ter vivido aventuras, eu foquei no título do livro e achei mesmo que ele teria uma lista de coisas a fazer que Arthur deixou para ela. Embora não deixou de ter uma lista, onde ela mesma fez uma e acabou fazendo tudo dela. Mas no fim, foi uma leitura maravilhosa. A gente sempre vê histórias de jovens sofrendo o luto e tals, gostei que a aventura tenha sido na fase da velhice. Embora Mabel diga que teve bons momentos com Arthur e com certeza, devido a atitude final dele, ele a amava verdadeiramente, então acredito que nunca se arrependeu de ter casado com ela, sabendo ou não de seu segredo. Mas não deixa de ser um ponto a se refletir. Até onde podemos ir por amor a alguém? Até onde podemos esperar por alguém? Ao mesmo tempo foi divertido mas também me deixou meio triste. Mas é uma leitura que vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Single's Inferno 5 (Solteiros, Ilhados e Desesperados 5) - Divagando Sempre


Anyong Divas e Divos. Mais uma temporada desse reality sempre cheio de gente sarada, bonita e indecisas. 





Ano de lançamento 2026

Temporada 5 episódios 12



Trailer 




Participantes iniciais 

1 - Youn Hyun-Jae




2- Song Seung-Il




3- Park Hee-Sun




4- Shin Hyeon-Woo




5- Kim Go-Eun 




6- Kim Jae-Jin




7- Ham Ye-Jin




8- Woo Sung-Min






9- Kim Min-Gee




Mais uma temporada desse realitty que a cada ano fica mais ousado. Os participantes continuam tão belos quanto os primeiros e os apresentadores mais engraçados que nunca. O primeiro episódio não teve surpresas como algumas temporadas anteriores. Os participantes chegaram um por um, se olharam e depois todos foram comer. Teve uma temporada que eu havia dito que sentia falta dessa interação, pois enquanto cozinham podem observar e interagir com os outros. E assim que comem já começa a escolha para a primeira noite no Paraíso. 



Apesar de inesperados, dois casais se formam. Os participantes escreveriam o nome daquele que gostaria de ir ao Paraíso e o mais votado poderia escolher. Os dois casais formados no Paraíso trocam informações como idade e profissão. A profissão geralmente é irrelevante mas a idade algumas vezes pesa para alguns. Quando o homem é mais novo por exemplo, parece gerar certo desconforto na mulher. Os participantes deixados no Inferno acabam tendo uma surpresa com a chegada de mais pessoas. 

10- Lim Su-Been




11- Lee Sung-Hun




12- Lee Joo-Young




13- Choi Mina Sue





Mais 4 participantes chegam de surpresa mas também animando e dando esperanças àqueles que ficaram no Inferno. Porém, os dois primeiros casais, voltam ansiosos para conversar com outros participantes. Depois de uma prova e conversas, 4 casais vão ao Paraíso. Apesar da primeira noite ter formado dois casais, quando voltam, decidem explorar mais as opções. Conforme participam de provas e interagem mais entre eles, os interesses acabam mudando para alguns. 

Dois participantes que achei que eram confiantes demais, acabaram não sendo escolhidos por ninguém. Apesar de achá-los egocêntricos por terem certeza que seriam escolhidos, dá dó ver a decepção neles por não terem a chance de ir ao Paraíso ou ter suas opções sendo escolhidos ou escolhendo outros. Mas, no começo é sempre assim e depois vem as reviravoltas. 

Na parte feminina, minhas preferidas são Min-Gee e a Go-Eun. Mina Sue estava entre as preferidas mas devido a algumas atitudes deixei de gostar dela. Na parte masculina, meus preferidos são Su-Been e talvez o Hyun-Jae. Na noite da fogueira foi caótico, pois teve o jogo da verdade e as perguntas eram obrigatoriamente respondidas. Sendo assim, o interesse da pessoa era revelado. Mina Sue tinha muito potencial de ser querida e preferida por todos, mas acredito que suas atitudes podem fazê-la ser a menos desejada no final. Já ia me esquecendo, houve uma espécie de prova, onde os parcipantes tirariam fotos sensuais de casais e o mais votado seria o vencedor. Nessa sessão de fotos, as mulheres por ordem numérica sorteadas, poderiam escolher seu par. Ali, formando casais diferentes, e devido a proximidade nas fotos, alguns passaram a ter interesse nos outros participantes. Mas acredito que como em TODA temporada, sempre tem uma que fica mudando de ideia. 

Apesar do clima tenso, os participantes têm um tempo de folga onde podem aproveitar a praia. Quando uma surpresa acontece. Mina Sue e Sung-Hun são chamados para uma conversa a sós com dois participantes novos. 


14- Jo I-Geon




15- Lee Ha-Eun




Passada a surpresa inicial, os dois novatos conversam com todos e ao final, devem escolher dois participantes cada para irem ao Paraíso. Enquanto isso no Inferno, aqueles que ficaram tentam colocar seus sentimentos em ordem ou tentar se aproximar mais de seus interesses. 


Minhas impressões 

Confesso que a cada temporada parece que vai ficando repetitivo, então, embora no início eu tenha ficado empolgada com mais uma temporada, faltando uns três episódios para o final, eu só queria terminar logo e ver quem escolheria quem. O início foi empolgante por que? Todo mundo se conhecendo, criando expectativas e nós já na torcida por possíveis casais. Porém, a medida que mais de um se interessa pela mesma pessoa ou um se interessa por mais de um, fica novamente naquela repetição das temporadas anteriores. 

Achei três participantes completamente sem graça. Hee-Sun, apesar de ter terminado com alguém, não gostei dela desde o início. Não gosto dessas que parecem bobinhas e se fazem de coitadinha. Não senti química com quem escolheu e odiei seu final. Se me lembro de sua apresentação inicial, era cheia de confiança mas demorou para ser escolhida. Ye-Jin, se teve algum interesse no início, não lembro quem era, pois para mim, ela não se conectou com ninguém. E finalmente Ha-Eun, que chegou no final e embora tenha ido com dois ao Paraíso, não chamou a atenção de ninguém. 

Casais que senti química e torci por eles: Mina Sue e Su-Been. Go-Eun e I-Geon. Joo-Young e Jae-Jin. E Min-Gee e Seung-Il. Nem todos terminaram juntos. Su-Been de aparência foi meu preferido. O casal que senti mais química foi Go-Eun e I-Geon, suas conversas eram divertidas de ver e o flerte ali insinuava que poderia rolar um romance. Mina Sue e Su-Been tiveram uma química inicial, pareciam enamorados, mas a indecisão de Mina Sue pode ter atrapalhado o progresso dessa relação.  Min-Gee foi determinada até o final e foi sofrido ver quem ela tinha interesse ser disputado por outra. Mas Joo-Young e Jae-Jin era o casal mais acertado. 

Sung-Hun fisicamente não faz meu tipo e apesar dele ter sido egocêntrico no início, desde o início foi fiel a seus sentimentos pela Mina Sue, mesmo que em determinado momento decidissem que eram só amigos. Em toda crise dela, ele estava ao seu lado. Mesmo falando de outros caras, ele estava ao seu lado ouvindo. Talvez por esses pontos ele acabe se tornando charmoso. Sung-Min também foi o que menos me chamou a atenção. Tipo fofinho mas nada mais. Não acredito no seu final. Hyeon-Woo era forte e determinado, mas acho que faltou tempo suficiente para passar com Go-Eun. Ele pode ser grande mas era muito sem jeito perto dela. Hyun-Jae também faz meu tipo, mas acho que poderia ter abordado melhor seu interesse. No final, é sempre triste ver aqueles que ficaram. Principalmente aqueles que tinham o mesmo interesse. Acho que teria sido mais chocante se Go-Eun não tivesse escolhido ninguém, não sei se foi sincera em sua escolha e não sei se é porque não gostei muito da sua escolha, ou se ela só escolheu para sair com alguém, mas no fim, apesar da Mina Sue ter sido indecisa, a Go-Eun foi a que acabei gostando menos no final. 

Essa temporada me cansou demais. Valeu a pena pelos apresentadores. Acho que falta ou seria interessante fazer um encontro com os participantes que saíram do Inferno com alguém. Rever os casais que saíram juntos e o que aconteceu com eles. Mesmo que não estiverem juntos, poderia ter um encontro com flashback do programa mostrando os melhores momentos dos casais. Ou, caso algum deles estiver com outra pessoa, obviamente não vai querer relembrar esses momentos, mas, seria uma ideia interessante. 









Acho que mudou o final, onde antes as mulheres ficavam em pontos estratégicos e os interessados ficavam ao lado delas. Dessa vez, foi chamada as mulheres para ficarem de frente ao portão do Inferno, na frente de todos e seus pretendes iam até ela. Falavam algumas palavras e ao final, a participante falava o nome de quem gostaria de sair junto do Inferno. E claro, deixaram a Go-Eun praticamente no final. Sempre assim. 

Acabei descobrindo que eventualmente depois do programa, eles fazem um reencontro sim. Só não sei onde passa. Eu comentei sobre mas como parte do programa. Para todos poderem ver. Dos casais que saíram juntos, aparentemente apenas um realmente continuou o namoro. Também vi criticas sobre a participação de alguns. Parece que teve um que entrou mas tinha namorada fora do programa. Ele assim como outra pessoa participaram mais pelo sucesso. Foi algo que havia pensado. Aparentemente parece que atualmente, os participantes buscam chamar a atenção para suas carreiras do que encontrar um parceiro de fato. As primeiras temporadas foram mais emocionantes pelo fato de estarem mesmo buscando um relacionamento. Nesse último, parece que depois de ver como os anteriores acabaram fazendo sucesso, quiseram mais isso, como se encontrar alguém fosse um brinde especial caso encontrassem alguém que tivessem interesse.  

Enfim, apesar de ter começado empolgada, terminei decepcionada. Mas vale pelo entretenimento principalmente para quem não gosta de pegação em excesso como eu. 


Nota pessoal 7/10

Dica de Destaque

Resenhando Divagações sobre Noiva de Ali Hazelwood no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Trago pela primeira vez algo da autora Ali Hazelwood e que, seria perfeito se não tivesse tanto hot. CONTANDO A ...