domingo, 18 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Filhos do Éden: Anjos da morte #2 - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. A história de hoje é um verdadeiro livro de história. Acompanhamos a jornada de Denyel antes dos acontecimentos do primeiro livro enquanto Kaira o procura no tempo presente. 






A HISTÓRIA 

Acompanhamos Denyel lutando no passado a Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e os conflitos no Líbano, enquanto Kaira vive no presente, junto ao querubin Urakin e o hashmalin Ismael à procura de Denyel. 

Kaira procura pelo exilado que caiu no rio Oceanus no fim do primeiro livro. Enquanto isso, nesse volume o foco é Denyel, sua história é contada antes desse acontecimento. Denyel era um anjo caído que aceitou trabalhar para Solon, o primeiro dos sete, em missões pelo mundo para exterminar membros da Teia, que contrabandeavam informações aos novos rebeldes. Isso era o que Solon dizia, mas conforme executava suas missões, Denyel se questionava o quanto disso tudo era verdade. 



Ano de publicação 2013

Páginas 588

Autor/a Eduardo Spohr



Minhas divagações 

Esse é o terceiro livro de Eduardo Spohr que leio. E é o segundo da trilogia Filhos de Éden. Pelo menos até onde eu saiba, é trilogia ainda. Nesse segundo volume, acompanhamos mais da história de Denyel, como ele foi parar no meio dos humanos e qual era sua missão na Terra. Enquanto isso, acompanhamos Kaira depois dos eventos do primeiro livro, onde ela ainda não recuperou de todo sua memória. Segundo o autor, não precisa necessariamente ter uma ordem para ler os livros, porém, acho importante seguir sim a ordem, pois no primeiro temos a jornada de Kaira na Terra, que vivia no corpo de uma estudante sem saber quem era na verdade. No livro dois, segue a continuação de sua jornada, pois ela ainda não recuperou de todo suas memórias. Entretanto, o foco dessa história é o exilado Denyel, que passou por vários horrores como soldado em tantas guerras, até a missão dada por Solon mudar de foco. 

Confesso que esse universo sempre me foi meio confuso, porém, consegui entender melhor a história com esse volume. Aqui, como Denyel está no passado, seguimos sua trajetória em meio aos humanos. Ele vive disfarçado como um soldado e passa a lutar em várias guerras conhecendo outros soldados e ficando marcado por alguns. Em determinado momento, ele luta ao lado de um pelotão, onde seu capitão desconfia dele mas no final, os dois tem um reencontro surpreendente e o verdadeiro trabalho do capitão na verdade era outro. Denyel acaba sendo recrutado por ele para trabalharem juntos novamente, em busca de algo secreto, mas sendo Denyel um anjo imortal, óbvio que ele acaba a empreitada sozinho novamente. 

Mas, depois dessa passagem pela guerra, que Solon então, muda seu foco e lhe dá missões como assassino. Ele precisa então viajar para determinado país e após vigiar por um tempo seu alvo, eliminá-lo. Entre uma dessas missões, que obviamente ele faz em troca não só por dinheiro, mas por outras regalias também, ele acaba conhecendo Sophia e até vive uns anos ao seu lado, como um casal humano qualquer. Porém, Sophia também trabalha para Solon e recebendo a próxima missão de Denyel, decide acabar esse romance sem sentido para eles, pois sendo quem são, eles não poderiam ter essa vida para sempre. Denyel não entende porque Sophia pensa assim e mesmo não aceitando sua decisão, ele acaba  a deixando para cumprir seu trabalho. 

Enquanto Denyel tem suas aventuras, Kaira também passa por desafios. Eu entendi a procura de Kaira por Denyel, pois aparentemente no primeiro livro, depois de terem se conhecido, os dois tiveram alguma coisa. Obviamente não me recordo muito bem da história.  O problema de ser uma leitora compulsiva, é que leio tantos livros seguidos e as sequências são sempre anos depois, então, seria normal para mim não me lembrar direito da história. Embora tenha amado a jornada de Denyel, confesso que foi meio confuso entender essa mistura de tempo, pois no final, esperei que os dois fossem se encontrar. Embora o próprio autor diga que não há necessidade de se ler em ordem, acho que eu prefiro seguir a ordem sim. No primeiro temos o encontro de Kaira e Denyel, porém, o foco é na história dela. Perdida em um corpo humano sem suas memórias, ela então acreditava ser uma estudante comum com problemas com os pais. Em Herdeiros de Atlântida  ela estava com Urakin e Levih, sempre achei que fosse o Ismael que estava junto desde o início. Não havia me atentado a esse detalhe. Perdemos Levih então? Admito que esse negócio de anjos, castas, demônios e afins é um universo meio confuso para mim. Mas, a esse mundo que Eduardo criou é incrível. A parte do Denyel na guerra, é cheio de detalhes, um verdadeiro livro de história, melhor até. Então, quer dizer que no terceiro livro saberemos o destino desse grupo. Encontrarão Denyel? Ele se juntou a Kaira no primeiro livro em troca de anistia, aqui, explica então o motivo dele querer isso. A parte da Kaira segue então o final do primeiro livro. 

O que esperar dessa história no final? Ansiosa para ver como termina a jornada de Denyel. Por isso indico sim, ler na ordem. Porque mesmo que você comece por esse, fica a parte da Kaira meio sem sentido e sua busca pelo Denyel confusa. Porque a jornada dela continua exatamente como no fim do primeiro livro. Fiquei pensando se tivesse uma adaptação para os cinemas, quem seriam os atores para interpretar esses personagens? Com certeza na minha imaginação, eles são divinos. Pensando bem agora, não me recordo de ter visto alguma adaptação de livro nacional. Acho que essa série do Eduardo e Os Sete do André Vianco, dariam ótimos filmes ou séries. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] O Clube do Crime das Quintas-feiras (filme) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos investigativos. Hoje trago essa adaptação literária que achei que ficou perfeita. 






A HISTÓRIA 

Coopers Chase é um lar para idosos onde Joyce, uma enfermeira aposentada acaba de se mudar para o local. O que é perfeito para o Clube do Crime das Quintas-feiras composta pela misteriosa Elizabeth, pelo psiquiatra Ibrahim e pelo ex-líder sindical Ron. No momento, estão estudando um caso arquivado de 1973, que foi investigados e conduzido pela inspetora Penny Gray, que era membro do clube e agora reside no asilo em coma. O caso não resolvido era de uma mulher assassinada, que caiu da janela de seu apartamento e imediatamente seu namorado foi descartado como suspeito, desaparecendo dias depois. 

A policial Donna de Freitas, transferida de Londres, acaba indo a Coopers Chase, para fazer um trabalho entediante sobre prevenção de acidentes e acaba conhecendo o grupo do clube. Elizabeth fica interessada em fazer amizade com Donna, pois uma policial pode ser muito útil para seus casos. Coopers Chase está a ponto de ser demolida e seus moradores idosos não sabem qual será seu destino, mas, um dos sócios e dono do terreno, é assassinado. O Clube passa a investigar e conseguem colocar Donna na equipe das investigações policiais em troca de informações. Porém, quando o segundo sócio aparece morto, as coisas começam a complicar de verdade. Mas claro que Elizabeth daria um jeito de descobrir esse mistério. 











Ano de lançamento 2025

Duração 1h 58m

Direção Chris Columbus 

Elenco Helen Mirren, Pierce Brosnan, Celia Imrie, Ben Kingsley, Tom Ellis, Naomi Ackie, Daniel Mays



Trailer 





Minhas divagações 

Quando li o livro Clube do Crime das Quintas-feiras confesso que não sabia o que esperar, mas, esse Clube de idosos acabou me conquistando. E por incrível que pareça, mesmo tendo lido um tempo atrás, achei que os atores casaram bem com seus personagens. Elizabeth então, foi lindamente interpretada por Helen Mirren. E o quarteto de atores estão todos na casa dos 70 anos. Que trabalho fenomenal. E quem deu as caras nesse filme? Tom Ellis. Confesso que não cheguei a terminar Lúcifer, mas Tom caiu naquele estereótipo de papel, tipo homem sensual e perigoso. Mas também não vi muito de seu trabalho. Então não posso julgá-lo. 

Engraçado como a história começa com um caso arquivado e acaba tendo um caso real. Enquanto o clube trabalha em casos fechados, imagina-se que seja seguro para um grupo de idosos. Mas, se envolver em um caso real? Eu ficava o tempo todo apreensiva enquanto lia, imaginando os perigos que poderiam estar correndo, ainda por mais se intrometerem em um caso de assassinato, fora imaginar algum deles passando mal por causa da idade. Principalmente quando Elizabeth é seguida. 

O mais curioso do caso, é que os dois assassinatos dos sócios, imaginamos que tivessem ligação entre eles, porém, acaba tomando um rumo completamente diferente. Confesso que imaginei que Jason fosse realmente o culpado. Afinal, ele estava bem próximo da vítima e poderia ter feito aquilo, já que ele aparentava ser uma pessoa bem esquiva. Mas, seria fácil demais. Em casos de investigação, quando o suspeito é óbvio demais, é melhor descartar. 

O mais engraçado de tudo claro, é  como colocaram Donna como a fonte dentro da polícia e como passavam informações para ela também, a favorecendo no caso. Mas, a solução final para não perderem Coopers Chase, foi conveniente demais. Porém, como o livro tem sequências, será que o filme também terá? 

Cada um do clube tem sua personalidade e não tem como não amar nenhum deles. Não lembro como era a descrição de Coopers Chase no livro, mas quem não gostaria de morar em um local desses como do filme? Claramente é para aposentados com condições financeiras né. Ninguém com menos que isso, teria condições de ficar em um lugar tão bonito, limpo e apresentável como esse. Até eu gostaria de ficar em um local desses na minha velhice, se existisse na vida real. Ainda mais no Brasil, onde as condições de saúde como hospitais públicos já são meio precários, imagina lar de idosos. 

Não sei se perdi alguma coisa, mas só não entendi muito bem quem e por que, invadiram a casa da Elizabeth para deixar o aviso de não se intrometer mais. Era mesmo o florista? Isso não ficou claro para mim. Qual o motivo dele ter feito aquilo, se no fim, Elizabeth acabaria o encontrando. Se não fosse o aviso, ela teria o encontrado de um jeito ou de outro? 

Bom, eu gosto de histórias investigativas e com idosos foi bem interessante. Confesso que até comecei a ler a sequência do livro, tamanha a curiosidade para ver quais serão os próximos casos desse quarteto. O final, foi meio triste, pelo caso encerrado que eles investigavam no início. Tiveram a conclusão que procuravam, mas custou um preço. Mas agora Joyce é um membro oficial do clube e estou curiosa para saber mais. 

Alguns mais exigentes podem achar que o filme é típico sessão da tarde, mas achei bem interessante, bem adaptado e interpretado. Recomendo. E já adianto, pelo menos no próximo livro, as aventuras do clube foram bem mais intensas e desejo de coração que façam a sequência. Não comentei muito sobre o Bogdan nesse filme, embora na minha imaginação ele fosse bem diferente, no próximo livro ele tem bem mais destaque. Embora nesse filme tenha contado um pouco de como ele acaba aparecendo, não lembro se no primeiro livro teve realmente tudo isso, mas no segundo livro, ele era bem misterioso mas era alguém confiável para o clube. De novo, espero ansiosa que tenha um próximo filme. Acho que merece uma sequência. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Histórias Cruzadas (The Help) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme sensacional. Além de grandes atrizes, é uma história espetacular. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 1960, em Jackson, Mississipi, Eugenia Phelan, mais conhecida como Skeeter, retorna para casa após se formar na faculdade para desgosto de sua mãe, pois enquanto as outras mulheres do círculo social de Skeeter estão casadas, sua filha é a única que continua solteira. Skeeter consegue um trabalho no jornal local, inicialmente escrevendo para a coluna "dicas de dona de casa" respondendo algumas cartas. Para isso, pede a ajuda da empregada de Elizabeth, Aibileen, que no final, ajuda muito mais quando Skeeter muda seu foco para escrever sobre a vida das empregadas sob seus pontos de vistas, relatando inclusive os abusos que sofriam de suas empregadoras. Skeeter reúne essas mulheres que contam suas histórias emocionantes e ao final, conta a sua própria história, pois também cresceu sendo criada por uma empregada negra, mas que acabou descobrindo que sua mãe a despediu enquanto estava na faculdade. O livro de Skeeter faz sucesso e apesar de o autor ser anônimo e os nomes dos personagens terem sido mudados, algumas mulheres sabem que as histórias são delas. 
















Ano de lançamento 2011

Duração 2h 26m

Direção Tate Taylor 

Elenco Viola Davis, Emma Stone, Octavia Spencer, Jessica Chastain



Trailer 





Minhas divagações 

Vi um shorts desse filme com a cena da Celia contratando Minny Jackson para trabalhar para ela. De todas as mulheres fúteis desse filme, salvam apenas a Celia e a Skeeter. Já digo porque. A história já emociona porque é ambientado nos 60 em Jackson no Mississipi, onde nessa época lutavam pelos direitos civis e contra a  segregação racial. O filme mostra muito bem essas diferenças, onde as mulheres brancas ricas, com suas empregadas negras, claramente as menosprezavam, mesmo que estas cuidassem de suas casas e seus filhos. Eram mulheres fúteis e racistas.

Nessa história eu seria muito a Skeeter. Para começar, ela era diferente das outras mulheres por ter terminado a faculdade e arrumado um emprego. Para ela não era prioridade se casar e ficar o dia inteiro se dedicando aos maridos. O que muitas nem isso faziam na verdade. Que vida chatinha tendo a casa limpa, comida feita pela empregada e ainda ter os filhos sendo cuidado por elas. O que essas mulheres faziam de verdade gente? Por isso a vida de Skeeter era muito mais interessante. 

Duas empregadas se destacam nessa história. A primeira obviamente é Minny Jackson por ter enfrentado sua patroa, Hilly. Que mulher desagradável e mereceu o que Minny fez para ela, mesmo que custasse seu emprego e convenhamos, por causa disso ela acabou sendo contratada por uma pessoa muito melhor. Foi assim, que Minny acaba trabalhando para Celia. Hilly era tão desagradável que virou todas as outras mulheres por inveja de Celia, que se casou com o homem que Hilly tinha interesse. Sorte da Celia, ela não precisa dessas mulheres fúteis em seu círculo pessoal. Ela já tinha seus próprios desafios para lidar e apesar de ser rica, ela não era esnobe como as outras. Celia desde que conheceu Minny, a tratou como igual e amei essa atitude dela. Lembrei da Minny fugindo do marido da Celia achando que ele não sabia que ela trabalhava na casa, sendo que desde o primeiro dia ele já sabia e depois o casal servindo uma excelente refeição para ela, onde Celia cozinhou tudo sozinha o que aprendeu com Minny. Não tem como não amá-la. Seu modo de falar e agir as vezes pode ser confundido com uma mulher mimada, mas não se enganem, ela é excepcional. 

A outra empregada que se destacou foi Aibileen. Trabalhava para uma jovem mãe que entrou em depressão após o parto e por isso, quem cuidava de sua filha era a empregada. Elizabeth não era tão desagradável quanto Hilly, mas era influenciável pela outra e no fim, perdeu Aibileen por causa da "amiga". Elizabeth teve outro filho e mesmo partindo seu coração, Aibileen teve que deixar a filha de Elizabeth para trás e decidido enfim se aposentar dessa vida. Mas antes de tudo isso acontecer, Skeeter havia reunido um número considerável de empregadas e escutado suas histórias e então escrito o livro The Help. Embora o autor fosse anônimo, as histórias ali contadas poderiam ser reconhecidas como sendo de Jackson e uma em particular provava isso, que era o relato, ou uma confissão de Minny, do que teria feito para Hilly depois de ter sido despedida por ter usado o banheiro da patroa. Aibileen tinha o mesmo tratamento, mas Elizabeth mandou construir um banheiro do lado de fora para ela, já que achavam que os negros poderiam ter doenças contagiosas. 

O medo das empregas antes de decidirem compartilhar suas histórias, era enorme, ainda mais porque muitos negros eram mortos pelo KKK (Ku Klux Klan), mas justamente por essas mortes, elas decidem falar. Principalmente porque suas empregadoras passam a ameaçá-las de mandar prendê-las por acusação de roubo, só para lhes dar uma lição. E Skeeter, mulher branca, que teve a mesma criação que as outras mulheres, ou seja, eram filhas de pais ricos criadas pro empregadas negras, mas o diferencial, é que Skeeter teve uma visão melhor da realidade e lutou pelos direitos dos negros contando suas histórias. 

Não achei que fosse tão profundo. Primeiro nem sabia que Emma Stone estava no filme. Pensei que a história seria mais sobre relacionamentos de empregadas e suas empregadoras. Achei que seria mais engraçado pela parte da Celia que tinha visto contratando Minny. Mas o enredo foi chocante. Odiei essas mulheres fúteis e a mãe da Skeeter só foi perdoável porque ela reconheceu seus erros. E, protegeu a filha contra a Hilly no final. 

Essa época da história parece distante dos dias atuais, mas infelizmente ainda vemos muito desse tratamento por aí. Tanto o racismo como a homofobia ainda é forte nos dias atuais. Infelizmente essa é uma luta que não tem previsão de acabar. Sim, lembrei da parte da mãe da Skeeter que achava que pela filha ainda ser solteira, talvez ela gostasse de mulheres. Sua mãe ainda disse sobre fazer algo para curá-la, não lembro o que era, porque achei absurdo demais. Mesmo se Skeeter fosse lésbica, os pais pensarem que isso tem cura, gente, é muito absurdo. E naquela época então. Racismo e homofobia eram o ponto alto da época. 

Enfim, o filme é excepcional. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Ghost Town: um espírito atrás de mim - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme que não sei porque foi parar na minha lista mas foi divertido até. 






A HISTÓRIA 

O dentista Dr. Pincus, passa por um procedimento de colonoscopia e pede por anestesia geral. Porém, ele acaba tendo uma parada cardíaca morrendo por 7 minutos. Agora, ele passa a ver os mortos e estes, sabendo que ele pode vê-los, passam a seguí-lo tentando fazer com que ele resolva seus assuntos inacabados e assim partir para a luz. Porém, Pincus é um homem solitário e rabugento que tenta evitar esses fantasmas a todo custo. Mas um em particular é extremamente persistente e garante que se Pincus o ajudar, mandará todos os outros se afastarem dele. Com apenas um deles para lidar, Pincus considera ajudá-lo. 

Frank morreu em um acidente deixando sua esposa Gwen. Após um ano de seu falecimento, agora ela está com outro homem e pretende se casar novamente. Acontece que Frank não acha o homem adequado e acredita que este está tentando dar um golpe na ex esposa. Assim, ele tem a ideia de Pincus se aproximar de Gwen e fazê-la desistir de se casar com o outro homem e assim Frank pode ir para a luz. No entanto, Pincus acaba se apaixonando por Gwen e descobre que o que mantém Frank aqui ainda é a própria Gwen. 







Ano de lançamento 2008

Duração 1h 42m

Direção David Koepp

Elenco Ricky Gervais, Téa Leoni, Greg Kinnear, Aasif Mandvi



Trailer 





Minhas divagações 

Não faço ideia do motivo de ter colocado esse filme na minha lista. Vi em um shorts no YouTube mas não lembro a cena. Me pareceu interessante pelo fato de Pincus ver os fantasmas, mas, confesso que esse tema é bem batido na verdade. Me lembrou um filme antigo do Robert Downey Jr que era perseguido por quatro fantasmas que queriam que ele resolvesse seus assuntos inacabados. Mas diferente daqui, Robert levou anos para entender o que precisava fazer. Pincus apenas não queria se envolver. 

Desde o inicio vemos que Frank é um golpista e ainda por cima traía a esposa. Sua morte deixou marcas em Gwen porque só assim ela descobriu sua traição. Vivendo preso ainda no plano terreno, quando ele percebe que outro ser humano pode vê-lo, ele tenta convencer Pincus a ajudá-lo. Porém, não é só Frank que precisa de ajuda, muitos outros ficam colados em Pincus esperando uma chance de resolver também seus assuntos pendentes. Mas Pincus vai demorar para ceder seu tempo em ajudar alguém. 

Apesar da trama parecer dramática, achei mais cômica do que qualquer outra coisa. Primeiro, o exame que Pincus foi fazer, já começa de modo hilário quando ele vai preencher sua ficha, eram perguntas que faziam sentido. Depois ele recebe alta mas ninguém teve a capacidade de lhe informar que teve uma parada cardíaca durante o procedimento. Depois que ele começa a ver os fantasmas, sua vida muda um pouco. Querendo ou não, ele acaba tendo mais contato social, mesmo que seja por causa dos fantasmas. E, embora o caso de Frank parecesse uma coisa, no final era outra. 

No mais, foi interessante ver as mudanças de Pincus. Gosto quando o personagem tem um crescimento significativo e ele acaba vendo que a vida e as pessoas podem ter muito mais a oferecer do que apenas histórias chatas para contar. No entanto, não é um filme excepcional ou inesquecível. Mas foi divertido em determinados momentos. Apesar que me identifiquei muito com Pincus. 

Embora ele tivesse um sócio no consultório odontológico, ele evitava ao máximo contato social. Mesmo com seus pacientes ele evitava manter conversas, embora uma paciente em particular, embora falasse e falasse e Pincus nunca prestou atenção, sua história acabou sendo triste, mas o modo como Pincus acabou ajudando, foi lindo. 

Ver como as vezes nos afastamos das pessoas nos isolando, é meio deprimente, mas muitos acabam assim pelas experiências tristes e traumáticas que passamos ao longo da vida. Foi o que houve com Pincus. Embora tenha conhecido uma mulher fantastica, alem de ser viuva de um homem que não saía do seu pé, ainda estava para casar com outro, que não era de todo ruim, mas com certeza ela merecia algo melhor. 

Só acho que de tantos espíritos que o perseguiram no início, enquanto havia decidido ajudar alguns, poderia ter sido um número maior com algumas dificuldades ou fatos emocionantes, para vermos como Pincus havia mudado depois de vê-los. E conhecendo suas histórias, ele poderia valorizar mais seu tempo enquanto ainda estava vivo, pois vendo o sofrimento daqueles que perderam alguém que amava, ele se tornasse mais empático e humano. 

Mas fora isso, teve seus momentos divertidos. Acho que Frank e Gwen poderiam ter sido mais trabalhados em suas histórias, para ter um peso maior no pedido de ajuda de Frank. A forma como ele morreu e ainda mostrando que estava traindo a esposa, não fez muito sentido ele querer salvá-la de um possível golpista, sendo que ele foi bem pior com ela. Acho que poderiam ter tido uma história melhor, sem a traição e ela de fato estivesse com alguém mal. Se bem que, com apenas um ano de luto, só alguém traída já se casaria com outro. Ou, Frank poderia ainda estar preso no plano terreno porque ela o amava e não conseguia deixá-lo ir, assim, Frank tentaria encontrar alguém decente para ela. Mas aí sou eu indo além como sempre. Dificultando o que é mais simples. 

Nota pessoal 7/10

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

[Review] Ponte para Terabitia - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Essa história marcante é de destruir qualquer um. 






A HISTÓRIA 

Jesse é um estudante da quinta série, que mora com seus pais e mais quatro irmãs. Ainda divide o quarto com May Belle e vão juntos a mesma escola. Jesse precisa fugir da valentona da escola Janice enquanto é atormentado pelos colegas de sala Hoager e Fulcher. Um dia, chega uma aluna nova que acaba sendo vizinha de Jesse. Após um desentendimento inicial onde Leslie ganha uma corrida entre todos os garotos, ela e Jesse se tornam amigos. 

Todos os dias após as aulas, Jesse e Leslie saem para brincar juntos e encontram um local perfeito para suas imaginações. Eles encontram uma casa na árvore abandonada e a reformam, criando seu local seguro, que chamam de Terabitia. Nesse local eles enfrentam inimigos poderosos como trolls gigantes ou pássaros enormes que querem destruí-los. 

Jesse passa um dia com a familia de Leslie e Leslie vai a igreja um dia com Jesse e sua familia. Uma professora nova chega na escola e um dia convida Jesse para ir ao museu com ela. Em um momento de egoísmo, ele nem pensa em Leslie e se diverte com a professora no museu. Mas ao chegar em casa, recebe a pior notícia de sua vida. 











Ano de lançamento 2007

Duração 1h 36m

Direção Gábor Csupó

Elenco Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb, Bailee Madson, Robert Patrick, Kate S. Butler, Zooey Deschanel




Trailer 





Minhas divagações finais 

Como qualquer obra que eu tenha visto anos atrás, com certeza minha memória é muito falha. Não lembrava que a família de Jess, tinha tantos filhos. E as mais velhas eram muito folgadas e maltratavam o próprio irmão. Acho que ele era mais ligado a irmãzinha May Belle. A família de Jesse era tipicamente aquela que sofre problemas financeiros e tem um monte de filhos. E Jesse por ser o único menino, sofria mais nesse meio. As mais velhas eram insuportáveis e típica adolescentes que não servem para nada. Só sabiam perturbar o único irmão. Nem ajudavam a mãe com a casa e com as irmãs mais novas. 

Já Leslie vem de uma família que é o oposto. Seus pais tem trabalhos que podem fazer de casa, tem condições de vida melhores, mas só tinham a Leslie como filha. Porém, ela se sentia meio solitária as vezes e por isso talvez, dava asas a sua imaginação. Sua amizade com Jesse ajudou a ambos, ela por ter companhia e ele, por abrir sua mente e ver o mundo fantasioso que ela enxergava.

Apesar de seu pai parecer preferir May Belle, talvez porque não tinha como não preferí-la, de tão fofinha que ela era. Mas em determinados momentos, ele parecia se importar com Jesse e entender como é difícil para o filho ser o único menino no meio de tantas mulheres. Mas também havia momentos em que seu pai era rígido com ele, tanto que em alguns momentos, ele até tentou se afastar de Leslie pois achava que ela imaginava coisas demais. Mas, quando aconteceu a tragédia e seu pai foi consolar Jesse, não tinha como  segurar as lágrimas. Eu já vi uma vez, sabia que era triste e pelo andar da história, achei que não iria chorar tanto, mas me enganei. Me acabei de chorar. Principalmente pela negação de Jesse. Mas, na escola quando os meninos continuam o perturbando e ele dá um soco em um deles, a gente comemora demais, pena que ele não teve essa atitude antes. No entanto, quando a professora o chama para ir para fora da sala, pensei que ela fosse brigar com ele, mas apesar de sua postura parecer não se importar com os alunos, ela desabafou também sua perda para ele. Falando em professora, muito triste quando Jesse diz a Sra. Edmunds, que da próxima vez eles devem convidar Leslie também.  Claramente ele se sentia culpado por isso e por não ter estado com ela naquele dia em que foi sozinha para Terabitia.

Leslie tinha conseguido dobrar a valentona Janice, quando ela e Jesse lhe pregaram uma peça a envergonhando na frente da escola. Desde então ela não perturbava mais ninguém. Meio hilário até vê-la se sentando ao seu lado no ônibus escolar quando ela própria monopolizava os bancos do fundo. 

O início achei meio problemático pelo ambiente familiar de Jesse. Talvez por sabermos que ele seria o protagonista, ficamos do seu lado, mas será que tem alguém que gostou das suas irmãs mais velhas? Fora que a distância da mãe com ele, é compreensível pela sua carga de trabalho. Por isso talvez coube a seu pai tentar ensiná-lo a ter mais responsabilidades. E quem não viu em seu pai aquele policial maligno do filme Exterminador do futuro 2? Por isso achei que ele tinha cara de mau. 

E para deixar a história mais triste ainda, o filme é adaptação do livro que a mãe do roteirista escreveu para ele quando ele era criança e perdeu sua melhor amiga. Para ajudar no luto, sua mãe escreveu essa história. O que deixa o filme mais marcante ainda. E apesar de ser dos anos 2000, nessa época ainda faziam ótimos filmes. 

No livro, as condições financeiras da família do Jesse pareciam piores do que no filme. Suas irmãs mais velhas, apesar de entendermos a adolescência, ainda assim, por serem pobres, as meninas eram muito mimadas, insuportáveis e irresponsáveis. No livro elas eram mais odiáveis ainda. Teve bastante mudanças entre filme e livro, mas a essência mesmo está ali. Porém, não sei porque, mas no filme parece ser mais triste a ponto de nos fazer chorar. Não tive essa necessidade ao ler o livro. Mas isso não quer dizer que não seja triste. 


Nota pessoal 10/10


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Snoopy apresenta: A inigualável Marcie - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse curta animado da Marcie. Personagem que sempre esteve ali do lado da Patty Pimentinha e merecia um destaque também. 






A HISTÓRIA 

Enquanto Marcie acompanha Patty Pimentinha em um campeonato de golfe da escola, ela a ajuda a ir para as finais com seus ótimos conselhos. Ela ainda vê algumas dificuldades que os alunos passam na escola e tenta arrumar um jeito de ajudar todos, porém, sem ninguém saber. Era o que ela achava, pois durante a votação da escola para o próximo presidente estudantil, sem nem mesmo ela ter se candidatado, Marcie acaba sendo eleita a nova presidente, pois todos sabiam o que ela vinha fazendo para ajudar. Porém, apesar de querer ajudar a todos, Marcie é introvertida demais para falar em público e acaba surtando e fugindo diante dessa perspectiva, de ter de fazer um grande discurso de posse. Assim, ela se esconde em sua casa e acaba deixando Patty Pimentinha sozinha durante a final de golfe, onde claramente ela estava perdendo o campeonamento. 










Ano de lançamento 2023

Duração 40m

Direção Raymond S. Percy



Trailer 





Minhas divagações 

Da turminha do Peanuts, meu personagem preferido sempre será o Charlie Brown. Mas a Marcie sempre me cativou por sua personalidade inteligente, por sempre estar mais na dela e principalmente por aguentar as loucuras da Patty Pimentinha. Amei esse curta por mostrar um pouco mais sobre a Marcie. 

Patty Pimentinha está participando de um campeonato de golfe da escola. A pergunta é: o que o Snoopy está fazendo ali nas finais, se nem estudante ele é. Mais um dos mistérios que envolvem esse cachorro. Mas enfim, por mais que pareça que a Patty esteja levando vantagem em cima da Marcie, pois ela só consegue chegar nas finais, porque a Marcie lhe dá ótimas dicas de como jogar, Patty reconhece o mérito da amiga. E mesmo o foco não sendo nosso querido Charlie Brown, ele aparece e Marcie lhe pede conselhos. E sem querer, ele diz algo que ilumina a mente da Marcie e acaba lhe ajudando, fazendo com que ele se sinta bem por isso. Gosto quando ele faz algo e dá certo, mesmo sem querer. 

Marcie é prestativa e gosta de ajudar os outros, mas é muito tímida. Ela não se sente bem no meio da multidão. Nisso, ela me representa totalmente. O fato dela ajudar com alguns problemas da escola, foi só por isso mesmo, para ajudar, pois ela já tinha dito para a Patty, que tinha sugerido que Marcie poderia se candidatar a presidência da escola, mas Marcie garantiu que não é isso o que ela quer. Tanto que quando ela ganhou sem nem mesmo ter participado, ela entra em pânico diante da perspectiva de falar em público e se esconde em sua casa. 

Enquanto Marcie não chega para ajudar Patty Pimentinha no golfe, Charlie Brown está no seu lugar, claramente ele não entende nada de golfe e claramente Patty está perdendo o campeonato. Mas, Marcie acaba aparecendo e consegue resolver sua questão sobre falar em público. Apesar de ter sido breve a sua presidência, pelo menos ela conseguiu falar em público e ainda se expressar. E sem saber, ela ainda tinha uma fã que se identificava com ela e a admirava. 

Foi uma historinha curta mas foi divertida e fofinha. As histórias dessa turminha sempre foram cheias de significados e reflexões, mas também com momentos engraçados e divertidos. A estética do desenho mudou bastante ao longo dos anos, mas é o que acontece com a maioria dos desenhos antigos e não tem como negar que está linda. 

Vendo os mais antigos, percebemos até a mudança no áudio. A estética do desenho nos antigos, era bem diferente por parecer mesmo tirado das tirinhas dos jornais. Eram imperfeitas porque seu criador passou por um problema de saúde e seus traços eram tremidos e ele usou isso em seu favor, deixando sua marca inconfundível. 

Geralmente os episódios são focados nos medos e anseios do Charlie Brown. Quando alguém desabafa com ele, ele mesmo diz que não é a melhor pessoa do mundo para dar conselhos, uma vez que sua vida é cheia de desastres. No entanto, ao contrário de quando é ele quem pede ajuda, ele consegue dar ótimos conselhos mesmo sem querer. É assim que ele ajuda a Marcie. A diferença da Marcie, é que ela é apenas introvertida. Ela se sente confortável em estar sozinha ou apenas com poucos amigos. Tanto que no final termina com ela sorridente no pátio da escola vendo todos conversando ou estando com alguém, mas ela permanece sentada sozinha porém feliz. 

Nas histórias anteriores, a Marcie parecia mais inteligente porém um pouco atrapalhada. Mas, ninguém supera a Patty Pimentinha. Essa dupla dava um ótimo equilíbrio. Assim como Charlie Brown e Linus. Linus parece mais centrado, maduro, mas quando se trata de seu cobertor, essa aparência cai por terra. Conhecer mais a Marcie foi importante. Demorou até para fazerem um especial desse tipo. Embora ache que se desse mais tempo de tela para outros personagens, também seria interessante. 


Nota pessoal 10/10

domingo, 11 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] A Garota das sapatilhas brancas - Divagando Sempre

 


Olá Divosos leitores. Hoje trago um livro que esperei muito para ler e foi... a maior decepção. 





A HISTÓRIA 

Em A garota das sapatilhas brancas, conta o lado de Daniel Lobos. A única pessoa que ao conhecer Melissa, uma garota mimada e preconceituosa, que só via o balé como prioridade na vida, enxergou nela muito mais do que ela aparentava e através de um acordo entre os dois, ele tentou lhe mostrar o que a vida e as pessoas tem a oferecer de bom. Por mais difícil que fosse acreditar, Melissa aceita o desafio com a certeza de que o garoto iria perder. Porém, ele foi o farol que salvou Melissa da escuridão e ela devolveu as cores ao seu mundo. Mas durante esse tempo, ele escondeu um segredo dela que poderia mudar tudo. Aqui, vemos o lado de Daniel, como descobriu sua doença, como conheceu Melissa e como lidou com tudo até o fim. A primeira versão sob o ponto de vista de Melissa se chama, O garoto do cachecol vermelho. 



Ano de publicação 2017

Páginas 182

Autor/a Ana Beatriz Brandão



Minhas divagações 

Vamos lá. Eu li O garoto do cachecol vermelho um tempo atrás, então, não me lembrava muito bem da história. Lembrava que era triste e por alguma razão eu tinha amado a história. Será que por ser pelo ponto de vista de Melissa, ela não foi tão insuportável? Me recuso a acreditar que eu amaria o livro se soubesse o quanto ela era insuportável. E não, não sinto a menor vontade de reler para confirmar. A garota das sapatilhas brancas foi uma leitura tremendamente cansativa. Daniel ainda é um personagem cativante, só aguentei terminar a leitura por ele. Não lembro como foi o modo de escrita do anterior, mas nesse, achei horrível por misturar a ordem cronológica, uma hora é o tempo presente, depois muda para tantos anos antes, depois horas antes, de repente é dias depois... sim, sou chata para isso. Prefiro seguir o tempo como ele é, ou talvez só peguei birra da escritora porque a história estava muito cansativa. 

A única coisa que amei, foi saber mais detalhes sobre a vida de Daniel. Como ele descobriu sua doença, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), como ele e sua família lidou com isso e como ele contaria para Melissa sobre isso. Como eu disse antes, não lembrava muita coisa do livro anterior, então se me perguntassem, recomendaria esse. Apesar de algumas críticas positivas sobre o livro que li, muitos concordam que não havia necessidade desse, pois quem lembra da história achou meio repetitivo. Concordo que não havia necessidade desse, pois acredito que o anterior terminou bem fechadinho, por isso a autora fez pela visão de Daniel. Por mais que na minha memória eu tivesse amado o livro anterior, nesse eu peguei um ódio tremendo da Melissa, que desfez todo meu encanto pelo garoto do cachecol vermelho. 

Nesse, a Melissa foi egoísta, cega e extremamente insuportável. As coisas que ela falava da amiga do Daniel, que até esqueci o nome, por ciúmes, era insuportável. Tantas coisas que eles passaram juntos, em nenhum momento senti que ela estava se apaixonando por ele. Porque como eu disse, a questão da escrita ficar embaralhando a ordem cronológica dos acontecimentos não colaborou muito para nos aproximar do casal. Uma hora eles estavam juntos, na outra estavam saindo a primeira vez, depois ela estava chorando a perda... gente, foi muito sem graça. Fora a repetição do nome da doença dele, já entendemos Ana Beatriz, que ele tem Esclerose, não precisava repetir tantas vezes. Não é como se poderíamos esquecer disso. 

No primeiro livro, puxando pela memória, não lembro de ter tido tantos conflitos, não imaginava que os amigos de Daniel eram contra ele ficar com Melissa. Mesmo que ela tenha passado por tantos problemas, não justifica sua personalidade tão detestável. Já vi personagens que passaram pelo pior e nem assim se tornaram tão odiável quanto ela. Se ela fosse só perfeccionista em querer ser uma bailarina e mimada, já bastava, colocar desculpas depois do porque ela ser assim, tornou ela ainda mais detestável. O único momento que gostei da parte dela, foi a história que a mãe dela contou de como perdeu o marido. A parte que mais odiei da Melissa, foi quando Daniel foi atrás dela para contar a verdade. E mesmo assim, sua reação foi a mais insuportável possível. Eu não tenho a capacidade do Daniel de perdoar. Tudo o que ela falou, mesmo sendo naquele momento entre choque e outras coisas, eu teria mandado ela seguir com a vida dela como ela queria e me esquecer. Jamais teria voltado para ela. Mas isso, só porque peguei ódio dela mesmo. Mas eu guardaria aquelas palavras no coração. Porque ele escondeu a verdade porque ele sabia como as pessoas o tratavam e ele não queria ser tratado assim nem que ela ficasse com ele por pena. Agora, falar as coisas que ela falou, pode até ter saído do clichê habitual, mas só me fez odiar ainda mais essa menina. 

Na verdade, esse volume foi cheio de problemas e se eu amava o garoto do cachecol vermelho, passou a ser o livro que jamais leria novamente. E a garota das sapatilhas brancas passou a ser a causa pelo meu desgosto dessa história. Esperei tanto para conseguir esse livro e foi a maior decepção da minha vida. 


Nota pessoal 4/10

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 71:into the fire (71:no meio do fogo) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse filme inspirado em uma triste história real, onde 71 estudantes soldados protegeram um local contra a invasão norte coreana, por 11 horas. 






A HISTÓRIA 

Em 1950, aconteceu a Guerra da Coreia entre as Coreias do Norte e Sul. Os sul coreanos juntaram toda a sua força militar para a região sul do Rio Nakdong para evitar uma invasão e forçando um comandante de uma unidade de defesa, confiar a 71 alunos soldados inexperientes a proteger a área de Pohang, abrigados em uma escola fundamental para meninas, contra um exército norte coreano fortemente armados, que avançam em sua direção. Os alunos soldados sem treinamento e com medo, só podem esperar pela chegada dos reforços enquanto tentam retardar os avanços dos Norte coreanos. Coisa que conseguiram por 11 horas até que o comandante Kang finalmente chegasse com reforços, embora conseguissem evitar o avanço dos inimigos, infelizmente o comandante chega tarde demais. 













Ano de lançamento 2010

Duração 2h

Direção John H. Lee

Elenco T.O.P, Cha Seung-Won, Kim Seung-Woo, Kwon Sang-Woo



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti esse filme a primeira vez, lá pelo ano de 2011, 2012 e tudo pelo T.O.P, que na época eu acompanhava K-pop e era muito fã de Big Bang, grupo que o T.O.P fez parte. Recentemente ele fez participação na série Round 6 e foi muito criticado principalmente por quem não o conhecia. Mas para quem já era fã dele, adorou sua participação. Seu personagem era de caráter totalmente duvidosa e eu esperava que ele fosse ficar mais tempo, gostaria de tê-lo visto mais para frente, só para ver como reagiria a certas ocasiões. Sua morte precoce foi ridícula, admito, mas sua atuação foi incrível. Enquanto no grupo, T.O.P tem uma voz maravilhosa e era o rapper. Geralmente aparentava ser tímido e ao mesmo tempo era bem engraçado. Mas do grupo eu era fã mesmo do Taeyang.

Enfim, voltando ao filme, quando assisti, talvez meu foco fosse mais no T.O.P, então não me lembrava muito da história. Me lembrava de uma cena que na época havia me deixado chocada, que era quando foram enterrar os corpos dos soldados mortos e uns garotos puxaram o corpo e o braço saía mostrando os vermes já nele. Vendo hoje, acho que já me acostumei com tantos filmes de guerra que não sei porque na época me senti mal. Porém, o que me chocou nesse e que eu havia esquecido, era que o T.O.P, fazia parte do grupo de estudantes soldados que ficaram incubidos de proteger um local dos Norte coreanos. Foram 71 soldados jovens, sem experiências e que não acreditavam que poderiam enfrentar de fato a morte de perto. 

O comandante Kang que já tinha visto T.O.P no campo de batalha, deixa ele como soldado experiente junto com mais dois, para comandar o grupo de estudantes. Tinha alguns que eram delinquentes presos por homicídio que se voluntariaram para a guerra. Vê-se claramente que T.O.P não se sentia confortável em liderar ninguém, ainda mais aquele grupo de desajustados. Tinha um que odiei quando chegou e obviamente quis enfrentar T.O.P. Eu fico falando T.O.P mas seu personagem se chamava Jang-Beom. Apesar das dificuldades, ele conseguiu ser um bom líder e junto com os outros, conseguiram segurar os Norte coreanos por 11 horas naquele local, até a chegada do comandante Kang, que só demorou porque não conseguia mais soldados para ajudá-los daquele lado. Sorte que um aliado americano lhe deu umas bombas e assim ele foi até a escola onde os alunos defendiam o local. Embora um pouco tarde, mas já era de se esperar que teríamos baixas nessa guerra. 

Minha lembrança do T.O.P nesse filme, era de que ele quase não falava. Mas ele falou sim e muito até. Seu crescimento na história foi incrível e de uma certa forma, ele era o protagonista da história. Fazer um filme de guerra não é fácil, ainda mais inspirado em caso real. O filme foi baseado principalmente nas cartas que encontraram de um dos soldados, que imagino que fosse o Jang-Beom, já que era ele quem sempre aparecia escrevendo cartas para sua mãe. Os detalhes enquanto aguardavam o retorno do comandante, as intrigas causadas pelos desajustados, suas impressões e medos, ele relatou tudo nas cartas. Porém, o depois, ficou a cargo do comandante provavelmente, já que quando chegou, o pior já havia passado. 

Um soldado que achei bem detestável no início, foi o Ko Gap-Jo. Típico jovem rebelde que confesso que cheguei a pensar que ele fosse atirar nos próprios companheiros. De tão idiota que ele parecia ser. No entanto, a guerra muda qualquer um e no final ele se redimiu, pelo menos comigo, terminando daquela forma junto com Jang-Beom. 

Também reconheci outro rosto, que já vi  outros filmes e doramas e olha, como vilão, ele é incrível. Estou falando do Cha Seung-Won. Seu papel como líder Norte coreano foi magnifico. Senti um ódio dele mas ao mesmo tempo admiração. Se ele não tivesse cismado com aquele local onde os estudantes estavam, nada daquilo teria acontecido. Fora que ele estar ali era um mero capricho dele, quando na verdade era para ter ido para outro lugar. Agora, quem não ficou satisfeito quando ele calou de vez aquele subordinado chato e insuportável. Pelo menos eu fiquei. Achei até que ele demorou para tomar essa atitude. Fora que ele subestimou os estudantes e não esperava que eles fossem ficar e proteger o local. Ele deu a opção dos estudantes rastearem a bandeira branca e fugirem, pois contava que eles eram jovens e inexperientes, jamais que fossem determinados a ficar e proteger o local. O que lhe custou muito na verdade. 

Guerra é e sempre será uma coisa estúpida feita por homens estúpidos. Forçando homens de família, filhos e nesse caso, jovens estudantes a caminhar para a morte, lutando por algo que nem foram eles que criaram enquanto os responsáveis ficam sentados em suas salas aguardando a vitória. 

No mais, apesar da história triste, filmes de guerra são sempre chocantes e marcantes. Se T.O.P tivesse investido mais nessa carreira, hoje estaria fazendo doramas até hoje. Não sei se esse foi o primeiro trabalho dele como ator, mas já aqui achei ele sensacional. Round 6 não deu muito certo, porque a segunda temporada já foi cheia de falhas. Vi gente comentando que T.O.P estava interpretando ele mesmo. Mas acho que confundiram ele com seus vídeos e o que ele é na vida real. Eu como fã, achei que ele interpretou muito bem seu papel, só teve uma morte ridícula. 

Porém, aqui, ele representou uma história real e inesquecível. Quem não chorou com o final quando o comandante finalmente chega? Recomendo ver. Vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

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