terça-feira, 6 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Turma da Mônica em: Uma aventura no tempo - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa animação brasileira mais amada pela criançada e por adultos também.








A HISTÓRIA 

Franjinha está em seu laboratório terminando sua mais nova máquina do tempo, alimentada pela energia dos quatro elementos contidas em frascos. Enquanto isso, do outro lado do bairro, Mônica e Magali aguardam a chegada do Cebolinha e Cascão para um piquenique que eles mesmos inventaram. Porém, era tudo um plano do Cebolinha para pegar o coelhinho de pelúcia, Sansão, da Mônica. Os meninos fogem para o laboratório do Franjinha e Mônica acidentalmente acerta a máquina dele quando tentava pegar o Cebolinha. A máquina entra em pane e acaba mandando os elementos para diferentes períodos no tempo. Franjinha então diz que se os frascos não forem recuperados, o tempo deixará de fluir e tudo será congelado. 

Franjinha então pede a ajuda dos quatro amigos para recuperarem os elementos. Mônica e Bidu vão parar na pré-história onde devem recuperar o elemento do fogo, Cascão vai parar no período colonial e para sua infelicidade, seu elemento é  a água, Cebolinha vai para o futuro no século XXX atrás do elemento ar e Magali vai para alguns anos no passado e deve recuperar o elemento terra. Cada um vai enfrentar dificuldades surreais mas também vão aprender os valores de cada elemento. 











Ano de lançamento 2007

Duração 1h 20m

Direção Maurício de Souza 



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti essa animação inúmeras vezes anos atrás e mesmo agora depois de uns anos, continua tão bom quanto na época. Eu praticamente cresci com essa turminha, eu aprendi a ler com seus gibis e a primeira animação que vi deles, foi um especial de Natal sobre uma estrelinha que cai na Terra e a Mônica vai ajudar. Desde então, saiu outras animações mas a mais famosa com certeza foram as historinhas no Cine Gibi, que consiste em uma máquina inventada pelo Franjinha que reproduz as histórias dos gibis para uma tela de cinema. E sempre tem um tema que leva a turminha para o cinema. Porém, a história da máquina do tempo é diferente e talvez por isso é bem especial para mim. 

A turma é separada para ir atrás dos quatro elementos e cada um viverá uma aventura inesquecível. Mônica vai parar na pré-história e conhece Piteco. Vemos o Horácio e a Thuga. Para recuperar o elemento fogo, Mônica terá que enfrentar um vulcão em erupção, que era nada mais nada menos, um homem das cavernas com o elemento fogo, tentando assustar os outros para conseguir ficar com a Thuga.

Cascão vai parar no período colonial e conhece Papa-Capim e sua tribo indígena. Ele terá que recuperar o elemento água e ajudar Papa-Capim contra um bandeirante que usa o elemento  para secar o rio e minerar ouro, deixando os animais e a tribo na seca, passando fome e sede. Como Cascão caiu do céu, os indígenas pensam que ele é um salvador e mesmo que tenha ficado penalizado com o que a falta de água causa na natureza e aos animais, ele e Papa-Capim são apenas duas crianças contra um homem grande como o bandeirante é. 

Cebolinha vai para o espaço no futuro e conhece Astronauta. O inimigo é uma bela alienígena que se denomina Cabeleira Negra e trará enormes problemas para Cebolinha, pois ela não suporta quem fala errado. Astronauta fica congelado por ter sido pego despreparado pela beleza da inimiga, deixando Cebolinha sozinho tendo que lidar com a intrusa. Porém, ela consegue roubar o elemento ar porque Cebolinha tem preocupações maiores como evitar de se transformar em um ratinho.

Por sua vez, Magali vai uns anos para o passado, quando ela e a turminha ainda eram bebês e terá que enfrentar uma Mônica bebê furiosa para conseguir o elemento terra. Ainda reencontra sua mãe que a confunde com sua prima que ao contrário da Magali, vive de dieta. Mas, o maior problema é quando a Mônica bebê não entrega de jeito nenhum o elemento causando um terremoto no bairro.

Mesmo que esteja em seu laboratório, Franjinha não está seguro. A turminha não tem muito tempo para recuperar os elementos agora, já que o tempo presente começa a congelar. Vemos Chico Bento pescando, Rolo e outros personagens sentindo os efeitos. 

Embora separados, após recuperar um elemento, o outro vai ajudar alguém que precisa, Mônica acaba indo ajudar Cascão e Cascão o Cebolinha. Que diga-se de passagem, foi o mais Hilário por quase se transformar em ratinho por não conseguir desarmar a armadilha da Cabeleira Negra por causa da sua troca de r por l. E no final, todos vão ajudar Magali contra a Mônica bebê. 

A história em si foi fenomenal, a música tema não sai da cabeça e a lição que cada um aprendeu com os elementos é maravilhosa. Embora a gente saiba que nas próximas histórias as coisas vão continuar a mesma. Cebolinha fazendo planos para pegar o Sansão, Mônica ficando nervosa e correndo atrás dele, Cascão se negando a tomar banho e Magali sendo a comilona de sempre. Mas cada história trás alegria e um quentinho no coração, principalmente para fãs dessa turminha. Fazia tempo que eu queria rever esse filminho. E valeu muito a pena.

E, não poderia deixar de compartilhar, a música de encerramento  Máquina do tempo da banda 9volts. Pelas minhas pesquisas a banda segue ativa e tem relação com os estúdios do Maurício de Souza, os integrantes trabalham como dubladores e fazem parte da direção musical do estúdio. Por isso a musiquinha casou bem com o filminho.





Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 1 Litro de Lágrimas (Ichi rittoru no namida) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. A história hoje é inspirada em um caso real e com certeza te fará chorar 1 litro de lágrimas...






A HISTÓRIA 

Ikeuchi Aya tem 15 anos e vive com sua família onde seu pai tem uma loja de tofu e a mãe trabalha como higienista. Aya tem mais três irmãos mais novos, Ako, Hiroki e Rika. Quando Aya passa a ter pequenos acidentes como cair ou derrubar coisas, sua mãe sugere procurar um médico e fazer exames só por precaução. Uma das primeiras quedas sérias, foi quando Aya ia para a escola fazer um exame importante e é socorrida por Asou Haruto, que por coincidência também estava indo prestar a prova, mas ao contrário dela, não estava muito determinado a fazê-la. Asou leva Aya de bicicleta até a enfermaria da escola e acreditava que como chegaram atrasados, não poderiam fazer a prova. Felizmente para Aya, devido ao acidente conseguiram fazer o teste, com menos tempo que os outros mas os dois conseguiram passar e acabam estudando na mesma turma. Mas, a queda que deixou a mãe de Aya preocupada foi quando esta ia para a escola e caiu ferindo o rosto. Após alguns exames sua mãe descobre então que Aya tem Degeneração Espinocerebelar, uma doença incurável que deteriora o cérebro, com o tempo o paciente não anda, não fala e não come mais, mas não afeta a mente nem a memória. 

A mãe de Aya foi a primeira a saber e tentou ao máximo esconder da filha seu diagnóstico, mas Aya acaba descobrindo sozinha e sua maior pergunta era: Por que essa doença me escolheu? Não só a vida de Aya mudou, mas a de todos ao seu redor, tanto no ambiente familiar como no escolar, todos aprenderam a se adaptar à nova condição dela. No entanto, o mais difícil foi no ambiente escolar, pois apesar de seu diagnóstico Aya, queria aproveitar ao máximo sua vida escolar, porém, quando já estava difícil caminhar, seus atrasos passou a ser um problema para todos, a ponto de na reunião de pais, os pais sugerirem a mãe de Aya que a transferisse para uma escola mais apropriada. Após um tempo, a própria Aya decide se transferir fazendo um discurso emocionante ao se despedir de sua turma. Aya viveu vários momentos difíceis e emocionantes, mas sempre com o apoio de sua família. Seus diários viraram palavras motivacionais para outros pacientes que viviam a mesma condição que ela e lutaram como ela a viver até seus últimos dias. 












Ano de lançamento 2005

1 temporada 11 episódios 

Direção Masanori Murakami

Elenco Sawajiri Erika, Nishikido Ryo, Yakushimaru Hiroko, Jinnai Takanori, Narumi Riko, Fujiki Naohito



Trailer (resumo da história)





Minhas divagações 

" O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais "

1 litro de lágrimas foi meu primeiro dorama japonês e na época, chorei 2 litros de lágrimas, cada episódio era uma caixa de lenços usados. Embora, 20 anos depois, o dorama segue sendo tão emocionante quanto foi na época. A história de Aya embora triste, também foi uma lição de vida para todos que conheceram suas lutas, suas dificuldades, suas dúvidas e medos. Pois descobrir uma doença incurável e degenerativa aos 15 anos, nos faz questionar as injustiças da vida. Por isso sua mãe demorou a lhe contar seu diagnóstico e por isso Aya quis continuar frequentando a escola o máximo que pôde. Embora na vida real, Aya não tenha contado com a ajuda de um Asou-kun, ela teve sua família e amigos lhe dando apoio.

Na época em que o dorama fez sucesso, eu havia lido que a mãe de Aya quem havia pedido para mudar um pouco a história e colocar o personagem Asou. Na verdade, achei que ficou bem tipico de dorama mesmo, embora ache que se não tivesse esse personagem, teria sido um pouco mais triste e solitário a vida de Aya. Que acho que como toda adolescente gostaria de ter a chance de se apaixonar, de amar e ser amada. O que me faz questionar se a parte do senpai, acho que se chamava Kawamoto, um aluno mais velho que jogava basquete e que havia a convidado para sair, foi real também? Achei a decisão dele bem covarde de não ter ido ao encontro. Teria sido menos desumano se ele tivesse ido e depois pedido desculpas para não continuarem se vendo, devido às dificuldades de condição de saúde dela. Ele poderia ter ao menos tentado. Se não fosse pelo Asou, ela ficaria na chuva quanto tempo esperando o outro menino?

Outra questão se foi real para mim, seria a parte da reunião escolar onde os pais manifestam seu desagrado no fato da condição de Aya "atrapalhar" seus filhos na escola. Não existia empatia nessa época ou o ser humano é tão desagradável assim mesmo? Infelizmente seria esse mesmo tipo de pessoa, que faria Hiro, o irmão de Aya, ter momentos de vergonha antes de Ako lhe dar o maior sermão. Chorei horrores nessa parte na época, porque Ako, era o tipo de irmã que vivia implicando com Aya por ela ser perfeita demais enquanto que ela era cheia de defeitos, mas seu crescimento na história foi emocionante. Ela percebeu as dificuldades da irmã antes de admitirem que Aya tinha um problema e achava estranho, mas a mãe sempre desconversava. Ako, apesar de muitas vezes aparentar estar incomodada em ajudar a família, foi a que mais evoluiu e me conquistou na trama. 

Os pais da Aya me davam nos nervos as vezes, principalmente a mãe que esperou demais para contar a filha e a família o que acontecia com Aya. Eu entendo que como mãe, era difícil de aceitar um diagnóstico desses para alguém tão jovem que tinha uma vida inteira pela frente. E também entendo que para qualquer um é extremamente difícil aceitar uma doença incurável, mas ignorar os efeitos que essa demora em contar principalmente para a Aya, poderia ter ganho mais tempo para ela se planejar melhor. Na minha memória, os pais dela não eram tão irritantes e barulhentos. 

E claro, temos o Asou-kun. Na época, eu era apaixonada por esse ator, o conheci nesse dorama e depois vi outro dele. Nishikido Ryo é cantor, fazia parte do grupo Kanjani8 e News. É muito comum ver cantores se aventurando na atuação. E achei Nishikido perfeito no papel de Asou. Ele tinha seus próprios problemas familiares e seu pai exigia muito dele, principalmente após a morte de seu irmão mais velho. Mas contrariando todas as expectativas, ele continuou ao lado da Aya até o final. Acho que o modo como o colocaram na história, foi digno de romance adolescente. Ele a ajudou quando ela caiu a primeira vez e como seu pai trabalhava no hospital, eventualmente ele acabou descobrindo sua doença. Ele também ficou com ela quando o senpai deu os canos nela e se confessou para ela e ainda a levou para um encontro. 

Mas o dorama não é apenas sobre um impossível romance adolescente, se trata principalmente sobre a aceitação de uma doença incurável na adolescência. Aya tinha muitos sonhos, e embora atinja muitas pessoas, sua história ficou famosa por sua determinação em continuar vivendo. O que antes era uma obrigação, escrever seus dias acabou se tornando sua maneira de continuar viva. Sua jornada foi eternizada através de seus diários e todos conhecem ou podem conhecer sua história. A primeira vez que se vê com certeza derramará 1 litro de lágrimas. 

É um dorama que me marcou muito e por anos não queria ver de novo porque sabia que era triste demais. Mas continua tão bom quanto na época. Recomendo ver com lenços do lado. 

Uma das músicas que ouvi várias vezes depois que vi o dorama. Remioromen/Konayuki


A verdadeira Aya 




Nota pessoal 10/10

domingo, 4 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Estilhaça-me - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago esse livro muito falado mas que infelizmente para mim, foi muito confuso e cansativo de ler. 






A HISTÓRIA 

Em um futuro distante, o planeta vive um colapso e as reservas naturais estão esgotadas. Com isso surgiu um grupo que prometia resolver as coisas, o Restabelecimento. Em meio ao caos, Juliette, uma garota de 17 anos, está presa a quase um ano em um hospício por matar acidentalmente um garotinho, com apenas um toque. Por algum motivo ainda desconhecido, ao tocar alguém, a pessoa sofre horrivelmente e se Juliette não retirar a mão no tempo certo a pessoa pode morrer. Sendo assim, sua própria família a teme e desde então, ela é mantida isolada sofrendo tortura física e psicológica, tendo apenas um diário que mantém escondido. 

Um dia, tudo muda, quando um garoto é colocado na mesma cela que ela. Para sua surpresa, ela o conhece, mas acredita que ele não se lembra dela. Com o passar dos dias, eles acabam se aliando. Porém, eis que surge Warner, que tem como objetivo utilizar Juliette como arma contra o Restabelecimento. Contrária aos planos de seu captor, ao mesmo tempo que descobre a traição de Adam, seu colega de cela, ela também descobre seu plano para libertá-la e que na verdade também estava atrás dela. Os dois então tentam fugir de Warner, mas com certeza ele não deixaria Juliette escapar tão facilmente. 



Ano de publicação 2011

Páginas 304

Autor/a Tahereh Mafi



Minhas divagações 

Mais um dos livros que fui conferir por ser muito falado mas, acabou sendo uma leitura bem difícil. Achei a escrita horrível de se ler. Tudo bem que pode ser que a autora quis nos passar o que se passava na mente confusa de Juliette, mas achei as frases riscadas e as repetições muito confusas e algumas vezes foi muito cansativo. 

Achei Juliette uma personagem sem graça e muitas vezes não a suportava. Por ela não saber o que estava acontecendo e com isso nos fazer passar o mesmo que ela, para mim foi muito exaustivo. Como é o primeiro de sei lá quantas sequências, não achei muito inspirador a continuar, porém, o final foi até que interessante. Eu sou aberta a novas experiências e qualquer tipo de leitura, mas isso não quer dizer que eu vá acabar gostando no final. Me manter na minha zona de conforto seria o ideal, mas não conheceria tantos autores e histórias diferentes. A única ruim que achei nessa leitura, é o fato de nos deixar confusos como a garota. 

Só fui entender o motivo dessa escrita quando alguém me aconselhou a não desistir porque o segundo livro fica melhor e esse primeiro é confuso porque acompanhamos sob a perspectiva de Juliette. Talvez se não fosse por isso, eu teria gostado mais. Ficava o tempo todo me perguntando o que ela teria feito para ficar presa daquela forma. E acredito que ela não tentou fugir porque realmente se culpava pela morte do garotinho e como não entendia seu poder, se achava um monstro. O modo como o garotinho morreu, eu sinceramente acreditava que fosse algo bem mais sinistro, pois para manterem ela presa dessa forma. E conforme fui entendendo seu problema com o toque, pensei que era bem mais avassalador. 

Quando Adam chega na cela, seu erro foi ser desde o início escroto com ela, lógico que ela não responderia nenhuma pergunta. Quando Warner aparece e a tira da prisão sem muitas explicações, em vez de atiçar minha curiosidade, na verdade só me deixou mais entendida. Pois nada de fato era revelado e seguia uma confusão de quem poderia ser confiável. As histórias contadas dos dois lados confundia demais e admito que a jogada de fazer isso para nos confundir e nos fazer sentir na pele como Juliette se sentia foi genial. Mas sem preparo ou aviso sobre essa visão, confesso que para leitores distraídos como eu, passaria despercebido e só entendi depois que terminei a leitura e alguém me falou sobre essa visão de sentir o que Juliette sentia. Depois até fez sentido mas eu já estava amargurada com a história. 

Adam e Warner querem a mesma coisa mas são opostos um do outro e estão em lados opostos dessa guerra. Não contou muito sobre Warner mas pelo que Juliette viu, ele parece ser o inimigo insano e maligno. Já Adam, ela viu que muita coisa aconteceu com ele desde a última vez que o viu nos tempos de escola e seu interesse nela tem quase o mesmo propósito de Warner, porém, é fazê-la entender seu poder e usá-lo para uma causa que ele acredita ser o certo. 

Confesso que o final me deixou curiosa para saber o que vem a seguir, sendo tantos livros e contos, não imagino o que esperar, mas eu geralmente não curto muito sagas muito longas. Geralmente os personagens crescem e sofrem a história toda até chegar a um final glorioso. Embora o fato instigante nessa história em questão, seria descobrir mais sobre o porquê de alguns terem certos poderes e por que Adam pode tocar Juliette. Sim minha gente, apesar de seu toque ser mortal, tem pessoas que ela pode tocar e sim, pessoas, no plural, mas a outra pessoa ainda está em processo de compreensão, ambas as partes tentam acreditar no que viram e isso sim, deixa muito espaço para teorias sobre quem Juliette é. Espero que no próximo muitos pontos sejam mais explicados e que por favor, não seja mais sobre a perspectiva confusa dessa menina. Não aguentaria ler uma saga inteira dessa forma. 

Com isso, agora tenho certeza que todo livro que está no hype, eu não vou gostar. Foi assim com Verity, A empregada e agora esse. Dos que me lembro claro, acho que tinha os da Sarah J. Maas também, mas pelo menos a trilogia da Cidade da Lua Crescente eu consegui terminar. É um mundo fantasioso cheio de intrigas, disputas políticas, romance e poderes até com potencial enorme, mas sempre acabam sendo desgastantes para mim. Embora pelo menos o universo da Sarah seja muito mais interessante. Mas cada autora trabalha em um certo problema mas isso não vem ao caso. Estilhaça-me foi algo completamente diferente do que havia imaginado. Na verdade não sei o que esperava mas com aquele final, sim, pretendo dar uma chance ao segundo para descobrir mais sobre o que acontece com Juliette. E com certeza acabarei lendo todos porque tenho o costume de demorar tanto para ler sequências que acabo esquecendo o motivo de ter enrolado tanto para continuar. 

Não foi uma leitura excepcional e só valeu a pena para mim no final, não é um livro que eu recomendaria como um de meus favoritos, mas recomendo ler para julgar com seus próprios olhos. Muitos dizem ser bom, mas nem no final, nem todos podem concordar.


Nota pessoal 6/10

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Parte da Decoração (minibook) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Uma leiturinha leve de Natal para não passar em branco. 






A HISTÓRIA 

Arielle, depois de sofrer uma desilusão amorosa, agora mora com a mãe e para evitar seus comentários sobre o que está fazendo com sua vida, ela prefere sair cedo para o trabalho, mesmo que só comece mais tarde para evitá-la. Arielle trabalha como ajudante de Papai Noel no shopping, onde inúmeras crianças passam por ali querendo tirar fotos com o bom velhinho. É assim que ela acaba conhecendo Maricota e seu pai Breno. Arielle e Maricota tem uma conexão instantânea e Maricota sempre que pode, consegue convencer o pai a levá-la ao shopping para ver Arielle. 

Arielle por sua vez, mesmo encantada com Maricota e seu pai, acha que o Papai Noel tem interesse no pai da criança e faz de tudo para que os dois se aproximem mais. Ao mesmo tempo seu ex-noivo aparece e quer tentar voltar com ela novamente. Fora seu estresse de procurar um presente ideal para sua mãe exigente. Em meio a tanta confusão em uma época tão corrida, Arielle vive um verdadeiro conto de Natal.



Ano de publicação 2022

Páginas 100

Autor/a  Aimee Oliveira 


Minhas divagações 

Por ser um minibook e autora brasileira, a leitura até que foi agradável, mas nada surpreendente. A questão de Arielle fugir do ex-noivo era até instigante, pois dava curiosidade para saber o motivo. Cruel o que ela passou e muito sacana da parte dele querer voltar depois de tudo. 

O relacionamento com a mãe, foi insuportável. Odeio esse tipo de mãe que mesmo vendo o quanto o cara fez a filha sofrer, ainda espera que ela volte com ele? Me poupe né. Não gostei dessa mulher do início ao fim. 

De onde Arielle tirou que o Papai Noel tinha interesse amoroso no pai da Maricota? Misericórdia. A história poderia ter passado melhor sem essa. Isso foi ridículo demais. Agora, se tivesse deixado bem claro suas intenções, aí sim, seria interessante de ver isso. Mas, era bem óbvio que o bom velhinho estava empurrando Arielle para o pai da Maricota.

Porém, aqui temos outra questão. Em que momento Breno mostrou interesse em Arielle? Mesmo sendo uma história curtinha, acho que essa parte poderia ter sido trabalhada melhor. Nenhuma troca de olhar, nenhum sorriso insinuante. Breno parecia o típico pai ocupado e casado. Não teve detalhe sobre aliança, se usava ou não, não teve comentário sobre o fato de Maricota sempre estar com o pai e não falar nada de mãe,  Breno só interagia com Arielle para falar sobre a filha, ou seja, foi totalmente desprovida de romance para chegar naquele final super corrido. O único sentimento que ainda foi contraditório, foi quando Arielle estava com o ex e ali parecia que Breno sentiu um ciúmes. Mas fora isso, não senti química entre esses dois. 

Ou seja, teve vários elementos natalinos, mas faltou só o romance meloso de Natal mesmo. Teve situações engraçadas e emocionantes, mas só. Teve até a famosa magia de Natal. Mas, fica só por isso mesmo. Você, pelo menos eu, terminei a história e ficou no esquecimento depois. Uma pena. Pois tinha muito potencial para ser inesquecível. E o título então? Jamais pensaria em um romance de Natal,  embora seja um trocadilho interessante para o fato de Arielle tentar se esconder do ex se misturando a decoração de Natal. 

Mas fora essas pequenas insinuações, o bom velhinho encaminhou Arielle para ter uma amiga e um amor. Ao que ela interpretou tudo errado. Ela achava a companheira de trabalho uma rival e o pretendente ela achava que era interesse amoroso do papai Noel. Embora a situação pareça cômica, achei forçada e ridícula. Contos ou mini books não tem muita coerência mesmo, porque não há espaço para tudo ser trabalhado com detalhes. No fim, o resultado é assim mesmo. O que acaba estragando em partes a história. 


Nota pessoal 6/10

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

[Review/crítica] Scooby-Doo Natal assombrado - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um especial de Natal mas dessa vez com meu outro desenho animado preferido. 






A HISTÓRIA 

Scooby-Doo e a turma, estão curtindo uma temporada de férias de Natal, quando um monstro congelante aparece para acabar com os negócios de uma das mais famosas lojas de brinquedos do local. Havros Menkle, está desanimado pois os negócios não vão bem e se retira, deixando seu sobrinho Fabian que coloca a turma a par do que está acontecendo. Se não bastasse a baixa temporada, agora tem um monstro em forma de boneco de neve, assustando os possíveis clientes. Fabian conta para a turma uma lenda local que acha que seja uma maldição que tem assombrado seu tio. 

Obviamente a turma fica para investigar essa assombração e como sempre, vão acabar descobrindo quem seria o boneco de neve. 










Ano de lançamento 2012

Duração 22min

Direção Victor Cook



Trailer ( Início do filme porque não encontrei nenhum trailer )





Minhas divagações 

Nem no Natal nosso grupo de amigos escaparia de uma investigação assustadora. Enquanto o trio se diverte com o desfile de Natal, Salsicha e Scooby-Doo fazem o que sabem fazer de melhor, ou seja, comer. E é em uma dessas que eles avistam pela primeira vez o boneco de neve assustador que acaba com o desfile de Natal.

Eles se refugiam em uma loja de brinquedos e lá,  descobrem o que possivelmente pode ser o monstro congelante. Apesar dos protestos, Salsicha e Scooby acabam se separando do grupo para procurar pistas, o que sempre acaba terminando com eles encontrando o monstro e de uma forma cômica, prendendo o mesmo. 

Na maioria das histórias, o suspeito é meio óbvio. Aqui, eu suspeitei da pessoa errada porque já teve uma história parecida e o culpado havia feito isso pelos negócios. Mas, como é um especial de Natal, foi tudo rápido, então não teve toda aquela história mais elaborada como nos filmes animados, que aliás, tem aos montes e o meu preferido segue sendo o da ilha dos zumbis. 

Mesmo passando décadas, mesmo o visual, o ano ou a tecnologia mudando, o enredo é sempre o mesmo. Mas, nunca me canso disso. Os traços mudaram ao longo dos anos e claro, dubladores também, mas cada mistério continua sendo maravilhoso. E, apesar de todas as vezes o vilão ser humano, aqui, fomos pegos pela magia do Natal, nos apresentando o bom velhinho ajudando Salsicha e Scooby. 

Como é um especial curtinho, não tem muito o que dizer. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

[Review/crítica pessoal] O Natal de Charlie Brown (animação/curta metragem) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Feliz Natal para todos. Esse ano não fiz maratona de Natal. Porque aconteceram muitas coisas e também convenhamos, não tem tantos filmes bons de Natal para maratonar. E é sempre a mesma coisa. Talvez ano que vem eu faça.






A HISTÓRIA 

Charlie Brown, está desapontado com o valor comercial que o natal tem se transformado e fica deprimido nesse ano. Ao pedir conselhos para Lucy, ela sugere que ele dirija a peça de Natal que estão fazendo para se distrair e melhorar seu humor. Porém, ninguém leva seus comandos a sério e tudo piora quando ele é encarregado de trazer uma árvore de Natal e ele escolhe uma que ninguém aprova. 









Ano de lançamento 1965

Duração 30m

Direção Bill Melendez



Trailer





Minhas divagações 

Eu sempre amei Charlie Brown, nem tanto pelo Snoopy, sempre gostei mais do Charlie Brown, pois ele me representava em vários aspectos. Porém, ao longo dos anos, conforme você vai crescendo, vai entendendo melhor sobre esse personagem. Sempre achei ridículo o modo como tratavam Charlie, principalmente porque para mim, ele sempre foi atencioso com os outros. Nem mesmo no Natal, pegaram leve com ele. Mesmo que no final tudo se ajeite, acho algumas coisas desnecessárias. 

Nesse curta, nosso amigo Charlie Brown, está deprimido com a data de Natal ter deixado de ser simbólica e virado algo capitalista. Ele passa a procurar qual o sentido e o significado de Natal. Isso nos anos 60, se o criador refizesse essa história nos dias atuais, Charlie jamais encontraria o significado de Natal. Desde que eu me entendo por gente, Natal sempre foi sinônimo de presentes. 

Charlie ficou tão desanimado e como sempre foi procurar ajuda pedindo conselhos logo a quem? Lucy. Aquela que não perde uma oportunidade de zoar mais ainda o coitado. No entanto, apesar de tudo, ela acaba sugerindo que Charlie seja diretor da peça de Natal que estão ensaindo. Na verdade, tudo que fazem é tocar e dançar. Ninguém leva a sério o que Charlie tenta fazer e no fim, ele sai em busca de uma árvore de Natal, inspirado no que Linus disse sobre o que seria o Natal.

Mas, até mesmo uma simples tarefa como essa, acaba virando um desastre, quando ninguém aceita sua escolha para a árvore. O que nunca entendi nesse desenho, era o motivo das meninas odiarem tanto o Charlie Brown. Ele é atrapalhado mas só porque elas fazem isso com ele. Acho ele um amigo incrível. Acho que quando só aparece a turminha de sempre como Linus, Lucy, Schroeder e Sally, são mais divertidos. Acho que nessa época ainda não tinha saído a Patty Pimentinha e Marcie. Mas tem umas meninas que andam em grupo, muito metidinhas, que só mencionar o Charlie Brown que reviram os olhos. Eu nunca gostei dessas meninas. Quando elas aparecem é certeza que é só para humilhar o Charlie. 

Eu gosto também do Linus e do seu cobertor. O contraste desse menino dependente do cobertor com os conselhos e pérolas que fala para o Charlie é fenomenal. Ele parece infantil e bem adulto ao mesmo tempo. Ele é mais sério e determinado que Charlie, porém, mexeu com o cobertor dele é tirar ele do sério. Infelizmente sua irmã é a Lucy. O único momento satisfatório com ela, é quando Schroeder lhe dá um fora. 

Sally é a irmã de Charlie e apaixonada por Linus, o que gera muitas cenas cômicas. Embora seja irmã, ela também participa algumas vezes na humilhação de Charlie. Mas os melhores momentos, são quando a garotinha ruiva aparece. Embora tenha episódios em que Patty Pimentinha seja apaixonada pelo Charlie. A Patty é uma personagem forte, as vezes largada, não leva os estudos a sério, mas é boa nos esportes e tem esse interesse cômico no Charlie.  Até torceria por ela, mas sou do time garotinha ruiva acreditando no clichê coisas impossíveis acontecem. Porque não alguém como ela não se interessar pelo nosso amiguinho desastrado?

E claro, ainda temos nosso amado cãozinho Snoopy. Esse cachorro tem um histórico de aventuras surreal. Embora pareça independente e não ligar de fato para Charlie, acho ele o melhor cachorro do mundo. A historinha do Natal foi bem curtinha, mas pela época, acho que ainda era novidade transformar as tirinhas do Snoopy para um desenho para a TV. Esses especiais de Natal, Ano Novo, eram uma alegria enorme. Não lembro qual foi o primeiro desenho do Snoopy que vi, só sei que desde então sempre amei esse desenho. 

Linus recitando o significado de Natal é muito fofinho. Pena que são só 30 minutos de historinha. Mas vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Garotas mortas não falam - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago esse livro que tinha potencial se tivesse ido por outro caminho. 






A HISTÓRIA 

A história é contada sob duas versões. A da Syl, que morre em um acidente de carro e da Viola, quem estava dirigindo o carro. Syl e Viola, nasceram no mesmo dia, no mesmo hospital, são vizinhas e cresceram juntas. Mas, enquanto os pais de Syl são frios com ela, a família de Viola é cheia de amor para dar. Conforme crescem, as duas acabam adquirindo personalidades e interesses diferentes. No entanto, cada uma tem responsabilidade direta pelos eventos que terminaram em tragédia. 

Syl conta sua versão, onde Viola, aparentemente a usa e a descarta quando conhece Steve. Mas, não satisfeita em apenas trocá-la pelo garoto, Viola ainda brinca com seus sentimentos reatando a amizade para depois desfazê-la, deixando Syl com cara de boba. Mas as coisas pioram quando Syl conhece Lila e esta se torna muito mais que melhor amiga, deixando Viola enciumada. Acontece algo com Lila e no final, Viola bate o carro, abandona Syl fazendo parecer que o acidente foi culpa dela e procura Steve para ajudá-la. 

Viola por sua vez, conta como odiava Syl cada vez mais, por ela ser mais como seus pais gostariam que ela fosse. Mas quando Syl se declara para ela, só o que consegue fazer é se afastar e se envolver mais com Steve, mostrando de quem ela realmente gosta. Porém, quando um escândalo envolvendo as duas famílias explode, Viola decide se vingar pela tragédia contra a Syl. 

As duas contam suas histórias, mas de quem foi a culpa no final?



Ano de publicação 2025

Páginas 352

Autor/a Sandra J. Paul



Minhas divagações 

Já achei o início sem graça quando te manda escolher por quem começar a história. Independente de por quem se começa, não muda os fatos. Mesmo em sua própria versão, Viola era egoísta, insuportável e mal. Não importa o que a Syl tenha feito, nada daquilo teria acontecido se Viola não tivesse iniciado tudo. 

Eu achava que a história iria para outro caminho. Não lembro se li a Sinopse direito, mas pelo título, para mim a história era de um acidente de carro onde uma delas morreu no local e no porta malas do carro, havia outro corpo. De onde tirei isso? Não faço ideia. Mas o desenrolar da história foi muito sem graça. Primeiro porque ficou repetitivo alguns acontecimentos. Depois porque em qualquer versão, a Viola era insuportável. Teria sido mais interessante se a revelação final fosse a Viola ter matado Syl e morrido no meio do caminho enquanto tentava fugir. Seu final foi revoltante e ficou parecendo que a Syl era a vilã e mereceu morrer. Depois de tudo o que a Viola fez, ela termina daquele jeito? Inaceitável. Ela teve culpa de duas mortes. Merecia ser punida. 

Os pais da Syl poderiam ter sido mais trabalhados. Do nada o pai se envolve em um escândalo e a mãe faz aquilo? Os pais da Viola também. De repente parece que colocaram esse escândalo só para que Viola odiasse ainda mais a Syl. Achei que todos os temas foram mal trabalhados. A mulher que podia ver a Syl depois de morta, até esqueci seu nome, qual sua utilidade se ouviu a história da Syl mas não poderia contar para ninguém, pois quem acreditaria nela? Achei que quando a Syl a procurou, foi para contar algum detalhe importante sobre sua morte. Mas no fim, apesar de trágico, foi tudo apenas consequências de péssimas escolhas. 

Como é que duas amigas desde o nascimento acabam dessa forma? Na verdade, achei o relato das duas muito sem graça. A Syl parece uma coitada e a Viola a desmiolada sem controle. Não tem como criar uma conexão com nenhuma das duas. Não tem como ver quem estava certa ou errada. Por tudo o que a Viola fez, sair ilesa dessa história?  Para mim foi o que me fez odiar essa leitura. Muito fácil você fazer tudo aquilo para sua suposta melhor amiga e depois continuar sua vida como se nada tivesse acontecido. Achei tudo muito mal elaborado. As duas viveram um inferno por morar em uma cidade pequena e preconceituosa. Os pais que eram adultos e poderiam ter saído da cidade para viver em outro lugar melhor, preferiram ficar nesse lugar e sofrer tudo aquilo? Muito mal explicado. Li com total desgosto. 

Quando a Lila apareceu, confesso que imaginei que a história seria sobre Viola ter matado Lila por ciúmes e Syl acaba descobrindo. Sem saber o que fazer, Viola esconde o corpo no porta malas do carro e quando Syl descobre, a mata no "acidente" de carro, fazendo parecer que Syl matou Lila e estava fugindo para esconder o corpo. Teria mais sentido daí o título, Garotas mortas não falam. Achei que seria tipo um suspense policial. Aí a Syl até poderia procurar a garota que vê espíritos e contar sua história para tentar encontrar Viola, mas do jeito que foi, a garota não servia de nada, já que não podia falar sobre a história que ouviu da Syl. Enfim, o que atrapalhou muito a leitura, foi a tentativa de querer fazer dois livros em um. Eu geralmente gosto quando tem duas versões da mesma história, mas nesse ponto, foi muito chato. Não mudou nada o fato de achar a Viola insuportável até mesmo em sua própria versão. E como disse, foi tudo tão superficial, que nem deu para sentir empatia por nenhum personagem dessa história. A estrutura inicial tinha até potencial, mas foi mal trabalhada. 

As duas cresceram juntas mas seus pais não mantinham relacionamento familiar unido, acho que se tivesse mostrado mais deles juntos, mais participativos, em férias juntos, ceias de Natal ou algo do tipo quando eram crianças só para mais tarde, na adolescência isso ter mudado, criaria um ambiente mais propício para Syl continuar frequentando a casa da Viola, uma vez que seus pais dessem sinais de não ser mais uma família Unida. Do jeito que foram retratados, não vi onde conseguiram chegar no escândalo que acabou culminando ainda mais no ódio de Viola pela Syl. Mas enfim, foi uma leitura sofrida e cansativa para mim. Não vi sentido nenhum nessa história. 


Nota pessoal 4/10

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary/livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos amantes de livros. Hoje trago essa história, que em breve veremos nos cinemas, então quis conferir antes. Uma obra-prima espetacular. Ansiosa para o filme.






A HISTÓRIA 

Ryland Grace acorda no espaço, sem memória de como foi parar ali e muito menos como se chama. Investigando o local em que se encontra, ele vê dois corpos ainda no local onde deveriam estar dormindo e aos poucos, flashes de dias, ou talvez meses antes dele se encontrar ali, lhe dão informações de sua condição atual. Ele se lembra de seu nome, que era professor de ciências do ensino fundamental e que está em uma missão suicida. Ok, essa última informação não foi muito empolgante, mas após se lembrar sobre o que seria a missão, ele sente uma certa urgência e pressão, principalmente por ser o único sobrevivente para concluí-la. A Terra precisa ser salva e agora depende dele e de seus conhecimentos científicos para conseguir completar essa missão. 

Aos poucos ele vai se lembrando do que precisa fazer, quem eram seus companheiros de viagem e como ELE foi parar ali. Se passaram alguns anos enquanto ele esteve dormindo, comida e combustível programados apenas para a viagem de ida, totalmente solitário no espaço. Ou talvez não. Surpreendentemente Grace, vai contar com a ajuda  inesperada de alguém, que tem a mesma missão que ele. Apesar das diferenças, eles conseguem trabalhar juntos para conquistar seus objetivos. 



Ano de publicação 2021

Páginas 424

Autor/a Andy Weir



Minhas divagações 

A escrita de Andy é deliciosa de se ler. Embora o livro seja recheado de termos científicos, você não precisa necessariamente entender tudo para seguir com a leitura. No início temos um Grace totalmente perdido e sem memória, o que trás um pouco de momentos descontraídos para a situação, já que depois fica meio desesperador quando descobrimos que ele está sozinho no espaço, em uma viagem só de ida, para salvar a humanidade. O que acontece? Autoridades científicas descobrem que em alguns anos não terão mais o sol, pois alguma coisa está fazendo com que ele perca calor. Isso para a Terra é extremamente mortal. Sem Sol, sem vida no planeta. Grace, então tem a missão de descobrir como reverter essa situação. 

A viagem é longa, por isso, os responsáveis por essa missão, sabem que por algum tempo, a humanidade enfrentará grandes desafios, mas se a missão for um sucesso, a humanidade não será extinta. Sabendo disso, Grace tenta trabalhar nessa teoria desenvolvendo meios de descobrir como salvar a Terra. Porém, inesperadamente, ele não esperava encontrar outros seres vivos no espaço. Por mais absurdo que fosse, lá estava ele, sozinho, em uma missão que não havia retorno para casa, encontrando uma vida no espaço, sem ter a chance de comunicar a ninguém sobre sua descoberta. A partir daí, a solidão de Grace é preenchida por momentos hilários e divertidos, repletos de descobertas também cientificas e momentos tensos também. 

Bom, comecei o livro pois irá lançar o filme em 2026, com Ryan Gosling como Grace. Quem já viu o trailer sabe quem Grace encontrará no espaço. Eu achei uma leitura interessante e emocionante. Alguns podem achar cansativo pelos termos científicos, mas garanto que vale a pena. A jornada de Grace e suas memórias voltando aos poucos, acabam dizendo muito sobre ele. E conforme as coisas foram acontecendo, teorias nada animadoras vão se formando em sua mente. Mas para quem leu Perdido em Marte ou viu o filme, talvez esperasse um final menos trágico vindo de Andy. Apesar de todos os cenários possíveis, o plot foi muito interessante, pois confesso que não esperava por isso. Minha teoria era outra.

Como eu disse, quem viu o trailer, sabe que Grace não estará sozinho nessa viagem. Ele encontrará além de companhia, uma nova forma de comunicação e meios para salvar tanto a humanidade quanto outros planetas que também parecem sofrer o mesmo problema. Embora seja diferente, já que as necessidades se mostraram diferentes. Será uma jornada incrível, cheia de aprendizados e uma grande amizade improvável acaba se formando. Tão grande que Grace tomará decisões fatais por essa amizade. 

Eu sinto pavor de histórias no espaço pois me falta ar nessas jornadas. É uma solidão enorme ali, fora que se algo der errado, é morte na certa e seria como no mar, seu corpinho ficaria flutuando ali por toda a eternidade. E fora as vidas desconhecidas que se pode encontrar. Se for como no filme Alien já era. Apesar de tudo, nos deparamos com uma vida inteligente e mesmo sua descrição no livro, ele não parecia ser hostil. As memórias de Grace, conforme vão surgindo, também nos dá uma tristeza de como tudo aconteceu e como no final, ele foi parar na nave, já que seu trabalho nesse projeto não era esse. E pior de tudo, que ele não veria mais essas pessoas como elas eram, uma vez que ele mesmo envelheceu. Não é viagem no tempo, mas viagem no espaço também buga minha mente. 

Mas enfim, leitura divertida e fazia tempo não ficava tão ansiosa chegando nos momentos finais. Tentei ser bem vaga para não dar spoiler, pois vale muito a pena a experiência. Ótima leitura. Espero que o filme consiga retratar bem essa magnifica aventura. E esqueça tudo sobre o que imaginava dos aliens,  aqui, se não se apaixonar por ele, está lendo errado. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] A Empregada: Bem-vinda à família (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago esse livro que foi muito falado e que ainda tem em lançamento a adaptação para os cinemas. É bom? Para quem curte esse tipo de história é um prato cheio, mas para pessoas como eu, apesar do plot, esperava mais.






A HISTÓRIA 

Millie, após passar uma década na prisão, agora enfrenta as dificuldades no mundo lá fora. Devido a sua condição e personalidade, não é fácil manter um emprego e nas últimas semanas ela tem morado em seu carro para provar isso. Ela vê então um anúncio de empregada e se candidata para uma entrevista. A casa é maravilhosa, a dona dela muito simpática e Millie gostaria muito de trabalhar ali. Mas após uma semana sem resposta, ela não acredita mais que conseguirá a vaga. Até que recebe a ligação de Nina Winchester. 

Quando esteve uma semana atrás, a casa estava impecavelmente limpa, mas olhando agora, o que havia acontecido ali? Não era possível que uma mulher como Nina pudesse ser capaz de deixar a casa nesse estado. Seu desconforto piora quando ela descobre onde será seu quarto. Um cubículo no sótão que estranhamente só tranca por fora. Millie então começa seu trabalho mas ela só permanece nele pelo dinheiro que precisa e após conhecer Andrew Winchester, o marido maravilhoso de Nina. Ela ainda tem uma filha Cecelia, que em sua primeira impressão, parecia apenas uma criança rica e mimada.

Poderia ser um trabalho como outro qualquer,  se o misterioso jardineiro italiano não tentasse lhe avisar com poucas palavras para sair dali, pois corria perigo, se Nina a cada vez não aprontasse coisas como dizer uma coisa e depois falar que disse outra, se não sujasse a casa ou humilhasse Millie constantemente, se as amigas de Nina não fofocassem para Millie sobre seus problemas psicológicos e principalmente se Andrew não fosse tão atraente e não fosse tão gentil com ela, provavelmente já teria ido embora. Mas, nem tudo é o que parece e Millie vai se envolver em um segredo sinistro que esse casal esconde. 



Ano de publicação 2023

Páginas 304

Autor/a Freida McFadden



Minhas divagações 

Não nego que comecei a ler pela curiosidade de todos estarem falando sobre o livro e também porque vai sair o filme, embora as atrizes que interpretarão Millie e Nina não sejam minhas preferidas, tive curiosidade de ler antes. No entanto, foi uma leitura extremamente complicada, porque desde o início odiei a Nina com todas as minhas forças e achei a Millie uma idiota. Revirava os olhos a cada página até que não aguentei e fui ler algumas críticas para saber em que parte essa história melhorava. Não ajudou muito quando li um comentário dizendo que o livro lembrava Verity (apesar de muitos terem adorado, foi esse livro que me fez desistir de ler Colleen Hoover). O plot foi até interessante, mas não curto muito esse tipo de história. Então, fiquei mais desanimada ainda com A empregada. 

Então peguei um spoiler que me deixou um pouco curiosa porque revelava um dos mistérios, mas eu não sabia como aquilo poderia ser possível. Então, quando finalmente começou a fazer sentido, aí sim, passou a ficar muito interessante. Mas, apesar de tudo, confesso que não gostei muito do final. Entendi que pelo tudo o que passaram, mereciam esse final, mas... sério? Eu passei mais da metade do livro odiando alguns personagens para no final terminar assim? 

Eu, se fosse Millie, teria seguido meus instintos e caído fora quando descobrisse aquele quartinho suspeito. Uma tranca pelo lado de fora? No mínimo assustador. Confesso que teorizei outras coisas, mas a utilidade do quartinho foi certeiro. Depois teve o jardineiro, que convenhamos, entendi seus motivos de não ajudar Millie instantaneamente, mas se sabia de algo, poderia ter tentado avisar de modo mais compreensivo. Porém, dá para entender que tudo teve seus motivos para levar aquele final. E depois, se Enzo tivesse avisado Millie do perigo e ela tivesse ido embora, não teria história né.  Então, por mais que alguns acontecimentos fossem absurdos, tinham que acontecer. 

Não quero dar spoilers, então vou tentar ser o mais vaga possível. Óbvio que vai ter leitores que dirá que suspeitava do plot desde o início, porém, confesso que eu não via como fosse possível. Como eu disse, imaginei outras coisas. Infelizmente é uma história que tem sequência, então, futuramente talvez leia o que aconteceu após esse primeiro. Não nego que a surpresa do plot me conquistou, e me fez mudar um pouco meu julgamento sobre alguns personagens, mas, como sempre digo, a longa jornada para chegar até esse momento, foi muito desgastante para mim. Valeu a pena? Não muito. Acho que algumas coisas poderiam ter sido diferentes e ainda assim levar até esse  final. Não nego que a pessoa responsável por tudo, teve uma lição merecida, e convenhamos, depois entendemos porque essa pessoa cresceu assim. Sinistro. 

Outra curiosidade que eu tinha, foi saber o motivo da Millie ter sido presa. Justiça é algo complicado quando ao tentar se defender ou defender alguém, ao tirar a vida de outra pessoa, por mais que esta fosse ruim, você também não pode sair impune do seus atos. Millie aparentemente tem pavio curto e sempre foi problemática, mas devido a prisão, achei que tinha ficado mais esperta. No entanto, acho que justamente por isso, ela aceitou aquele trabalho mesmo achando algumas coisas estranhas. Seria o desespero de voltar a ter uma vida normal fora da prisão, mesmo estando marcada por ela. Com certeza quem a contrataria investigaria seus antecedentes. Ela foi ingênua em acreditar que Nina seria negligente em não fazer isso, ao contratar alguém desconhecido para sua casa, ainda mais com sua filha ali. Fora que Millie era bem auto confiante sobre sua aparência, já que algumas vezes disse que tentava se vestir de forma a não parecer atraente para Andrew. Achei a personalidade da Millie horrível e embora tenha odiado a Nina, pensar que a protagonista é a chatinha da Millie, é meio desanimador em querer ler as sequências. Espero que ela mude um pouco. 

Embora as linhas finais sugerem que Millie vai continuar com esse trabalho, mas agora parece ser outro, já que foi indicada para alguém que sofre abusos. Só espero que os próximos sejam mais interessantes. Fiquei surpresa com o plot, mas no geral realmente lembrava Verity, por termos duas mulheres, um homem, uma criança, a mulher vem trabalhar para a família, se envolve com o marido e o casal guarda um segredo. Embora eu defenda as histórias parecidas, dessa vez não gostei porque Verity para mim foi uma história horrível. E assim como A empregada, vai ter adaptação e as atrizes dos dois filmes não são muito minhas preferidas. O que já contribui para não gostar tanto de ver. Mas veremos se vejo. No mais, recomendo para quem curte esse tipo de história. 


Nota pessoal 6/10

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] O Canibal de Nine Elms ( Robert Bryndza) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos amantes de livros. Hoje trago esse suspense policial que de suspense não tem nada. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 90, a policial Kate Marshal e o diretor chefe Peter Conway, trabalham juntos na Operação atrás do assassino conhecido como Canibal de Nine Elms. O primeiro corpo foi encontrado em um ferro velho em Nine Elms, por isso ficou conhecido por esse apelido. As vítimas até o momento, quatro, tinham marcas de mordidas no corpo, eram torturadas e depois deixadas com um saco na cabeça amarrado com uma corda. O diferencial era o nó, conhecido como nó punho de macaco. Algo extremamente difícil de ser dado e característica marcante do assassino. Na quarta vítima porém, Kate acaba descobrindo quem era o assassino. Quase lhe custou a vida mas mesmo o assassino sendo preso, Kate teve que abandonar o trabalho, por ter tido envolvimento com o assassino gerando polêmicas no caso. Ela ainda teve um filho com ele, mas como teve problemas com álcool, perdeu a guarda do filho para a mãe. Após 15 anos, o assassino está preso em um hospital psiquiátrico e Kate é professora de criminologia em uma faculdade. Ela ainda luta contra a bebida todos os dias, mas se mantém sóbria a alguns anos e seu maior desejo é reconquistar a confiança de seu filho. 

Sua rotina muda quando um casal a procura para ajudá-los a encontrar a filha que desapareceu a 20 anos. O casal tem certeza que a filha foi uma das vítimas do Canibal de Nine Elms e mesmo sabendo que ela provavelmente está morta, eles querem encontrar pelo menos o corpo e encerrar esse ponto da vida deles. Kate e seu assistente Tristan, começam a avaliar o caso, quando um corpo é encontrado com as mesmas características do assassino de Nine Elms. O verdadeiro continua preso, então seria um imitador? Mas a tensão aumenta para Kate quando o imitador sabe quem ela é e sabe sobre seu filho. O imitador pretende libertar o assassino e unir pai e filho. E quem sabe terminar com Kate o que o assassino começou e não conseguir terminar? 



Ano de publicação 2021

Páginas 352

Autor Robert Bryndza



Minhas divagações 

Eu já li outro livro do Robert, que acho que seu forte é sobre policiais mulheres, em vista que também é sobre suspense policial e a protagonista seja mulher. Embora eu tenha gostado da primeira leitura, que foi com a detetive Erika, a policial Kate não foi tão boa quanto. Pelo que me lembre, a Erika também tinha lá seus problemas, mas a Kate? Sofri muito para terminar a leitura pois o caso parecia interessante quando aparece o imitador. Porém, ele não é mantido em segredo, já sabemos quem é e só acompanhamos Kate tentando encontrá-lo. 

Por ela ter tido um filho do assassino, achei muito chato essa parte em que ela é obcecada em proteger o menino, escondendo quem é seu pai, o proibindo de certas coisas, claro que ele seria revoltadinho se não pode fazer o que adolescentes fazem sem ter explicações. Aí que ele ia querer fazer mais ainda. 

Muito chato também a história do assassino dentro da prisão e as visitas da mãe. Relacionamento bizarro e doentio. Nojento demais. A única coisa interessante foi a investigação da Kate com Tristan, que acabaram sendo titulados como detetives particulares. Kate tinha uma personalidade muito sem graça, não sei porque os autores quando escrevem sobre mulheres, tem que descrevê-las sempre com problemas emocionais. Pelo que vi, Erika também tinha seus problemas. Mas A garota no gelo, apesar de iniciar a leitura e sentir que era muito cansativo, depois foi ficando bom. No Canibal, desde o início foi fraco demais. Depois que Kate prendeu o assassino, eu esperava que o imitador fosse de longe mais interessante e misterioso. Ele pode até ter passado despercebido em várias ocasiões, mas sua história e motivos para o crime?  Foram tão ruins que nem me lembro mais quais eram. 

Pelo menos Kate fazia as coisas e avisava Tristan, quando foi pega, pelo menos não foi porque suspeitou de alguém e foi atrás dele sozinha. Ela foi pega em sua casa. Então, não tinha muito o que Tristan fazer. Confesso que no início até desconfiei dele, porque me pareceu que Kate confiava plenamente nele e já sabemos o que confiar em alguém aconteceu no final. Só acho que o imitador deveria ter sido mantido mais em segredo, para que pudéssemos criar mais teorias, ter mais suspeitos. Assim que foi revelado, perdeu toda a graça. Havia várias possibilidades do porque o imitador apareceu, mas o que foi de fato, foi muito desanimador. Não acho que o assassino deveria ter ficado preso em um hospital psiquiátrico. E sabemos como tem gente insana que mesmo sabendo das atrocidades que criminosos cometem, elas ainda sentem admiração por eles. Partindo disso, o fato do assassino ter um fã, foi aceitável, mas aí, poderiam ter mudado a história para o assassino no corredor da morte, conseguindo se comunicar com o fã e o encarregando de continuar seu trabalho. Ou algo desse tipo. O modo como se comunicavam só mostra que onde o assassino estava preso, não era muito seguro para criminosos como ele. Mas enfim.

Eu esperava mais? Com certeza. Acho que o ponto alto foi quando o assassino pegou Kate e seu filho. Por um segundo achei mesmo que o menino sentiria admiração pelo pai que não conhecia. Já que o moleque era meio revoltado. Confesso que antes de saber a idade do filho da Kate, cheguei a pensar que o imitador seria ele. Que tinha descoberto quem era seu pai, tinha se encontrado com ele sem a mãe saber e através da influência do pai, continuaria o trabalho dele. Talvez, em outro universo e passado uns 30 anos, seu filho teria porte físico e capacidade de fazer isso, mas o menino tinha só 15 anos, então essa teoria foi para o ralo. Mas como disse, assim que já foi revelado quem era o imitador, perdeu todo o suspense. Só restava esperar ele cometer um deslize e ser capturado. 

No mais, não foi de todo ruim, mas também não foi nada memorável. 


Nota pessoal 6/10


Dica de Destaque

Resenhando Divagações sobre Noiva de Ali Hazelwood no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Trago pela primeira vez algo da autora Ali Hazelwood e que, seria perfeito se não tivesse tanto hot. CONTANDO A ...