segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] A Empregada (filme/The Housemaid) - Divagando Sempre

 

 Olá Divosos. Hoje trago essa adaptação literária, que não sei porque achei que poderia ser boa sendo que não achei o livro grande coisa. 






A HISTÓRIA 

Millie passou uma década cumprindo uma pena de 15 anos e o restante cumprirá em liberdade condicional. Para não voltar a prisão, ela precisa ter um emprego, onde morar e voltar a se relacionar socialmente. Ela acabou de perder um emprego e recentemente está morando no carro. Então ela vê um anúncio de empregada e tenta uma entrevista. A casa é maravilhosa, a dona, Nina, parece simpática e como tudo está organizado e perfeito, Millie não vê como essa mulher precisa de ajuda. Além do trabalho parecer fácil, Millie ainda terá que morar ali. Quão perfeito poderia ser? Mas, após a entrevista, uma semana se passa sem notícias de Nina e Millie desiste de ter esperanças. É quando recebe a ligação. 

Millie fica empolgada com o novo trabalho, mas quando chega na casa, se pergunta o que aconteceu durante essa semana para Nina deixar a casa tão desleixada. Enquanto limpava Andrew e Cecelia chegam. Andrew fica surpreso por terem uma empregada mas aceita numa boa. Millie fica impressionada com a beleza e gentileza de Andrew. Mas tudo piora quando Nina tem um ataque pela manhã acusando Millie de ter jogado uma anotação sua importante e destrói a cozinha a procura do papel. Apesar do desconforto, Millie ainda continua no trabalho mesmo que Nina continue fazendo coisas incompreensíveis, mesmo que seu quarto seja estranho, quando é trancada pelo lado de fora, mesmo que tenha escutado fofocas sobre a saúde mental de Nina, mesmo que se sinta atraída por Andrew e mesmo que o jardineiro assustador tenha tentado lhe avisar sobre algo perigoso. 

Apesar de tudo indicar que ela precisava sair, Millie continua e de uma certa forma, consegue o que quer. Mas então ela vai descobrir porque todas as outras coisas pareciam estranhas e qual o segredo do casal. 







Ano de lançamento 2025

Duração 2h 11m

Direção Paul Feig

Elenco Sidney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar, Michele Morrone.



Trailer 




Minhas divagações 

O lado bom de um livro, é podermos iniciar com o mistério de um corpo e alguém explicando como o encontrou. Não há nomes, não há vozes, não há imagens, não fazemos ideia de quem seja. Quem já leu o livro sabe como terminou e entende porque o filme não poderia começar assim. Já de cara entregaria o final. Enquanto eu lia o livro, só queria descobrir como chegaria naquela cena inicial. Porque convenhamos, Millie e Nina eram insuportáveis. Como eu li antes do filme lançar, vou ter que falar sobre mais uma vez. O início ter mudado, eu entendo perfeitamente. Mas, outras coisas não vi sentido. Apesar que sinceramente? Como já li, ver a história novamente, foi muito repetitivo. 

Porém, para mim, teve erros e acertos. Algumas coisas foram bem fiéis, mas faltaram outras que dariam muito mais sentido a história. O jardineiro por exemplo. Desde a primeira vez que Millie pisou na casa, ele tentava avisá-la de algo perigoso ali. Por mais que Nina parecesse louca, no livro ela foi bem mais insuportável. Até sua filha Cecelia parecia chatinha. Aqui, a criança foi até adorável. Por não vermos os pensamentos de Millie, não dava para saber se ela achou estranho o modo como a menina se vestia. As roupas de Nina eram todas brancas também. Além disso, as mulheres falsas do círculo de amigas de Nina, falavam mal dela pelas costas e Millie pegou umas fofocas aqui e ali. Aqui foi tudo tão raso que ficou tudo estranho. Eu só entendi porque já havia lido o livro. 

Agora aqui vai conter SPOILERS estejam avisados. Nina parecia bipolar a primeira vista e como todas as outras pessoas, vemos como Andrew é paciente e parecia amar a esposa. Depois que Nina consegue o que quer, ou seja, ser expulsa de casa, que começa o verdadeiro pesadelo de Millie. Ela achava que estava se dando bem, com uma casa maravilhosa, um homem bonito e gentil, até que, ela comete um erro e fica trancada no seu antigo quarto, descobrindo então, qual era sua utilidade. 

Aqui, apesar da mudança ter sido mais horrível, no livro o motivo de seu erro, foram livros deixados fora do lugar. Seu castigo apesar de cansativo, foi menos sanguinolento do que no filme. Aqui, ela quebra uma louça de família e Andrew a faz se cortar na quantidade dos cacos da louça quebrada. Talvez, por falta de referência ou até mesmo para reforçar de onde viria essa loucura dele, tivessem mudado essa parte para mostrar que a culpada de tudo, era a mãe de Andrew pela forma que o criou. Que tudo que ele fazia era para agradar e ter aceitação absoluta de sua mãe. 

Também faltou explicar o relacionamento entre Enzo, o jardineiro e Nina. Ele sabia de tudo e tentou ajudá-la, ele era contra Millie ficar no lugar dela, mas essas partes foram mal trabalhadas. No livro, Enzo e Nina tiveram um caso, mas o que mais Nina procurava, era liberdade. Enzo era italiano mas falava inglês. No livro, ele dava os avisos para Millie em italiano, dando a entender que não falava inglês e aparentemente dava essa impressão para todos, não sendo incomodado por trabalhar nos jardins da vizinhança. Porém, quando Nina vai embora, Andrew manda Enzo embora também. Mas ele ficava de olho em Millie. Foi assim que ele descobriu que fazia dias que Millie não saía da casa porque seu carro continuava parado no mesmo lugar. Preocupada e arrependida, Nina volta para casa, mas o que encontra no quartinho não era Millie. 

Aqui nesse final, temos uma mudança radical. Mas aí já é spoiler demais. Senti falta também nas ameaças de Andrew para obrigar Nina a se comportar. No livro, ele dizia que se ela não fizesse tudo certo, se até mesmo Cecelia não se comportasse, ela também sofreria as consequências. Se Cecelia errasse, Nina ia para o quartinho. Cecelia não era boba, ela sabia que a mãe sofria algo imposta por Andrew, por isso, mesmo não gostando de suas roupas, ela as usava, suportando as piadas das outras crianças sabendo que se não usasse, a mãe seria punida. No livro dava a entender que se Nina procurasse ajuda ou tentasse fugir, ele a encontraria. Se tentasse avisar alguém, ninguém acreditaria nela, já que ele armou tudo para que isso não acontecesse mais, quando fez parecer que ela havia tentado afogar a filha e se matar depois. Com medo dessas ameaças e com ninguém do seu lado, ela sofreu tudo sozinha até formar o plano de ter uma substituta. Aqui, Nina sabendo da prisão de Millie e o motivo, ela tinha certeza que somente ela poderia enfrentar Andrew e por isso fez o que fez. 

Depois de ler e ver o filme, posso dizer que a história melhorou um pouco. Mas julgando apenas o filme, faltou trabalhar melhor muitas coisas, principalmente no jardineiro misterioso. No livro eu achava ele muito suspeito. Mas depois pensei que ele só estava avisando Millie sobre Nina. O plot foi realmente inesperado. Mas no filme, foi tudo meio rápido ou era porque eu já sabia da história. Então não foi nenhuma surpresa. 

Agora quanto aos atores, Sidney Sweeney eu vi um filme seu, Imaculada, que era terror, mas achei essa atriz muito caricata, o tipo que usa da beleza em vez de atuação. Porque achei Millie terrivelmente mal interpretada. Amanda Seyfried eu vi aqueles romances água com açúcar e alguns outros, mas ela também é do tipo beleza em primeiro lugar. Embora, sua atuação aqui foi a melhor de todos no filme. Brandon Sklenar me lembro dele no filme É assim que acaba, já veio de outro filme problemático. Michele Morrone não conheço, mas é famoso pelo filme 365 dias, que me recuso a ver, pois esse tipo de história além de problemática é doentia. Ou seja, com um elenco desses...

Ah é, quase ia me esquecendo, Nina no livro, chegou a procurar uma ex de Andrew, no filme, essa ex é mencionada quando a policial que interrogava a Nina falou sobre a história da irmã. Quando a policial falou o nome, Nina reconheceu, mas quando ela ouviu? Andrew em algum momento falou sobre ela? No livro Nina tentou encontrá-la. No filme Nina não fez muita coisa, a não ser bolar esse plano de deixar Millie em seu lugar. No final terminei como no livro, não foi grande coisa. 


Nota pessoal 6/10

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Dele & Dela (His & Hers) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Esse suspense é de tirar o fôlego. Começa com um corpo e depois vários suspeitos, mas não seria tão simples e no final, é surpreendente. 






A HISTÓRIA 

Anna é uma jornalista que após voltar ao trabalho, convence seu chefe de que em sua cidade natal, tem uma matéria que mudará sua vida. Um corpo foi encontrado na floresta. Jack, o policial encarregado da investigação, conhecia tanto a vítima quanto a jornalista. Realizou garante que nessa cidade pequena, esse caso tem história.

Jack e Anna são casados, mas ambos se afastaram devido a uma tragédia do passado. Agora Anna, tentando superar e recuperar seu trabalho, vai tentar fazer de tudo para conseguí-lo. Jack, cometeu um erro e agora para tentar esconder, vai levantar suspeitas sobre si mesmo, através de sua parceira Priya, que começa a suspeitar dele por suas atitudes nada profissionais. Já estava difícil encontrar quem matou a primeira vítima, então, mais um corpo aparece. Porém, Jack no seu desespero de encobrir seu caso, tenta fazer do marido da primeira vítima o principal suspeito. Mas então, quando ele descobre mais um corpo, ao mesmo tempo Anna revela quem é o verdadeiro culpado e Jack se dirige ao local antes que seja tarde demais. 









Ano de lançamento 2026

1 temporada 6 episódios 

Elenco Jon Bernthal,  Tessa Thompson, Sunita Many, Crystal R. Fox



Trailer 





Minhas divagações 

Comecei a ver a série pelo Jon Bernthal. Fiquei dividida entre ver essa ou O Justiceiro com ele. Como essa era mais curtinha, e vi falarem sobre ser muito boa, acabei ficando curiosa com ela. Já no início o que nos é apresentado, parece que Anna é a suspeita número 1. Ela volta ao trabalho depois de um tempo afastada e convence seu chefe, de que na cidade onde nasceu, tem um caso de homicídio que vale a pena ser retratado. Mas minha pergunta é: como ela sabia do caso? Suspeito. 

Depois entra em ação o policial Jack. Aparentemente ele mora com a irmã e a criança seria filha dele? Não me atentei a esse detalhe. Mas a irmã, achei grosseira demais. O primeiro episódio já começa cheio de mistério e te induz a criar teorias a partir das pistas deixadas ali. Jack, não se enganem, parece tão suspeito quanto Anna. Minha primeira teoria a partir desse episódio é: vingança. Alguém queria culpar Jack e Anna. Por que? Tem um momento que Anna está na casa da mãe e vê uma gravação em vídeo dela e suas amigas. Qual o sentido de nos mostrar isso? Nostalgia de Anna ao ver a vítima assassinada que no passado foi sua amiga? E a pulseira da amizade encontrado no corpo da vítima? Tem muita coisa para acontecer ainda. Mas por enquanto essas foram minhas impressões do primeiro episódio. 

A pulseira pode ter sido colocada na vítima para tentar incriminar a Anna. Pois a vítima foi amiga dela. Muitos suspeitos envolvidos, como o marido da vítima e uma das amigas, incluindo Anna e o próprio Jack, mas esses dois seria óbvio demais. O crime poderia ter tido vários motivos, principalmente quando vemos os envolvidos com a vítima. Mas devido a quantidade de facadas, muito ódio pela vítima ali. Porém, o segundo corpo já deixa o mistério mais complexo. A vítima sabia de alguma coisa? 

Enquanto Anna tenta recuperar seu prestígio no jornal, sua rival tenta fazer com que ela não consiga tomar seu lugar. Por Anna ter desaparecido por um ano, seu trabalho como âncora do jornal foi substituído pela sua rival, agora famosa e nada disposta a ceder seu lugar. Aqui, surge uma suspeita. Porém, como não se tem muita informação sobre ela, não havia como ela saber que Jack e a vítima estavam juntos e em que momento ela ficou sozinha para ser assassinada. 

O marido da vítima foi descartado porque por mais que parecesse suspeito, ele estava fazendo como Jack, tentando esconder seus casos vergonhosos. Não quer dizer que mataria a esposa. Conforme o desenrolar dos episódios, vamos descobrindo o que aconteceu com o casal Jack e Anna para terem se afastado. E finalmente entendemos a cena inicial da Anna. Também supus até que sua mãe fosse uma suspeita, pois várias vezes foi encontrada andando pela estrada, minha teoria era que poderia ser ela, mas pela demência não mataria alguém com 40 facadas e quando o segundo corpo apareceu, a descartei, porque faltava o motivo. 

Depois foi contando mais sobre as amigas da Anna e o que aconteceu em seu aniversário de 16 anos. Uma das meninas sofria bullying do grupo por ser acima do peso e deu a entender que nessa festinha ela teria sofrido abuso. Motivo mais do que forte para querer se vingar do grupo de amigas. Então ela perde peso, muda de nome, vira âncora do jornal e começa sua vingança com a líder do grupo, mas deixa Anna que estava ali do lado por ultimo? Qual o sentido. Muitas coisas ali não encaixava, mas não tinha mais suspeitos. 

Suspeitei até da irmã do Jack, mas só porque ela era insuportável mesmo, porque ela não tinha motivo nenhum. Porém, a série te faz criar teorias, te faz pensar que é fulano, mas no final, ainda te surpreende. Não vou revelar quem era, mas tudo ficou bem amarrado no final. O motivo é o que faltava para descobrir o assassino, mas só é revelado no final. Por isso muitas coisas pareciam suspeitas ou óbvias demais, mas eram tudo inconsistentes. Por isso era difícil achar o culpado. Mas uma dica, o assassino aparece na história desde o inicio. 

A única coisa que não curti muito, foram as cenas de sexo. A primeira ainda é relevante para todo o caso, mas o resto achei desnecessário. Tirando isso, o desfecho foi espetacular e entendo e concordo ter sido muito falado. Jon Bernthal continua com seus personagens do tipo malandro detestável, mesmo sendo um policial. O único momento fofo foi com sua sobrinha. Sim, depois descobri que a menina é filha da irmã dele, que além de ser uma irmã escrota, era péssima mãe. E mesmo que, como Jack disse, ela não soubesse quem era o pai da menina, não justifica como a tratava. Mas vendo como ela era na adolescência e o que fez na época, sua índole sempre fora duvidosa. 

Como o desfecho estava se encaminhando para um lado sombrio, quando mostrou a festa da Anna e a chegada dos garotos, por um instante achei que Jack estivesse no meio, mas não faria sentido ela ter se casado com ele depois. Por isso falo, essa série apresenta tantos suspeitos, mas se pensar no motivo, não faz sentido. O final acaba sendo dois, um que fez sentido e pareceu lógico e claro que Jack aceitou sem questionar, já que o livrava de ser suspeito e não precisava falar sobre seu caso e o verdadeiro final onde só duas pessoas sabiam. E como terminou de modo satisfatório para todos os envolvidos, acabou sendo perfeito. Infelizmente eu só entendi tudo no final mesmo. Por mais que buscasse os motivos e os suspeitos, realmente, no final é surpreendente. Suspenses desse calibre prefiro que vocês vejam e passem pela experiência de tentar descobrir quem era. Foi muito bom. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Mad Max: Estrada da fúria (Mad Max: Fury Road) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Por que demorei para ver esse filme? A saga segue sem Mel Gibson agora, mas foi tão bom quanto. 






A HISTÓRIA 

Max, continua um andarilho solitário até ser atacado e capturado pelos rebeldes do tirano Immortan Joe. Embora tenha tentado fugir, ele agora é um prisioneiro doador de sangue. Enquanto isso,  a Imperatriz Furiosa, após demonstrar lealdade a Immortan, na verdade era um plano para iniciar uma guerra contra ele ao lhe roubar uma carga preciosa. 

Nux, um dos seguidores de Immortan, empolgado com a perseguição, leva Max, seu doador de sangue no momento, junto para que possa participar também. Furiosa, que já tinha tudo planejado, só não esperava que fosse perseguida por outros além dos lacaios de Immortan. De uma forma inesperada, Max consegue escapar do carro de Nux e vai parar com o comboio de Furiosa. Apesar de não estarem do mesmo lado a depois de uma breve luta, Max por hora, que também está fugindo de Immortan, se alia a Furiosa. Ele não entende de imediato o que representa a carga que Furiosa roubou, mas acaba percebendo que é importante para Immortan e vendo a determinação de Furiosa em proteger a carga, ele acaba cooperando com o grupo, enfrentando tempestades, ataques vindos de todos os lados, até chegarem ao local onde Furiosa esperava encontrar seu antigo lar. 










Ano de lançamento 2015

Duração 2h

Direção George Miller 

Elenco Charlize Theron, Tom Hardy, Nicholas Hoult, Hugh Keays-Byrne



Trailer 





Minhas divagações 

Há tempos eu deveria ter continuado essa saga, mas confesso que havia procrastinado principalmente por ter conhecimento de que Mel Gibson não seria mais o irreverente Max. A trilogia com Gibson, apesar da época, foi bem dirigida por Miller e estrelada por Gibson. Apesar da continuação ter Tom Hardy e Charlize Theron, ainda assim, não conseguia me desapegar de Gibson.

No início vemos Max sendo perseguido no deserto e capturado. O que já aconteceu várias vezes nos anteriores. Já que Max não é imortal nem tem super poderes. Porém, já fui tomada de grande ansiedade quando ele tenta fugir dos "soldados" esquisitos brancos de cara pintada. Apesar de não ter para onde ir, acreditei que conseguiria fugir. Mas claro que não seria tão fácil assim. 

Furiosa trai Immortan quando deveria ir pegar gasolina na Vila Gasolina e munição na Cidade da Bala, quando na verdade roubou uma carga preciosa. Agora, ele fará de tudo para conseguir sua carga de volta. Desenvolve uma perseguição desenfreada e me questionava até onde o veículo de Furiosa aguentaria. Embora tenha gostado do Max de Mel Gibson, confesso que Tom Hardy também cumpriu bem seu papel. 

Já Nux interpretado por Nicholas Hoult, achei intragável. Tirando o primeiro filme que vi dele que foi Meu namorado é um zumbi, os demais filmes ele só fez personagens com aparência de bobo e sendo enganado devido a sua ganância. Aqui não foi diferente, embora sua criação já fosse para ser um dos capangas de Immortan. As mulheres que Immortan usava para procriar, também eram insuportáveis. Me perguntava mesmo se aqueles filhos eram dele e agora entendi que sim e como nasciam. Não deixa de ser grotesco. 

Mas, tudo eram impressões inicias e no final, óbvio que muitas coisas mudaram. Por exemplo, as garotas resgatadas acabaram sendo úteis, claro, estavam lutando pela vida e liberdade. Nux, apesar de seu início detestável, acabou tendo sua redenção no final. Mas as cenas de perseguição, me deixaram ansiosa o filme todo. Não me recordo se de fato já havia visto o filme, algumas cenas me eram familiares, mas as vezes pode ser que esteja confundindo com cenas dos filmes anteriores. Perseguição no deserto é o tema de Mad Max né. 

E claro, algumas coisas nunca mudam na vida desse andarilho. Ele sempre perde suas coisas e no final, por mais que ajude uma pessoa ou uma comunidade, ele sempre acaba partindo. E claro, Charlize Theron mais uma vez mostrando seu enorme talento e beleza, mesmo careca e cheia de poeira. Confesso que amo o Max de Mel Gibson, mas Tom Hardy me conquistou totalmente nesse filme. Não diria que separaria os filmes, nem que esse seria o primeiro Mad Max, porque acho que seria importante conhecer a trilogia do Gibson para captar a essência da trama. Tom Hardy conseguiu dar continuidade ao personagem com maestria e acho que se tivesse mais sequências com ele, seria incrível. Falta ver o mais recente que saiu, que pelo que entendi, vai contar a história de Furiosa antes dos eventos desse filme. Espero não demorar muito para ver dessa vez. 

Embora o ano que foi gravado o filme tivesse mais avanços tecnológicos, a corrida no deserto não foi feito por computação gráfica, exceto alguns detalhes como o braço de Furiosa e alguns retoques nas cordas que prendiam os atores aos carros e caminhões. De resto era tudo maquiagem ou próteses, dando um ar mais real e grotesco a certos personagens. 

Furiosa tem seus motivos para se rebelar contra Immortan Joe. Não só pelo o que ele fazia com o povo ou as mulheres escravizadas sexualmente, mas também pelo seu passado, quando foi sequestrada de seu local onde nasceu, que pela sua memória era verde e cheio de vida. Com essa esperança de retornar ao lar, quando ela finalmente consegue um posto de confiança e um caminhão, é o momento em que ela decide agir. Por coincidência, Max estava preso nesse momento no local e foi levado a força para satisfazer os desejos de Nux, de se provar merecedor de ser notado por Immortan e ter sua recompensa ao ir para Valhala, coisa que depois ele descobre ter sido enganado e assim, mudado de lado.

Achei que Max fosse ficar com Furiosa, senti um clima ali, mas, ele ainda é assombrado pela família que perdeu e outras pessoas que não conseguiu proteger. Embora ache que já estava na hora dele se aposentar e se aquietar em algum lugar. Devido a sua jornada de andarilho, pensei que ele tinha sido pego no deserto por ser conhecido. Afinal, quantos vilões ele já derrotou? Embora não me pareça que seus feitos seja algo que circule por aí. Tanto que ele virou doador de sangue, sendo chamado por Nux de Bolsa de sangue. Quando Furiosa pergunta seu nome, achei que era porque ela queria confirmar a identidade dele. Mas como disse, era como se ele acabasse de sair em sua jornada de sobrevivência após perder a familia. Acho que seria interessante se Immortan tivesse atrás de Max por ter matado alguém do passado. Mas Immortan só era um tirano deformado. Me pergunto se, com um corpo daquele, como ele conseguia fazer filhos?

Teve algumas perdas, e o que me surpreendeu foi que fiquei triste por uma das garotas que no final estava sendo útil. Entre ela e as outras, acho que a Zoey Krevitz poderia ter tido aquele destino. Achei ela insuportável. No entanto, que filme minha gente. A corrida no deserto é de tirar o fôlego. Muito bem produzido. Vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Dupla Perigosa (The Wrecking Crew) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago dois grandes nomes no elenco, que fazem dois irmãos desajustados que juntos, seja por curiosidade, obrigação ou vingança, irão tentar desvendar o mistério que o pai deixou antes de morrer. 






A HISTÓRIA 

Walter, um detetive particular, é atropelado e morto, o que seria considerado um acidente simples, porém, nada envolvendo Walter seria simples. Ele deixou dois filhos, James e Jonny, meio-irmãos que não se falam a décadas. James é um SEAL e Jonny um policial. Embora Walter tenha sido notificado da morte do pai, quem avisa Jonny é sua esposa. Embora não se importasse com o pai, Jonny decide ir ao Havaí depois que sua casa é invadida e ele atacado por mafiosos que acreditavam que Walter havia lhe mandado um pacote. Intrigado pelo ataque, ele decide ir ao enterro do pai e reencontra James. Conhece sua esposa e seus filhos e também revê sua prima. 

Jonny não acredita que o pai morreu em um acidente e passa a investigar sua morte. Ao mesmo tempo, James, embora contrariado sobre as teorias do irmão, passa a desconfiar da morte do pai quando procura a polícia para saber os detalhes do acidente. Local escuro, câmeras de segurança desligadas, sem testemunhas, tudo muito conveniente. Então, ele vai até a casa do pai e encontra Jonny e Pika. Pika trabalhava para Walter e com sua ajuda, os irmãos tentam desvendar o mistério, que envolve até a Yakuza. O que será que Walter havia descoberto para causar sua morte?








Ano de lançamento 2026

Duração 2h 2m

Direção Angel Manuel Soto

Elenco Jason Momoa, Dave Bautista, Morena Baccarin, Jacob Batalon, Frankie Adams, Miyavi, Temuera Morrison, Claes Bang



Trailer 





Minhas divagações 

Comecei a ver o filme pelo Jason Momoa, embora eu ame esse ator, todos seus personagens acabam sendo estereotipado. Mas, também é divertido. Dave Bautista não tenho uma opinião ainda formada, porque apesar de ter assistido todos os Guardiões da galáxia, seu personagem Drax era o que menos gostava, não sei se era sua aparência ou seu jeito de agir, mas, não sei, era o menos preferido de todos. Mas, aqui, acredito que será diferente. Não tem como negar que será uma daquelas comédias cheio de ação e mortes bizarras. Já começa com o pai da dupla e se estende até a invasão da casa de Momoa. Mas vamos por partes. 

Começamos com a perseguição de Walter. O que ele poderia ter descoberto ou feito para ser atropelado daquela forma? Ele deixa dois filhos que não se falam a anos e isso vale para o próprio Walter, que aparentemente não tinha muito contato nem com James. Jonny só se interessa pela morte do pai, quando ele é atacado por mafiosos. E também pelo sentimento de ter perdido alguém e não ter conseguido protegê-lo. Jonny viu a mãe morrer e além de não ter consigo salvá-la, nunca descobriu quem a matou. Porém, sua volta ao Havaí não passa despercebida e ele e James são perseguidos. Embora desconfiem do caso do acidente, a polícia não pode ajudar como esperavam.

Jonny encontra um mapa na casa do pai e James um pen-drive nas coisas que estavam com ele quando morreu. Descobrem algumas coisas mas a perseguição continua. Porém, só quando a namorada de Jonny vai até sua casa e liga avisando sobre a correspondência e que tinha um pacote de seu pai, que ele a convence a ir até o Havaí levar seu conteúdo. Com isso, na saída do aeroporto, enquanto Pika tenta descobrir o que Walter enviou para Jonny, são atacados. Depois de mais explosões e destruição pela cidade, eles voltam para a casa de James para descobrir que levaram sua esposa. Aqui achei emocionante o fato de usarem esse acontecimento para mostrar como Jonny se sentiu quando não conseguiu proteger a mãe. Pois foi assim que encontraram o filho de James, se desculpando por não ter conseguido evitar que a mãe fosse levada. E alguém mais percebeu que a filha do James é ninguém menos que a atriz Mirim que fez a Lilo? Aquela carinha sapeca é inconfundível. 

Teve seus momentos engraçados, bizarros e surreais, mas típico desse tipo de gênero. Achei que não ia gostar muito do Jonny porque é aquele personagem caricato, traumatizado na infância e movido ao ódio na vida adulta. Fora seu alcoolismo desenfreado. Não li muitas críticas porque a primeira que vi tinha no cabeçalho "piadas ruins" e achei que não ia gostar de ler o resto, pois, eu gostei das piadas e não achei ruins. Na verdade ri muito com esse filme. Hoje em dia é difícil encontrarmos bons filmes com atuações e roteiros satisfatórios como antigamente, então, em vez de ficar procurando defeitos, temos que nos adaptar e nos divertir com o que temos recentemente. 

Qual o foco da história? Um pai ausente que antes de morrer tenta unir os filhos. Os filhos que tinham problemas entre eles, acabam se perdoando e convivendo juntos. No meio disso, havia um conflito entre o prefeito/governador do local, que tinha envolvimento com um empresário corrupto que por sua vez tinha envolvimento com a máfia. Apesar de parecer uma situação impossível, porque um SEAL e um policial, bombados, que sabem lutar e armados, onde na vida real? Se fosse fácil assim.

E sim, acabei amando o Dave Bautista. E olhem só,  a namorada do Jonny, no fim é uma atriz brasileira mesmo. Quem não achou hilário ele chamando ela de meu chuchuzinho. E outro ator conhecido é ninguém menos que Jacob Batalon, já vi ele em vários filmes e a maioria ele é um nerd da computação. Mas quem me surpreendeu mesmo foi o Miyavi. Quem não curte produções japonesas não se lembrará dele, mas ele fez uma Live actio  do Bleach, onde interpretou o Byakuya. Eu sei, de tantas outras produções eu só citei essa? É porque só essa que me lembro dele. E Bleach também não foi uma Live action que deu muito certo né. Diferente de Samurai X que teve 5 filmes. Embora Bleach seja um anime longo, acho que dava para ter trabalhado melhor no primeiro arco no primeiro filme e assim ser possível ter sequências. Mas estou divagando fora do contexto aqui. 

Podemos deduzir que o filme não fez muito sucesso pois não encontrei quase ninguém falando sobre, mas, eu achei divertido e espero que tenha uma sequência, pois o final deixou uma porta aberta para mais perseguições para essa dupla. Como eu disse, hoje em dia não tem como esperar mais do que isso. Embora tenhamos tecnologia, criar roteiros ainda é algo bem humano e nem sempre será perfeito. E alguns podem dizer que é típico filme de sessão da tarde, mas eu sempre gostei de ver, então para mim valeu a pena. 


Nota pessoal 10/10

domingo, 1 de fevereiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] O homem que morreu duas vezes (Clube do crime das Quintas-feiras 2) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma volume da série de livros O clube do crime das Quintas-feiras. O que será que esse grupo de aposentados vai aprontar dessa vez?






A HISTÓRIA 

Um antigo conhecido de Elizabeth, de seus tempos de espiã, a procura com um caso bem ousado pedindo ajuda. Porém, com ele, Elizabeth sabe que não será um caso fácil. Douglas também já tem uma certa idade avançada e em uma missão de reconhecimento acabou se descuidando e retirando sua máscara por um segundo. Não seria tão perigoso se diamantes da casa não tivessem desaparecido. Agora Douglas é procurado pela máfia e pediu ajuda de Elizabeth. 

Enquanto isso, os amigos policiais Donna e Chris, estão envolvidos em uma investigação de uma famosa traficante que não chegaria onde chegou se não fosse tão astuta. Tanto que, em determinado momento, ela já sabe detalhes das vidas particulares de Donna e Chris, ameaçando Chris através de sua nova intenção amorosa, coisa que ele mantém para si mesmo, achando que está protegendo os envolvidos. 

E ainda temos o caso de Ibrahim, que decidido a aproveitar mais seus anos restantes de vida, decide se arriscar mais passando a dirigir o carro de Ron e se aventurando pela cidade. Mas, além de ser assaltado, ele foi terrivelmente agredido parando no hospital traumatizado e agora, além das dores físicas, há a dor emocional, onde ele nem sonha em sair mais de Coopers Chase. Seu agressor foi encontrado, graças a seus amigos, que jamais permitiriam que alguém saísse impune depois de um ato tão grotesco contra um amigo. 

Os três casos são totalmente distintos, mas no final, acabam entrelaçados. 



Ano de publicação 2021

Páginas 400

Autor/a Richard Osman



Minhas divagações 

Geralmente demoro muito tempo para ler sequências, a não ser que o próximo seja tão interessante que eu não consiga evitar de ler. Mas, esse fiquei curiosa depois de ver o filme. No filme, conseguiram capturar a essência dos personagens e os atores combinaram perfeitamente. Em algumas resenhas que li, percebi que Joyce e Ibrahim são os preferidos da maioria que leram os livros. Concordo plenamente. Não que Elizabeth e Ron não sejam queridos, mas Joyce e Ibrahim aparentemente são mais queridos pela maioria. 

Enquanto lia O homem que morreu duas vezes, eu imaginava os personagens como no filme, porém, Ibrahim na minha mente tinha muito a cara do Martin Freeman, não sei porque também. Principalmente quando ele foi assaltado e ficou ferido. Achei que ficou perfeito. 

Bom, nesse volume temos três casos acontecendo de forma aleatória que no final, óbvio que Elizabeth encontraria um modo de juntar tudo. Mas aqui, o destaque de Joyce foi bem maior. Embora Elizabeth tenha mais experiência em investigações por ter sido espiã, Joyce, como enfermeira e com sentimentos mais humanos, conseguiu decifrar coisas na qual Elizabeth não enxergou. A participação de Joyce e contribuição foi fenomenal. Sua narrativa através de seus diários, foram essenciais além de momentos descontraídos e engraçados. 

Douglas. Quem seria Douglas? Talvez seja spoiler então mantendo isso mente, atenção nas seguintes linhas. Para procurar Elizabeth com um pedido de ajuda, não poderia ser um desconhecido, mas, um ex foi mega surpreendente. Apesar dos cuidados com Stephen, não dá para imaginar Elizabeth com outra pessoa, ainda mais alguém aparentemente sedutor como Douglas. Mas é o que acabou acontecendo. Douglas aparece com uma história normal, se não fosse pelo roubo de diamantes de um mafioso. Porém, mesmo sob proteção do M15, seu esconderijo é encontrado e um assassino invade o local. Douglas é salvo por Poppy. Uma agente designada a ficar na sua cola. 

Douglas muda de esconderijo, mas conversa com Elizabeth misteriosamente e deixa pistas sob onde escondeu os diamantes. Logo depois, seu corpo e o de Poppy são encontrados. A partir daí, Elizabeth precisa correr contra o tempo para descobrir onde estão os diamantes e quem matou Douglas e Poppy. A princípio, ela não acredita que ele possa ter morrido tão facilmente. Ela acha que sua morte foi forjada e o corpo é falso. Depois passa acreditar o mesmo sobre a Poppy, uma vez que seus rostos ficaram irreconhecíveis por causa dos tiros. No entanto, apesar de parecer complicado, o caso era mais simples do que Elizabeth poderia imaginar. 

Joyce, foi particularmente maravilhosa nessa investigação. Suas observações foram essenciais para se descobrir quem estava atrás dos diamantes e teria matado supostamente Douglas e Poppy. A revelação do assassino realmente me pegou de surpresa. Eu estava indo na onda de Elizabeth e fiquei convencida de que o culpado era o Douglas ou a Poppy, mas estava fácil demais culpar esses dois. Mas jamais me passou pela cabeça quem seria de fato. 

Um personagem que começa a se destacar mais é o Bogdan. No filme, não achei que o ator combinou muito com minha imaginação do personagem e não lembrava dele no primeiro livro. Depois de tudo que aconteceu, se o filme foi fiel a sua história do livro, como ele acabou sendo absolvido de seus crimes? Pelo que me lembro do filme, ele acabou sendo preso. Mas enfim, Bogdan é um mistério até mesmo para Elizabeth. Mas ele é amigo de seu marido e seus contatos ajudou muito o clube a solucionar os três casos pendentes. No fim, Elizabeth acabou juntando tudo no final e todo mundo terminou satisfeito. 

Por mais que Joyce seja uma simples enfermeira, pelo visto ela amou fazer parte de um clube que fala e soluciona crimes. A gente pensa que por ela ser falante demais, empolgada demais e as vezes ingênua demais, será enganada, mas somos nós que somos enganados por essa senhorinha simpática e muito inteligente. Convenhamos, ela enxergou coisas que uma experiente como Elizabeth havia deixado passar. Embora Ibrahim tenha sofrido um ataque monstruoso e tenha se dado bem com o neto de Ron, e apesar que seu ataque parecer aleatório mas acabar envolvendo o agressor com a traficante para no final, juntar todos tenha sido espetacular, queria que ele, Ibrahim, tivesse tido mais envolvimento nos casos. Porém, não nego que pela idade, lógico que ele teria medo de sair novamente. Mas senti que os quatro poderiam ter estado juntos nos momentos emocionantes quando todos os caras maus estavam juntos. 

Vi que ainda tem outros volumes dessa saga e minha pergunta é: será que em algum deles perderemos alguém do clube? Mas achei fantástica a ideia de idosos aposentados solucionando crimes. Ainda mais quando um deles foi um espião no passado. Talvez eu termine essa sequência muito antes do que imagino.


Nota pessoal 10/10

sábado, 31 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica] Não Pisque (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma obra literária do mestre do horror, embora dessa vez, o horror seja o próprio ser humano. Mais uma saga da Achados e Perdidos com foco na Holly, uma personagem forte e divertida. 






A HISTÓRIA 

Holly continua trabalhando na Achados e Perdidos que agora está sob sua tutela. Ela também mantém a amizade com a policial Izzy Jaynes e costumam almoçar juntas para conversar. Mas Izzy vai precisar dos dons de detetive da amiga quando uma ameaça chega em forma de assassinato. Um condenado injustamente acaba morrendo na prisão mas antes uma confissão de que o condenado era inocente, repercute na mídia e agora uma pessoa decide fazer justiça com as próprias mãos. Se o condenado era inocente, agora o vingador matará um número X de inocentes e um culpado. Mas, ele não seguirá um padrão, suas vítimas são aleatórias e não há pistas sobre quem poderia ser. 

Holly se coça para investigar mais, porém o caso é de Izzy e nesse meio tempo, Holly acaba se envolvendo em um trabalho inesperado como guarda costas da ativista Kate McKay. Tudo começa quando sua assistente Corrie Anderson é atacada, confundida com Kate, onde o atacante joga o que parecia ácido no rosto de Corrie. Mas felizmente, sendo um aviso, não era ácido mas deixou Corrie assustada. A segunda tentativa foi uma carta suspeita contendo um pó misterioso, mas Holly só seria contratada depois de Kate exigir que seria melhor uma segurança mulher do que um homem. 

São casos completamente diferentes, mas ao final, todos acabam envolvidos na trama. 



Ano de publicação 2025

Páginas 448

Autor/a  Stephen King



Minhas divagações 

Stephen King sempre me impressiona. Nem imaginava que teria mais um livro dele tão recente. Infelizmente não lembrava da história da Achados e Perdidos, por isso, fiquei surpresa com o que havia acontecido com Bill e não lembrava de Barbara e Jerome. Por incrível que pareça me lembrava da Holly. 

A história tem foco em dois casos, que seria o da policial Izzy, que procura um assassino em série, disposto a fazer justiça por um caso onde o condenado foi morto na prisão e antes disso, o homem que o acusou do crime, confessa que o condenado era inocente. Entre os revoltosos, um homem decide fazer justiça com as próprias mãos. Ele manda um recado para a polícia, os alertando de que mataria 13 pessoas inocentes e um culpado. Porém, ele não seguia uma ordem, onde estivesse, se visse uma oportunidade, ele fazia uma vítima e deixava um nome nas mãos dos mortos. Até descobrirem quem eram os nomes, algumas pessoas inocentes já teriam morrido. Diante disso, Izzy, pede a ajuda de Holly, mas apenas para compartilhar ideias.

Holly por sua vez, por mais que quisesse participar mais das investigações, no fim, ela teve seu próprio trabalho para se preocupar. Acabou sendo guarda costas de uma ativista, que diga-se de passagem, achei insuportável. Ela pode ter tido todos os motivos possíveis para ser desse jeito, mas o modo como ela encarou as ameaças e tratou Corrie, não me foi muito agradável. Kate tinha suas fãs mas também tinha aqueles que a odiavam. Nessa parte, King sabe como nos fazer odiar os seres humanos. Se você não apoia alguém e seus ideias, para quê perder tempo e dinheiro, indo nas apresentações da Kate para fazer manifestos vaiando a mesma? Se eu não gosto ou não concordo, apenas ignoro. A parte da Kate era insuportável, embora a Holly salvasse tudo. 

E em paralelo a tudo isso, ainda tínhamos os irmãos Barbara e Jerome, que conheceram uma cantora famosa que faria um show na cidade e Barbara, por mais surreal que fosse, acaba tendo participação no grupo da cantora, cantando com a mesma e ainda tendo um poema dela transformado em canção. Quais as chances disso acontecer no mundo real? E mais, no fim, esses três casos acabam se encontrando. Foi revelação atrás de revelação, uma tensão e medo de quem sobreviveria, para no ato final, o assassino acabar tendo aquele final. 

E isso nem era tudo, em meio a tantos personagens, ainda tivemos a trajetória do assassino e a revelação de quem seria. Por mais que seu nome fosse citado, seus motivos vieram a tona somente no final. Achei na verdade meio contraditório. Querer justiça para o condenado que morreu sem ser culpado, compreensivo. Mas sair matando em nome dessa vingança, foi meio confuso. No fim, só parece que o assassino usou essa desculpa para fazer algo que sempre quis, mas só não tinha um motivo para isso ainda. E depois do primeiro, mesmo que fosse meio desajeitado, acabou pegando o jeito e gostando de fazer isso. Ele fez justiça pelo condenado inocente, mas saiu matando inocentes...

Agora, o perseguidor de Kate sim, teve uma história surreal. Nem desconfiava de quem seria. Acreditei mesmo que eram gêmeos tramando tudo. Ou não havia prestado atenção nos detalhes ou a revelação era para ser bombástica mesmo. Esse, eu achei perturbador mesmo. Tudo o que ele queria fazer sendo coagido pela religião, nada menos que terrível. Porém, fico imaginando que final teve o homem que criou essa ideia perversa na mente do perseguidor da Kate. Não lembro se ele foi pego. 

Dito isso, foi uma história interessante apesar de não ser o clássico terror de King. Porém, a saga da Achados e Perdidos foi sempre instigante, cheio de suspense e para mim, como a maioria de suas obras, foi espetacular. Mas, como li faz uns tempos, não consegui expressar meus sentimentos reais enquanto lia. Por mais que ame os livros de King, nem todas suas obras eu acho perfeito. Nessa história, embora no final, todos acabaram conectados, acho que a cantora ter entrado na parada foi além de muito aleatório para surreal. Não nego que foi interessante que no fim, o assassino e o perseguidor, que muitas vezes confundi achando que eram a mesma pessoa, se encontraram e tinham vítimas em comum. Na verdade, eu achei que o perseguidor da Kate fosse uma mulher e irmã do assassino, que os dois trabalhavam em casos de justiça diferentes, mas ajudavam um ao outro. Como a Kate é mulher e sofria ameaças por seu ativismo ser a favor por exemplo do aborto, e Corrie fosse atacada a primeira vez por alguém vestido de mulher, sim, porque Corrie achava que a pessoa estava de peruca, então fazia sentido me confundir com as histórias. Levei um tempo para entender que não tinham relação. Mas, acredito que teria sido mais interessante e complexo se tivesse seguido esse caminho. Já que eles lutavam pelo direito de viver, enquanto uma perseguia Kate o outro fazia justiça pelo condenado inocente. Mas nem sei se até mesmo King conseguiria elaborar um caso tão surreal desses. Talvez da forma como foi seja o melhor mesmo. Só acho que teve personagens demais e se não tivesse a parte da Sista Bessie ou algo assim, não faria muita diferença, pois de tudo, ela é a que menos lembro da história. Porém, se não me engano, no livro anterior teve um ataque no estádio onde Sista faria o show? O triste de ler muitos livros é que não consigo lembrar de todos... de qualquer forma, foi uma ótima leitura.


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Goblin (K-drama) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse K-drama que amo muito. Não é perfeito porque teve episódios que achei muito irritantes, mas, de resto foi maravilhoso. 







DIVAGAÇÕES APRESENTANDO A HISTÓRIA 

Kim Shin foi um general da Dinastia Goryeo e acusado como traidor pelo jovem rei e morto. Seus soldados imploraram por sua inocência e clamavam perdão em seu túmulo. Anos depois, um de seus soldados já idoso, presencia seu retorno porém amaldiçoado. Kim Shin agora é um ser imortal que deve suportar a dor de ver seus entes queridos morrerem como punição pelos soldados que matou para proteger seu país. Embora lutasse contra inimigos, todos eram filhos de Deus. Agora ele é um Goblin e para ter descanso e quebrar sua maldição, ele precisa encontrar sua noiva.

Kim Shin, tem um secretário que seus descendentes o acompanham a cada geração. Seu novo secretário é um jovem chamado Yoo Deok-Hwa, mas diferente de seu avô, acompanha essa nova geração e é mais mimado e atrapalhado nos negócios. Como Kim Shin precisa mudar de identidade e local onde mora devido a sua imortalidade, como precisa passar um tempo fora, Deok-Hwa acaba alugando sua casa para um homem que possui uma casa de chá. Acontece que esse homem é um conhecido de Kim Shin, ele é um Ceifador.

Enquanto se prepara para as mudanças, Kim Shin é invocado sem querer por uma jovem estudante do ensino médio. Ji Eun-Tak. Quando sua mãe estava grávida dela, deveria ter morrido em um acidente de carro, mas Kim Shin se sentindo bondoso, resolve interferir e atender suas súplicas, cuidando para que ela e a bebê sobrevivessem,  deixando o Ceifador no encalço das duas por anos. Porém, no seu aniversário de 9 anos Eun-Tak perde a mãe e passa a morar com os tios. Ela então, triste e sozinha em seu aniversário invoca sem querer Kim Shin e assim que descobre como fez isso, ela sempre o chama. Eun-Tak sempre viu espíritos e inicialmente pensou que Kim Shin fosse um, mas ela desconfia que ele é um Goblin e além disso, afirma que ela é sua noiva. Mas Kim Shin não acredita porque ela então  seria capaz de ver um detalhe específico que só sua noiva seria  capaz de ver e assim libertá-lo. O que não parece ser o caso dessa jovem. Porém, devido a vários infortúnios na vida de Eun-Tak, ela acaba sempre invocando Kim Shin e os dois criam laços, principalmente porque Eun-Tak confessa que desde a primeira vez que viu Kim Shin, ela já tinha visto o detalhe que ele queria saber se ela conseguia ver. 

Enquanto Eun-Tak e Kim Shin se resolvem se ela é ou não sua verdadeira noiva, o Ceifador que agora mora com o Goblin, tem seus próprios problemas pessoais, além de lidar com ter que levar Eun-Tak como deveria ter acontecido antes de seu nascimento. O Ceifador não tem memórias de sua vida antes da transformação, mas quando encontra uma mulher casualmente, ele sente lágrimas em seus olhos e fica perturbado por conhecê-la. 

Apesar de toda comoção ao seu redor, embora tivesse esperado quase mil anos por esse momento, Kim Shin agora está relutante em contar um detalhe muito importante de sua condição. Embora ela de fato seja sua noiva, isso também significa que cumprida a profecia, o Goblin deixará de existir... mas na vida de Kim Shin nada é fácil, mesmo agora podendo finalmente ter a alma liberta, um espírito maligno do seu tempo, também vagou quase mil anos evitando os ceifadores e agora descobriu sobre a noiva do Goblin e continua com seus planos em destruir Kim Shin.













Ano de lançamento 2016

1 temporada 16 episódios 

Elenco Gong Yoo, Kim Go-Eun, Lee Dong-Wook, Yoo In-Na, Sung-Jae



Trailer 





Minhas divagações finais 

Já vi esse dorama uma vez e sempre vou amar essa história. Apesar que sempre achei de cunho depressivo. Já começa com a história do Goblin, que era um general fiel que lutou pelo seu rei e foi traído e morto. E ainda por cima foi obrigado a viver pela eternidade vendo quem amava morrer e a espera de uma noiva que fosse capaz de enxergar sua maldição e libertá-lo. Quem diria que quase mil anos depois, ele a encontraria na forma de uma estudante do ensino médio, que apesar de sofrer nas mãos dos tios, é super animada com ele. Talvez ela ficasse a vontade porque a primeira impressão ela achava que ele era um fantasma. 

Quando a Eun-Tak era criança, via espíritos. Mas esse dom deve ser por causa do Goblin, que salvou ela e sua mãe da morte. Porém, mesmo fugindo desse destino, a mãe da Eun-Tak acaba partindo quando ela ainda era criança. E por isso viveu solitária e negligenciada pela família da tia. Embora incrédulo que tenha encontrado sua noiva, Kim Shin acaba resolvendo os assuntos pendentes de Eun-Tak e a ajudando da melhor forma possível. A primeira vez que se encontram, Eun-Tak achando que ele poderia realizar desejos, faz três pedidos e o persegue desde então, para que ele possa ajudá-la a realizá-los. Mas claro que tudo nessa história tem ligação um com o outro. Nada é por coincidência. Por exemplo, a Eun-Tak ser noiva do Goblin. O Ceifador acabar morando na mesma casa que o Goblin. A chefe da Eun-Tak se apaixonar pelo Ceifador sem saber na verdade o que ele é. Mas convenhamos né, um Ceifador desses... quem não se apaixonaria? 

O lado bom de ver uma segunda vez é que podemos prestar mais atenção nos detalhes da história. Eu, havia me esquecido de muitas coisas. Primeiro, não lembrava qual a relação da mulher da pintura que Kim Shin guardou todos esses anos, cheguei a pensar que fosse a Eun-Tak reencarnada. Quando a história mistura deuses e humanos, não dá para imaginar como o romance terminaria. Tecnicamente seria impossível um final feliz. Sempre acreditei que Eun-Tak era alguém do passado do Kim Shin. Porém, o Goblin da mitologia e esse Goblin do dorama, acredito que são completamente diferentes. Ainda não entendi por que Kim Shin se transformou em um. Já a história dos ceifadores foi muito mais interessante. Eu achava que o pecado que cometeram para se tornarem ceifadores fosse outra coisa, mas acabou sendo algo bem mais triste. Apesar de ter conhecimento de outro tipo de Goblin, esse com certeza deve ser o mais bonito de todos. Sua história é ainda mais triste por ter sofrido quase mil anos com suas memórias do passado, as perdas do presente e viver eternamente com essas memórias. 

Chegando no episódio 14 mais ou menos, as coisas foram caminhando para um desfecho devastador e embora eu tenha compreendido que esse acontecimento tinha que ser naquele momento, admito que não gostei do depois. Passou 9 anos e todos que conheceram Kim Shin perderam suas memórias, incluindo Eun-Tak. Nessa fase adulta dela, a achei insuportável. Quando adolescente apaixonada pelo Goblin era mais divertida. Na fase adulta era muita séria, desconfiada e chata. Mas, depois ela voltou a ser ela mesma. A história envolvendo Kim Shin, o Ceifador e a Sunny, foi em partes hilaria, quando não se lembravam do passado e triste quando lembraram. Confesso que o final para mim foi meio agridoce. Esperava por isso mas ao mesmo tempo queria mais. No entanto, a parte mais sem graça foi com certeza a perda da memória e a separação, o tempo de espera. Se bem que, Kim Shin viveu quase mil anos sozinho, o que seria uns anos aí até seu final feliz. 

Vou soar contraditória, mas, achei os episódios muito longos e o desfecho da maldição muito rápido. Achei também que continuaria o depois, porque uma fantasma ficou para trás, pensei que Eun-Tak fosse resolver o assunto pendente dela, eu acreditava que ela teria uma história bem interessante por ter ficado tanto tempo no plano terreno, mas ela só foi embora quando achou que já era sua hora. Mas depois entendi que o plano final para Eun-Tak obviamente seria seu destino de ter escapado da morte inúmeras vezes. 

O início era apaixonante, mas o final, apesar de tudo, foi mediano. Mas, na época, gostei muito porque pude ver Gong Yoo, muito hilário ele no cinema com a Eun-Tak vendo um filme de zumbi, que a propósito é dele mesmo, Invasão Zumbi, um dos filmes de terror mais triste que já, chorei horrores com o final. Também pude ver mais um trabalho de Lee Dong-Wook, que diga-se de passagem, foi com ele que vi meu primeiro K-drama com Scent of a woman, foi com ele que meu vício começou. Conheci a Kim Go-Eun e já vi outros trabalhos dela, mas amei mesmo a Yoo In-Na. Seu personagem Sunny e a do Ceifador foram tão boas, tiveram tanta química, que eles fizeram outro dorama como protagonistas principais, Touch Your Heart. Mas a melhor dupla mesmo foi o Goblin e o Ceifador. Tivemos momentos hilários, tensos e fofinhos. Foi uma boa experiencia rever esse dorama. Continuo amando como a primeira vez que vi. As músicas também são marcantes e inesquecíveis. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Sekai kara Neko ga Kietanara/ Se Os Gatos Desaparecessem do Mundo (Live Action/livro) - Divagando Sempre




Olá Divosos dorameiros leitores. Hoje trago o livro e a adaptação. Duas histórias parecidas e ao mesmo tempo diferentes. 





 

A HISTÓRIA 

Um carteiro que vive sozinho com seu gato chamado Kyabetsu, recebe um diagnóstico de tumor cerebral e que provavelmente terá uma semana ou menos de vida. Ao chegar em casa devastado, ele se depara com uma cópia dele mesmo que afirma ser o Diabo. Ele propõe ao carteiro se quiser viver mais um dia, apagar alguma coisa do mundo. Mas obviamente que não seria algo aleatório, o Diabo propõe apagar primeiro os celulares. Então começa a jornada do nosso protagonista. 

Com os celulares a serem apagados, o carteiro liga para uma ex namorada e se reencontram após um tempo. Ele lhe pergunta o que faria se os celulares não existissem. E assim, ele relembra seu relacionamento com ela que começou com uma ligação por engano. Porém, após apagar os celulares do mundo, as lembranças que vinham com ele também são apagadas, sendo assim, quando ele vai até sua ex novamente, ela não o reconhece pois não tem memórias dele. Assim, ele começa a entender a gravidade da proposta do Diabo. Porém ele não tem vontade de morrer ainda, e aceita quando os filmes e os relógios são apagados do mundo. Mas quando chega a vez dos gatos, ele finalmente entende que em seu ato egoísta por viver mais um dia, ele acaba perdendo o que viveu até ali.










Filme 

Ano de lançamento 2016

Duração 1h 43m

Direção Akira Nagai

Elenco Takeru Sato 


Livro 

Ano de publicação 2024

Páginas 176

Autor/a Genki Kawamura


Obs: encontrei inconsistências entre a publicação do livro e o lançamento do filme, pois vários sites de vendas ou resenhas de livros o ano de publicação é depois do filme, mas muitas resenhas também dizem que o filme é adaptação do livro. Então, fica aí esse erro ou mistério. 



Trailer 





Minhas divagações 

Obviamente que assisti por ser uma obra que não conhecia e que Takeru Sato participa. E pode ter certeza que todo filme com ele vai ser espetacular. Esse em questão, não se deixem enganar pelo título. Achei que fosse algo surreal sobre desapareicmento de gatos, mas acabou sendo algo bem mais profundo que isso. 

O filme é uma adaptação de livro e o personagem conta como recebeu sua sentença de morte e como o Diabo lhe apareceu oferecendo mais dias para viver, porém perderia algo de valor em troca. Claro que seria fácil escolhermos algo para não existir mais no mundo, mas claro que quem escolheria ser o Diabo e óbvio que acabaria sendo algo importante para o protagonista. De início, achei que a escolha do celular fosse porque o protagonista não saía dele, que tiraria apenas um vício dele, já que parecia que ele era solitário. Mas, depois vem o choque. O Diabo muito astuto, tiraria algo valioso do protagonista para que ele pudesse viver mais um dia. Esse dia acabava sendo cheio de memórias, pois sabendo que perderia tal coisa, ele via o quanto aquilo tinha sido importante na sua vida. Você pensaria, vivíamos bem antes dos celulares. Mas foi através deles que o carteiro conheceu sua ex e viveu uma linda história de amor. Embora não tenham ficado juntos, tiveram ótimas lembranças e momentos juntos. 

Assim como os filmes. O carteiro tem uma amizade um tanto que estranha com um cara chamado Tatsuya que trabalha em uma locadora de filmes. Desde que se conheceram ele indica um título por dia ao carteiro e vem uma das frases mais icônicas do filme: "Não haverá um fim para os filmes, por isso nossa amizade continuará por toda a eternidade". Sim, muitos triste quando os filmes desaparecem. 

Os dois últimos são mais significativos para o meio familiar. Os relógios representava o pai do carteiro. Era um homem distante sempre focado nos relógios. Mesmo quando sua esposa adoeceu, ele permanecia trabalhando consertando os relógios, o que fez o carteiro não perdoar as atitudes do pai e se afastar dele. Mas é quando o Diabo sugere os gatos para desaparecer do mundo, que o carteiro enfim deseja que isso não aconteça, pois foram os gatos que mantiveram sua família Unida apesar de tudo. E com isso, veio as lembranças de seu pai e de como a seu modo, ele fazia sua mãe feliz. 

O filme não é muito falado e encontrei por acaso. Das poucas críticas que vi, sei que sempre vai ter alguém que será do contra e quando não gostar de algo, vai tentar achar várias justificativas para isso. Li alguém comentando que não tinha gostado da história porque achou o protagonista muito egoísta. Porque aceitou apagar todas essas coisas só para ele viver mais um dia. Eu, por outro lado, não vi dessa forma. Eu sabia que no final essas coisas não seriam realmente apagadas do mundo. Eu já tinha entendido que era mais para refletirmos sobre o que havia sido importante em nossas vidas enquanto vivemos. O carteiro estava sozinho naquele momento, mas ele teve um amor, um amigo e sua família na qual valeram a pena viver tudo o que viveu. 

Achei que o Diabo ali fosse apenas uma representação do seu medo da morte e com isso, pudesse reavaliar o que viveu e assim aceitar que sua hora havia chegado. Foi uma forma mais interessante de lhe mostrar o valor das coisas do que o que eu havia imaginado. Achei que o Diabo era uma alucinação devido a seu tumor e que ele estava tendo essas visões por conta de seu medo da morte. E assim, alucinou com tudo isso mas percebendo que enquanto vivo, ele teve coisas boas na vida. 

A adaptação foi muito boa, embora seja óbvio que sempre haverá algumas mudanças, mesmo que a obra seja fiel ao original. Por exemplo, no livro, é preciso detalhar mais as coisas, para que possamos imaginar o cenário. Confesso que não havia reparado nas vestimentas do Diabo, que se apresentou de forma totalmente oposta ao carteiro. E, no livro, o carteiro chama o Diabo de Aloha, justamente por conta de suas roupas. Foi lendo o livro que reparei mais como realmente o carteiro parecia mais egoísta, ao ter a chance de viver mais dias. No filme, ele parecia se sentir mais culpado por fazer algo desaparecer em troca dele viver mais um dia. No livro, ele deixava claro que sua vida era mais importante. Talvez eu tenha me confundido quando li críticas e li de alguém que falava do livro. Pois aqui sim, podemos ver como o protagonista realmente pensava. 

No filme, mesmo na legenda, os nomes dos gatos foram mantidos no original, por isso, quando li Alface e Repolho, morri de rir. Embora em japonês seus nomes realmente significassem isso, em japonês me pareceu bem melhor. Mas acho que nada supera o gato falar no livro. Ainda bem que não teve isso no filme. Aloha já é bizarro o suficiente. Mas, apesar das mudanças, foram sutis, nada que nos deixe revoltados e claro, Takeru representou muito bem esse papel, como sempre. Eu não quis fazer uma resenha separado, porque livro e filme ficaram ótimos, então seria apenas muita repetição. Vale a pena os dois. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] O Agente Secreto - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse filme brasileiro que merece a atenção que está tendo. 






A HISTÓRIA 

No ano de 1977, Armando Solimões, desembarca em Recife para ver seu filho Fernando que mora com os avós maternos. Armando fica em um albergue, gerido por Dona Sebastiana, onde abriga outros refugiados.

Armando começa a trabalhar no Instituto de Identificação sob o pseudônimo de Marcelo. Ali, ele também pode procurar nos arquivos a identidade de sua falecida mãe, de quem tem poucas lembranças. 

Enquanto isso em São Paulo, Henrique Ghirotti, executivo da Eletrobrás e ex-ministro do governo militar, contrata dois assassinos de aluguel, Bobbi e Augusto, para matar Armando por disputa política e pessoal. 

No tempo presente, uma estudante de história, pesquisa a rede de resistência de Elza, que inclusive ajudou Armando na época e manteve gravações de áudio sobre Armando contando como havia conhecido Henrique Ghirotti e através de acervos de jornais, descobriu o que havia acontecido com Armando. 







Ano de lançamento 2025

Duração 2h 40m

Direção Kleber Mendonça Filho

Elenco Wagner Moura 



Trailer 





Minhas divagações 

Finalmente vendo esse filme brasileiro tão falado. Fazia tempo que eu não fazia isso, comentar enquanto assisto a obra. Inicialmente eu já colocava minhas impressões enquanto assistia mas depois começou a ficar trabalhoso demais ficar parando e escrevendo. E depois, escrever após terminar o filme, para mim era melhor para manter a memória funcionando. Mas, confesso que algumas impressões ficam melhores no início. Esse filme eu quis muito ver, óbvio, pelo Wagner Moura. Sempre gostei desse ator desde que fazia novelas e minha admiração por ele só aumentou no filme Tropa de Elite. 

Confesso que embora já tenha visto trailer e sinopse, não sei muito o que esperar do filme. Apesar de não gostar de ver coisas que estão no hype, sei que não vou me decepcionar porque foi a mesma coisa com o filme Ainda estou aqui. Que também é brasileiro. O Brasil tem muitos filmes bons, pelo menos para mim, eu, não dava valor por conta das novelas. Eram sempre as mesmas coisas e muita exploração de nudez. Por isso perdi o interesse nas produções nacionais. Mas, de vez em quando encontro obras realmente excelentes. 

Já no início do filme, dá uma nostalgia pela ambientação antiga, como os carros, as roupas, as cidades. O protagonista já começa em um fusquinha. Maravilhoso. No posto onde ele para, tem um cadáver, gente. Já senti uma tensão quando a polícia chega mas em vez de cuidar do corpo, vai revistar o protagonista. E depois quando a cena muda para a perna dentro de um tubarão. Misericórdia. O que esperar dessa história. 

Fica um suspense por conta do título, pois imaginamos que Armando deve ser fugitivo por fazer parte da resistência. Pois não vamos esquecer que o filme data da época da Ditadura militar. Como ele procurava documentos da mãe, achei que por alguma razão, ela tivesse sido da resistência e desapareceram com ela. Então, ele procurava documentos para provar que ela existiu. Também achei que ele estava se escondendo por conta disso. Que de alguma forma ela deixou uma missão secreta para ele. Mas, embora as explicações fossem mais simples que isso, não deixou de ser uma história interessante. 

Entendi algumas pessoas dizendo que ficaram insatisfeitas com o final. Foi a maior tensão a perseguição de Armando e de repente... descobrimos o que houve com a estudante de história no tempo presente e com memórias de Fernando, o filho de Armando. Criança esquece rápido alguns acontecimentos né. Ou ele falou isso para não ter que conversar mais com a estudante sobre a história do passado de seu pai. Ele ficou com o pen-drive com os arquivos que ela havia copiado e não acredito que ele tenha esquecido o pai, depois de tudo o que aconteceu. 

Uma personagem que se destacou para mim além de Armando, foi Dona Sebastiana. Que senhorinha intrigante. Cheia de segredos. O que será que aconteceu com ela e os outros que ela abrigava? Duas coisas paralelas que aconteceram mas não tiveram desenvolvimento, foram o corpo no posto de gasolina, que acho que é um caso normal, mas foi aleatório ou teve algum significado? Agora, o caso da perna no tubarão, achei que tivesse a ver com o perseguidor de Armando. Mas o mais bizarro foi as pessoas relatarem serem atacadas pela perna. Isso foi surreal. 

Claro que Fernando crescendo a Ditadura teria acabado e Henrique Ghirotti vendo que Armando não era mais problema para ele, seguiria com a vida. Mas, achei que Fernando cresceria e tentaria vingar o pai e as estudantes pesquisavam os acontecimentos para ele. Sei que sempre vou além do que realmente é, mas embora tenha sido mais simples, terminou de um modo amargo, como se víssemos um documentário sobre alguém que sofreu na Ditadura e depois desapareceu. Quem conhece a história dessa época, vai entender melhor o filme. E Wagner Moura como sempre, arrasou. 

Da minha parte, gostei bastante do filme. O lado bom dos filmes antigos, é que era tudo mais colorido, veja os carros por exemplo, azul, amarelo, verde, vermelho, o que temos hoje em dia? Preto, cinza ou branco. Apesar de não ter especificado o motivo de Armando ter se mudado, na verdade eu achava que era porque ele era informante da resistência, mas acho que ele estava só fugindo do Henrique Ghirotti. Não lembro se especificou como a esposa de Armando morreu, mas eu acreditava que tinha sido por causa do Henrique, tipo, como se fosse um aviso para o Armando. Confesso que só não entendi muito bem essa parte. Mas entendi a raiva do Henrique querer encomendar a morte de Armando. Embora penso que ele demorou para fazer isso ou Armando já estava fugindo depois do último encontro deles. 

Também não entendi a curiosidade da estudante de história de se aprofundar nessa pesquisa a ponto de ir até Fernando, falar sobre o passado do pai. Achei que ela fosse algum parente do Armando ou conhecesse alguém daquela época, o que faria mais sentido suas pesquisas. Se nem o próprio Fernando foi atrás dessa história, o que seria até mais interessante se tivesse sido o caso, já que ele viveu aquele momento, embora fosse muito criança. Mas enfim, apesar de tantas perguntas, ainda foi um filme brilhante. Não há de se negar que conseguiu transmitir com excelência o medo e a sensação de ser vigiado, naquela época terrível que foi a ditadura. 


Nota pessoal 10/10

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