terça-feira, 20 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] A casa do lago (The Lake House) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. As vezes o amor pode esperar, pode ultrapassar o tempo e pode parecer improvável. 






A HISTÓRIA 

Em 2006, Kate Foster, uma médica, está deixando a casa do lago em que alugava em Wisconsin, para morar em Chicago. Antes de ir embora, ela deixa uma carta na caixa de correio para o próximo morador, pedindo que encaminhe suas correspondências e avisando sobre marcas de patas que levam até o caminho da casa que já estavam lá e sobre uma caixa no porão. 

O novo morador é Alex Wyler, um arquiteto, que ao chegar na casa encontra a carta de Kate, mas estranhando os fatos que ela disse ter na casa. Que pegadas? Que caixa? Acontece que Alex está no ano de 2004. Quando estava pintando o caminho até a casa, um cachorro misterioso aparece e faz as pegadas. Ele então deixa um bilhete na caixa de correio e recebe uma resposta. 

Kate, após seu primeiro dia de trabalho no novo hospital, acaba perdendo seu primeiro paciente em um acidente bem na sua frente. Devastada, ela retorna a casa do lago onde encontra uma carta resposta misteriosa do novo morador. Porém, acabam percebendo que estão no mesmo local mas com diferença de dois anos. Inacreditável mas eles continuam a conversar dessa maneira. Alex consegue conhecer Kate no seu tempo, mas, ela ainda estava namorando na época e como ele poderia se apresentar se ela ainda não sabe de sua existência? Então, eles decidem se encontrar dois anos depois para Alex e um dia depois para Kate. Porém, Alex não aparece e decepcionada ela pede para ele não lhe escrever mais. Dois anos se passam e Kate acaba descobrindo o por que dele não ter ido ao restaurante aquele dia. Ela então corre para a casa do lago e escreve para Alex, porém, ela acredita que seja tarde demais. 









Ano de lançamento 2006

Duração 1h 39m

Direção Alejandro Agresti

Elenco Sandra Bullock, Keanu Reeves, Dylan Walsh, Christopher Plummer



Trailer 





Minhas divagações 

Não sei porque motivo, sempre achei que esse filme era de terror, pelo título. Provavelmente estava me confundindo com outro filme. Claro que vi uma cena no shorts do YouTube e me deu vontade de conferir a história. A única cena que vi, foi a da Kate olhando um desenho e descobrindo o que havia acontecido com o pintor. Claro que peguei spoiler nos comentários quando fui ver o nome do filme, mas nada que atrapalhasse a mágica da história. 

Gente, eu amo esses filmes de romance dos anos 2000 e dos anos 90. Sinceramente? Me fez até ter vontade de me apaixonar novamente. Claramente Sandra Bullock e Keanu Reeves tinham muita química. E apesar da improbabilidade da história, quem não desejou um final feliz para Kate e Alex?

Muitas vezes já disse sobre histórias de viagem no tempo, loop temporal e coisas do tipo. São completamente insanas e confusas. Aqui, o negócio é a improbabilidade. Como seria possível você estar no mesmo local que outra pessoa mas dois anos a frente? Dois anos de diferença que Alex conseguiu encontrar Kate, mas o contrário não foi possível. Por que? Claro, tem o detalhe importante do início, mas como conseguiriam se encontrar com essa diferença? Foi só isso que me pegou. Mas em questão de tempo, prefiro não enlouquecer pensando nisso. 

Mas, achei a história bem interessante e como cada um tinha seus problemas pessoais mas se encontravam um no outro. Aquela mulher que ficava correndo atrás do Alex, nada a ver. E o namorado da Kate? Achei injusto quando ela ficou decepcionada com o Alex por não ter aparecido no restaurante e voltado com o ex. Ela deveria ter acreditado nele quando ele disse que deveria ter acontecido algo para ele não ter ido. E mesmo sendo algo improvável de se conhecer o amor da sua vida que está dois anos atrás de você, qual o sentido de voltar para o ex, sendo que ela não o amava? Independente se ele a amava ou merecesse ficar com ela, seria injusto depois largar tudo pelo Alex. Só essa parte que achei mal trabalhada. Acho que ela deveria ter ficado sozinha. Ainda assim poderia ter encontrado a pintura de Alex e descoberto o que lhe aconteceu e mais, não ficaria com alguém só por conveniência.

Querendo ou não, achei meio injusto que Alex no passado sabendo da existência de Kate não tinha mais ninguém. Na verdade ele fazia o tipo solitário. A história com o pai também acabou sendo emocionante e entendemos o amor de Alex pela casa do lago e o motivo dela ter alugado depois. Porque não fazia sentido isso, mas depois que entendemos o que aconteceu com Alex, fica claro, porque de que outra forma ele deixaria a casa? E esse cachorro deles? Quem foi o dono primeiro? Se a Kate encontrou o irmão do Alex no tempo dela, encontraria o próprio sabendo de sua existência? Eu me confundia muito com essas questões, mas era melhor não pensar muito. 

Esses filmes românticos de antigamente são muito melhores do que os de hoje em dia. Eu amo rever esses filmes e sentir essa magia de romance no ar. Hoje em dia um dos parceiros morre, ou tem uma doença incurável ou algo assim. As vezes é bom retornar ao passado e ver esses romances água com açúcar. E claro, Sandra e Keanu juntos novamente? Vale muito a pena. Preciso rever Velocidade Máxima com esses dois. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Um dia de fúria - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um filme clássico, e se fosse você a ter um dia de fúria? O que faria?






A HISTÓRIA 

O policial Martin Prendergast está se preparando para seu último dia de trabalho antes de se aposentar. Poderia ter sido só mais um dia tranquilo, mas tudo começa de manhã, quando em um engarrafamento, um homem decide largar seu carro ali mesmo e ir embora a pé. Esse homem seria William Foster, desempregado a um mês, separado da esposa e atualmente morando com a mãe. Para William também poderia ter sido apenas uma manhã comum, mas era aniversário de sua filha e ele decidiu levar um presente para ela. 

Porém, enquanto tentava ligar para sua ex-esposa, foi até uma mercearia trocar seu dinheiro em moedas. Mas, ele achou os produtos com valores acima do normal e agride o comerciante por ser estrangeiro alegando que além de invadirem seu país, ainda lhe roubam com produtos caros. William bate no comerciante com seu próprio taco de beisebol, que ele usava para proteção. O comerciante vai dar queixa na polícia e Prendergast toma conhecimento dessa história pela primeira vez, apesar do suposto agressor ter quebrado sua loja, o criminoso pagou pelo refrigerante e foi embora. 

William segue seu caminho a pé até a casa da ex-mulher, mas acaba encontrando uma gangue, onde inicialmente dois deles acabam apanhando de taco e não aceitando a humilhação, reúnem mais homens e vão atrás de William de carro e armados. Acontece uma tragédia mas William sai ileso e ainda pega as armas da gangue. Armado, William vai a uma lanchonete e pede café da manhã. Mas como passou uns minutos do horário, se recusam a atendê-lo. Apesar de ameaçar os atendentes com a arma, William paga pelo lanche. A partir daí, William já fica mais conhecido e Prendergast começa a especular que o homem do taco de beisebol e o homem armado são a mesma pessoa. Apesar de ser seu último dia, ele e a policial Sandra começam a seguir seu rastro. Mas, é quando encontram um neonazista dono de uma loja de artigos bélicos morto, que sabem que para William agora é um caminho sem volta. 













Ano de lançamento 1993

Duração 1h 53m

Direção Joel Schumacher

Elenco Michael Douglas, Robert Duvall, Barbara Hershey



Trailer 





Minhas divagações 

Me lembrava desse filme vagamente. Mas confesso que algumas atitudes foram satisfatórias. Quem nunca se imaginou lutando pelos seus direitos como William. Na lanchonete então, divino. Porém, impossível um homem comum sair desse jeito como ele fez. Mas claramente ele tinha problemas e precisava de ajuda. Infelizmente sua ex-esposa e sua mãe, não souberam lhe ajudar. 

Ambientado nos anos 90, dá para entender muita coisa, e realmente muita coisa acontece nesse cenário ao mesmo tempo. Há muitas críticas ali, começando pelo comércio tirando vantagem em cobrar preços exorbitantes e ainda, vemos outra crítica quando o mesmo comerciante vai a delegacia e o outro policial faz questão de mostrar as diferenças que existem entre orientais. Assim como a gangue tenta mostrar uma comunidade fechada e não aceita atitudes como a de William. Ou ainda na lanchonete a exploração do serviço rápido porém de péssima qualidade. E a reforma na rua que não tinha nenhum problema mas os trabalhadores estavam lá só fingindo para garantir salário. Mas nada supera o dono da loja de roupas, homofóbico que na verdade era neonazista e ao confundir o que o William estava fazendo, acabou se dando mal por isso. 

O desfecho dessa história era óbvio, porém, como tinha Prendergast na jogada e como era seu último dia, imaginei três cenários: William encurralado se matava, William atirava no Prendergast ou Prendergast atirava em William. Qual dos três acha que aconteceu? Por que William se matava? Depois de perceber que ele era o bandido da história e que não tinha mais volta por tudo o que fez, não iria aceitar ficar na cadeia, então, qual seria a melhor saída? Embora não fosse esse seu desejo, já que tudo começou porque ele só queria ir para casa ver a filha. Por que atirar em Prendergast?  Era seu último dia, sua esposa, chatíssima por sinal, o esperava em casa, apesar que claramente ele não aparentava muito entusiasmo na aposentadoria, então, seria terrível se fosse ele a levar o tiro não é? Mas as chances de William levar o tiro primeiro seria um final melhor para ele. 

Para mim, a história sempre foi cômica pela situação. Um homem comum, engravatado, de repente explode e decide que quem ficar no seu caminho, terá consequências. A partir do momento que ele tira a vida de alguém, já é algo sem volta. E mesmo que faça coisas que aparentemente seria nosso direito reclamar, ele faz com violência. E todo ato de violência tem consequências no final. Só acho que no final, ele deveria ter conseguido dar o presente a filha, com certeza ela vai crescer odiando o pai, pois a mãe, devido ao estresse e medo que passou, duvido que manteria uma boa imagem de William, depois de tudo o que ele fez. Quem faria isso não é verdade?

A ex de William chamou a polícia, contou sobre a medida protetiva,  mas, apesar dela achar que ele poderia partir para a agressão, apenas com isso os policiais não puderam ou não quiseram fazer muito para protegê-la. Como ele estava indo a pé e ela não sabia disso, passou horas desde que ele havia dito que estava indo para lá, como passou a tarde toda e ele não apareceu, a polícia se retirou da casa de sua ex. Houve ainda a crítica política sobre isso, quando a policial deu a entender que não tinham muitas viaturas nas ruas e quando tivesse uma votação sobre isso, da próxima vez, era para ela votar a favor por mais patrulhas. Não há dúvidas que embora William tenha partido para a violência em determinados casos, mas duvido que sua intenção fosse matar sua esposa e filha. Sua preocupação quando viu a mão da filha do caseiro que estavam aproveitando que os donos estavam viajando e curtindo a piscina deles, mostra seu lado paterno. Embora nas filmagens de sua família, infelizmente podíamos ver que ele já tinha alterações de humor, o que culminou em sua separação. Nenhuma mulher quer viver com um homem agressivo. Afinal, qual seria o estopim para ele vir a agredir uma delas? 

Enfim, diferente do que me lembrava mas satisfatório em algumas partes. 


Nota pessoal 7/10


domingo, 18 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Filhos do Éden: Anjos da morte #2 - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. A história de hoje é um verdadeiro livro de história. Acompanhamos a jornada de Denyel antes dos acontecimentos do primeiro livro enquanto Kaira o procura no tempo presente. 






A HISTÓRIA 

Acompanhamos Denyel lutando no passado a Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Vietnã e os conflitos no Líbano, enquanto Kaira vive no presente, junto ao querubin Urakin e o hashmalin Ismael à procura de Denyel. 

Kaira procura pelo exilado que caiu no rio Oceanus no fim do primeiro livro. Enquanto isso, nesse volume o foco é Denyel, sua história é contada antes desse acontecimento. Denyel era um anjo caído que aceitou trabalhar para Solon, o primeiro dos sete, em missões pelo mundo para exterminar membros da Teia, que contrabandeavam informações aos novos rebeldes. Isso era o que Solon dizia, mas conforme executava suas missões, Denyel se questionava o quanto disso tudo era verdade. 



Ano de publicação 2013

Páginas 588

Autor/a Eduardo Spohr



Minhas divagações 

Esse é o terceiro livro de Eduardo Spohr que leio. E é o segundo da trilogia Filhos de Éden. Pelo menos até onde eu saiba, é trilogia ainda. Nesse segundo volume, acompanhamos mais da história de Denyel, como ele foi parar no meio dos humanos e qual era sua missão na Terra. Enquanto isso, acompanhamos Kaira depois dos eventos do primeiro livro, onde ela ainda não recuperou de todo sua memória. Segundo o autor, não precisa necessariamente ter uma ordem para ler os livros, porém, acho importante seguir sim a ordem, pois no primeiro temos a jornada de Kaira na Terra, que vivia no corpo de uma estudante sem saber quem era na verdade. No livro dois, segue a continuação de sua jornada, pois ela ainda não recuperou de todo suas memórias. Entretanto, o foco dessa história é o exilado Denyel, que passou por vários horrores como soldado em tantas guerras, até a missão dada por Solon mudar de foco. 

Confesso que esse universo sempre me foi meio confuso, porém, consegui entender melhor a história com esse volume. Aqui, como Denyel está no passado, seguimos sua trajetória em meio aos humanos. Ele vive disfarçado como um soldado e passa a lutar em várias guerras conhecendo outros soldados e ficando marcado por alguns. Em determinado momento, ele luta ao lado de um pelotão, onde seu capitão desconfia dele mas no final, os dois tem um reencontro surpreendente e o verdadeiro trabalho do capitão na verdade era outro. Denyel acaba sendo recrutado por ele para trabalharem juntos novamente, em busca de algo secreto, mas sendo Denyel um anjo imortal, óbvio que ele acaba a empreitada sozinho novamente. 

Mas, depois dessa passagem pela guerra, que Solon então, muda seu foco e lhe dá missões como assassino. Ele precisa então viajar para determinado país e após vigiar por um tempo seu alvo, eliminá-lo. Entre uma dessas missões, que obviamente ele faz em troca não só por dinheiro, mas por outras regalias também, ele acaba conhecendo Sophia e até vive uns anos ao seu lado, como um casal humano qualquer. Porém, Sophia também trabalha para Solon e recebendo a próxima missão de Denyel, decide acabar esse romance sem sentido para eles, pois sendo quem são, eles não poderiam ter essa vida para sempre. Denyel não entende porque Sophia pensa assim e mesmo não aceitando sua decisão, ele acaba  a deixando para cumprir seu trabalho. 

Enquanto Denyel tem suas aventuras, Kaira também passa por desafios. Eu entendi a procura de Kaira por Denyel, pois aparentemente no primeiro livro, depois de terem se conhecido, os dois tiveram alguma coisa. Obviamente não me recordo muito bem da história.  O problema de ser uma leitora compulsiva, é que leio tantos livros seguidos e as sequências são sempre anos depois, então, seria normal para mim não me lembrar direito da história. Embora tenha amado a jornada de Denyel, confesso que foi meio confuso entender essa mistura de tempo, pois no final, esperei que os dois fossem se encontrar. Embora o próprio autor diga que não há necessidade de se ler em ordem, acho que eu prefiro seguir a ordem sim. No primeiro temos o encontro de Kaira e Denyel, porém, o foco é na história dela. Perdida em um corpo humano sem suas memórias, ela então acreditava ser uma estudante comum com problemas com os pais. Em Herdeiros de Atlântida  ela estava com Urakin e Levih, sempre achei que fosse o Ismael que estava junto desde o início. Não havia me atentado a esse detalhe. Perdemos Levih então? Admito que esse negócio de anjos, castas, demônios e afins é um universo meio confuso para mim. Mas, a esse mundo que Eduardo criou é incrível. A parte do Denyel na guerra, é cheio de detalhes, um verdadeiro livro de história, melhor até. Então, quer dizer que no terceiro livro saberemos o destino desse grupo. Encontrarão Denyel? Ele se juntou a Kaira no primeiro livro em troca de anistia, aqui, explica então o motivo dele querer isso. A parte da Kaira segue então o final do primeiro livro. 

O que esperar dessa história no final? Ansiosa para ver como termina a jornada de Denyel. Por isso indico sim, ler na ordem. Porque mesmo que você comece por esse, fica a parte da Kaira meio sem sentido e sua busca pelo Denyel confusa. Porque a jornada dela continua exatamente como no fim do primeiro livro. Fiquei pensando se tivesse uma adaptação para os cinemas, quem seriam os atores para interpretar esses personagens? Com certeza na minha imaginação, eles são divinos. Pensando bem agora, não me recordo de ter visto alguma adaptação de livro nacional. Acho que essa série do Eduardo e Os Sete do André Vianco, dariam ótimos filmes ou séries. 


Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] O Clube do Crime das Quintas-feiras (filme) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos investigativos. Hoje trago essa adaptação literária que achei que ficou perfeita. 






A HISTÓRIA 

Coopers Chase é um lar para idosos onde Joyce, uma enfermeira aposentada acaba de se mudar para o local. O que é perfeito para o Clube do Crime das Quintas-feiras composta pela misteriosa Elizabeth, pelo psiquiatra Ibrahim e pelo ex-líder sindical Ron. No momento, estão estudando um caso arquivado de 1973, que foi investigados e conduzido pela inspetora Penny Gray, que era membro do clube e agora reside no asilo em coma. O caso não resolvido era de uma mulher assassinada, que caiu da janela de seu apartamento e imediatamente seu namorado foi descartado como suspeito, desaparecendo dias depois. 

A policial Donna de Freitas, transferida de Londres, acaba indo a Coopers Chase, para fazer um trabalho entediante sobre prevenção de acidentes e acaba conhecendo o grupo do clube. Elizabeth fica interessada em fazer amizade com Donna, pois uma policial pode ser muito útil para seus casos. Coopers Chase está a ponto de ser demolida e seus moradores idosos não sabem qual será seu destino, mas, um dos sócios e dono do terreno, é assassinado. O Clube passa a investigar e conseguem colocar Donna na equipe das investigações policiais em troca de informações. Porém, quando o segundo sócio aparece morto, as coisas começam a complicar de verdade. Mas claro que Elizabeth daria um jeito de descobrir esse mistério. 











Ano de lançamento 2025

Duração 1h 58m

Direção Chris Columbus 

Elenco Helen Mirren, Pierce Brosnan, Celia Imrie, Ben Kingsley, Tom Ellis, Naomi Ackie, Daniel Mays



Trailer 





Minhas divagações 

Quando li o livro Clube do Crime das Quintas-feiras confesso que não sabia o que esperar, mas, esse Clube de idosos acabou me conquistando. E por incrível que pareça, mesmo tendo lido um tempo atrás, achei que os atores casaram bem com seus personagens. Elizabeth então, foi lindamente interpretada por Helen Mirren. E o quarteto de atores estão todos na casa dos 70 anos. Que trabalho fenomenal. E quem deu as caras nesse filme? Tom Ellis. Confesso que não cheguei a terminar Lúcifer, mas Tom caiu naquele estereótipo de papel, tipo homem sensual e perigoso. Mas também não vi muito de seu trabalho. Então não posso julgá-lo. 

Engraçado como a história começa com um caso arquivado e acaba tendo um caso real. Enquanto o clube trabalha em casos fechados, imagina-se que seja seguro para um grupo de idosos. Mas, se envolver em um caso real? Eu ficava o tempo todo apreensiva enquanto lia, imaginando os perigos que poderiam estar correndo, ainda por mais se intrometerem em um caso de assassinato, fora imaginar algum deles passando mal por causa da idade. Principalmente quando Elizabeth é seguida. 

O mais curioso do caso, é que os dois assassinatos dos sócios, imaginamos que tivessem ligação entre eles, porém, acaba tomando um rumo completamente diferente. Confesso que imaginei que Jason fosse realmente o culpado. Afinal, ele estava bem próximo da vítima e poderia ter feito aquilo, já que ele aparentava ser uma pessoa bem esquiva. Mas, seria fácil demais. Em casos de investigação, quando o suspeito é óbvio demais, é melhor descartar. 

O mais engraçado de tudo claro, é  como colocaram Donna como a fonte dentro da polícia e como passavam informações para ela também, a favorecendo no caso. Mas, a solução final para não perderem Coopers Chase, foi conveniente demais. Porém, como o livro tem sequências, será que o filme também terá? 

Cada um do clube tem sua personalidade e não tem como não amar nenhum deles. Não lembro como era a descrição de Coopers Chase no livro, mas quem não gostaria de morar em um local desses como do filme? Claramente é para aposentados com condições financeiras né. Ninguém com menos que isso, teria condições de ficar em um lugar tão bonito, limpo e apresentável como esse. Até eu gostaria de ficar em um local desses na minha velhice, se existisse na vida real. Ainda mais no Brasil, onde as condições de saúde como hospitais públicos já são meio precários, imagina lar de idosos. 

Não sei se perdi alguma coisa, mas só não entendi muito bem quem e por que, invadiram a casa da Elizabeth para deixar o aviso de não se intrometer mais. Era mesmo o florista? Isso não ficou claro para mim. Qual o motivo dele ter feito aquilo, se no fim, Elizabeth acabaria o encontrando. Se não fosse o aviso, ela teria o encontrado de um jeito ou de outro? 

Bom, eu gosto de histórias investigativas e com idosos foi bem interessante. Confesso que até comecei a ler a sequência do livro, tamanha a curiosidade para ver quais serão os próximos casos desse quarteto. O final, foi meio triste, pelo caso encerrado que eles investigavam no início. Tiveram a conclusão que procuravam, mas custou um preço. Mas agora Joyce é um membro oficial do clube e estou curiosa para saber mais. 

Alguns mais exigentes podem achar que o filme é típico sessão da tarde, mas achei bem interessante, bem adaptado e interpretado. Recomendo. E já adianto, pelo menos no próximo livro, as aventuras do clube foram bem mais intensas e desejo de coração que façam a sequência. Não comentei muito sobre o Bogdan nesse filme, embora na minha imaginação ele fosse bem diferente, no próximo livro ele tem bem mais destaque. Embora nesse filme tenha contado um pouco de como ele acaba aparecendo, não lembro se no primeiro livro teve realmente tudo isso, mas no segundo livro, ele era bem misterioso mas era alguém confiável para o clube. De novo, espero ansiosa que tenha um próximo filme. Acho que merece uma sequência. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Histórias Cruzadas (The Help) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme sensacional. Além de grandes atrizes, é uma história espetacular. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 1960, em Jackson, Mississipi, Eugenia Phelan, mais conhecida como Skeeter, retorna para casa após se formar na faculdade para desgosto de sua mãe, pois enquanto as outras mulheres do círculo social de Skeeter estão casadas, sua filha é a única que continua solteira. Skeeter consegue um trabalho no jornal local, inicialmente escrevendo para a coluna "dicas de dona de casa" respondendo algumas cartas. Para isso, pede a ajuda da empregada de Elizabeth, Aibileen, que no final, ajuda muito mais quando Skeeter muda seu foco para escrever sobre a vida das empregadas sob seus pontos de vistas, relatando inclusive os abusos que sofriam de suas empregadoras. Skeeter reúne essas mulheres que contam suas histórias emocionantes e ao final, conta a sua própria história, pois também cresceu sendo criada por uma empregada negra, mas que acabou descobrindo que sua mãe a despediu enquanto estava na faculdade. O livro de Skeeter faz sucesso e apesar de o autor ser anônimo e os nomes dos personagens terem sido mudados, algumas mulheres sabem que as histórias são delas. 
















Ano de lançamento 2011

Duração 2h 26m

Direção Tate Taylor 

Elenco Viola Davis, Emma Stone, Octavia Spencer, Jessica Chastain



Trailer 





Minhas divagações 

Vi um shorts desse filme com a cena da Celia contratando Minny Jackson para trabalhar para ela. De todas as mulheres fúteis desse filme, salvam apenas a Celia e a Skeeter. Já digo porque. A história já emociona porque é ambientado nos 60 em Jackson no Mississipi, onde nessa época lutavam pelos direitos civis e contra a  segregação racial. O filme mostra muito bem essas diferenças, onde as mulheres brancas ricas, com suas empregadas negras, claramente as menosprezavam, mesmo que estas cuidassem de suas casas e seus filhos. Eram mulheres fúteis e racistas.

Nessa história eu seria muito a Skeeter. Para começar, ela era diferente das outras mulheres por ter terminado a faculdade e arrumado um emprego. Para ela não era prioridade se casar e ficar o dia inteiro se dedicando aos maridos. O que muitas nem isso faziam na verdade. Que vida chatinha tendo a casa limpa, comida feita pela empregada e ainda ter os filhos sendo cuidado por elas. O que essas mulheres faziam de verdade gente? Por isso a vida de Skeeter era muito mais interessante. 

Duas empregadas se destacam nessa história. A primeira obviamente é Minny Jackson por ter enfrentado sua patroa, Hilly. Que mulher desagradável e mereceu o que Minny fez para ela, mesmo que custasse seu emprego e convenhamos, por causa disso ela acabou sendo contratada por uma pessoa muito melhor. Foi assim, que Minny acaba trabalhando para Celia. Hilly era tão desagradável que virou todas as outras mulheres por inveja de Celia, que se casou com o homem que Hilly tinha interesse. Sorte da Celia, ela não precisa dessas mulheres fúteis em seu círculo pessoal. Ela já tinha seus próprios desafios para lidar e apesar de ser rica, ela não era esnobe como as outras. Celia desde que conheceu Minny, a tratou como igual e amei essa atitude dela. Lembrei da Minny fugindo do marido da Celia achando que ele não sabia que ela trabalhava na casa, sendo que desde o primeiro dia ele já sabia e depois o casal servindo uma excelente refeição para ela, onde Celia cozinhou tudo sozinha o que aprendeu com Minny. Não tem como não amá-la. Seu modo de falar e agir as vezes pode ser confundido com uma mulher mimada, mas não se enganem, ela é excepcional. 

A outra empregada que se destacou foi Aibileen. Trabalhava para uma jovem mãe que entrou em depressão após o parto e por isso, quem cuidava de sua filha era a empregada. Elizabeth não era tão desagradável quanto Hilly, mas era influenciável pela outra e no fim, perdeu Aibileen por causa da "amiga". Elizabeth teve outro filho e mesmo partindo seu coração, Aibileen teve que deixar a filha de Elizabeth para trás e decidido enfim se aposentar dessa vida. Mas antes de tudo isso acontecer, Skeeter havia reunido um número considerável de empregadas e escutado suas histórias e então escrito o livro The Help. Embora o autor fosse anônimo, as histórias ali contadas poderiam ser reconhecidas como sendo de Jackson e uma em particular provava isso, que era o relato, ou uma confissão de Minny, do que teria feito para Hilly depois de ter sido despedida por ter usado o banheiro da patroa. Aibileen tinha o mesmo tratamento, mas Elizabeth mandou construir um banheiro do lado de fora para ela, já que achavam que os negros poderiam ter doenças contagiosas. 

O medo das empregas antes de decidirem compartilhar suas histórias, era enorme, ainda mais porque muitos negros eram mortos pelo KKK (Ku Klux Klan), mas justamente por essas mortes, elas decidem falar. Principalmente porque suas empregadoras passam a ameaçá-las de mandar prendê-las por acusação de roubo, só para lhes dar uma lição. E Skeeter, mulher branca, que teve a mesma criação que as outras mulheres, ou seja, eram filhas de pais ricos criadas pro empregadas negras, mas o diferencial, é que Skeeter teve uma visão melhor da realidade e lutou pelos direitos dos negros contando suas histórias. 

Não achei que fosse tão profundo. Primeiro nem sabia que Emma Stone estava no filme. Pensei que a história seria mais sobre relacionamentos de empregadas e suas empregadoras. Achei que seria mais engraçado pela parte da Celia que tinha visto contratando Minny. Mas o enredo foi chocante. Odiei essas mulheres fúteis e a mãe da Skeeter só foi perdoável porque ela reconheceu seus erros. E, protegeu a filha contra a Hilly no final. 

Essa época da história parece distante dos dias atuais, mas infelizmente ainda vemos muito desse tratamento por aí. Tanto o racismo como a homofobia ainda é forte nos dias atuais. Infelizmente essa é uma luta que não tem previsão de acabar. Sim, lembrei da parte da mãe da Skeeter que achava que pela filha ainda ser solteira, talvez ela gostasse de mulheres. Sua mãe ainda disse sobre fazer algo para curá-la, não lembro o que era, porque achei absurdo demais. Mesmo se Skeeter fosse lésbica, os pais pensarem que isso tem cura, gente, é muito absurdo. E naquela época então. Racismo e homofobia eram o ponto alto da época. 

Enfim, o filme é excepcional. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Ghost Town: um espírito atrás de mim - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme que não sei porque foi parar na minha lista mas foi divertido até. 






A HISTÓRIA 

O dentista Dr. Pincus, passa por um procedimento de colonoscopia e pede por anestesia geral. Porém, ele acaba tendo uma parada cardíaca morrendo por 7 minutos. Agora, ele passa a ver os mortos e estes, sabendo que ele pode vê-los, passam a seguí-lo tentando fazer com que ele resolva seus assuntos inacabados e assim partir para a luz. Porém, Pincus é um homem solitário e rabugento que tenta evitar esses fantasmas a todo custo. Mas um em particular é extremamente persistente e garante que se Pincus o ajudar, mandará todos os outros se afastarem dele. Com apenas um deles para lidar, Pincus considera ajudá-lo. 

Frank morreu em um acidente deixando sua esposa Gwen. Após um ano de seu falecimento, agora ela está com outro homem e pretende se casar novamente. Acontece que Frank não acha o homem adequado e acredita que este está tentando dar um golpe na ex esposa. Assim, ele tem a ideia de Pincus se aproximar de Gwen e fazê-la desistir de se casar com o outro homem e assim Frank pode ir para a luz. No entanto, Pincus acaba se apaixonando por Gwen e descobre que o que mantém Frank aqui ainda é a própria Gwen. 







Ano de lançamento 2008

Duração 1h 42m

Direção David Koepp

Elenco Ricky Gervais, Téa Leoni, Greg Kinnear, Aasif Mandvi



Trailer 





Minhas divagações 

Não faço ideia do motivo de ter colocado esse filme na minha lista. Vi em um shorts no YouTube mas não lembro a cena. Me pareceu interessante pelo fato de Pincus ver os fantasmas, mas, confesso que esse tema é bem batido na verdade. Me lembrou um filme antigo do Robert Downey Jr que era perseguido por quatro fantasmas que queriam que ele resolvesse seus assuntos inacabados. Mas diferente daqui, Robert levou anos para entender o que precisava fazer. Pincus apenas não queria se envolver. 

Desde o inicio vemos que Frank é um golpista e ainda por cima traía a esposa. Sua morte deixou marcas em Gwen porque só assim ela descobriu sua traição. Vivendo preso ainda no plano terreno, quando ele percebe que outro ser humano pode vê-lo, ele tenta convencer Pincus a ajudá-lo. Porém, não é só Frank que precisa de ajuda, muitos outros ficam colados em Pincus esperando uma chance de resolver também seus assuntos pendentes. Mas Pincus vai demorar para ceder seu tempo em ajudar alguém. 

Apesar da trama parecer dramática, achei mais cômica do que qualquer outra coisa. Primeiro, o exame que Pincus foi fazer, já começa de modo hilário quando ele vai preencher sua ficha, eram perguntas que faziam sentido. Depois ele recebe alta mas ninguém teve a capacidade de lhe informar que teve uma parada cardíaca durante o procedimento. Depois que ele começa a ver os fantasmas, sua vida muda um pouco. Querendo ou não, ele acaba tendo mais contato social, mesmo que seja por causa dos fantasmas. E, embora o caso de Frank parecesse uma coisa, no final era outra. 

No mais, foi interessante ver as mudanças de Pincus. Gosto quando o personagem tem um crescimento significativo e ele acaba vendo que a vida e as pessoas podem ter muito mais a oferecer do que apenas histórias chatas para contar. No entanto, não é um filme excepcional ou inesquecível. Mas foi divertido em determinados momentos. Apesar que me identifiquei muito com Pincus. 

Embora ele tivesse um sócio no consultório odontológico, ele evitava ao máximo contato social. Mesmo com seus pacientes ele evitava manter conversas, embora uma paciente em particular, embora falasse e falasse e Pincus nunca prestou atenção, sua história acabou sendo triste, mas o modo como Pincus acabou ajudando, foi lindo. 

Ver como as vezes nos afastamos das pessoas nos isolando, é meio deprimente, mas muitos acabam assim pelas experiências tristes e traumáticas que passamos ao longo da vida. Foi o que houve com Pincus. Embora tenha conhecido uma mulher fantastica, alem de ser viuva de um homem que não saía do seu pé, ainda estava para casar com outro, que não era de todo ruim, mas com certeza ela merecia algo melhor. 

Só acho que de tantos espíritos que o perseguiram no início, enquanto havia decidido ajudar alguns, poderia ter sido um número maior com algumas dificuldades ou fatos emocionantes, para vermos como Pincus havia mudado depois de vê-los. E conhecendo suas histórias, ele poderia valorizar mais seu tempo enquanto ainda estava vivo, pois vendo o sofrimento daqueles que perderam alguém que amava, ele se tornasse mais empático e humano. 

Mas fora isso, teve seus momentos divertidos. Acho que Frank e Gwen poderiam ter sido mais trabalhados em suas histórias, para ter um peso maior no pedido de ajuda de Frank. A forma como ele morreu e ainda mostrando que estava traindo a esposa, não fez muito sentido ele querer salvá-la de um possível golpista, sendo que ele foi bem pior com ela. Acho que poderiam ter tido uma história melhor, sem a traição e ela de fato estivesse com alguém mal. Se bem que, com apenas um ano de luto, só alguém traída já se casaria com outro. Ou, Frank poderia ainda estar preso no plano terreno porque ela o amava e não conseguia deixá-lo ir, assim, Frank tentaria encontrar alguém decente para ela. Mas aí sou eu indo além como sempre. Dificultando o que é mais simples. 

Nota pessoal 7/10

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

[Review] Ponte para Terabitia - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Essa história marcante é de destruir qualquer um. 






A HISTÓRIA 

Jesse é um estudante da quinta série, que mora com seus pais e mais quatro irmãs. Ainda divide o quarto com May Belle e vão juntos a mesma escola. Jesse precisa fugir da valentona da escola Janice enquanto é atormentado pelos colegas de sala Hoager e Fulcher. Um dia, chega uma aluna nova que acaba sendo vizinha de Jesse. Após um desentendimento inicial onde Leslie ganha uma corrida entre todos os garotos, ela e Jesse se tornam amigos. 

Todos os dias após as aulas, Jesse e Leslie saem para brincar juntos e encontram um local perfeito para suas imaginações. Eles encontram uma casa na árvore abandonada e a reformam, criando seu local seguro, que chamam de Terabitia. Nesse local eles enfrentam inimigos poderosos como trolls gigantes ou pássaros enormes que querem destruí-los. 

Jesse passa um dia com a familia de Leslie e Leslie vai a igreja um dia com Jesse e sua familia. Uma professora nova chega na escola e um dia convida Jesse para ir ao museu com ela. Em um momento de egoísmo, ele nem pensa em Leslie e se diverte com a professora no museu. Mas ao chegar em casa, recebe a pior notícia de sua vida. 











Ano de lançamento 2007

Duração 1h 36m

Direção Gábor Csupó

Elenco Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb, Bailee Madson, Robert Patrick, Kate S. Butler, Zooey Deschanel




Trailer 





Minhas divagações finais 

Como qualquer obra que eu tenha visto anos atrás, com certeza minha memória é muito falha. Não lembrava que a família de Jess, tinha tantos filhos. E as mais velhas eram muito folgadas e maltratavam o próprio irmão. Acho que ele era mais ligado a irmãzinha May Belle. A família de Jesse era tipicamente aquela que sofre problemas financeiros e tem um monte de filhos. E Jesse por ser o único menino, sofria mais nesse meio. As mais velhas eram insuportáveis e típica adolescentes que não servem para nada. Só sabiam perturbar o único irmão. Nem ajudavam a mãe com a casa e com as irmãs mais novas. 

Já Leslie vem de uma família que é o oposto. Seus pais tem trabalhos que podem fazer de casa, tem condições de vida melhores, mas só tinham a Leslie como filha. Porém, ela se sentia meio solitária as vezes e por isso talvez, dava asas a sua imaginação. Sua amizade com Jesse ajudou a ambos, ela por ter companhia e ele, por abrir sua mente e ver o mundo fantasioso que ela enxergava.

Apesar de seu pai parecer preferir May Belle, talvez porque não tinha como não preferí-la, de tão fofinha que ela era. Mas em determinados momentos, ele parecia se importar com Jesse e entender como é difícil para o filho ser o único menino no meio de tantas mulheres. Mas também havia momentos em que seu pai era rígido com ele, tanto que em alguns momentos, ele até tentou se afastar de Leslie pois achava que ela imaginava coisas demais. Mas, quando aconteceu a tragédia e seu pai foi consolar Jesse, não tinha como  segurar as lágrimas. Eu já vi uma vez, sabia que era triste e pelo andar da história, achei que não iria chorar tanto, mas me enganei. Me acabei de chorar. Principalmente pela negação de Jesse. Mas, na escola quando os meninos continuam o perturbando e ele dá um soco em um deles, a gente comemora demais, pena que ele não teve essa atitude antes. No entanto, quando a professora o chama para ir para fora da sala, pensei que ela fosse brigar com ele, mas apesar de sua postura parecer não se importar com os alunos, ela desabafou também sua perda para ele. Falando em professora, muito triste quando Jesse diz a Sra. Edmunds, que da próxima vez eles devem convidar Leslie também.  Claramente ele se sentia culpado por isso e por não ter estado com ela naquele dia em que foi sozinha para Terabitia.

Leslie tinha conseguido dobrar a valentona Janice, quando ela e Jesse lhe pregaram uma peça a envergonhando na frente da escola. Desde então ela não perturbava mais ninguém. Meio hilário até vê-la se sentando ao seu lado no ônibus escolar quando ela própria monopolizava os bancos do fundo. 

O início achei meio problemático pelo ambiente familiar de Jesse. Talvez por sabermos que ele seria o protagonista, ficamos do seu lado, mas será que tem alguém que gostou das suas irmãs mais velhas? Fora que a distância da mãe com ele, é compreensível pela sua carga de trabalho. Por isso talvez coube a seu pai tentar ensiná-lo a ter mais responsabilidades. E quem não viu em seu pai aquele policial maligno do filme Exterminador do futuro 2? Por isso achei que ele tinha cara de mau. 

E para deixar a história mais triste ainda, o filme é adaptação do livro que a mãe do roteirista escreveu para ele quando ele era criança e perdeu sua melhor amiga. Para ajudar no luto, sua mãe escreveu essa história. O que deixa o filme mais marcante ainda. E apesar de ser dos anos 2000, nessa época ainda faziam ótimos filmes. 

No livro, as condições financeiras da família do Jesse pareciam piores do que no filme. Suas irmãs mais velhas, apesar de entendermos a adolescência, ainda assim, por serem pobres, as meninas eram muito mimadas, insuportáveis e irresponsáveis. No livro elas eram mais odiáveis ainda. Teve bastante mudanças entre filme e livro, mas a essência mesmo está ali. Porém, não sei porque, mas no filme parece ser mais triste a ponto de nos fazer chorar. Não tive essa necessidade ao ler o livro. Mas isso não quer dizer que não seja triste. 


Nota pessoal 10/10


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Snoopy apresenta: A inigualável Marcie - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse curta animado da Marcie. Personagem que sempre esteve ali do lado da Patty Pimentinha e merecia um destaque também. 






A HISTÓRIA 

Enquanto Marcie acompanha Patty Pimentinha em um campeonato de golfe da escola, ela a ajuda a ir para as finais com seus ótimos conselhos. Ela ainda vê algumas dificuldades que os alunos passam na escola e tenta arrumar um jeito de ajudar todos, porém, sem ninguém saber. Era o que ela achava, pois durante a votação da escola para o próximo presidente estudantil, sem nem mesmo ela ter se candidatado, Marcie acaba sendo eleita a nova presidente, pois todos sabiam o que ela vinha fazendo para ajudar. Porém, apesar de querer ajudar a todos, Marcie é introvertida demais para falar em público e acaba surtando e fugindo diante dessa perspectiva, de ter de fazer um grande discurso de posse. Assim, ela se esconde em sua casa e acaba deixando Patty Pimentinha sozinha durante a final de golfe, onde claramente ela estava perdendo o campeonamento. 










Ano de lançamento 2023

Duração 40m

Direção Raymond S. Percy



Trailer 





Minhas divagações 

Da turminha do Peanuts, meu personagem preferido sempre será o Charlie Brown. Mas a Marcie sempre me cativou por sua personalidade inteligente, por sempre estar mais na dela e principalmente por aguentar as loucuras da Patty Pimentinha. Amei esse curta por mostrar um pouco mais sobre a Marcie. 

Patty Pimentinha está participando de um campeonato de golfe da escola. A pergunta é: o que o Snoopy está fazendo ali nas finais, se nem estudante ele é. Mais um dos mistérios que envolvem esse cachorro. Mas enfim, por mais que pareça que a Patty esteja levando vantagem em cima da Marcie, pois ela só consegue chegar nas finais, porque a Marcie lhe dá ótimas dicas de como jogar, Patty reconhece o mérito da amiga. E mesmo o foco não sendo nosso querido Charlie Brown, ele aparece e Marcie lhe pede conselhos. E sem querer, ele diz algo que ilumina a mente da Marcie e acaba lhe ajudando, fazendo com que ele se sinta bem por isso. Gosto quando ele faz algo e dá certo, mesmo sem querer. 

Marcie é prestativa e gosta de ajudar os outros, mas é muito tímida. Ela não se sente bem no meio da multidão. Nisso, ela me representa totalmente. O fato dela ajudar com alguns problemas da escola, foi só por isso mesmo, para ajudar, pois ela já tinha dito para a Patty, que tinha sugerido que Marcie poderia se candidatar a presidência da escola, mas Marcie garantiu que não é isso o que ela quer. Tanto que quando ela ganhou sem nem mesmo ter participado, ela entra em pânico diante da perspectiva de falar em público e se esconde em sua casa. 

Enquanto Marcie não chega para ajudar Patty Pimentinha no golfe, Charlie Brown está no seu lugar, claramente ele não entende nada de golfe e claramente Patty está perdendo o campeonato. Mas, Marcie acaba aparecendo e consegue resolver sua questão sobre falar em público. Apesar de ter sido breve a sua presidência, pelo menos ela conseguiu falar em público e ainda se expressar. E sem saber, ela ainda tinha uma fã que se identificava com ela e a admirava. 

Foi uma historinha curta mas foi divertida e fofinha. As histórias dessa turminha sempre foram cheias de significados e reflexões, mas também com momentos engraçados e divertidos. A estética do desenho mudou bastante ao longo dos anos, mas é o que acontece com a maioria dos desenhos antigos e não tem como negar que está linda. 

Vendo os mais antigos, percebemos até a mudança no áudio. A estética do desenho nos antigos, era bem diferente por parecer mesmo tirado das tirinhas dos jornais. Eram imperfeitas porque seu criador passou por um problema de saúde e seus traços eram tremidos e ele usou isso em seu favor, deixando sua marca inconfundível. 

Geralmente os episódios são focados nos medos e anseios do Charlie Brown. Quando alguém desabafa com ele, ele mesmo diz que não é a melhor pessoa do mundo para dar conselhos, uma vez que sua vida é cheia de desastres. No entanto, ao contrário de quando é ele quem pede ajuda, ele consegue dar ótimos conselhos mesmo sem querer. É assim que ele ajuda a Marcie. A diferença da Marcie, é que ela é apenas introvertida. Ela se sente confortável em estar sozinha ou apenas com poucos amigos. Tanto que no final termina com ela sorridente no pátio da escola vendo todos conversando ou estando com alguém, mas ela permanece sentada sozinha porém feliz. 

Nas histórias anteriores, a Marcie parecia mais inteligente porém um pouco atrapalhada. Mas, ninguém supera a Patty Pimentinha. Essa dupla dava um ótimo equilíbrio. Assim como Charlie Brown e Linus. Linus parece mais centrado, maduro, mas quando se trata de seu cobertor, essa aparência cai por terra. Conhecer mais a Marcie foi importante. Demorou até para fazerem um especial desse tipo. Embora ache que se desse mais tempo de tela para outros personagens, também seria interessante. 


Nota pessoal 10/10

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