quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

[Review/crítica] Scooby-Doo Natal assombrado - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um especial de Natal mas dessa vez com meu outro desenho animado preferido. 






A HISTÓRIA 

Scooby-Doo e a turma, estão curtindo uma temporada de férias de Natal, quando um monstro congelante aparece para acabar com os negócios de uma das mais famosas lojas de brinquedos do local. Havros Menkle, está desanimado pois os negócios não vão bem e se retira, deixando seu sobrinho Fabian que coloca a turma a par do que está acontecendo. Se não bastasse a baixa temporada, agora tem um monstro em forma de boneco de neve, assustando os possíveis clientes. Fabian conta para a turma uma lenda local que acha que seja uma maldição que tem assombrado seu tio. 

Obviamente a turma fica para investigar essa assombração e como sempre, vão acabar descobrindo quem seria o boneco de neve. 










Ano de lançamento 2012

Duração 22min

Direção Victor Cook



Trailer ( Início do filme porque não encontrei nenhum trailer )





Minhas divagações 

Nem no Natal nosso grupo de amigos escaparia de uma investigação assustadora. Enquanto o trio se diverte com o desfile de Natal, Salsicha e Scooby-Doo fazem o que sabem fazer de melhor, ou seja, comer. E é em uma dessas que eles avistam pela primeira vez o boneco de neve assustador que acaba com o desfile de Natal.

Eles se refugiam em uma loja de brinquedos e lá,  descobrem o que possivelmente pode ser o monstro congelante. Apesar dos protestos, Salsicha e Scooby acabam se separando do grupo para procurar pistas, o que sempre acaba terminando com eles encontrando o monstro e de uma forma cômica, prendendo o mesmo. 

Na maioria das histórias, o suspeito é meio óbvio. Aqui, eu suspeitei da pessoa errada porque já teve uma história parecida e o culpado havia feito isso pelos negócios. Mas, como é um especial de Natal, foi tudo rápido, então não teve toda aquela história mais elaborada como nos filmes animados, que aliás, tem aos montes e o meu preferido segue sendo o da ilha dos zumbis. 

Mesmo passando décadas, mesmo o visual, o ano ou a tecnologia mudando, o enredo é sempre o mesmo. Mas, nunca me canso disso. Os traços mudaram ao longo dos anos e claro, dubladores também, mas cada mistério continua sendo maravilhoso. E, apesar de todas as vezes o vilão ser humano, aqui, fomos pegos pela magia do Natal, nos apresentando o bom velhinho ajudando Salsicha e Scooby. 

Como é um especial curtinho, não tem muito o que dizer. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

[Review/crítica pessoal] O Natal de Charlie Brown (animação/curta metragem) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Feliz Natal para todos. Esse ano não fiz maratona de Natal. Porque aconteceram muitas coisas e também convenhamos, não tem tantos filmes bons de Natal para maratonar. E é sempre a mesma coisa. Talvez ano que vem eu faça.






A HISTÓRIA 

Charlie Brown, está desapontado com o valor comercial que o natal tem se transformado e fica deprimido nesse ano. Ao pedir conselhos para Lucy, ela sugere que ele dirija a peça de Natal que estão fazendo para se distrair e melhorar seu humor. Porém, ninguém leva seus comandos a sério e tudo piora quando ele é encarregado de trazer uma árvore de Natal e ele escolhe uma que ninguém aprova. 









Ano de lançamento 1965

Duração 30m

Direção Bill Melendez



Trailer





Minhas divagações 

Eu sempre amei Charlie Brown, nem tanto pelo Snoopy, sempre gostei mais do Charlie Brown, pois ele me representava em vários aspectos. Porém, ao longo dos anos, conforme você vai crescendo, vai entendendo melhor sobre esse personagem. Sempre achei ridículo o modo como tratavam Charlie, principalmente porque para mim, ele sempre foi atencioso com os outros. Nem mesmo no Natal, pegaram leve com ele. Mesmo que no final tudo se ajeite, acho algumas coisas desnecessárias. 

Nesse curta, nosso amigo Charlie Brown, está deprimido com a data de Natal ter deixado de ser simbólica e virado algo capitalista. Ele passa a procurar qual o sentido e o significado de Natal. Isso nos anos 60, se o criador refizesse essa história nos dias atuais, Charlie jamais encontraria o significado de Natal. Desde que eu me entendo por gente, Natal sempre foi sinônimo de presentes. 

Charlie ficou tão desanimado e como sempre foi procurar ajuda pedindo conselhos logo a quem? Lucy. Aquela que não perde uma oportunidade de zoar mais ainda o coitado. No entanto, apesar de tudo, ela acaba sugerindo que Charlie seja diretor da peça de Natal que estão ensaindo. Na verdade, tudo que fazem é tocar e dançar. Ninguém leva a sério o que Charlie tenta fazer e no fim, ele sai em busca de uma árvore de Natal, inspirado no que Linus disse sobre o que seria o Natal.

Mas, até mesmo uma simples tarefa como essa, acaba virando um desastre, quando ninguém aceita sua escolha para a árvore. O que nunca entendi nesse desenho, era o motivo das meninas odiarem tanto o Charlie Brown. Ele é atrapalhado mas só porque elas fazem isso com ele. Acho ele um amigo incrível. Acho que quando só aparece a turminha de sempre como Linus, Lucy, Schroeder e Sally, são mais divertidos. Acho que nessa época ainda não tinha saído a Patty Pimentinha e Marcie. Mas tem umas meninas que andam em grupo, muito metidinhas, que só mencionar o Charlie Brown que reviram os olhos. Eu nunca gostei dessas meninas. Quando elas aparecem é certeza que é só para humilhar o Charlie. 

Eu gosto também do Linus e do seu cobertor. O contraste desse menino dependente do cobertor com os conselhos e pérolas que fala para o Charlie é fenomenal. Ele parece infantil e bem adulto ao mesmo tempo. Ele é mais sério e determinado que Charlie, porém, mexeu com o cobertor dele é tirar ele do sério. Infelizmente sua irmã é a Lucy. O único momento satisfatório com ela, é quando Schroeder lhe dá um fora. 

Sally é a irmã de Charlie e apaixonada por Linus, o que gera muitas cenas cômicas. Embora seja irmã, ela também participa algumas vezes na humilhação de Charlie. Mas os melhores momentos, são quando a garotinha ruiva aparece. Embora tenha episódios em que Patty Pimentinha seja apaixonada pelo Charlie. A Patty é uma personagem forte, as vezes largada, não leva os estudos a sério, mas é boa nos esportes e tem esse interesse cômico no Charlie.  Até torceria por ela, mas sou do time garotinha ruiva acreditando no clichê coisas impossíveis acontecem. Porque não alguém como ela não se interessar pelo nosso amiguinho desastrado?

E claro, ainda temos nosso amado cãozinho Snoopy. Esse cachorro tem um histórico de aventuras surreal. Embora pareça independente e não ligar de fato para Charlie, acho ele o melhor cachorro do mundo. A historinha do Natal foi bem curtinha, mas pela época, acho que ainda era novidade transformar as tirinhas do Snoopy para um desenho para a TV. Esses especiais de Natal, Ano Novo, eram uma alegria enorme. Não lembro qual foi o primeiro desenho do Snoopy que vi, só sei que desde então sempre amei esse desenho. 

Linus recitando o significado de Natal é muito fofinho. Pena que são só 30 minutos de historinha. Mas vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Garotas mortas não falam - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago esse livro que tinha potencial se tivesse ido por outro caminho. 






A HISTÓRIA 

A história é contada sob duas versões. A da Syl, que morre em um acidente de carro e da Viola, quem estava dirigindo o carro. Syl e Viola, nasceram no mesmo dia, no mesmo hospital, são vizinhas e cresceram juntas. Mas, enquanto os pais de Syl são frios com ela, a família de Viola é cheia de amor para dar. Conforme crescem, as duas acabam adquirindo personalidades e interesses diferentes. No entanto, cada uma tem responsabilidade direta pelos eventos que terminaram em tragédia. 

Syl conta sua versão, onde Viola, aparentemente a usa e a descarta quando conhece Steve. Mas, não satisfeita em apenas trocá-la pelo garoto, Viola ainda brinca com seus sentimentos reatando a amizade para depois desfazê-la, deixando Syl com cara de boba. Mas as coisas pioram quando Syl conhece Lila e esta se torna muito mais que melhor amiga, deixando Viola enciumada. Acontece algo com Lila e no final, Viola bate o carro, abandona Syl fazendo parecer que o acidente foi culpa dela e procura Steve para ajudá-la. 

Viola por sua vez, conta como odiava Syl cada vez mais, por ela ser mais como seus pais gostariam que ela fosse. Mas quando Syl se declara para ela, só o que consegue fazer é se afastar e se envolver mais com Steve, mostrando de quem ela realmente gosta. Porém, quando um escândalo envolvendo as duas famílias explode, Viola decide se vingar pela tragédia contra a Syl. 

As duas contam suas histórias, mas de quem foi a culpa no final?



Ano de publicação 2025

Páginas 352

Autor/a Sandra J. Paul



Minhas divagações 

Já achei o início sem graça quando te manda escolher por quem começar a história. Independente de por quem se começa, não muda os fatos. Mesmo em sua própria versão, Viola era egoísta, insuportável e mal. Não importa o que a Syl tenha feito, nada daquilo teria acontecido se Viola não tivesse iniciado tudo. 

Eu achava que a história iria para outro caminho. Não lembro se li a Sinopse direito, mas pelo título, para mim a história era de um acidente de carro onde uma delas morreu no local e no porta malas do carro, havia outro corpo. De onde tirei isso? Não faço ideia. Mas o desenrolar da história foi muito sem graça. Primeiro porque ficou repetitivo alguns acontecimentos. Depois porque em qualquer versão, a Viola era insuportável. Teria sido mais interessante se a revelação final fosse a Viola ter matado Syl e morrido no meio do caminho enquanto tentava fugir. Seu final foi revoltante e ficou parecendo que a Syl era a vilã e mereceu morrer. Depois de tudo o que a Viola fez, ela termina daquele jeito? Inaceitável. Ela teve culpa de duas mortes. Merecia ser punida. 

Os pais da Syl poderiam ter sido mais trabalhados. Do nada o pai se envolve em um escândalo e a mãe faz aquilo? Os pais da Viola também. De repente parece que colocaram esse escândalo só para que Viola odiasse ainda mais a Syl. Achei que todos os temas foram mal trabalhados. A mulher que podia ver a Syl depois de morta, até esqueci seu nome, qual sua utilidade se ouviu a história da Syl mas não poderia contar para ninguém, pois quem acreditaria nela? Achei que quando a Syl a procurou, foi para contar algum detalhe importante sobre sua morte. Mas no fim, apesar de trágico, foi tudo apenas consequências de péssimas escolhas. 

Como é que duas amigas desde o nascimento acabam dessa forma? Na verdade, achei o relato das duas muito sem graça. A Syl parece uma coitada e a Viola a desmiolada sem controle. Não tem como criar uma conexão com nenhuma das duas. Não tem como ver quem estava certa ou errada. Por tudo o que a Viola fez, sair ilesa dessa história?  Para mim foi o que me fez odiar essa leitura. Muito fácil você fazer tudo aquilo para sua suposta melhor amiga e depois continuar sua vida como se nada tivesse acontecido. Achei tudo muito mal elaborado. As duas viveram um inferno por morar em uma cidade pequena e preconceituosa. Os pais que eram adultos e poderiam ter saído da cidade para viver em outro lugar melhor, preferiram ficar nesse lugar e sofrer tudo aquilo? Muito mal explicado. Li com total desgosto. 

Quando a Lila apareceu, confesso que imaginei que a história seria sobre Viola ter matado Lila por ciúmes e Syl acaba descobrindo. Sem saber o que fazer, Viola esconde o corpo no porta malas do carro e quando Syl descobre, a mata no "acidente" de carro, fazendo parecer que Syl matou Lila e estava fugindo para esconder o corpo. Teria mais sentido daí o título, Garotas mortas não falam. Achei que seria tipo um suspense policial. Aí a Syl até poderia procurar a garota que vê espíritos e contar sua história para tentar encontrar Viola, mas do jeito que foi, a garota não servia de nada, já que não podia falar sobre a história que ouviu da Syl. Enfim, o que atrapalhou muito a leitura, foi a tentativa de querer fazer dois livros em um. Eu geralmente gosto quando tem duas versões da mesma história, mas nesse ponto, foi muito chato. Não mudou nada o fato de achar a Viola insuportável até mesmo em sua própria versão. E como disse, foi tudo tão superficial, que nem deu para sentir empatia por nenhum personagem dessa história. A estrutura inicial tinha até potencial, mas foi mal trabalhada. 

As duas cresceram juntas mas seus pais não mantinham relacionamento familiar unido, acho que se tivesse mostrado mais deles juntos, mais participativos, em férias juntos, ceias de Natal ou algo do tipo quando eram crianças só para mais tarde, na adolescência isso ter mudado, criaria um ambiente mais propício para Syl continuar frequentando a casa da Viola, uma vez que seus pais dessem sinais de não ser mais uma família Unida. Do jeito que foram retratados, não vi onde conseguiram chegar no escândalo que acabou culminando ainda mais no ódio de Viola pela Syl. Mas enfim, foi uma leitura sofrida e cansativa para mim. Não vi sentido nenhum nessa história. 


Nota pessoal 4/10

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary/livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos amantes de livros. Hoje trago essa história, que em breve veremos nos cinemas, então quis conferir antes. Uma obra-prima espetacular. Ansiosa para o filme.






A HISTÓRIA 

Ryland Grace acorda no espaço, sem memória de como foi parar ali e muito menos como se chama. Investigando o local em que se encontra, ele vê dois corpos ainda no local onde deveriam estar dormindo e aos poucos, flashes de dias, ou talvez meses antes dele se encontrar ali, lhe dão informações de sua condição atual. Ele se lembra de seu nome, que era professor de ciências do ensino fundamental e que está em uma missão suicida. Ok, essa última informação não foi muito empolgante, mas após se lembrar sobre o que seria a missão, ele sente uma certa urgência e pressão, principalmente por ser o único sobrevivente para concluí-la. A Terra precisa ser salva e agora depende dele e de seus conhecimentos científicos para conseguir completar essa missão. 

Aos poucos ele vai se lembrando do que precisa fazer, quem eram seus companheiros de viagem e como ELE foi parar ali. Se passaram alguns anos enquanto ele esteve dormindo, comida e combustível programados apenas para a viagem de ida, totalmente solitário no espaço. Ou talvez não. Surpreendentemente Grace, vai contar com a ajuda  inesperada de alguém, que tem a mesma missão que ele. Apesar das diferenças, eles conseguem trabalhar juntos para conquistar seus objetivos. 



Ano de publicação 2021

Páginas 424

Autor/a Andy Weir



Minhas divagações 

A escrita de Andy é deliciosa de se ler. Embora o livro seja recheado de termos científicos, você não precisa necessariamente entender tudo para seguir com a leitura. No início temos um Grace totalmente perdido e sem memória, o que trás um pouco de momentos descontraídos para a situação, já que depois fica meio desesperador quando descobrimos que ele está sozinho no espaço, em uma viagem só de ida, para salvar a humanidade. O que acontece? Autoridades científicas descobrem que em alguns anos não terão mais o sol, pois alguma coisa está fazendo com que ele perca calor. Isso para a Terra é extremamente mortal. Sem Sol, sem vida no planeta. Grace, então tem a missão de descobrir como reverter essa situação. 

A viagem é longa, por isso, os responsáveis por essa missão, sabem que por algum tempo, a humanidade enfrentará grandes desafios, mas se a missão for um sucesso, a humanidade não será extinta. Sabendo disso, Grace tenta trabalhar nessa teoria desenvolvendo meios de descobrir como salvar a Terra. Porém, inesperadamente, ele não esperava encontrar outros seres vivos no espaço. Por mais absurdo que fosse, lá estava ele, sozinho, em uma missão que não havia retorno para casa, encontrando uma vida no espaço, sem ter a chance de comunicar a ninguém sobre sua descoberta. A partir daí, a solidão de Grace é preenchida por momentos hilários e divertidos, repletos de descobertas também cientificas e momentos tensos também. 

Bom, comecei o livro pois irá lançar o filme em 2026, com Ryan Gosling como Grace. Quem já viu o trailer sabe quem Grace encontrará no espaço. Eu achei uma leitura interessante e emocionante. Alguns podem achar cansativo pelos termos científicos, mas garanto que vale a pena. A jornada de Grace e suas memórias voltando aos poucos, acabam dizendo muito sobre ele. E conforme as coisas foram acontecendo, teorias nada animadoras vão se formando em sua mente. Mas para quem leu Perdido em Marte ou viu o filme, talvez esperasse um final menos trágico vindo de Andy. Apesar de todos os cenários possíveis, o plot foi muito interessante, pois confesso que não esperava por isso. Minha teoria era outra.

Como eu disse, quem viu o trailer, sabe que Grace não estará sozinho nessa viagem. Ele encontrará além de companhia, uma nova forma de comunicação e meios para salvar tanto a humanidade quanto outros planetas que também parecem sofrer o mesmo problema. Embora seja diferente, já que as necessidades se mostraram diferentes. Será uma jornada incrível, cheia de aprendizados e uma grande amizade improvável acaba se formando. Tão grande que Grace tomará decisões fatais por essa amizade. 

Eu sinto pavor de histórias no espaço pois me falta ar nessas jornadas. É uma solidão enorme ali, fora que se algo der errado, é morte na certa e seria como no mar, seu corpinho ficaria flutuando ali por toda a eternidade. E fora as vidas desconhecidas que se pode encontrar. Se for como no filme Alien já era. Apesar de tudo, nos deparamos com uma vida inteligente e mesmo sua descrição no livro, ele não parecia ser hostil. As memórias de Grace, conforme vão surgindo, também nos dá uma tristeza de como tudo aconteceu e como no final, ele foi parar na nave, já que seu trabalho nesse projeto não era esse. E pior de tudo, que ele não veria mais essas pessoas como elas eram, uma vez que ele mesmo envelheceu. Não é viagem no tempo, mas viagem no espaço também buga minha mente. 

Mas enfim, leitura divertida e fazia tempo não ficava tão ansiosa chegando nos momentos finais. Tentei ser bem vaga para não dar spoiler, pois vale muito a pena a experiência. Ótima leitura. Espero que o filme consiga retratar bem essa magnifica aventura. E esqueça tudo sobre o que imaginava dos aliens,  aqui, se não se apaixonar por ele, está lendo errado. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] A Empregada: Bem-vinda à família (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago esse livro que foi muito falado e que ainda tem em lançamento a adaptação para os cinemas. É bom? Para quem curte esse tipo de história é um prato cheio, mas para pessoas como eu, apesar do plot, esperava mais.






A HISTÓRIA 

Millie, após passar uma década na prisão, agora enfrenta as dificuldades no mundo lá fora. Devido a sua condição e personalidade, não é fácil manter um emprego e nas últimas semanas ela tem morado em seu carro para provar isso. Ela vê então um anúncio de empregada e se candidata para uma entrevista. A casa é maravilhosa, a dona dela muito simpática e Millie gostaria muito de trabalhar ali. Mas após uma semana sem resposta, ela não acredita mais que conseguirá a vaga. Até que recebe a ligação de Nina Winchester. 

Quando esteve uma semana atrás, a casa estava impecavelmente limpa, mas olhando agora, o que havia acontecido ali? Não era possível que uma mulher como Nina pudesse ser capaz de deixar a casa nesse estado. Seu desconforto piora quando ela descobre onde será seu quarto. Um cubículo no sótão que estranhamente só tranca por fora. Millie então começa seu trabalho mas ela só permanece nele pelo dinheiro que precisa e após conhecer Andrew Winchester, o marido maravilhoso de Nina. Ela ainda tem uma filha Cecelia, que em sua primeira impressão, parecia apenas uma criança rica e mimada.

Poderia ser um trabalho como outro qualquer,  se o misterioso jardineiro italiano não tentasse lhe avisar com poucas palavras para sair dali, pois corria perigo, se Nina a cada vez não aprontasse coisas como dizer uma coisa e depois falar que disse outra, se não sujasse a casa ou humilhasse Millie constantemente, se as amigas de Nina não fofocassem para Millie sobre seus problemas psicológicos e principalmente se Andrew não fosse tão atraente e não fosse tão gentil com ela, provavelmente já teria ido embora. Mas, nem tudo é o que parece e Millie vai se envolver em um segredo sinistro que esse casal esconde. 



Ano de publicação 2023

Páginas 304

Autor/a Freida McFadden



Minhas divagações 

Não nego que comecei a ler pela curiosidade de todos estarem falando sobre o livro e também porque vai sair o filme, embora as atrizes que interpretarão Millie e Nina não sejam minhas preferidas, tive curiosidade de ler antes. No entanto, foi uma leitura extremamente complicada, porque desde o início odiei a Nina com todas as minhas forças e achei a Millie uma idiota. Revirava os olhos a cada página até que não aguentei e fui ler algumas críticas para saber em que parte essa história melhorava. Não ajudou muito quando li um comentário dizendo que o livro lembrava Verity (apesar de muitos terem adorado, foi esse livro que me fez desistir de ler Colleen Hoover). O plot foi até interessante, mas não curto muito esse tipo de história. Então, fiquei mais desanimada ainda com A empregada. 

Então peguei um spoiler que me deixou um pouco curiosa porque revelava um dos mistérios, mas eu não sabia como aquilo poderia ser possível. Então, quando finalmente começou a fazer sentido, aí sim, passou a ficar muito interessante. Mas, apesar de tudo, confesso que não gostei muito do final. Entendi que pelo tudo o que passaram, mereciam esse final, mas... sério? Eu passei mais da metade do livro odiando alguns personagens para no final terminar assim? 

Eu, se fosse Millie, teria seguido meus instintos e caído fora quando descobrisse aquele quartinho suspeito. Uma tranca pelo lado de fora? No mínimo assustador. Confesso que teorizei outras coisas, mas a utilidade do quartinho foi certeiro. Depois teve o jardineiro, que convenhamos, entendi seus motivos de não ajudar Millie instantaneamente, mas se sabia de algo, poderia ter tentado avisar de modo mais compreensivo. Porém, dá para entender que tudo teve seus motivos para levar aquele final. E depois, se Enzo tivesse avisado Millie do perigo e ela tivesse ido embora, não teria história né.  Então, por mais que alguns acontecimentos fossem absurdos, tinham que acontecer. 

Não quero dar spoilers, então vou tentar ser o mais vaga possível. Óbvio que vai ter leitores que dirá que suspeitava do plot desde o início, porém, confesso que eu não via como fosse possível. Como eu disse, imaginei outras coisas. Infelizmente é uma história que tem sequência, então, futuramente talvez leia o que aconteceu após esse primeiro. Não nego que a surpresa do plot me conquistou, e me fez mudar um pouco meu julgamento sobre alguns personagens, mas, como sempre digo, a longa jornada para chegar até esse momento, foi muito desgastante para mim. Valeu a pena? Não muito. Acho que algumas coisas poderiam ter sido diferentes e ainda assim levar até esse  final. Não nego que a pessoa responsável por tudo, teve uma lição merecida, e convenhamos, depois entendemos porque essa pessoa cresceu assim. Sinistro. 

Outra curiosidade que eu tinha, foi saber o motivo da Millie ter sido presa. Justiça é algo complicado quando ao tentar se defender ou defender alguém, ao tirar a vida de outra pessoa, por mais que esta fosse ruim, você também não pode sair impune do seus atos. Millie aparentemente tem pavio curto e sempre foi problemática, mas devido a prisão, achei que tinha ficado mais esperta. No entanto, acho que justamente por isso, ela aceitou aquele trabalho mesmo achando algumas coisas estranhas. Seria o desespero de voltar a ter uma vida normal fora da prisão, mesmo estando marcada por ela. Com certeza quem a contrataria investigaria seus antecedentes. Ela foi ingênua em acreditar que Nina seria negligente em não fazer isso, ao contratar alguém desconhecido para sua casa, ainda mais com sua filha ali. Fora que Millie era bem auto confiante sobre sua aparência, já que algumas vezes disse que tentava se vestir de forma a não parecer atraente para Andrew. Achei a personalidade da Millie horrível e embora tenha odiado a Nina, pensar que a protagonista é a chatinha da Millie, é meio desanimador em querer ler as sequências. Espero que ela mude um pouco. 

Embora as linhas finais sugerem que Millie vai continuar com esse trabalho, mas agora parece ser outro, já que foi indicada para alguém que sofre abusos. Só espero que os próximos sejam mais interessantes. Fiquei surpresa com o plot, mas no geral realmente lembrava Verity, por termos duas mulheres, um homem, uma criança, a mulher vem trabalhar para a família, se envolve com o marido e o casal guarda um segredo. Embora eu defenda as histórias parecidas, dessa vez não gostei porque Verity para mim foi uma história horrível. E assim como A empregada, vai ter adaptação e as atrizes dos dois filmes não são muito minhas preferidas. O que já contribui para não gostar tanto de ver. Mas veremos se vejo. No mais, recomendo para quem curte esse tipo de história. 


Nota pessoal 6/10

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] O Canibal de Nine Elms ( Robert Bryndza) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos amantes de livros. Hoje trago esse suspense policial que de suspense não tem nada. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 90, a policial Kate Marshal e o diretor chefe Peter Conway, trabalham juntos na Operação atrás do assassino conhecido como Canibal de Nine Elms. O primeiro corpo foi encontrado em um ferro velho em Nine Elms, por isso ficou conhecido por esse apelido. As vítimas até o momento, quatro, tinham marcas de mordidas no corpo, eram torturadas e depois deixadas com um saco na cabeça amarrado com uma corda. O diferencial era o nó, conhecido como nó punho de macaco. Algo extremamente difícil de ser dado e característica marcante do assassino. Na quarta vítima porém, Kate acaba descobrindo quem era o assassino. Quase lhe custou a vida mas mesmo o assassino sendo preso, Kate teve que abandonar o trabalho, por ter tido envolvimento com o assassino gerando polêmicas no caso. Ela ainda teve um filho com ele, mas como teve problemas com álcool, perdeu a guarda do filho para a mãe. Após 15 anos, o assassino está preso em um hospital psiquiátrico e Kate é professora de criminologia em uma faculdade. Ela ainda luta contra a bebida todos os dias, mas se mantém sóbria a alguns anos e seu maior desejo é reconquistar a confiança de seu filho. 

Sua rotina muda quando um casal a procura para ajudá-los a encontrar a filha que desapareceu a 20 anos. O casal tem certeza que a filha foi uma das vítimas do Canibal de Nine Elms e mesmo sabendo que ela provavelmente está morta, eles querem encontrar pelo menos o corpo e encerrar esse ponto da vida deles. Kate e seu assistente Tristan, começam a avaliar o caso, quando um corpo é encontrado com as mesmas características do assassino de Nine Elms. O verdadeiro continua preso, então seria um imitador? Mas a tensão aumenta para Kate quando o imitador sabe quem ela é e sabe sobre seu filho. O imitador pretende libertar o assassino e unir pai e filho. E quem sabe terminar com Kate o que o assassino começou e não conseguir terminar? 



Ano de publicação 2021

Páginas 352

Autor Robert Bryndza



Minhas divagações 

Eu já li outro livro do Robert, que acho que seu forte é sobre policiais mulheres, em vista que também é sobre suspense policial e a protagonista seja mulher. Embora eu tenha gostado da primeira leitura, que foi com a detetive Erika, a policial Kate não foi tão boa quanto. Pelo que me lembre, a Erika também tinha lá seus problemas, mas a Kate? Sofri muito para terminar a leitura pois o caso parecia interessante quando aparece o imitador. Porém, ele não é mantido em segredo, já sabemos quem é e só acompanhamos Kate tentando encontrá-lo. 

Por ela ter tido um filho do assassino, achei muito chato essa parte em que ela é obcecada em proteger o menino, escondendo quem é seu pai, o proibindo de certas coisas, claro que ele seria revoltadinho se não pode fazer o que adolescentes fazem sem ter explicações. Aí que ele ia querer fazer mais ainda. 

Muito chato também a história do assassino dentro da prisão e as visitas da mãe. Relacionamento bizarro e doentio. Nojento demais. A única coisa interessante foi a investigação da Kate com Tristan, que acabaram sendo titulados como detetives particulares. Kate tinha uma personalidade muito sem graça, não sei porque os autores quando escrevem sobre mulheres, tem que descrevê-las sempre com problemas emocionais. Pelo que vi, Erika também tinha seus problemas. Mas A garota no gelo, apesar de iniciar a leitura e sentir que era muito cansativo, depois foi ficando bom. No Canibal, desde o início foi fraco demais. Depois que Kate prendeu o assassino, eu esperava que o imitador fosse de longe mais interessante e misterioso. Ele pode até ter passado despercebido em várias ocasiões, mas sua história e motivos para o crime?  Foram tão ruins que nem me lembro mais quais eram. 

Pelo menos Kate fazia as coisas e avisava Tristan, quando foi pega, pelo menos não foi porque suspeitou de alguém e foi atrás dele sozinha. Ela foi pega em sua casa. Então, não tinha muito o que Tristan fazer. Confesso que no início até desconfiei dele, porque me pareceu que Kate confiava plenamente nele e já sabemos o que confiar em alguém aconteceu no final. Só acho que o imitador deveria ter sido mantido mais em segredo, para que pudéssemos criar mais teorias, ter mais suspeitos. Assim que foi revelado, perdeu toda a graça. Havia várias possibilidades do porque o imitador apareceu, mas o que foi de fato, foi muito desanimador. Não acho que o assassino deveria ter ficado preso em um hospital psiquiátrico. E sabemos como tem gente insana que mesmo sabendo das atrocidades que criminosos cometem, elas ainda sentem admiração por eles. Partindo disso, o fato do assassino ter um fã, foi aceitável, mas aí, poderiam ter mudado a história para o assassino no corredor da morte, conseguindo se comunicar com o fã e o encarregando de continuar seu trabalho. Ou algo desse tipo. O modo como se comunicavam só mostra que onde o assassino estava preso, não era muito seguro para criminosos como ele. Mas enfim.

Eu esperava mais? Com certeza. Acho que o ponto alto foi quando o assassino pegou Kate e seu filho. Por um segundo achei mesmo que o menino sentiria admiração pelo pai que não conhecia. Já que o moleque era meio revoltado. Confesso que antes de saber a idade do filho da Kate, cheguei a pensar que o imitador seria ele. Que tinha descoberto quem era seu pai, tinha se encontrado com ele sem a mãe saber e através da influência do pai, continuaria o trabalho dele. Talvez, em outro universo e passado uns 30 anos, seu filho teria porte físico e capacidade de fazer isso, mas o menino tinha só 15 anos, então essa teoria foi para o ralo. Mas como disse, assim que já foi revelado quem era o imitador, perdeu todo o suspense. Só restava esperar ele cometer um deslize e ser capturado. 

No mais, não foi de todo ruim, mas também não foi nada memorável. 


Nota pessoal 6/10


terça-feira, 16 de dezembro de 2025

[Review/crítica pessoal] It Welcome to Derry (episódios 7 e 8 final com SPOILERS) Divagando Sempre

 

Welcome Divosos do terror. Chegamos ao final dessa série incrível.  






A HISTÓRIA 

Os mistérios de Derry começam a ser revelados. O General está perto de realizar seu objetivo e as crianças passam por uma tragédia traumatizante. O mal de Derry vem somente instigado por It, ou é a natureza humana que tende a ser maligna? 


Episódio 7

O Black Spot 

Ronnie finalmente encontra o pai que está escondido no Black Spot. Porém, com uma denúncia anônima, uns homens mascarados invadem o local exigindo que entreguem Grogan. Porém, os planos dos homens são bem mais malignos quando trancam todos no local, além de Grogan, soldados e civis, entre eles mulheres e crianças e incendeiam o local, causando a maior tragédia. Por outro lado, It satisfeito com tantas mortes, finalmente volta a dormir. Mas, como Hallorann havia encontrado o artefato para o General, este o usa com outro propósito que pode culminar em mais tragédias para Derry.


Episódio 8

Brasas no inverno

Todas as crianças da escola desaparecem, incluindo Will, fazendo com que Lilly, Ronnie e Marge vão atrás dele. Lilly de posse da adaga especial de Rose, começa a sentir os efeitos negativos e as meninas passam a brigar para ficar com ela. Hanlon convence Hallorann a ajudá-lo a encontrar Will e pedem ajuda de Rose e Taniel, que sabem como podem prender It novamente na jaula. Mas, o General Shaw vai tentar impedí-los, nem que para isso precise atirar em todos eles. Porém, It, tem seus próprios planos e faz uma revelação bombástica para Marge.














Ano de lançamento 2025

Temporada 1 episódios 7 e 8



Trailer 







Minhas divagações 

Com certeza os últimos episódios foram bombásticos. Infelizmente não tem como falar sobre sem dar spoilers, então esteja avisado que daqui para frente tem SPOILERS 

No episódio 7, já temos a maior tragédia da história de Derry quando o Black Spot é incendiado. E tudo isso pelo grupo racista que queria pegar o Grogan. Infelizmente isso causou a morte de um personagem muito querido, Rich. Sua declaração para Marge e o modo como a salvou, é de arrancar lágrimas de qualquer marmanjo. Isso foi totalmente inesperado. Mortes? Tudo bem. Mas no grupo das crianças? Isso foi inovador. Nos filmes, o grupo só perde os amigos já na fase adulta. 

Mas, nada supera as revelações no final do episódio 8. Eu vinha falando que havia entendido que a série mostraria os acontecimentos antes do filme, mas não parecia que caminharia para esse lado, mas no final, acabou sendo isso mesmo, ainda mais com It tentando matar Marge e lhe contando que no futuro, ela teria um filho que com seus amigos, o mataria. E que, para ele passado, presente e futuro são a mesma coisa. E o mais sinistro, a morte para ele é um novo renascimento. Por isso, quando o Clube dos Otários acabaram com ele quando criança, ele ainda voltou 27 anos depois. E mesmo acabando com ele já adultos, aparentemente It conseguiu voltar no tempo e seu plano é matar os pais do Clube dos Otários para que eles não nasçam e no futuro o mate. Genial. Abre portas para mais histórias macabras com ele. 

O que podemos esperar então sobre a segunda temporada? Ele encontrou a mãe de um dos Perdedores, na próxima ele encontrará quem? No final Beverly aparece, embora mostrasse sua mãe, seu rosto não foi revelado. Por estar em Juniper Hill, poderia até ser Lilly que mudou de nome para se casar e seu marido não conhecer seu passado, mas que no final acabasse em Juniper novamente. Seria um arco interessante para conhecer a mãe de Bev e faria mais sentido o motivo dela estar em Juniper. Já temos a família de Mike Hanlon e conhecemos a mãe de Rich Tozier. Foi mencionado alguém da família Uris mas não lembro quem era. Mas acho que trabalhar agora na mãe de Bev e introduzir a família de outros seria interessante.

E claro, para todo e qualquer leitor de Stephen King, vai saber para onde o Hallorann disse que ia trabalhar depois dali. O interessante dele ter estado na série, foi também para aprender mais sobre seus poderes e no fim, entender que pode ajudar as pessoas, quando ele disse para os pais de Rich que ele estava ao lado deles. Pois em O Iluminado, vemos o carinho que ele sentiu por Danny, principalmente sabendo que o menino é Iluminado como ele. Foi uma boa introdução para Hallorann e para nós podermos imaginar de onde ele veio e o que fez antes de conhecer os Torrence. E também tivemos o misterioso nevoeiro que encobriu a cidade. Alguém mais associou com o conto e filme chamado O nevoeiro do Stephen King?  

Li alguns poucos comentários que acharam a série desnecessária e que foi mais para fins lucrativos. Meus amigos, para quem conhece os livros do mestre King e viu os filmes de It, com certeza concorda que a série superou qualquer expectativa que tivéssemos em relação a ela. Tanto nos cenários, figurinos, atuação, roteiro... Bill Skarsgård excelente mais uma vez tocando o terror em adultos e crianças. Acho que não temos do que reclamar. 

Infelizmente acho que a única pessoa que odiou a Ronnie fui eu. Não vi ninguém reclamando dela. Vi alguns dizendo que a Lily poderia ter morrido. Bom, como eu disse, o Rich era o personagem mais carismático, tanto que fizeram ele voltar mesmo que brevemente para ajudar os amigos a destruir It. Quem não se arrepiou com essa cena? Embora Lily, como eu disse no post anterior, parecesse sempre querer provar que não é louca e ficar sempre com cara de assustada, ainda prefiro ela do que Ronnie, que só depois que seu pai estava protegido, que ela se importou com a única outra criança que não fosse ela própria, ou seja, o Will. Ele, a gente já se apega, principalmente sabendo como Mike Hanlon é, então vemos de onde vem sua determinação de ficar em Derry. E, a morte mais satisfatória que acredito que a maioria concorda, foi do General Shaw. De início, pensei que seus planos fossem outros. Mas quando vi suas intenções, não tem como perdoar. Taniel não merecia morrer e quando It apareceu na frente do General, já estava torcendo para ele matá-lo. Pelo menos uma das mortes foi satisfatória. Convenhamos, o General mereceu né minha gente.

Já fui a loucura quando vi o pôster de Richie Tozer, mas Beverly aparecendo? Finalmente mostrando as ligações com os filmes, minha gente, nada mais satisfatório do que isso. Nunca imaginei que fariam uma obra-prima de uma adaptação de King. Melhor série da minha vida. Embora eu já esteja tão acostumada com It, que de assustador já não tem mais nada. Agora, como diz Lilo da animação Lilo e Stitch, seu nível de maldade está muito alto para alguém do seu tamanho. Mas agora ficou uma questão. Marge descobriu por It que terá um filho chamado Rich. Logo pensei que seria em homenagem ao Rich que morreu a salvando. Mas, e agora? Ela nomeou o filho em homenagem ao Rich ou porque sabia pelo It que teria um filho chamado Rich? Se ela mudasse o nome mudaria o destino do filho? É de explodir a mente. 

No mais, apesar de agora ficarmos esperando pela próxima temporada e especulando o resto da história, super recomendo essa série. 


Nota pessoal 10/10


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Itazura Na Kiss (anime) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos amantes de animes românticos. Hoje trago esse meio antigo mas que na época, eu vi inúmeras vezes, pelo menos as melhores partes...






A HISTÓRIA 

Aihara Kotoko, é uma estudante do ensino médio, que sente admiração há dois anos pelo estudante mais popular e inteligente da escola, Irie Naoki. Com medo de terminar seu ano escolar sem o menino saber de seus sentimentos, ela decide lhe entregar uma carta declarando seu amor. E foi friamente rejeitada, quando ele nem sequer leu a carta. Desapontada, ela decide desistir de seu amor de dois anos e seguir em frente. Ela e seu pai acabam de se mudar para uma casa nova, mas foi mal construída desabando em terremoto de nível 2. O melhor amigo de seu pai, sabendo do incidente, os convida a morar com ele e sua família até que a nova casa seja construída. Poderia ser uma estadia tranquila se o morador da casa não fosse ninguém menos do que Irie Naoki.

A mãe de Naoki sempre sonhou em ter uma filha, então acolheu Kotoko como se fosse sua filha. Ela tem ainda um filho mais novo que copia tudo que Naoki faz e rejeitou Kotoko desde o momento que colocou os olhos nela. A convivência nessa família não será fácil, ainda mais que Naoki deixou claro para Kotoko que não quer nenhum envolvimento com ela, e na escola é para fingir que não o conhece e muito menos lhe dirigir a palavra. Kotoko então decide provar à ele que é melhor do que ele pensa entrando na lista dos 50 melhores alunos da escola. Seu plano de estudo melhora, quando ela pode chantagear Naoki com uma foto vergonhosa dele do passado, o obrigando a ensiná-la a estudar. 

A partir disso, a pacata vida de Naoki se transforma no caos, quando sua mãe sempre que tem oportunidade, o empurra para ficar com Kotoko. Acabando o ensino médio, a vida de universitário trás muitos desafios para Naoki e Kotoko. Mas o relacionamento dos dois, embora parecesse começar a ser recíproco, muda quando Naoki é apresentado a Chris, alguém com quem deveria se casar para manter a empresa de seu pai, embora o negócio do casamento arranjado não tenha partido dele e decepcionada pela adversária ser perfeita, Kotoko considera se aceita ou não o pedido de casamento de Kinnosuke, seu colega de escola que nutre um amor platônico por ela a 5 anos. Muitas confissões, confusões e com certeza muita diversão. 











Ano de lançamento 2008

Temporada 1 episódios 25



Trailer / opening 





Minhas divagações 

Vi esse anime inúmeras vezes anos atrás e a versão Live action em japonês, coreano e tailandês. Na época, embora achasse Naoki abusivo, Kinnosuke barulhento demais e Kotoko ingênua, vendo hoje, o sentimento continua o mesmo, porém, apesar desse tipo de história ser comum, Kotoko era do tipo atrapalhada que tentava desistir inúmeras vezes mas o sádico Naoki, sempre arranjava um jeito de fazê-la voltar atrás em seus sentimentos. Mas não sem antes pisar e debochar muito de Kotoko. 

Mas o personagem que achei mais insuportável de todos, foi o Kinnosuke. Gostar de alguém, sem problema nenhum, mas ele envergonhava Kotoko muito mais que o próprio Naoki e ele forçava muito a barra com a Kotoko. Como já vi inúmeras vezes, as partes detestáveis, confesso que pulei e não tenho vergonha de admitir. Mas, a parte mais triste com certeza foi quando, Kinnosuke finalmente entende que Kotoko jamais seria dele. A melhor parte sempre será Naoki perdendo a compostura e beijando Kotoko. E também quando dá uns fora nas mulheres atrevidas que dão em cima dele. 

Como o anime tem 25 episódios, a vida do casal vai evoluindo para estudantes do ensino médio, para universitários e depois para a vida adulta com um trabalho. Mas sempre seguindo como um desafio para Kotoko não perder Naoki com todas as suas trapalhadas. Depois da faculdade, as coisas poderiam ser mais tranquilas, mas não existe isso quando se trata da Kotoko. Ameaças femininas continuam aparecendo, mas tirando Kinnosuke, dessa vez, quem sentiu ciúmes foi Naoki, quando um colega de Kotoko se apaixona por ela e não entende o que ela está fazendo com um cara frio, que não a valoriza. Confesso que essa fase da vida dos dois me deixou com o coração acelerado e com lágrimas nos olhos. Até a mãe de Naoki ficou com medo de Kotoko abandoná-los e ficar com o outro cara. Mas sabemos como Kotoko ama só uma pessoa e ela daria um jeito de continuar com Naoki. 

Não queria dar muitos Spoilers mas o episódio bônus no final, foi muito bom. Só é meio cansativo depois de mais de 20 episódios, Kotoko continuar sendo maltratada pela aparência e falta de jeito com qualquer coisa. Mas nada supera a filha pequena que ficava grudada no Naoki dizendo que se casaria com ele. Não, não é fofinho nem engraçadinho. Achei nojento e doente. Acho que dava para ter um seguimento nessa linha de adoração de filha pelo pai, sem ter que dizer algo bizarro desse tipo. Mesmo que obviamente ela cresceria e se interessaria por outros homens, mas não achei necessário essa fala, pelo menos da minha parte não acho isso normal. Tirando isso, o resto é aceitável, já que o modo como Naoki humilhava Kotoko também não era algo de se admirar. Muito menos Kotoko se humilhar por alguém só porque dizia amá-lo por tanto tempo. Vendo essa história hoje em dia, acredito que achei tudo errado porque mesmo que haja determinação da parte da Kotoko, acho que não devemos aceitar menos e ser humilhada para conseguir uma lasquinha de amor do parceiro. Mas enfim, foi uma jornada nostálgica e revi o anime com outros olhos. Apesar de amar animes, realmente tem uns com histórias bizarras. 


Nota pessoal 8/10

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

[Review/crítica pessoal] It Welcome to Derry (episódios 5 e 6) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. It está a todo vapor e os episódios 5 e 6 estão com tudo. Tanto as crianças quanto o exército se aproximam de It, mas a questão é: eles estão com sorte ou é o que o It quer? Também teremos mais explicações sobre a origem se It.






A HISTÓRIA 

Os segredos de Derry começam a se revelar. Tanto as crianças quanto os militares chegam perto de It, embora por motivos diferentes. E a tragédia iminente não tem como ser evitada. 


Episódio 5

Rua Neilbolt, 29

Depois que Hallorann entrou na cabeça de Taniel e descobriu onde os pilares estão enterrados, o General manda uma expedição de soldados até a casa da rua Neilbolt. Embaixo dela fica os esgotos de Derry, onde as crianças também entram nele, mas por outro caminho. Taniel que liderava a busca com um artefato que Rosie mantinha em segredo tenta fugir mas é baleado e perde o artefato. Os soldados acabam se dividindo e Hallorann tem sua própria experiência assustadora com It. Enquanto que as crianças descobrem o que realmente aconteceu com os amigos no cinema e Lily encontra o artefato perdido por Taniel. Ela e Hallorann são os últimos a saírem dos esgotos, mas em tempos diferentes. 


Episódio 6

Em nome do pai

Hallorann não é mais o mesmo depois de sair dos esgotos, sua visão do sobrenatural foi aberta por It e ele não consegue calar as vozes em sua cabeça. Em sua base, o Black Spot, um fugitivo está escondido ali e Hanlon e Will estão se afastando, quando seu pai o encontrou nos esgotos e quase o matou. Charlotte por sua vez, não concorda com o modo agressivo que seu marido tem tratado o filho e garante a ele que a família é mais importante do que o trabalho. Marge, após ser ferida por It, passou a acreditar em Lily e agora faz parte do grupinho, criando laços com Rich. Ronnie só se importa com o pai, tudo o que ela faz é somente em benefício próprio e se tiver relação com o pai. Ingrid, a confidente de Lily, tem seus próprios segredos e sua história é contada. 











Ano de lançamento 2025

Temporada 1 episódios 5 e 6



Trailer 






Minhas divagações 

Minha memória ficou embaralhada, pois assisti os episódios 5, 6 e 7 seguidos, então pode ser que eu tenha confundido ou adiantado algumas partes. Embora até o episódio 4 eu tenha falado sobre o maior envolvimento dos adultos, o lado bom é ter a história de Pennywise contada sobre sua origem. No livro, pelo que me lembre, Pennywise era um palhaço de circo, mas como ele realmente virou esse monstro devorador de crianças, era um mistério para mim. Na série, finalmente entendi como ele surgiu. É fato que It se transforma em coisas que vem do seu medo, mas a forma que ele aparentemente mais gosta de usar, è o palhaço Pennywise. Ele nem precisaria mudar de forma comigo, pois morro de medo de palhaços. 

Enfim, cada vez mais o desenrolar tem ficado mais e mais tenso. E diferente do livro, as crianças não começam e terminam juntas. Para início de conversa, confesso que tinha esperanças sobre as crianças do cinema, mas passado tanto tempo, não tinha como elas aparecerem vivas. Na minha cabeça, o caso do cinema era uma alucinação da Lily, infelizmente, não foi o caso. Principalmente pelas consequências, como o pai da Ronnie sendo acusado pelo desaparecimento das crianças. Ronnie, ah Ronnie, tinha tanto potencial para brilhar na série, mas sua personagem se tornou insuportável para mim. Tudo girava ao redor dela e seu pai. Tudo o que ela fez foi apenas em busca de inocentar seu pai. Nunca pensou nas crianças que sumiram do cinema, ela só se importava com o pai. Acabou ficando muito chata. Principalmente porque qualquer coisa que dava errado, ela culpava a Lily. Muito chata. 

Will, coitado, além de ter sido arrastado para Derry por causa do trabalho do pai, quando faz amigos, seu pai apenas o proíbe de sair de casa achando que assim o estaria protegendo, quando na verdade, suas atitudes acabam afastando sua esposa e filho. Charlotte no início a achei estranha, mas é uma mulher forte e guerreira, lutando contra o racismo ainda mais em uma cidade como Derry. Infelizmente Will sente uma quedinha por Ronnie.

Rich é o personagem mais carismático que foi me conquistando aos poucos. Embora tenha um jeito de moleque sapeca, quando precisa ele sabe ser bem maduro. No episódio 7 falarei mais sobre ele. E Marge, minha nossa, essa personagem brilhou para mim. Inicialmente eu a odiava, mas depois da experiência traumatizante e acreditando finalmente em Lily, ela mudou da água para o vinho. Ela e Rich se tornaram meus personagens preferidos. A Lily, não chega a ser tão chata quanto a Ronnie, mas sua cara de coitadinha o tempo todo, chega a ser cansativo. Sua mudança depois que encontrou o artefato, minha nossa, foi difícil de engolir. Ficou meio confuso pelo fato de, se esse artefato espanta o It, por que a afetou de modo agressivo? O poder subiu a sua cabeça? É tudo meio confuso por ter informações demais e por uma menção dos livros, terem trabalhado tão extensivamente criando esse novo universo sobre It. 

Mas como eu disse antes, It pode ser uma entidade maligna, mas o ser humano consegue ser pior. As intenções do General claramente tem propósitos egoístas e que com certeza culminará em uma tragédia gigantesca. Ele, mais do que qualquer um ali, que presenciou o mal quando criança, deveria saber que o que pretende fazer, será o fim de Derry. 

Minha única insatisfação, seria com as crianças da série. Will ainda pensa nos amigos, Rich também, mas Ronnie só pensa em salvar o pai e Lily em provar que não está louca. Falta nesse grupo as personalidades marcantes do Clube dos Otários do filme. Falta um líder com Bill Denbrough. E falando neles, o episódio sobre a casa da rua Neilbolt me lembrou muito o filme, quando o grupo foi para lá. Por mais que a série tenha cenas extremamente fortes quanto as mortes, o filme me deixou muito mais impressionado por ser as crianças a tentarem parar It. 

No mais, é aguardar o final dessa temporada. Que com certeza será chocante. 


Nota pessoal 10/10

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