quarta-feira, 6 de maio de 2026

Divagações sobre Van Helsing: o caçador de monstros no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos caçadores. Hoje trago um dos antigos. 






A HISTÓRIA 

Na Transilvânia, em 1887, o Dr. Victor Frankenstein, auxiliado por seu assistente Igor e financiado por Conde Drácula, cria um monstro onde Drácula tem um propósito para o utilizar, onde Victor é contra e morto. Igor, secretamente já era aliado de Drácula. Uma multidão enfurecida invade o castelo e o monstro carrega o corpo de Victor até o moinho, onde é incendiado pela população e supõe-se que morreram no incêndio. 

Van Helsing é um caçador de monstros que trabalha para Os Cavaleiros da Ordem Sagrada, uma organização secreta que protege a humanidade, mas não tem memorias de sua vida antes disso. Porém, os métodos de Van Helsing acabaram o deixando famoso. A Ordem então o manda para a Transilvânia, após um ano da morte de Victor, para destruir Drácula e proteger os últimos descendentes Valerious, uma antiga família romena, que jurou acabar com Drácula. Lá, ele conhece Anna, que acabou de perder o irmão na luta contra um lobisomen.

Sem muito entusiasmo, Anna se junta a Helsing na caça ao Drácula, mas principalmente porque acredita que poderá salvar seu irmão. Porém, ele virou um lobisomen e obedecer ordens de Drácula. Helsing e Anna descobrem qual o propósito de Drácula e encontram a criatura de Frankenstein. Mas, em uma luta contra o irmão de Anna, Helsing acaba sendo mordido. Drácula possui a cura e Anna e Helsing vão atrás de descobrir o castelo secreto de Drácula, antes que Helsing se transforme por completo. 








Ano de lançamento 2004

Duração 2h 11m

Direção Stephen Sommers

Elenco Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham



Trailer 





Minhas divagações 

Acho que já tinha visto esse filme anos atrás. Mas, confesso que apesar de amar os filmes de Hugh Jackman e histórias de vampiros, este filme em particular, ficou meio chatinho depois que a Anna entrou em cena. Enquanto Van Helsing lutava sozinho contra o Dr. Jekyll, foi muito interessante. Ele parecia um caçador muito top. Então, quando foi mandado para a Transilvânia com seu ajudante Carl, um Frei e inventor de armas, parecia promissor até encontrarem Anna. No início, quando ela e seu irmão lutavam contra um lobisomen, ela parecia uma guerreira. Mas, quando Helsing aparece na cidade, ela se tornou bem chatinha na verdade. 

Essa é uma daquelas histórias onde do nada, o caos acontece. Drácula dominava a cidade e por mais que a população soubesse de sua existência, permitiam que ele ficasse ali, pois eventualmente ele se alimentava de um ou outro camponês. Foi Van Helsing chegar e matar uma das noivas de Drácula e a população ao invés de ser grata, o vê como o cara mau. Eu não suporto essas histórias de vampiros de época porque, Drácula é sempre ridículo de feio e suas amantes são sempre apelativas sexualmente. Fora que óbvio que Drácula teria um plano maléfico em mente. Acha mesmo que ele aceitaria conviver com humanos pacificamente se alimentando de um humano por mês? 

O interessante do filme foi terem mesclado as histórias de Drácula, Frankenstein e lobisomens. O mais curioso é a atriz que interpreta Anna, Kate Beckinsale ter acabado de lançar o filme Anjos da noite: Underworld, que consiste esse universo de caçadores de monstros. Talvez por isso sua personagem tenha sido dessa forma. Tudo bem que sua família consistia em caçadores, mas achei ela muito prepotente. E talvez por Helsing ter perdido suas memórias, ele soubesse que as tradicionais armas contra vampiros, não funcionasse em Drácula. O lado bom é usarem a lenda de matar o líder e todos aqueles em que ele transformou também morrerem.

Os efeitos especiais não vou mentir, não achei grande coisa. A história em si foi interessante. Tirando a teimosia de Anna, mas ela se redimiu no final. O que sempre vou gostar nessas histórias, é quando o caçador tem um companheiro. Todas as vezes é alguém estabanado, medroso ou muito engraçado. Mas que sempre é de grande ajuda. 

Embora Helsing seja um ótimo caçador, imaginei que ele fosse bem mais inteligente do que realmente foi. Quando Drácula sugere trocar Anna pelo monstro em um baile de máscaras, claro que era uma armadilha. Embora Helsing tenha ido preparado para salvá-la e enfrentar Drácula, foi muito ingênuo deixar o monstro escondido daquela forma, sabendo que Drácula teria seus meios de encontrá-lo. 

Uma coisa sempre questionável nas histórias de vampiros, é a questão da procriação. Como Anna salientou, são seres mortos, como podem procriar? Mesmo que Drácula tivesse o plano de fazer seus filhos viverem, como que ao menos, chegarem naquele nível?  Mas enfim... 

Não posso exigir muito pois ainda era início dos anos 2000. Mas, confesso que esperava mais, principalmente do Helsing. Achei Drácula mais engraçado do que qualquer outra coisa. Mas a criação de Frankenstein é sempre subestimada. Por sua aparência ser terrível, ele é temido e considerado um monstro. Quando na verdade ele não deseja o mal a ninguém. O verdadeiro mal sempre foi seu criador. Seu final foi como no filme mais recente de Frankenstein que saiu. Ele foi julgado, condenado mas acabou sozinho. Mas, a história da criação de Drácula foi interessante. Afinal, como apareceu o primeiro vampiro? Mas ele era o primeiro? Se for destruído então acabou os vampiros?

E o que aconteceu com Helsing e Carl? Embora tenham destruído Drácula, não conseguiram proteger os descendentes Valerious. E seu trabalho continua? Enfim, foi mediano para mim. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Divagando e resenhando Quando Haru estava aqui no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma obra de Dustin Thao. Dessa vez, Eric sofrendo o luto, passa a ver Haru, um garoto que conheceu em uma viagem ao Japão. 






A HISTÓRIA 

Eric Ly está se preparando para a mudança de sua irmã mais velha para a faculdade enquanto tenta se aproximar mais de seu amigo Daniel, por quem sente algo mais que amizade. Após uma noite Daniel beijar Eric, este acredita que seu amigo talvez sinta o mesmo que ele. 

Durante uma viagem escolar para Tóquio, Eric se encontra perdido e acaba conhecendo Haru, que lhe mostra algumas partes da cidade mas como Eric havia combinado de se encontrar com Daniel, precisa voltar no horário marcado. Haru tenta lhe passar um papel com seu contato mas ele se perde com o vento. Partindo no trem vendo Haru ficar para trás, Eric se pergunta o que teria acontecido se tivesse decidido ficar. 

As coisas entre Eric e Daniel saem do controle, quando o amigo sem ter falado nada lhe apresenta seu novo namorado em uma festa. Arrasado, acaba se afastando de Daniel. Mas o amigo tenta se reconciliar e o convida para o baile da escola mas nunca aparece. Após a morte do amigo, Eric depois de um ano, sem faculdade ou trabalho, decide voltar a seguir em frente. Sua irmã, vem lhe visitar de surpresa para lhe contar que trancou a faculdade e vai seguir em turnê com sua banda para outras cidades ficando fora por meses. Devastado, ele recebe uma visita inesperada. Haru o encontrou e passam vários momentos juntos. Mas Eric fica confuso quando Haru desaparece de repente e aparece em momentos aleatórios. Apesar de conseguir tocar fisicamente Haru, Eric desconfia que só ele vê o amigo. Em meio a tantos acontecimentos em sua vida, a presença de Haru lhe conforta, embora lhe cause alguns problemas. No fim, Eric tem que aceitar sua realidade e viver sua vida real mesmo que tenha perdido pessoas que ama. 



Ano de publicação 2024

Páginas 272

Autor/a Dustin Thao



Minhas divagações 

O primeiro livro que li de Dustin foi Você ligou para o Sam. E confesso que a temática é a mesma. O protagonista perde alguém e de alguma forma vive um luto diferente. No caso do primeiro livro, Julie, a protagonista, perde o namorado Sam. Com pouco mais de um mês, ainda não sabendo lidar com sua ausência, ela acaba ligando para o celular dele só para ouvir sua voz no correio eletrônico. Mas, ele acaba atendendo. Infelizmente Julie foi uma personagem insuportável para mim. Dustin tem esse poder de transformar os protagonistas vivendo momentos intensos em extremamente chatos. Em Quando Haru estava aqui, conhecemos Eric, que de início, parecia maravilhoso. Amo histórias gays, quando Eric conhece Haru e vive aquelas poucas horas com ele, foi encantador. Mas depois que passou a vê-lo, cada decisão que teve, foi infantil. Ainda mais que tinha Haru com ele. Eu entendo o fato de Eric ter consciência de que Haru era coisa da cabeça dele, mas não entendi essa mente dele de amar Daniel, ter interesse em Haru e acabar ficando com Christian, que claramente era um cara aproveitador. Sei que Daniel não estava mais ali, que Haru era coisa da mente dele e Christian estava presente, mas gente, que menino indeciso. 

E, o modo de escrita de Dustin é bom, mas esse negócio de fazer capítulos misturados como tantas horas antes, tantos anos depois, eu, particularmente acho muito confuso. Não curto muito quando é assim. E mesmo com o plot da irmã, achei muito confuso. Então, cuidado que aqui pode ter SPOILER. No início a irmã está se mudando para a faculdade e Eric espera Daniel chegar. Então, aqui a irmã na verdade está indo para outro lugar? Eric já perdeu Daniel? Mas não parecia, a não ser, que, seja como Haru, essa parte tenha sido coisa da cabeça dele. Como achei que estava ficando confuso, tentei prestar mais atenção nos títulos dos capítulos. Mas terminei confusa do mesmo jeito. 

Li uma resenha falando que amou o Eric e que chorou horrores com o livro. Não chorei horrores, mas o plot da irmã foi bem intenso. Lá pela metade comecei a desconfiar. E diferente de algumas histórias, os pais do Eric não são tão presentes, então não dava para deduzir sobre a irmã baseado neles. Mas quando ela encontra Eric e somente ele para lhe contar que está partindo em uma viagem com sua banda, a estranheza começa aí. Mas tirando as partes confusas, faz todo o sentido ele ser meio desorientado da vida. Como disse em Você ligou para o Sam, cada pessoa vive o luto de modo diferente e os personagens de Dustin tendem a de alguma forma, continuar mantendo contato com quem perdeu. 

Eric foi chatinho pelas escolhas que fez e mesmo que possamos compreender seus motivos, pois afinal quem nunca errou quando se trata de amor? Mas, quando ele conheceu Haru, essa viagem foi muito estranha. E Daniel foi muito sacana beijando Eric o deixando com esperanças e o fazendo perder alguém como Haru, porque achava que tinha chances com o amigo. Eric foi perfeito com Haru. Mas não tinha nada a ver com Daniel. A passagem de Daniel na verdade foi bem sem graça. As coisas que ele fez pelo Eric foi tão esquecível, que não achei ele marcante a ponto de entender o luto de Eric. Para mim, a perda de Haru foi mais impactante, pois os dois tinham química, e não tem como não se apaixonar por ele. Perder qualquer forma de contato com ele foi arrasador. 

E quando Eric começa a trabalhar e conhece aqueles colegas de trabalho? Achei tudo isso muito desnecessário. O tipo de amizade improvável que surge mas esses dois eram muito insuportáveis. Resumindo, foi o romance gay mais chato que já li. O romance acontece com alguém que só Eric vê, proporcionando momentos ruins porque a gente sabe que o garoto não está ali na verdade e o final foi o mais sem graça possível. Já não curto muito quando o casal tem um período separado, aqui então, só tivemos aqueles momentos iniciais, o resto. Inicialmente achei que seria mais um Você ligou para o Sam. Mas quando comecei a ler e o garoto que Eric gostava era Daniel, fiquei sem entender. Quando Haru aparece suspirei mas aí descobrimos que quem morre é Daniel. Gente, eu queria muito, muito um romance de verdade aqui. Daniel pura decepção. Christian, um salafrário imperdoável. Certeza que se ele fosse hetero teria violentado Eric versão feminina. E, Haru, nem conta como par romântico. Infelizmente só desilusão nesse livro. 

Confesso que a parte mais chocante com certeza é sobre a irmã. De resto, nada tão memorável. Embora o foco claro fosse no luto de Eric, não senti empatia por ele. A pior decisão foi ter ficado com Christian. Se não fosse isso, talvez teria gostado um pouco mais dele. E por Haru aparecer mais como uma visão de Eric, não foi trabalhado direito. Só sabemos o que ele disse no primeiro dia que conheceu Eric. De resto, seria mais como Eric o via ou achava que ele seria. Não nego ser interessante esse modo de Dustin tratar o luto de cada personagem seu. Mas mudaria algumas coisas para ficar melhor, pelo menos para mim. Mas foi uma boa leitura. 


Nota pessoal 7/10


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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Divagações em Contra o tempo (Source Code) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme curioso sobre loop temporal. 






A HISTÓRIA 

Colter Stevens acorda desorientado dentro de um trem, diante de uma mulher que aparentemente o conhece. Eventos passam a acontecer enquanto tenta entender o que está fazendo ali, até que o trem explode e ele acorda em uma espécie de cápsula com uma tela onde vê uma mulher lhe fazendo perguntas. Ele sabe seu nome, que era um piloto militar  de helicóptero e estava em missão e pergunta por seu pai. Após lhe perguntar sobre quem explodiu o trem e quem seria o terrorista, ele é mandado de volta a mesma cena sentado no trem, passando pelos mesmos eventos. Se sentindo atordoado vai ao banheiro e ao se olhar no espelho, não é o seu rosto olhando de volta. 

Vivendo esse ciclo, ele descobre então que está participando de um projeto criado pelo cientista Rutledge chamado Código Fonte. Ele vive na consciência de Sean Fentress, um professor de história que morreu no trem. Colter tem 8 minutos no corpo de Sean, para descobrir onde está a bomba e quem é o terrorista. A cada 8 minutos ele vai descobrindo pequenas coisas e mais, que ao descobrir o que lhe é exigido, ele pede a Goodwin, quem monitora suas idas e voltas, que ao final da missão, o deixe morrer de verdade. Dividida entre seu trabalho e o apego emocional com o soldado, cabe a ela decidir qual será o destino de Colter, já que Rutledge tem outros planos para seu projeto. 










Ano de lançamento 2011

Duração 1h 33m

Direção Duncan Jones

Elenco Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright



Trailer 





Minhas divagações 

Bom, o filme que mais me marcou de Jake Gyllenhaal havia sido Homem-Aranha Longe de casa. Pelo seu personagem ser um vilão que eu odiei muito. Mas, felizmente vi outros filmes desse ator, incluindo um que me marcou bastante que foi Donnie Darko. Desde então, tenho admirado todos os trabalhos dele. 

Viagens no tempo já sabem, sempre me deixam confusa. Aqui, nosso protagonista vive um loop, dentro de um trem, para descobrir um terrorista, mas ele só tem 8 minutos para fazer isso. Felizmente ele pode voltar várias vezes acumulando informações e procurando nos lugares certos. Infelizmente é algo que acaba com sua consciência. Porém, como um experimento, todo seu sofrimento pode ser resetado e ele ser usado para uma nova missão. 

É o que Rutledge tem em mente para Colter. Sendo o criador do projeto, ele nunca foi o viajante. Desde o início ele procurou por pessoas compatíveis com sua máquina e que aguentasse as viagens. Colter foi o que mais aguentou até então. Porém, seu estado físico era vegetativo e Goodwin apesar de ser fiel ao projeto, sente empatia ao sofrimento de Colter. Embora a intenção fosse salvar pessoas, o fato de apenas uma ter que sofrer incontáveis vezes como ele, não é algo fácil de se ver. Por isso, quando ele pede a Goodwin que assim que descobrir o que querem, ela o mate de verdade encerrando sua missão, para sempre. 

Colter consegue descobrir o terrorista, impede a segunda bomba, mas descobre que não pode salvar as pessoas no trem. Ele se apegou a Christina, a acompanhante de Sean no trem e em sua última volta, ele tenta salvar todos mudando aquela realidade em que ficou. Ele manda uma mensagem para Goodwin que chega à ela no passado, antes de começarem o projeto. Pelo menos foi o que entendi. Mas ainda achei alguns pontos confusos. O projeto envia Colter no passado, usando a consciência de um homem no local do atentado 8 minutos antes da explosão. Colter então tem que usar esse tempo para encontrar a bomba no trem e o responsável que a colocou lá. Encontrando o terrorista, deveria encontrar a segunda bomba, que pelo o que entendi, é a mais importante, pois Goodwin disse a Colter, que infelizmente as pessoas no trem não tinham como salvá-las. Tá entendido. Mas qual o sentido então do projeto de Rutledge colocar a consciência de Colter em alguma vítima antes de uma tragédia para impedir essa tragédia se não pode salvar TODOS. E como ele sabia que tal tragédia aconteceria?

A não ser que, o projeto seja um simulado do que acontece naquele momento para o viajante descobrir o culpado. Mas, descobrindo o culpado e o prendendo, consegue-se evitar o atentado. Mas, se funcionar só para casos como esse que teve duas bombas, qual o sentido então desse projeto? Por que não poderia ter salvado o pessoal no trem também? Porque segundo Goodwin, o projeto todo ainda é investigativo, então imaginamos que o projeto é experimental. Conseguiram colocar a consciência de Colter no corpo de Sean, morto na explosão, momentos antes de morrer, para encontrar o terrorista e evitar uma explosão maior que este planejava. Quando Colter faz sua última missão, não muda o futuro, mas cria uma realidade alternativa onde ele permanece no corpo de Sean e vive como ele. Acho que é isso. Mas, muita maldade a que custo esse projeto se manteria, vendo o corpo real de Colter. 

Não nego que esse foi de longe o mais simples que vi sobre loop e viagem no tempo. Acho que o final foi merecido para Colter, eu não conseguia imaginar como terminaria depois de ver seu corpo. Apesar de meio triste, foi a melhor solução. Mas, como ele passou as informações para Goodwin por mensagem e ela olha para o corpo dele, quer dizer então, que ela já sabia o que aconteceria ou aquele momento era novo e ela decidiria ali o que fazer com o corpo de Colter? Ou ele apenas provou que não poderia mudar o futuro, mas sim criar uma nova linha no tempo? Ou seja, para mim era tudo um projeto experimental, que deu certo mas provou ser errado por acharem ser apenas uma simulação. Essa parte ainda me perturba. Pelo que entendi, ficaram dias ali tentando fazer Colter toda vez que voltava encontrar o terrorista. Mas de novo, em que momento o pessoal do projeto está? Eu sei que no presente, mas, em que momento? Colter tem várias chances de voltar, mas no presente quanto tempo eles tem para encontrar o terrorista? Isso que eu não entendi. Tentei procurar alguém falando sobre, mas a maioria fala sobre a missão de Colter e o final alternativo que ele criou. Então é isso, apesar da dúvida do tempo em que Goodwin está, o resto foi bem interessante. A Catherine tinha umas reações estranhas as vezes que cheguei a pensar que ela era IA. Que todos no trem fazia parte do programa, não que eram pessoas reais.

Amei ver Vera Farmiga em outro trabalho que não fosse a Lorraine Warren em Invocação do mal, que diga-se de passagem, é meu filme preferido dela. E Jake me conquistando cada vez mais. No mais, filme interessante. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Divagando e resenhando sobre A doceria mágica da rua do anoitecer no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa deliciosa história sobre doces e angústia. 






A HISTÓRIA 

Kogetsu, proprietário da Doceria Mágica Âmbar, localizada na rua do Anoitecer, oferece a seus clientes, as vezes seres mágicos ou apenas humanos comuns, geralmente este último, encontram a doceria em um momento de grande angústia, doces com propriedades mágicas. Consumidos com sabedoria, podem melhorar suas vidas. São seis histórias diferentes mas com a doceria em comum. 


1- Balinhas açucaradas da ambição 

Kana, está no segundo ano do ensino médio e seu namorado no último. Com isso, ele tem passado mais tempo estudando e ela sozinha. Certo dia, desanimada, ela caminha até o templo para fazer uma oração. Ao terminar, vê um caminho que antes não existia ali e o segue, chegando a uma estranha loja de doces. Lá conhece Kogetsu, o proprietário, que lhe vende Konpeitos coloridos, onde na vitrine está escrito Balinhas açucaradas da ambição. Existe uma regra para consumo. Uma balinha por dia, mais que isso, a loja não se responsabilizará pelas consequências. Intrigada, Kana passa a consumir uma balinha por dia após descobrir que elas trazem coisas boas. Mas em um momento de ambição, ela consome mais do que uma em um único dia e descobre que coisas ruins também podem acontecer. 

Como poderiam ser as balinhas





2- O Wasanbon da invisibilidade 

Koguma, sofre de autoestima baixa devido a sua aparência e seu nome. Quando criança não ligava muito para isso, até se apaixonar e descobrir que a menina que gostava fazia parte de um grupinho que zombavam dele. Depois disso tentou de tudo para ser invisível, para não chamar a atenção. Já adulto, trabalhando em uma corretora de imóveis, sua insegurança volta com tudo quando seu chefe o deixa atendendo clientes. Ele tem certeza que todos que atende, riem dele pelas costas. Ele só queria ser transferido ou se tornar invisível. Um dia voltando do trabalho, com muito calor e sede, acaba encontrando uma lojinha atrás de um templo e ele conhece o excêntrico Kogetsu. Lá, ele acaba comprando um doce chamado Wasanbon da invisibilidade. Não que fosse o tornar invisível, mas as pessoas demoravam a vê-lo e assim ele não precisava se importar tanto com sua aparência. Mas, sua autoestima recém adquirida, acaba o atrapalhando em coisas que ele era bom mas não percebia, por estar sempre preocupado achando que alguém estava rindo dele pelas costas. 




3- Monaka de castanha inocultável

Yui costumava guardar seus pensamentos para si, não sabendo o que suas amigas poderiam achar dela. Por esse motivo, a amizade começava a esfriar. Preocupada se as amigas gostavam mesmo dela, Yui decide ir ao templo para tirar fotos de gatinhos, que costumam ficar por ali. Ela vê um preto mas depois de receber carinho, ele foge. Yui tenta ir atrás dele e encontra uma loja de doces misteriosa. Conhece Kogetsu e acaba comprando um doce, Monaka de castanha e ao comer um no dia seguinte, ao encontrar suas amigas, passa a dizer o que pensa, as agradando, mostrando que se importa com elas. 




4- Caramelos da substituição 

Risa não é boa aluna nem boa nos esportes, mas na música, toca trompete como ninguém.  Irá ter um festival na escola e vão escolher uma pessoa para fazer o solo de trompete. Risa disputa a vaga com a líder da equipe que apesar de ter começado a tocar depois dela, alcançou seu nível rapidamente. Risa não quer que a única coisa que sabe fazer de melhor seja tirada dela. Desesperada, vai ao templo rezar e acaba encontrando a doceria de Kogetsu. Compra balas de caramelo e ao provar uma, percebe que o azar que normalmente teria, passou para outra pessoa. Assim, será que teria chances de ser a escolhida para ser solista?

Eu acho que os caramelos da história são tipo esses. Não teve muita descrição. 





5- Maçã do amor do desejo de confirmação 

Chika, casada, com uma filha pequena, sente o cansaço de ser mãe e esposa. Para piorar, seu marido não tem estado muito presente em sua vida e da filha, plantando a sementinha da dúvida do casamento. Será que depois de ter uma filha, seu marido não amava mais a família? Chika sente dificuldade em entender os sentimentos de seu marido e muitas vezes tem dificuldade em saber as necessidades da filha. Um dia, após o mercado, ela para em um pequeno templo e encontra a doceria de Kogetsu e compra duas maçãs do amor. Ao comer uma, passa a ver uma aura vermelha em torno de seu marido e filha e entende que a cor mostra a intensidade do amor deles por ela. Sem querer seu marido come a outra maçã do amor e Chika conta o que ela faz.






6- Mamedaifuku do adeus 

Kogetsu conta como abriu a doceria. Ele já morava na rua do Anoitecer mas como dificilmente humanos passavam por ali, geralmente Kogetsu não fazia nada. Então, um dia, perambulando pelo templo, ele viu um doce e quando tentou pegar, um homem o repreendeu dizendo que não podia comer porque era uma oferenda. O confundindo com um morador de rua, o rapaz lhe deu uma sacola com doces. Como havia dito onde morava, ele não esperava que o rapaz encontrasse o local, afinal, a rua só era vista por humanos em agonia ou tristeza. O rapaz era extremamente insistente e passou dias visitando Kogetsu e acabou o ensinando a fazer doces. Mas, Kogetsu vem a descobrir qual era a angústia do rapaz e toma um triste decisão. Assim, devido as aulas do rapaz, aprendeu a fazer os doces e abriu sua própria doceria. Porém, ele colocava um pouco de magia neles e assim, além de ajudar os humanos com problemas, ao final ele também adquiria mais conhecimento para saber mais das necessidades dos humanos. 






Ano de publicação 

Páginas 175

Autor/a Hiyoko Kurisu



Minhas divagações 

Foi uma leitura rápida, terminei em um dia e muito interessante. Amo esses autores japoneses com suas histórias divertidas e ao mesmo tempo reflexivas. Foi assim com Até que o café esfrie e Se todos os gatos desaparecessem do mundo. Todos têm um quê de sobrenatural. 

Não imaginei que fosse gostar tanto da leitura. São histórias diferentes onde a doceria é a única coisa em comum. Depois do primeiro conto, pode parecer meio repetitivo, pois todos estão sofrendo algum tipo de angústia até encontrarem a doceria. Achei que todos teriam a mesma regra do primeiro, comer um por dia, mas foi só esse, pois alguns eram bolinhos grandes e a pessoa comprava tipo três. A regra básica de Kogetsu era: não se responsabilizar pelo o que poderia acontecer. 

Acho que a melhor história para mim foi a do próprio Kogetsu. No início de seu capítulo, como ele é um ser meio sobrenatural meio humano, e ainda não tinha a loja, ele também não tinha nenhum propósito, e nem interação com humanos, até conhecer a pessoa que lhe ensinou a fazer os doces. Muito triste como ele teve a ideia de colocar magia nos doces, embora depois foi bem útil. Na verdade, seus doces impulsionam as pessoas a resolveram suas próprias angústias. Elas mesmas veem depois o que faltava para melhorarem suas situações. Foi uma ótima leitura. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Divagando sobre o que seria Looper: assassinos do futuro no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um filme sobre viagem no tempo de dar nó no cérebro. 







A HISTÓRIA 

Em 2044, a sociedade vive uma depressão econômica dominada por organizações criminosas. Nesse cenário, é preciso lutar  para sobreviver e é o que Joe faz, trabalhando como Looper. Ele é encarregado de eliminar desafetos de mafiosos 30 anos no futuro, que enviam as vítimas para seu presente para serem assassinados. 

Em 2074, a viagem no tempo é uma realidade mas proibida por lei, então ela é usada para se livrar de desafetos. Os Loopers ao assinarem o contrato de trabalho, estão cientes que tem mais 30 anos de vida. Depois disso, seu eu do futuro é enviado para que o eu do presente o mate. O pagamento é em barras de ouro. 

Joe, é ótimo no que faz mas sua vida se resume a trabalho, drogas e ter um sonho de aprender francês e ir para a França. Então, seu amigo Seth lhe procura dizendo que não conseguiu terminar seu último trabalho porque não conseguiu matar sua versão mais velha, que disse que no futuro, há um assassino eliminando os loopers. Mas a regra é clara, se chegar à sua hora, o looper tem que acabar o serviço. Joe, só vai entender a crise de Seth, quando chega a sua vez. Porém, o Joe do futuro, chega com um propósito. Além de saber do assassino de Loopers, ele ainda tem uma missão pessoal para salvar quem ama. Mas, o Joe do presente não acredita na sua versão mais velha e está determinado em terminar seu trabalho. 









Ano de lançamento 2012

Duração 1h 59m

Direção Rian Johnson

Elenco Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt



Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme obviamente por um shorts no YouTube. Vi uma cena que na verdade pode ser o maior spoiler do filme, mas enfim, achei interessante pois não tinha conhecimento de um filme da Emily Blunt com Bruce Willis, então tive que conferir. E eis minha surpresa ao ver Joseph Gordon-Levitt. Mas a surpresa maior ainda, foi descobrir que o filme fala sobre o que? Viagem no tempo. Não importa quantos filmes eu veja sobre, sempre me dão nó no cérebro. Mas quem ganha ainda é O Exterminador do futuro. Sempre dou o exemplo da minha confusão citando esse filme. Pois, como que John manda seu amigo para salvar sua mãe no passado e o cara acaba sendo seu pai? Mas enfim. Voltando ao filme. 

Apesar da cena de spoiler que vi e dos comentários que acabei lendo porque fui curiosa, o filme é bem complexo, mas no quesito moral. Joe não tem muita perspectiva de vida, sendo um Looper e viciado. Como ele tinha um sonho de ir a França, não acreditou no seu eu do futuro que disse que era melhor aprender chinês. Detalhe que seu empregador ressalta em uma de suas conversas. Pois diz que ele sabe do futuro de Joe porque viu. Eu não tinha entendido até ver o Joe do futuro. A história não explica quem criou a máquina do tempo, como funciona ou quem controla ela. Se existe só uma ou várias. O foco é em Joe. Seu futuro depende do que fará com a informação que seu eu mais velho trouxe.

Aqui vemos uma mudança drástica na personalidade de Joe. Embora ele seja um assassino, seu eu do futuro ficou implacável após perder quem ama. Como sua salvadora e quem lhe proporcionou uma vida digna depois de tudo que fez, ele está determinado a eliminar o responsável pela morte dos loopers no futuro, que no presente de Joe, pode ser apenas uma criança. Analisando aqui esse confronto, entra no nó no cérebro. Vamos analisar. Supostamente esse vilão que passou a eliminar os loopers, tem como motivo, vingança pela perda da mãe. O decorrer da história acontece esse incidente porque o Joe do futuro veio para o presente a fim de eliminar o assassino. Mas de onde isso teve início? Porque até então, o Joe do passado desconhecia isso e o assassino só vira vilão, por causa do Joe do futuro. Em que momento entre presente e futuro, o assassino poderia ter sido criado sem a perturbação do Joe do futuro? Não é  de enlouquecer?

Se, os eus, presente e futuro sentem a mesma coisa, como por exemplo, Seth que foi pego e torturado, seu eu do futuro sentia o que ele estava sofrendo. Se, Joe do futuro trouxe informações que fez Joe do passado começar a mudar, como sua determinação de proteger o filho de Sarah, por que o Joe do futuro não passou a mudar seus pensamentos? A mudar suas atitudes? A ver outras opções de mudar o futuro. Tanta matança para no final ser daquele jeito. Se gostei? Não tenho certeza. Como levei spoiler, acabei deduzindo o que aconteceria. Mas ainda foi chocante. Não sei se foi a melhor opção. Talvez para sua vida no presente tenha sido. Sem perspectivas, viciado. Até  conhecer Sarah. A partir daí também mudaria seu futuro. Porque como Joe apareceu e acabou fazendo surgir esse assassino, como ele viveu mais 30 anos até chegar nesse momento? Então a vida dos loopers vai até 30 depois de aceitar o trabalho e se aposentam matando seu eu do futuro, pra que? Não entendi esse fechamento. Quando ele mata seu eu do futuro vai viver mais 30 anos sabendo que depois disso vai ser enviado para o passado e ser morto por ele mesmo? Muito confuso. Mas enfim. 

Viagens no tempo melhor não pensar demais. É ficção, então para que tentar entender?  Apesar do final, foi interessante. O filho da Sarah era sinistro. Me pergunto se mesmo ela o criando do jeito certo, vai crescer uma boa pessoa? O perigo estava em todo lugar. Mesmo que Joe não fosse mais sofrer a perda de quem ama, ainda existiria crimes e assassinos no mundo. Como Sarah poderia proteger seu filho disso? A história de Joe terminou ali, mas e o resto? Não existiria mais loopers? Como funcionava com a comunicação para saberem onde e qual horário esperar a vítima? Se não fosse por esses detalhes, talvez tivesse sido bem mais interessante. Mas, se for analisar somente pelo arco de Joe, apesar de acreditar que no fim, a culpa foi dele mesmo, foi uma trajetória intensa. Mas me pergunto se somente Joe fosse enviado para o passado para morrer, ele teria feito tudo aquilo? Se a esposa continuasse viva? Os caras que foram buscar Joe eram o que? Se enviavam os escolhidos para serem executados no presente de Joe, para morrerem, o que os impedia de matá-los ali mesmo, uma vez que mataram a esposa de Joe. Embora muitas coisas não façam sentido, ainda assim foi um ótimo filme. Não reconheci o Joseph logo de início por conta de sua maquiagem para parecer sua versão mais velha, que seria o Bruce Willis. Todo filme que vejo do Joseph é sensacional. Bruce Willis nem se fala. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Divagações nostálgicas com Os Anjinhos em Paris no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos amantes de animações. Hoje trago esse desenho que é meu xodozinho.






A HISTÓRIA 

Os bebês Tommy Pickles e seu irmão Dill, os gêmeos Phillip e Lilian, Angélica e Chuck, estão na festa de casamento do vovô Lou Pickles enquanto encenam uma cena do filme O poderoso chefão que Angélica assistiu noite passada. Na vez de Chuck, ele deseja a poderosa chefona Angélica que lhe traga uma mamãe. Mas ela diz que acabou a brincadeira quando começa a dança das mamães com seus filhos. Charles, vendo Chuck triste e sozinho, o leva para casa e decide que está na hora de se casar novamente. 

Enquanto isso em Paris, em um parque de diversões japonês, Stu é convocado para ir até a Euroreptarlandia consertar um de seus robôs que está com defeito. Assim, as familias Pickles, Finster e Deville, vão até Paris e conhecem a mal humorada administradora do parque Coco LaBouche. Ela quer desesperadamente suceder seu superior Yamaguchi que está escolhendo o candidato que for gentil, gostar de crianças e tenha uma família. Angélica que foi pega ouvindo a conversa, sugere o pai de Chuck como candidato. Viúvo e com um filho. LaBouche começa então seu plano de se casar com Charles para subir de cargo na empresa. 

Mas, apesar de Chuck desejar uma mamãe, ele sente que LaBouche não é a mulher ideal. Com a ajuda de seus amigos, eles tentam impedir o casamento e Angélica confessa o plano de LaBouche para os bebês. Chuck mais do que nunca, precisa de coragem para salvar seu pai. Mas claro que isso quer dizer, que vão criar a maior confusão em Paris. 










Ano de lançamento 2000

Duração 1h 19m



Trailer 





Minhas divagações 

Rugrats, ou como são conhecidos aqui como Os Anjinhos, é um dos meus desenhos preferidos da minha juventude. Eu vi a série animada e os filminhos que saíram depois. Antes desse teve o filme com a introdução do Dill, o irmão de Tommy. Que obviamente causaram a maior confusão também. 

Todos os bebês têm participação em todos os episódios mas nesse filme, o foco maior seria em Charles e seu filho Chuck. Embora Stu, pai de Tommy, seja responsável por todos irem a Paris, já que por causa de suas intenções, que nesse caso deu problemas técnicos, ele precisou viajar pessoalmente para resolver. Isso, porque a responsável pelo parque, era gananciosa demais e exigia tudo da forma que ela queria. 

Nessa viagem, por coincidência LaBouche precisa de uma família enquanto Charles procura uma esposa. Angélica astuta como sempre, convence LaBouche de que Charles é o candidato perfeito. Mas, embora seja animador para Charles, Chuck sente que LaBouche não é tão boa quanto faz parecer e que na verdade odeia crianças. Mas ele precisa de um jeito de provar isso para o pai e conseguir evitar que os dois se casem. Mas ele tem medo de tudo e com a ajuda de seus amigos, ele vai tentar superá-los e ajudar seu pai. 

Não dá para julgar Angélica pelo que fez sendo que ela é uma criança. Mimada e insuportável a maioria das vezes, mas que no decorrer da história, ela acaba tendo sua lição e algumas vezes ainda defende os bebês. Só alguém meio ingênuo e desesperado como Charles que não enxergaria a verdadeira LaBouche. Mas pelo lado positivo, foi aqui que entram na história, Kira e sua filha Kimi. 

As invenções de Stu, sempre acabam dando errado, mas dessa vez os levou para Paris. E o mais engraçado é poder levar todos juntos. Confesso que na festinha onde todos dançavam com suas mamães menos Chuck, doeu um pouco o coração e no avião, aquela musiquinha tocando e ele sonhando nos braços de uma mãe, é de partir o coração. Mas no final, lágrimas rolaram com o final merecido para Chuck. 

Nas histórias, Tommy é sempre aquele que encoraja todos nas aventuras perigosas, muito engraçado quando Chuck diz que Kimi é um outro Tommy. Também é sempre fofinho a amizade entre Tommy e Chuck. E pelo menos essa dublagem está maravilhosa. A primeira temporada da série animada, misericórdia. Mas gostei que a história foi evoluindo, Tommy ganha um irmão, Chuck uma mãe e uma irmã, a história foi crescendo com os personagens, tanto que depois saiu Os Anjinhos crescidos. Mas tudo que é bom, não dura tanto. Os Anjinhos é meu queridinho. Amo esses bebês. 

E no final dessa aventura, até o cachorro Spike se saiu bem. O que foi bem engraçado na verdade. E claro que terminaria com Chuck sendo o Poderoso chefão da vez. Muito bom como essas crianças aprontam, destroem metade de Paris, mas terminam como se nada tivesse acontecido. As músicas são maravilhosas, embora tenha partes musicais que confesso eram bem chatinhas. Mas no todo, a qualidade do desenho é perfeita para a época e super nostálgico para quem cresceu com esses bebês. Historinha maravilhosa e emocionante. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Divagando e resenhando Zorro: começa a lenda no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa leitura que poderia ter sido melhor, já que se trata do mascarado mais famoso do mundo, Zorro. 






A HISTÓRIA 

Alejandro de La Vega, um soldado espanhol, casa-se com Regina, uma mulher indígena. Eles têm um filho, Diego. Durante sua gestação, ela ficou aos cuidados de Ana, outra indígena que também estava grávida e deu a luz Bernardo. Os dois meninos cresceram juntos e passaram juntos até por um ritual de passagem indígena para provar sua maturidade. Porém, a casa dos La Vega é saqueada por bandidos e Ana é violentada e morta diante de Bernardo, que com o choque, nunca mais falou uma palavra. Diego conseguiu se esconder com sua mãe ferida até poderem sair. Diego e Bernardo são criados juntos como irmãos, mas embora Diego tenha descendência indígena, Bernardo sempre foi considerado seu criado pelos outros, mesmo que Diego insistisse dizendo que eram irmãos. 

A jornada dos irmãos muda, quando Diego é enviado para a Espanha sob os cuidados de Tomás de Romeu, para obter uma boa educação e aprender esgrima com Manuel Escalante. Lá, Diego conhece as filhas de Romeu e se apaixona por Juliana. Porém, esta é cortejada por Rafael Moncada que fará de tudo para conquistar Juliana. Diego e Moncada duelam pela jovem e Diego humilha seu adversário. Escalante vendo potencial em Diego, o convida para participar da sociedade secreta La Justicia, adotando o nome Zorro.

Escalante e De Romeu são presos acusados de serem simpatizantes franceses e Diego consegue resgatar Escalante com a ajuda de La Justicia. Quanto a De Romeu, Moncada aceita ajudá-lo sob a condição de Juliana se casar com ele. Mas após suas filhas terem um encontro emocionante com o pai, descobrem que Moncada foi quem denunciou De Romeu. Diego promete que protegerá Juliana e Isabell e assim, quando De Romeu é executado, os três mais Nuria, a ama das meninas fogem para as Américas. 

Durante a viagem, um pirata, Jean Lafitte, saqueia o navio que Diego e as meninas estão e os fazem de refém. Mas, Juliana acaba se apaixonando por Lafitte e fica para trás. Quando o trio chega finalmente a casa de Diego, Bernardo que havia retornado anos atrás para ficar com Raio da Noite, que esperava um filho seu, recebe Diego com péssimas notícias. Moncada havia invadido sua casa e seu pai foi preso sob acusação de traição. Moncada fez tudo isso por vingança e estava atrás de Juliana. Diego convence Bernardo de um plano arriscado para salvar o pai e assim Zorro entra em cena. 



Ano de publicação 2005

Páginas 382

Autor/a Isabel Allende



Minhas divagações 

Não vou mentir, só conhecia Zorro pelo filme A máscara do Zorro de 1998, com Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones, mas não lembrava muito da história. Só pequenos detalhes como usar máscara, capa preta, espada e deixar um z nos inimigos. Então, achei que seria interessante conhecer outro ponto de vista sobre Zorro. Mas, confesso que foi uma leitura cansativa e tenho certeza que a autora só queria criar um romance usando o nome do Zorro. Se você espera uma história cheia de ação e atos heroicos e magnificos do Zorro, esqueça. A história começa desde o nascimento de Diego e se torna chatíssima quando ele se apaixona por Juliana. Que diga-se de passagem, odiei essa personagem. 

Desde o início ela nunca demonstrou nenhum afeto por Diego, sequer foi grata por ter tentado ajudar o pai muito menos por tê-la mantida viva durante as investidas e perseguições de Moncada e ainda por cima se apaixonou por um pirata. Sinceramente? Achei sua passagem na história ridícula. Ela nunca fazia nada especial, só exaltaram sua beleza, parecia mimada e que não sabia fazer nada na vida. Como é que do nada, ela é a escolhida para ficar com Lafitte porque era digna? Me poupe. Mulherzinha fresca que não colaborou em nada para a história, a não ser trazer tragédia na vida de Diego. Pois só foi perseguido por Moncada por causa dessa sonsa da Juliana. Se ela não existisse, pelo menos o motivo de ter um inimigo, poderia ser outro. 

Isabell sim, era personagem que merecia destaque. Não vi motivo dela ser diferente em aparência da irmã. Ela poderia ser bonita mas Diego poderia se apaixonar pela Juliana por outros motivos. O que ainda não entendo o que ele viu nela. Mas enfim, Isabell era muito mais perspicaz, fazia esgrima, era mais inteligente, uma pena ter se apaixonado por Diego. Mesmo Juliana ficando com todos aqueles que ela se apaixonava, Isabell nunca odiou a irmã nem viveu amargurada por isso. 

Bernardo era muito superior ao Diego, principalmente em sabedoria. Por ter passado por um trauma horrível, ele se tornou um homem muito antes que Diego. Na verdade, achei Diego infantil, impaciente e imprudente demais. Fora que esse amor platônico pela Juliana era muito chato. Confesso que nas partes dela com Lafitte, pulei várias páginas porque não suportava mais essa menina. Claramente ela era esnobe e do nada virou defensora dos escravos. Patética. 

Tudo bem que Diego era muito jovem, todo mundo tem sua história antes de ser um herói ou bandido. Mas, talvez por não conhecer muito a história de Zorro, eu esperava algo melhor. Diego foi um jovem patético e isso só foi bom para não suspeitarem dele como Zorro, que tinha uma personalidade completamente diferente. Mesmo que a autora quisesse transmitir isso, acho que ter focado no romance improdutivo entre Diego e Juliana foi muito cansativo. Mas, não nego que ter dado motivos para Moncada perseguir Diego nesse ciclo de vingança foi interessante. Juliana deveria ser uma beldade para fazer Moncada agir do modo como agiu. 

Só acho que Diego e Bernardo não deveriam ter se separado tão cedo. Tinha muito potencial os dois juntos. Os momentos finais foram bem frenéticos e só valeu a pena quando finalmente Juliana saiu de cena. A história poderia ter rivalidade entre Diego e Moncada sem ser por mulher. Ainda mais por uma que não tinha virtude nenhuma e no final ainda teve caráter duvidoso. Talvez Moncada poderia ser o preferido de Escalante mas como tinha personalidade explosiva e caráter a ser trabalhado, quando conheceu Diego e viu justiça em seus atos, poderia ter mudado de pupilo causando inveja em Moncada. E em um duelo para provar quem seria melhor, humilhado por Diego, nasceria aí seu ódio e desejo de vingança por ele. Poderia perseguí-lo e ter feito o que fez com o pai dele do mesmo jeito. Tiraria as partes chatas com Juliana e acrescentaria um motivo melhor de odiar o rapaz. Isabell poderia ser filha única e Diego ter ficado na casa De Romeu da mesma forma. Só não teria todos aqueles momentos chatos com Juliana. 

No mais, achei que seria uma história muito mais interessante mas acabou sendo uma leitura arrastada. O final compensou mas como sempre digo, a jornada para se chegar à esse final, não valeu a pena.


Nota pessoal 6/10

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Divagações sobre O ASSASSINO DO CALENDÁRIO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse suspense com reviravoltas não tão surpreendentes mas satisfatórias. 






A HISTÓRIA 

Jules, trabalha em uma linha direta para mulheres que estão indo sozinhas para casa no meio da noite. Era uma noite aparentemente comum quando Jules recebe a ligação de Klara, uma mulher visivelmente perturbada que nem se deu conta que havia ligado para alguém. Aproveitando que foi para um centro de ajuda, ela conta o que lhe aconteceu. 

As últimas notícias são sobre um serial killer que a mídia está chamando de O assassino do calendário. Ele deixa uma data marcada para a vítima e a escrita você ou ele. Klara, diz a Julian que é uma dessas vítimas, que acordou um dia em um porão com essa mensagem. Mas seu marido não acreditou nela nem a polícia. Para piorar, ela sofre violência doméstica e seu marido acabou de levá-la à um lugar perturbador onde ela só fugiu. Quando questionada por Julian os motivos de continuar com um homem assim, ela explica várias razões para mulheres como ela continuarem em seus relacionamentos abusivos. Em um ato de desespero, ela tenta o suicídio. Jules conta sua história, tenta ajudá-la, fala sobre sua esposa e filha e tenta manter Klara na linha. Após varias decisões difíceis o confronto final acaba reunindo Jules, Klara e seu marido. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Adolfo Kolmerer

Elenco Luise Heyer, Sabin Trambea, Friedrich Mücke



Trailer 





Minhas divagações 

Pelo título, pensei ser um suspense diferente. Não lembro porque coloquei na minha lista. Começamos com Julian trabalhando de casa atendendo ligações de mulheres que estão voltando para casa tarde da noite e para não se sentirem sozinhas, ligam para esse atendimento. Tudo muda quando Jules recebe uma ligação de Klara e para piorar, ela diz ser vítima do famoso serial killer do calendário. Jules tenta ajudá-la da melhor forma possível. 

Nesse filme, confesso que ao procurar dados sobre origem, apareceu uma página onde o sujeito simplesmente revelava nas primeiras linhas quem era o assassino, assim, sem aviso de spoiler nem nada. Então, não nego que ficou mais fácil ir juntando as peças enquanto a história se desenrolava. Então a partir daqui pode conter spoiler leve. Ou não. 

Jules trabalhava de casa e sua filha dormia no quarto. Eventualmente ele passa a ouvir barulhos estranhos e se mantem vigilante ao mesmo tempo em que seu pai, tentava falar com ele. Aqui, a construção dessa relação com o pai, girava em torno de suspense e ao mesmo tempo foi duvidoso. Não entendi exatamente se o pai dele era uma espécie de policial, mas algumas vezes pareceu bem suspeito. Principalmente por ter encontrado a casa onde Klara estava. 

Apesar do suspense ser interessante, achei muitas coisas questionáveis. Porém, você começa a suspeitar do assassino por pequenas provas que vão aparecendo conforme ele fala com Klara. Mas o mais interessante é que embora o tema seja o assassino do calendário, a trama se converte em Klara e os abusos que sofriam do marido. Pela filha ela aceitava tudo. Mas a última experiência em que seu marido a obrigou participar, foi o gatilho para ela pedir ajuda. Via-se que seu marido ela controlador já no jantar, quando é grosseiro com uma amiga de Klara e quando a obriga a comer algo que ela não gosta. 

O final não foi tão surpreendente porque eu já sabia quem era o assassino, só me faltava encontrar pistas de como era possível ser essa pessoa. E quando fui juntando as peças, tudo foi fazendo sentido. Mas, apesar de tudo, foi um suspense um pouco fraco. Mas apesar da reviravolta final, o tema foi importante, para mulheres como Klara e há várias razões para mulheres como ela não denunciarem seus maridos. O que o assassino fazia, era dar uma escolha para essas mulheres se livrarem de seus abusadores. O que não entendi foi se ele matava o casal, quando a mulher não conseguia matar o marido. Mas, se o assassino se revelava para pressionar a vítima, se ela viu seu rosto, ele deixaria a mulher livre? No caso de Klara, seu modo de fazer o trabalho sempre foi daquele jeito ou ela foi diferente? No caso, ela e seu marido viram seu rosto, mesmo se ela matasse ele, o que seria dela? 

Claramente o assassino era perturbado. Achava que estava fazendo justiça para mulheres que sofriam abusos, mas não sei onde ele achou que matando elas também resolveria algo. Se ele tinha conhecimento dos abusadores, poderia apenas matá-los,  ainda dava para deixar a data marcada para a esposa a avisando, mas aí acredito que no fim a esposa seria uma suspeita, mas melhor que acabar sendo morta. A situação de Klara era mais complicada por seu marido ser influente e ela ter histórico de problemas mentais já tendo sido internada. Isso me lembrou A empregada, onde o marido fazia a mesma ameaça de internar a esposa novamente se não fizesse o que ele mandava. Até achei o marido dela suspeito. Mas ele parecia idiota de mais para isso. 

O pai de Jules não parecia suspeito mas estranho. Ele queria ajudar o filho procurando Klara por qual motivo? E, o próprio Jules acaba sendo suspeito porém como ele trabalhava de casa, parecia impossível que fosse o perseguidor. Embora algumas coisas Klara possa ter imagino com sua mente perturbada pela pressão do dia. A data que o assassino colocava nas paredes eram datas do dia do casamento das vítimas. Como Klara comemorava o seu, ela só tinha aquela noite para sobreviver.

Após uma luta com o assassino, o casal sobrevive e você não acredita que o marido sai impune. Mas a justiça de Klara é melhor do que a do assassino do calendário. Ela não virá uma assassina, expõe o marido e dá coragem a outras mulheres de fazerem o mesmo. No final do filme, vemos uma mensagem sobre a quantidade de mulheres que sofrem abusos na Alemanha. Aqui no Brasil vemos direto notícias sobre homens que mataram suas companheiras por não aceitarem o filme do relacionamento. Em outros países sempre tem histórias de violência doméstica contra a mulher. É difícil confiar em alguém quando entre quatro paredes não se sabe do que o companheiro é capaz. O que leva um homem a agredir a própria esposa? É incompreensível essas atitudes. Li algumas críticas negativas sobre o filme, mas vindo de homens que me pareceu insensível ao menosprezar a violência doméstica. O filme infelizmente não trabalhou muito bem esse tema, confundindo as situações. Mas dizer que foi ruim por causa dessa trama é ignorar que de fato essas coisas existem. 

É um suspense lento no início, frenético e surpreendente no final. Se reparar em Jules desde o início, verá que ele é mais complicado do que as mulheres que ligam para o serviço. E o Vigo coitado, eu achava estranho um homem barbado ser babá da filha da Klara, mas ele era só um garoto. Por isso foi rendido facilmente. Teve momentos que Jules andava pela casa procurando possíveis invasores pois escutava coisas, cheguei a pensar que ele delirava depois de tudo que passou com a esposa. Mas fez sentido quando você vai juntando as peças. 

No mais, não é um filme espetacular mas foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Divagando e tentando entender Donnie Darko no Divagando Sempre

 

Olá Divosos viajantes no tempo. Hoje trago esse filme que sempre quis ver e essa hora finalmente chegou. 






A HISTÓRIA 

Donnie Darko é um adolescente problemático com indícios de esquizofrenia. Certa noite ele acorda com uma voz lhe chamando e ele encontra uma figura estranha vestida de Coelho que lhe informa o fim do mundo em 28 dias 6 horas 42 minutos e 12 segundos e acaba acordando em um campo de golfe. Ao retornar para casa, ele vê que foi salvo por ter saído a noite pois seu quarto foi atingida por uma turbina de avião. O maior mistério da cidade, pois nenhum avião foi identificado caído pelas redondezas nem noticiado nenhum desaparecimento e ninguém sabe de onde a turbina veio. Mas a partir daí a vida de Donnie muda completamente. 

Uma nova aluna entra para a turma de Donnie, Gretchen, por quem acaba se apaixonando. Donnie faz terapia e fala abertamente sobre suas visões com o Coelho, onde diz se chamar Frank e em suas sessões de hipnose, revela as coisas que fez a mando de Frank, como inundar a escola ou incendiar a casa de Jim Cunningham. O primeiro fez com que voltasse para casa com Gretchen e o segundo acabou denunciando Jim como pedófilo. Apesar desses acontecimentos bons, Donnie desencadeia outros  culminando em tragédias que o faz entender após algumas conversas com seu professor de física e de ler um livro sobre viagem no tempo, o que ele precisa fazer para impedir o fim do mundo. 








Ano de lançamento 2013

Duração 1h 53m

Direção Richard Kelly

Elenco Jake Gyllenhaal, Drew Barrymore, Maggie Gyllenhaal, Jena Malone, Patrick Swayze



Trailer 





Minhas divagações 

Esse filme esteve na minha lista por muito tempo e minha curiosidade só aumentava quando via muita gente falando que não entendeu o filme. Por isso procrastinei até encontrar um momento de pura concentração para vê-lo. O que nunca acontecia e só ia deixando de lado. Até que comecei a ver títulos mofando na minha lista e decidi finalmente conferir este. 

Apesar de já ter escutado um podcast falando sobre, a única coisa que me lembro, é da menina falando que era babaca. Só isso, babaca e que odiou o filme. Sem justificava ou ponto de vista. O que só pessoas que não entenderam poderiam dizer sobre. Não que para mim tenha sido fácil entender. Na verdade ficou muitas questões mas que são típicas em viagens no tempo, o que vocês já sabem, me dão nó no cérebro. 

Tem coisas que entendi mas não fizeram muito sentido. Entendi o significado da turbina, entendi sobre Frank e entendi a decisão de Donnie assim como entendi o que o próprio Donnie representa na história. Mas, o fato de Donnie sair no meio da noite e acordar em lugares aleatórios, foi antes de ver Frank e antes da turbina. Sair e acordar fora parece algo comum, uma vez que sua família não questiona nada e seus amigos comentam sobre seu "sonambulismo". Eu achava, depois de descobrir sobre a viagem no tempo, que Donnie fazia isso quando chegava o fim do mundo e ele meio que reiniciava e por isso Donnie acordava fora de casa. Por que só ele? Foi meu primeiro furo, embora já tenha filmes sobre loop temporal onde afetava uma ou duas pessoas. Então, também pode ser isso. 

Depois teve a questão do Coelho que mesmo que dissesse se chamar Frank, eu pensei que na verdade fosse Donnie do futuro tentando avisá-lo do fim do mundo. Mas na verdade era outra pessoa, real, existia no mundo de Donnie, porém acontece algo com ele e minha pergunta era: por que ELE aparecia para o Donnie falando sobre o fim do mundo se o que aconteceu com ele foi antes dele saber do fim do mundo? E, por que ele fez Donnie inundar a escola e incendiar a casa de Jim, se culminaria no final do mesmo jeito, já que essas ações levaram ao avião, onde finalmente entendemos sobre a turbina. 

Como Donnie ainda estava sendo tratado e para ter certeza de seu diagnóstico, a terapeuta fazia sessões de hipnose com ele. Eu, até cheguei a pensar que no fim, ele acordaria em um quarto isolado no manicômio e teria sonhado com tudo isso. Mas a realidade do que aconteceu, óbvio, foi diferente do que imaginei. Mas não nego que as ações que Frank mandou Donnie fazer, fechou um círculo dos acontecimentos. Com a escola fechada, Donnie volta para casa com Gretchen e começam a sair juntos. Com o incêndio, Jim é descoberto e preso. A professora que deveria acompanhar a filha e as alunas para um evento fora da cidade, fica arrasada com a prisão de Jim e faz um movimento para defender sua inocência e liberdade, pedindo então que a mãe de Donnie vá em seu lugar. É aí que na volta, seu avião cai e acontece o fim do mundo. Onde Donnie vê depois de ter perdido Gretchen e matado alguém. Com isso, para proteger quem ama, ele toma a decisão do final do filme. Gretchen em algum momento do filme até menciona que Donnie Darko parece um nome de super herói e como efeito colateral das viagens que aparentemente ele acaba fazendo, ele tem algum tipo de poder mesmo. 

Pelo que entendi e depois li muita gente teorizando, é que quando Donnie sai do quarto antes da turbina cair, ele passou a viver em um mundo paralelo. Todos os acontecimentos são compreensíveis, mas, e o fim do mundo? Por que aconteceu naquela vida paralela? Sem Donnie não aconteceria? E Frank? Fez tudo isso sem saber o que lhe aconteceria? Os avisos dele para Donnie eram propositais para acontecer a queda da turbina ou para evitar o fim do mundo? Donnie já havia feito outras viagens antes? Já tinha vivido outras vidas e escolhido outros caminhos até entender o que tinha que fazer? E a vovó morte que na verdade era uma escritora de um livro sobre viagens no tempo? Ela ficou daquele jeito por causa das viagens? O que ela esperava receber em sua caixa de correspondência. Eu li que era uma carta que Donnie havia escrito para ela. Mas como ela sabia? 

Não achei estranho nem difícil de entender, pois histórias sobre viagens no tempo, para mim, não tem um motivo importante a não ser dar nó no cérebro. Então não me esforço muito para encontrar sentido em tudo. Achei um trabalho excelente de Jake Gyllenhaal e seu personagem embora parecesse estranho, não achei que fosse solitário e que ele desprezasse os colegas da escola. Ele tinha amigos e na escola questionava as coisas que ele não concordava quando os professores tentavam ensinar coisas que para ele não fazia sentido. Ele era problemático? Com certeza. Mas acho que ele era bom demais para essa comunidade. Que mãe faria um grupo de apoio para defender um pedófilo tendo uma filha menor de idade? E qual seria a diferença se fosse essa professora ou a mãe de Donnie na viagem, se a irmã dele estaria no avião de qualquer forma? E o que isso tinha a ver com o fim do mundo? Era o fim do mundo no geral ou o fim do mundo da vida de Donnie? 

Com certeza essa é uma daquelas histórias em que você termina questionando tudo. Embora de primeira eu tenha ficado mais triste pelo Donnie e pelo o que ele fez. Depois fui relembrando e me questionando sobre várias coisas. O mais interessante é como cada pessoa interpreta essa história e tenha suas próprias conclusões. Minha única reclamação seria sobre o Coelho ser o próprio Donnie tentando avisá-lo do que aconteceria com ele, mas acho que no final, sendo outra pessoa faria mais sentido mesmo. Dito isso, concordo que é um excelente filme embora muitos digam o contrário. 


Nota pessoal 10/10

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