Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa deliciosa história sobre doces e angústia.
A HISTÓRIA
Kogetsu, proprietário da Doceria Mágica Âmbar, localizada na rua do Anoitecer, oferece a seus clientes, as vezes seres mágicos ou apenas humanos comuns, geralmente este último, encontram a doceria em um momento de grande angústia, doces com propriedades mágicas. Consumidos com sabedoria, podem melhorar suas vidas. São seis histórias diferentes mas com a doceria em comum.
1- Balinhas açucaradas da ambição
Kana, está no segundo ano do ensino médio e seu namorado no último. Com isso, ele tem passado mais tempo estudando e ela sozinha. Certo dia, desanimada, ela caminha até o templo para fazer uma oração. Ao terminar, vê um caminho que antes não existia ali e o segue, chegando a uma estranha loja de doces. Lá conhece Kogetsu, o proprietário, que lhe vende Konpeitos coloridos, onde na vitrine está escrito Balinhas açucaradas da ambição. Existe uma regra para consumo. Uma balinha por dia, mais que isso, a loja não se responsabilizará pelas consequências. Intrigada, Kana passa a consumir uma balinha por dia após descobrir que elas trazem coisas boas. Mas em um momento de ambição, ela consome mais do que uma em um único dia e descobre que coisas ruins também podem acontecer.
Como poderiam ser as balinhas
2- O Wasanbon da invisibilidade
Koguma, sofre de autoestima baixa devido a sua aparência e seu nome. Quando criança não ligava muito para isso, até se apaixonar e descobrir que a menina que gostava fazia parte de um grupinho que zombavam dele. Depois disso tentou de tudo para ser invisível, para não chamar a atenção. Já adulto, trabalhando em uma corretora de imóveis, sua insegurança volta com tudo quando seu chefe o deixa atendendo clientes. Ele tem certeza que todos que atende, riem dele pelas costas. Ele só queria ser transferido ou se tornar invisível. Um dia voltando do trabalho, com muito calor e sede, acaba encontrando uma lojinha atrás de um templo e ele conhece o excêntrico Kogetsu. Lá, ele acaba comprando um doce chamado Wasanbon da invisibilidade. Não que fosse o tornar invisível, mas as pessoas demoravam a vê-lo e assim ele não precisava se importar tanto com sua aparência. Mas, sua autoestima recém adquirida, acaba o atrapalhando em coisas que ele era bom mas não percebia, por estar sempre preocupado achando que alguém estava rindo dele pelas costas.
3- Monaka de castanha inocultável
Yui costumava guardar seus pensamentos para si, não sabendo o que suas amigas poderiam achar dela. Por esse motivo, a amizade começava a esfriar. Preocupada se as amigas gostavam mesmo dela, Yui decide ir ao templo para tirar fotos de gatinhos, que costumam ficar por ali. Ela vê um preto mas depois de receber carinho, ele foge. Yui tenta ir atrás dele e encontra uma loja de doces misteriosa. Conhece Kogetsu e acaba comprando um doce, Monaka de castanha e ao comer um no dia seguinte, ao encontrar suas amigas, passa a dizer o que pensa, as agradando, mostrando que se importa com elas.
4- Caramelos da substituição
Risa não é boa aluna nem boa nos esportes, mas na música, toca trompete como ninguém. Irá ter um festival na escola e vão escolher uma pessoa para fazer o solo de trompete. Risa disputa a vaga com a líder da equipe que apesar de ter começado a tocar depois dela, alcançou seu nível rapidamente. Risa não quer que a única coisa que sabe fazer de melhor seja tirada dela. Desesperada, vai ao templo rezar e acaba encontrando a doceria de Kogetsu. Compra balas de caramelo e ao provar uma, percebe que o azar que normalmente teria, passou para outra pessoa. Assim, será que teria chances de ser a escolhida para ser solista?
Eu acho que os caramelos da história são tipo esses. Não teve muita descrição.
5- Maçã do amor do desejo de confirmação
Chika, casada, com uma filha pequena, sente o cansaço de ser mãe e esposa. Para piorar, seu marido não tem estado muito presente em sua vida e da filha, plantando a sementinha da dúvida do casamento. Será que depois de ter uma filha, seu marido não amava mais a família? Chika sente dificuldade em entender os sentimentos de seu marido e muitas vezes tem dificuldade em saber as necessidades da filha. Um dia, após o mercado, ela para em um pequeno templo e encontra a doceria de Kogetsu e compra duas maçãs do amor. Ao comer uma, passa a ver uma aura vermelha em torno de seu marido e filha e entende que a cor mostra a intensidade do amor deles por ela. Sem querer seu marido come a outra maçã do amor e Chika conta o que ela faz.
6- Mamedaifuku do adeus
Kogetsu conta como abriu a doceria. Ele já morava na rua do Anoitecer mas como dificilmente humanos passavam por ali, geralmente Kogetsu não fazia nada. Então, um dia, perambulando pelo templo, ele viu um doce e quando tentou pegar, um homem o repreendeu dizendo que não podia comer porque era uma oferenda. O confundindo com um morador de rua, o rapaz lhe deu uma sacola com doces. Como havia dito onde morava, ele não esperava que o rapaz encontrasse o local, afinal, a rua só era vista por humanos em agonia ou tristeza. O rapaz era extremamente insistente e passou dias visitando Kogetsu e acabou o ensinando a fazer doces. Mas, Kogetsu vem a descobrir qual era a angústia do rapaz e toma um triste decisão. Assim, devido as aulas do rapaz, aprendeu a fazer os doces e abriu sua própria doceria. Porém, ele colocava um pouco de magia neles e assim, além de ajudar os humanos com problemas, ao final ele também adquiria mais conhecimento para saber mais das necessidades dos humanos.
Ano de publicação
Páginas 175
Autor/a Hiyoko Kurisu
Minhas divagações
Foi uma leitura rápida, terminei em um dia e muito interessante. Amo esses autores japoneses com suas histórias divertidas e ao mesmo tempo reflexivas. Foi assim com Até que o café esfrie e Se todos os gatos desaparecessem do mundo. Todos têm um quê de sobrenatural.
Não imaginei que fosse gostar tanto da leitura. São histórias diferentes onde a doceria é a única coisa em comum. Depois do primeiro conto, pode parecer meio repetitivo, pois todos estão sofrendo algum tipo de angústia até encontrarem a doceria. Achei que todos teriam a mesma regra do primeiro, comer um por dia, mas foi só esse, pois alguns eram bolinhos grandes e a pessoa comprava tipo três. A regra básica de Kogetsu era: não se responsabilizar pelo o que poderia acontecer.
Acho que a melhor história para mim foi a do próprio Kogetsu. No início de seu capítulo, como ele é um ser meio sobrenatural meio humano, e ainda não tinha a loja, ele também não tinha nenhum propósito, e nem interação com humanos, até conhecer a pessoa que lhe ensinou a fazer os doces. Muito triste como ele teve a ideia de colocar magia nos doces, embora depois foi bem útil. Na verdade, seus doces impulsionam as pessoas a resolveram suas próprias angústias. Elas mesmas veem depois o que faltava para melhorarem suas situações. Foi uma ótima leitura.
Nota pessoal 10/10







































