quarta-feira, 29 de abril de 2026

Divagando e resenhando sobre A doceria mágica da rua do anoitecer no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa deliciosa história sobre doces e angústia. 






A HISTÓRIA 

Kogetsu, proprietário da Doceria Mágica Âmbar, localizada na rua do Anoitecer, oferece a seus clientes, as vezes seres mágicos ou apenas humanos comuns, geralmente este último, encontram a doceria em um momento de grande angústia, doces com propriedades mágicas. Consumidos com sabedoria, podem melhorar suas vidas. São seis histórias diferentes mas com a doceria em comum. 


1- Balinhas açucaradas da ambição 

Kana, está no segundo ano do ensino médio e seu namorado no último. Com isso, ele tem passado mais tempo estudando e ela sozinha. Certo dia, desanimada, ela caminha até o templo para fazer uma oração. Ao terminar, vê um caminho que antes não existia ali e o segue, chegando a uma estranha loja de doces. Lá conhece Kogetsu, o proprietário, que lhe vende Konpeitos coloridos, onde na vitrine está escrito Balinhas açucaradas da ambição. Existe uma regra para consumo. Uma balinha por dia, mais que isso, a loja não se responsabilizará pelas consequências. Intrigada, Kana passa a consumir uma balinha por dia após descobrir que elas trazem coisas boas. Mas em um momento de ambição, ela consome mais do que uma em um único dia e descobre que coisas ruins também podem acontecer. 

Como poderiam ser as balinhas





2- O Wasanbon da invisibilidade 

Koguma, sofre de autoestima baixa devido a sua aparência e seu nome. Quando criança não ligava muito para isso, até se apaixonar e descobrir que a menina que gostava fazia parte de um grupinho que zombavam dele. Depois disso tentou de tudo para ser invisível, para não chamar a atenção. Já adulto, trabalhando em uma corretora de imóveis, sua insegurança volta com tudo quando seu chefe o deixa atendendo clientes. Ele tem certeza que todos que atende, riem dele pelas costas. Ele só queria ser transferido ou se tornar invisível. Um dia voltando do trabalho, com muito calor e sede, acaba encontrando uma lojinha atrás de um templo e ele conhece o excêntrico Kogetsu. Lá, ele acaba comprando um doce chamado Wasanbon da invisibilidade. Não que fosse o tornar invisível, mas as pessoas demoravam a vê-lo e assim ele não precisava se importar tanto com sua aparência. Mas, sua autoestima recém adquirida, acaba o atrapalhando em coisas que ele era bom mas não percebia, por estar sempre preocupado achando que alguém estava rindo dele pelas costas. 




3- Monaka de castanha inocultável

Yui costumava guardar seus pensamentos para si, não sabendo o que suas amigas poderiam achar dela. Por esse motivo, a amizade começava a esfriar. Preocupada se as amigas gostavam mesmo dela, Yui decide ir ao templo para tirar fotos de gatinhos, que costumam ficar por ali. Ela vê um preto mas depois de receber carinho, ele foge. Yui tenta ir atrás dele e encontra uma loja de doces misteriosa. Conhece Kogetsu e acaba comprando um doce, Monaka de castanha e ao comer um no dia seguinte, ao encontrar suas amigas, passa a dizer o que pensa, as agradando, mostrando que se importa com elas. 




4- Caramelos da substituição 

Risa não é boa aluna nem boa nos esportes, mas na música, toca trompete como ninguém.  Irá ter um festival na escola e vão escolher uma pessoa para fazer o solo de trompete. Risa disputa a vaga com a líder da equipe que apesar de ter começado a tocar depois dela, alcançou seu nível rapidamente. Risa não quer que a única coisa que sabe fazer de melhor seja tirada dela. Desesperada, vai ao templo rezar e acaba encontrando a doceria de Kogetsu. Compra balas de caramelo e ao provar uma, percebe que o azar que normalmente teria, passou para outra pessoa. Assim, será que teria chances de ser a escolhida para ser solista?

Eu acho que os caramelos da história são tipo esses. Não teve muita descrição. 





5- Maçã do amor do desejo de confirmação 

Chika, casada, com uma filha pequena, sente o cansaço de ser mãe e esposa. Para piorar, seu marido não tem estado muito presente em sua vida e da filha, plantando a sementinha da dúvida do casamento. Será que depois de ter uma filha, seu marido não amava mais a família? Chika sente dificuldade em entender os sentimentos de seu marido e muitas vezes tem dificuldade em saber as necessidades da filha. Um dia, após o mercado, ela para em um pequeno templo e encontra a doceria de Kogetsu e compra duas maçãs do amor. Ao comer uma, passa a ver uma aura vermelha em torno de seu marido e filha e entende que a cor mostra a intensidade do amor deles por ela. Sem querer seu marido come a outra maçã do amor e Chika conta o que ela faz.






6- Mamedaifuku do adeus 

Kogetsu conta como abriu a doceria. Ele já morava na rua do Anoitecer mas como dificilmente humanos passavam por ali, geralmente Kogetsu não fazia nada. Então, um dia, perambulando pelo templo, ele viu um doce e quando tentou pegar, um homem o repreendeu dizendo que não podia comer porque era uma oferenda. O confundindo com um morador de rua, o rapaz lhe deu uma sacola com doces. Como havia dito onde morava, ele não esperava que o rapaz encontrasse o local, afinal, a rua só era vista por humanos em agonia ou tristeza. O rapaz era extremamente insistente e passou dias visitando Kogetsu e acabou o ensinando a fazer doces. Mas, Kogetsu vem a descobrir qual era a angústia do rapaz e toma um triste decisão. Assim, devido as aulas do rapaz, aprendeu a fazer os doces e abriu sua própria doceria. Porém, ele colocava um pouco de magia neles e assim, além de ajudar os humanos com problemas, ao final ele também adquiria mais conhecimento para saber mais das necessidades dos humanos. 






Ano de publicação 

Páginas 175

Autor/a Hiyoko Kurisu



Minhas divagações 

Foi uma leitura rápida, terminei em um dia e muito interessante. Amo esses autores japoneses com suas histórias divertidas e ao mesmo tempo reflexivas. Foi assim com Até que o café esfrie e Se todos os gatos desaparecessem do mundo. Todos têm um quê de sobrenatural. 

Não imaginei que fosse gostar tanto da leitura. São histórias diferentes onde a doceria é a única coisa em comum. Depois do primeiro conto, pode parecer meio repetitivo, pois todos estão sofrendo algum tipo de angústia até encontrarem a doceria. Achei que todos teriam a mesma regra do primeiro, comer um por dia, mas foi só esse, pois alguns eram bolinhos grandes e a pessoa comprava tipo três. A regra básica de Kogetsu era: não se responsabilizar pelo o que poderia acontecer. 

Acho que a melhor história para mim foi a do próprio Kogetsu. No início de seu capítulo, como ele é um ser meio sobrenatural meio humano, e ainda não tinha a loja, ele também não tinha nenhum propósito, e nem interação com humanos, até conhecer a pessoa que lhe ensinou a fazer os doces. Muito triste como ele teve a ideia de colocar magia nos doces, embora depois foi bem útil. Na verdade, seus doces impulsionam as pessoas a resolveram suas próprias angústias. Elas mesmas veem depois o que faltava para melhorarem suas situações. Foi uma ótima leitura. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Divagando sobre o que seria Looper: assassinos do futuro no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Mais um filme sobre viagem no tempo de dar nó no cérebro. 







A HISTÓRIA 

Em 2044, a sociedade vive uma depressão econômica dominada por organizações criminosas. Nesse cenário, é preciso lutar  para sobreviver e é o que Joe faz, trabalhando como Looper. Ele é encarregado de eliminar desafetos de mafiosos 30 anos no futuro, que enviam as vítimas para seu presente para serem assassinados. 

Em 2074, a viagem no tempo é uma realidade mas proibida por lei, então ela é usada para se livrar de desafetos. Os Loopers ao assinarem o contrato de trabalho, estão cientes que tem mais 30 anos de vida. Depois disso, seu eu do futuro é enviado para que o eu do presente o mate. O pagamento é em barras de ouro. 

Joe, é ótimo no que faz mas sua vida se resume a trabalho, drogas e ter um sonho de aprender francês e ir para a França. Então, seu amigo Seth lhe procura dizendo que não conseguiu terminar seu último trabalho porque não conseguiu matar sua versão mais velha, que disse que no futuro, há um assassino eliminando os loopers. Mas a regra é clara, se chegar à sua hora, o looper tem que acabar o serviço. Joe, só vai entender a crise de Seth, quando chega a sua vez. Porém, o Joe do futuro, chega com um propósito. Além de saber do assassino de Loopers, ele ainda tem uma missão pessoal para salvar quem ama. Mas, o Joe do presente não acredita na sua versão mais velha e está determinado em terminar seu trabalho. 









Ano de lançamento 2012

Duração 1h 59m

Direção Rian Johnson

Elenco Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt



Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme obviamente por um shorts no YouTube. Vi uma cena que na verdade pode ser o maior spoiler do filme, mas enfim, achei interessante pois não tinha conhecimento de um filme da Emily Blunt com Bruce Willis, então tive que conferir. E eis minha surpresa ao ver Joseph Gordon-Levitt. Mas a surpresa maior ainda, foi descobrir que o filme fala sobre o que? Viagem no tempo. Não importa quantos filmes eu veja sobre, sempre me dão nó no cérebro. Mas quem ganha ainda é O Exterminador do futuro. Sempre dou o exemplo da minha confusão citando esse filme. Pois, como que John manda seu amigo para salvar sua mãe no passado e o cara acaba sendo seu pai? Mas enfim. Voltando ao filme. 

Apesar da cena de spoiler que vi e dos comentários que acabei lendo porque fui curiosa, o filme é bem complexo, mas no quesito moral. Joe não tem muita perspectiva de vida, sendo um Looper e viciado. Como ele tinha um sonho de ir a França, não acreditou no seu eu do futuro que disse que era melhor aprender chinês. Detalhe que seu empregador ressalta em uma de suas conversas. Pois diz que ele sabe do futuro de Joe porque viu. Eu não tinha entendido até ver o Joe do futuro. A história não explica quem criou a máquina do tempo, como funciona ou quem controla ela. Se existe só uma ou várias. O foco é em Joe. Seu futuro depende do que fará com a informação que seu eu mais velho trouxe.

Aqui vemos uma mudança drástica na personalidade de Joe. Embora ele seja um assassino, seu eu do futuro ficou implacável após perder quem ama. Como sua salvadora e quem lhe proporcionou uma vida digna depois de tudo que fez, ele está determinado a eliminar o responsável pela morte dos loopers no futuro, que no presente de Joe, pode ser apenas uma criança. Analisando aqui esse confronto, entra no nó no cérebro. Vamos analisar. Supostamente esse vilão que passou a eliminar os loopers, tem como motivo, vingança pela perda da mãe. O decorrer da história acontece esse incidente porque o Joe do futuro veio para o presente a fim de eliminar o assassino. Mas de onde isso teve início? Porque até então, o Joe do passado desconhecia isso e o assassino só vira vilão, por causa do Joe do futuro. Em que momento entre presente e futuro, o assassino poderia ter sido criado sem a perturbação do Joe do futuro? Não é  de enlouquecer?

Se, os eus, presente e futuro sentem a mesma coisa, como por exemplo, Seth que foi pego e torturado, seu eu do futuro sentia o que ele estava sofrendo. Se, Joe do futuro trouxe informações que fez Joe do passado começar a mudar, como sua determinação de proteger o filho de Sarah, por que o Joe do futuro não passou a mudar seus pensamentos? A mudar suas atitudes? A ver outras opções de mudar o futuro. Tanta matança para no final ser daquele jeito. Se gostei? Não tenho certeza. Como levei spoiler, acabei deduzindo o que aconteceria. Mas ainda foi chocante. Não sei se foi a melhor opção. Talvez para sua vida no presente tenha sido. Sem perspectivas, viciado. Até  conhecer Sarah. A partir daí também mudaria seu futuro. Porque como Joe apareceu e acabou fazendo surgir esse assassino, como ele viveu mais 30 anos até chegar nesse momento? Então a vida dos loopers vai até 30 depois de aceitar o trabalho e se aposentam matando seu eu do futuro, pra que? Não entendi esse fechamento. Quando ele mata seu eu do futuro vai viver mais 30 anos sabendo que depois disso vai ser enviado para o passado e ser morto por ele mesmo? Muito confuso. Mas enfim. 

Viagens no tempo melhor não pensar demais. É ficção, então para que tentar entender?  Apesar do final, foi interessante. O filho da Sarah era sinistro. Me pergunto se mesmo ela o criando do jeito certo, vai crescer uma boa pessoa? O perigo estava em todo lugar. Mesmo que Joe não fosse mais sofrer a perda de quem ama, ainda existiria crimes e assassinos no mundo. Como Sarah poderia proteger seu filho disso? A história de Joe terminou ali, mas e o resto? Não existiria mais loopers? Como funcionava com a comunicação para saberem onde e qual horário esperar a vítima? Se não fosse por esses detalhes, talvez tivesse sido bem mais interessante. Mas, se for analisar somente pelo arco de Joe, apesar de acreditar que no fim, a culpa foi dele mesmo, foi uma trajetória intensa. Mas me pergunto se somente Joe fosse enviado para o passado para morrer, ele teria feito tudo aquilo? Se a esposa continuasse viva? Os caras que foram buscar Joe eram o que? Se enviavam os escolhidos para serem executados no presente de Joe, para morrerem, o que os impedia de matá-los ali mesmo, uma vez que mataram a esposa de Joe. Embora muitas coisas não façam sentido, ainda assim foi um ótimo filme. Não reconheci o Joseph logo de início por conta de sua maquiagem para parecer sua versão mais velha, que seria o Bruce Willis. Todo filme que vejo do Joseph é sensacional. Bruce Willis nem se fala. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Divagações nostálgicas com Os Anjinhos em Paris no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos amantes de animações. Hoje trago esse desenho que é meu xodozinho.






A HISTÓRIA 

Os bebês Tommy Pickles e seu irmão Dill, os gêmeos Phillip e Lilian, Angélica e Chuck, estão na festa de casamento do vovô Lou Pickles enquanto encenam uma cena do filme O poderoso chefão que Angélica assistiu noite passada. Na vez de Chuck, ele deseja a poderosa chefona Angélica que lhe traga uma mamãe. Mas ela diz que acabou a brincadeira quando começa a dança das mamães com seus filhos. Charles, vendo Chuck triste e sozinho, o leva para casa e decide que está na hora de se casar novamente. 

Enquanto isso em Paris, em um parque de diversões japonês, Stu é convocado para ir até a Euroreptarlandia consertar um de seus robôs que está com defeito. Assim, as familias Pickles, Finster e Deville, vão até Paris e conhecem a mal humorada administradora do parque Coco LaBouche. Ela quer desesperadamente suceder seu superior Yamaguchi que está escolhendo o candidato que for gentil, gostar de crianças e tenha uma família. Angélica que foi pega ouvindo a conversa, sugere o pai de Chuck como candidato. Viúvo e com um filho. LaBouche começa então seu plano de se casar com Charles para subir de cargo na empresa. 

Mas, apesar de Chuck desejar uma mamãe, ele sente que LaBouche não é a mulher ideal. Com a ajuda de seus amigos, eles tentam impedir o casamento e Angélica confessa o plano de LaBouche para os bebês. Chuck mais do que nunca, precisa de coragem para salvar seu pai. Mas claro que isso quer dizer, que vão criar a maior confusão em Paris. 










Ano de lançamento 2000

Duração 1h 19m



Trailer 





Minhas divagações 

Rugrats, ou como são conhecidos aqui como Os Anjinhos, é um dos meus desenhos preferidos da minha juventude. Eu vi a série animada e os filminhos que saíram depois. Antes desse teve o filme com a introdução do Dill, o irmão de Tommy. Que obviamente causaram a maior confusão também. 

Todos os bebês têm participação em todos os episódios mas nesse filme, o foco maior seria em Charles e seu filho Chuck. Embora Stu, pai de Tommy, seja responsável por todos irem a Paris, já que por causa de suas intenções, que nesse caso deu problemas técnicos, ele precisou viajar pessoalmente para resolver. Isso, porque a responsável pelo parque, era gananciosa demais e exigia tudo da forma que ela queria. 

Nessa viagem, por coincidência LaBouche precisa de uma família enquanto Charles procura uma esposa. Angélica astuta como sempre, convence LaBouche de que Charles é o candidato perfeito. Mas, embora seja animador para Charles, Chuck sente que LaBouche não é tão boa quanto faz parecer e que na verdade odeia crianças. Mas ele precisa de um jeito de provar isso para o pai e conseguir evitar que os dois se casem. Mas ele tem medo de tudo e com a ajuda de seus amigos, ele vai tentar superá-los e ajudar seu pai. 

Não dá para julgar Angélica pelo que fez sendo que ela é uma criança. Mimada e insuportável a maioria das vezes, mas que no decorrer da história, ela acaba tendo sua lição e algumas vezes ainda defende os bebês. Só alguém meio ingênuo e desesperado como Charles que não enxergaria a verdadeira LaBouche. Mas pelo lado positivo, foi aqui que entram na história, Kira e sua filha Kimi. 

As invenções de Stu, sempre acabam dando errado, mas dessa vez os levou para Paris. E o mais engraçado é poder levar todos juntos. Confesso que na festinha onde todos dançavam com suas mamães menos Chuck, doeu um pouco o coração e no avião, aquela musiquinha tocando e ele sonhando nos braços de uma mãe, é de partir o coração. Mas no final, lágrimas rolaram com o final merecido para Chuck. 

Nas histórias, Tommy é sempre aquele que encoraja todos nas aventuras perigosas, muito engraçado quando Chuck diz que Kimi é um outro Tommy. Também é sempre fofinho a amizade entre Tommy e Chuck. E pelo menos essa dublagem está maravilhosa. A primeira temporada da série animada, misericórdia. Mas gostei que a história foi evoluindo, Tommy ganha um irmão, Chuck uma mãe e uma irmã, a história foi crescendo com os personagens, tanto que depois saiu Os Anjinhos crescidos. Mas tudo que é bom, não dura tanto. Os Anjinhos é meu queridinho. Amo esses bebês. 

E no final dessa aventura, até o cachorro Spike se saiu bem. O que foi bem engraçado na verdade. E claro que terminaria com Chuck sendo o Poderoso chefão da vez. Muito bom como essas crianças aprontam, destroem metade de Paris, mas terminam como se nada tivesse acontecido. As músicas são maravilhosas, embora tenha partes musicais que confesso eram bem chatinhas. Mas no todo, a qualidade do desenho é perfeita para a época e super nostálgico para quem cresceu com esses bebês. Historinha maravilhosa e emocionante. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Divagando e resenhando Zorro: começa a lenda no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago essa leitura que poderia ter sido melhor, já que se trata do mascarado mais famoso do mundo, Zorro. 






A HISTÓRIA 

Alejandro de La Vega, um soldado espanhol, casa-se com Regina, uma mulher indígena. Eles têm um filho, Diego. Durante sua gestação, ela ficou aos cuidados de Ana, outra indígena que também estava grávida e deu a luz Bernardo. Os dois meninos cresceram juntos e passaram juntos até por um ritual de passagem indígena para provar sua maturidade. Porém, a casa dos La Vega é saqueada por bandidos e Ana é violentada e morta diante de Bernardo, que com o choque, nunca mais falou uma palavra. Diego conseguiu se esconder com sua mãe ferida até poderem sair. Diego e Bernardo são criados juntos como irmãos, mas embora Diego tenha descendência indígena, Bernardo sempre foi considerado seu criado pelos outros, mesmo que Diego insistisse dizendo que eram irmãos. 

A jornada dos irmãos muda, quando Diego é enviado para a Espanha sob os cuidados de Tomás de Romeu, para obter uma boa educação e aprender esgrima com Manuel Escalante. Lá, Diego conhece as filhas de Romeu e se apaixona por Juliana. Porém, esta é cortejada por Rafael Moncada que fará de tudo para conquistar Juliana. Diego e Moncada duelam pela jovem e Diego humilha seu adversário. Escalante vendo potencial em Diego, o convida para participar da sociedade secreta La Justicia, adotando o nome Zorro.

Escalante e De Romeu são presos acusados de serem simpatizantes franceses e Diego consegue resgatar Escalante com a ajuda de La Justicia. Quanto a De Romeu, Moncada aceita ajudá-lo sob a condição de Juliana se casar com ele. Mas após suas filhas terem um encontro emocionante com o pai, descobrem que Moncada foi quem denunciou De Romeu. Diego promete que protegerá Juliana e Isabell e assim, quando De Romeu é executado, os três mais Nuria, a ama das meninas fogem para as Américas. 

Durante a viagem, um pirata, Jean Lafitte, saqueia o navio que Diego e as meninas estão e os fazem de refém. Mas, Juliana acaba se apaixonando por Lafitte e fica para trás. Quando o trio chega finalmente a casa de Diego, Bernardo que havia retornado anos atrás para ficar com Raio da Noite, que esperava um filho seu, recebe Diego com péssimas notícias. Moncada havia invadido sua casa e seu pai foi preso sob acusação de traição. Moncada fez tudo isso por vingança e estava atrás de Juliana. Diego convence Bernardo de um plano arriscado para salvar o pai e assim Zorro entra em cena. 



Ano de publicação 2005

Páginas 382

Autor/a Isabel Allende



Minhas divagações 

Não vou mentir, só conhecia Zorro pelo filme A máscara do Zorro de 1998, com Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones, mas não lembrava muito da história. Só pequenos detalhes como usar máscara, capa preta, espada e deixar um z nos inimigos. Então, achei que seria interessante conhecer outro ponto de vista sobre Zorro. Mas, confesso que foi uma leitura cansativa e tenho certeza que a autora só queria criar um romance usando o nome do Zorro. Se você espera uma história cheia de ação e atos heroicos e magnificos do Zorro, esqueça. A história começa desde o nascimento de Diego e se torna chatíssima quando ele se apaixona por Juliana. Que diga-se de passagem, odiei essa personagem. 

Desde o início ela nunca demonstrou nenhum afeto por Diego, sequer foi grata por ter tentado ajudar o pai muito menos por tê-la mantida viva durante as investidas e perseguições de Moncada e ainda por cima se apaixonou por um pirata. Sinceramente? Achei sua passagem na história ridícula. Ela nunca fazia nada especial, só exaltaram sua beleza, parecia mimada e que não sabia fazer nada na vida. Como é que do nada, ela é a escolhida para ficar com Lafitte porque era digna? Me poupe. Mulherzinha fresca que não colaborou em nada para a história, a não ser trazer tragédia na vida de Diego. Pois só foi perseguido por Moncada por causa dessa sonsa da Juliana. Se ela não existisse, pelo menos o motivo de ter um inimigo, poderia ser outro. 

Isabell sim, era personagem que merecia destaque. Não vi motivo dela ser diferente em aparência da irmã. Ela poderia ser bonita mas Diego poderia se apaixonar pela Juliana por outros motivos. O que ainda não entendo o que ele viu nela. Mas enfim, Isabell era muito mais perspicaz, fazia esgrima, era mais inteligente, uma pena ter se apaixonado por Diego. Mesmo Juliana ficando com todos aqueles que ela se apaixonava, Isabell nunca odiou a irmã nem viveu amargurada por isso. 

Bernardo era muito superior ao Diego, principalmente em sabedoria. Por ter passado por um trauma horrível, ele se tornou um homem muito antes que Diego. Na verdade, achei Diego infantil, impaciente e imprudente demais. Fora que esse amor platônico pela Juliana era muito chato. Confesso que nas partes dela com Lafitte, pulei várias páginas porque não suportava mais essa menina. Claramente ela era esnobe e do nada virou defensora dos escravos. Patética. 

Tudo bem que Diego era muito jovem, todo mundo tem sua história antes de ser um herói ou bandido. Mas, talvez por não conhecer muito a história de Zorro, eu esperava algo melhor. Diego foi um jovem patético e isso só foi bom para não suspeitarem dele como Zorro, que tinha uma personalidade completamente diferente. Mesmo que a autora quisesse transmitir isso, acho que ter focado no romance improdutivo entre Diego e Juliana foi muito cansativo. Mas, não nego que ter dado motivos para Moncada perseguir Diego nesse ciclo de vingança foi interessante. Juliana deveria ser uma beldade para fazer Moncada agir do modo como agiu. 

Só acho que Diego e Bernardo não deveriam ter se separado tão cedo. Tinha muito potencial os dois juntos. Os momentos finais foram bem frenéticos e só valeu a pena quando finalmente Juliana saiu de cena. A história poderia ter rivalidade entre Diego e Moncada sem ser por mulher. Ainda mais por uma que não tinha virtude nenhuma e no final ainda teve caráter duvidoso. Talvez Moncada poderia ser o preferido de Escalante mas como tinha personalidade explosiva e caráter a ser trabalhado, quando conheceu Diego e viu justiça em seus atos, poderia ter mudado de pupilo causando inveja em Moncada. E em um duelo para provar quem seria melhor, humilhado por Diego, nasceria aí seu ódio e desejo de vingança por ele. Poderia perseguí-lo e ter feito o que fez com o pai dele do mesmo jeito. Tiraria as partes chatas com Juliana e acrescentaria um motivo melhor de odiar o rapaz. Isabell poderia ser filha única e Diego ter ficado na casa De Romeu da mesma forma. Só não teria todos aqueles momentos chatos com Juliana. 

No mais, achei que seria uma história muito mais interessante mas acabou sendo uma leitura arrastada. O final compensou mas como sempre digo, a jornada para se chegar à esse final, não valeu a pena.


Nota pessoal 6/10

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Divagações sobre O ASSASSINO DO CALENDÁRIO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse suspense com reviravoltas não tão surpreendentes mas satisfatórias. 






A HISTÓRIA 

Jules, trabalha em uma linha direta para mulheres que estão indo sozinhas para casa no meio da noite. Era uma noite aparentemente comum quando Jules recebe a ligação de Klara, uma mulher visivelmente perturbada que nem se deu conta que havia ligado para alguém. Aproveitando que foi para um centro de ajuda, ela conta o que lhe aconteceu. 

As últimas notícias são sobre um serial killer que a mídia está chamando de O assassino do calendário. Ele deixa uma data marcada para a vítima e a escrita você ou ele. Klara, diz a Julian que é uma dessas vítimas, que acordou um dia em um porão com essa mensagem. Mas seu marido não acreditou nela nem a polícia. Para piorar, ela sofre violência doméstica e seu marido acabou de levá-la à um lugar perturbador onde ela só fugiu. Quando questionada por Julian os motivos de continuar com um homem assim, ela explica várias razões para mulheres como ela continuarem em seus relacionamentos abusivos. Em um ato de desespero, ela tenta o suicídio. Jules conta sua história, tenta ajudá-la, fala sobre sua esposa e filha e tenta manter Klara na linha. Após varias decisões difíceis o confronto final acaba reunindo Jules, Klara e seu marido. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Adolfo Kolmerer

Elenco Luise Heyer, Sabin Trambea, Friedrich Mücke



Trailer 





Minhas divagações 

Pelo título, pensei ser um suspense diferente. Não lembro porque coloquei na minha lista. Começamos com Julian trabalhando de casa atendendo ligações de mulheres que estão voltando para casa tarde da noite e para não se sentirem sozinhas, ligam para esse atendimento. Tudo muda quando Jules recebe uma ligação de Klara e para piorar, ela diz ser vítima do famoso serial killer do calendário. Jules tenta ajudá-la da melhor forma possível. 

Nesse filme, confesso que ao procurar dados sobre origem, apareceu uma página onde o sujeito simplesmente revelava nas primeiras linhas quem era o assassino, assim, sem aviso de spoiler nem nada. Então, não nego que ficou mais fácil ir juntando as peças enquanto a história se desenrolava. Então a partir daqui pode conter spoiler leve. Ou não. 

Jules trabalhava de casa e sua filha dormia no quarto. Eventualmente ele passa a ouvir barulhos estranhos e se mantem vigilante ao mesmo tempo em que seu pai, tentava falar com ele. Aqui, a construção dessa relação com o pai, girava em torno de suspense e ao mesmo tempo foi duvidoso. Não entendi exatamente se o pai dele era uma espécie de policial, mas algumas vezes pareceu bem suspeito. Principalmente por ter encontrado a casa onde Klara estava. 

Apesar do suspense ser interessante, achei muitas coisas questionáveis. Porém, você começa a suspeitar do assassino por pequenas provas que vão aparecendo conforme ele fala com Klara. Mas o mais interessante é que embora o tema seja o assassino do calendário, a trama se converte em Klara e os abusos que sofriam do marido. Pela filha ela aceitava tudo. Mas a última experiência em que seu marido a obrigou participar, foi o gatilho para ela pedir ajuda. Via-se que seu marido ela controlador já no jantar, quando é grosseiro com uma amiga de Klara e quando a obriga a comer algo que ela não gosta. 

O final não foi tão surpreendente porque eu já sabia quem era o assassino, só me faltava encontrar pistas de como era possível ser essa pessoa. E quando fui juntando as peças, tudo foi fazendo sentido. Mas, apesar de tudo, foi um suspense um pouco fraco. Mas apesar da reviravolta final, o tema foi importante, para mulheres como Klara e há várias razões para mulheres como ela não denunciarem seus maridos. O que o assassino fazia, era dar uma escolha para essas mulheres se livrarem de seus abusadores. O que não entendi foi se ele matava o casal, quando a mulher não conseguia matar o marido. Mas, se o assassino se revelava para pressionar a vítima, se ela viu seu rosto, ele deixaria a mulher livre? No caso de Klara, seu modo de fazer o trabalho sempre foi daquele jeito ou ela foi diferente? No caso, ela e seu marido viram seu rosto, mesmo se ela matasse ele, o que seria dela? 

Claramente o assassino era perturbado. Achava que estava fazendo justiça para mulheres que sofriam abusos, mas não sei onde ele achou que matando elas também resolveria algo. Se ele tinha conhecimento dos abusadores, poderia apenas matá-los,  ainda dava para deixar a data marcada para a esposa a avisando, mas aí acredito que no fim a esposa seria uma suspeita, mas melhor que acabar sendo morta. A situação de Klara era mais complicada por seu marido ser influente e ela ter histórico de problemas mentais já tendo sido internada. Isso me lembrou A empregada, onde o marido fazia a mesma ameaça de internar a esposa novamente se não fizesse o que ele mandava. Até achei o marido dela suspeito. Mas ele parecia idiota de mais para isso. 

O pai de Jules não parecia suspeito mas estranho. Ele queria ajudar o filho procurando Klara por qual motivo? E, o próprio Jules acaba sendo suspeito porém como ele trabalhava de casa, parecia impossível que fosse o perseguidor. Embora algumas coisas Klara possa ter imagino com sua mente perturbada pela pressão do dia. A data que o assassino colocava nas paredes eram datas do dia do casamento das vítimas. Como Klara comemorava o seu, ela só tinha aquela noite para sobreviver.

Após uma luta com o assassino, o casal sobrevive e você não acredita que o marido sai impune. Mas a justiça de Klara é melhor do que a do assassino do calendário. Ela não virá uma assassina, expõe o marido e dá coragem a outras mulheres de fazerem o mesmo. No final do filme, vemos uma mensagem sobre a quantidade de mulheres que sofrem abusos na Alemanha. Aqui no Brasil vemos direto notícias sobre homens que mataram suas companheiras por não aceitarem o filme do relacionamento. Em outros países sempre tem histórias de violência doméstica contra a mulher. É difícil confiar em alguém quando entre quatro paredes não se sabe do que o companheiro é capaz. O que leva um homem a agredir a própria esposa? É incompreensível essas atitudes. Li algumas críticas negativas sobre o filme, mas vindo de homens que me pareceu insensível ao menosprezar a violência doméstica. O filme infelizmente não trabalhou muito bem esse tema, confundindo as situações. Mas dizer que foi ruim por causa dessa trama é ignorar que de fato essas coisas existem. 

É um suspense lento no início, frenético e surpreendente no final. Se reparar em Jules desde o início, verá que ele é mais complicado do que as mulheres que ligam para o serviço. E o Vigo coitado, eu achava estranho um homem barbado ser babá da filha da Klara, mas ele era só um garoto. Por isso foi rendido facilmente. Teve momentos que Jules andava pela casa procurando possíveis invasores pois escutava coisas, cheguei a pensar que ele delirava depois de tudo que passou com a esposa. Mas fez sentido quando você vai juntando as peças. 

No mais, não é um filme espetacular mas foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Divagando e tentando entender Donnie Darko no Divagando Sempre

 

Olá Divosos viajantes no tempo. Hoje trago esse filme que sempre quis ver e essa hora finalmente chegou. 






A HISTÓRIA 

Donnie Darko é um adolescente problemático com indícios de esquizofrenia. Certa noite ele acorda com uma voz lhe chamando e ele encontra uma figura estranha vestida de Coelho que lhe informa o fim do mundo em 28 dias 6 horas 42 minutos e 12 segundos e acaba acordando em um campo de golfe. Ao retornar para casa, ele vê que foi salvo por ter saído a noite pois seu quarto foi atingida por uma turbina de avião. O maior mistério da cidade, pois nenhum avião foi identificado caído pelas redondezas nem noticiado nenhum desaparecimento e ninguém sabe de onde a turbina veio. Mas a partir daí a vida de Donnie muda completamente. 

Uma nova aluna entra para a turma de Donnie, Gretchen, por quem acaba se apaixonando. Donnie faz terapia e fala abertamente sobre suas visões com o Coelho, onde diz se chamar Frank e em suas sessões de hipnose, revela as coisas que fez a mando de Frank, como inundar a escola ou incendiar a casa de Jim Cunningham. O primeiro fez com que voltasse para casa com Gretchen e o segundo acabou denunciando Jim como pedófilo. Apesar desses acontecimentos bons, Donnie desencadeia outros  culminando em tragédias que o faz entender após algumas conversas com seu professor de física e de ler um livro sobre viagem no tempo, o que ele precisa fazer para impedir o fim do mundo. 








Ano de lançamento 2013

Duração 1h 53m

Direção Richard Kelly

Elenco Jake Gyllenhaal, Drew Barrymore, Maggie Gyllenhaal, Jena Malone, Patrick Swayze



Trailer 





Minhas divagações 

Esse filme esteve na minha lista por muito tempo e minha curiosidade só aumentava quando via muita gente falando que não entendeu o filme. Por isso procrastinei até encontrar um momento de pura concentração para vê-lo. O que nunca acontecia e só ia deixando de lado. Até que comecei a ver títulos mofando na minha lista e decidi finalmente conferir este. 

Apesar de já ter escutado um podcast falando sobre, a única coisa que me lembro, é da menina falando que era babaca. Só isso, babaca e que odiou o filme. Sem justificava ou ponto de vista. O que só pessoas que não entenderam poderiam dizer sobre. Não que para mim tenha sido fácil entender. Na verdade ficou muitas questões mas que são típicas em viagens no tempo, o que vocês já sabem, me dão nó no cérebro. 

Tem coisas que entendi mas não fizeram muito sentido. Entendi o significado da turbina, entendi sobre Frank e entendi a decisão de Donnie assim como entendi o que o próprio Donnie representa na história. Mas, o fato de Donnie sair no meio da noite e acordar em lugares aleatórios, foi antes de ver Frank e antes da turbina. Sair e acordar fora parece algo comum, uma vez que sua família não questiona nada e seus amigos comentam sobre seu "sonambulismo". Eu achava, depois de descobrir sobre a viagem no tempo, que Donnie fazia isso quando chegava o fim do mundo e ele meio que reiniciava e por isso Donnie acordava fora de casa. Por que só ele? Foi meu primeiro furo, embora já tenha filmes sobre loop temporal onde afetava uma ou duas pessoas. Então, também pode ser isso. 

Depois teve a questão do Coelho que mesmo que dissesse se chamar Frank, eu pensei que na verdade fosse Donnie do futuro tentando avisá-lo do fim do mundo. Mas na verdade era outra pessoa, real, existia no mundo de Donnie, porém acontece algo com ele e minha pergunta era: por que ELE aparecia para o Donnie falando sobre o fim do mundo se o que aconteceu com ele foi antes dele saber do fim do mundo? E, por que ele fez Donnie inundar a escola e incendiar a casa de Jim, se culminaria no final do mesmo jeito, já que essas ações levaram ao avião, onde finalmente entendemos sobre a turbina. 

Como Donnie ainda estava sendo tratado e para ter certeza de seu diagnóstico, a terapeuta fazia sessões de hipnose com ele. Eu, até cheguei a pensar que no fim, ele acordaria em um quarto isolado no manicômio e teria sonhado com tudo isso. Mas a realidade do que aconteceu, óbvio, foi diferente do que imaginei. Mas não nego que as ações que Frank mandou Donnie fazer, fechou um círculo dos acontecimentos. Com a escola fechada, Donnie volta para casa com Gretchen e começam a sair juntos. Com o incêndio, Jim é descoberto e preso. A professora que deveria acompanhar a filha e as alunas para um evento fora da cidade, fica arrasada com a prisão de Jim e faz um movimento para defender sua inocência e liberdade, pedindo então que a mãe de Donnie vá em seu lugar. É aí que na volta, seu avião cai e acontece o fim do mundo. Onde Donnie vê depois de ter perdido Gretchen e matado alguém. Com isso, para proteger quem ama, ele toma a decisão do final do filme. Gretchen em algum momento do filme até menciona que Donnie Darko parece um nome de super herói e como efeito colateral das viagens que aparentemente ele acaba fazendo, ele tem algum tipo de poder mesmo. 

Pelo que entendi e depois li muita gente teorizando, é que quando Donnie sai do quarto antes da turbina cair, ele passou a viver em um mundo paralelo. Todos os acontecimentos são compreensíveis, mas, e o fim do mundo? Por que aconteceu naquela vida paralela? Sem Donnie não aconteceria? E Frank? Fez tudo isso sem saber o que lhe aconteceria? Os avisos dele para Donnie eram propositais para acontecer a queda da turbina ou para evitar o fim do mundo? Donnie já havia feito outras viagens antes? Já tinha vivido outras vidas e escolhido outros caminhos até entender o que tinha que fazer? E a vovó morte que na verdade era uma escritora de um livro sobre viagens no tempo? Ela ficou daquele jeito por causa das viagens? O que ela esperava receber em sua caixa de correspondência. Eu li que era uma carta que Donnie havia escrito para ela. Mas como ela sabia? 

Não achei estranho nem difícil de entender, pois histórias sobre viagens no tempo, para mim, não tem um motivo importante a não ser dar nó no cérebro. Então não me esforço muito para encontrar sentido em tudo. Achei um trabalho excelente de Jake Gyllenhaal e seu personagem embora parecesse estranho, não achei que fosse solitário e que ele desprezasse os colegas da escola. Ele tinha amigos e na escola questionava as coisas que ele não concordava quando os professores tentavam ensinar coisas que para ele não fazia sentido. Ele era problemático? Com certeza. Mas acho que ele era bom demais para essa comunidade. Que mãe faria um grupo de apoio para defender um pedófilo tendo uma filha menor de idade? E qual seria a diferença se fosse essa professora ou a mãe de Donnie na viagem, se a irmã dele estaria no avião de qualquer forma? E o que isso tinha a ver com o fim do mundo? Era o fim do mundo no geral ou o fim do mundo da vida de Donnie? 

Com certeza essa é uma daquelas histórias em que você termina questionando tudo. Embora de primeira eu tenha ficado mais triste pelo Donnie e pelo o que ele fez. Depois fui relembrando e me questionando sobre várias coisas. O mais interessante é como cada pessoa interpreta essa história e tenha suas próprias conclusões. Minha única reclamação seria sobre o Coelho ser o próprio Donnie tentando avisá-lo do que aconteceria com ele, mas acho que no final, sendo outra pessoa faria mais sentido mesmo. Dito isso, concordo que é um excelente filme embora muitos digam o contrário. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 14 de abril de 2026

[Review/divagações] Apenas Deus perdoa/Only God Forgives no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago um trabalho que não conhecia do Ryan Gosling e apesar da trama surreal, foi até interessante. 







A HISTÓRIA 

Julian e Billy, são irmãos que administram um clube de boxe Muay Thai em Bangkok como fachada para o tráfico de drogas. Uma noite, Billy sai em busca de sexo e vai para um bordel onde recusam a lhe dar o que quer, então ele ataca o dono e invade o quarto onde estão as prostitutas e agride uma delas. Ele vai para outro local e acaba matando uma menor de idade. Chang, um tenente da justiça, leva o pai da garota, Choi, para identificar o corpo e permite que este faça o que quiser com Billy, que acaba resultando em sua morte. Depois, Chang pune Choi por ter permitido que sua filha se prostituísse. 

Julian ao descobrir sobre a morte do irmão, vai atrás de Choi que é poupado com vida quando Julian descobre o que realmente aconteceu. Porém, Crystal, mãe de Jullian e Billy, chega a Bangkok e exige que Julian vingue o irmão, que nega fazê-lo ao afirmar que tiveram motivos para matarem o irmão. Crystal então usa os lutadores da academia dos filhos para executar Choi e enquanto Chang investiga a morte de Choi, conclui que Julian é inocente. Crystal então faz um acordo com um traficante rival em troca da morte de Chang. Porém a emboscada dá errado e Chang pega o traficante e eventualmente descobre quem foi o mandante. Crystal pede a ajuda do filho mais uma vez, pois sabe que agora não tem forças contra Chang. 








Ano de lançamento 2013 

Duração 1h 30m

Direção Nicolas Winding Refn

Elenco Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Vithaya Pansringarm




Minhas divagações 

Esse foi um dos filmes mais estranhos que já vi. O enredo é simples. Dois irmãos traficantes, um deles é morto e a mãe, líder do tráfico, ordena que o filho vingue o irmão. Simples? Não. O visual era muito caótico sendo a cor a vermelha destaque em vários ambientes ou roupas, ou até no exagero do sangue nas vítimas. Fora que Julian parecia que estava o tempo todo drogado ou sendo controlado por algum remédio que limitasse seus gestos. E convenhamos que a mãe era uma vadia e tinha um relacionamento estranho com os filhos. Não ligava pelo fato de Billy ser pedófilo, psicopata e assassino e menosprezava Julian sempre o ofendendo e comparando com o irmão. 

O cenário era muito confuso e por vezes demorei a entender o que estava acontecendo. Eu achava que Chang era um mafioso que dirigia casas de prostituição mas não aceitava prostituir menores, por isso deu uma lição em Choi. O que não fazia sentido pois esses caras só se preocupam com dinheiro. Chang ser um tenente de polícia fazia mais sentido, já que durante seu ataque ele estava reunido com policiais. Confundi o que ele fazia porque não usava uniforme e apenas uma espada. Achei que a polícia fazia parte da sua lista de pagamentos. Mas ele era um justiceiro, embora com métodos extremos. 

Julian parecia perdido e pau mandado da mãe. Mesmo ela lhe humilhando e dizendo coisas terríveis, ele acabava fazendo o que ela queria. Embora no final, tenha desobedecido suas ordens, quando poupou a vida da filha de Chang. O que ficou implícito também foi o relacionamento da mãe com os filhos. Por Julian ser dessa forma, creio que rolou uns abusos ali, tanto físico quanto mental. Já se via a forma como Crystal tratava as pessoas assim que chegou no hotel. Me admira ter esse porte todo mas chegar em Bangkok e não conseguir vingar o filho. Pelo menos a justiça ali foi implacável, uma vez que Crystal queria vingança mas ignorava o que Billy havia feito. O que eu havia entendido era que, na verdade não prestei atenção na sinopse, lendo agora, claramente diz que Julian é um traficante que tem uma mãe dominante que exige vingança e terá que enfrentar um policial que usa métodos extremos para fazer justiça. O que eu entendi foi que, por algum motivo bizarro, o irmão de Julian foi morto e como eram traficantes, um policial ficaria em seu encalço. Por obrigação, Julian procuraria vingar o irmão enquanto era caçado pela polícia.

O que se sucedeu foi completamente diferente. Estou acostumada com doramas chineses de época ou romances fofinhos. Aqui, foi uma visão completamente diferente, por se tratar do submundo do crime. Drogas, prostituição, assassinatos. Já o ambiente foi bem diferente. E sim, isso me chocou bastante. Assim como ver Ryan Gosling em um papel completamente sério, o oposto do que vi dele ultimamente. Só conferi o filme por ter ele no elenco. Não nego que em se tratando de atuação, ele seja excelente. Essa transformação prova seu talento. Porém, em questão de história, além de confuso foi ao mesmo tempo bom.

Confuso pelas cenas em que Julian tinha umas visões que eu não sabia se ele estava delirando, sonhando ou prevendo o futuro. Fiquei até esperando que no final ele acordasse e descobrisse que tinha sonhado enquanto estava preso em um manicômio. A morte do irmão poderia representar realmente esse desejo. A volta da mãe, porque como criminosos que fugiram para Bangkok, ele apesar de tudo, realmente poderia sentir falta da mãe. Mai, seria a encarnação da mulher que poderia ser ideal para ele, mas ou Julian era gay,o que não achei essa parte clara,ou só disfuncional com outras mulheres pelos abusos da mãe. Seria surreal se ele só acordasse e tudo não passasse de um desejo íntimo dele. 

Foi bom também porque nem sempre o que estamos acostumados é perfeito. As vezes é bom sair da zona de conforto. Esse é um daqueles filmes que enquanto assisto minhas reações são diversas, quando termino sinto um vazio estranho e enquanto avalio percebo que de um modo estranho, foi interessante. Após pensar bastante sobre a história, acabei achando bom. Por ser de 2013, não é um trabalho muito conhecido de Gosling. Também não sei se recomendaria pelo tema forte. Mas, a questão da vingança, achei excelente o que aconteceu com Crystal e que aqui, a justiça realmente é feita. Acho que é o arco mais satisfatório de tudo. Embora tenha finalizado com uma cena estranha com Chang cantando em uma espécie de karaoke. 

Mas enfim, apesar de passar a maior parte do tempo horrorizada, foi uma jornada interessante. Não pesquisei muito sobre o filme, porque os que vi, elogiava a obra. Talvez apenas eu tenha sentido certo desconforto, mas não nego que foi uma experiência interessante. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 13 de abril de 2026

[Review/crítica pessoal] Conclave no Divagando Sempre

 

Olá amigos Divosos. Hoje trago esse filme sensacional sobre a escolha de um novo Papa. 






A HISTÓRIA 

Após a morte do Papa, o Colégio Cardinalício, sob a liderança do Decano Lawrence, se reúnem para eleger um sucessor. Entre os mais votados estão Aldo Bellini dos Estados Unidos, Joshua Adeyemi da Nigéria, Joseph Tremblay do Canadá e Goffredo Tedesco da Itália. Eventualmente Lawrence recebe alguns votos mas ele não se acha digno de ser Papa, por isso incentiva seus apoiadores em votar em outro. De última hora, chega o arcebispo Vincent Benítez, de Cabul, nascido no México, a quem o Papa nomeou In Pectore (nomeado em segredo).

O arcebispo Janusz, diz a Lawrence que o Papa havia exigido a renúncia de Tremblay, fazendo com que Lawrence a contragosto, passe a investigar a vida dos candidatos. Lawrence chega a um acordo comum com Bellini de que não podem permitir que Tedesco seja eleito, pois sua campanha contradiz com tudo o que o Papa anterior lutou. Mas os favoritos vão caindo quando escândalos começam a ser revelados. Lawrence então cogita dirigir seu voto a si mesmo, mas um ataque terrorista atinge a capela com uma explosão e com todos reunidos Tedesco inicia um discurso inflamado incitando uma guerra religiosa quando é repreendido por Benítez que faz um discurso sobre a luta contra a violência e valores perdidos da Igreja. Com isso, segue a votação e finalmente um Papa é escolhido. 








Ano de lançamento 2024

Duração 2h

Direção Edward Berger 

Elenco Ralph Fiennes, Stanley Tucci, Isabella Rossellini, Carlos Diehz, John Lithghow, Sergio Castellitto, Lucian Msamati


Trailer 





Minhas divagações 

Ralph Fiennes e Stanley Tucci são atores conhecidos e por isso, se tornaram meus preferidos no filme. Obviamente acreditei que por Lawrence não querer se tornar Papa, eventualmente ele se tornaria um no final. Principalmente por uma frase dita acho que por Bellini sobre o melhor ser  aquele que não deseja ser Papa. Também lembrou a história do Papa Francisco em Dois Papas, quando ele questionava aa divergências do Papa Bento XVI.

Mas, eis que, Conclave não é uma história real, a não ser de fato como é escolhido o novo Papa. Os cardeais se reúnem e ficam isolados até ter um número específico de votos para um candidato. A primeira votação não chegou nem perto, mostrando como ainda estavam divididos. Porém, até mesmo da igreja, o que pensando bem não é de hoje, houve corrupção e segredos que Lawrence aos poucos acabou descobrindo, o que me levou a torcer por ele ser o escolhido. 

Achei que Bellini seria um forte candidato, mas infelizmente ele também havia sido corrompido. Um a um, além de Tedesco, foram encontrados pontos que fizessem o melhor a ser seguido, ser o próprio Tedesco. Mas Lawrence estava desanimado a ponto de questionar o quão ruim seria se ele fosse eleito o Papa. Em um ato de desespero, Lawrence decide votar em si mesmo, mas um atentado terrorista interrompe a votação e Tedesco acaba mostrando seus ideais em um discurso de ódio incitando uma guerra religiosa. Porém, Benítez o cala com um discurso contra a violência e ressalta como esqueceram os valores da igreja e o que realmente é ser Papa. Será que se não fosse o atentado, Lawrence seria eleito Papa? Ou Tedesco?

Eu achava que o filme era baseado no Papa Francisco, mas então lembrei que já teve o Dois Papas e o filme foi lançado um pouco antes de sua morte. O isolamento para a votação e o fato de ser em italiano durante a cerimônia, é real. O resto pelo que li foi fictício. Embora eu ache que a corrupção ali dentro também seja real. Como dia, acho que foi Tremblay ou Adeyemi que disseram que errar fazia parte de ser humano, que nem mesmo eles eram perfeitos. Isso, que os dois estavam envolvidos em escândalos. 

Obviamente que filmes envolvendo a igreja, Jesus, Deus ou qualquer religião, será sempre polêmica. Mas, eu sempre acho fascinante, mesmo não sendo religiosa. As cenas dentro da capela, eram maravilhosas. Embora ache o processo de votação do Papa meio claustrofóbico por até mesmo as janelas serem fechadas e ficarem naqueles quartos, embora parecesse confortáveis, mas ser mais como uma prisão. 

Infelizmente minha visão da igreja é de ser assustadora por conta dos filmes de terror que já. As freiras então, nem se fala. A igreja por ser cercada de estátuas e seus vitrais coloridos e com aquele silêncio que faz eco, deixa um ar meio sinistro. Fora a sensação de ser observado pelas estátuas ou figuras das igrejas. Mas não nego que o coro seja lindíssimo e o sermão do padre as vezes seja interessante. 

Mas enfim, voltando ao filme. Não esperava muito do filme, mas me surpreendi. Em nenhum momento foi entediante, teve suspense e um final surpreendente. Apesar do novo Papa também ter um segredo, Lawrence deixou por isso mesmo e acredito que vem muito a favor dos propósitos na qual o Papa anterior lutava pelos fiéis e por isso, protegeu essa pessoa até o fim. Há muitas curiosidades sobre a igreja, o papado, diferenças entre ficção e realidade no filme, mas de qualquer forma, foi bem interessante conhecer esse mundo sagrado. 

Ralph Fiennes com certeza arrasou na interpretação, principalmente depois que o vi em O menu. Dois personagens completamente diferentes. Foi um suspense intrigante, leve e memorável. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

domingo, 12 de abril de 2026

Divagando e resenhando Salem/A HORA DO VAMPIRO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos sugadores de sangue.hoje trago mais um livro de vampiros, dessa vez do mestre King.






A HISTÓRIA 

Ben Mears, após 25 anos, retorna a Jerusalem's Lot para exorcizar traumas  passados e escrever sobre a casa Marsten. Embora seja um escritor famoso, a pequena população olha seu retorno com desconfiança. Ao mesmo tempo que ele chega, ele descobre que a casa Marsten abandonada a muitos anos, agora foi comprada por Barlow, um imigrante austríaco que ninguém vê, pois seu sócio Straker, alega que ele está sempre viajando para comprar itens novos para a loja de antiguidades que vão abrir na cidade. 

Desde a chegada dos dois, pessoas começam a desaparecer. Primeiro foi Ralphie Glick, quando ia com seu irmão Danny para a casa de Mark Petrie. Danny então morre misteriosamente e a partir daí, mais pessoas começam a morrer e voltar de forma diferente. Inicialmente Bem era o maior suspeito, principalmente porque tinha interesse na casa Marsten e porque começou um relacionamento com Susan, uma moça local jovem e bonita onde sua mãe desaprova Ben e um pretendente que também não aceita os dois juntos. 

Eventualmente Ben se junta a Matt, seu médico Cody, padre Callahan e o jovem Mark para destruir os vampiros, que descobriram sua existência do pior modo. Infelizmente o vampiro chefe está alguns passos a frente e muitas vidas são ceifadas. O grupo conseguirá salvar a cidade ou a si próprios?



Ano de publicação 1975

Páginas 576

Autor Stephen King



Minhas divagações 

Alguns anos atrás já havia lido esse livro com o título A hora do vampiro além de ter visto o filme recentemente. Mas quando achei um com o título Salem, achei que era um livro que eu ainda não tinha lido do mestre King. Eis minha surpresa quando descobri que já conhecia a história. Mas como sempre digo, Stephen King nunca é demais. 

Só fui conferir o final do filme que achei que tinham mudado e mudou mesmo. Mas só vi a parte da Susan. Honestamente, achei ela bem idiota e mereceu o que lhe aconteceu. Foi praticamente o mesmo que Nora fez em A queda de Del Toro e Hogan. Decisões idiotas que levaram a resultados catastróficos. Se, Susan e Mark, mesmo sabendo quem era Barlow e onde estava, poderiam só ter fugido e encontrado com o resto do grupo para juntos lutarem contra o mal. Mas não, Susan idiota do jeito que era, primeiro não aguentou ficar sem fazer nada e foi sozinha até a casa Marsten, sorte que primeiro encontrou Mark. Azar de ter sido idiotas de entrarem na casa sozinhos. Mark ainda teve sorte, já Susan...

King questiona aqui a religião onde alguns nem eram religiosos devotos e até mesmo o padre Callahan teve a fé abalada, onde Barlow aproveitou esse momento de fraqueza para deixá-lo impuro. Ele não conseguia mais entrar na igreja e saiu da cidade. Mas e aí? O que aconteceu com ele? Virou vampiro? 

Mark foi quem mais sofreu nessa história. Viu em primeira mão seu amigo que morreu transformado em vampiro. Foi capturado por Straker mas conseguiu fugir antes que algo pior acontecesse, embora tenha perdido Susan, a moça que acabara de conhecer. Viu seus pais serem mortos por Barlow. Perdeu o padre Callahan. Viu Cody morrer e enfrentou Barlow junto com Ben. Acho que ele foi mais heroico do que qualquer outro personagem dessa história. 

E Ben. Que azar dele voltar para sua antiga cidade justo quando isso acontece. O mistério da casa Marsten não tinha nada demais, principalmente porque ficou abandonada todo esse tempo. O mal só chegou mesmo com Barlow. Ben também teve sua cota de sofrimento. Primeiro foi hostilizado por alguns moradores da cidade. Já havia perdido a esposa em um acidente e não entendi, acho que era um policial que era apaixonado pela Susan? Não entendi ele insinuar coisas sobre o acidente que matou a esposa de Ben. Mas enfim. Matt foi o melhor aliado de Ben. Embora seja compreensivel que mesmo para uma cidade pequena, acreditar em vampiros? Coisa de doido mesmo. Eu amo como cada autor visualiza essas criaturas de modos diferentes. Embora ainda prefira os de Anne Rice por ela imaginá-los como seres belíssimos, embora mortais. Na verdade seus vampiros são meio depressivos se for pensar bem. 

King geralmente em seus livros, apresenta vários personagens que no fim, acabam interligados ou sendo úteis em algum momento. Infelizmente aqui, a única coisa que serviu a passagem da história da família que vivia em um trailer? Onde a mãe batia no filho bebê, foi só para passar raiva mesmo. Essa família não acrescentou nada para a história. Só deixou implícito que essa mulher era mais terrível do que o próprio Barlow. 

Não lembro como foi o fim do filme. Dei uma passada de olhos em algumas cenas e pelo que tinha visto, o grupo entrou junto na casa Marsten. Não faço ideia o que aconteceu mas só restaram dois como no livro de fato. E, confesso que achei o final meio decepcionante. Eu acreditava que os vampiros de King fossem mais parecidos com aquelas histórias onde se o líder fosse morto, quem ele transformou voltaria ao normal. Mas todos ali tinham se alimentado em algum momento, então entendo a problemática desse desfecho. Na minha cabeça salvariam Susan assim, embora ache que ela mereceu seu final por ter sido precipitada e burra. Achei o final decepcionante porque depois de toda aquela tensão e luta, os dois sobreviventes saem da cidade e passa um ano até retornarem para lutar contra os vampiros novamente. Eles começam um incêndio mas não ficam olhando para ver se o plano dará certo. E, se existiu um Barlow, deve ter outros? Quem transformou Barlow? E, se um dos moradores de Jerusalem's Lot saiu dali e foi para uma cidade próxima e contaminou outros enquanto os dois sobreviventes ficaram fora se recuperando do ocorrido? Se toda a cidade se transformou, onde conseguiam se alimentar? 

Mas enfim. A história era de Jerusalem's Lot e o foco era nessa cidade. Ela já tinha um ponto misterioso que era a casa Marsten e terminou abandonada como a própria. Assim como o filme não achei assustador, como sempre nas histórias de King, o mal mesmo é sempre o ser humano. No entanto, King é King e sempre vou amar seus livros. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 11 de abril de 2026

Divagando A QUEDA de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago a continuação da eletrizante história de vampiros de Del Toro e Hogan. 






A HISTÓRIA 

A raça vampírica descende de 7 anciões onde um renegado conhecido como o Mestre, tem o apoio financeiro do bilionário Palmer, com a promessa de lhe dar vida eterna, o ajudando a transformar o maior número de pessoas possíveis para seu plano maléfico. Setrakian, um caçador de vampiros idoso, tenta encontrar um grimório perdido, intitulado Occido Lumen, onde acredita conter informações cruciais para derrotar os vampiros. Na sua empreitada, conta com a ajuda do epidemiologista Ephraim, que tem interesse em proteger seu filho, depois que sua esposa se transformou em uma vampira e agora persegue o filho, conta com a ajuda do exterminador de pragas Vasilliy e os Anciões recrutam Gus Elizalde, membro de uma gangue, para destruir o Mestre.



Ano de publicação 2010

Páginas 320

Autor/a Guillermo Del Toro, Chuck Hogan



Minhas divagações 

Eu li o primeiro livro anos atrás, então não lembrava absolutamente de nada da história. Mas ainda assim deu para acompanhar a jornada do grupo. Achei interessante a forma como os autores Del Toro e Hogan criaram seus vampiros. Cada livro que leio sobre essas criaturas, percebo que cada um dos autores, tem suas próprias ideias sobre elas. Antigamente eu achava que era lei o modo como eles eram de fato, mas depois de Crepúsculo, percebi que qualquer um pode inventar seu vampiro. 

Como a história já estava em andamento, não sei como a esposa de Eph se transformou e nem quando ele ficou com a Nora, que diga-se de passagem, achei uma personagem muito sem graça. Vou começar por ela então. Suas decisões foram as piores do livro para mim. Primeiro quis fugir para um local onde ela achava que fosse seguro. Levou a mãe com Alzheimer e Zach, filho do Eph. Porém, achei seu transporte de fuga ridículo, óbvio que seriam atacados em algum momento. Depois, não conseguindo mais proteger a mãe e Zach ao mesmo tempo, se separa dele para dar um jeito na mãe. A única coisa que ela consegue, é perder o menino. Se eu fosse Eph terminaria com ela, embora a culpa também fosse dele, já que ninguém protegeria o filho melhor do que ele mesmo. 

Então vamos para o Ephraim. Como não lembro do primeiro livro, não sei por que ele era procurado, talvez em algum momento tenham mencionado isso, mas não me recordo, pois o início confesso estava meio parado. Eph também tomou decisões que achei idiotas mas pelo menos para ele, terminou com sorte, ou não. Ele teve encontros assustadores e escapou da morte, ou de ser transformado, mas pelo término do livro, pelo jeito ele é o herói da história? Teve uma cena quando ele foi pego pelo FBI, quando estava preso na agência e foram atacados, se o agente que estava com ele tivesse lhe dado ouvidos, teria feito diferença? Pensando bem, acho que não, já que de qualquer forma foi salvo pelos caçadores. 

E quanto aos caçadores? Sempre tive dúvidas quanto a quem seria Setrakian. Eu achava que ele fosse um meio vampiro, que tomasse algo para impedir sua transformação completa e que ele era um cientista estudando como reverter a transformação. Por que fiquei na dúvida sobre ele? Por causa de sua condição física e seus experimentos. Embora ele procurasse a todo custo um modo de acabar com os vampiros. Não me julguem, como disse, faz anos que li o primeiro. 

Juntando todos, acho que são uma ótima equipe. Menos Nora que a achei insuportável e inútil. Tivemos algumas perdas devastadoras e espero ansiosa pelo fim dessa história. Vou tentar não demorar muito para ler o final para não esquecer o rumo dessa história. 

Interessante que embora os vampiros sejam criaturas noturnas implacáveis, durante o dia são indefesos. A maioria nessas histórias, sempre tem um humano ganancioso, que fará o trabalho sujo durante o dia para o vampiro chefe. E aqui, achei eles diferentes por serem considerados um vírus, quando os matam, saem vermes brancos que se entrarem em sua corrente sanguínea, você é contaminado. Fora o ferrão que sai da boca dos infectados. Inovador e interessante. 

As histórias que li na época em que vampiros estavam no auge, eram romances adolescentes com vampiros lindíssimos onde a garora apaixonada tinha desejos secretos de se tornar uma, por sempre se sentir diferente em meio aos humanos. Conhecendo essa saga de Del Toro e Hogan, com essa história devastadora e tensa, com certeza é muito mais empolgante. Cada personagem tem sua luta interna, tem o que proteger ou pelo o que lutar, mas com um único objetivo, destruir o Mestre. 

O início é muito, muito lento. O grupo ainda juntos, fazem planos de se locomoverem já que o esconderijo está comprometido. Depois do ataque de Kelly, mãe de Zach, eles decidem seguir adiante. Porém, achei ridículo Ephraim confiar Zach a Nora. Onde ele achou que estavam seguros sozinhos contra uma horda de vampiros, principalmente contra Kelly, que estava decidida a pegar o filho? E que plano escraboso foi o dele de enfrentar Palmer e falhar? Quando unidos eram fortes, se separaram, só aconteceu desastres. E perdas, perdas que senti profundamente. Quem deveria morrer continuou infelizmente. 

Os momentos finais foram tensos, tão tensos que não conseguia parar de ler. Enquanto não visse a última página, eu continuava. Mas pelo título do livro, imaginava que o grupo de Eph não teria sucesso. Pois a queda pode ser dos vampiros também, mas aí seria o final da história. Meio desesperador terminar a história assim, perdemos a esperança junto com alguns membros que se foram e fico imaginando COMO vão destruir o Mestre. Se a condição vampírica é um vírus, encontrarão uma cura? Espero que o final seja espetacular. 


Nota pessoal 9/10

Dica de Destaque

Divagando o melhor de Better Call Saul no Divagando Sempre

  Olá Divas e Divos. Hoje trago essa série que não vi ninguém comentando tanto quanto Breaking Bad e é boa tanto quanto.  A HISTÓRIA  Ji...