quinta-feira, 16 de abril de 2026

Divagações sobre O ASSASSINO DO CALENDÁRIO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse suspense com reviravoltas não tão surpreendentes mas satisfatórias. 






A HISTÓRIA 

Jules, trabalha em uma linha direta para mulheres que estão indo sozinhas para casa no meio da noite. Era uma noite aparentemente comum quando Jules recebe a ligação de Klara, uma mulher visivelmente perturbada que nem se deu conta que havia ligado para alguém. Aproveitando que foi para um centro de ajuda, ela conta o que lhe aconteceu. 

As últimas notícias são sobre um serial killer que a mídia está chamando de O assassino do calendário. Ele deixa uma data marcada para a vítima e a escrita você ou ele. Klara, diz a Julian que é uma dessas vítimas, que acordou um dia em um porão com essa mensagem. Mas seu marido não acreditou nela nem a polícia. Para piorar, ela sofre violência doméstica e seu marido acabou de levá-la à um lugar perturbador onde ela só fugiu. Quando questionada por Julian os motivos de continuar com um homem assim, ela explica várias razões para mulheres como ela continuarem em seus relacionamentos abusivos. Em um ato de desespero, ela tenta o suicídio. Jules conta sua história, tenta ajudá-la, fala sobre sua esposa e filha e tenta manter Klara na linha. Após varias decisões difíceis o confronto final acaba reunindo Jules, Klara e seu marido. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Adolfo Kolmerer

Elenco Luise Heyer, Sabin Trambea, Friedrich Mücke



Trailer 





Minhas divagações 

Pelo título, pensei ser um suspense diferente. Não lembro porque coloquei na minha lista. Começamos com Julian trabalhando de casa atendendo ligações de mulheres que estão voltando para casa tarde da noite e para não se sentirem sozinhas, ligam para esse atendimento. Tudo muda quando Jules recebe uma ligação de Klara e para piorar, ela diz ser vítima do famoso serial killer do calendário. Jules tenta ajudá-la da melhor forma possível. 

Nesse filme, confesso que ao procurar dados sobre origem, apareceu uma página onde o sujeito simplesmente revelava nas primeiras linhas quem era o assassino, assim, sem aviso de spoiler nem nada. Então, não nego que ficou mais fácil ir juntando as peças enquanto a história se desenrolava. Então a partir daqui pode conter spoiler leve. Ou não. 

Jules trabalhava de casa e sua filha dormia no quarto. Eventualmente ele passa a ouvir barulhos estranhos e se mantem vigilante ao mesmo tempo em que seu pai, tentava falar com ele. Aqui, a construção dessa relação com o pai, girava em torno de suspense e ao mesmo tempo foi duvidoso. Não entendi exatamente se o pai dele era uma espécie de policial, mas algumas vezes pareceu bem suspeito. Principalmente por ter encontrado a casa onde Klara estava. 

Apesar do suspense ser interessante, achei muitas coisas questionáveis. Porém, você começa a suspeitar do assassino por pequenas provas que vão aparecendo conforme ele fala com Klara. Mas o mais interessante é que embora o tema seja o assassino do calendário, a trama se converte em Klara e os abusos que sofriam do marido. Pela filha ela aceitava tudo. Mas a última experiência em que seu marido a obrigou participar, foi o gatilho para ela pedir ajuda. Via-se que seu marido ela controlador já no jantar, quando é grosseiro com uma amiga de Klara e quando a obriga a comer algo que ela não gosta. 

O final não foi tão surpreendente porque eu já sabia quem era o assassino, só me faltava encontrar pistas de como era possível ser essa pessoa. E quando fui juntando as peças, tudo foi fazendo sentido. Mas, apesar de tudo, foi um suspense um pouco fraco. Mas apesar da reviravolta final, o tema foi importante, para mulheres como Klara e há várias razões para mulheres como ela não denunciarem seus maridos. O que o assassino fazia, era dar uma escolha para essas mulheres se livrarem de seus abusadores. O que não entendi foi se ele matava o casal, quando a mulher não conseguia matar o marido. Mas, se o assassino se revelava para pressionar a vítima, se ela viu seu rosto, ele deixaria a mulher livre? No caso de Klara, seu modo de fazer o trabalho sempre foi daquele jeito ou ela foi diferente? No caso, ela e seu marido viram seu rosto, mesmo se ela matasse ele, o que seria dela? 

Claramente o assassino era perturbado. Achava que estava fazendo justiça para mulheres que sofriam abusos, mas não sei onde ele achou que matando elas também resolveria algo. Se ele tinha conhecimento dos abusadores, poderia apenas matá-los,  ainda dava para deixar a data marcada para a esposa a avisando, mas aí acredito que no fim a esposa seria uma suspeita, mas melhor que acabar sendo morta. A situação de Klara era mais complicada por seu marido ser influente e ela ter histórico de problemas mentais já tendo sido internada. Isso me lembrou A empregada, onde o marido fazia a mesma ameaça de internar a esposa novamente se não fizesse o que ele mandava. Até achei o marido dela suspeito. Mas ele parecia idiota de mais para isso. 

O pai de Jules não parecia suspeito mas estranho. Ele queria ajudar o filho procurando Klara por qual motivo? E, o próprio Jules acaba sendo suspeito porém como ele trabalhava de casa, parecia impossível que fosse o perseguidor. Embora algumas coisas Klara possa ter imagino com sua mente perturbada pela pressão do dia. A data que o assassino colocava nas paredes eram datas do dia do casamento das vítimas. Como Klara comemorava o seu, ela só tinha aquela noite para sobreviver.

Após uma luta com o assassino, o casal sobrevive e você não acredita que o marido sai impune. Mas a justiça de Klara é melhor do que a do assassino do calendário. Ela não virá uma assassina, expõe o marido e dá coragem a outras mulheres de fazerem o mesmo. No final do filme, vemos uma mensagem sobre a quantidade de mulheres que sofrem abusos na Alemanha. Aqui no Brasil vemos direto notícias sobre homens que mataram suas companheiras por não aceitarem o filme do relacionamento. Em outros países sempre tem histórias de violência doméstica contra a mulher. É difícil confiar em alguém quando entre quatro paredes não se sabe do que o companheiro é capaz. O que leva um homem a agredir a própria esposa? É incompreensível essas atitudes. Li algumas críticas negativas sobre o filme, mas vindo de homens que me pareceu insensível ao menosprezar a violência doméstica. O filme infelizmente não trabalhou muito bem esse tema, confundindo as situações. Mas dizer que foi ruim por causa dessa trama é ignorar que de fato essas coisas existem. 

É um suspense lento no início, frenético e surpreendente no final. Se reparar em Jules desde o início, verá que ele é mais complicado do que as mulheres que ligam para o serviço. E o Vigo coitado, eu achava estranho um homem barbado ser babá da filha da Klara, mas ele era só um garoto. Por isso foi rendido facilmente. Teve momentos que Jules andava pela casa procurando possíveis invasores pois escutava coisas, cheguei a pensar que ele delirava depois de tudo que passou com a esposa. Mas fez sentido quando você vai juntando as peças. 

No mais, não é um filme espetacular mas foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Divagando e tentando entender Donnie Darko no Divagando Sempre

 

Olá Divosos viajantes no tempo. Hoje trago esse filme que sempre quis ver e essa hora finalmente chegou. 






A HISTÓRIA 

Donnie Darko é um adolescente problemático com indícios de esquizofrenia. Certa noite ele acorda com uma voz lhe chamando e ele encontra uma figura estranha vestida de Coelho que lhe informa o fim do mundo em 28 dias 6 horas 42 minutos e 12 segundos e acaba acordando em um campo de golfe. Ao retornar para casa, ele vê que foi salvo por ter saído a noite pois seu quarto foi atingida por uma turbina de avião. O maior mistério da cidade, pois nenhum avião foi identificado caído pelas redondezas nem noticiado nenhum desaparecimento e ninguém sabe de onde a turbina veio. Mas a partir daí a vida de Donnie muda completamente. 

Uma nova aluna entra para a turma de Donnie, Gretchen, por quem acaba se apaixonando. Donnie faz terapia e fala abertamente sobre suas visões com o Coelho, onde diz se chamar Frank e em suas sessões de hipnose, revela as coisas que fez a mando de Frank, como inundar a escola ou incendiar a casa de Jim Cunningham. O primeiro fez com que voltasse para casa com Gretchen e o segundo acabou denunciando Jim como pedófilo. Apesar desses acontecimentos bons, Donnie desencadeia outros  culminando em tragédias que o faz entender após algumas conversas com seu professor de física e de ler um livro sobre viagem no tempo, o que ele precisa fazer para impedir o fim do mundo. 








Ano de lançamento 2013

Duração 1h 53m

Direção Richard Kelly

Elenco Jake Gyllenhaal, Drew Barrymore, Maggie Gyllenhaal, Jena Malone, Patrick Swayze



Trailer 





Minhas divagações 

Esse filme esteve na minha lista por muito tempo e minha curiosidade só aumentava quando via muita gente falando que não entendeu o filme. Por isso procrastinei até encontrar um momento de pura concentração para vê-lo. O que nunca acontecia e só ia deixando de lado. Até que comecei a ver títulos mofando na minha lista e decidi finalmente conferir este. 

Apesar de já ter escutado um podcast falando sobre, a única coisa que me lembro, é da menina falando que era babaca. Só isso, babaca e que odiou o filme. Sem justificava ou ponto de vista. O que só pessoas que não entenderam poderiam dizer sobre. Não que para mim tenha sido fácil entender. Na verdade ficou muitas questões mas que são típicas em viagens no tempo, o que vocês já sabem, me dão nó no cérebro. 

Tem coisas que entendi mas não fizeram muito sentido. Entendi o significado da turbina, entendi sobre Frank e entendi a decisão de Donnie assim como entendi o que o próprio Donnie representa na história. Mas, o fato de Donnie sair no meio da noite e acordar em lugares aleatórios, foi antes de ver Frank e antes da turbina. Sair e acordar fora parece algo comum, uma vez que sua família não questiona nada e seus amigos comentam sobre seu "sonambulismo". Eu achava, depois de descobrir sobre a viagem no tempo, que Donnie fazia isso quando chegava o fim do mundo e ele meio que reiniciava e por isso Donnie acordava fora de casa. Por que só ele? Foi meu primeiro furo, embora já tenha filmes sobre loop temporal onde afetava uma ou duas pessoas. Então, também pode ser isso. 

Depois teve a questão do Coelho que mesmo que dissesse se chamar Frank, eu pensei que na verdade fosse Donnie do futuro tentando avisá-lo do fim do mundo. Mas na verdade era outra pessoa, real, existia no mundo de Donnie, porém acontece algo com ele e minha pergunta era: por que ELE aparecia para o Donnie falando sobre o fim do mundo se o que aconteceu com ele foi antes dele saber do fim do mundo? E, por que ele fez Donnie inundar a escola e incendiar a casa de Jim, se culminaria no final do mesmo jeito, já que essas ações levaram ao avião, onde finalmente entendemos sobre a turbina. 

Como Donnie ainda estava sendo tratado e para ter certeza de seu diagnóstico, a terapeuta fazia sessões de hipnose com ele. Eu, até cheguei a pensar que no fim, ele acordaria em um quarto isolado no manicômio e teria sonhado com tudo isso. Mas a realidade do que aconteceu, óbvio, foi diferente do que imaginei. Mas não nego que as ações que Frank mandou Donnie fazer, fechou um círculo dos acontecimentos. Com a escola fechada, Donnie volta para casa com Gretchen e começam a sair juntos. Com o incêndio, Jim é descoberto e preso. A professora que deveria acompanhar a filha e as alunas para um evento fora da cidade, fica arrasada com a prisão de Jim e faz um movimento para defender sua inocência e liberdade, pedindo então que a mãe de Donnie vá em seu lugar. É aí que na volta, seu avião cai e acontece o fim do mundo. Onde Donnie vê depois de ter perdido Gretchen e matado alguém. Com isso, para proteger quem ama, ele toma a decisão do final do filme. Gretchen em algum momento do filme até menciona que Donnie Darko parece um nome de super herói e como efeito colateral das viagens que aparentemente ele acaba fazendo, ele tem algum tipo de poder mesmo. 

Pelo que entendi e depois li muita gente teorizando, é que quando Donnie sai do quarto antes da turbina cair, ele passou a viver em um mundo paralelo. Todos os acontecimentos são compreensíveis, mas, e o fim do mundo? Por que aconteceu naquela vida paralela? Sem Donnie não aconteceria? E Frank? Fez tudo isso sem saber o que lhe aconteceria? Os avisos dele para Donnie eram propositais para acontecer a queda da turbina ou para evitar o fim do mundo? Donnie já havia feito outras viagens antes? Já tinha vivido outras vidas e escolhido outros caminhos até entender o que tinha que fazer? E a vovó morte que na verdade era uma escritora de um livro sobre viagens no tempo? Ela ficou daquele jeito por causa das viagens? O que ela esperava receber em sua caixa de correspondência. Eu li que era uma carta que Donnie havia escrito para ela. Mas como ela sabia? 

Não achei estranho nem difícil de entender, pois histórias sobre viagens no tempo, para mim, não tem um motivo importante a não ser dar nó no cérebro. Então não me esforço muito para encontrar sentido em tudo. Achei um trabalho excelente de Jake Gyllenhaal e seu personagem embora parecesse estranho, não achei que fosse solitário e que ele desprezasse os colegas da escola. Ele tinha amigos e na escola questionava as coisas que ele não concordava quando os professores tentavam ensinar coisas que para ele não fazia sentido. Ele era problemático? Com certeza. Mas acho que ele era bom demais para essa comunidade. Que mãe faria um grupo de apoio para defender um pedófilo tendo uma filha menor de idade? E qual seria a diferença se fosse essa professora ou a mãe de Donnie na viagem, se a irmã dele estaria no avião de qualquer forma? E o que isso tinha a ver com o fim do mundo? Era o fim do mundo no geral ou o fim do mundo da vida de Donnie? 

Com certeza essa é uma daquelas histórias em que você termina questionando tudo. Embora de primeira eu tenha ficado mais triste pelo Donnie e pelo o que ele fez. Depois fui relembrando e me questionando sobre várias coisas. O mais interessante é como cada pessoa interpreta essa história e tenha suas próprias conclusões. Minha única reclamação seria sobre o Coelho ser o próprio Donnie tentando avisá-lo do que aconteceria com ele, mas acho que no final, sendo outra pessoa faria mais sentido mesmo. Dito isso, concordo que é um excelente filme embora muitos digam o contrário. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 14 de abril de 2026

[Review/divagações] Apenas Deus perdoa/Only God Forgives no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago um trabalho que não conhecia do Ryan Gosling e apesar da trama surreal, foi até interessante. 







A HISTÓRIA 

Julian e Billy, são irmãos que administram um clube de boxe Muay Thai em Bangkok como fachada para o tráfico de drogas. Uma noite, Billy sai em busca de sexo e vai para um bordel onde recusam a lhe dar o que quer, então ele ataca o dono e invade o quarto onde estão as prostitutas e agride uma delas. Ele vai para outro local e acaba matando uma menor de idade. Chang, um tenente da justiça, leva o pai da garota, Choi, para identificar o corpo e permite que este faça o que quiser com Billy, que acaba resultando em sua morte. Depois, Chang pune Choi por ter permitido que sua filha se prostituísse. 

Julian ao descobrir sobre a morte do irmão, vai atrás de Choi que é poupado com vida quando Julian descobre o que realmente aconteceu. Porém, Crystal, mãe de Jullian e Billy, chega a Bangkok e exige que Julian vingue o irmão, que nega fazê-lo ao afirmar que tiveram motivos para matarem o irmão. Crystal então usa os lutadores da academia dos filhos para executar Choi e enquanto Chang investiga a morte de Choi, conclui que Julian é inocente. Crystal então faz um acordo com um traficante rival em troca da morte de Chang. Porém a emboscada dá errado e Chang pega o traficante e eventualmente descobre quem foi o mandante. Crystal pede a ajuda do filho mais uma vez, pois sabe que agora não tem forças contra Chang. 








Ano de lançamento 2013 

Duração 1h 30m

Direção Nicolas Winding Refn

Elenco Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Vithaya Pansringarm




Minhas divagações 

Esse foi um dos filmes mais estranhos que já vi. O enredo é simples. Dois irmãos traficantes, um deles é morto e a mãe, líder do tráfico, ordena que o filho vingue o irmão. Simples? Não. O visual era muito caótico sendo a cor a vermelha destaque em vários ambientes ou roupas, ou até no exagero do sangue nas vítimas. Fora que Julian parecia que estava o tempo todo drogado ou sendo controlado por algum remédio que limitasse seus gestos. E convenhamos que a mãe era uma vadia e tinha um relacionamento estranho com os filhos. Não ligava pelo fato de Billy ser pedófilo, psicopata e assassino e menosprezava Julian sempre o ofendendo e comparando com o irmão. 

O cenário era muito confuso e por vezes demorei a entender o que estava acontecendo. Eu achava que Chang era um mafioso que dirigia casas de prostituição mas não aceitava prostituir menores, por isso deu uma lição em Choi. O que não fazia sentido pois esses caras só se preocupam com dinheiro. Chang ser um tenente de polícia fazia mais sentido, já que durante seu ataque ele estava reunido com policiais. Confundi o que ele fazia porque não usava uniforme e apenas uma espada. Achei que a polícia fazia parte da sua lista de pagamentos. Mas ele era um justiceiro, embora com métodos extremos. 

Julian parecia perdido e pau mandado da mãe. Mesmo ela lhe humilhando e dizendo coisas terríveis, ele acabava fazendo o que ela queria. Embora no final, tenha desobedecido suas ordens, quando poupou a vida da filha de Chang. O que ficou implícito também foi o relacionamento da mãe com os filhos. Por Julian ser dessa forma, creio que rolou uns abusos ali, tanto físico quanto mental. Já se via a forma como Crystal tratava as pessoas assim que chegou no hotel. Me admira ter esse porte todo mas chegar em Bangkok e não conseguir vingar o filho. Pelo menos a justiça ali foi implacável, uma vez que Crystal queria vingança mas ignorava o que Billy havia feito. O que eu havia entendido era que, na verdade não prestei atenção na sinopse, lendo agora, claramente diz que Julian é um traficante que tem uma mãe dominante que exige vingança e terá que enfrentar um policial que usa métodos extremos para fazer justiça. O que eu entendi foi que, por algum motivo bizarro, o irmão de Julian foi morto e como eram traficantes, um policial ficaria em seu encalço. Por obrigação, Julian procuraria vingar o irmão enquanto era caçado pela polícia.

O que se sucedeu foi completamente diferente. Estou acostumada com doramas chineses de época ou romances fofinhos. Aqui, foi uma visão completamente diferente, por se tratar do submundo do crime. Drogas, prostituição, assassinatos. Já o ambiente foi bem diferente. E sim, isso me chocou bastante. Assim como ver Ryan Gosling em um papel completamente sério, o oposto do que vi dele ultimamente. Só conferi o filme por ter ele no elenco. Não nego que em se tratando de atuação, ele seja excelente. Essa transformação prova seu talento. Porém, em questão de história, além de confuso foi ao mesmo tempo bom.

Confuso pelas cenas em que Julian tinha umas visões que eu não sabia se ele estava delirando, sonhando ou prevendo o futuro. Fiquei até esperando que no final ele acordasse e descobrisse que tinha sonhado enquanto estava preso em um manicômio. A morte do irmão poderia representar realmente esse desejo. A volta da mãe, porque como criminosos que fugiram para Bangkok, ele apesar de tudo, realmente poderia sentir falta da mãe. Mai, seria a encarnação da mulher que poderia ser ideal para ele, mas ou Julian era gay,o que não achei essa parte clara,ou só disfuncional com outras mulheres pelos abusos da mãe. Seria surreal se ele só acordasse e tudo não passasse de um desejo íntimo dele. 

Foi bom também porque nem sempre o que estamos acostumados é perfeito. As vezes é bom sair da zona de conforto. Esse é um daqueles filmes que enquanto assisto minhas reações são diversas, quando termino sinto um vazio estranho e enquanto avalio percebo que de um modo estranho, foi interessante. Após pensar bastante sobre a história, acabei achando bom. Por ser de 2013, não é um trabalho muito conhecido de Gosling. Também não sei se recomendaria pelo tema forte. Mas, a questão da vingança, achei excelente o que aconteceu com Crystal e que aqui, a justiça realmente é feita. Acho que é o arco mais satisfatório de tudo. Embora tenha finalizado com uma cena estranha com Chang cantando em uma espécie de karaoke. 

Mas enfim, apesar de passar a maior parte do tempo horrorizada, foi uma jornada interessante. Não pesquisei muito sobre o filme, porque os que vi, elogiava a obra. Talvez apenas eu tenha sentido certo desconforto, mas não nego que foi uma experiência interessante. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 13 de abril de 2026

[Review/crítica pessoal] Conclave no Divagando Sempre

 

Olá amigos Divosos. Hoje trago esse filme sensacional sobre a escolha de um novo Papa. 






A HISTÓRIA 

Após a morte do Papa, o Colégio Cardinalício, sob a liderança do Decano Lawrence, se reúnem para eleger um sucessor. Entre os mais votados estão Aldo Bellini dos Estados Unidos, Joshua Adeyemi da Nigéria, Joseph Tremblay do Canadá e Goffredo Tedesco da Itália. Eventualmente Lawrence recebe alguns votos mas ele não se acha digno de ser Papa, por isso incentiva seus apoiadores em votar em outro. De última hora, chega o arcebispo Vincent Benítez, de Cabul, nascido no México, a quem o Papa nomeou In Pectore (nomeado em segredo).

O arcebispo Janusz, diz a Lawrence que o Papa havia exigido a renúncia de Tremblay, fazendo com que Lawrence a contragosto, passe a investigar a vida dos candidatos. Lawrence chega a um acordo comum com Bellini de que não podem permitir que Tedesco seja eleito, pois sua campanha contradiz com tudo o que o Papa anterior lutou. Mas os favoritos vão caindo quando escândalos começam a ser revelados. Lawrence então cogita dirigir seu voto a si mesmo, mas um ataque terrorista atinge a capela com uma explosão e com todos reunidos Tedesco inicia um discurso inflamado incitando uma guerra religiosa quando é repreendido por Benítez que faz um discurso sobre a luta contra a violência e valores perdidos da Igreja. Com isso, segue a votação e finalmente um Papa é escolhido. 








Ano de lançamento 2024

Duração 2h

Direção Edward Berger 

Elenco Ralph Fiennes, Stanley Tucci, Isabella Rossellini, Carlos Diehz, John Lithghow, Sergio Castellitto, Lucian Msamati


Trailer 





Minhas divagações 

Ralph Fiennes e Stanley Tucci são atores conhecidos e por isso, se tornaram meus preferidos no filme. Obviamente acreditei que por Lawrence não querer se tornar Papa, eventualmente ele se tornaria um no final. Principalmente por uma frase dita acho que por Bellini sobre o melhor ser  aquele que não deseja ser Papa. Também lembrou a história do Papa Francisco em Dois Papas, quando ele questionava aa divergências do Papa Bento XVI.

Mas, eis que, Conclave não é uma história real, a não ser de fato como é escolhido o novo Papa. Os cardeais se reúnem e ficam isolados até ter um número específico de votos para um candidato. A primeira votação não chegou nem perto, mostrando como ainda estavam divididos. Porém, até mesmo da igreja, o que pensando bem não é de hoje, houve corrupção e segredos que Lawrence aos poucos acabou descobrindo, o que me levou a torcer por ele ser o escolhido. 

Achei que Bellini seria um forte candidato, mas infelizmente ele também havia sido corrompido. Um a um, além de Tedesco, foram encontrados pontos que fizessem o melhor a ser seguido, ser o próprio Tedesco. Mas Lawrence estava desanimado a ponto de questionar o quão ruim seria se ele fosse eleito o Papa. Em um ato de desespero, Lawrence decide votar em si mesmo, mas um atentado terrorista interrompe a votação e Tedesco acaba mostrando seus ideais em um discurso de ódio incitando uma guerra religiosa. Porém, Benítez o cala com um discurso contra a violência e ressalta como esqueceram os valores da igreja e o que realmente é ser Papa. Será que se não fosse o atentado, Lawrence seria eleito Papa? Ou Tedesco?

Eu achava que o filme era baseado no Papa Francisco, mas então lembrei que já teve o Dois Papas e o filme foi lançado um pouco antes de sua morte. O isolamento para a votação e o fato de ser em italiano durante a cerimônia, é real. O resto pelo que li foi fictício. Embora eu ache que a corrupção ali dentro também seja real. Como dia, acho que foi Tremblay ou Adeyemi que disseram que errar fazia parte de ser humano, que nem mesmo eles eram perfeitos. Isso, que os dois estavam envolvidos em escândalos. 

Obviamente que filmes envolvendo a igreja, Jesus, Deus ou qualquer religião, será sempre polêmica. Mas, eu sempre acho fascinante, mesmo não sendo religiosa. As cenas dentro da capela, eram maravilhosas. Embora ache o processo de votação do Papa meio claustrofóbico por até mesmo as janelas serem fechadas e ficarem naqueles quartos, embora parecesse confortáveis, mas ser mais como uma prisão. 

Infelizmente minha visão da igreja é de ser assustadora por conta dos filmes de terror que já. As freiras então, nem se fala. A igreja por ser cercada de estátuas e seus vitrais coloridos e com aquele silêncio que faz eco, deixa um ar meio sinistro. Fora a sensação de ser observado pelas estátuas ou figuras das igrejas. Mas não nego que o coro seja lindíssimo e o sermão do padre as vezes seja interessante. 

Mas enfim, voltando ao filme. Não esperava muito do filme, mas me surpreendi. Em nenhum momento foi entediante, teve suspense e um final surpreendente. Apesar do novo Papa também ter um segredo, Lawrence deixou por isso mesmo e acredito que vem muito a favor dos propósitos na qual o Papa anterior lutava pelos fiéis e por isso, protegeu essa pessoa até o fim. Há muitas curiosidades sobre a igreja, o papado, diferenças entre ficção e realidade no filme, mas de qualquer forma, foi bem interessante conhecer esse mundo sagrado. 

Ralph Fiennes com certeza arrasou na interpretação, principalmente depois que o vi em O menu. Dois personagens completamente diferentes. Foi um suspense intrigante, leve e memorável. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

domingo, 12 de abril de 2026

Divagando e resenhando Salem/A HORA DO VAMPIRO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos sugadores de sangue.hoje trago mais um livro de vampiros, dessa vez do mestre King.






A HISTÓRIA 

Ben Mears, após 25 anos, retorna a Jerusalem's Lot para exorcizar traumas  passados e escrever sobre a casa Marsten. Embora seja um escritor famoso, a pequena população olha seu retorno com desconfiança. Ao mesmo tempo que ele chega, ele descobre que a casa Marsten abandonada a muitos anos, agora foi comprada por Barlow, um imigrante austríaco que ninguém vê, pois seu sócio Straker, alega que ele está sempre viajando para comprar itens novos para a loja de antiguidades que vão abrir na cidade. 

Desde a chegada dos dois, pessoas começam a desaparecer. Primeiro foi Ralphie Glick, quando ia com seu irmão Danny para a casa de Mark Petrie. Danny então morre misteriosamente e a partir daí, mais pessoas começam a morrer e voltar de forma diferente. Inicialmente Bem era o maior suspeito, principalmente porque tinha interesse na casa Marsten e porque começou um relacionamento com Susan, uma moça local jovem e bonita onde sua mãe desaprova Ben e um pretendente que também não aceita os dois juntos. 

Eventualmente Ben se junta a Matt, seu médico Cody, padre Callahan e o jovem Mark para destruir os vampiros, que descobriram sua existência do pior modo. Infelizmente o vampiro chefe está alguns passos a frente e muitas vidas são ceifadas. O grupo conseguirá salvar a cidade ou a si próprios?



Ano de publicação 1975

Páginas 576

Autor Stephen King



Minhas divagações 

Alguns anos atrás já havia lido esse livro com o título A hora do vampiro além de ter visto o filme recentemente. Mas quando achei um com o título Salem, achei que era um livro que eu ainda não tinha lido do mestre King. Eis minha surpresa quando descobri que já conhecia a história. Mas como sempre digo, Stephen King nunca é demais. 

Só fui conferir o final do filme que achei que tinham mudado e mudou mesmo. Mas só vi a parte da Susan. Honestamente, achei ela bem idiota e mereceu o que lhe aconteceu. Foi praticamente o mesmo que Nora fez em A queda de Del Toro e Hogan. Decisões idiotas que levaram a resultados catastróficos. Se, Susan e Mark, mesmo sabendo quem era Barlow e onde estava, poderiam só ter fugido e encontrado com o resto do grupo para juntos lutarem contra o mal. Mas não, Susan idiota do jeito que era, primeiro não aguentou ficar sem fazer nada e foi sozinha até a casa Marsten, sorte que primeiro encontrou Mark. Azar de ter sido idiotas de entrarem na casa sozinhos. Mark ainda teve sorte, já Susan...

King questiona aqui a religião onde alguns nem eram religiosos devotos e até mesmo o padre Callahan teve a fé abalada, onde Barlow aproveitou esse momento de fraqueza para deixá-lo impuro. Ele não conseguia mais entrar na igreja e saiu da cidade. Mas e aí? O que aconteceu com ele? Virou vampiro? 

Mark foi quem mais sofreu nessa história. Viu em primeira mão seu amigo que morreu transformado em vampiro. Foi capturado por Straker mas conseguiu fugir antes que algo pior acontecesse, embora tenha perdido Susan, a moça que acabara de conhecer. Viu seus pais serem mortos por Barlow. Perdeu o padre Callahan. Viu Cody morrer e enfrentou Barlow junto com Ben. Acho que ele foi mais heroico do que qualquer outro personagem dessa história. 

E Ben. Que azar dele voltar para sua antiga cidade justo quando isso acontece. O mistério da casa Marsten não tinha nada demais, principalmente porque ficou abandonada todo esse tempo. O mal só chegou mesmo com Barlow. Ben também teve sua cota de sofrimento. Primeiro foi hostilizado por alguns moradores da cidade. Já havia perdido a esposa em um acidente e não entendi, acho que era um policial que era apaixonado pela Susan? Não entendi ele insinuar coisas sobre o acidente que matou a esposa de Ben. Mas enfim. Matt foi o melhor aliado de Ben. Embora seja compreensivel que mesmo para uma cidade pequena, acreditar em vampiros? Coisa de doido mesmo. Eu amo como cada autor visualiza essas criaturas de modos diferentes. Embora ainda prefira os de Anne Rice por ela imaginá-los como seres belíssimos, embora mortais. Na verdade seus vampiros são meio depressivos se for pensar bem. 

King geralmente em seus livros, apresenta vários personagens que no fim, acabam interligados ou sendo úteis em algum momento. Infelizmente aqui, a única coisa que serviu a passagem da história da família que vivia em um trailer? Onde a mãe batia no filho bebê, foi só para passar raiva mesmo. Essa família não acrescentou nada para a história. Só deixou implícito que essa mulher era mais terrível do que o próprio Barlow. 

Não lembro como foi o fim do filme. Dei uma passada de olhos em algumas cenas e pelo que tinha visto, o grupo entrou junto na casa Marsten. Não faço ideia o que aconteceu mas só restaram dois como no livro de fato. E, confesso que achei o final meio decepcionante. Eu acreditava que os vampiros de King fossem mais parecidos com aquelas histórias onde se o líder fosse morto, quem ele transformou voltaria ao normal. Mas todos ali tinham se alimentado em algum momento, então entendo a problemática desse desfecho. Na minha cabeça salvariam Susan assim, embora ache que ela mereceu seu final por ter sido precipitada e burra. Achei o final decepcionante porque depois de toda aquela tensão e luta, os dois sobreviventes saem da cidade e passa um ano até retornarem para lutar contra os vampiros novamente. Eles começam um incêndio mas não ficam olhando para ver se o plano dará certo. E, se existiu um Barlow, deve ter outros? Quem transformou Barlow? E, se um dos moradores de Jerusalem's Lot saiu dali e foi para uma cidade próxima e contaminou outros enquanto os dois sobreviventes ficaram fora se recuperando do ocorrido? Se toda a cidade se transformou, onde conseguiam se alimentar? 

Mas enfim. A história era de Jerusalem's Lot e o foco era nessa cidade. Ela já tinha um ponto misterioso que era a casa Marsten e terminou abandonada como a própria. Assim como o filme não achei assustador, como sempre nas histórias de King, o mal mesmo é sempre o ser humano. No entanto, King é King e sempre vou amar seus livros. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 11 de abril de 2026

Divagando A QUEDA de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago a continuação da eletrizante história de vampiros de Del Toro e Hogan. 






A HISTÓRIA 

A raça vampírica descende de 7 anciões onde um renegado conhecido como o Mestre, tem o apoio financeiro do bilionário Palmer, com a promessa de lhe dar vida eterna, o ajudando a transformar o maior número de pessoas possíveis para seu plano maléfico. Setrakian, um caçador de vampiros idoso, tenta encontrar um grimório perdido, intitulado Occido Lumen, onde acredita conter informações cruciais para derrotar os vampiros. Na sua empreitada, conta com a ajuda do epidemiologista Ephraim, que tem interesse em proteger seu filho, depois que sua esposa se transformou em uma vampira e agora persegue o filho, conta com a ajuda do exterminador de pragas Vasilliy e os Anciões recrutam Gus Elizalde, membro de uma gangue, para destruir o Mestre.



Ano de publicação 2010

Páginas 320

Autor/a Guillermo Del Toro, Chuck Hogan



Minhas divagações 

Eu li o primeiro livro anos atrás, então não lembrava absolutamente de nada da história. Mas ainda assim deu para acompanhar a jornada do grupo. Achei interessante a forma como os autores Del Toro e Hogan criaram seus vampiros. Cada livro que leio sobre essas criaturas, percebo que cada um dos autores, tem suas próprias ideias sobre elas. Antigamente eu achava que era lei o modo como eles eram de fato, mas depois de Crepúsculo, percebi que qualquer um pode inventar seu vampiro. 

Como a história já estava em andamento, não sei como a esposa de Eph se transformou e nem quando ele ficou com a Nora, que diga-se de passagem, achei uma personagem muito sem graça. Vou começar por ela então. Suas decisões foram as piores do livro para mim. Primeiro quis fugir para um local onde ela achava que fosse seguro. Levou a mãe com Alzheimer e Zach, filho do Eph. Porém, achei seu transporte de fuga ridículo, óbvio que seriam atacados em algum momento. Depois, não conseguindo mais proteger a mãe e Zach ao mesmo tempo, se separa dele para dar um jeito na mãe. A única coisa que ela consegue, é perder o menino. Se eu fosse Eph terminaria com ela, embora a culpa também fosse dele, já que ninguém protegeria o filho melhor do que ele mesmo. 

Então vamos para o Ephraim. Como não lembro do primeiro livro, não sei por que ele era procurado, talvez em algum momento tenham mencionado isso, mas não me recordo, pois o início confesso estava meio parado. Eph também tomou decisões que achei idiotas mas pelo menos para ele, terminou com sorte, ou não. Ele teve encontros assustadores e escapou da morte, ou de ser transformado, mas pelo término do livro, pelo jeito ele é o herói da história? Teve uma cena quando ele foi pego pelo FBI, quando estava preso na agência e foram atacados, se o agente que estava com ele tivesse lhe dado ouvidos, teria feito diferença? Pensando bem, acho que não, já que de qualquer forma foi salvo pelos caçadores. 

E quanto aos caçadores? Sempre tive dúvidas quanto a quem seria Setrakian. Eu achava que ele fosse um meio vampiro, que tomasse algo para impedir sua transformação completa e que ele era um cientista estudando como reverter a transformação. Por que fiquei na dúvida sobre ele? Por causa de sua condição física e seus experimentos. Embora ele procurasse a todo custo um modo de acabar com os vampiros. Não me julguem, como disse, faz anos que li o primeiro. 

Juntando todos, acho que são uma ótima equipe. Menos Nora que a achei insuportável e inútil. Tivemos algumas perdas devastadoras e espero ansiosa pelo fim dessa história. Vou tentar não demorar muito para ler o final para não esquecer o rumo dessa história. 

Interessante que embora os vampiros sejam criaturas noturnas implacáveis, durante o dia são indefesos. A maioria nessas histórias, sempre tem um humano ganancioso, que fará o trabalho sujo durante o dia para o vampiro chefe. E aqui, achei eles diferentes por serem considerados um vírus, quando os matam, saem vermes brancos que se entrarem em sua corrente sanguínea, você é contaminado. Fora o ferrão que sai da boca dos infectados. Inovador e interessante. 

As histórias que li na época em que vampiros estavam no auge, eram romances adolescentes com vampiros lindíssimos onde a garora apaixonada tinha desejos secretos de se tornar uma, por sempre se sentir diferente em meio aos humanos. Conhecendo essa saga de Del Toro e Hogan, com essa história devastadora e tensa, com certeza é muito mais empolgante. Cada personagem tem sua luta interna, tem o que proteger ou pelo o que lutar, mas com um único objetivo, destruir o Mestre. 

O início é muito, muito lento. O grupo ainda juntos, fazem planos de se locomoverem já que o esconderijo está comprometido. Depois do ataque de Kelly, mãe de Zach, eles decidem seguir adiante. Porém, achei ridículo Ephraim confiar Zach a Nora. Onde ele achou que estavam seguros sozinhos contra uma horda de vampiros, principalmente contra Kelly, que estava decidida a pegar o filho? E que plano escraboso foi o dele de enfrentar Palmer e falhar? Quando unidos eram fortes, se separaram, só aconteceu desastres. E perdas, perdas que senti profundamente. Quem deveria morrer continuou infelizmente. 

Os momentos finais foram tensos, tão tensos que não conseguia parar de ler. Enquanto não visse a última página, eu continuava. Mas pelo título do livro, imaginava que o grupo de Eph não teria sucesso. Pois a queda pode ser dos vampiros também, mas aí seria o final da história. Meio desesperador terminar a história assim, perdemos a esperança junto com alguns membros que se foram e fico imaginando COMO vão destruir o Mestre. Se a condição vampírica é um vírus, encontrarão uma cura? Espero que o final seja espetacular. 


Nota pessoal 9/10

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Divagando sobre os gêmeos em LENDAS DO CRIME - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do crime. Hoje trago esse filme sensacional sobre os irmãos Kray, interpretado maravilhosamente por Tom Hardy. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 60, Reggie Kray, torna-se importante no mundo do crime londrino e se une a seu irmão gêmeo Ron, o tirando do hospital psiquiátrico sob fortes ameaças e assume o controle de uma boate local. Reggie conhece Frances, a irmã de seu motorista e passa a sair com ela, mesmo sua mãe sendo contra. 

Reggie acaba sendo preso por uma condenação anterior e Frances o faz jurar que deixará a vida do crime para trás, assim ela aceitará se casar com ele. Mas, quando Reggie sai da prisão, descobre que a instabilidade mental e violência do irmão, quase levaram a boate a falência. Os dois brigam violentamente mas depois se reconciliam, parcialmente. Reggie tenta reconquistar Frances que saiu da boate horrorizada com tamanha violência dos irmãos, mas acaba aceitando e se casando com Reggie.

Porém, Reggie é atraído pelo mundo do crime e Frances acaba viciada em remédio controlado ilegalmente. Mas tudo piora quando Reggie perde o controle e a agride e a violenta sexualmente. Ela decide deixá-lo e quando Reggie tenta reconciliar, uma tragédia acontece. Com seu casamento desmoronado, Reggie ainda tem que lidar com o temperamento explosivo do irmão, que gosta da vida de gangster e acaba matando um importante associado de uma gangue rival, Cornell,  publicamente. Reggie só não acaba com o irmão por causa da mãe. 

Porém, ainda insatisfeito, Ron paga McVitie para matar o sócio de Reggie, mas apenas o fere, que revoltado decide entregar os irmãos para a polícia. Ron é acusado de matar Cornell e Reggie pelo assassinato de McVitie, já que não podia matar o próprio irmão. 











Ano de lançamento 2015

Duração 2h 12m

Direção Brian Helgeland

Elenco Tom Hardy, Emily Browning, Paul Anderson



Trailer 







Minhas divagações 

Filmes de gangster são sempre fascinantes para mim. Mesmo que não tenha tiroteios, pois não sei porque coloquei na cabeça que esse tipo de filme sempre tem um, quando na verdade a maioria é mais questão de história pessoal dos envolvidos. Eu acho que a culpa foi de quando assisti pela primeira vez o filme Bonnie e Clyde, de 1967, embora fossem assaltantes, mas gostei da estética de gangue e dos tiroteios. 

Enfim, coloquei Lendas do crime na minha lista por ser com o ator Tom Hardy, por quem havia me interessado mais após ver o filme Mad Max a estrada da fúria e depois descobri que ele fez Venom também. Então passei a procurar mais de seus trabalhos para ver. Como recentemente vi Pecadores onde Michael B. Jordan interpreta dois irmãos gêmeos, não vou mentir que fiquei surpresa, mas com certeza acentuou mais minha admiração pelo Tom Hardy. Creio que minha surpresa maior foi quando vi O macaco e Theo James também interpretava irmãos gêmeos. Aqui, confesso que fiquei de queixo caído, mas talvez porque fazia tempo não via nenhum trabalho de Theo James depois de Divergente, então foi uma surpresa vê-lo interpretando dois irmãos, completamente diferentes. Não foi só colocar um óculos ou mudar a cor de um boné, foi uma mudança drástica, pois nem o reconheci, mas pode ser também pelo meu problema de quando a pessoa muda cor, corte de cabelo ou afins, eu já não reconheça mais. Mas apesar de tudo, Tom arrasou.

Confesso também que imaginei que a história fosse para outros caminhos. As atividades criminais dos irmãos, foram mais sutis, na minha opinião. Parecia mais que jogaram os crimes no colo de Ron, por ele já ser mentalmente instável. Embora fosse o chefe, Reggie foi pintado como mais sensato. A maioria dos crimes foram orquestrados por Ron. O mais chocante foi cometido por Reggie, que em um ataque de fúria, matou outro no lugar do irmão, já que não podia matá-lo. 

Filmes de gangster ou talvez seja a época mesmo, todos são terrivelmente elegantes e não foi a toa que Frances caiu no encanto de Reggie. Mas, eu esperei muito mais dessa personagem, infelizmente ela era certinha demais para esse mundo do crime. Achei que ela fosse diferente porque quando conheceu Reggie, parecia mais ousada e desafiadora. Achei que ela fosse se tornar a segunda dama, a mulher má do gangster. Mas depois que saiu com ele, ela se mostrou ser dócil e uma mulher decente. Infelizmente não aguentou a vida de crimes do marido e tomou uma decisão trágica. Nesse caso, deveria ter ouvido sua mãe quanto a conduta de Reggie. Infelizmente ela estava certa, só não soube como fazer a filha ver isso antes. Mas quando a pessoa se apaixona, não importa se é errado, se ela própria não enxergar o risco, nada a fará mudar de ideia, até uma tragédia acontecer. 

E, o mais chocante foi, descobrir que a história é real, os irmãos Kray realmente existiram. Talvez por isso a história não tenha sido tão surreal. Mas só descobri pesquisando mais sobre o filme. Pois não começou como outros dizendo que era baseado em uma história real nem mostrou no final fotos dos personagens verdadeiros, por isso fiquei chocada quando descobri ser real. E mais, dando uma pesquisada na história dos irmãos, a realidade foi bem mais macabra do que no filme. 

As diferenças, se minhas fontes estiverem corretas, diz que Frances na verdade foi morta por Ron, o que não acharia estranho, já que ele era emocionalmente instável e parecia ter ciúmes dela com o irmão. Segundo, Reggie teria matado McVitie por outro motivo. Acredito que as intenções estejam corretas, só os motivos foram modificados. O que não surpreende, mas ainda acho que seguindo a vida real, teria sido mais chocante. Como disse, as intenções estavam corretas, pois Ron mandou matar o sócio de Reggie, por ciúmes, aqui só trocaram a vítima. E Reggie matou McVitie por ter tentado matar seu sócio a mando de Ron e como deu errado, ele sabia que estavam perdidos. Com ódio do irmão, não podendo matá-lo, mata o outro. 

Confesso que achei que Reggie não fosse se deixar ser preso. Pensei que fugiria ou se mataria. Ambos foram presos e condenados a prisão perpétua. Ron morreu de ataque cardíaco em 1995 e Reggie de câncer em 2000. Achei o filme bom, mas poderia ter sido melhor se Frances fosse diferente. Ron realmente poderia tê-la matado se ela tivesse tentado mudar Reggie a desistir da vida criminosa e vendo a cunhada como obstáculo, teria se livrado dela. Mas, Ron ter matado Frances foi uma confissão de Reggie a um companheiro de cela, que disse que seu irmão havia confessado o crime dois dias depois que a esposa faleceu. Ficou meio estranho a linha do tempo, mas acho que mesmo que Reggie acreditasse nisso, se não pôde matar o irmão antes, teria matado pela esposa? 

Enfim, poderia me aprofundar na história dos irmãos, mas o filme em si, tratou mais a vida deles superficialmente, pois pelo que li, eles cometeram muito mais crimes do que o filme deixou transparecer. O que parecia dizer era que depois de tanto horror, os irmãos empenhariam suas energias em casas noturnas. Ou foi isso que entendi. De qualquer forma, foi um ótimo filme com atuação excelente de Tom Hardy.


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Divagando Simple Plan: Os garotos na multidão - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do Rock. Hoje trago esse documentário, e como vocês devem saber, eu amo documentários e o de hoje é de uma das bandas que eu vi surgir nos anos 2000. 






A HISTÓRIA 

Documentário sobre a trajetória dos membros da banda Simple Plan. Cada membro conta um pouco de sua história e de como tudo começou. Chuck, o baterista e talvez o membro mais dedicado, formou com Pierre, seu amigo de infância a banda Reset. O pai de Chuck no início ainda falava que tudo isso era só uma fase, coisa que Chuck no final, levou muito a sério. Eles começaram aos 14 anos mais ou menos, e aos 18, faziam turnê com o MXPX. Porém, tudo mudou quando Chuck um dia escutou Pierre e o guitarrista conversando sobre o tirarem da banda por sua personalidade não ser mais compatível com o grupo. Chateado, Chuck diz que não precisam expulsá-lo, pois ele mesmo estava saindo. Assim, por dois anos, Chuck e Pierre não se falaram mais. 

No entanto, Jeff e Chuck começaram a tocar juntos e mais tarde o jovem Sébastien se juntou aos amigos. Faltava agora um vocalista. Testaram vários vocais, mas Chuck já tinha a certeza de quem deveria estar ali: Pierre. Então, engolindo seu orgulho, foi atrás do antigo amigo. Então, em 1999 formava o Simple Plan, em 2000, David se juntava a banda. O início, como de qualquer músico, não foi fácil. Apesar do primeiro álbum terem tido o apoio de Mark Hoppus do Blink-182, a banda foi muito hostilizada no Warped Tour, principalmente pelo estilo musical da banda não ser definido. Mas, depois de viajarem juntos com Avril Lavigne abrindo seus shows em seu tour, Simple Plan começou finalmente a fazer sucesso. 

Porém, após 20 anos de estrada, David deixa a banda por acusações de assédio e o Simple Plan se pronuncia dando apoio aos fãs mas que apesar de tudo, não podem continuar com David. Simple Plan segue ainda fazendo shows, mas agora alguns já tem familia e cada um amadureceu com o tempo. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 34m

Direção Didier Charette

Banda Pierre Bouvier (desde 1999), Chuck Comeau (desde 1999), Jeff Stinco (desde 1999), Sébastien Lefebvre (desde 1999), David Desrosiers (2000-2020)


Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheci Simple Plan pelas músicas Perfect e Welcome to my Life, mas o que me fez gostar deles mesmo, foi a música de abertura de Scooby-Doo, What's New Scooby-Doo, onde eles até tiveram uma participação depois em um episódio. Eu nunca pulava a abertura em nenhum episódio, amava a música e o desenho é claro. 



Senti falta de mencionarem esse fato. Mas quem sou eu para exigir algo deles, sendo que só descobri o nome dos membros da banda, com esse documentário. Eu ouvia algumas músicas, não era tão fã assim. Eu raramente sei sobre as bandas que escuto e geralmente fico chocada com os documentários quando vejo um. Ou biografias, onde mais uma vez citarei minha decepção na conduta de Anthony Kieds, o vocalista do Red Hot Chilli Peppers, onde li sua biografia e fiquei horrorizada. Depois disso, sempre fiquei com receio de ler biografias. A gente costuma idealizar os artistas, e eles gostam de jogar bombas em você. Simple Plan acabou tendo uma polêmica, mas com um dos integrantes que após 20 anos juntos, acabou deixando a banda. Não foi mencionado com exatidão o motivo, mas dei uma pesquisada e ele foi acusado de assédio. 

Quando se trata de artista, sempre fico com receio da veracidade da acusação, porque infelizmente já teve muitas oportunistas que acusam artistas por fama ou dinheiro. E isso infelizmente causa dificuldade em dar créditos quando a acusação é realmente séria. Mas, como ele já saiu em 2020, não sei o que acabou acontecendo. E confesso que nem tinha percebido muito ele na banda, porque não focaram muito ele. Tanto que vi um comentário de gente dizendo que tinham cortado o nome dele nos créditos. Acho que não sou só eu que não sabia de sua saída e o motivo. 

Quando se trata de banda, sempre acho que o vocalista é quem formou e criou a banda, quando geralmente são os últimos a entrar. Aqui não foi diferente. Apesar de Pierre e Chuck já terem tocados juntos, eles haviam se separado e não se falavam durante dois anos. Quando Chuck formou uma banda, só faltava o vocalista e por mais que testasse outros caras, para ele só poderia ser um que daria certo, então chamou Pierre para tocar juntos novamente. Acho que houve redenção, perdão e amadurecimento nesse tempo que ficaram separados e depois de tocarem todos esses anos juntos. Se viver em família as vezes é um pé de guerra, imagina amigos viajando juntos e tocando juntos por mais de 20 anos... impossível não ter discussão nesse meio tempo. Ainda que foi uma relação saudável considerando outras bandas que já vi. Só no início Chuck e Pierre se desentenderam, mas se tiveram outras crises, não foram tão sérias a ponto de mencionarem. 

Também não teve a rivalidade sobre a parte de criação, mas pode ser porque o doc era sobre o grupo no geral e comemorando todos esses anos de estrada. Embora eu tenha visto o primeiro MV deles, concordo que para alcançarem o sucesso, foi bem doloroso para eles, ainda mais quando surgiram no meio de outras bandas como Blink-182, Offspring, Green Day, Avril Lavigne entre outras. Mas, apesar das dificuldades iniciais, eles conseguiram seu público e seguem firme nos dias atuais. Não vou dizer que virei fã, mas achei emocionante e amo quando contam o início de sua jornada e mostram gravações antigas, é muito nostálgico, ainda mais quando você cresce vendo isso, o desenvolvimento e sucesso do artista. Eu continuo gostando de algumas músicas e quem sabe agora passe a ouvir mais eles. 

Li algumas críticas e fico feliz que foram todas positivas, embora concorde que poderiam ter explorado mais sobre eles. Pelo que li, parece que tem outro doc sobre eles e um livro, não sei nada sobre isso, mas talvez explique porque aqui foi tão condensado a história. Também mencionaram o fato sobre não explicarem com mais detalhes sobre a saída do David. De início, quando mencionaram os momentos difíceis e tals, achei que um deles tinha depressão e tentou o suicídio ou tinha problemas com drogas. Por último pensei que poderia ser acusação de assédio. Como li, a ausência de explicações, realmente me fizeram pesquisar sobre o ocorrido. Mas, acredito que ninguém quer ficar falando muito sobre algo que pode manchar o grupo todo. Só não pesquisei a fundo, só li que David foi acusado, não sei o que aconteceu com ele, mas pelos comentários, muitos gostavam dele.

Mas acho que no geral, para quem não conhecia muito sobre a banda, acredito que o doc fez um bom trabalho. Foi curtinho infelizmente mas foi interessante. Mas de novo, só faltou falarem sobre a música do desenho que mais amo, aí seria mais perfeito ainda. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 7 de abril de 2026

Divagando sobre O DESPERTAR DE UM HOMEM - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um clássico mas não tão velho como o anterior. Mas tão bom quanto. 







A HISTÓRIA 

Nos anos 50, Caroline só pensa no bem estar de seu filho Tobias. Após fugir de um relacionamento abusivo, ela se muda com o filho onde acaba conhecendo Dwight, um homem que aparentemente parecia bom para os dois e com três filhos. Tobias passa por uma fase rebelde e sempre cria problemas na escola. 

Caroline então toma uma decisão e Dwight fica com Tobias por alguns meses em sua casa, segundo Caroline, para se darem bem e se der certo, ela pretende se casar com ele. Para tentar agradar a mãe, Tobias aceita, mas não imaginava quantas mudanças Dwight faria em sua vida. Este, por sua vez, acredita que com sua educação rígida, conseguirá mudar o garoto. Após o casamento, Tobias é constantemente humilhado e sofre violência tanto verbal quanto física de Dwight. Vendo os filhos mais velhos de Dwight saindo de casa para estudar, Tobias então acredita que essa seja sua melhor chance de sair dali também. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Michael Caton-Jones

Elenco Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Ellen Barkin



Trailer 





Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme por um shorts no YouTube que falava que quando Leonardo contracenou com De Niro, nos sets de filmagem, De Niro havia dado um tapa em Leonardo. Confesso que não havia entendido o post, não tinha nome do filme correto e os comentários ajudaram menos ainda. Não fui atrás de ver a veracidade da notícia, o que me interessou foi o fato de existir um filme com Leonardo e De Niro juntos que eu desconhecia. Mas, fiquei receosa quando li a sinopse. Óbvio que o filme não seria ruim com esses dois juntos e desde novinho Leonardo mostrou que sempre foi um excelente ator. A primeira vez que o vi foi em Gilbert Grape e O despertar de um homem foi lançado no mesmo ano, mas não me recordo de já ter visto. 

Depois de Gilbert Grape, vi Leonardo em Diário de um adolescente, que na época achei traumatizante, pois também era novinha e depois me apaixonei com Romeu e Julieta e logo veio Titanic. A transição dele para galã foi sensacional. Em Gilbert Grape e O despertar de um homem, ele fez papéis bem diferentes, mas completamente marcantes. 

O despertar de um homem, em seu início,  Leonardo é um garoto que se muda de cidade com sua mãe, após ela abandonar seu ex e recomeçar uma nova vida. Em seis meses, Tobias muda da água para o vinho. Sempre arranjando problemas na escola e sempre que sua mãe é chamada para ir falar com o diretor, ao chegarem em casa, Tobias fica esperando ela acordar de seu cochilo raivoso e decepcionada, só pode né, para ela dormir assim. 

Caroline conhece Dwight e pensa ser bom para ela e o filho. Visto as pequenas atitudes de fora, dá para notar que esse homem tem problemas de temperamento. E outra, talvez por ser naquela época, homens desse porte pareciam atraente, mas achei ele falso demais desde o inicio. E quando Caroline ganha a competição de tiro ao Peru, meu amigo, já sabia que Dwight não gostou nenhum pouco. Para começar, desde a inscrição dela na competição, acredito que se fossem casados, ele não teria permitido que ela participasse. Que homem gostaria que uma mulher lhe humilhasse em uma competição que se acha o melhor? Foi o que senti dele desde que ela se inscreveu e após ela vencer e ele dando desculpas sobre falhas em sua arma. 

Pelo trailer ou sinopse, sabemos que Caroline e Dwight se casam. Então, acredito que os problemas começam a partir daí.  

Não nego que o filme foi intenso e senti muita raiva de Dwight, provando o excelente trabalho de De Niro. E olha só quem fez uma pequena participação aqui? Tobey Maguire.

Pelo fato de Dwight ter três filhos, mas só sentir prazer em humilhar Tobias, presumimos então que seja porque ele não seja seu filho biológico. Também se vê pelo desprezo no jovem, quando Dwight constantemente menciona o pai rico de Tobias e o irmão que foi com ele, deixando o jovem para trás, provavelmente porque sabia que este, não tinha futuro. Imagino que Dwight então, ou queria provar que era um bom pai ao transformar Tobias em alguém melhor na vida ou só queria descontar suas frustrações em alguém que não compartilhava o mesmo DNA. 

Só achei que o título não combinou muito com a história. Por ser o despertar de um homem, pensei que Tobias tomaria alguma decisão drástica depois dos abusos ou, que Dwight fosse violento com Caroline também, aí, vendo a mãe apanhando, ele mataria ou pelo menos feriria Dwight gravemente. Sendo menor de idade, e sendo julgado como legítima defesa, Tobias ficaria livre e quando crescesse se tornaria o escritor da história. Pois, o filme foi inspirado na vida real de Tobias Wolff, mas como virou escritor, imaginei que não teria matado ninguém. O que deu a entender que faria algo do tipo, pois quando passava uma notícia na TV sobre um caso parecido, tenho certeza que Tobias pensou o mesmo que eu. Mas enfim, a jornada dele acabou sendo outra, não desmerecendo sua história claro. Nos anos 50, cidade pequena, rebelde, pulando de cidade em cidade, não é fácil para ninguém. Menos mal que o abuso não fosse outro e que ninguém morreu.

As atuações de Leonardo foram mais uma vez incríveis, para tão pouca idade e sim, acabei indo atrás da curiosidade que havia visto no shorts e que me sirva de lição, nada é confiável nos shorts. A situação do tapa não teve nada a ver com o que foi falado no shorts, a verdade é que houve tapa sim, mas durante a gravação de uma cena, da mostarda, onde Dwight agride Tobias e ali, para dar mais ênfase ao drama, De Niro improvisou os tapas reais, causando mais realismo na atuação de Leonardo, que embora pego de surpresa, seguiu atuando deixando a cena mais dramática. Aprendam comigo, nem tudo é real nos shorts.

Conclusão, foi uma história triste por ser real mas que no final tudo ficou bem. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

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