terça-feira, 14 de abril de 2026

[Review/divagações] Apenas Deus perdoa/Only God Forgives no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago um trabalho que não conhecia do Ryan Gosling e apesar da trama surreal, foi até interessante. 







A HISTÓRIA 

Julian e Billy, são irmãos que administram um clube de boxe Muay Thai em Bangkok como fachada para o tráfico de drogas. Uma noite, Billy sai em busca de sexo e vai para um bordel onde recusam a lhe dar o que quer, então ele ataca o dono e invade o quarto onde estão as prostitutas e agride uma delas. Ele vai para outro local e acaba matando uma menor de idade. Chang, um tenente da justiça, leva o pai da garota, Choi, para identificar o corpo e permite que este faça o que quiser com Billy, que acaba resultando em sua morte. Depois, Chang pune Choi por ter permitido que sua filha se prostituísse. 

Julian ao descobrir sobre a morte do irmão, vai atrás de Choi que é poupado com vida quando Julian descobre o que realmente aconteceu. Porém, Crystal, mãe de Jullian e Billy, chega a Bangkok e exige que Julian vingue o irmão, que nega fazê-lo ao afirmar que tiveram motivos para matarem o irmão. Crystal então usa os lutadores da academia dos filhos para executar Choi e enquanto Chang investiga a morte de Choi, conclui que Julian é inocente. Crystal então faz um acordo com um traficante rival em troca da morte de Chang. Porém a emboscada dá errado e Chang pega o traficante e eventualmente descobre quem foi o mandante. Crystal pede a ajuda do filho mais uma vez, pois sabe que agora não tem forças contra Chang. 








Ano de lançamento 2013 

Duração 1h 30m

Direção Nicolas Winding Refn

Elenco Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Vithaya Pansringarm




Minhas divagações 

Esse foi um dos filmes mais estranhos que já vi. O enredo é simples. Dois irmãos traficantes, um deles é morto e a mãe, líder do tráfico, ordena que o filho vingue o irmão. Simples? Não. O visual era muito caótico sendo a cor a vermelha destaque em vários ambientes ou roupas, ou até no exagero do sangue nas vítimas. Fora que Julian parecia que estava o tempo todo drogado ou sendo controlado por algum remédio que limitasse seus gestos. E convenhamos que a mãe era uma vadia e tinha um relacionamento estranho com os filhos. Não ligava pelo fato de Billy ser pedófilo, psicopata e assassino e menosprezava Julian sempre o ofendendo e comparando com o irmão. 

O cenário era muito confuso e por vezes demorei a entender o que estava acontecendo. Eu achava que Chang era um mafioso que dirigia casas de prostituição mas não aceitava prostituir menores, por isso deu uma lição em Choi. O que não fazia sentido pois esses caras só se preocupam com dinheiro. Chang ser um tenente de polícia fazia mais sentido, já que durante seu ataque ele estava reunido com policiais. Confundi o que ele fazia porque não usava uniforme e apenas uma espada. Achei que a polícia fazia parte da sua lista de pagamentos. Mas ele era um justiceiro, embora com métodos extremos. 

Julian parecia perdido e pau mandado da mãe. Mesmo ela lhe humilhando e dizendo coisas terríveis, ele acabava fazendo o que ela queria. Embora no final, tenha desobedecido suas ordens, quando poupou a vida da filha de Chang. O que ficou implícito também foi o relacionamento da mãe com os filhos. Por Julian ser dessa forma, creio que rolou uns abusos ali, tanto físico quanto mental. Já se via a forma como Crystal tratava as pessoas assim que chegou no hotel. Me admira ter esse porte todo mas chegar em Bangkok e não conseguir vingar o filho. Pelo menos a justiça ali foi implacável, uma vez que Crystal queria vingança mas ignorava o que Billy havia feito. O que eu havia entendido era que, na verdade não prestei atenção na sinopse, lendo agora, claramente diz que Julian é um traficante que tem uma mãe dominante que exige vingança e terá que enfrentar um policial que usa métodos extremos para fazer justiça. O que eu entendi foi que, por algum motivo bizarro, o irmão de Julian foi morto e como eram traficantes, um policial ficaria em seu encalço. Por obrigação, Julian procuraria vingar o irmão enquanto era caçado pela polícia.

O que se sucedeu foi completamente diferente. Estou acostumada com doramas chineses de época ou romances fofinhos. Aqui, foi uma visão completamente diferente, por se tratar do submundo do crime. Drogas, prostituição, assassinatos. Já o ambiente foi bem diferente. E sim, isso me chocou bastante. Assim como ver Ryan Gosling em um papel completamente sério, o oposto do que vi dele ultimamente. Só conferi o filme por ter ele no elenco. Não nego que em se tratando de atuação, ele seja excelente. Essa transformação prova seu talento. Porém, em questão de história, além de confuso foi ao mesmo tempo bom.

Confuso pelas cenas em que Julian tinha umas visões que eu não sabia se ele estava delirando, sonhando ou prevendo o futuro. Fiquei até esperando que no final ele acordasse e descobrisse que tinha sonhado enquanto estava preso em um manicômio. A morte do irmão poderia representar realmente esse desejo. A volta da mãe, porque como criminosos que fugiram para Bangkok, ele apesar de tudo, realmente poderia sentir falta da mãe. Mai, seria a encarnação da mulher que poderia ser ideal para ele, mas ou Julian era gay,o que não achei essa parte clara,ou só disfuncional com outras mulheres pelos abusos da mãe. Seria surreal se ele só acordasse e tudo não passasse de um desejo íntimo dele. 

Foi bom também porque nem sempre o que estamos acostumados é perfeito. As vezes é bom sair da zona de conforto. Esse é um daqueles filmes que enquanto assisto minhas reações são diversas, quando termino sinto um vazio estranho e enquanto avalio percebo que de um modo estranho, foi interessante. Após pensar bastante sobre a história, acabei achando bom. Por ser de 2013, não é um trabalho muito conhecido de Gosling. Também não sei se recomendaria pelo tema forte. Mas, a questão da vingança, achei excelente o que aconteceu com Crystal e que aqui, a justiça realmente é feita. Acho que é o arco mais satisfatório de tudo. Embora tenha finalizado com uma cena estranha com Chang cantando em uma espécie de karaoke. 

Mas enfim, apesar de passar a maior parte do tempo horrorizada, foi uma jornada interessante. Não pesquisei muito sobre o filme, porque os que vi, elogiava a obra. Talvez apenas eu tenha sentido certo desconforto, mas não nego que foi uma experiência interessante. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 13 de abril de 2026

[Review/crítica pessoal] Conclave no Divagando Sempre

 

Olá amigos Divosos. Hoje trago esse filme sensacional sobre a escolha de um novo Papa. 






A HISTÓRIA 

Após a morte do Papa, o Colégio Cardinalício, sob a liderança do Decano Lawrence, se reúnem para eleger um sucessor. Entre os mais votados estão Aldo Bellini dos Estados Unidos, Joshua Adeyemi da Nigéria, Joseph Tremblay do Canadá e Goffredo Tedesco da Itália. Eventualmente Lawrence recebe alguns votos mas ele não se acha digno de ser Papa, por isso incentiva seus apoiadores em votar em outro. De última hora, chega o arcebispo Vincent Benítez, de Cabul, nascido no México, a quem o Papa nomeou In Pectore (nomeado em segredo).

O arcebispo Janusz, diz a Lawrence que o Papa havia exigido a renúncia de Tremblay, fazendo com que Lawrence a contragosto, passe a investigar a vida dos candidatos. Lawrence chega a um acordo comum com Bellini de que não podem permitir que Tedesco seja eleito, pois sua campanha contradiz com tudo o que o Papa anterior lutou. Mas os favoritos vão caindo quando escândalos começam a ser revelados. Lawrence então cogita dirigir seu voto a si mesmo, mas um ataque terrorista atinge a capela com uma explosão e com todos reunidos Tedesco inicia um discurso inflamado incitando uma guerra religiosa quando é repreendido por Benítez que faz um discurso sobre a luta contra a violência e valores perdidos da Igreja. Com isso, segue a votação e finalmente um Papa é escolhido. 








Ano de lançamento 2024

Duração 2h

Direção Edward Berger 

Elenco Ralph Fiennes, Stanley Tucci, Isabella Rossellini, Carlos Diehz, John Lithghow, Sergio Castellitto, Lucian Msamati


Trailer 





Minhas divagações 

Ralph Fiennes e Stanley Tucci são atores conhecidos e por isso, se tornaram meus preferidos no filme. Obviamente acreditei que por Lawrence não querer se tornar Papa, eventualmente ele se tornaria um no final. Principalmente por uma frase dita acho que por Bellini sobre o melhor ser  aquele que não deseja ser Papa. Também lembrou a história do Papa Francisco em Dois Papas, quando ele questionava aa divergências do Papa Bento XVI.

Mas, eis que, Conclave não é uma história real, a não ser de fato como é escolhido o novo Papa. Os cardeais se reúnem e ficam isolados até ter um número específico de votos para um candidato. A primeira votação não chegou nem perto, mostrando como ainda estavam divididos. Porém, até mesmo da igreja, o que pensando bem não é de hoje, houve corrupção e segredos que Lawrence aos poucos acabou descobrindo, o que me levou a torcer por ele ser o escolhido. 

Achei que Bellini seria um forte candidato, mas infelizmente ele também havia sido corrompido. Um a um, além de Tedesco, foram encontrados pontos que fizessem o melhor a ser seguido, ser o próprio Tedesco. Mas Lawrence estava desanimado a ponto de questionar o quão ruim seria se ele fosse eleito o Papa. Em um ato de desespero, Lawrence decide votar em si mesmo, mas um atentado terrorista interrompe a votação e Tedesco acaba mostrando seus ideais em um discurso de ódio incitando uma guerra religiosa. Porém, Benítez o cala com um discurso contra a violência e ressalta como esqueceram os valores da igreja e o que realmente é ser Papa. Será que se não fosse o atentado, Lawrence seria eleito Papa? Ou Tedesco?

Eu achava que o filme era baseado no Papa Francisco, mas então lembrei que já teve o Dois Papas e o filme foi lançado um pouco antes de sua morte. O isolamento para a votação e o fato de ser em italiano durante a cerimônia, é real. O resto pelo que li foi fictício. Embora eu ache que a corrupção ali dentro também seja real. Como dia, acho que foi Tremblay ou Adeyemi que disseram que errar fazia parte de ser humano, que nem mesmo eles eram perfeitos. Isso, que os dois estavam envolvidos em escândalos. 

Obviamente que filmes envolvendo a igreja, Jesus, Deus ou qualquer religião, será sempre polêmica. Mas, eu sempre acho fascinante, mesmo não sendo religiosa. As cenas dentro da capela, eram maravilhosas. Embora ache o processo de votação do Papa meio claustrofóbico por até mesmo as janelas serem fechadas e ficarem naqueles quartos, embora parecesse confortáveis, mas ser mais como uma prisão. 

Infelizmente minha visão da igreja é de ser assustadora por conta dos filmes de terror que já. As freiras então, nem se fala. A igreja por ser cercada de estátuas e seus vitrais coloridos e com aquele silêncio que faz eco, deixa um ar meio sinistro. Fora a sensação de ser observado pelas estátuas ou figuras das igrejas. Mas não nego que o coro seja lindíssimo e o sermão do padre as vezes seja interessante. 

Mas enfim, voltando ao filme. Não esperava muito do filme, mas me surpreendi. Em nenhum momento foi entediante, teve suspense e um final surpreendente. Apesar do novo Papa também ter um segredo, Lawrence deixou por isso mesmo e acredito que vem muito a favor dos propósitos na qual o Papa anterior lutava pelos fiéis e por isso, protegeu essa pessoa até o fim. Há muitas curiosidades sobre a igreja, o papado, diferenças entre ficção e realidade no filme, mas de qualquer forma, foi bem interessante conhecer esse mundo sagrado. 

Ralph Fiennes com certeza arrasou na interpretação, principalmente depois que o vi em O menu. Dois personagens completamente diferentes. Foi um suspense intrigante, leve e memorável. Vale a pena.


Nota pessoal 10/10

domingo, 12 de abril de 2026

Divagando e resenhando Salem/A HORA DO VAMPIRO no Divagando Sempre

 

Olá Divosos sugadores de sangue.hoje trago mais um livro de vampiros, dessa vez do mestre King.






A HISTÓRIA 

Ben Mears, após 25 anos, retorna a Jerusalem's Lot para exorcizar traumas  passados e escrever sobre a casa Marsten. Embora seja um escritor famoso, a pequena população olha seu retorno com desconfiança. Ao mesmo tempo que ele chega, ele descobre que a casa Marsten abandonada a muitos anos, agora foi comprada por Barlow, um imigrante austríaco que ninguém vê, pois seu sócio Straker, alega que ele está sempre viajando para comprar itens novos para a loja de antiguidades que vão abrir na cidade. 

Desde a chegada dos dois, pessoas começam a desaparecer. Primeiro foi Ralphie Glick, quando ia com seu irmão Danny para a casa de Mark Petrie. Danny então morre misteriosamente e a partir daí, mais pessoas começam a morrer e voltar de forma diferente. Inicialmente Bem era o maior suspeito, principalmente porque tinha interesse na casa Marsten e porque começou um relacionamento com Susan, uma moça local jovem e bonita onde sua mãe desaprova Ben e um pretendente que também não aceita os dois juntos. 

Eventualmente Ben se junta a Matt, seu médico Cody, padre Callahan e o jovem Mark para destruir os vampiros, que descobriram sua existência do pior modo. Infelizmente o vampiro chefe está alguns passos a frente e muitas vidas são ceifadas. O grupo conseguirá salvar a cidade ou a si próprios?



Ano de publicação 1975

Páginas 576

Autor Stephen King



Minhas divagações 

Alguns anos atrás já havia lido esse livro com o título A hora do vampiro além de ter visto o filme recentemente. Mas quando achei um com o título Salem, achei que era um livro que eu ainda não tinha lido do mestre King. Eis minha surpresa quando descobri que já conhecia a história. Mas como sempre digo, Stephen King nunca é demais. 

Só fui conferir o final do filme que achei que tinham mudado e mudou mesmo. Mas só vi a parte da Susan. Honestamente, achei ela bem idiota e mereceu o que lhe aconteceu. Foi praticamente o mesmo que Nora fez em A queda de Del Toro e Hogan. Decisões idiotas que levaram a resultados catastróficos. Se, Susan e Mark, mesmo sabendo quem era Barlow e onde estava, poderiam só ter fugido e encontrado com o resto do grupo para juntos lutarem contra o mal. Mas não, Susan idiota do jeito que era, primeiro não aguentou ficar sem fazer nada e foi sozinha até a casa Marsten, sorte que primeiro encontrou Mark. Azar de ter sido idiotas de entrarem na casa sozinhos. Mark ainda teve sorte, já Susan...

King questiona aqui a religião onde alguns nem eram religiosos devotos e até mesmo o padre Callahan teve a fé abalada, onde Barlow aproveitou esse momento de fraqueza para deixá-lo impuro. Ele não conseguia mais entrar na igreja e saiu da cidade. Mas e aí? O que aconteceu com ele? Virou vampiro? 

Mark foi quem mais sofreu nessa história. Viu em primeira mão seu amigo que morreu transformado em vampiro. Foi capturado por Straker mas conseguiu fugir antes que algo pior acontecesse, embora tenha perdido Susan, a moça que acabara de conhecer. Viu seus pais serem mortos por Barlow. Perdeu o padre Callahan. Viu Cody morrer e enfrentou Barlow junto com Ben. Acho que ele foi mais heroico do que qualquer outro personagem dessa história. 

E Ben. Que azar dele voltar para sua antiga cidade justo quando isso acontece. O mistério da casa Marsten não tinha nada demais, principalmente porque ficou abandonada todo esse tempo. O mal só chegou mesmo com Barlow. Ben também teve sua cota de sofrimento. Primeiro foi hostilizado por alguns moradores da cidade. Já havia perdido a esposa em um acidente e não entendi, acho que era um policial que era apaixonado pela Susan? Não entendi ele insinuar coisas sobre o acidente que matou a esposa de Ben. Mas enfim. Matt foi o melhor aliado de Ben. Embora seja compreensivel que mesmo para uma cidade pequena, acreditar em vampiros? Coisa de doido mesmo. Eu amo como cada autor visualiza essas criaturas de modos diferentes. Embora ainda prefira os de Anne Rice por ela imaginá-los como seres belíssimos, embora mortais. Na verdade seus vampiros são meio depressivos se for pensar bem. 

King geralmente em seus livros, apresenta vários personagens que no fim, acabam interligados ou sendo úteis em algum momento. Infelizmente aqui, a única coisa que serviu a passagem da história da família que vivia em um trailer? Onde a mãe batia no filho bebê, foi só para passar raiva mesmo. Essa família não acrescentou nada para a história. Só deixou implícito que essa mulher era mais terrível do que o próprio Barlow. 

Não lembro como foi o fim do filme. Dei uma passada de olhos em algumas cenas e pelo que tinha visto, o grupo entrou junto na casa Marsten. Não faço ideia o que aconteceu mas só restaram dois como no livro de fato. E, confesso que achei o final meio decepcionante. Eu acreditava que os vampiros de King fossem mais parecidos com aquelas histórias onde se o líder fosse morto, quem ele transformou voltaria ao normal. Mas todos ali tinham se alimentado em algum momento, então entendo a problemática desse desfecho. Na minha cabeça salvariam Susan assim, embora ache que ela mereceu seu final por ter sido precipitada e burra. Achei o final decepcionante porque depois de toda aquela tensão e luta, os dois sobreviventes saem da cidade e passa um ano até retornarem para lutar contra os vampiros novamente. Eles começam um incêndio mas não ficam olhando para ver se o plano dará certo. E, se existiu um Barlow, deve ter outros? Quem transformou Barlow? E, se um dos moradores de Jerusalem's Lot saiu dali e foi para uma cidade próxima e contaminou outros enquanto os dois sobreviventes ficaram fora se recuperando do ocorrido? Se toda a cidade se transformou, onde conseguiam se alimentar? 

Mas enfim. A história era de Jerusalem's Lot e o foco era nessa cidade. Ela já tinha um ponto misterioso que era a casa Marsten e terminou abandonada como a própria. Assim como o filme não achei assustador, como sempre nas histórias de King, o mal mesmo é sempre o ser humano. No entanto, King é King e sempre vou amar seus livros. 


Nota pessoal 10/10

sábado, 11 de abril de 2026

Divagando A QUEDA de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago a continuação da eletrizante história de vampiros de Del Toro e Hogan. 






A HISTÓRIA 

A raça vampírica descende de 7 anciões onde um renegado conhecido como o Mestre, tem o apoio financeiro do bilionário Palmer, com a promessa de lhe dar vida eterna, o ajudando a transformar o maior número de pessoas possíveis para seu plano maléfico. Setrakian, um caçador de vampiros idoso, tenta encontrar um grimório perdido, intitulado Occido Lumen, onde acredita conter informações cruciais para derrotar os vampiros. Na sua empreitada, conta com a ajuda do epidemiologista Ephraim, que tem interesse em proteger seu filho, depois que sua esposa se transformou em uma vampira e agora persegue o filho, conta com a ajuda do exterminador de pragas Vasilliy e os Anciões recrutam Gus Elizalde, membro de uma gangue, para destruir o Mestre.



Ano de publicação 2010

Páginas 320

Autor/a Guillermo Del Toro, Chuck Hogan



Minhas divagações 

Eu li o primeiro livro anos atrás, então não lembrava absolutamente de nada da história. Mas ainda assim deu para acompanhar a jornada do grupo. Achei interessante a forma como os autores Del Toro e Hogan criaram seus vampiros. Cada livro que leio sobre essas criaturas, percebo que cada um dos autores, tem suas próprias ideias sobre elas. Antigamente eu achava que era lei o modo como eles eram de fato, mas depois de Crepúsculo, percebi que qualquer um pode inventar seu vampiro. 

Como a história já estava em andamento, não sei como a esposa de Eph se transformou e nem quando ele ficou com a Nora, que diga-se de passagem, achei uma personagem muito sem graça. Vou começar por ela então. Suas decisões foram as piores do livro para mim. Primeiro quis fugir para um local onde ela achava que fosse seguro. Levou a mãe com Alzheimer e Zach, filho do Eph. Porém, achei seu transporte de fuga ridículo, óbvio que seriam atacados em algum momento. Depois, não conseguindo mais proteger a mãe e Zach ao mesmo tempo, se separa dele para dar um jeito na mãe. A única coisa que ela consegue, é perder o menino. Se eu fosse Eph terminaria com ela, embora a culpa também fosse dele, já que ninguém protegeria o filho melhor do que ele mesmo. 

Então vamos para o Ephraim. Como não lembro do primeiro livro, não sei por que ele era procurado, talvez em algum momento tenham mencionado isso, mas não me recordo, pois o início confesso estava meio parado. Eph também tomou decisões que achei idiotas mas pelo menos para ele, terminou com sorte, ou não. Ele teve encontros assustadores e escapou da morte, ou de ser transformado, mas pelo término do livro, pelo jeito ele é o herói da história? Teve uma cena quando ele foi pego pelo FBI, quando estava preso na agência e foram atacados, se o agente que estava com ele tivesse lhe dado ouvidos, teria feito diferença? Pensando bem, acho que não, já que de qualquer forma foi salvo pelos caçadores. 

E quanto aos caçadores? Sempre tive dúvidas quanto a quem seria Setrakian. Eu achava que ele fosse um meio vampiro, que tomasse algo para impedir sua transformação completa e que ele era um cientista estudando como reverter a transformação. Por que fiquei na dúvida sobre ele? Por causa de sua condição física e seus experimentos. Embora ele procurasse a todo custo um modo de acabar com os vampiros. Não me julguem, como disse, faz anos que li o primeiro. 

Juntando todos, acho que são uma ótima equipe. Menos Nora que a achei insuportável e inútil. Tivemos algumas perdas devastadoras e espero ansiosa pelo fim dessa história. Vou tentar não demorar muito para ler o final para não esquecer o rumo dessa história. 

Interessante que embora os vampiros sejam criaturas noturnas implacáveis, durante o dia são indefesos. A maioria nessas histórias, sempre tem um humano ganancioso, que fará o trabalho sujo durante o dia para o vampiro chefe. E aqui, achei eles diferentes por serem considerados um vírus, quando os matam, saem vermes brancos que se entrarem em sua corrente sanguínea, você é contaminado. Fora o ferrão que sai da boca dos infectados. Inovador e interessante. 

As histórias que li na época em que vampiros estavam no auge, eram romances adolescentes com vampiros lindíssimos onde a garora apaixonada tinha desejos secretos de se tornar uma, por sempre se sentir diferente em meio aos humanos. Conhecendo essa saga de Del Toro e Hogan, com essa história devastadora e tensa, com certeza é muito mais empolgante. Cada personagem tem sua luta interna, tem o que proteger ou pelo o que lutar, mas com um único objetivo, destruir o Mestre. 

O início é muito, muito lento. O grupo ainda juntos, fazem planos de se locomoverem já que o esconderijo está comprometido. Depois do ataque de Kelly, mãe de Zach, eles decidem seguir adiante. Porém, achei ridículo Ephraim confiar Zach a Nora. Onde ele achou que estavam seguros sozinhos contra uma horda de vampiros, principalmente contra Kelly, que estava decidida a pegar o filho? E que plano escraboso foi o dele de enfrentar Palmer e falhar? Quando unidos eram fortes, se separaram, só aconteceu desastres. E perdas, perdas que senti profundamente. Quem deveria morrer continuou infelizmente. 

Os momentos finais foram tensos, tão tensos que não conseguia parar de ler. Enquanto não visse a última página, eu continuava. Mas pelo título do livro, imaginava que o grupo de Eph não teria sucesso. Pois a queda pode ser dos vampiros também, mas aí seria o final da história. Meio desesperador terminar a história assim, perdemos a esperança junto com alguns membros que se foram e fico imaginando COMO vão destruir o Mestre. Se a condição vampírica é um vírus, encontrarão uma cura? Espero que o final seja espetacular. 


Nota pessoal 9/10

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Divagando sobre os gêmeos em LENDAS DO CRIME - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do crime. Hoje trago esse filme sensacional sobre os irmãos Kray, interpretado maravilhosamente por Tom Hardy. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 60, Reggie Kray, torna-se importante no mundo do crime londrino e se une a seu irmão gêmeo Ron, o tirando do hospital psiquiátrico sob fortes ameaças e assume o controle de uma boate local. Reggie conhece Frances, a irmã de seu motorista e passa a sair com ela, mesmo sua mãe sendo contra. 

Reggie acaba sendo preso por uma condenação anterior e Frances o faz jurar que deixará a vida do crime para trás, assim ela aceitará se casar com ele. Mas, quando Reggie sai da prisão, descobre que a instabilidade mental e violência do irmão, quase levaram a boate a falência. Os dois brigam violentamente mas depois se reconciliam, parcialmente. Reggie tenta reconquistar Frances que saiu da boate horrorizada com tamanha violência dos irmãos, mas acaba aceitando e se casando com Reggie.

Porém, Reggie é atraído pelo mundo do crime e Frances acaba viciada em remédio controlado ilegalmente. Mas tudo piora quando Reggie perde o controle e a agride e a violenta sexualmente. Ela decide deixá-lo e quando Reggie tenta reconciliar, uma tragédia acontece. Com seu casamento desmoronado, Reggie ainda tem que lidar com o temperamento explosivo do irmão, que gosta da vida de gangster e acaba matando um importante associado de uma gangue rival, Cornell,  publicamente. Reggie só não acaba com o irmão por causa da mãe. 

Porém, ainda insatisfeito, Ron paga McVitie para matar o sócio de Reggie, mas apenas o fere, que revoltado decide entregar os irmãos para a polícia. Ron é acusado de matar Cornell e Reggie pelo assassinato de McVitie, já que não podia matar o próprio irmão. 











Ano de lançamento 2015

Duração 2h 12m

Direção Brian Helgeland

Elenco Tom Hardy, Emily Browning, Paul Anderson



Trailer 







Minhas divagações 

Filmes de gangster são sempre fascinantes para mim. Mesmo que não tenha tiroteios, pois não sei porque coloquei na cabeça que esse tipo de filme sempre tem um, quando na verdade a maioria é mais questão de história pessoal dos envolvidos. Eu acho que a culpa foi de quando assisti pela primeira vez o filme Bonnie e Clyde, de 1967, embora fossem assaltantes, mas gostei da estética de gangue e dos tiroteios. 

Enfim, coloquei Lendas do crime na minha lista por ser com o ator Tom Hardy, por quem havia me interessado mais após ver o filme Mad Max a estrada da fúria e depois descobri que ele fez Venom também. Então passei a procurar mais de seus trabalhos para ver. Como recentemente vi Pecadores onde Michael B. Jordan interpreta dois irmãos gêmeos, não vou mentir que fiquei surpresa, mas com certeza acentuou mais minha admiração pelo Tom Hardy. Creio que minha surpresa maior foi quando vi O macaco e Theo James também interpretava irmãos gêmeos. Aqui, confesso que fiquei de queixo caído, mas talvez porque fazia tempo não via nenhum trabalho de Theo James depois de Divergente, então foi uma surpresa vê-lo interpretando dois irmãos, completamente diferentes. Não foi só colocar um óculos ou mudar a cor de um boné, foi uma mudança drástica, pois nem o reconheci, mas pode ser também pelo meu problema de quando a pessoa muda cor, corte de cabelo ou afins, eu já não reconheça mais. Mas apesar de tudo, Tom arrasou.

Confesso também que imaginei que a história fosse para outros caminhos. As atividades criminais dos irmãos, foram mais sutis, na minha opinião. Parecia mais que jogaram os crimes no colo de Ron, por ele já ser mentalmente instável. Embora fosse o chefe, Reggie foi pintado como mais sensato. A maioria dos crimes foram orquestrados por Ron. O mais chocante foi cometido por Reggie, que em um ataque de fúria, matou outro no lugar do irmão, já que não podia matá-lo. 

Filmes de gangster ou talvez seja a época mesmo, todos são terrivelmente elegantes e não foi a toa que Frances caiu no encanto de Reggie. Mas, eu esperei muito mais dessa personagem, infelizmente ela era certinha demais para esse mundo do crime. Achei que ela fosse diferente porque quando conheceu Reggie, parecia mais ousada e desafiadora. Achei que ela fosse se tornar a segunda dama, a mulher má do gangster. Mas depois que saiu com ele, ela se mostrou ser dócil e uma mulher decente. Infelizmente não aguentou a vida de crimes do marido e tomou uma decisão trágica. Nesse caso, deveria ter ouvido sua mãe quanto a conduta de Reggie. Infelizmente ela estava certa, só não soube como fazer a filha ver isso antes. Mas quando a pessoa se apaixona, não importa se é errado, se ela própria não enxergar o risco, nada a fará mudar de ideia, até uma tragédia acontecer. 

E, o mais chocante foi, descobrir que a história é real, os irmãos Kray realmente existiram. Talvez por isso a história não tenha sido tão surreal. Mas só descobri pesquisando mais sobre o filme. Pois não começou como outros dizendo que era baseado em uma história real nem mostrou no final fotos dos personagens verdadeiros, por isso fiquei chocada quando descobri ser real. E mais, dando uma pesquisada na história dos irmãos, a realidade foi bem mais macabra do que no filme. 

As diferenças, se minhas fontes estiverem corretas, diz que Frances na verdade foi morta por Ron, o que não acharia estranho, já que ele era emocionalmente instável e parecia ter ciúmes dela com o irmão. Segundo, Reggie teria matado McVitie por outro motivo. Acredito que as intenções estejam corretas, só os motivos foram modificados. O que não surpreende, mas ainda acho que seguindo a vida real, teria sido mais chocante. Como disse, as intenções estavam corretas, pois Ron mandou matar o sócio de Reggie, por ciúmes, aqui só trocaram a vítima. E Reggie matou McVitie por ter tentado matar seu sócio a mando de Ron e como deu errado, ele sabia que estavam perdidos. Com ódio do irmão, não podendo matá-lo, mata o outro. 

Confesso que achei que Reggie não fosse se deixar ser preso. Pensei que fugiria ou se mataria. Ambos foram presos e condenados a prisão perpétua. Ron morreu de ataque cardíaco em 1995 e Reggie de câncer em 2000. Achei o filme bom, mas poderia ter sido melhor se Frances fosse diferente. Ron realmente poderia tê-la matado se ela tivesse tentado mudar Reggie a desistir da vida criminosa e vendo a cunhada como obstáculo, teria se livrado dela. Mas, Ron ter matado Frances foi uma confissão de Reggie a um companheiro de cela, que disse que seu irmão havia confessado o crime dois dias depois que a esposa faleceu. Ficou meio estranho a linha do tempo, mas acho que mesmo que Reggie acreditasse nisso, se não pôde matar o irmão antes, teria matado pela esposa? 

Enfim, poderia me aprofundar na história dos irmãos, mas o filme em si, tratou mais a vida deles superficialmente, pois pelo que li, eles cometeram muito mais crimes do que o filme deixou transparecer. O que parecia dizer era que depois de tanto horror, os irmãos empenhariam suas energias em casas noturnas. Ou foi isso que entendi. De qualquer forma, foi um ótimo filme com atuação excelente de Tom Hardy.


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Divagando Simple Plan: Os garotos na multidão - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do Rock. Hoje trago esse documentário, e como vocês devem saber, eu amo documentários e o de hoje é de uma das bandas que eu vi surgir nos anos 2000. 






A HISTÓRIA 

Documentário sobre a trajetória dos membros da banda Simple Plan. Cada membro conta um pouco de sua história e de como tudo começou. Chuck, o baterista e talvez o membro mais dedicado, formou com Pierre, seu amigo de infância a banda Reset. O pai de Chuck no início ainda falava que tudo isso era só uma fase, coisa que Chuck no final, levou muito a sério. Eles começaram aos 14 anos mais ou menos, e aos 18, faziam turnê com o MXPX. Porém, tudo mudou quando Chuck um dia escutou Pierre e o guitarrista conversando sobre o tirarem da banda por sua personalidade não ser mais compatível com o grupo. Chateado, Chuck diz que não precisam expulsá-lo, pois ele mesmo estava saindo. Assim, por dois anos, Chuck e Pierre não se falaram mais. 

No entanto, Jeff e Chuck começaram a tocar juntos e mais tarde o jovem Sébastien se juntou aos amigos. Faltava agora um vocalista. Testaram vários vocais, mas Chuck já tinha a certeza de quem deveria estar ali: Pierre. Então, engolindo seu orgulho, foi atrás do antigo amigo. Então, em 1999 formava o Simple Plan, em 2000, David se juntava a banda. O início, como de qualquer músico, não foi fácil. Apesar do primeiro álbum terem tido o apoio de Mark Hoppus do Blink-182, a banda foi muito hostilizada no Warped Tour, principalmente pelo estilo musical da banda não ser definido. Mas, depois de viajarem juntos com Avril Lavigne abrindo seus shows em seu tour, Simple Plan começou finalmente a fazer sucesso. 

Porém, após 20 anos de estrada, David deixa a banda por acusações de assédio e o Simple Plan se pronuncia dando apoio aos fãs mas que apesar de tudo, não podem continuar com David. Simple Plan segue ainda fazendo shows, mas agora alguns já tem familia e cada um amadureceu com o tempo. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 34m

Direção Didier Charette

Banda Pierre Bouvier (desde 1999), Chuck Comeau (desde 1999), Jeff Stinco (desde 1999), Sébastien Lefebvre (desde 1999), David Desrosiers (2000-2020)


Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheci Simple Plan pelas músicas Perfect e Welcome to my Life, mas o que me fez gostar deles mesmo, foi a música de abertura de Scooby-Doo, What's New Scooby-Doo, onde eles até tiveram uma participação depois em um episódio. Eu nunca pulava a abertura em nenhum episódio, amava a música e o desenho é claro. 



Senti falta de mencionarem esse fato. Mas quem sou eu para exigir algo deles, sendo que só descobri o nome dos membros da banda, com esse documentário. Eu ouvia algumas músicas, não era tão fã assim. Eu raramente sei sobre as bandas que escuto e geralmente fico chocada com os documentários quando vejo um. Ou biografias, onde mais uma vez citarei minha decepção na conduta de Anthony Kieds, o vocalista do Red Hot Chilli Peppers, onde li sua biografia e fiquei horrorizada. Depois disso, sempre fiquei com receio de ler biografias. A gente costuma idealizar os artistas, e eles gostam de jogar bombas em você. Simple Plan acabou tendo uma polêmica, mas com um dos integrantes que após 20 anos juntos, acabou deixando a banda. Não foi mencionado com exatidão o motivo, mas dei uma pesquisada e ele foi acusado de assédio. 

Quando se trata de artista, sempre fico com receio da veracidade da acusação, porque infelizmente já teve muitas oportunistas que acusam artistas por fama ou dinheiro. E isso infelizmente causa dificuldade em dar créditos quando a acusação é realmente séria. Mas, como ele já saiu em 2020, não sei o que acabou acontecendo. E confesso que nem tinha percebido muito ele na banda, porque não focaram muito ele. Tanto que vi um comentário de gente dizendo que tinham cortado o nome dele nos créditos. Acho que não sou só eu que não sabia de sua saída e o motivo. 

Quando se trata de banda, sempre acho que o vocalista é quem formou e criou a banda, quando geralmente são os últimos a entrar. Aqui não foi diferente. Apesar de Pierre e Chuck já terem tocados juntos, eles haviam se separado e não se falavam durante dois anos. Quando Chuck formou uma banda, só faltava o vocalista e por mais que testasse outros caras, para ele só poderia ser um que daria certo, então chamou Pierre para tocar juntos novamente. Acho que houve redenção, perdão e amadurecimento nesse tempo que ficaram separados e depois de tocarem todos esses anos juntos. Se viver em família as vezes é um pé de guerra, imagina amigos viajando juntos e tocando juntos por mais de 20 anos... impossível não ter discussão nesse meio tempo. Ainda que foi uma relação saudável considerando outras bandas que já vi. Só no início Chuck e Pierre se desentenderam, mas se tiveram outras crises, não foram tão sérias a ponto de mencionarem. 

Também não teve a rivalidade sobre a parte de criação, mas pode ser porque o doc era sobre o grupo no geral e comemorando todos esses anos de estrada. Embora eu tenha visto o primeiro MV deles, concordo que para alcançarem o sucesso, foi bem doloroso para eles, ainda mais quando surgiram no meio de outras bandas como Blink-182, Offspring, Green Day, Avril Lavigne entre outras. Mas, apesar das dificuldades iniciais, eles conseguiram seu público e seguem firme nos dias atuais. Não vou dizer que virei fã, mas achei emocionante e amo quando contam o início de sua jornada e mostram gravações antigas, é muito nostálgico, ainda mais quando você cresce vendo isso, o desenvolvimento e sucesso do artista. Eu continuo gostando de algumas músicas e quem sabe agora passe a ouvir mais eles. 

Li algumas críticas e fico feliz que foram todas positivas, embora concorde que poderiam ter explorado mais sobre eles. Pelo que li, parece que tem outro doc sobre eles e um livro, não sei nada sobre isso, mas talvez explique porque aqui foi tão condensado a história. Também mencionaram o fato sobre não explicarem com mais detalhes sobre a saída do David. De início, quando mencionaram os momentos difíceis e tals, achei que um deles tinha depressão e tentou o suicídio ou tinha problemas com drogas. Por último pensei que poderia ser acusação de assédio. Como li, a ausência de explicações, realmente me fizeram pesquisar sobre o ocorrido. Mas, acredito que ninguém quer ficar falando muito sobre algo que pode manchar o grupo todo. Só não pesquisei a fundo, só li que David foi acusado, não sei o que aconteceu com ele, mas pelos comentários, muitos gostavam dele.

Mas acho que no geral, para quem não conhecia muito sobre a banda, acredito que o doc fez um bom trabalho. Foi curtinho infelizmente mas foi interessante. Mas de novo, só faltou falarem sobre a música do desenho que mais amo, aí seria mais perfeito ainda. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 7 de abril de 2026

Divagando sobre O DESPERTAR DE UM HOMEM - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um clássico mas não tão velho como o anterior. Mas tão bom quanto. 







A HISTÓRIA 

Nos anos 50, Caroline só pensa no bem estar de seu filho Tobias. Após fugir de um relacionamento abusivo, ela se muda com o filho onde acaba conhecendo Dwight, um homem que aparentemente parecia bom para os dois e com três filhos. Tobias passa por uma fase rebelde e sempre cria problemas na escola. 

Caroline então toma uma decisão e Dwight fica com Tobias por alguns meses em sua casa, segundo Caroline, para se darem bem e se der certo, ela pretende se casar com ele. Para tentar agradar a mãe, Tobias aceita, mas não imaginava quantas mudanças Dwight faria em sua vida. Este, por sua vez, acredita que com sua educação rígida, conseguirá mudar o garoto. Após o casamento, Tobias é constantemente humilhado e sofre violência tanto verbal quanto física de Dwight. Vendo os filhos mais velhos de Dwight saindo de casa para estudar, Tobias então acredita que essa seja sua melhor chance de sair dali também. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Michael Caton-Jones

Elenco Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Ellen Barkin



Trailer 





Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme por um shorts no YouTube que falava que quando Leonardo contracenou com De Niro, nos sets de filmagem, De Niro havia dado um tapa em Leonardo. Confesso que não havia entendido o post, não tinha nome do filme correto e os comentários ajudaram menos ainda. Não fui atrás de ver a veracidade da notícia, o que me interessou foi o fato de existir um filme com Leonardo e De Niro juntos que eu desconhecia. Mas, fiquei receosa quando li a sinopse. Óbvio que o filme não seria ruim com esses dois juntos e desde novinho Leonardo mostrou que sempre foi um excelente ator. A primeira vez que o vi foi em Gilbert Grape e O despertar de um homem foi lançado no mesmo ano, mas não me recordo de já ter visto. 

Depois de Gilbert Grape, vi Leonardo em Diário de um adolescente, que na época achei traumatizante, pois também era novinha e depois me apaixonei com Romeu e Julieta e logo veio Titanic. A transição dele para galã foi sensacional. Em Gilbert Grape e O despertar de um homem, ele fez papéis bem diferentes, mas completamente marcantes. 

O despertar de um homem, em seu início,  Leonardo é um garoto que se muda de cidade com sua mãe, após ela abandonar seu ex e recomeçar uma nova vida. Em seis meses, Tobias muda da água para o vinho. Sempre arranjando problemas na escola e sempre que sua mãe é chamada para ir falar com o diretor, ao chegarem em casa, Tobias fica esperando ela acordar de seu cochilo raivoso e decepcionada, só pode né, para ela dormir assim. 

Caroline conhece Dwight e pensa ser bom para ela e o filho. Visto as pequenas atitudes de fora, dá para notar que esse homem tem problemas de temperamento. E outra, talvez por ser naquela época, homens desse porte pareciam atraente, mas achei ele falso demais desde o inicio. E quando Caroline ganha a competição de tiro ao Peru, meu amigo, já sabia que Dwight não gostou nenhum pouco. Para começar, desde a inscrição dela na competição, acredito que se fossem casados, ele não teria permitido que ela participasse. Que homem gostaria que uma mulher lhe humilhasse em uma competição que se acha o melhor? Foi o que senti dele desde que ela se inscreveu e após ela vencer e ele dando desculpas sobre falhas em sua arma. 

Pelo trailer ou sinopse, sabemos que Caroline e Dwight se casam. Então, acredito que os problemas começam a partir daí.  

Não nego que o filme foi intenso e senti muita raiva de Dwight, provando o excelente trabalho de De Niro. E olha só quem fez uma pequena participação aqui? Tobey Maguire.

Pelo fato de Dwight ter três filhos, mas só sentir prazer em humilhar Tobias, presumimos então que seja porque ele não seja seu filho biológico. Também se vê pelo desprezo no jovem, quando Dwight constantemente menciona o pai rico de Tobias e o irmão que foi com ele, deixando o jovem para trás, provavelmente porque sabia que este, não tinha futuro. Imagino que Dwight então, ou queria provar que era um bom pai ao transformar Tobias em alguém melhor na vida ou só queria descontar suas frustrações em alguém que não compartilhava o mesmo DNA. 

Só achei que o título não combinou muito com a história. Por ser o despertar de um homem, pensei que Tobias tomaria alguma decisão drástica depois dos abusos ou, que Dwight fosse violento com Caroline também, aí, vendo a mãe apanhando, ele mataria ou pelo menos feriria Dwight gravemente. Sendo menor de idade, e sendo julgado como legítima defesa, Tobias ficaria livre e quando crescesse se tornaria o escritor da história. Pois, o filme foi inspirado na vida real de Tobias Wolff, mas como virou escritor, imaginei que não teria matado ninguém. O que deu a entender que faria algo do tipo, pois quando passava uma notícia na TV sobre um caso parecido, tenho certeza que Tobias pensou o mesmo que eu. Mas enfim, a jornada dele acabou sendo outra, não desmerecendo sua história claro. Nos anos 50, cidade pequena, rebelde, pulando de cidade em cidade, não é fácil para ninguém. Menos mal que o abuso não fosse outro e que ninguém morreu.

As atuações de Leonardo foram mais uma vez incríveis, para tão pouca idade e sim, acabei indo atrás da curiosidade que havia visto no shorts e que me sirva de lição, nada é confiável nos shorts. A situação do tapa não teve nada a ver com o que foi falado no shorts, a verdade é que houve tapa sim, mas durante a gravação de uma cena, da mostarda, onde Dwight agride Tobias e ali, para dar mais ênfase ao drama, De Niro improvisou os tapas reais, causando mais realismo na atuação de Leonardo, que embora pego de surpresa, seguiu atuando deixando a cena mais dramática. Aprendam comigo, nem tudo é real nos shorts.

Conclusão, foi uma história triste por ser real mas que no final tudo ficou bem. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Divagando quando ACONTECEU NAQUELA NOITE - Divagando Sempre

 

Olá Divosos clássicos. Hoje trago essa obra prima incrivelmente antiga e muito divertida. 






A HISTÓRIA 

Ellie Andrews, uma socialite controlada por seu pai, decide fugir para se encontrar com o homem que ama em Nova York, pois seu pai não aceita esse relacionamento, pois acredita que o homem está com a filha pelo dinheiro. Em um ônibus acaba viajando ao lado de um jornalista, que ao descobrir quem ela é, decide ajudá-la em troca de uma história. Peter Warne é um jornalista que foi demitido e para recuperar seu trabalho com honras, acredita que a história de Ellie, seja um furo perfeito. No entanto, no início, os dois se estranham, pois Ellie não quer a ajuda de Peter, achando que ele tem segundas intenções. Porém, Peter a acaba ajudando por ela sempre se meter em confusões e achar sua personalidade interessante. 

Devido a tantos acontecimentos inesperados, Ellie e Peter passam momentos difíceis juntos, mas um dependendo do outro. Porém, tendo certeza de que Ellie fez sua escolha e acreditando que não seja digno dela, Peter a deixa para ela ir ao encontro do homem que ama. Mas, ao conseguir que seu pai finalmente aceite seu noivo, ela percebe que não o ama mais. 








Ano de lançamento 1934

Duração 1h 45m

Direção Frank Capra

Elenco Clark Gable, Claudette Colbert



Trailer 





Minhas divagações 

Esse deve ser o filme mais antigo que já vi. 1934? Em preto e branco ainda. Sorte ter encontrado legendado. Um verdadeiro achado. Fora que só tive conhecimento desse filme, por uma curiosidade que vi sobre Clark Gable que venceu o Oscar de melhor ator com esse filme. Dizia que no fim da premiação, um garotinho o viu com a estatueta admirado e Gable lhe deu dizendo que o importante era ganhá-la não possuí-la. Achei interessante e quis conferir o filme. Eu já o tinha visto em E o vento levou, mas muitos anos atrás, de madrugada, então não me lembro muito do filme. Mas é um clássico que pretendo rever. Ainda mais por ter amado Clark Gable. 

Aconteceu naquela noite, é o tipo de comédia romântica que se vê muito nos dias de hoje, o famoso enemies to lovers. O casal que a primeira vista se odeiam mas devido a circunstâncias inesperadas, acabam convivendo juntos e se apaixonando. De início, Ellie se mantinha fiel ao seu amado, mas depois de tantos momentos juntos e sendo salva e cuidada por Peter, era questão de tempo mesmo para ela acabar se apaixonando por ele. E o mais engraçado é no final, seu pai, que não gostava do pretendente da filha, apoiou sua decisão se fosse querer ficar com Peter, pois para ele, acabou sendo um bom homem, com princípios e digno da filha. 

De início tive dificuldade de acompanhar o filme, porque os diálogos eram rápidos, com sotaque e quase não conseguia ler as legendas. Mas depois fui me acostumando e inesperadamente amei o filme. Melhor que muitos romances atuais. Achei o roteiro leve, divertido e não fiquei procurando saber motivos disso ou daquilo. Tudo fluiu satisfatoriamente. Peter foi um verdadeiro cavalheiro do início ao fim. Muito divertido quando dormiam nos quartos de hotéis, onde ele separava as camas com uma corda e um lençol, dividindo os lados. Me lembrou doramas coreanos onde o casal precisa passar a noite juntos mas de modo respeitoso como do filme. 

A parte mais divertida foi quando pediam carona e Ellie mostrou como se fazia, embora tenham pego carona com um ladrão. Desde essa época mostrando que não é seguro pedir carona. Ellie é uma personagem de várias facetas. Mimada de início, independente até conhecer Peter, desprotegida após conhecê-lo e claramente apaixonada com o tempo. Peter parecia ser o tipo mulherengo aproveitador, mas foi um verdadeiro cavalheiro, embora parecesse que seu único interesse seria entregar Ellie ao pai pela recompensa. Mas tudo não passava de fachada quando na verdade, ele também havia se apaixonado por ela. 

Para mim, filmes antigos são belíssimos pela estrutura da época, pois não havia tecnologia como hoje em dia, a beleza tinha outros padrões, o galã, emanava uma aura de cavalheiro. Não gosto de cigarro, mas até o modo como Peter acendia o seu, era de uma elegância sublime. O fato de ter visto em preto e branco não atrapalhou em nada, apenas o som que achei um pouco estourado. As diferencas de atuação da época também são diferentes, mas achei fascinante. 

Embora o final tenha sido satisfatório, ainda assim me pergunto se Peter não a tivesse deixado e aceitado seu amor de primeira e fugido juntos, qual teria sido o impacto dessa decisão? Embora, do jeito que terminou foi melhor pois o pai de Ellie acabou conhecendo Peter e vendo seu caráter. Que era completamente diferente do outro, apesar que no início Peter pode ter parecido mais interessado em Ellie apenas por uma história. Porém, vimos também que Ellie se apaixonava facilmente por aqueles que lhe salvavam, uma vez que aconteceu isso com Westley, por quem se apaixonou quando fugia dos seguranças de seu pai e entrou no carro do sujeito. Embora, com Peter a situação tenha sido diferente, pois se encontraram no ônibus disputando um lugar onde Peter havia lutado por ele. 

E, ela só continua com ele pois quando Peter descobre que seu pai a procura, ele faz um trato de não a entregar em troca de uma história exclusiva. Coisa que no final ele tenta fazer mesmo, escrever sobre Ellie uma vez que acredita que ela não o mereça, embora ela tenha se declarado para ele. Aqui que fiquei confusa com as atitudes de Peter. Pensei que ele tentaria falar com o pai dela para ficarem juntos, depois achei que a estava traindo entregando sua história no jornal, e apesar de ser óbvio que ele também a amava, como era discreto e um cavalheiro, até eu duvidei disso, até o pai de Ellie o forçar a admitir seus sentimentos. Sabendo da verdade, pensei que ele fosse cancelar o casamento, ou que na hora do sim, Peter fosse aparecer e levar a noiva, mas seu pai deixou que ela levasse tudo adiante, até contar sobre Peter enquanto a levava ao altar. Por mais que pensei em outras conclusões, essa de qualquer forma, foi divertida e satisfatória.

No mais, achei divertido, romântico e cheio de aventuras. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Divagando sobre os atos de Miss Meadows/A justiceira - Divagando Sempre

 

Olá Divosos maravilhosos. Hoje trago esse filme que senti diversas coisas enquanto assistia, mas nada é mais satisfatório do que uma justiceira como a Senhorita Meadows. 






A HISTÓRIA 

Senhorita Meadows é uma professora substituta de escola primária que em sua nova cidade, mora sozinha e gosta de caminhar pelo bairro com um livro e com seus sapatos de sapateado. Ela nunca sai de casa sem sua bolsinha, onde contém um item essencial. Certo dia, parada na rua salvando um sapinho, o Xerife da cidade a encontra e acaba se apaixonando por ela. 

Após a morte da professora da turma que Meadows substitui, ela leva as crianças ao parque para soltar balões com cartões para a antiga professora. Lá, ela entra em uma lanchonete para comprar cachorros quentes para as criancas e vê que o local foi invadido por um assaltante que matou todos no local. Sendo ameaçada, ela atira nele. O Xerife passa a investigar sobre o ocorrido e seu colega comenta sobre uma mulher que mata bandidos em algumas cidades, sendo chamada de A justiceira e lhe mostra um retratado falado que ao vê-lo, ele desconfia de Meadows. Nesse mesmo dia, ela também conhece um homem passeando com seu cschorro e ela desconfia dele. Pedindo ao Xerife para investigá-lo, descobre que o homem é um ex-presidiário. Tudo sai do controle depois que Meadows mata mais uma pessoa e no casamento, o ex-presidiário sequestra uma de suas alunas. 









Ano de lançamento 2014

Duração 1h 28m

Direção Karen Leigh Hopkins

Elenco Katie Holmes, James Badge Dale



Trailer 





Minhas divagações 

Katie Holmes conheci na série Dawson's Creek e desde então, dificilmente vi outros trabalhos seus. Sabia dela mais por ter se casado com Tom Cruise. Como atriz, embora só me lembre do seriado, pelo menos nesse filme, Miss Meadows, achei ela incrível. Pois me transmitiu vários sentimentos diversos. Confesso que não sabia o que esperar da história, pois a maior parte do tempo, achei tudo esquisito na verdade. Tomei conhecimento do filme obviamente por um shorts do YouTube, da cena inicial onde ela anda pelo bairro, lendo e sapateando quando um homem a aborda e a manda entrar no carro, lhe apontando uma arma. Ela é mais rápida e atira nele. Achei essa parte interessante mas não sabia que já era o início do filme. 

Fazia pouco tempo que Meadows estava na cidade, ela conversava eventualmente com sua vizinha que a achava ingênua demais, principalmente pelo seu jeitinho inocente e infantil de falar. Seus alunos passaram a gostar dele, principalmente uma garotinha que no início era hostil, pois gostava da antiga professora. Mas no final, viu um segredo de Meadows e se tornou uma grande amiga. Tem a mãe, que Meadows liga para ela diariamente para lhe contar como foi seu dia. Infelizmente peguei um spoiler sobre esse plot, mas ainda assim, fiquei chocada quando a história se desenrolou. E claro, temos o Xerife, que mesmo sabendo as coisas que Meadows fez, quis continuar com ela mas se ela desistisse de continuar o que fazia. 

O plot para o final da missão de Meadows foi até interessante, mas como o filme é curtinho, quase 90 minutos, achei que foi tudo muito rápido, por isso fiquei com a sensação de tudo ser esquisito demais. Embora tenha coerência, como início, meio e fim, algumas coisas deixou a cargo de nossa interpretação. Meadows é claramente uma personagem afetada por um trauma na infância que desencadeou quem ela se tornou na vida adulta. Mas, pelo caminho que ela percorria, por que só agora fixar residência e se casar? E logo com o Xerife da cidade? Ela estava cansada do que estava fazendo? Acredito que sim, pois a achei muito descuidada no modo como executava suas ações. Me admira não ter sido pega antes. Primeiro, na sua primeira vítima, em plena luz do dia, ninguém ouviu o tiro? Na lanchonete uma menina a viu pela janela e na igreja o ex-presidiário a viu. 

Falando nele, se Meadows não tivesse ido a sua casa, será que ele teria tido interesse nela? Interesse nas crianças? Foi ela quem procurou provocar primeiro o homem? E se na casa dele ela simplesmente não tivesse atirado primeiro? Ninguém sabia que ela tinha ido até lá ou e se ele decidisse fazer algo com ela, justamente porque ninguém sabia que ela estava lá. Provavelmente se fosse assim, teria que ter outra pessoa para encerrar o caso dos assassinatos já que as balas provaram que os casos vinham de uma mesma arma e a solução que o Xerife encontrou, salvava Meadows e ele, por acabar sendo cúmplice, já que sabia sobre ela, de serem presos. 

Claro que eu queria mais desenvolvimento sobre os atos de Meadows. Embora ela fosse uma assassina, não me parecia tão profissional, mas o equilíbrio entre a professora amorosa e a assassina de sangue frio, foi um excelente trabalho de Katie. Mas ainda assim terminei com aquela sensação de estranheza mesmo que tenha achado o filme bom. Os maus foram punidos, os bons viveram felizes e o casal mais estranho que já vi, continuaram juntos. Mas fica a pergunta, no final, Meadows continuou com sua vigilância? Já que continuava a fazer suas caminhadas com seu sapatinho de sapateado e com sua bolsinha, que achei um pouco maior que a anterior. 

Mas de todos os homens nojentos que ela encontrou pelo caminho, nenhum supera o caso do padre. Que infelizmente não é um caso fictício e acontece muito por aí. O que nos faz questionar, que nenhum homem é tão confiável assim, mesmo aqueles que dizem servir a casa de Deus. O que abala ainda mais na crença em Deus e na religiao. De qualquer forma, aqui foi punido justamente. Mas me questiono se Meadows não seria associada ao caso de qualquer forma, já que a vítima do padre a viu. O que aconteceu com ela? Se bem que, o foco da história sempre foi Meadows, talvez por isso, outras questões não foram tão importantes. 

Enfim, queria muito ver esse filme, infelizmente só achei dublado em português, mas, não foi ruim.


Nota pessoal 8/10

Dica de Destaque

Resenhando Divagações sobre Noiva de Ali Hazelwood no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Trago pela primeira vez algo da autora Ali Hazelwood e que, seria perfeito se não tivesse tanto hot. CONTANDO A ...