Olá Divosos dorameiros. Esse filme vai mexer com a sua cabeça.
A HISTÓRIA
An-Na, uma pesquisadora de IA, acorda para mais um dia normal de sua vida, quando seu filho pequeno de 6 anos, Ja-In, comenta que lá fora formou um piscinão. An-Na mora em um complexo de apartamentos de 30 andares e ainda sonolenta não entende o que o filho quer dizer, até que sente a água invadindo seu apartamento. Ela então recebe uma ligação de um agente lhe informando que ela e seu filho serão resgatados e ela terá que subir até o telhado, onde um helicóptero os levará. Mas para conseguir subir, An-Na enfrentará o pânico dos outros moradores que também querem se refugiar no telhado além de ocasionais tsunamis que acabam se formando. É em um deles que ela é salva por Hee-Jo, um agente que deve ajudá-la a chegar ao telhado. Ele explica a origem da inundação e qual a missão de An-Na, pois a salvação da humanidade depende dela e do projeto na qual trabalha. Mas assim que ela chega ao telhado, descobre que somente ela sairá dali viva. Antes de completar sua missão, um incidente acontece e ela perde os sentidos. An-Na acorda então, momentos antes da inundação e passa a viver esse ciclo milhares de vezes, até compreender seu significado.
Ano de lançamento 2025
Duração 1h 48m
Direção Kim Byung-Woo
Elenco Kim Da-Mi, Park Hae-So, Kwon Eun-Seong, Jeon Hye-Jin
Trailer
Minhas divagações
Quando comecei a assistir, passei por uma ansiedade terrível de ver An-Na tentando fugir da inundação. Como sempre, li a Sinopse por cima e na minha cabeça a história seguiria para um caminho mais simples. Que mãe e filho lutariam para sobreviver a inundação, que quando vi a magnitude dela, achei surreal e não era uma inundação qualquer. Aparentemente era algo global. Quando o agente Hee-Jo aparece para escoltá-la, ele parecia mais um bandido do que agente. Mas, conforme fui assistindo e entendendo suas explicações para a inundação e quais os planos para salvar a humanidade, me questionava a própria humanidade de Hee-Jo. Ele contou sua história de vida, o trauma que viveu e por esse motivo se tornou essa pessoa que é hoje. Achei muito conveniente sua história e suspeitei que ele seria o experimento na qual a empresa de An-Na trabalhava. Mas ainda não fazia sentido principalmente partindo de flashbacks das memórias de An-Na.
Então vem o baque inicial, quando acompanhamos An-Na acordando novamente e vivendo aquele mesmo dia até morrer e começar tudo de novo. Então nos perguntamos, todas as vidas eram simulações? Qual o propósito? No entanto, Ja-In desaparece todas as vezes e An-Na passa a procurá-lo desesperadamente quando começa a ter flashes das outras vezes em que acordou. Até descobrir em seu celular todos os desenhos que Ja-In deixou para ela. Ao compreender o que se passava, ela muda o foco e os meios de como encontrar o filho, já que em sua memória, ela o teria abandonado da primeira vez.
Demorei para ver o filme porque primeiro, nem sabia que era coreano, depois porque achei que fosse mais um daqueles sobre inundação americana. Quando existe um loop temporal e não esperávamos por isso, pode ser um pouco confuso no início, principalmente até os envolvidos perceber o que está acontecendo e encontrar um meio de sair dele. Ao que parece, An-Na viveu anos nesse loop, até a conclusão do experimento. A essa altura, já entendemos que é isso, não é nenhum spoiler, porém, como se chegou a esse momento e tudo o que ela passou durante esse loop, foi algo que eu não esperava. Pensei que ela estava apenas no automático procurando o filho.
Não gosto de IA nem dessas histórias de transferências de consciências e tals. Pelo menos nos filmes, nunca tem um final feliz. E não sei se salvar a humanidade dessa forma teria algum sentido prático realmente. Vi vários vídeos com o título explicando o final da grande inundação. As pessoas gostam de fazer esse tipo de vídeo explicando todo final de algum filme né. Aqui pelo menos achei bem compreensível o final e o esperado apesar de tudo.
Os efeitos visuais são magníficos. O enredo não achei nada surpreendente, mas foi interessante ver como An-Na mudava seu foco para salvar seu filho. Confesso que no início, achei Ja-In uma criança insuportável e mimada. Mas depois ele se tornou incrível, principalmente naquele final. O fato dele querer que sua mãe visse seus desenhos, ele poderia ter pedido de uma forma menos chata, dando alguma explicação ou informação que chamasse a atenção da mãe. Mas claro, se ela visse desde o início, não entenderia ou não teria história.
Vi um comentário que achei hilário quando uma pessoa disse que até que os coreanos sabem fazer drama. É porque essa pessoa não conhece os doramas coreanos. Esse filme foi de longe a história mais dramática que fizeram. E afirmo mais uma vez, que minha ansiedade de ver a An-Na fugindo da água subindo com o filho nas costas, foi nas alturas. Embora Hee-Jo parecesse um criminoso, ele também parecia uma vítima dos acontecimentos, onde ele só estava ali para cumprir seu trabalho, até An-Na compreender o que se passava e lhe contar o que lembrava. Apesar de tudo, gostei dele. Achei mesmo que as pessoas não gostaram muito do filme porque não vi muita gente falando sobre, por isso demorei para ver também. Como grande fã das obras coreanas, eu gostei bastante da história. Acabou sendo bem mais complexa do que parecia e vemos uma mulher, a beira do fim do mundo, com foco apenas nela e em seu filho, mudar ao longo de suas milhares de tentativas em encontrar o filho. Cada despertar foi mudando seu objetivo e seu modo de sentir as coisas em relação às pessoas ao seu redor. Ela não era a heroína direta da história, mas conforme suas decisões, ela acaba se tornando uma.
Cada pessoa que ela encontrava e negava ajuda no início, no decorrer de suas vidas repetidas, ela passa a ajudar e assim mudando seu futuro. Lembrando que como era um projeto, toda ação teria um sentido depois, um tipo de retribuição ou recompensa para a jornada de An-Na. Porém, é de explodir a cabeça se for pensar o que ou quem eram todas as pessoas que An-Na encontrou no caminho. O que aconteceu com elas? Eram reais?
No mais, recomendo. Vale a pena.
Nota pessoal 10/10








































