quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Ghost Town: um espírito atrás de mim - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme que não sei porque foi parar na minha lista mas foi divertido até. 






A HISTÓRIA 

O dentista Dr. Pincus, passa por um procedimento de colonoscopia e pede por anestesia geral. Porém, ele acaba tendo uma parada cardíaca morrendo por 7 minutos. Agora, ele passa a ver os mortos e estes, sabendo que ele pode vê-los, passam a seguí-lo tentando fazer com que ele resolva seus assuntos inacabados e assim partir para a luz. Porém, Pincus é um homem solitário e rabugento que tenta evitar esses fantasmas a todo custo. Mas um em particular é extremamente persistente e garante que se Pincus o ajudar, mandará todos os outros se afastarem dele. Com apenas um deles para lidar, Pincus considera ajudá-lo. 

Frank morreu em um acidente deixando sua esposa Gwen. Após um ano de seu falecimento, agora ela está com outro homem e pretende se casar novamente. Acontece que Frank não acha o homem adequado e acredita que este está tentando dar um golpe na ex esposa. Assim, ele tem a ideia de Pincus se aproximar de Gwen e fazê-la desistir de se casar com o outro homem e assim Frank pode ir para a luz. No entanto, Pincus acaba se apaixonando por Gwen e descobre que o que mantém Frank aqui ainda é a própria Gwen. 







Ano de lançamento 2008

Duração 1h 42m

Direção David Koepp

Elenco Ricky Gervais, Téa Leoni, Greg Kinnear, Aasif Mandvi



Trailer 





Minhas divagações 

Não faço ideia do motivo de ter colocado esse filme na minha lista. Vi em um shorts no YouTube mas não lembro a cena. Me pareceu interessante pelo fato de Pincus ver os fantasmas, mas, confesso que esse tema é bem batido na verdade. Me lembrou um filme antigo do Robert Downey Jr que era perseguido por quatro fantasmas que queriam que ele resolvesse seus assuntos inacabados. Mas diferente daqui, Robert levou anos para entender o que precisava fazer. Pincus apenas não queria se envolver. 

Desde o inicio vemos que Frank é um golpista e ainda por cima traía a esposa. Sua morte deixou marcas em Gwen porque só assim ela descobriu sua traição. Vivendo preso ainda no plano terreno, quando ele percebe que outro ser humano pode vê-lo, ele tenta convencer Pincus a ajudá-lo. Porém, não é só Frank que precisa de ajuda, muitos outros ficam colados em Pincus esperando uma chance de resolver também seus assuntos pendentes. Mas Pincus vai demorar para ceder seu tempo em ajudar alguém. 

Apesar da trama parecer dramática, achei mais cômica do que qualquer outra coisa. Primeiro, o exame que Pincus foi fazer, já começa de modo hilário quando ele vai preencher sua ficha, eram perguntas que faziam sentido. Depois ele recebe alta mas ninguém teve a capacidade de lhe informar que teve uma parada cardíaca durante o procedimento. Depois que ele começa a ver os fantasmas, sua vida muda um pouco. Querendo ou não, ele acaba tendo mais contato social, mesmo que seja por causa dos fantasmas. E, embora o caso de Frank parecesse uma coisa, no final era outra. 

No mais, foi interessante ver as mudanças de Pincus. Gosto quando o personagem tem um crescimento significativo e ele acaba vendo que a vida e as pessoas podem ter muito mais a oferecer do que apenas histórias chatas para contar. No entanto, não é um filme excepcional ou inesquecível. Mas foi divertido em determinados momentos. Apesar que me identifiquei muito com Pincus. 

Embora ele tivesse um sócio no consultório odontológico, ele evitava ao máximo contato social. Mesmo com seus pacientes ele evitava manter conversas, embora uma paciente em particular, embora falasse e falasse e Pincus nunca prestou atenção, sua história acabou sendo triste, mas o modo como Pincus acabou ajudando, foi lindo. 

Ver como as vezes nos afastamos das pessoas nos isolando, é meio deprimente, mas muitos acabam assim pelas experiências tristes e traumáticas que passamos ao longo da vida. Foi o que houve com Pincus. Embora tenha conhecido uma mulher fantastica, alem de ser viuva de um homem que não saía do seu pé, ainda estava para casar com outro, que não era de todo ruim, mas com certeza ela merecia algo melhor. 

Só acho que de tantos espíritos que o perseguiram no início, enquanto havia decidido ajudar alguns, poderia ter sido um número maior com algumas dificuldades ou fatos emocionantes, para vermos como Pincus havia mudado depois de vê-los. E conhecendo suas histórias, ele poderia valorizar mais seu tempo enquanto ainda estava vivo, pois vendo o sofrimento daqueles que perderam alguém que amava, ele se tornasse mais empático e humano. 

Mas fora isso, teve seus momentos divertidos. Acho que Frank e Gwen poderiam ter sido mais trabalhados em suas histórias, para ter um peso maior no pedido de ajuda de Frank. A forma como ele morreu e ainda mostrando que estava traindo a esposa, não fez muito sentido ele querer salvá-la de um possível golpista, sendo que ele foi bem pior com ela. Acho que poderiam ter tido uma história melhor, sem a traição e ela de fato estivesse com alguém mal. Se bem que, com apenas um ano de luto, só alguém traída já se casaria com outro. Ou, Frank poderia ainda estar preso no plano terreno porque ela o amava e não conseguia deixá-lo ir, assim, Frank tentaria encontrar alguém decente para ela. Mas aí sou eu indo além como sempre. Dificultando o que é mais simples. 

Nota pessoal 7/10

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

[Review] Ponte para Terabitia - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Essa história marcante é de destruir qualquer um. 






A HISTÓRIA 

Jesse é um estudante da quinta série, que mora com seus pais e mais quatro irmãs. Ainda divide o quarto com May Belle e vão juntos a mesma escola. Jesse precisa fugir da valentona da escola Janice enquanto é atormentado pelos colegas de sala Hoager e Fulcher. Um dia, chega uma aluna nova que acaba sendo vizinha de Jesse. Após um desentendimento inicial onde Leslie ganha uma corrida entre todos os garotos, ela e Jesse se tornam amigos. 

Todos os dias após as aulas, Jesse e Leslie saem para brincar juntos e encontram um local perfeito para suas imaginações. Eles encontram uma casa na árvore abandonada e a reformam, criando seu local seguro, que chamam de Terabitia. Nesse local eles enfrentam inimigos poderosos como trolls gigantes ou pássaros enormes que querem destruí-los. 

Jesse passa um dia com a familia de Leslie e Leslie vai a igreja um dia com Jesse e sua familia. Uma professora nova chega na escola e um dia convida Jesse para ir ao museu com ela. Em um momento de egoísmo, ele nem pensa em Leslie e se diverte com a professora no museu. Mas ao chegar em casa, recebe a pior notícia de sua vida. 











Ano de lançamento 2007

Duração 1h 36m

Direção Gábor Csupó

Elenco Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb, Bailee Madson, Robert Patrick, Kate S. Butler, Zooey Deschanel




Trailer 





Minhas divagações finais 

Como qualquer obra que eu tenha visto anos atrás, com certeza minha memória é muito falha. Não lembrava que a família de Jess, tinha tantos filhos. E as mais velhas eram muito folgadas e maltratavam o próprio irmão. Acho que ele era mais ligado a irmãzinha May Belle. A família de Jesse era tipicamente aquela que sofre problemas financeiros e tem um monte de filhos. E Jesse por ser o único menino, sofria mais nesse meio. As mais velhas eram insuportáveis e típica adolescentes que não servem para nada. Só sabiam perturbar o único irmão. Nem ajudavam a mãe com a casa e com as irmãs mais novas. 

Já Leslie vem de uma família que é o oposto. Seus pais tem trabalhos que podem fazer de casa, tem condições de vida melhores, mas só tinham a Leslie como filha. Porém, ela se sentia meio solitária as vezes e por isso talvez, dava asas a sua imaginação. Sua amizade com Jesse ajudou a ambos, ela por ter companhia e ele, por abrir sua mente e ver o mundo fantasioso que ela enxergava.

Apesar de seu pai parecer preferir May Belle, talvez porque não tinha como não preferí-la, de tão fofinha que ela era. Mas em determinados momentos, ele parecia se importar com Jesse e entender como é difícil para o filho ser o único menino no meio de tantas mulheres. Mas também havia momentos em que seu pai era rígido com ele, tanto que em alguns momentos, ele até tentou se afastar de Leslie pois achava que ela imaginava coisas demais. Mas, quando aconteceu a tragédia e seu pai foi consolar Jesse, não tinha como  segurar as lágrimas. Eu já vi uma vez, sabia que era triste e pelo andar da história, achei que não iria chorar tanto, mas me enganei. Me acabei de chorar. Principalmente pela negação de Jesse. Mas, na escola quando os meninos continuam o perturbando e ele dá um soco em um deles, a gente comemora demais, pena que ele não teve essa atitude antes. No entanto, quando a professora o chama para ir para fora da sala, pensei que ela fosse brigar com ele, mas apesar de sua postura parecer não se importar com os alunos, ela desabafou também sua perda para ele. Falando em professora, muito triste quando Jesse diz a Sra. Edmunds, que da próxima vez eles devem convidar Leslie também.  Claramente ele se sentia culpado por isso e por não ter estado com ela naquele dia em que foi sozinha para Terabitia.

Leslie tinha conseguido dobrar a valentona Janice, quando ela e Jesse lhe pregaram uma peça a envergonhando na frente da escola. Desde então ela não perturbava mais ninguém. Meio hilário até vê-la se sentando ao seu lado no ônibus escolar quando ela própria monopolizava os bancos do fundo. 

O início achei meio problemático pelo ambiente familiar de Jesse. Talvez por sabermos que ele seria o protagonista, ficamos do seu lado, mas será que tem alguém que gostou das suas irmãs mais velhas? Fora que a distância da mãe com ele, é compreensível pela sua carga de trabalho. Por isso talvez coube a seu pai tentar ensiná-lo a ter mais responsabilidades. E quem não viu em seu pai aquele policial maligno do filme Exterminador do futuro 2? Por isso achei que ele tinha cara de mau. 

E para deixar a história mais triste ainda, o filme é adaptação do livro que a mãe do roteirista escreveu para ele quando ele era criança e perdeu sua melhor amiga. Para ajudar no luto, sua mãe escreveu essa história. O que deixa o filme mais marcante ainda. E apesar de ser dos anos 2000, nessa época ainda faziam ótimos filmes. 

No livro, as condições financeiras da família do Jesse pareciam piores do que no filme. Suas irmãs mais velhas, apesar de entendermos a adolescência, ainda assim, por serem pobres, as meninas eram muito mimadas, insuportáveis e irresponsáveis. No livro elas eram mais odiáveis ainda. Teve bastante mudanças entre filme e livro, mas a essência mesmo está ali. Porém, não sei porque, mas no filme parece ser mais triste a ponto de nos fazer chorar. Não tive essa necessidade ao ler o livro. Mas isso não quer dizer que não seja triste. 


Nota pessoal 10/10


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Snoopy apresenta: A inigualável Marcie - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago esse curta animado da Marcie. Personagem que sempre esteve ali do lado da Patty Pimentinha e merecia um destaque também. 






A HISTÓRIA 

Enquanto Marcie acompanha Patty Pimentinha em um campeonato de golfe da escola, ela a ajuda a ir para as finais com seus ótimos conselhos. Ela ainda vê algumas dificuldades que os alunos passam na escola e tenta arrumar um jeito de ajudar todos, porém, sem ninguém saber. Era o que ela achava, pois durante a votação da escola para o próximo presidente estudantil, sem nem mesmo ela ter se candidatado, Marcie acaba sendo eleita a nova presidente, pois todos sabiam o que ela vinha fazendo para ajudar. Porém, apesar de querer ajudar a todos, Marcie é introvertida demais para falar em público e acaba surtando e fugindo diante dessa perspectiva, de ter de fazer um grande discurso de posse. Assim, ela se esconde em sua casa e acaba deixando Patty Pimentinha sozinha durante a final de golfe, onde claramente ela estava perdendo o campeonamento. 










Ano de lançamento 2023

Duração 40m

Direção Raymond S. Percy



Trailer 





Minhas divagações 

Da turminha do Peanuts, meu personagem preferido sempre será o Charlie Brown. Mas a Marcie sempre me cativou por sua personalidade inteligente, por sempre estar mais na dela e principalmente por aguentar as loucuras da Patty Pimentinha. Amei esse curta por mostrar um pouco mais sobre a Marcie. 

Patty Pimentinha está participando de um campeonato de golfe da escola. A pergunta é: o que o Snoopy está fazendo ali nas finais, se nem estudante ele é. Mais um dos mistérios que envolvem esse cachorro. Mas enfim, por mais que pareça que a Patty esteja levando vantagem em cima da Marcie, pois ela só consegue chegar nas finais, porque a Marcie lhe dá ótimas dicas de como jogar, Patty reconhece o mérito da amiga. E mesmo o foco não sendo nosso querido Charlie Brown, ele aparece e Marcie lhe pede conselhos. E sem querer, ele diz algo que ilumina a mente da Marcie e acaba lhe ajudando, fazendo com que ele se sinta bem por isso. Gosto quando ele faz algo e dá certo, mesmo sem querer. 

Marcie é prestativa e gosta de ajudar os outros, mas é muito tímida. Ela não se sente bem no meio da multidão. Nisso, ela me representa totalmente. O fato dela ajudar com alguns problemas da escola, foi só por isso mesmo, para ajudar, pois ela já tinha dito para a Patty, que tinha sugerido que Marcie poderia se candidatar a presidência da escola, mas Marcie garantiu que não é isso o que ela quer. Tanto que quando ela ganhou sem nem mesmo ter participado, ela entra em pânico diante da perspectiva de falar em público e se esconde em sua casa. 

Enquanto Marcie não chega para ajudar Patty Pimentinha no golfe, Charlie Brown está no seu lugar, claramente ele não entende nada de golfe e claramente Patty está perdendo o campeonato. Mas, Marcie acaba aparecendo e consegue resolver sua questão sobre falar em público. Apesar de ter sido breve a sua presidência, pelo menos ela conseguiu falar em público e ainda se expressar. E sem saber, ela ainda tinha uma fã que se identificava com ela e a admirava. 

Foi uma historinha curta mas foi divertida e fofinha. As histórias dessa turminha sempre foram cheias de significados e reflexões, mas também com momentos engraçados e divertidos. A estética do desenho mudou bastante ao longo dos anos, mas é o que acontece com a maioria dos desenhos antigos e não tem como negar que está linda. 

Vendo os mais antigos, percebemos até a mudança no áudio. A estética do desenho nos antigos, era bem diferente por parecer mesmo tirado das tirinhas dos jornais. Eram imperfeitas porque seu criador passou por um problema de saúde e seus traços eram tremidos e ele usou isso em seu favor, deixando sua marca inconfundível. 

Geralmente os episódios são focados nos medos e anseios do Charlie Brown. Quando alguém desabafa com ele, ele mesmo diz que não é a melhor pessoa do mundo para dar conselhos, uma vez que sua vida é cheia de desastres. No entanto, ao contrário de quando é ele quem pede ajuda, ele consegue dar ótimos conselhos mesmo sem querer. É assim que ele ajuda a Marcie. A diferença da Marcie, é que ela é apenas introvertida. Ela se sente confortável em estar sozinha ou apenas com poucos amigos. Tanto que no final termina com ela sorridente no pátio da escola vendo todos conversando ou estando com alguém, mas ela permanece sentada sozinha porém feliz. 

Nas histórias anteriores, a Marcie parecia mais inteligente porém um pouco atrapalhada. Mas, ninguém supera a Patty Pimentinha. Essa dupla dava um ótimo equilíbrio. Assim como Charlie Brown e Linus. Linus parece mais centrado, maduro, mas quando se trata de seu cobertor, essa aparência cai por terra. Conhecer mais a Marcie foi importante. Demorou até para fazerem um especial desse tipo. Embora ache que se desse mais tempo de tela para outros personagens, também seria interessante. 


Nota pessoal 10/10

domingo, 11 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] A Garota das sapatilhas brancas - Divagando Sempre

 


Olá Divosos leitores. Hoje trago um livro que esperei muito para ler e foi... a maior decepção. 





A HISTÓRIA 

Em A garota das sapatilhas brancas, conta o lado de Daniel Lobos. A única pessoa que ao conhecer Melissa, uma garota mimada e preconceituosa, que só via o balé como prioridade na vida, enxergou nela muito mais do que ela aparentava e através de um acordo entre os dois, ele tentou lhe mostrar o que a vida e as pessoas tem a oferecer de bom. Por mais difícil que fosse acreditar, Melissa aceita o desafio com a certeza de que o garoto iria perder. Porém, ele foi o farol que salvou Melissa da escuridão e ela devolveu as cores ao seu mundo. Mas durante esse tempo, ele escondeu um segredo dela que poderia mudar tudo. Aqui, vemos o lado de Daniel, como descobriu sua doença, como conheceu Melissa e como lidou com tudo até o fim. A primeira versão sob o ponto de vista de Melissa se chama, O garoto do cachecol vermelho. 



Ano de publicação 2017

Páginas 182

Autor/a Ana Beatriz Brandão



Minhas divagações 

Vamos lá. Eu li O garoto do cachecol vermelho um tempo atrás, então, não me lembrava muito bem da história. Lembrava que era triste e por alguma razão eu tinha amado a história. Será que por ser pelo ponto de vista de Melissa, ela não foi tão insuportável? Me recuso a acreditar que eu amaria o livro se soubesse o quanto ela era insuportável. E não, não sinto a menor vontade de reler para confirmar. A garota das sapatilhas brancas foi uma leitura tremendamente cansativa. Daniel ainda é um personagem cativante, só aguentei terminar a leitura por ele. Não lembro como foi o modo de escrita do anterior, mas nesse, achei horrível por misturar a ordem cronológica, uma hora é o tempo presente, depois muda para tantos anos antes, depois horas antes, de repente é dias depois... sim, sou chata para isso. Prefiro seguir o tempo como ele é, ou talvez só peguei birra da escritora porque a história estava muito cansativa. 

A única coisa que amei, foi saber mais detalhes sobre a vida de Daniel. Como ele descobriu sua doença, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), como ele e sua família lidou com isso e como ele contaria para Melissa sobre isso. Como eu disse antes, não lembrava muita coisa do livro anterior, então se me perguntassem, recomendaria esse. Apesar de algumas críticas positivas sobre o livro que li, muitos concordam que não havia necessidade desse, pois quem lembra da história achou meio repetitivo. Concordo que não havia necessidade desse, pois acredito que o anterior terminou bem fechadinho, por isso a autora fez pela visão de Daniel. Por mais que na minha memória eu tivesse amado o livro anterior, nesse eu peguei um ódio tremendo da Melissa, que desfez todo meu encanto pelo garoto do cachecol vermelho. 

Nesse, a Melissa foi egoísta, cega e extremamente insuportável. As coisas que ela falava da amiga do Daniel, que até esqueci o nome, por ciúmes, era insuportável. Tantas coisas que eles passaram juntos, em nenhum momento senti que ela estava se apaixonando por ele. Porque como eu disse, a questão da escrita ficar embaralhando a ordem cronológica dos acontecimentos não colaborou muito para nos aproximar do casal. Uma hora eles estavam juntos, na outra estavam saindo a primeira vez, depois ela estava chorando a perda... gente, foi muito sem graça. Fora a repetição do nome da doença dele, já entendemos Ana Beatriz, que ele tem Esclerose, não precisava repetir tantas vezes. Não é como se poderíamos esquecer disso. 

No primeiro livro, puxando pela memória, não lembro de ter tido tantos conflitos, não imaginava que os amigos de Daniel eram contra ele ficar com Melissa. Mesmo que ela tenha passado por tantos problemas, não justifica sua personalidade tão detestável. Já vi personagens que passaram pelo pior e nem assim se tornaram tão odiável quanto ela. Se ela fosse só perfeccionista em querer ser uma bailarina e mimada, já bastava, colocar desculpas depois do porque ela ser assim, tornou ela ainda mais detestável. O único momento que gostei da parte dela, foi a história que a mãe dela contou de como perdeu o marido. A parte que mais odiei da Melissa, foi quando Daniel foi atrás dela para contar a verdade. E mesmo assim, sua reação foi a mais insuportável possível. Eu não tenho a capacidade do Daniel de perdoar. Tudo o que ela falou, mesmo sendo naquele momento entre choque e outras coisas, eu teria mandado ela seguir com a vida dela como ela queria e me esquecer. Jamais teria voltado para ela. Mas isso, só porque peguei ódio dela mesmo. Mas eu guardaria aquelas palavras no coração. Porque ele escondeu a verdade porque ele sabia como as pessoas o tratavam e ele não queria ser tratado assim nem que ela ficasse com ele por pena. Agora, falar as coisas que ela falou, pode até ter saído do clichê habitual, mas só me fez odiar ainda mais essa menina. 

Na verdade, esse volume foi cheio de problemas e se eu amava o garoto do cachecol vermelho, passou a ser o livro que jamais leria novamente. E a garota das sapatilhas brancas passou a ser a causa pelo meu desgosto dessa história. Esperei tanto para conseguir esse livro e foi a maior decepção da minha vida. 


Nota pessoal 4/10

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 71:into the fire (71:no meio do fogo) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse filme inspirado em uma triste história real, onde 71 estudantes soldados protegeram um local contra a invasão norte coreana, por 11 horas. 






A HISTÓRIA 

Em 1950, aconteceu a Guerra da Coreia entre as Coreias do Norte e Sul. Os sul coreanos juntaram toda a sua força militar para a região sul do Rio Nakdong para evitar uma invasão e forçando um comandante de uma unidade de defesa, confiar a 71 alunos soldados inexperientes a proteger a área de Pohang, abrigados em uma escola fundamental para meninas, contra um exército norte coreano fortemente armados, que avançam em sua direção. Os alunos soldados sem treinamento e com medo, só podem esperar pela chegada dos reforços enquanto tentam retardar os avanços dos Norte coreanos. Coisa que conseguiram por 11 horas até que o comandante Kang finalmente chegasse com reforços, embora conseguissem evitar o avanço dos inimigos, infelizmente o comandante chega tarde demais. 













Ano de lançamento 2010

Duração 2h

Direção John H. Lee

Elenco T.O.P, Cha Seung-Won, Kim Seung-Woo, Kwon Sang-Woo



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti esse filme a primeira vez, lá pelo ano de 2011, 2012 e tudo pelo T.O.P, que na época eu acompanhava K-pop e era muito fã de Big Bang, grupo que o T.O.P fez parte. Recentemente ele fez participação na série Round 6 e foi muito criticado principalmente por quem não o conhecia. Mas para quem já era fã dele, adorou sua participação. Seu personagem era de caráter totalmente duvidosa e eu esperava que ele fosse ficar mais tempo, gostaria de tê-lo visto mais para frente, só para ver como reagiria a certas ocasiões. Sua morte precoce foi ridícula, admito, mas sua atuação foi incrível. Enquanto no grupo, T.O.P tem uma voz maravilhosa e era o rapper. Geralmente aparentava ser tímido e ao mesmo tempo era bem engraçado. Mas do grupo eu era fã mesmo do Taeyang.

Enfim, voltando ao filme, quando assisti, talvez meu foco fosse mais no T.O.P, então não me lembrava muito da história. Me lembrava de uma cena que na época havia me deixado chocada, que era quando foram enterrar os corpos dos soldados mortos e uns garotos puxaram o corpo e o braço saía mostrando os vermes já nele. Vendo hoje, acho que já me acostumei com tantos filmes de guerra que não sei porque na época me senti mal. Porém, o que me chocou nesse e que eu havia esquecido, era que o T.O.P, fazia parte do grupo de estudantes soldados que ficaram incubidos de proteger um local dos Norte coreanos. Foram 71 soldados jovens, sem experiências e que não acreditavam que poderiam enfrentar de fato a morte de perto. 

O comandante Kang que já tinha visto T.O.P no campo de batalha, deixa ele como soldado experiente junto com mais dois, para comandar o grupo de estudantes. Tinha alguns que eram delinquentes presos por homicídio que se voluntariaram para a guerra. Vê-se claramente que T.O.P não se sentia confortável em liderar ninguém, ainda mais aquele grupo de desajustados. Tinha um que odiei quando chegou e obviamente quis enfrentar T.O.P. Eu fico falando T.O.P mas seu personagem se chamava Jang-Beom. Apesar das dificuldades, ele conseguiu ser um bom líder e junto com os outros, conseguiram segurar os Norte coreanos por 11 horas naquele local, até a chegada do comandante Kang, que só demorou porque não conseguia mais soldados para ajudá-los daquele lado. Sorte que um aliado americano lhe deu umas bombas e assim ele foi até a escola onde os alunos defendiam o local. Embora um pouco tarde, mas já era de se esperar que teríamos baixas nessa guerra. 

Minha lembrança do T.O.P nesse filme, era de que ele quase não falava. Mas ele falou sim e muito até. Seu crescimento na história foi incrível e de uma certa forma, ele era o protagonista da história. Fazer um filme de guerra não é fácil, ainda mais inspirado em caso real. O filme foi baseado principalmente nas cartas que encontraram de um dos soldados, que imagino que fosse o Jang-Beom, já que era ele quem sempre aparecia escrevendo cartas para sua mãe. Os detalhes enquanto aguardavam o retorno do comandante, as intrigas causadas pelos desajustados, suas impressões e medos, ele relatou tudo nas cartas. Porém, o depois, ficou a cargo do comandante provavelmente, já que quando chegou, o pior já havia passado. 

Um soldado que achei bem detestável no início, foi o Ko Gap-Jo. Típico jovem rebelde que confesso que cheguei a pensar que ele fosse atirar nos próprios companheiros. De tão idiota que ele parecia ser. No entanto, a guerra muda qualquer um e no final ele se redimiu, pelo menos comigo, terminando daquela forma junto com Jang-Beom. 

Também reconheci outro rosto, que já vi  outros filmes e doramas e olha, como vilão, ele é incrível. Estou falando do Cha Seung-Won. Seu papel como líder Norte coreano foi magnifico. Senti um ódio dele mas ao mesmo tempo admiração. Se ele não tivesse cismado com aquele local onde os estudantes estavam, nada daquilo teria acontecido. Fora que ele estar ali era um mero capricho dele, quando na verdade era para ter ido para outro lugar. Agora, quem não ficou satisfeito quando ele calou de vez aquele subordinado chato e insuportável. Pelo menos eu fiquei. Achei até que ele demorou para tomar essa atitude. Fora que ele subestimou os estudantes e não esperava que eles fossem ficar e proteger o local. Ele deu a opção dos estudantes rastearem a bandeira branca e fugirem, pois contava que eles eram jovens e inexperientes, jamais que fossem determinados a ficar e proteger o local. O que lhe custou muito na verdade. 

Guerra é e sempre será uma coisa estúpida feita por homens estúpidos. Forçando homens de família, filhos e nesse caso, jovens estudantes a caminhar para a morte, lutando por algo que nem foram eles que criaram enquanto os responsáveis ficam sentados em suas salas aguardando a vitória. 

No mais, apesar da história triste, filmes de guerra são sempre chocantes e marcantes. Se T.O.P tivesse investido mais nessa carreira, hoje estaria fazendo doramas até hoje. Não sei se esse foi o primeiro trabalho dele como ator, mas já aqui achei ele sensacional. Round 6 não deu muito certo, porque a segunda temporada já foi cheia de falhas. Vi gente comentando que T.O.P estava interpretando ele mesmo. Mas acho que confundiram ele com seus vídeos e o que ele é na vida real. Eu como fã, achei que ele interpretou muito bem seu papel, só teve uma morte ridícula. 

Porém, aqui, ele representou uma história real e inesquecível. Quem não chorou com o final quando o comandante finalmente chega? Recomendo ver. Vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] A grande inundação - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Esse filme vai mexer com a sua cabeça. 






A HISTÓRIA 

An-Na, uma pesquisadora de IA, acorda para mais um dia normal de sua vida, quando seu filho pequeno de 6 anos, Ja-In, comenta que lá fora formou um piscinão. An-Na mora em um complexo de apartamentos de 30 andares e ainda sonolenta não entende o que o filho quer dizer, até que sente a água invadindo seu apartamento. Ela então recebe uma ligação de um agente lhe informando que ela e seu filho serão resgatados e ela terá que subir até o telhado, onde um helicóptero os levará. Mas para conseguir subir, An-Na enfrentará o pânico dos outros moradores que também querem se refugiar no telhado além de ocasionais tsunamis que acabam se formando. É em um deles que ela é salva por Hee-Jo, um agente que deve ajudá-la a chegar ao telhado. Ele explica a origem da inundação e qual a missão de An-Na, pois a salvação da humanidade depende dela e do projeto na qual trabalha. Mas assim que ela chega ao telhado, descobre que somente ela sairá dali viva. Antes de completar sua missão, um incidente acontece e ela perde os sentidos. An-Na acorda então, momentos antes da inundação e passa a viver esse ciclo milhares de vezes, até compreender seu significado. 










Ano de lançamento 2025

Duração 1h 48m

Direção Kim Byung-Woo

Elenco Kim Da-Mi, Park Hae-So, Kwon Eun-Seong, Jeon Hye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Quando comecei a assistir, passei por uma ansiedade terrível de ver An-Na tentando fugir da inundação. Como sempre, li a Sinopse por cima e na minha cabeça a história seguiria para um caminho mais simples. Que mãe e filho lutariam para sobreviver a inundação, que quando vi a magnitude dela, achei surreal e não era uma inundação qualquer. Aparentemente era algo global. Quando o agente Hee-Jo aparece para escoltá-la, ele parecia mais um bandido do que agente. Mas, conforme fui assistindo e entendendo suas explicações para a inundação e quais os planos para salvar a humanidade, me questionava a própria humanidade de Hee-Jo. Ele contou sua história de vida, o trauma que viveu e por esse motivo se tornou essa pessoa que é hoje. Achei muito conveniente sua história e suspeitei que ele seria o experimento na qual a empresa de An-Na trabalhava. Mas ainda não fazia sentido principalmente partindo de flashbacks das memórias de An-Na. 

Então vem o baque inicial, quando acompanhamos An-Na acordando novamente e vivendo aquele mesmo dia até morrer e começar tudo de novo. Então nos perguntamos, todas as vidas eram simulações? Qual o propósito? No entanto, Ja-In desaparece todas as vezes e An-Na passa a procurá-lo desesperadamente quando começa a ter flashes das outras vezes em que acordou. Até descobrir em seu celular todos os desenhos que Ja-In deixou para ela. Ao compreender o que se passava, ela muda o foco e os meios de como encontrar o filho, já que em sua memória, ela o teria abandonado da primeira vez. 

Demorei para ver o filme porque primeiro, nem sabia que era coreano, depois porque achei que fosse mais um daqueles sobre inundação americana. Quando existe um loop temporal e não esperávamos por isso, pode ser um pouco confuso no início, principalmente até os envolvidos perceber o que está acontecendo e encontrar um meio de sair dele. Ao que parece, An-Na viveu anos nesse loop, até a conclusão do experimento. A essa altura, já entendemos que é isso, não é nenhum spoiler, porém, como se chegou a esse momento e tudo o que ela passou durante esse loop, foi algo que eu não esperava. Pensei que ela estava apenas no automático procurando o filho. 

Não gosto de IA nem dessas histórias de transferências de consciências e tals. Pelo menos nos filmes, nunca tem um final feliz. E não sei se salvar a humanidade dessa forma teria algum sentido prático realmente. Vi vários vídeos com o título explicando o final da grande inundação. As pessoas gostam de fazer esse tipo de vídeo explicando todo final de algum filme né. Aqui pelo menos achei bem compreensível o final e o esperado apesar de tudo. 

Os efeitos visuais são magníficos. O enredo não achei nada surpreendente, mas foi interessante ver como An-Na mudava seu foco para salvar seu filho. Confesso que no início, achei Ja-In uma criança insuportável e mimada. Mas depois ele se tornou incrível, principalmente naquele final. O fato dele querer que sua mãe visse seus desenhos, ele poderia ter pedido de uma forma menos chata, dando alguma explicação ou informação que chamasse a atenção da mãe. Mas claro, se ela visse desde o início, não entenderia ou não teria história. 

Vi um comentário que achei hilário quando uma pessoa disse que até que os coreanos sabem fazer drama. É porque essa pessoa não conhece os doramas coreanos. Esse filme foi de longe a história mais dramática que fizeram. E afirmo mais uma vez, que minha ansiedade de ver a An-Na fugindo da água subindo com o filho nas costas, foi nas alturas. Embora Hee-Jo parecesse um criminoso, ele também parecia uma vítima dos acontecimentos, onde ele só estava ali para cumprir seu trabalho, até An-Na compreender o que se passava e lhe contar o que lembrava. Apesar de tudo, gostei dele. Achei mesmo que as pessoas não gostaram muito do filme porque não vi muita gente falando sobre, por isso demorei para ver também. Como grande fã das obras coreanas, eu gostei bastante da história. Acabou sendo bem mais complexa do que parecia e vemos uma mulher, a beira do fim do mundo, com foco apenas nela e em seu filho, mudar ao longo de suas milhares de tentativas em encontrar o filho. Cada despertar foi mudando seu objetivo e seu modo de sentir as coisas em relação às pessoas ao seu redor. Ela não era a heroína direta da história, mas conforme suas decisões, ela acaba se tornando uma. 

Cada pessoa que ela encontrava e negava ajuda no início, no decorrer de suas vidas repetidas, ela passa a ajudar e assim mudando seu futuro. Lembrando que como era um projeto, toda ação teria um sentido depois, um tipo de retribuição ou recompensa para a jornada de An-Na. Porém, é de explodir a cabeça se for pensar o que ou quem eram todas as pessoas que An-Na encontrou no caminho. O que aconteceu com elas? Eram reais?

No mais, recomendo. Vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Orange (Live Action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago essa Live action do anime Orange. Se você pudesse mandar uma carta para seu eu do passado, o que diria?






A HISTÓRIA 

Naho Takamiya descobre uma carta enviada dela mesma no futuro daqui a 10 anos. Na carta, ela escreve sobre seus arrependimentos e pede que a Naho do passado os mude. Para início de tudo, ela precisa conhecer Kakeru Naruse, um aluno que será transferido de Tóquio. Para seu primeiro dia, a Naho do futuro pede que não o convidem para ficar mais tempo após as aulas em seu primeiro dia, porém, ela só lê esse detalhe depois de já ter acontecido. Depois disso, Kakeru fica ausente na escola por duas semanas. Quando volta, Naho passa a acompanhar os acontecimentos em tempo real comparado a carta e descobre que no futuro, Kakeru não está mais presente. Decidida a evitar que isso aconteça, ela tenta mudar algumas coisas que se tornam seus arrependimentos no futuro. E acaba descobrindo que Suwa, também recebeu uma carta dele mesmo do futuro. Juntos, tentam fazer os dias de Kakeru fazerem a diferença e evitar o trágico fim que levaram Naho e Suwa a alertar seus eus do passado. 









Ano de lançamento 2015

Duração 2h 19m

Direção Kojiro Hashimoto

Elenco Tao Tsuchiya, Kento Yamazaki, Ryo Ryusei, Hirona Yamazaki, Dori Sakurada, Kurumi Shimizu



Trailer 





Minhas divagações 

Live action do anime de mesmo nome, que já vi mas não lembrava muito da história. Resolvi conferir a Live action pelo Kento Yamazaki. Ele é como Takeru Sato, perfeito para fazer Lives action. Embora, o Takeru ainda esteja em primeiro lugar dos meus atores japoneses preferidos. 

Em Orange, acompanhamos a Naho, uma estudante que misteriosamente recebe uma carta dela mesma do futuro. Na carta, ela conta que nesse período escolar, ela teve vários arrependimentos, principalmente sobre Kakeru, um aluno novo transferido de Tóquio. Eu entendo que para alguém receber uma carta desse tipo seria inacreditável, por isso, a Naho demorou para continuar lendo e a primeira coisa a ser evitada, acabou acontecendo. Mas também, acho que a carta deveria ter tido mais explicações. Se você só pedir que não convidem Kakeru para ficar com eles mais um tempo após as aulas sem explicar o motivo, quem faria isso?

O único problema da carta era começar sem a urgência ou mais explicações do que acontece com Kakeru. A lentidão da Naho começar a tentar mudar seu futuro ou ainda, a lentidão em ler a carta, misericórdia, eu já teria lido tudo no mesmo instante e já me prepararia para ajudar o menino. Na verdade, eu já começaria a carta de outra forma. Me conhecendo, escreveria de uma forma que chamasse minha atenção e fizesse logo a primeira coisa a evitar. 

Como não lembrava muito bem da história, de início pensei que o aviso sobre não convidar Kakeru depois da aula, era porque ele era um delinquente ou algo do tipo. Depois ele ficou duas semanas ausente e achei que era porque ele sofria de depressão e ficava períodos ausente. Em partes foi algo do tipo. Embora tivesse um jeito sociável normal, ele parecia esconder algo terrível sobre sua vida pessoal. 

E mesmo que Naho demorasse para entender, desde o primeiro contato, era óbvio que ela e Kakeru gostaram um do outro. Porém, não gostei que colocaram uma intrometida que se declarou para ele e ele aceitou namorar essa menina. Se ele gostava da Naho, para quê aceitar a outra? E claro que teria um triângulo amoroso no círculo de amigos. Suwa gostava dela e do jeito dele, a ajudou de todas as formas, inclusive a ficar com Kakeru, mesmo que isso doesse nele mesmo. Suwa também recebeu uma carta dele do futuro e nela, continha um detalhe que a Naho do futuro não contou para a Naho do passado. Me pergunto se mudaria algo se ela soubesse o que era. Suwa por sua vez, sabia desse detalhe mas vendo como as coisas estavam indo, ele entendeu que Kakeru era quem Naho sempre gostou. 

O grupo de amigos, só entendeu o que houve com Kakeru, 10 anos depois, quando foram visitar sua avó e ela contou o que houve com ele. Por isso, Naho e Suwa, resolveram escrever uma carta com seus arrependimentos e Naho tinha esperanças de que em alguma vida paralela, Kakeru foi salvo e viveu bem e feliz. Na minha memória, todos do grupo haviam recebido cartas deles mesmos, mas pelo menos no filme, só Naho e Suwa escreveram. 

O único pesar, é que a história usou o conceito de que se mudar algo no passado, criaria uma linha, ou seja, uma outra vida paralela àquela, onde a linha original seguiria o curso real e a paralela seguiria com a mudança. Partindo daí, achei triste que a primeira vida seguiu sem Kakeru. Mas eles sentiam ou desejavam, que em algum lugar, Kakeru havia sobrevivido e era feliz. Claro que esse conceito sobre viagem no tempo não surgiu do nada, pois enquanto estudavam, tiveram uma aula sobre isso, talvez por isso, depois de descobrirem pela avó de Kakeru sobre sua triste história, Naho e Suwa tentaram mudar o passado deles. Mesmo não tendo certeza se a carta chegaria até eles. Confesso que na época, o anime foi muito bom. Mas na Live, achei a Naho meio chatinha. Demorava para agir e tomar uma atitude, estava me dando nos nervos. E não consigo entender, se ela gostava tanto do Kakeru, por que ficou com outra pessoa depois? Entendo que na linha original, ela não chegou a expressar seus sentimentos por ele e devido a tragédia, não soube que ele também gostava dela, e que claro, sua vida seguiria em frente e Kakeru seria uma memória da adolescência, mas, ficar com alguém do grupo? Enfim, é o meu sentimento sobre isso. 

O modo como Naho e Kakeru se gostavam mas havia várias coisas impedindo a declaração, me lembrou de Kimi ni todoke, embora nesse, o casal protagonista tinha dificuldade em expressar seus sentimentos pelo outro mas, pelo menos, nenhum dos dois ficou com outras pessoas. Tinha vários desentendimentos e a protagonista era tão tímida, mas o menino foi fiel a seus sentimentos e esperou por ela até o momento certo. Em Orange, embora o tema principal não fosse o romance, pelo menos no filme, achei que poderia ter trabalhado mais o círculo de amigos. No início, por acolherem Kakeru espontaneamente, achei que todos tinham escrito para eles mesmos, talvez o anime seja assim. Pelo menos eu, teria achado mais interessante se fosse isso mesmo. 

Eu sempre fui uma pessoa que prefere as histórias sem complicações. Guardar segredo, ter um segredo, não pela curiosidade, mas se você for mais aberto, evitaria várias coisas. Talvez se no primeiro dia o próprio Kakeru tivesse falado de sua mãe, poderia ter mudado tantas coisas. O grupo até poderia ir na casa dele, trazendo alegria para os dois. Não é impossível história assim, quantos animes existem por aí com amigos adotando os pais dos amigos? E a mãe de Kakeru era solitária, com os amigos dele por ali, e vendo o filho feliz, tenho certeza que ela encontraria um motivo para continuar vivendo. Mas, isso seria a minha história se fosse eu a escrevendo. Embora ache que poderia ter sido melhor, e tenho certeza que o anime foi, mas não sei se verei novamente, quem sabe um dia. No entanto, apesar do final triste, sim, porque nada mudou na linha original, mesmo na vida paralela, não fiquei com aquele sentimento de satisfação, porque apesar de tudo, mesmo tentando mudar seus arrependimentos e ajudar Kakeru, mesmo fazendo a diferença, ele ainda teve aquele sentimento de terminar como na linha original. Até achei que o final seria assim, que não teria como mudar o destino. Que de alguma forma, Kakeru terminaria como na linha original. Claro que sendo uma história fictícia, o céu é o limite né. 

Enfim, Live action é difícil mesmo transmitir com fidelidade o anime, mas, apesar de tudo, acho que foi satisfatorio. Só não entendi porque se chama Orange. 


Nota pessoal 8/10

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Turma da Mônica em: Uma aventura no tempo - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa animação brasileira mais amada pela criançada e por adultos também.








A HISTÓRIA 

Franjinha está em seu laboratório terminando sua mais nova máquina do tempo, alimentada pela energia dos quatro elementos contidas em frascos. Enquanto isso, do outro lado do bairro, Mônica e Magali aguardam a chegada do Cebolinha e Cascão para um piquenique que eles mesmos inventaram. Porém, era tudo um plano do Cebolinha para pegar o coelhinho de pelúcia, Sansão, da Mônica. Os meninos fogem para o laboratório do Franjinha e Mônica acidentalmente acerta a máquina dele quando tentava pegar o Cebolinha. A máquina entra em pane e acaba mandando os elementos para diferentes períodos no tempo. Franjinha então diz que se os frascos não forem recuperados, o tempo deixará de fluir e tudo será congelado. 

Franjinha então pede a ajuda dos quatro amigos para recuperarem os elementos. Mônica e Bidu vão parar na pré-história onde devem recuperar o elemento do fogo, Cascão vai parar no período colonial e para sua infelicidade, seu elemento é  a água, Cebolinha vai para o futuro no século XXX atrás do elemento ar e Magali vai para alguns anos no passado e deve recuperar o elemento terra. Cada um vai enfrentar dificuldades surreais mas também vão aprender os valores de cada elemento. 











Ano de lançamento 2007

Duração 1h 20m

Direção Maurício de Souza 



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti essa animação inúmeras vezes anos atrás e mesmo agora depois de uns anos, continua tão bom quanto na época. Eu praticamente cresci com essa turminha, eu aprendi a ler com seus gibis e a primeira animação que vi deles, foi um especial de Natal sobre uma estrelinha que cai na Terra e a Mônica vai ajudar. Desde então, saiu outras animações mas a mais famosa com certeza foram as historinhas no Cine Gibi, que consiste em uma máquina inventada pelo Franjinha que reproduz as histórias dos gibis para uma tela de cinema. E sempre tem um tema que leva a turminha para o cinema. Porém, a história da máquina do tempo é diferente e talvez por isso é bem especial para mim. 

A turma é separada para ir atrás dos quatro elementos e cada um viverá uma aventura inesquecível. Mônica vai parar na pré-história e conhece Piteco. Vemos o Horácio e a Thuga. Para recuperar o elemento fogo, Mônica terá que enfrentar um vulcão em erupção, que era nada mais nada menos, um homem das cavernas com o elemento fogo, tentando assustar os outros para conseguir ficar com a Thuga.

Cascão vai parar no período colonial e conhece Papa-Capim e sua tribo indígena. Ele terá que recuperar o elemento água e ajudar Papa-Capim contra um bandeirante que usa o elemento  para secar o rio e minerar ouro, deixando os animais e a tribo na seca, passando fome e sede. Como Cascão caiu do céu, os indígenas pensam que ele é um salvador e mesmo que tenha ficado penalizado com o que a falta de água causa na natureza e aos animais, ele e Papa-Capim são apenas duas crianças contra um homem grande como o bandeirante é. 

Cebolinha vai para o espaço no futuro e conhece Astronauta. O inimigo é uma bela alienígena que se denomina Cabeleira Negra e trará enormes problemas para Cebolinha, pois ela não suporta quem fala errado. Astronauta fica congelado por ter sido pego despreparado pela beleza da inimiga, deixando Cebolinha sozinho tendo que lidar com a intrusa. Porém, ela consegue roubar o elemento ar porque Cebolinha tem preocupações maiores como evitar de se transformar em um ratinho.

Por sua vez, Magali vai uns anos para o passado, quando ela e a turminha ainda eram bebês e terá que enfrentar uma Mônica bebê furiosa para conseguir o elemento terra. Ainda reencontra sua mãe que a confunde com sua prima que ao contrário da Magali, vive de dieta. Mas, o maior problema é quando a Mônica bebê não entrega de jeito nenhum o elemento causando um terremoto no bairro.

Mesmo que esteja em seu laboratório, Franjinha não está seguro. A turminha não tem muito tempo para recuperar os elementos agora, já que o tempo presente começa a congelar. Vemos Chico Bento pescando, Rolo e outros personagens sentindo os efeitos. 

Embora separados, após recuperar um elemento, o outro vai ajudar alguém que precisa, Mônica acaba indo ajudar Cascão e Cascão o Cebolinha. Que diga-se de passagem, foi o mais Hilário por quase se transformar em ratinho por não conseguir desarmar a armadilha da Cabeleira Negra por causa da sua troca de r por l. E no final, todos vão ajudar Magali contra a Mônica bebê. 

A história em si foi fenomenal, a música tema não sai da cabeça e a lição que cada um aprendeu com os elementos é maravilhosa. Embora a gente saiba que nas próximas histórias as coisas vão continuar a mesma. Cebolinha fazendo planos para pegar o Sansão, Mônica ficando nervosa e correndo atrás dele, Cascão se negando a tomar banho e Magali sendo a comilona de sempre. Mas cada história trás alegria e um quentinho no coração, principalmente para fãs dessa turminha. Fazia tempo que eu queria rever esse filminho. E valeu muito a pena.

E, não poderia deixar de compartilhar, a música de encerramento  Máquina do tempo da banda 9volts. Pelas minhas pesquisas a banda segue ativa e tem relação com os estúdios do Maurício de Souza, os integrantes trabalham como dubladores e fazem parte da direção musical do estúdio. Por isso a musiquinha casou bem com o filminho.





Nota pessoal 10/10

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