quarta-feira, 20 de maio de 2026

[Review/crítica pessoal] Missão Resgate/The Ice Road no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa ação no gelo. 






A HISTÓRIA 

Mike McCann, é um motorista de caminhão que nos últimos 8 anos, tem se mudado bastante devido aos cuidados que tem com seus irmão Gurty, um ex-militar com traumas de guerra que não tem condições de se cuidar sozinho. Enquanto partem mais uma vez após perder o emprego, Mike recebe uma informação sobre precisarem de motoristas de caminhão, para transportar uma carga pesada através de uma rota constituída de água congelada. 

Uma explosão prende 26 operários em uma mina subterrânea e a empresa sugere que sejam enviados cilindros de várias toneladas para contenção do gás e libertarem os mineiros. Jim Goldenrod aceita o desafio e chama Tantoo, que já trabalhou com ele e tem um motivo pessoal para querer cumprir essa missão, salvar seu irmão que está entre os mineiros presos na mina. Ao encontrar Mike e Gurty e ver as habilidades de Gurty como mecânico, o grupo parte em 3 caminhões, cada um levando um cilindro, onde na pior das hipóteses, somente um é necessário para salvar os mineiros. 

A empresa que os contratou, manda um funcionário junto para garantir o sucesso da missão. Mas, no meio do caminho, atravessando uma perigosa parte de estrada de gelo, descobrem que um dos caminhões foi sabotado e acabam perdendo um deles. Além dos perigos da rota mortal, Mike descobre que há uma conspiração para a missão falhar. 







Ano de lançamento 2021

Duração 1h 43m

Direção Jonathan Hensleigh

Elenco Liam Neeson, Amber Midthunder, Marcus Thomas, Lawrence Fishburne, Benjamin Walker 



Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheço Liam Neeson de alguns filmes e concordo que quando tem ele no elenco, o filme vai ser bom. Não imaginava a reviravolta que teria a missão, uma vez que pelo o que havia entendido, o único obstáculo seria atravessar uma estrada de rio congelado para chegar ao destino, carregando toneladas em caminhões. Pensei que o vilão da história fosse o tempo, mas é claro que é sempre o próprio ser humano. 

Desde o início da explosão, podemos desconfiar que houve algo errado, mas descobrir toda uma conspiração para abafar o caso contratando "ajuda" quando na verdade já tinha um plano para essa ajuda? É macabro demais. Você acha que só vai transportar uma carga pesada, em uma estrada perigosa, ganhar um dinheiro e de quebra ser um herói, quando na verdade só assinou seu contrato de morte. Nem um por segundo suspeitei do idiota que foi com a Tantoo. E mesmo que Jim tenha sido sabotado, para quem estava assistindo vendo de fora, suspeitaria do sujeito. De cara já foi insinuando coisas sobre Tantoo. Caiu minha ficha ali. 

Então, achamos que a intriga seria só do lado de fora, mas entre os sobreviventes ali, também acontecem discussões acaloradas e entre eles, descobrem também a sabotagem e os traidores dentro da equipe. Além de alguns terem se vendido a custa de vida de outros mineradores, sabiam o que estava errado. Agora, dependiam se teriam ajuda para conseguirem saírem dali. 

Além de todo o drama, ainda temos o relacionamento dos irmãos Mike e Gurty. Embora fosse difícil cuidar do irmão, Mike só tinha ele como família. Então, confesso que fiquei chocada com o desdobramento dos acontecimentos. Mas mais chocada ainda é em como as pessoas amam criticar filmes dizendo o quanto são genéricos. Sim, já vimos muitas histórias sobre um cara meio idoso solitário que vira o herói local. Eu te pergunto, tem como fazer diferente? Então vai lá e faça. Acho que criticar algo que não gostou apenas dizendo que é porque é genérico? Não me convence. Eu sempre falo que por mais clichê que seja, quando é bom, vale a pena pela experiência em ver outros atores contando a mesma história. Eu pelo menos não ligo para os genéricos. 

Apesar da idade, acredito que agora Liam deva se aposentar em algum momento desses filmes de ação. Porém, enquanto isso não acontece, podemos curtir seus filmes. Vi que tem uma sequência então, assim que puder vou conferir. Esse filme me lembrou Sisu, por ser ação de um homem de meia idade do tipo solitário, que estava só fazendo seu trabalho e de repente se vê em uma luta pela sobrevivência. Eu sempre acho interessante essa temática. 

Fazia tempo não via nada do Lawrence, achei boa sua participação, embora curta demais. Tantoo foi interpretada lindamente pela Amber, embora tenha alguns trabalhos no currículo, não a conhecia. Mas, confesso que o desgraçado do Varney, foi bem interpretado por Benjamin, eu não tinha simpatizado com ele em nenhum momento, mas para mim era só mais um idiota. Fui enganada completamente. Marcus Thomas posso ter visto em algum filme mais antigo, mas não me lembro dele. Porém, achei seu personagem bem interpretado. Inicialmente pensei que ele fosse autista. Uma pena seu final. 

No mais, eu particularmente gostei. Surreal pensar existir empresários tão sangue frio a ponto de considerar mineiros mortos insignificantes e seguir com a vida como se nada tivesse acontecido. Fora ter planejado acabar com os motoristas dos caminhões que foram contratados para salvar os mineiros. Um plano diabólico demais. 

Nota pessoal 8/10

terça-feira, 19 de maio de 2026

Divagando e resenhando A fazenda Blackwood (Crônicas vampirescas #9) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago uma das maiores sequências que tenho lido, As crônicas vampirescas de Anne Rice, com a Fazenda Blackwood. 






A HISTÓRIA 

Em Nova Orleans vive o jovem Quinn Blackwood, herdeiro de uma família tradicional dos Estados Unidos. Ele é assombrado por uma entidade estranha que só ele consegue ver. Desde pequeno essa entidade está ao seu lado e com o tempo, ela adquire as mesmas feições de Quinn. Ele o chama de Goblin. Após sofrer uma transformação irreversível, e vendo Goblin cada vez mais forte, Quinn procura a ajuda do vampiro Lestat. Quando o encontra, passa a contar sua história de vida. 

Quinn conta sobre sua infância, sua juventude, até o momento atual que encontrou Lestat. Conta como conheceu a Talamasca e como se apaixonou por Mona Mayfair e por fim, como acabou se transformando. Conta seu terrível relacionamento com a mãe Patsy e seu amor incondicional por tia Queen. Por fim, Lestat decide chamar Merrick Mayfair para concluir o caso de Goblin, que nem mesmo ele tem poder suficiente para derrotá-lo. 



Ano de publicação 2002

Páginas 606

Autor/a Anne Rice



Minhas divagações 

Sempre amei as crônicas vampirescas desde o primeiro Entrevista com o vampiro. Mas, ao longo dessa jornada, percebi que nem todo volume é prazeroso de se ler para mim. Os três anteriores desse, reclamei bastante da trama e fico até apreensiva em ter que continuar reclamando  nesse volume, uma vez que me parece que o foco é sempre alguém contando sua história para outro alguém. 

Entrevista com o vampiro foi o pioneiro. Eu amei o modo como Louis conta sua história para o humano David. É apaixonante e fascinante. Nós adentramos esse mundo e as histórias seguintes podem complementar ou acrescentar algo mais a trama principal. Mas, quando aparece personagens que nada tiveram a ver com Louis ou Lestat, para mim, fica muito sem graça. Embora Quinn tenha encontrado Lestat, sua participação foi mínima e a história de Quinn foi muito chata e cansativa.

Quando ele encontra Lestat, até fiquei empolgada, mas, sua história foi muito longa. E com o tempo seu relacionamento com Goblin muito esquisito. Não nego que o mistério dessa entidade era bem curiosa. E não nego que dessa vez não tive nenhuma teoria de quem ele poderia ser, por isso quando enfim revelado, achei muito, muito sem graça. E a Patsy foi a personagem que mais odiei nessa história toda. Não vi sentido no que ela revelou ser o motivo por odiar o próprio filho. Seu fim, foi a única coisa satisfatória nesse livro. Sua existência e tudo o que moveu sua vida, parecia ser somente por dinheiro. 

E, as coisas sexuais que aconteciam com Quinn, minha nossa senhora, que desnecessário. Mas, pelas minhas resenhas dos dois livros anteriores, pelo jeito nenhum foi tão bom quanto Entrevista com o Vampiro. Isso, porque faz anos que li e me baseio no filme que amo demais. Enfim, muita gente passou pela vida de Quinn, mas sua teimosia quanto a Mona, foi insuportável. Achei a  menina a segunda personagem mais insuportável da história, logo depois de Patsy. Nem Petronia, depois de tudo que fez foi tão odiável quanto essas duas. E o final para Mona? Sério? Terminei a leitura incrédula. Espero que se for mencionar esses dois nos próximos volumes, que o destino deles seja diferente do que fez parecer que aconteceu. 

E por mais que diga que ame o universo vampírico de Rice, percebi que dificilmente gostei de seus livros. O vampiro Armand foi o que menos gostei desde que comecei com o blog. Fiquei chocada, pois não me lembrava disso, na minha memória Anne Rice era excelente em todos os livros. Mas pelo jeito, todos tem o mesmo problema. Vampiros melancólicos e problemáticos. Se bem que, Quinn era mais problemático quando vivo. Embora eu amasse Armand, sua história foi bem cabulosa. 

Mas contrariando a todos, vi que muitos amaram as histórias de Quinn. Demorei para concluir a leitura e só no final, quando ele finalmente chegou na parte interessante, que é como foi transformado, que peguei no tranco e consegui terminar. Mas Quinn antes de virar vampiro, teve uma vida muito infeliz, mesmo que tenha condições financeiras, os segredos que guardaram dele, o ódio que a própria mãe sentia, ninguém dizendo acreditar em Goblin, quando a resposta sempre esteve ali, com todos eles. E, na minha mente, não consegui imaginar esse Quinn tão espetacular que pudesse chamar a atenção de Lestat. Aliás, Lestat está tão diferente do Lestat inconsequente que conhecemos. Ele passou por tantas coisas bizarras, me admira realmente não se cansar da imortalidade e mudar. Mas, seu lado de se apaixonar facilmente continua. Pena ele e Louis não continuarem juntos. 

De qualquer forma, não espero mais encontrar Mona nas histórias seguintes. Não consigo entender as atitudes dela e a achei muito inconsequente. Achei a parte da Rebecca meio confuso. E a parte da transformação de Quinn foi a mais bizarra de todos. Louis pelo menos teve um certo encantamento. Por mais que Lestat fosse egoísta, a transformação de Louis teve um quê de romance gótico. Quinn obviamente teve que ter algo sexual bizarro envolvido. A história desses novos vampiros achei muito sem graça e o sacrifício de Merrick? Qual o sentido? E por que se Goblin queria ser Quinn, nunca fez nada com Patsy? Ela sempre odiou Quinn, sempre o deixou triste e depois com ódio dela. Goblin poderia então amá-la por querer uma mãe, obrigando Quinn e ela a viverem esse conflito ou poderia atormentá-la por ela odiar Quinn. Acho que seria mais interessante e daria mais pistas sobre Goblin. 

Embora o foco seja na familia Blackwood, não achei grande coisa. Quinn só fez escolhas egoístas e mesmo que tenha sido transformado sob condições duvidosas, mesmo o inferno que tenha sido sua vida, não sei se merece a vida eterna. E se Merrick teve aquele fim, Mona será sua substitua? Teremos mais de Mona daqui para frente? Desgosto imaginar isso. Vou até procurar sinopses dos próximos para saber se continuo já ou deixo passar mais tempo. 

No mais, minha nota pessoal 4/10


Onde comprar: Amazon use meu link e aproveite as promoções 👇🏻

A Fazenda Blackwood 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Divagando sobre Herege no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Filmes de terror psicológicos são para mim, em sua maioria bem assustadores. Mas, esse não foi exatamente o que achei que fosse. 






A HISTÓRIA 

Sister Barnes e Sister Paxton são missionárias na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e cumprem um itinerário com nomes e endereços de pessoas que precisam visitar para levar a palavra do Senhor e possivelmente convertê-los. A última parada no início de uma tempestade, foi a casa do Sr. Reed.

Barnes e Paxton começam seus discursos sobre a religião com gotas de chuva já caindo sobre elas. O Sr. Reed as convida para entrarem, mas com a promessa de que existe uma Sra. Reed preparando uma torta de blueberry e que logo se juntaria ao grupo, uma vez que as regras das missionárias diz que uma mulher deve estar presente na casa junto delas. Porém, conforme a conversa vai progredindo, Reed começa a mostrar sua opiniao sobre a religião e as meninas descobrem então, que não existe uma Sra. Reed.

Reed dá uma chance de escolha às duas, revelando duas portas onde uma representa a Fé e a outra Descrença, as meninas precisam escolher de forma correta para encontrar a saída. Após mentirem sobre ter recebido uma ligação da Igreja para irem embora, Reed sabe que elas não tem para onde ir e se quiserem sobreviver, precisam fazer o que ele manda. 

Paxton escolhe a Descrença, Barnes a Fé. Mas o que elas descobrem é algo insano e assustador e precisam entender os reais motivos de tudo aquilo se quiserem sobreviver. O que Reed quer, é provar a verdade sobre a religião, mas o que descobrem não passa de um fanatismo psicopata de Reed. 









Ano de lançamento 2024

Duração 1h 51m

Direção Scott Beck, Bryan Woods

Elenco Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe East



Trailer 





Minhas divagações 

Fazia tempo não via algo do Hugh Grant e diga-se de passagem, ele foi assustador de modo simpático. Faz sentido? Confesso que não fazia ideia do rumo dessa história. Procrastinei para ver pois achava que seria um terror do tipo manter as meninas presas e abusar delas. O jogo de questões religiosas, realmente te pega de surpresa. Para quem não é muito centrado nesse contexto, como eu, pode ficar meio perdido com os diálogos, pode não achar tão significativo mas acaba refletindo sobre o tema. 

De início achei a Paxton mais inocente, ela sofria bullying por ser religiosa embora soubesse mais coisas do que Barnes, embora a tenha achado mais centrada, não imaginei que fosse a primeira a cair. O primeiro erro delas foi entrarem na casa. Já li um livro onde os missionários visitam casas para converter as pessoas e não importa o tempo, ou seja, a década que acontece, para mim, não existe perigo maior do que esse trabalho de ir em porta em porta, pregar a palavra do Senhor. Aqui, existem variáveis do que se pode acontecer e por ser duas jovens, já parti para o lado abusivo da coisa. 

Um ponto que achei curioso, é que, como Reed sabia do que tinha no braço de Barnes. Não vi NINGUÉM comentando sobre para me iluminar. Mas analisando o rumo da história, acredito que possa ter sido duas coisas. Como tudo estava saindo do controle, Reed improvisou essa parte para dar mais credibilidade no seu projeto e fazer Paxton acreditar mais na sua história e inventou aquilo ou de última hora, não tendo nada ali ele pegou qualquer coisa para dizer que estava implantado na menina. Confesso que pulei essas parte porque achei grotesco demais e talve tenha perdido algo importante. Só vi quando ele começou a tirar e voltei a ver quando ele mostrou o objeto a Paxton. E, como Paxton sabia ser o que era? Também blefou? 

Vi alguns comentários, resenhas e críticas com opiniões diferentes, mas sobre o final, a maioria chegaram a mesma conclusão. E aqui é SPOILER. ATENÇÃO. Paxton sai da casa mas a maioria acredita que ela morreu no confronto com Reed. Eu também tive essa sensação, pelo ferimento dela. Mesmo que conseguisse se arrastar pela casa, morreria em algum momento principalmente porque não teve chance de pedir socorro. E na minha opinião, teria sido muito mais interessante e questionador, se, Barnes e Paxton tivessem seguido por portas diferentes e se encontrado no final. 

Quanto a religião, é um assunto extremamente frágil, principalmente para os crentes fervorosos. Como não sou ligada a nenhuma religião, achei interessante o fato de um psicopata usar isso para torturar crentes os testando em sua teoria sobre Fé e Descrença. Já diziam os mais velhos, existem louco para tudo. 

Quanto as atuações, achei que inicialmente Barnes foi uma personagem forte e marcante, mas foi superada por Paxton no final. E Reed? Que atuação de Hugh Grant, me deixou desconfortável e apreensiva a maior parte do tempo. Embora fosse um jogo religioso, achei mesmo que iria ter muito mais violência do que realmente teve. Quanto as questões religiosas, não me senti ofendida, não mudei minhas crenças, só achei um absurdo usar jovens para tentar conventer as pessoas. Se for uma família que visivelmente vemos ali completa, mesmo que sejam acolhedores ou hostis, é diferente de um homem sozinho com cara de simpático. Nunca se sabe onde um psicopata está. 

No mais, contrariando todas as expectativas e críticas positivas, não achei grande coisa. O início na verdade achei bem parado e mesmo que as meninas fossem preparadas com seus discursos de uma mulher precisa estar presente quando há um homem na casa, não tem como saber se a mulher não vai ser cúmplice do homem ou obrigada a ser uma. Resumindo, bater de porta em porta é perigoso de qualquer forma. Ainda mais em uma casa isolada como a de Reed. Se elas só tivessem ido embora, nada disso teria acontecido. Mas fiquei com outra questão, e aquelas mulheres no porão? Também eram missionárias? Se sim, de onde vieram? Ninguém deu por falta delas? E no final, ficou por isso mesmo? 

Enfim. Nota pessoal 6/10

sexta-feira, 15 de maio de 2026

[Review] Be With You/Estar com você no Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos. Hoje trago esse k-filme que nem sabia que existia. Encontrei por acaso (shorts no YouTube) e amei. 






A HISTÓRIA 

Antes de morrer, Soo-Ah prometeu que voltava em um dia chuvoso, segundo uma historinha que seu filho Ji-Ho costumava ler. Então, depois de um ano, na época das chuvas de verão, Ji-Ho esperou ansiosamente pela mãe. Seu pai Woo-Jin, sobrecarregado com ter que cuidar da casa, do filho, trabalhar e além disso tudo, tem uma condição de saúde frágil que manteve em segredo da esposa e filho, não espera realmente encontrar a esposa no local onde seu filho tem certeza que ela irá aparecer. No primeiro dia de chuva, Ji-Ho corre até o local esperado, mas não tem ninguém. Decidido a ir embora, Woo-Jin pega o filho e está quase indo, quando contra todas as probabilidades, sua esposa realmente apareceu ali. Porém, apesar de ser ela mesma, ela não se lembra de quem são eles.

Mesmo assim, eles a levam para casa e Woo-Jin e Ji-Ho decidem manter segredo sobre ela. Para desconversar sobre sua repentina aparição, eles dizem que Soo-Ah estava doente e acabou de se recuperar e por isso perdeu a memória. Enquanto fica esses dias com eles, Woo-Jin conta como foi que se conheceram, como foi o primeiro encontro e apesar de não se lembrar, Soo-Ah se apaixona novamente por Woo-Jin, mas quando as chuvas acabam, eles sabem que chegou a hora de se separarem. 








Ano de lançamento 2018

Duração 2h 12m

Direção Lee Jang-Hoon

Elenco So Ji-Sub, Son Ye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Faz tempo que não digo isso, mas vi uma cena no shorts do YouTube e fiquei chocada por ter um filme do So Ji-Sub que ainda não tinha visto. E melhor ainda que a protagonista que faz par com ele é Son Ye-Jin, maravilhosa. A cena que vi foi de quando Ji-Ho ia saindo para a escola e deu uma beijinho na mãe, por sua vez, Woo-Jin ficou todo sem graça e atrapalhado por não saber o que fazer. Fiquei curiosa sobre o motivo então pesquisando sobre o filme, vi que Soo-Ah voltava depois de um ano nos tempos de chuva no verão e por algum motivo perdeu suas memórias. 

Quando criança, Ji-Ho tinha esse livro de contos infantis, onde uma mamãe pinguim olhava do céu todos os dias para seu bebê e chorava. No primeiro dia de chuva na época do verão, ela pôde voltar para ver seu bebê. Mas precisava retornar antes que a última gota de chuva caísse, caso contrário, não poderia mais vê-lo lá de cima. Com isso, Ji-Ho esperou ansiosamente pela primeira chuva de verão e eis que, milagrosamente, sua mãe realmente voltou. Porém, sem memória deles.

Mesmo que fosse estranho, Ji-Ho estava feliz da vida por ter sua mãe novamente e Woo-Jin também, pois ao lhe contar sobre como se conheceram, os dois foram se aproximando mais e se apaixonando novamente. O lado da história de Woo-Jin, parecia que ele gostava mais dela e algumas vezes parecia que ela o afastava. Mas, teve um período que não fez muito sentido quando de repente Woo-Jin terminou com ela. Por conta de sua saúde ele achou que ela merecia alguém melhor e por isso a afastou. Um dia, mesmo sabendo de seus limites, ele correu para vê-la e vendo ela entrando em um carro com um cara, achou que ela estava melhor e feliz sem ele. Mas depois de um tempo, ela entra em contato com ele e os dois ficam juntos. 

Mas, Soo-Ah, encontra um galpão e ao entrar encontra seu diário. Depois de ler, deixa uma mensagem para Woo-Jin no final e quando ele o encontra, podemos ver o encontro dos dois pela perspectiva dela. E diga-se de passagem, foi incrivelmente lindo. Pelas atitudes dela, parecia que não tinha interesse nele, mas depois vemos os motivos de suas reações e foi bem fofinho. E explica o por que apesar dela ter voltado, ela ter perdido a memória. 

Eu achei que seria triste demais, mas foi fofinho na verdade. Como a historinha fala que a mamãe pinguim teve que voltar, a gente já sabe então que a despedida seria inevitável. Mas, o que foi surpreendente, foi como ela voltou. Não quero dar muitos spoilers, porque esse merece ser visto com surpresa. Não sei porque, mas inicialmente achei que Ji-Ho fosse uma daquelas crianças birrentas que a gentre odeia. Mas, ele foi surpreendentemente bonzinho até. Principalmente porque ouviu dos parentes de sua mãe, dizendo que ela morreu jovem por causa do filho que ela teve. Que criança não cresce se sentindo culpada?

E aquele amigo do Woo-Jin? Sempre temos um melhor amigo desses nos doramas. Achei fofo que ele manteve a promessa que fez a  Soo-Ah, embora quando a viu pela primeira vez quase morreu de susto. Embora eu tenha pensado inicialmente que o foco seria na história entre mãe e filho, o tema principal era sobre o amor claro, entre Woo-Jin e Soo-Ah. Que mesmo depois de sua morte, ele amou somente ela. 

Agora Ji-Ho crescendo e sendo interpretado por Park Seo-Joon foi hilário. Por que? Por mais que ame esse ator, capaz que ele tem cara de ser filho do So Ji-Sub,  ainda mais em 2018, mas ok. Colirio para os olhos nunca é demais. 

No mais, amei a história e amei ver So Ji-Sub novamente. Valeu muito a pena pelo contexto. Reviver o amor do casal, vendo pelas perspectivas de ambos e ver Soo-Ah ensinando seu filho a fazer pequenas tarefas domésticas para ajudar seu pai, pois ela nessa hora sabia de sua condição. E principalmente, que Soo-Ah poderia escolher entre viver uma outra história ou escolher Woo-Jin mas morrer no final. O que será que ela escolheu? 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Divagações sobre Resgate em grande altitude/Cleaner no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Prontos para a ação?






A HISTÓRIA 

Joey, atualmente trabalha como limpadora de janelas e para não perder o emprego, acaba levando seu irmão junto enquanto termina seu trabalho. Apesar da impaciência de Michael, tudo daria certo e Joey só teria um problema no final do dia, porém, seu chefe, sádico e querendo lhe dar uma lição, deixa Joey do lado de fora do prédio bem na hora que este é invadido por ativistas. Joey acaba ficando presa fora e observando o desenrolar do ataque. 

Inicialmente parecia que o grupo queria apenas pegar os peixes grandes e revelar seus segredos de sucesso a custa de consequências graves para o planeta. Marcus, líder do grupo, segue a regra apenas de expor os culpados, nada de assassinatos. Porém, um deles se volta contra Marcus mudando o curso do ataque para terrorismo. Ele planta bombas pelo edifício com um detonador ligado a seus batimentos cardíacos. Joey com a ajuda da tenente da polícia, tenta entrar no edifício para salvar principalmente seu irmão. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 37m

Direção Martin Campbell

Elenco Daisy Ridley, Taz Skylar, Clive Owen



Trailer 





Minhas divagações 

Ultimamente tenho buscado filmes curtos e por isso esse chamou minha atenção. Enquanto assistia, obviamente não reconheci alguns atores, mas quando vi os nomes do elenco, pensei, Taz Skylar? Onde vi esse nome? Quando fui ver que filmes ele tinha feito, que surpresa, ele fez o Sanji na série Live Action de One Piece. Definitivamente sou péssima com fisionomias. E não para por aí,  a própria Joey também é conhecida, ela fez a última trilogia de Star Wars.

Li vários comentários falando sobre esse filme ser uma imitação deslavada de Duro de matar. Bom, vi certas semelhanças mesmo, tipo uma única pessoa que estava no local na hora do atentado ser aquele que teria mais chances de salvar a todos, ter um familiar próximo no local e ser policial ou ex agente ou coisa parecida. E também contar com um tenente de polícia do lado de fora. Fora isso, se não tivesse lido sobre isso, não teria pensado em Duro de matar. 

Quanto a história, é o que sempre digo, não tem como exigir que seja diferente no mundo de hoje, onde falta criatividade para novas histórias, sempre terá um elemento que lembrará de outro. No entanto, embora não seja tão inovador, acabei achando emocionante. Joey é uma ex-soldado afastada que trabalha como limpadora de janelas em um edifício empresarial com vários andares. Como tem problemas de horários e com seu irmão, para não perder o emprego, ela acaba o levando junto. 

Infelizmente seu superior a deixa de "castigo" demorando mais tempo do que devia para tirá-la do lado de fora. Isso acaba custando sua própria vida quando os terroristas invadem o local. O que começa como apenas um ataque de ativistas, se transforma em terrorismo quando um deles se volta contra o líder, e muda o rumo da missão. Antes era apenas mostrar ao mundo a falcatrua desses empresários a custos da natureza e transformando em assassinato quando Noah, decide que para salvar o planeta, sacrifícios humanos são necessários. 

Noah foi um personagem interessante, pois jamais desconfiaria dele. Mas muito óbvio que para uma missão dessas, deveria haver um infiltrado ali. Michael também foi bem interessante. Apesar de não se manter em nenhum lugar, ele foi bem útil e ajudou muito a irmã. Agora Joey, foi bem animador ver como ela carregou a trama nas costas. Realmente, pensando assim, já vimos muitas histórias desse tipo, mas acho que ação nunca é demais. Porém,  a intenção de Marcus ainda era inofensiva, quando era só expor os envolvidos das indústrias que enganavam a população. Já Noah foi excêntrico planejando matar todos, inclusive ele mesmo e sua equipe. 

Mas, quem acabou não fazendo nada foi a tenente que estava de mãos atadas. Sorte ter confiado em Joey. Afinal, tecnicamente era uma civil. Não nego que achei emocionante o reencontro dos irmãos. Juro que pensei que Michael não obedeceria a irmã e iria atrás dela. Mas não dá para negar que o filme sofre certa lentidão dos acontecimentos. Primeiro temos a apresentação de Joey e seu relacionamento com o irmão. Assim como temos sua interação com seu colega de trabalho Noah. A entrada dos terroristas foi muito fácil e Noah assumir o comando também. Até Joey conseguir finalmente entrar no arranha-céu e de fato fazer algo, já é quase o fim do filme. Porém, para quem curte ação sem exigências, é um prato cheio. 

Apesar de clichê,  amei a referência sobre Vingadores Ultimato. Ela fazendo o truque do Homem de ferro contra Thanos, foi soberbo. Se, Noah só tivesse seguido os planos de Marcus, quem sabe o que teria acontecido? Expor criminosos é bem diferente de ser um assassino. De qualquer forma, foi um filme divertido. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Divagando sobre o assombroso Quarto 502: baseado em uma história real no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa história baseada em acontecimentos reais mas transformada em outra história. 






A HISTÓRIA 

Um sanatório foi construído para tratar pacientes com tuberculose. Mary Ann é a chefe das enfermeiras e cuida da ala infantil. Enquanto aguarda o retorno do Dr. Bauschmann diretor do local, com quem tem um caso e acaba ficando gravida, ela vive momentos tensos e assustadores. Mary Ann sente um carinho especial por um dos pacientes infantis, Timothy, onde sua mãe morreu de tuberculose e seu pai apenas o abandonou ali. Timothy pegou a doença e assim como os vários pacientes que vieram parar ali, foram esquecidos ou abandonados pela família, pois essa doença é algo que ninguém sabe como curar e principalmente como é o contágio. Mary Ann e Timothy testemunham acontecimentos assustadores vindo do quarto 502. 

Assustada, Mary Ann pede o fechamento desse quarto e a transferência dos pacientes imediatamente. Porém, Timothy garante que não adianta fazer isso, pois o que estava lá dentro poderia sair quando quisesse. Além do estresse do quarto assustador, das visões perturbadoras, da gravidez, acontece o suicidio de um médico muito querido e Mary Ann descobre que não há mais espaço no necrotério e onde estão colocando os corpos e como, deixa a enfermeira nauseada e revoltada. Mas, com tudo isso, o Dr. Bauschmann retorna, mas Mary Ann não recebe a reação que gostaria do médico e seu destino é incerto. No fim, ela acaba descobrindo o mistério do quarto 502.



Ano de publicação 

Páginas 142

Autor/a M. Sardini



Minhas divagações 

Não vou negar que comecei a ler despretensiosamente, só vi a capa, achei o título interessante e era bem curtinho. Mas, o que mais me chamou a atenção foi BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL. Aí já me conquistou. Amo uma história de terror inspirada em algum acontecimento real e para minha surpresa, a autora é brasileira. 

O sanatório Waverly Hills foi construído em 1910 no intuito de atender pacientes com tuberculose. Por ser ainda uma doença desconhecida, construíram o sanatório em um local isolado. Em 1926 foi reconstruído tendo no total 5 andares e em 1961 foi fechado após o desenvolvimento de antibióticos para tuberculose. Até o fechamento sabe-se que teve aproximadamente mais de 60 mil mortes. A autora usou elementos reais para criar sua história, como a enfermeira grávida do médico, o garotinho e como no fim foi transportado os corpos atrás da cozinha, no que ficou conhecido como o túnel dos corpos. 

Atualmente o local é aberto ao público e curiosos como youtubers geralmente passam por lá. Inclusive anos atrás, até vi uma dupla que sempre acompanhava que gravavam seus vídeos em lugares assombrados, Sam e Colby, contando a história do local e passando a noite lá tentando gravar as manifestações espíritas. Não há como negar que certos lugares realmente são carregados por algo incompreensível. Mas, acreditando ou não, jamais passaria a noite nesses lugares, prefiro ver outros fazendo isso. É mais divertido. 

Mas voltando a história. Aqui a autora utilizou acontecimentos reais e montou sua própria história assustadora. Há quem leu e diga que esperava mais, que esperava o terror, mas me digam, você que já leu caro leitor divoso, qual mal é maior que o próprio ser humano? As coisas que aconteceram com Mary Ann no final, foram chocantes. Eu esperava mais ou menos isso, pois achei ela ingênua demais ao acreditar no médico safado, mas o que ele planejou para ela e o modo como a deixou, foi extremamente chocante. 

E, foi muito interessante como tudo o que Mary Ann via ou ouvia teve um significado forte na história. Confesso que não esperava por isso. Se eu mencionar um filme que tem a mesma vibe, será um enorme spoiler, então só posso dizer que foi surpreendente demais. 

A escrita é boa, por ser curtinho li em um dia só e apesar de algumas vezes Mary Ann ser meio irritante, gostei dessa história inventada sobre um acontecimento real. Não achei assustador no quesito espiritual, mas achei nojento em como o ser humano tem sangue frio para fazer experimentos nos doentes terminais, em busca de uma cura ou em como já lotados armazenavam os corpos daquela forma. Não li nada parecido se era real, mas no livro, alguns corpos eram colocados em ganchos para o local ter mais espaço. 

Olhando as fotos, por fora o local realmente é incrível. Tem uma estrutura convidativa para exploração, mas, é muito grande. Durante o dia, até arriscaria dar uma volta no local, mas a noite? Deixo para os corajosos. Eu gosto muito desse tipo de história, e o plot foi surpreendente. Juro que imaginei outra coisa. Achei essa ideia fenomenal, porque você não espera nada desse tipo. Não é nenhuma novidade concordo, mas é um daqueles finais que faz muito sentido. Li críticas de quem não gostou dizendo que faltou trabalhar nesse ou naquele personagem. Eu acho que foi perfeito. Mais do que isso, tiraria o brilho da obra. 

Todas as informações necessárias estão ali. Infelizmente não tem um final feliz, principalmente porque mesmo sabendo da história de tuberculose, torcíamos pela Mary Ann, embora algumas vezes ela tenha me irritado quando tentava contar sobre os acontecimentos no quarto 502 e pela sua inocência acreditando que seu amante ficaria com ela. Me pergunto como descobriram o que houve com ela no final. 

Quem procura um terror sobrenatural vai encontrar pouca coisa. Mas garanto que vale a pena. Recomendo. Segue algumas fotos:







Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Divagações sobre Vingança Brutal/Venganza no Divagando Sempre

 

Olá Divosos da ação. Hoje trago esse filme mexicano cheio de tiros, perseguição, torturas... 






A HISTÓRIA 

O Capitão Carlos Estrada, líder de uma força de elite chamada GAFE, que com sua equipe, consegue capturar um perigoso chefe do crime, Hector Luna. Carlos então, fica na mira de militares corruptos que protegiam Luna. Após prender o criminoso, Carlos sai de férias com sua esposa e ela é brutalmente assassinada. Carlos enfrenta o bandido mas cai no mar, considerado morto. Porém,  Miguel o salva e o mantém escondido. 

Ironicamente, Carlos ganha na loteria e com a fortuna recém adquirida, ele compra armas ilegalmente e conta com a ajuda de Lola e Aurelio para caçar os culpados. O primeiro passo é pegar Luna que está preso e descobrir quem era o assassino de sua esposa. Luna é friamente descartado, então Carlos decide procurar dentro do exército respostas para suas perguntas. Porém, no caminho ele descobre traições e mais perdas. 








Ano de lançamento 2026

Duração 1h 43m

Direção Rodrigo Valdés

Elenco Omar Chaparro, Alejandro Speitzer, Natalia Solián, Luis Alberti



Trailer 





Minhas divagações 

Me interessei inicialmente por ser na língua espanhola, mas acabou me surpreendendo positivamente. Li um comentário dizendo que seria o The Punisher mexicano. Por não ser uma obra estadunidense, pode ter algumas críticas negativas, mas da minha parte, eu particularmente achei do mesmo nível. 

Desde o início era suspeito as reações dos demais colegas de Carlos, principalmente dos superiores, quando este prende o criminoso Luna. Sua declaração que ainda não tinha acabado, foi obviamente o que levou a morte de sua esposa. Claro que ele era o alvo principal. Mas me pergunto se tivessem o encontrado antes, ela teria sobrevivido? Mas aí não teria história. Se bem que, conhecendo Carlos, só pela tentativa do assassinato, ele procuraria vingança. 

De início achei que a equipe de Carlos consistiria em muito mais gente do que somente ele e mais dois companheiros. Se bem que, seria muito mais suspeito se ele conseguisse mais aliados dentro do exército. O ponto chave que sugere quem seria o vilão, é quando é questionado as atitudes de Carlos. Sua escolha de vingança realmente foi forte, mas apenas quando era óbvio que ninguém faria nada pela morte de sua esposa e sua própria "suposta " morte. E, por aparentemente os superiores não estarem tão satisfeitos com os feitos de Carlos. 

O ato meio cômico de tudo, claro, foi Carlos ter ganhado na loteria. Na maioria dos casos, o vingador teria que dar outro jeito de conseguir armamento e financiamento para seus cúmplices. Se bem que, acredito que não adiantou muito o armamento pesado, se foi perdido quando pegaram Luna e principalmente porque de tudo que Carlos conseguiu, ele não usou nem metade. Ou seja, a parte de ganhar na loteria poderia nem ter feito parte da história. Mas, foi um diferencial interessante. 

Confesso que o mandante pela morte da esposa de Carlos me surpreendeu. Jamais pensaria nessa pessoa. Tinha um sangue frio terrivelmente maléfico. Isso prova que a corrupção realmente está em todos os lugares. Li falando que o ator que interpreta Carlos, geralmente faz mais comédias. Infelizmente não conheço muitos atores mexicanos, mas gostei dessa equipe de Carlos. E eu já sabia quem não ficaria até o final. Uma pena, era um dos mais leais da equipe. E o final, foi surpreendente, não esperava por isso. Mas, creio que não poderia ter sido de outro jeito. 

Embora Miguel tenha salvo Carlos, achei que por ele ter família, compreenderia mais do que qualquer outra pessoa seu sentimento de vingança. Mas acho que lhe faltou incentivo maior, que teve no final mas que nem foi tão grandioso assim. Se tivessem pego a família dele, talvez entenderia Carlos melhor e no final, poderiam até considerar uma sequência. Miguel era tão certinho, talvez por pensar que todos cumpriam a lei, ele não quisesse seguir o caminho de Carlos, mas tinha gente ali dentro bem pior. Agora meu amigo, na tortura de Luna, eu estava sofrendo horrores, não pelo bandido, mas aquela dor, misericórdia. 

Acho que o mais irônico de tudo, além da loteria, foi a comandante estar mais preocupada em capturar Carlos, do que ir atrás do restante do grupo de Luna. Cadê o interrogatório dele? Cadê pressionarem para dizer quem são seus comparsas? E ficar preso naquele local? No mínimo suspeito. E Miguel, foi o mais ingênuo de todos, achar que ali dentro não teria corrupção. Hoje em dia não dá para confiar em ninguém mesmo. 

E, embora de início eu tenha me confundido com os personagens, amei a Lola e esse jeito marrento dela e achei o novato meio bobinho, mas ele era bem fiel à equipe. E o que dizer de Carlos né. Realmente um Punisher mexicano. Miguel foi o mais fraco de todos, mas ele tinha mais motivos para continuar vivendo. Embora, como eu havia dito, se tivessem lhe dado um motivo maior para ajudar Carlos, já teria história para a sequência. 

No mais, achei a ação muito boa e a história, embora clichê, foi satisfatória também. E como sempre digo sobre trabalhos de outros países, acho muito interessante conhecer diversas produções. Vemos imagens diferentes, atuações e línguas, culturas interessantes. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Divagações sobre Van Helsing: o caçador de monstros no Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos caçadores. Hoje trago um dos antigos. 






A HISTÓRIA 

Na Transilvânia, em 1887, o Dr. Victor Frankenstein, auxiliado por seu assistente Igor e financiado por Conde Drácula, cria um monstro onde Drácula tem um propósito para o utilizar, onde Victor é contra e morto. Igor, secretamente já era aliado de Drácula. Uma multidão enfurecida invade o castelo e o monstro carrega o corpo de Victor até o moinho, onde é incendiado pela população e supõe-se que morreram no incêndio. 

Van Helsing é um caçador de monstros que trabalha para Os Cavaleiros da Ordem Sagrada, uma organização secreta que protege a humanidade, mas não tem memorias de sua vida antes disso. Porém, os métodos de Van Helsing acabaram o deixando famoso. A Ordem então o manda para a Transilvânia, após um ano da morte de Victor, para destruir Drácula e proteger os últimos descendentes Valerious, uma antiga família romena, que jurou acabar com Drácula. Lá, ele conhece Anna, que acabou de perder o irmão na luta contra um lobisomen.

Sem muito entusiasmo, Anna se junta a Helsing na caça ao Drácula, mas principalmente porque acredita que poderá salvar seu irmão. Porém, ele virou um lobisomen e obedecer ordens de Drácula. Helsing e Anna descobrem qual o propósito de Drácula e encontram a criatura de Frankenstein. Mas, em uma luta contra o irmão de Anna, Helsing acaba sendo mordido. Drácula possui a cura e Anna e Helsing vão atrás de descobrir o castelo secreto de Drácula, antes que Helsing se transforme por completo. 








Ano de lançamento 2004

Duração 2h 11m

Direção Stephen Sommers

Elenco Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham



Trailer 





Minhas divagações 

Acho que já tinha visto esse filme anos atrás. Mas, confesso que apesar de amar os filmes de Hugh Jackman e histórias de vampiros, este filme em particular, ficou meio chatinho depois que a Anna entrou em cena. Enquanto Van Helsing lutava sozinho contra o Dr. Jekyll, foi muito interessante. Ele parecia um caçador muito top. Então, quando foi mandado para a Transilvânia com seu ajudante Carl, um Frei e inventor de armas, parecia promissor até encontrarem Anna. No início, quando ela e seu irmão lutavam contra um lobisomen, ela parecia uma guerreira. Mas, quando Helsing aparece na cidade, ela se tornou bem chatinha na verdade. 

Essa é uma daquelas histórias onde do nada, o caos acontece. Drácula dominava a cidade e por mais que a população soubesse de sua existência, permitiam que ele ficasse ali, pois eventualmente ele se alimentava de um ou outro camponês. Foi Van Helsing chegar e matar uma das noivas de Drácula e a população ao invés de ser grata, o vê como o cara mau. Eu não suporto essas histórias de vampiros de época porque, Drácula é sempre ridículo de feio e suas amantes são sempre apelativas sexualmente. Fora que óbvio que Drácula teria um plano maléfico em mente. Acha mesmo que ele aceitaria conviver com humanos pacificamente se alimentando de um humano por mês? 

O interessante do filme foi terem mesclado as histórias de Drácula, Frankenstein e lobisomens. O mais curioso é a atriz que interpreta Anna, Kate Beckinsale ter acabado de lançar o filme Anjos da noite: Underworld, que consiste esse universo de caçadores de monstros. Talvez por isso sua personagem tenha sido dessa forma. Tudo bem que sua família consistia em caçadores, mas achei ela muito prepotente. E talvez por Helsing ter perdido suas memórias, ele soubesse que as tradicionais armas contra vampiros, não funcionasse em Drácula. O lado bom é usarem a lenda de matar o líder e todos aqueles em que ele transformou também morrerem.

Os efeitos especiais não vou mentir, não achei grande coisa. A história em si foi interessante. Tirando a teimosia de Anna, mas ela se redimiu no final. O que sempre vou gostar nessas histórias, é quando o caçador tem um companheiro. Todas as vezes é alguém estabanado, medroso ou muito engraçado. Mas que sempre é de grande ajuda. 

Embora Helsing seja um ótimo caçador, imaginei que ele fosse bem mais inteligente do que realmente foi. Quando Drácula sugere trocar Anna pelo monstro em um baile de máscaras, claro que era uma armadilha. Embora Helsing tenha ido preparado para salvá-la e enfrentar Drácula, foi muito ingênuo deixar o monstro escondido daquela forma, sabendo que Drácula teria seus meios de encontrá-lo. 

Uma coisa sempre questionável nas histórias de vampiros, é a questão da procriação. Como Anna salientou, são seres mortos, como podem procriar? Mesmo que Drácula tivesse o plano de fazer seus filhos viverem, como que ao menos, chegarem naquele nível?  Mas enfim... 

Não posso exigir muito pois ainda era início dos anos 2000. Mas, confesso que esperava mais, principalmente do Helsing. Achei Drácula mais engraçado do que qualquer outra coisa. Mas a criação de Frankenstein é sempre subestimada. Por sua aparência ser terrível, ele é temido e considerado um monstro. Quando na verdade ele não deseja o mal a ninguém. O verdadeiro mal sempre foi seu criador. Seu final foi como no filme mais recente de Frankenstein que saiu. Ele foi julgado, condenado mas acabou sozinho. Mas, a história da criação de Drácula foi interessante. Afinal, como apareceu o primeiro vampiro? Mas ele era o primeiro? Se for destruído então acabou os vampiros?

E o que aconteceu com Helsing e Carl? Embora tenham destruído Drácula, não conseguiram proteger os descendentes Valerious. E seu trabalho continua? Enfim, foi mediano para mim. 


Nota pessoal 6/10

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Divagando e resenhando Quando Haru estava aqui no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago mais uma obra de Dustin Thao. Dessa vez, Eric sofrendo o luto, passa a ver Haru, um garoto que conheceu em uma viagem ao Japão. 






A HISTÓRIA 

Eric Ly está se preparando para a mudança de sua irmã mais velha para a faculdade enquanto tenta se aproximar mais de seu amigo Daniel, por quem sente algo mais que amizade. Após uma noite Daniel beijar Eric, este acredita que seu amigo talvez sinta o mesmo que ele. 

Durante uma viagem escolar para Tóquio, Eric se encontra perdido e acaba conhecendo Haru, que lhe mostra algumas partes da cidade mas como Eric havia combinado de se encontrar com Daniel, precisa voltar no horário marcado. Haru tenta lhe passar um papel com seu contato mas ele se perde com o vento. Partindo no trem vendo Haru ficar para trás, Eric se pergunta o que teria acontecido se tivesse decidido ficar. 

As coisas entre Eric e Daniel saem do controle, quando o amigo sem ter falado nada lhe apresenta seu novo namorado em uma festa. Arrasado, acaba se afastando de Daniel. Mas o amigo tenta se reconciliar e o convida para o baile da escola mas nunca aparece. Após a morte do amigo, Eric depois de um ano, sem faculdade ou trabalho, decide voltar a seguir em frente. Sua irmã, vem lhe visitar de surpresa para lhe contar que trancou a faculdade e vai seguir em turnê com sua banda para outras cidades ficando fora por meses. Devastado, ele recebe uma visita inesperada. Haru o encontrou e passam vários momentos juntos. Mas Eric fica confuso quando Haru desaparece de repente e aparece em momentos aleatórios. Apesar de conseguir tocar fisicamente Haru, Eric desconfia que só ele vê o amigo. Em meio a tantos acontecimentos em sua vida, a presença de Haru lhe conforta, embora lhe cause alguns problemas. No fim, Eric tem que aceitar sua realidade e viver sua vida real mesmo que tenha perdido pessoas que ama. 



Ano de publicação 2024

Páginas 272

Autor/a Dustin Thao



Minhas divagações 

O primeiro livro que li de Dustin foi Você ligou para o Sam. E confesso que a temática é a mesma. O protagonista perde alguém e de alguma forma vive um luto diferente. No caso do primeiro livro, Julie, a protagonista, perde o namorado Sam. Com pouco mais de um mês, ainda não sabendo lidar com sua ausência, ela acaba ligando para o celular dele só para ouvir sua voz no correio eletrônico. Mas, ele acaba atendendo. Infelizmente Julie foi uma personagem insuportável para mim. Dustin tem esse poder de transformar os protagonistas vivendo momentos intensos em extremamente chatos. Em Quando Haru estava aqui, conhecemos Eric, que de início, parecia maravilhoso. Amo histórias gays, quando Eric conhece Haru e vive aquelas poucas horas com ele, foi encantador. Mas depois que passou a vê-lo, cada decisão que teve, foi infantil. Ainda mais que tinha Haru com ele. Eu entendo o fato de Eric ter consciência de que Haru era coisa da cabeça dele, mas não entendi essa mente dele de amar Daniel, ter interesse em Haru e acabar ficando com Christian, que claramente era um cara aproveitador. Sei que Daniel não estava mais ali, que Haru era coisa da mente dele e Christian estava presente, mas gente, que menino indeciso. 

E, o modo de escrita de Dustin é bom, mas esse negócio de fazer capítulos misturados como tantas horas antes, tantos anos depois, eu, particularmente acho muito confuso. Não curto muito quando é assim. E mesmo com o plot da irmã, achei muito confuso. Então, cuidado que aqui pode ter SPOILER. No início a irmã está se mudando para a faculdade e Eric espera Daniel chegar. Então, aqui a irmã na verdade está indo para outro lugar? Eric já perdeu Daniel? Mas não parecia, a não ser, que, seja como Haru, essa parte tenha sido coisa da cabeça dele. Como achei que estava ficando confuso, tentei prestar mais atenção nos títulos dos capítulos. Mas terminei confusa do mesmo jeito. 

Li uma resenha falando que amou o Eric e que chorou horrores com o livro. Não chorei horrores, mas o plot da irmã foi bem intenso. Lá pela metade comecei a desconfiar. E diferente de algumas histórias, os pais do Eric não são tão presentes, então não dava para deduzir sobre a irmã baseado neles. Mas quando ela encontra Eric e somente ele para lhe contar que está partindo em uma viagem com sua banda, a estranheza começa aí. Mas tirando as partes confusas, faz todo o sentido ele ser meio desorientado da vida. Como disse em Você ligou para o Sam, cada pessoa vive o luto de modo diferente e os personagens de Dustin tendem a de alguma forma, continuar mantendo contato com quem perdeu. 

Eric foi chatinho pelas escolhas que fez e mesmo que possamos compreender seus motivos, pois afinal quem nunca errou quando se trata de amor? Mas, quando ele conheceu Haru, essa viagem foi muito estranha. E Daniel foi muito sacana beijando Eric o deixando com esperanças e o fazendo perder alguém como Haru, porque achava que tinha chances com o amigo. Eric foi perfeito com Haru. Mas não tinha nada a ver com Daniel. A passagem de Daniel na verdade foi bem sem graça. As coisas que ele fez pelo Eric foi tão esquecível, que não achei ele marcante a ponto de entender o luto de Eric. Para mim, a perda de Haru foi mais impactante, pois os dois tinham química, e não tem como não se apaixonar por ele. Perder qualquer forma de contato com ele foi arrasador. 

E quando Eric começa a trabalhar e conhece aqueles colegas de trabalho? Achei tudo isso muito desnecessário. O tipo de amizade improvável que surge mas esses dois eram muito insuportáveis. Resumindo, foi o romance gay mais chato que já li. O romance acontece com alguém que só Eric vê, proporcionando momentos ruins porque a gente sabe que o garoto não está ali na verdade e o final foi o mais sem graça possível. Já não curto muito quando o casal tem um período separado, aqui então, só tivemos aqueles momentos iniciais, o resto. Inicialmente achei que seria mais um Você ligou para o Sam. Mas quando comecei a ler e o garoto que Eric gostava era Daniel, fiquei sem entender. Quando Haru aparece suspirei mas aí descobrimos que quem morre é Daniel. Gente, eu queria muito, muito um romance de verdade aqui. Daniel pura decepção. Christian, um salafrário imperdoável. Certeza que se ele fosse hetero teria violentado Eric versão feminina. E, Haru, nem conta como par romântico. Infelizmente só desilusão nesse livro. 

Confesso que a parte mais chocante com certeza é sobre a irmã. De resto, nada tão memorável. Embora o foco claro fosse no luto de Eric, não senti empatia por ele. A pior decisão foi ter ficado com Christian. Se não fosse isso, talvez teria gostado um pouco mais dele. E por Haru aparecer mais como uma visão de Eric, não foi trabalhado direito. Só sabemos o que ele disse no primeiro dia que conheceu Eric. De resto, seria mais como Eric o via ou achava que ele seria. Não nego ser interessante esse modo de Dustin tratar o luto de cada personagem seu. Mas mudaria algumas coisas para ficar melhor, pelo menos para mim. Mas foi uma boa leitura. 


Nota pessoal 7/10


Onde comprar: Amazon use meu link e aproveite as promoções 👇🏻

Quando Haru estava aqui


Onde comprar: Mercado Livre segue meu link  👇🏻

Quando Haru estava aqui 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Divagações em Contra o tempo (Source Code) no Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago esse filme curioso sobre loop temporal. 






A HISTÓRIA 

Colter Stevens acorda desorientado dentro de um trem, diante de uma mulher que aparentemente o conhece. Eventos passam a acontecer enquanto tenta entender o que está fazendo ali, até que o trem explode e ele acorda em uma espécie de cápsula com uma tela onde vê uma mulher lhe fazendo perguntas. Ele sabe seu nome, que era um piloto militar  de helicóptero e estava em missão e pergunta por seu pai. Após lhe perguntar sobre quem explodiu o trem e quem seria o terrorista, ele é mandado de volta a mesma cena sentado no trem, passando pelos mesmos eventos. Se sentindo atordoado vai ao banheiro e ao se olhar no espelho, não é o seu rosto olhando de volta. 

Vivendo esse ciclo, ele descobre então que está participando de um projeto criado pelo cientista Rutledge chamado Código Fonte. Ele vive na consciência de Sean Fentress, um professor de história que morreu no trem. Colter tem 8 minutos no corpo de Sean, para descobrir onde está a bomba e quem é o terrorista. A cada 8 minutos ele vai descobrindo pequenas coisas e mais, que ao descobrir o que lhe é exigido, ele pede a Goodwin, quem monitora suas idas e voltas, que ao final da missão, o deixe morrer de verdade. Dividida entre seu trabalho e o apego emocional com o soldado, cabe a ela decidir qual será o destino de Colter, já que Rutledge tem outros planos para seu projeto. 










Ano de lançamento 2011

Duração 1h 33m

Direção Duncan Jones

Elenco Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright



Trailer 





Minhas divagações 

Bom, o filme que mais me marcou de Jake Gyllenhaal havia sido Homem-Aranha Longe de casa. Pelo seu personagem ser um vilão que eu odiei muito. Mas, felizmente vi outros filmes desse ator, incluindo um que me marcou bastante que foi Donnie Darko. Desde então, tenho admirado todos os trabalhos dele. 

Viagens no tempo já sabem, sempre me deixam confusa. Aqui, nosso protagonista vive um loop, dentro de um trem, para descobrir um terrorista, mas ele só tem 8 minutos para fazer isso. Felizmente ele pode voltar várias vezes acumulando informações e procurando nos lugares certos. Infelizmente é algo que acaba com sua consciência. Porém, como um experimento, todo seu sofrimento pode ser resetado e ele ser usado para uma nova missão. 

É o que Rutledge tem em mente para Colter. Sendo o criador do projeto, ele nunca foi o viajante. Desde o início ele procurou por pessoas compatíveis com sua máquina e que aguentasse as viagens. Colter foi o que mais aguentou até então. Porém, seu estado físico era vegetativo e Goodwin apesar de ser fiel ao projeto, sente empatia ao sofrimento de Colter. Embora a intenção fosse salvar pessoas, o fato de apenas uma ter que sofrer incontáveis vezes como ele, não é algo fácil de se ver. Por isso, quando ele pede a Goodwin que assim que descobrir o que querem, ela o mate de verdade encerrando sua missão, para sempre. 

Colter consegue descobrir o terrorista, impede a segunda bomba, mas descobre que não pode salvar as pessoas no trem. Ele se apegou a Christina, a acompanhante de Sean no trem e em sua última volta, ele tenta salvar todos mudando aquela realidade em que ficou. Ele manda uma mensagem para Goodwin que chega à ela no passado, antes de começarem o projeto. Pelo menos foi o que entendi. Mas ainda achei alguns pontos confusos. O projeto envia Colter no passado, usando a consciência de um homem no local do atentado 8 minutos antes da explosão. Colter então tem que usar esse tempo para encontrar a bomba no trem e o responsável que a colocou lá. Encontrando o terrorista, deveria encontrar a segunda bomba, que pelo o que entendi, é a mais importante, pois Goodwin disse a Colter, que infelizmente as pessoas no trem não tinham como salvá-las. Tá entendido. Mas qual o sentido então do projeto de Rutledge colocar a consciência de Colter em alguma vítima antes de uma tragédia para impedir essa tragédia se não pode salvar TODOS. E como ele sabia que tal tragédia aconteceria?

A não ser que, o projeto seja um simulado do que acontece naquele momento para o viajante descobrir o culpado. Mas, descobrindo o culpado e o prendendo, consegue-se evitar o atentado. Mas, se funcionar só para casos como esse que teve duas bombas, qual o sentido então desse projeto? Por que não poderia ter salvado o pessoal no trem também? Porque segundo Goodwin, o projeto todo ainda é investigativo, então imaginamos que o projeto é experimental. Conseguiram colocar a consciência de Colter no corpo de Sean, morto na explosão, momentos antes de morrer, para encontrar o terrorista e evitar uma explosão maior que este planejava. Quando Colter faz sua última missão, não muda o futuro, mas cria uma realidade alternativa onde ele permanece no corpo de Sean e vive como ele. Acho que é isso. Mas, muita maldade a que custo esse projeto se manteria, vendo o corpo real de Colter. 

Não nego que esse foi de longe o mais simples que vi sobre loop e viagem no tempo. Acho que o final foi merecido para Colter, eu não conseguia imaginar como terminaria depois de ver seu corpo. Apesar de meio triste, foi a melhor solução. Mas, como ele passou as informações para Goodwin por mensagem e ela olha para o corpo dele, quer dizer então, que ela já sabia o que aconteceria ou aquele momento era novo e ela decidiria ali o que fazer com o corpo de Colter? Ou ele apenas provou que não poderia mudar o futuro, mas sim criar uma nova linha no tempo? Ou seja, para mim era tudo um projeto experimental, que deu certo mas provou ser errado por acharem ser apenas uma simulação. Essa parte ainda me perturba. Pelo que entendi, ficaram dias ali tentando fazer Colter toda vez que voltava encontrar o terrorista. Mas de novo, em que momento o pessoal do projeto está? Eu sei que no presente, mas, em que momento? Colter tem várias chances de voltar, mas no presente quanto tempo eles tem para encontrar o terrorista? Isso que eu não entendi. Tentei procurar alguém falando sobre, mas a maioria fala sobre a missão de Colter e o final alternativo que ele criou. Então é isso, apesar da dúvida do tempo em que Goodwin está, o resto foi bem interessante. A Catherine tinha umas reações estranhas as vezes que cheguei a pensar que ela era IA. Que todos no trem fazia parte do programa, não que eram pessoas reais.

Amei ver Vera Farmiga em outro trabalho que não fosse a Lorraine Warren em Invocação do mal, que diga-se de passagem, é meu filme preferido dela. E Jake me conquistando cada vez mais. No mais, filme interessante. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

Dica de Destaque

Resenhando Divagações sobre Noiva de Ali Hazelwood no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Trago pela primeira vez algo da autora Ali Hazelwood e que, seria perfeito se não tivesse tanto hot. CONTANDO A ...