domingo, 11 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] A Garota das sapatilhas brancas - Divagando Sempre

 


Olá Divosos leitores. Hoje trago um livro que esperei muito para ler e foi... a maior decepção. 





A HISTÓRIA 

Em A garota das sapatilhas brancas, conta o lado de Daniel Lobos. A única pessoa que ao conhecer Melissa, uma garota mimada e preconceituosa, que só via o balé como prioridade na vida, enxergou nela muito mais do que ela aparentava e através de um acordo entre os dois, ele tentou lhe mostrar o que a vida e as pessoas tem a oferecer de bom. Por mais difícil que fosse acreditar, Melissa aceita o desafio com a certeza de que o garoto iria perder. Porém, ele foi o farol que salvou Melissa da escuridão e ela devolveu as cores ao seu mundo. Mas durante esse tempo, ele escondeu um segredo dela que poderia mudar tudo. Aqui, vemos o lado de Daniel, como descobriu sua doença, como conheceu Melissa e como lidou com tudo até o fim. A primeira versão sob o ponto de vista de Melissa se chama, O garoto do cachecol vermelho. 



Ano de publicação 2017

Páginas 182

Autor/a Ana Beatriz Brandão



Minhas divagações 

Vamos lá. Eu li O garoto do cachecol vermelho um tempo atrás, então, não me lembrava muito bem da história. Lembrava que era triste e por alguma razão eu tinha amado a história. Será que por ser pelo ponto de vista de Melissa, ela não foi tão insuportável? Me recuso a acreditar que eu amaria o livro se soubesse o quanto ela era insuportável. E não, não sinto a menor vontade de reler para confirmar. A garota das sapatilhas brancas foi uma leitura tremendamente cansativa. Daniel ainda é um personagem cativante, só aguentei terminar a leitura por ele. Não lembro como foi o modo de escrita do anterior, mas nesse, achei horrível por misturar a ordem cronológica, uma hora é o tempo presente, depois muda para tantos anos antes, depois horas antes, de repente é dias depois... sim, sou chata para isso. Prefiro seguir o tempo como ele é, ou talvez só peguei birra da escritora porque a história estava muito cansativa. 

A única coisa que amei, foi saber mais detalhes sobre a vida de Daniel. Como ele descobriu sua doença, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), como ele e sua família lidou com isso e como ele contaria para Melissa sobre isso. Como eu disse antes, não lembrava muita coisa do livro anterior, então se me perguntassem, recomendaria esse. Apesar de algumas críticas positivas sobre o livro que li, muitos concordam que não havia necessidade desse, pois quem lembra da história achou meio repetitivo. Concordo que não havia necessidade desse, pois acredito que o anterior terminou bem fechadinho, por isso a autora fez pela visão de Daniel. Por mais que na minha memória eu tivesse amado o livro anterior, nesse eu peguei um ódio tremendo da Melissa, que desfez todo meu encanto pelo garoto do cachecol vermelho. 

Nesse, a Melissa foi egoísta, cega e extremamente insuportável. As coisas que ela falava da amiga do Daniel, que até esqueci o nome, por ciúmes, era insuportável. Tantas coisas que eles passaram juntos, em nenhum momento senti que ela estava se apaixonando por ele. Porque como eu disse, a questão da escrita ficar embaralhando a ordem cronológica dos acontecimentos não colaborou muito para nos aproximar do casal. Uma hora eles estavam juntos, na outra estavam saindo a primeira vez, depois ela estava chorando a perda... gente, foi muito sem graça. Fora a repetição do nome da doença dele, já entendemos Ana Beatriz, que ele tem Esclerose, não precisava repetir tantas vezes. Não é como se poderíamos esquecer disso. 

No primeiro livro, puxando pela memória, não lembro de ter tido tantos conflitos, não imaginava que os amigos de Daniel eram contra ele ficar com Melissa. Mesmo que ela tenha passado por tantos problemas, não justifica sua personalidade tão detestável. Já vi personagens que passaram pelo pior e nem assim se tornaram tão odiável quanto ela. Se ela fosse só perfeccionista em querer ser uma bailarina e mimada, já bastava, colocar desculpas depois do porque ela ser assim, tornou ela ainda mais detestável. O único momento que gostei da parte dela, foi a história que a mãe dela contou de como perdeu o marido. A parte que mais odiei da Melissa, foi quando Daniel foi atrás dela para contar a verdade. E mesmo assim, sua reação foi a mais insuportável possível. Eu não tenho a capacidade do Daniel de perdoar. Tudo o que ela falou, mesmo sendo naquele momento entre choque e outras coisas, eu teria mandado ela seguir com a vida dela como ela queria e me esquecer. Jamais teria voltado para ela. Mas isso, só porque peguei ódio dela mesmo. Mas eu guardaria aquelas palavras no coração. Porque ele escondeu a verdade porque ele sabia como as pessoas o tratavam e ele não queria ser tratado assim nem que ela ficasse com ele por pena. Agora, falar as coisas que ela falou, pode até ter saído do clichê habitual, mas só me fez odiar ainda mais essa menina. 

Na verdade, esse volume foi cheio de problemas e se eu amava o garoto do cachecol vermelho, passou a ser o livro que jamais leria novamente. E a garota das sapatilhas brancas passou a ser a causa pelo meu desgosto dessa história. Esperei tanto para conseguir esse livro e foi a maior decepção da minha vida. 


Nota pessoal 4/10

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 71:into the fire (71:no meio do fogo) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago esse filme inspirado em uma triste história real, onde 71 estudantes soldados protegeram um local contra a invasão norte coreana, por 11 horas. 






A HISTÓRIA 

Em 1950, aconteceu a Guerra da Coreia entre as Coreias do Norte e Sul. Os sul coreanos juntaram toda a sua força militar para a região sul do Rio Nakdong para evitar uma invasão e forçando um comandante de uma unidade de defesa, confiar a 71 alunos soldados inexperientes a proteger a área de Pohang, abrigados em uma escola fundamental para meninas, contra um exército norte coreano fortemente armados, que avançam em sua direção. Os alunos soldados sem treinamento e com medo, só podem esperar pela chegada dos reforços enquanto tentam retardar os avanços dos Norte coreanos. Coisa que conseguiram por 11 horas até que o comandante Kang finalmente chegasse com reforços, embora conseguissem evitar o avanço dos inimigos, infelizmente o comandante chega tarde demais. 













Ano de lançamento 2010

Duração 2h

Direção John H. Lee

Elenco T.O.P, Cha Seung-Won, Kim Seung-Woo, Kwon Sang-Woo



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti esse filme a primeira vez, lá pelo ano de 2011, 2012 e tudo pelo T.O.P, que na época eu acompanhava K-pop e era muito fã de Big Bang, grupo que o T.O.P fez parte. Recentemente ele fez participação na série Round 6 e foi muito criticado principalmente por quem não o conhecia. Mas para quem já era fã dele, adorou sua participação. Seu personagem era de caráter totalmente duvidosa e eu esperava que ele fosse ficar mais tempo, gostaria de tê-lo visto mais para frente, só para ver como reagiria a certas ocasiões. Sua morte precoce foi ridícula, admito, mas sua atuação foi incrível. Enquanto no grupo, T.O.P tem uma voz maravilhosa e era o rapper. Geralmente aparentava ser tímido e ao mesmo tempo era bem engraçado. Mas do grupo eu era fã mesmo do Taeyang.

Enfim, voltando ao filme, quando assisti, talvez meu foco fosse mais no T.O.P, então não me lembrava muito da história. Me lembrava de uma cena que na época havia me deixado chocada, que era quando foram enterrar os corpos dos soldados mortos e uns garotos puxaram o corpo e o braço saía mostrando os vermes já nele. Vendo hoje, acho que já me acostumei com tantos filmes de guerra que não sei porque na época me senti mal. Porém, o que me chocou nesse e que eu havia esquecido, era que o T.O.P, fazia parte do grupo de estudantes soldados que ficaram incubidos de proteger um local dos Norte coreanos. Foram 71 soldados jovens, sem experiências e que não acreditavam que poderiam enfrentar de fato a morte de perto. 

O comandante Kang que já tinha visto T.O.P no campo de batalha, deixa ele como soldado experiente junto com mais dois, para comandar o grupo de estudantes. Tinha alguns que eram delinquentes presos por homicídio que se voluntariaram para a guerra. Vê-se claramente que T.O.P não se sentia confortável em liderar ninguém, ainda mais aquele grupo de desajustados. Tinha um que odiei quando chegou e obviamente quis enfrentar T.O.P. Eu fico falando T.O.P mas seu personagem se chamava Jang-Beom. Apesar das dificuldades, ele conseguiu ser um bom líder e junto com os outros, conseguiram segurar os Norte coreanos por 11 horas naquele local, até a chegada do comandante Kang, que só demorou porque não conseguia mais soldados para ajudá-los daquele lado. Sorte que um aliado americano lhe deu umas bombas e assim ele foi até a escola onde os alunos defendiam o local. Embora um pouco tarde, mas já era de se esperar que teríamos baixas nessa guerra. 

Minha lembrança do T.O.P nesse filme, era de que ele quase não falava. Mas ele falou sim e muito até. Seu crescimento na história foi incrível e de uma certa forma, ele era o protagonista da história. Fazer um filme de guerra não é fácil, ainda mais inspirado em caso real. O filme foi baseado principalmente nas cartas que encontraram de um dos soldados, que imagino que fosse o Jang-Beom, já que era ele quem sempre aparecia escrevendo cartas para sua mãe. Os detalhes enquanto aguardavam o retorno do comandante, as intrigas causadas pelos desajustados, suas impressões e medos, ele relatou tudo nas cartas. Porém, o depois, ficou a cargo do comandante provavelmente, já que quando chegou, o pior já havia passado. 

Um soldado que achei bem detestável no início, foi o Ko Gap-Jo. Típico jovem rebelde que confesso que cheguei a pensar que ele fosse atirar nos próprios companheiros. De tão idiota que ele parecia ser. No entanto, a guerra muda qualquer um e no final ele se redimiu, pelo menos comigo, terminando daquela forma junto com Jang-Beom. 

Também reconheci outro rosto, que já vi  outros filmes e doramas e olha, como vilão, ele é incrível. Estou falando do Cha Seung-Won. Seu papel como líder Norte coreano foi magnifico. Senti um ódio dele mas ao mesmo tempo admiração. Se ele não tivesse cismado com aquele local onde os estudantes estavam, nada daquilo teria acontecido. Fora que ele estar ali era um mero capricho dele, quando na verdade era para ter ido para outro lugar. Agora, quem não ficou satisfeito quando ele calou de vez aquele subordinado chato e insuportável. Pelo menos eu fiquei. Achei até que ele demorou para tomar essa atitude. Fora que ele subestimou os estudantes e não esperava que eles fossem ficar e proteger o local. Ele deu a opção dos estudantes rastearem a bandeira branca e fugirem, pois contava que eles eram jovens e inexperientes, jamais que fossem determinados a ficar e proteger o local. O que lhe custou muito na verdade. 

Guerra é e sempre será uma coisa estúpida feita por homens estúpidos. Forçando homens de família, filhos e nesse caso, jovens estudantes a caminhar para a morte, lutando por algo que nem foram eles que criaram enquanto os responsáveis ficam sentados em suas salas aguardando a vitória. 

No mais, apesar da história triste, filmes de guerra são sempre chocantes e marcantes. Se T.O.P tivesse investido mais nessa carreira, hoje estaria fazendo doramas até hoje. Não sei se esse foi o primeiro trabalho dele como ator, mas já aqui achei ele sensacional. Round 6 não deu muito certo, porque a segunda temporada já foi cheia de falhas. Vi gente comentando que T.O.P estava interpretando ele mesmo. Mas acho que confundiram ele com seus vídeos e o que ele é na vida real. Eu como fã, achei que ele interpretou muito bem seu papel, só teve uma morte ridícula. 

Porém, aqui, ele representou uma história real e inesquecível. Quem não chorou com o final quando o comandante finalmente chega? Recomendo ver. Vale muito a pena. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] A grande inundação - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Esse filme vai mexer com a sua cabeça. 






A HISTÓRIA 

An-Na, uma pesquisadora de IA, acorda para mais um dia normal de sua vida, quando seu filho pequeno de 6 anos, Ja-In, comenta que lá fora formou um piscinão. An-Na mora em um complexo de apartamentos de 30 andares e ainda sonolenta não entende o que o filho quer dizer, até que sente a água invadindo seu apartamento. Ela então recebe uma ligação de um agente lhe informando que ela e seu filho serão resgatados e ela terá que subir até o telhado, onde um helicóptero os levará. Mas para conseguir subir, An-Na enfrentará o pânico dos outros moradores que também querem se refugiar no telhado além de ocasionais tsunamis que acabam se formando. É em um deles que ela é salva por Hee-Jo, um agente que deve ajudá-la a chegar ao telhado. Ele explica a origem da inundação e qual a missão de An-Na, pois a salvação da humanidade depende dela e do projeto na qual trabalha. Mas assim que ela chega ao telhado, descobre que somente ela sairá dali viva. Antes de completar sua missão, um incidente acontece e ela perde os sentidos. An-Na acorda então, momentos antes da inundação e passa a viver esse ciclo milhares de vezes, até compreender seu significado. 










Ano de lançamento 2025

Duração 1h 48m

Direção Kim Byung-Woo

Elenco Kim Da-Mi, Park Hae-So, Kwon Eun-Seong, Jeon Hye-Jin



Trailer 





Minhas divagações 

Quando comecei a assistir, passei por uma ansiedade terrível de ver An-Na tentando fugir da inundação. Como sempre, li a Sinopse por cima e na minha cabeça a história seguiria para um caminho mais simples. Que mãe e filho lutariam para sobreviver a inundação, que quando vi a magnitude dela, achei surreal e não era uma inundação qualquer. Aparentemente era algo global. Quando o agente Hee-Jo aparece para escoltá-la, ele parecia mais um bandido do que agente. Mas, conforme fui assistindo e entendendo suas explicações para a inundação e quais os planos para salvar a humanidade, me questionava a própria humanidade de Hee-Jo. Ele contou sua história de vida, o trauma que viveu e por esse motivo se tornou essa pessoa que é hoje. Achei muito conveniente sua história e suspeitei que ele seria o experimento na qual a empresa de An-Na trabalhava. Mas ainda não fazia sentido principalmente partindo de flashbacks das memórias de An-Na. 

Então vem o baque inicial, quando acompanhamos An-Na acordando novamente e vivendo aquele mesmo dia até morrer e começar tudo de novo. Então nos perguntamos, todas as vidas eram simulações? Qual o propósito? No entanto, Ja-In desaparece todas as vezes e An-Na passa a procurá-lo desesperadamente quando começa a ter flashes das outras vezes em que acordou. Até descobrir em seu celular todos os desenhos que Ja-In deixou para ela. Ao compreender o que se passava, ela muda o foco e os meios de como encontrar o filho, já que em sua memória, ela o teria abandonado da primeira vez. 

Demorei para ver o filme porque primeiro, nem sabia que era coreano, depois porque achei que fosse mais um daqueles sobre inundação americana. Quando existe um loop temporal e não esperávamos por isso, pode ser um pouco confuso no início, principalmente até os envolvidos perceber o que está acontecendo e encontrar um meio de sair dele. Ao que parece, An-Na viveu anos nesse loop, até a conclusão do experimento. A essa altura, já entendemos que é isso, não é nenhum spoiler, porém, como se chegou a esse momento e tudo o que ela passou durante esse loop, foi algo que eu não esperava. Pensei que ela estava apenas no automático procurando o filho. 

Não gosto de IA nem dessas histórias de transferências de consciências e tals. Pelo menos nos filmes, nunca tem um final feliz. E não sei se salvar a humanidade dessa forma teria algum sentido prático realmente. Vi vários vídeos com o título explicando o final da grande inundação. As pessoas gostam de fazer esse tipo de vídeo explicando todo final de algum filme né. Aqui pelo menos achei bem compreensível o final e o esperado apesar de tudo. 

Os efeitos visuais são magníficos. O enredo não achei nada surpreendente, mas foi interessante ver como An-Na mudava seu foco para salvar seu filho. Confesso que no início, achei Ja-In uma criança insuportável e mimada. Mas depois ele se tornou incrível, principalmente naquele final. O fato dele querer que sua mãe visse seus desenhos, ele poderia ter pedido de uma forma menos chata, dando alguma explicação ou informação que chamasse a atenção da mãe. Mas claro, se ela visse desde o início, não entenderia ou não teria história. 

Vi um comentário que achei hilário quando uma pessoa disse que até que os coreanos sabem fazer drama. É porque essa pessoa não conhece os doramas coreanos. Esse filme foi de longe a história mais dramática que fizeram. E afirmo mais uma vez, que minha ansiedade de ver a An-Na fugindo da água subindo com o filho nas costas, foi nas alturas. Embora Hee-Jo parecesse um criminoso, ele também parecia uma vítima dos acontecimentos, onde ele só estava ali para cumprir seu trabalho, até An-Na compreender o que se passava e lhe contar o que lembrava. Apesar de tudo, gostei dele. Achei mesmo que as pessoas não gostaram muito do filme porque não vi muita gente falando sobre, por isso demorei para ver também. Como grande fã das obras coreanas, eu gostei bastante da história. Acabou sendo bem mais complexa do que parecia e vemos uma mulher, a beira do fim do mundo, com foco apenas nela e em seu filho, mudar ao longo de suas milhares de tentativas em encontrar o filho. Cada despertar foi mudando seu objetivo e seu modo de sentir as coisas em relação às pessoas ao seu redor. Ela não era a heroína direta da história, mas conforme suas decisões, ela acaba se tornando uma. 

Cada pessoa que ela encontrava e negava ajuda no início, no decorrer de suas vidas repetidas, ela passa a ajudar e assim mudando seu futuro. Lembrando que como era um projeto, toda ação teria um sentido depois, um tipo de retribuição ou recompensa para a jornada de An-Na. Porém, é de explodir a cabeça se for pensar o que ou quem eram todas as pessoas que An-Na encontrou no caminho. O que aconteceu com elas? Eram reais?

No mais, recomendo. Vale a pena. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Orange (Live Action) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. Hoje trago essa Live action do anime Orange. Se você pudesse mandar uma carta para seu eu do passado, o que diria?






A HISTÓRIA 

Naho Takamiya descobre uma carta enviada dela mesma no futuro daqui a 10 anos. Na carta, ela escreve sobre seus arrependimentos e pede que a Naho do passado os mude. Para início de tudo, ela precisa conhecer Kakeru Naruse, um aluno que será transferido de Tóquio. Para seu primeiro dia, a Naho do futuro pede que não o convidem para ficar mais tempo após as aulas em seu primeiro dia, porém, ela só lê esse detalhe depois de já ter acontecido. Depois disso, Kakeru fica ausente na escola por duas semanas. Quando volta, Naho passa a acompanhar os acontecimentos em tempo real comparado a carta e descobre que no futuro, Kakeru não está mais presente. Decidida a evitar que isso aconteça, ela tenta mudar algumas coisas que se tornam seus arrependimentos no futuro. E acaba descobrindo que Suwa, também recebeu uma carta dele mesmo do futuro. Juntos, tentam fazer os dias de Kakeru fazerem a diferença e evitar o trágico fim que levaram Naho e Suwa a alertar seus eus do passado. 









Ano de lançamento 2015

Duração 2h 19m

Direção Kojiro Hashimoto

Elenco Tao Tsuchiya, Kento Yamazaki, Ryo Ryusei, Hirona Yamazaki, Dori Sakurada, Kurumi Shimizu



Trailer 





Minhas divagações 

Live action do anime de mesmo nome, que já vi mas não lembrava muito da história. Resolvi conferir a Live action pelo Kento Yamazaki. Ele é como Takeru Sato, perfeito para fazer Lives action. Embora, o Takeru ainda esteja em primeiro lugar dos meus atores japoneses preferidos. 

Em Orange, acompanhamos a Naho, uma estudante que misteriosamente recebe uma carta dela mesma do futuro. Na carta, ela conta que nesse período escolar, ela teve vários arrependimentos, principalmente sobre Kakeru, um aluno novo transferido de Tóquio. Eu entendo que para alguém receber uma carta desse tipo seria inacreditável, por isso, a Naho demorou para continuar lendo e a primeira coisa a ser evitada, acabou acontecendo. Mas também, acho que a carta deveria ter tido mais explicações. Se você só pedir que não convidem Kakeru para ficar com eles mais um tempo após as aulas sem explicar o motivo, quem faria isso?

O único problema da carta era começar sem a urgência ou mais explicações do que acontece com Kakeru. A lentidão da Naho começar a tentar mudar seu futuro ou ainda, a lentidão em ler a carta, misericórdia, eu já teria lido tudo no mesmo instante e já me prepararia para ajudar o menino. Na verdade, eu já começaria a carta de outra forma. Me conhecendo, escreveria de uma forma que chamasse minha atenção e fizesse logo a primeira coisa a evitar. 

Como não lembrava muito bem da história, de início pensei que o aviso sobre não convidar Kakeru depois da aula, era porque ele era um delinquente ou algo do tipo. Depois ele ficou duas semanas ausente e achei que era porque ele sofria de depressão e ficava períodos ausente. Em partes foi algo do tipo. Embora tivesse um jeito sociável normal, ele parecia esconder algo terrível sobre sua vida pessoal. 

E mesmo que Naho demorasse para entender, desde o primeiro contato, era óbvio que ela e Kakeru gostaram um do outro. Porém, não gostei que colocaram uma intrometida que se declarou para ele e ele aceitou namorar essa menina. Se ele gostava da Naho, para quê aceitar a outra? E claro que teria um triângulo amoroso no círculo de amigos. Suwa gostava dela e do jeito dele, a ajudou de todas as formas, inclusive a ficar com Kakeru, mesmo que isso doesse nele mesmo. Suwa também recebeu uma carta dele do futuro e nela, continha um detalhe que a Naho do futuro não contou para a Naho do passado. Me pergunto se mudaria algo se ela soubesse o que era. Suwa por sua vez, sabia desse detalhe mas vendo como as coisas estavam indo, ele entendeu que Kakeru era quem Naho sempre gostou. 

O grupo de amigos, só entendeu o que houve com Kakeru, 10 anos depois, quando foram visitar sua avó e ela contou o que houve com ele. Por isso, Naho e Suwa, resolveram escrever uma carta com seus arrependimentos e Naho tinha esperanças de que em alguma vida paralela, Kakeru foi salvo e viveu bem e feliz. Na minha memória, todos do grupo haviam recebido cartas deles mesmos, mas pelo menos no filme, só Naho e Suwa escreveram. 

O único pesar, é que a história usou o conceito de que se mudar algo no passado, criaria uma linha, ou seja, uma outra vida paralela àquela, onde a linha original seguiria o curso real e a paralela seguiria com a mudança. Partindo daí, achei triste que a primeira vida seguiu sem Kakeru. Mas eles sentiam ou desejavam, que em algum lugar, Kakeru havia sobrevivido e era feliz. Claro que esse conceito sobre viagem no tempo não surgiu do nada, pois enquanto estudavam, tiveram uma aula sobre isso, talvez por isso, depois de descobrirem pela avó de Kakeru sobre sua triste história, Naho e Suwa tentaram mudar o passado deles. Mesmo não tendo certeza se a carta chegaria até eles. Confesso que na época, o anime foi muito bom. Mas na Live, achei a Naho meio chatinha. Demorava para agir e tomar uma atitude, estava me dando nos nervos. E não consigo entender, se ela gostava tanto do Kakeru, por que ficou com outra pessoa depois? Entendo que na linha original, ela não chegou a expressar seus sentimentos por ele e devido a tragédia, não soube que ele também gostava dela, e que claro, sua vida seguiria em frente e Kakeru seria uma memória da adolescência, mas, ficar com alguém do grupo? Enfim, é o meu sentimento sobre isso. 

O modo como Naho e Kakeru se gostavam mas havia várias coisas impedindo a declaração, me lembrou de Kimi ni todoke, embora nesse, o casal protagonista tinha dificuldade em expressar seus sentimentos pelo outro mas, pelo menos, nenhum dos dois ficou com outras pessoas. Tinha vários desentendimentos e a protagonista era tão tímida, mas o menino foi fiel a seus sentimentos e esperou por ela até o momento certo. Em Orange, embora o tema principal não fosse o romance, pelo menos no filme, achei que poderia ter trabalhado mais o círculo de amigos. No início, por acolherem Kakeru espontaneamente, achei que todos tinham escrito para eles mesmos, talvez o anime seja assim. Pelo menos eu, teria achado mais interessante se fosse isso mesmo. 

Eu sempre fui uma pessoa que prefere as histórias sem complicações. Guardar segredo, ter um segredo, não pela curiosidade, mas se você for mais aberto, evitaria várias coisas. Talvez se no primeiro dia o próprio Kakeru tivesse falado de sua mãe, poderia ter mudado tantas coisas. O grupo até poderia ir na casa dele, trazendo alegria para os dois. Não é impossível história assim, quantos animes existem por aí com amigos adotando os pais dos amigos? E a mãe de Kakeru era solitária, com os amigos dele por ali, e vendo o filho feliz, tenho certeza que ela encontraria um motivo para continuar vivendo. Mas, isso seria a minha história se fosse eu a escrevendo. Embora ache que poderia ter sido melhor, e tenho certeza que o anime foi, mas não sei se verei novamente, quem sabe um dia. No entanto, apesar do final triste, sim, porque nada mudou na linha original, mesmo na vida paralela, não fiquei com aquele sentimento de satisfação, porque apesar de tudo, mesmo tentando mudar seus arrependimentos e ajudar Kakeru, mesmo fazendo a diferença, ele ainda teve aquele sentimento de terminar como na linha original. Até achei que o final seria assim, que não teria como mudar o destino. Que de alguma forma, Kakeru terminaria como na linha original. Claro que sendo uma história fictícia, o céu é o limite né. 

Enfim, Live action é difícil mesmo transmitir com fidelidade o anime, mas, apesar de tudo, acho que foi satisfatorio. Só não entendi porque se chama Orange. 


Nota pessoal 8/10

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] Turma da Mônica em: Uma aventura no tempo - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos. Hoje trago essa animação brasileira mais amada pela criançada e por adultos também.








A HISTÓRIA 

Franjinha está em seu laboratório terminando sua mais nova máquina do tempo, alimentada pela energia dos quatro elementos contidas em frascos. Enquanto isso, do outro lado do bairro, Mônica e Magali aguardam a chegada do Cebolinha e Cascão para um piquenique que eles mesmos inventaram. Porém, era tudo um plano do Cebolinha para pegar o coelhinho de pelúcia, Sansão, da Mônica. Os meninos fogem para o laboratório do Franjinha e Mônica acidentalmente acerta a máquina dele quando tentava pegar o Cebolinha. A máquina entra em pane e acaba mandando os elementos para diferentes períodos no tempo. Franjinha então diz que se os frascos não forem recuperados, o tempo deixará de fluir e tudo será congelado. 

Franjinha então pede a ajuda dos quatro amigos para recuperarem os elementos. Mônica e Bidu vão parar na pré-história onde devem recuperar o elemento do fogo, Cascão vai parar no período colonial e para sua infelicidade, seu elemento é  a água, Cebolinha vai para o futuro no século XXX atrás do elemento ar e Magali vai para alguns anos no passado e deve recuperar o elemento terra. Cada um vai enfrentar dificuldades surreais mas também vão aprender os valores de cada elemento. 











Ano de lançamento 2007

Duração 1h 20m

Direção Maurício de Souza 



Trailer 





Minhas divagações 

Assisti essa animação inúmeras vezes anos atrás e mesmo agora depois de uns anos, continua tão bom quanto na época. Eu praticamente cresci com essa turminha, eu aprendi a ler com seus gibis e a primeira animação que vi deles, foi um especial de Natal sobre uma estrelinha que cai na Terra e a Mônica vai ajudar. Desde então, saiu outras animações mas a mais famosa com certeza foram as historinhas no Cine Gibi, que consiste em uma máquina inventada pelo Franjinha que reproduz as histórias dos gibis para uma tela de cinema. E sempre tem um tema que leva a turminha para o cinema. Porém, a história da máquina do tempo é diferente e talvez por isso é bem especial para mim. 

A turma é separada para ir atrás dos quatro elementos e cada um viverá uma aventura inesquecível. Mônica vai parar na pré-história e conhece Piteco. Vemos o Horácio e a Thuga. Para recuperar o elemento fogo, Mônica terá que enfrentar um vulcão em erupção, que era nada mais nada menos, um homem das cavernas com o elemento fogo, tentando assustar os outros para conseguir ficar com a Thuga.

Cascão vai parar no período colonial e conhece Papa-Capim e sua tribo indígena. Ele terá que recuperar o elemento água e ajudar Papa-Capim contra um bandeirante que usa o elemento  para secar o rio e minerar ouro, deixando os animais e a tribo na seca, passando fome e sede. Como Cascão caiu do céu, os indígenas pensam que ele é um salvador e mesmo que tenha ficado penalizado com o que a falta de água causa na natureza e aos animais, ele e Papa-Capim são apenas duas crianças contra um homem grande como o bandeirante é. 

Cebolinha vai para o espaço no futuro e conhece Astronauta. O inimigo é uma bela alienígena que se denomina Cabeleira Negra e trará enormes problemas para Cebolinha, pois ela não suporta quem fala errado. Astronauta fica congelado por ter sido pego despreparado pela beleza da inimiga, deixando Cebolinha sozinho tendo que lidar com a intrusa. Porém, ela consegue roubar o elemento ar porque Cebolinha tem preocupações maiores como evitar de se transformar em um ratinho.

Por sua vez, Magali vai uns anos para o passado, quando ela e a turminha ainda eram bebês e terá que enfrentar uma Mônica bebê furiosa para conseguir o elemento terra. Ainda reencontra sua mãe que a confunde com sua prima que ao contrário da Magali, vive de dieta. Mas, o maior problema é quando a Mônica bebê não entrega de jeito nenhum o elemento causando um terremoto no bairro.

Mesmo que esteja em seu laboratório, Franjinha não está seguro. A turminha não tem muito tempo para recuperar os elementos agora, já que o tempo presente começa a congelar. Vemos Chico Bento pescando, Rolo e outros personagens sentindo os efeitos. 

Embora separados, após recuperar um elemento, o outro vai ajudar alguém que precisa, Mônica acaba indo ajudar Cascão e Cascão o Cebolinha. Que diga-se de passagem, foi o mais Hilário por quase se transformar em ratinho por não conseguir desarmar a armadilha da Cabeleira Negra por causa da sua troca de r por l. E no final, todos vão ajudar Magali contra a Mônica bebê. 

A história em si foi fenomenal, a música tema não sai da cabeça e a lição que cada um aprendeu com os elementos é maravilhosa. Embora a gente saiba que nas próximas histórias as coisas vão continuar a mesma. Cebolinha fazendo planos para pegar o Sansão, Mônica ficando nervosa e correndo atrás dele, Cascão se negando a tomar banho e Magali sendo a comilona de sempre. Mas cada história trás alegria e um quentinho no coração, principalmente para fãs dessa turminha. Fazia tempo que eu queria rever esse filminho. E valeu muito a pena.

E, não poderia deixar de compartilhar, a música de encerramento  Máquina do tempo da banda 9volts. Pelas minhas pesquisas a banda segue ativa e tem relação com os estúdios do Maurício de Souza, os integrantes trabalham como dubladores e fazem parte da direção musical do estúdio. Por isso a musiquinha casou bem com o filminho.





Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

[Review/crítica pessoal] 1 Litro de Lágrimas (Ichi rittoru no namida) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos dorameiros. A história hoje é inspirada em um caso real e com certeza te fará chorar 1 litro de lágrimas...






A HISTÓRIA 

Ikeuchi Aya tem 15 anos e vive com sua família onde seu pai tem uma loja de tofu e a mãe trabalha como higienista. Aya tem mais três irmãos mais novos, Ako, Hiroki e Rika. Quando Aya passa a ter pequenos acidentes como cair ou derrubar coisas, sua mãe sugere procurar um médico e fazer exames só por precaução. Uma das primeiras quedas sérias, foi quando Aya ia para a escola fazer um exame importante e é socorrida por Asou Haruto, que por coincidência também estava indo prestar a prova, mas ao contrário dela, não estava muito determinado a fazê-la. Asou leva Aya de bicicleta até a enfermaria da escola e acreditava que como chegaram atrasados, não poderiam fazer a prova. Felizmente para Aya, devido ao acidente conseguiram fazer o teste, com menos tempo que os outros mas os dois conseguiram passar e acabam estudando na mesma turma. Mas, a queda que deixou a mãe de Aya preocupada foi quando esta ia para a escola e caiu ferindo o rosto. Após alguns exames sua mãe descobre então que Aya tem Degeneração Espinocerebelar, uma doença incurável que deteriora o cérebro, com o tempo o paciente não anda, não fala e não come mais, mas não afeta a mente nem a memória. 

A mãe de Aya foi a primeira a saber e tentou ao máximo esconder da filha seu diagnóstico, mas Aya acaba descobrindo sozinha e sua maior pergunta era: Por que essa doença me escolheu? Não só a vida de Aya mudou, mas a de todos ao seu redor, tanto no ambiente familiar como no escolar, todos aprenderam a se adaptar à nova condição dela. No entanto, o mais difícil foi no ambiente escolar, pois apesar de seu diagnóstico Aya, queria aproveitar ao máximo sua vida escolar, porém, quando já estava difícil caminhar, seus atrasos passou a ser um problema para todos, a ponto de na reunião de pais, os pais sugerirem a mãe de Aya que a transferisse para uma escola mais apropriada. Após um tempo, a própria Aya decide se transferir fazendo um discurso emocionante ao se despedir de sua turma. Aya viveu vários momentos difíceis e emocionantes, mas sempre com o apoio de sua família. Seus diários viraram palavras motivacionais para outros pacientes que viviam a mesma condição que ela e lutaram como ela a viver até seus últimos dias. 












Ano de lançamento 2005

1 temporada 11 episódios 

Direção Masanori Murakami

Elenco Sawajiri Erika, Nishikido Ryo, Yakushimaru Hiroko, Jinnai Takanori, Narumi Riko, Fujiki Naohito



Trailer (resumo da história)





Minhas divagações 

" O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais "

1 litro de lágrimas foi meu primeiro dorama japonês e na época, chorei 2 litros de lágrimas, cada episódio era uma caixa de lenços usados. Embora, 20 anos depois, o dorama segue sendo tão emocionante quanto foi na época. A história de Aya embora triste, também foi uma lição de vida para todos que conheceram suas lutas, suas dificuldades, suas dúvidas e medos. Pois descobrir uma doença incurável e degenerativa aos 15 anos, nos faz questionar as injustiças da vida. Por isso sua mãe demorou a lhe contar seu diagnóstico e por isso Aya quis continuar frequentando a escola o máximo que pôde. Embora na vida real, Aya não tenha contado com a ajuda de um Asou-kun, ela teve sua família e amigos lhe dando apoio.

Na época em que o dorama fez sucesso, eu havia lido que a mãe de Aya quem havia pedido para mudar um pouco a história e colocar o personagem Asou. Na verdade, achei que ficou bem tipico de dorama mesmo, embora ache que se não tivesse esse personagem, teria sido um pouco mais triste e solitário a vida de Aya. Que acho que como toda adolescente gostaria de ter a chance de se apaixonar, de amar e ser amada. O que me faz questionar se a parte do senpai, acho que se chamava Kawamoto, um aluno mais velho que jogava basquete e que havia a convidado para sair, foi real também? Achei a decisão dele bem covarde de não ter ido ao encontro. Teria sido menos desumano se ele tivesse ido e depois pedido desculpas para não continuarem se vendo, devido às dificuldades de condição de saúde dela. Ele poderia ter ao menos tentado. Se não fosse pelo Asou, ela ficaria na chuva quanto tempo esperando o outro menino?

Outra questão se foi real para mim, seria a parte da reunião escolar onde os pais manifestam seu desagrado no fato da condição de Aya "atrapalhar" seus filhos na escola. Não existia empatia nessa época ou o ser humano é tão desagradável assim mesmo? Infelizmente seria esse mesmo tipo de pessoa, que faria Hiro, o irmão de Aya, ter momentos de vergonha antes de Ako lhe dar o maior sermão. Chorei horrores nessa parte na época, porque Ako, era o tipo de irmã que vivia implicando com Aya por ela ser perfeita demais enquanto que ela era cheia de defeitos, mas seu crescimento na história foi emocionante. Ela percebeu as dificuldades da irmã antes de admitirem que Aya tinha um problema e achava estranho, mas a mãe sempre desconversava. Ako, apesar de muitas vezes aparentar estar incomodada em ajudar a família, foi a que mais evoluiu e me conquistou na trama. 

Os pais da Aya me davam nos nervos as vezes, principalmente a mãe que esperou demais para contar a filha e a família o que acontecia com Aya. Eu entendo que como mãe, era difícil de aceitar um diagnóstico desses para alguém tão jovem que tinha uma vida inteira pela frente. E também entendo que para qualquer um é extremamente difícil aceitar uma doença incurável, mas ignorar os efeitos que essa demora em contar principalmente para a Aya, poderia ter ganho mais tempo para ela se planejar melhor. Na minha memória, os pais dela não eram tão irritantes e barulhentos. 

E claro, temos o Asou-kun. Na época, eu era apaixonada por esse ator, o conheci nesse dorama e depois vi outro dele. Nishikido Ryo é cantor, fazia parte do grupo Kanjani8 e News. É muito comum ver cantores se aventurando na atuação. E achei Nishikido perfeito no papel de Asou. Ele tinha seus próprios problemas familiares e seu pai exigia muito dele, principalmente após a morte de seu irmão mais velho. Mas contrariando todas as expectativas, ele continuou ao lado da Aya até o final. Acho que o modo como o colocaram na história, foi digno de romance adolescente. Ele a ajudou quando ela caiu a primeira vez e como seu pai trabalhava no hospital, eventualmente ele acabou descobrindo sua doença. Ele também ficou com ela quando o senpai deu os canos nela e se confessou para ela e ainda a levou para um encontro. 

Mas o dorama não é apenas sobre um impossível romance adolescente, se trata principalmente sobre a aceitação de uma doença incurável na adolescência. Aya tinha muitos sonhos, e embora atinja muitas pessoas, sua história ficou famosa por sua determinação em continuar vivendo. O que antes era uma obrigação, escrever seus dias acabou se tornando sua maneira de continuar viva. Sua jornada foi eternizada através de seus diários e todos conhecem ou podem conhecer sua história. A primeira vez que se vê com certeza derramará 1 litro de lágrimas. 

É um dorama que me marcou muito e por anos não queria ver de novo porque sabia que era triste demais. Mas continua tão bom quanto na época. Recomendo ver com lenços do lado. 

Uma das músicas que ouvi várias vezes depois que vi o dorama. Remioromen/Konayuki


A verdadeira Aya 




Nota pessoal 10/10

domingo, 4 de janeiro de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Estilhaça-me - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago esse livro muito falado mas que infelizmente para mim, foi muito confuso e cansativo de ler. 






A HISTÓRIA 

Em um futuro distante, o planeta vive um colapso e as reservas naturais estão esgotadas. Com isso surgiu um grupo que prometia resolver as coisas, o Restabelecimento. Em meio ao caos, Juliette, uma garota de 17 anos, está presa a quase um ano em um hospício por matar acidentalmente um garotinho, com apenas um toque. Por algum motivo ainda desconhecido, ao tocar alguém, a pessoa sofre horrivelmente e se Juliette não retirar a mão no tempo certo a pessoa pode morrer. Sendo assim, sua própria família a teme e desde então, ela é mantida isolada sofrendo tortura física e psicológica, tendo apenas um diário que mantém escondido. 

Um dia, tudo muda, quando um garoto é colocado na mesma cela que ela. Para sua surpresa, ela o conhece, mas acredita que ele não se lembra dela. Com o passar dos dias, eles acabam se aliando. Porém, eis que surge Warner, que tem como objetivo utilizar Juliette como arma contra o Restabelecimento. Contrária aos planos de seu captor, ao mesmo tempo que descobre a traição de Adam, seu colega de cela, ela também descobre seu plano para libertá-la e que na verdade também estava atrás dela. Os dois então tentam fugir de Warner, mas com certeza ele não deixaria Juliette escapar tão facilmente. 



Ano de publicação 2011

Páginas 304

Autor/a Tahereh Mafi



Minhas divagações 

Mais um dos livros que fui conferir por ser muito falado mas, acabou sendo uma leitura bem difícil. Achei a escrita horrível de se ler. Tudo bem que pode ser que a autora quis nos passar o que se passava na mente confusa de Juliette, mas achei as frases riscadas e as repetições muito confusas e algumas vezes foi muito cansativo. 

Achei Juliette uma personagem sem graça e muitas vezes não a suportava. Por ela não saber o que estava acontecendo e com isso nos fazer passar o mesmo que ela, para mim foi muito exaustivo. Como é o primeiro de sei lá quantas sequências, não achei muito inspirador a continuar, porém, o final foi até que interessante. Eu sou aberta a novas experiências e qualquer tipo de leitura, mas isso não quer dizer que eu vá acabar gostando no final. Me manter na minha zona de conforto seria o ideal, mas não conheceria tantos autores e histórias diferentes. A única ruim que achei nessa leitura, é o fato de nos deixar confusos como a garota. 

Só fui entender o motivo dessa escrita quando alguém me aconselhou a não desistir porque o segundo livro fica melhor e esse primeiro é confuso porque acompanhamos sob a perspectiva de Juliette. Talvez se não fosse por isso, eu teria gostado mais. Ficava o tempo todo me perguntando o que ela teria feito para ficar presa daquela forma. E acredito que ela não tentou fugir porque realmente se culpava pela morte do garotinho e como não entendia seu poder, se achava um monstro. O modo como o garotinho morreu, eu sinceramente acreditava que fosse algo bem mais sinistro, pois para manterem ela presa dessa forma. E conforme fui entendendo seu problema com o toque, pensei que era bem mais avassalador. 

Quando Adam chega na cela, seu erro foi ser desde o início escroto com ela, lógico que ela não responderia nenhuma pergunta. Quando Warner aparece e a tira da prisão sem muitas explicações, em vez de atiçar minha curiosidade, na verdade só me deixou mais entendida. Pois nada de fato era revelado e seguia uma confusão de quem poderia ser confiável. As histórias contadas dos dois lados confundia demais e admito que a jogada de fazer isso para nos confundir e nos fazer sentir na pele como Juliette se sentia foi genial. Mas sem preparo ou aviso sobre essa visão, confesso que para leitores distraídos como eu, passaria despercebido e só entendi depois que terminei a leitura e alguém me falou sobre essa visão de sentir o que Juliette sentia. Depois até fez sentido mas eu já estava amargurada com a história. 

Adam e Warner querem a mesma coisa mas são opostos um do outro e estão em lados opostos dessa guerra. Não contou muito sobre Warner mas pelo que Juliette viu, ele parece ser o inimigo insano e maligno. Já Adam, ela viu que muita coisa aconteceu com ele desde a última vez que o viu nos tempos de escola e seu interesse nela tem quase o mesmo propósito de Warner, porém, é fazê-la entender seu poder e usá-lo para uma causa que ele acredita ser o certo. 

Confesso que o final me deixou curiosa para saber o que vem a seguir, sendo tantos livros e contos, não imagino o que esperar, mas eu geralmente não curto muito sagas muito longas. Geralmente os personagens crescem e sofrem a história toda até chegar a um final glorioso. Embora o fato instigante nessa história em questão, seria descobrir mais sobre o porquê de alguns terem certos poderes e por que Adam pode tocar Juliette. Sim minha gente, apesar de seu toque ser mortal, tem pessoas que ela pode tocar e sim, pessoas, no plural, mas a outra pessoa ainda está em processo de compreensão, ambas as partes tentam acreditar no que viram e isso sim, deixa muito espaço para teorias sobre quem Juliette é. Espero que no próximo muitos pontos sejam mais explicados e que por favor, não seja mais sobre a perspectiva confusa dessa menina. Não aguentaria ler uma saga inteira dessa forma. 

Com isso, agora tenho certeza que todo livro que está no hype, eu não vou gostar. Foi assim com Verity, A empregada e agora esse. Dos que me lembro claro, acho que tinha os da Sarah J. Maas também, mas pelo menos a trilogia da Cidade da Lua Crescente eu consegui terminar. É um mundo fantasioso cheio de intrigas, disputas políticas, romance e poderes até com potencial enorme, mas sempre acabam sendo desgastantes para mim. Embora pelo menos o universo da Sarah seja muito mais interessante. Mas cada autora trabalha em um certo problema mas isso não vem ao caso. Estilhaça-me foi algo completamente diferente do que havia imaginado. Na verdade não sei o que esperava mas com aquele final, sim, pretendo dar uma chance ao segundo para descobrir mais sobre o que acontece com Juliette. E com certeza acabarei lendo todos porque tenho o costume de demorar tanto para ler sequências que acabo esquecendo o motivo de ter enrolado tanto para continuar. 

Não foi uma leitura excepcional e só valeu a pena para mim no final, não é um livro que eu recomendaria como um de meus favoritos, mas recomendo ler para julgar com seus próprios olhos. Muitos dizem ser bom, mas nem no final, nem todos podem concordar.


Nota pessoal 6/10

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

[Resenha/crítica pessoal] Parte da Decoração (minibook) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Uma leiturinha leve de Natal para não passar em branco. 






A HISTÓRIA 

Arielle, depois de sofrer uma desilusão amorosa, agora mora com a mãe e para evitar seus comentários sobre o que está fazendo com sua vida, ela prefere sair cedo para o trabalho, mesmo que só comece mais tarde para evitá-la. Arielle trabalha como ajudante de Papai Noel no shopping, onde inúmeras crianças passam por ali querendo tirar fotos com o bom velhinho. É assim que ela acaba conhecendo Maricota e seu pai Breno. Arielle e Maricota tem uma conexão instantânea e Maricota sempre que pode, consegue convencer o pai a levá-la ao shopping para ver Arielle. 

Arielle por sua vez, mesmo encantada com Maricota e seu pai, acha que o Papai Noel tem interesse no pai da criança e faz de tudo para que os dois se aproximem mais. Ao mesmo tempo seu ex-noivo aparece e quer tentar voltar com ela novamente. Fora seu estresse de procurar um presente ideal para sua mãe exigente. Em meio a tanta confusão em uma época tão corrida, Arielle vive um verdadeiro conto de Natal.



Ano de publicação 2022

Páginas 100

Autor/a  Aimee Oliveira 


Minhas divagações 

Por ser um minibook e autora brasileira, a leitura até que foi agradável, mas nada surpreendente. A questão de Arielle fugir do ex-noivo era até instigante, pois dava curiosidade para saber o motivo. Cruel o que ela passou e muito sacana da parte dele querer voltar depois de tudo. 

O relacionamento com a mãe, foi insuportável. Odeio esse tipo de mãe que mesmo vendo o quanto o cara fez a filha sofrer, ainda espera que ela volte com ele? Me poupe né. Não gostei dessa mulher do início ao fim. 

De onde Arielle tirou que o Papai Noel tinha interesse amoroso no pai da Maricota? Misericórdia. A história poderia ter passado melhor sem essa. Isso foi ridículo demais. Agora, se tivesse deixado bem claro suas intenções, aí sim, seria interessante de ver isso. Mas, era bem óbvio que o bom velhinho estava empurrando Arielle para o pai da Maricota.

Porém, aqui temos outra questão. Em que momento Breno mostrou interesse em Arielle? Mesmo sendo uma história curtinha, acho que essa parte poderia ter sido trabalhada melhor. Nenhuma troca de olhar, nenhum sorriso insinuante. Breno parecia o típico pai ocupado e casado. Não teve detalhe sobre aliança, se usava ou não, não teve comentário sobre o fato de Maricota sempre estar com o pai e não falar nada de mãe,  Breno só interagia com Arielle para falar sobre a filha, ou seja, foi totalmente desprovida de romance para chegar naquele final super corrido. O único sentimento que ainda foi contraditório, foi quando Arielle estava com o ex e ali parecia que Breno sentiu um ciúmes. Mas fora isso, não senti química entre esses dois. 

Ou seja, teve vários elementos natalinos, mas faltou só o romance meloso de Natal mesmo. Teve situações engraçadas e emocionantes, mas só. Teve até a famosa magia de Natal. Mas, fica só por isso mesmo. Você, pelo menos eu, terminei a história e ficou no esquecimento depois. Uma pena. Pois tinha muito potencial para ser inesquecível. E o título então? Jamais pensaria em um romance de Natal,  embora seja um trocadilho interessante para o fato de Arielle tentar se esconder do ex se misturando a decoração de Natal. 

Mas fora essas pequenas insinuações, o bom velhinho encaminhou Arielle para ter uma amiga e um amor. Ao que ela interpretou tudo errado. Ela achava a companheira de trabalho uma rival e o pretendente ela achava que era interesse amoroso do papai Noel. Embora a situação pareça cômica, achei forçada e ridícula. Contos ou mini books não tem muita coerência mesmo, porque não há espaço para tudo ser trabalhado com detalhes. No fim, o resultado é assim mesmo. O que acaba estragando em partes a história. 


Nota pessoal 6/10

Dica de Destaque

Resenhando Divagações sobre Noiva de Ali Hazelwood no Divagando Sempre

  Olá Divosos leitores. Trago pela primeira vez algo da autora Ali Hazelwood e que, seria perfeito se não tivesse tanto hot. CONTANDO A ...