sábado, 11 de abril de 2026

Divagando A QUEDA de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan no Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores. Hoje trago a continuação da eletrizante história de vampiros de Del Toro e Hogan. 






A HISTÓRIA 

A raça vampírica descende de 7 anciões onde um renegado conhecido como o Mestre, tem o apoio financeiro do bilionário Palmer, com a promessa de lhe dar vida eterna, o ajudando a transformar o maior número de pessoas possíveis para seu plano maléfico. Setrakian, um caçador de vampiros idoso, tenta encontrar um grimório perdido, intitulado Occido Lumen, onde acredita conter informações cruciais para derrotar os vampiros. Na sua empreitada, conta com a ajuda do epidemiologista Ephraim, que tem interesse em proteger seu filho, depois que sua esposa se transformou em uma vampira e agora persegue o filho, conta com a ajuda do exterminador de pragas Vasilliy e os Anciões recrutam Gus Elizalde, membro de uma gangue, para destruir o Mestre.



Ano de publicação 2010

Páginas 320

Autor/a Guillermo Del Toro, Chuck Hogan



Minhas divagações 

Eu li o primeiro livro anos atrás, então não lembrava absolutamente de nada da história. Mas ainda assim deu para acompanhar a jornada do grupo. Achei interessante a forma como os autores Del Toro e Hogan criaram seus vampiros. Cada livro que leio sobre essas criaturas, percebo que cada um dos autores, tem suas próprias ideias sobre elas. Antigamente eu achava que era lei o modo como eles eram de fato, mas depois de Crepúsculo, percebi que qualquer um pode inventar seu vampiro. 

Como a história já estava em andamento, não sei como a esposa de Eph se transformou e nem quando ele ficou com a Nora, que diga-se de passagem, achei uma personagem muito sem graça. Vou começar por ela então. Suas decisões foram as piores do livro para mim. Primeiro quis fugir para um local onde ela achava que fosse seguro. Levou a mãe com Alzheimer e Zach, filho do Eph. Porém, achei seu transporte de fuga ridículo, óbvio que seriam atacados em algum momento. Depois, não conseguindo mais proteger a mãe e Zach ao mesmo tempo, se separa dele para dar um jeito na mãe. A única coisa que ela consegue, é perder o menino. Se eu fosse Eph terminaria com ela, embora a culpa também fosse dele, já que ninguém protegeria o filho melhor do que ele mesmo. 

Então vamos para o Ephraim. Como não lembro do primeiro livro, não sei por que ele era procurado, talvez em algum momento tenham mencionado isso, mas não me recordo, pois o início confesso estava meio parado. Eph também tomou decisões que achei idiotas mas pelo menos para ele, terminou com sorte, ou não. Ele teve encontros assustadores e escapou da morte, ou de ser transformado, mas pelo término do livro, pelo jeito ele é o herói da história? Teve uma cena quando ele foi pego pelo FBI, quando estava preso na agência e foram atacados, se o agente que estava com ele tivesse lhe dado ouvidos, teria feito diferença? Pensando bem, acho que não, já que de qualquer forma foi salvo pelos caçadores. 

E quanto aos caçadores? Sempre tive dúvidas quanto a quem seria Setrakian. Eu achava que ele fosse um meio vampiro, que tomasse algo para impedir sua transformação completa e que ele era um cientista estudando como reverter a transformação. Por que fiquei na dúvida sobre ele? Por causa de sua condição física e seus experimentos. Embora ele procurasse a todo custo um modo de acabar com os vampiros. Não me julguem, como disse, faz anos que li o primeiro. 

Juntando todos, acho que são uma ótima equipe. Menos Nora que a achei insuportável e inútil. Tivemos algumas perdas devastadoras e espero ansiosa pelo fim dessa história. Vou tentar não demorar muito para ler o final para não esquecer o rumo dessa história. 

Interessante que embora os vampiros sejam criaturas noturnas implacáveis, durante o dia são indefesos. A maioria nessas histórias, sempre tem um humano ganancioso, que fará o trabalho sujo durante o dia para o vampiro chefe. E aqui, achei eles diferentes por serem considerados um vírus, quando os matam, saem vermes brancos que se entrarem em sua corrente sanguínea, você é contaminado. Fora o ferrão que sai da boca dos infectados. Inovador e interessante. 

As histórias que li na época em que vampiros estavam no auge, eram romances adolescentes com vampiros lindíssimos onde a garora apaixonada tinha desejos secretos de se tornar uma, por sempre se sentir diferente em meio aos humanos. Conhecendo essa saga de Del Toro e Hogan, com essa história devastadora e tensa, com certeza é muito mais empolgante. Cada personagem tem sua luta interna, tem o que proteger ou pelo o que lutar, mas com um único objetivo, destruir o Mestre. 

O início é muito, muito lento. O grupo ainda juntos, fazem planos de se locomoverem já que o esconderijo está comprometido. Depois do ataque de Kelly, mãe de Zach, eles decidem seguir adiante. Porém, achei ridículo Ephraim confiar Zach a Nora. Onde ele achou que estavam seguros sozinhos contra uma horda de vampiros, principalmente contra Kelly, que estava decidida a pegar o filho? E que plano escraboso foi o dele de enfrentar Palmer e falhar? Quando unidos eram fortes, se separaram, só aconteceu desastres. E perdas, perdas que senti profundamente. Quem deveria morrer continuou infelizmente. 

Os momentos finais foram tensos, tão tensos que não conseguia parar de ler. Enquanto não visse a última página, eu continuava. Mas pelo título do livro, imaginava que o grupo de Eph não teria sucesso. Pois a queda pode ser dos vampiros também, mas aí seria o final da história. Meio desesperador terminar a história assim, perdemos a esperança junto com alguns membros que se foram e fico imaginando COMO vão destruir o Mestre. Se a condição vampírica é um vírus, encontrarão uma cura? Espero que o final seja espetacular. 


Nota pessoal 9/10

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Divagando sobre os gêmeos em LENDAS DO CRIME - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do crime. Hoje trago esse filme sensacional sobre os irmãos Kray, interpretado maravilhosamente por Tom Hardy. 






A HISTÓRIA 

Nos anos 60, Reggie Kray, torna-se importante no mundo do crime londrino e se une a seu irmão gêmeo Ron, o tirando do hospital psiquiátrico sob fortes ameaças e assume o controle de uma boate local. Reggie conhece Frances, a irmã de seu motorista e passa a sair com ela, mesmo sua mãe sendo contra. 

Reggie acaba sendo preso por uma condenação anterior e Frances o faz jurar que deixará a vida do crime para trás, assim ela aceitará se casar com ele. Mas, quando Reggie sai da prisão, descobre que a instabilidade mental e violência do irmão, quase levaram a boate a falência. Os dois brigam violentamente mas depois se reconciliam, parcialmente. Reggie tenta reconquistar Frances que saiu da boate horrorizada com tamanha violência dos irmãos, mas acaba aceitando e se casando com Reggie.

Porém, Reggie é atraído pelo mundo do crime e Frances acaba viciada em remédio controlado ilegalmente. Mas tudo piora quando Reggie perde o controle e a agride e a violenta sexualmente. Ela decide deixá-lo e quando Reggie tenta reconciliar, uma tragédia acontece. Com seu casamento desmoronado, Reggie ainda tem que lidar com o temperamento explosivo do irmão, que gosta da vida de gangster e acaba matando um importante associado de uma gangue rival, Cornell,  publicamente. Reggie só não acaba com o irmão por causa da mãe. 

Porém, ainda insatisfeito, Ron paga McVitie para matar o sócio de Reggie, mas apenas o fere, que revoltado decide entregar os irmãos para a polícia. Ron é acusado de matar Cornell e Reggie pelo assassinato de McVitie, já que não podia matar o próprio irmão. 











Ano de lançamento 2015

Duração 2h 12m

Direção Brian Helgeland

Elenco Tom Hardy, Emily Browning, Paul Anderson



Trailer 







Minhas divagações 

Filmes de gangster são sempre fascinantes para mim. Mesmo que não tenha tiroteios, pois não sei porque coloquei na cabeça que esse tipo de filme sempre tem um, quando na verdade a maioria é mais questão de história pessoal dos envolvidos. Eu acho que a culpa foi de quando assisti pela primeira vez o filme Bonnie e Clyde, de 1967, embora fossem assaltantes, mas gostei da estética de gangue e dos tiroteios. 

Enfim, coloquei Lendas do crime na minha lista por ser com o ator Tom Hardy, por quem havia me interessado mais após ver o filme Mad Max a estrada da fúria e depois descobri que ele fez Venom também. Então passei a procurar mais de seus trabalhos para ver. Como recentemente vi Pecadores onde Michael B. Jordan interpreta dois irmãos gêmeos, não vou mentir que fiquei surpresa, mas com certeza acentuou mais minha admiração pelo Tom Hardy. Creio que minha surpresa maior foi quando vi O macaco e Theo James também interpretava irmãos gêmeos. Aqui, confesso que fiquei de queixo caído, mas talvez porque fazia tempo não via nenhum trabalho de Theo James depois de Divergente, então foi uma surpresa vê-lo interpretando dois irmãos, completamente diferentes. Não foi só colocar um óculos ou mudar a cor de um boné, foi uma mudança drástica, pois nem o reconheci, mas pode ser também pelo meu problema de quando a pessoa muda cor, corte de cabelo ou afins, eu já não reconheça mais. Mas apesar de tudo, Tom arrasou.

Confesso também que imaginei que a história fosse para outros caminhos. As atividades criminais dos irmãos, foram mais sutis, na minha opinião. Parecia mais que jogaram os crimes no colo de Ron, por ele já ser mentalmente instável. Embora fosse o chefe, Reggie foi pintado como mais sensato. A maioria dos crimes foram orquestrados por Ron. O mais chocante foi cometido por Reggie, que em um ataque de fúria, matou outro no lugar do irmão, já que não podia matá-lo. 

Filmes de gangster ou talvez seja a época mesmo, todos são terrivelmente elegantes e não foi a toa que Frances caiu no encanto de Reggie. Mas, eu esperei muito mais dessa personagem, infelizmente ela era certinha demais para esse mundo do crime. Achei que ela fosse diferente porque quando conheceu Reggie, parecia mais ousada e desafiadora. Achei que ela fosse se tornar a segunda dama, a mulher má do gangster. Mas depois que saiu com ele, ela se mostrou ser dócil e uma mulher decente. Infelizmente não aguentou a vida de crimes do marido e tomou uma decisão trágica. Nesse caso, deveria ter ouvido sua mãe quanto a conduta de Reggie. Infelizmente ela estava certa, só não soube como fazer a filha ver isso antes. Mas quando a pessoa se apaixona, não importa se é errado, se ela própria não enxergar o risco, nada a fará mudar de ideia, até uma tragédia acontecer. 

E, o mais chocante foi, descobrir que a história é real, os irmãos Kray realmente existiram. Talvez por isso a história não tenha sido tão surreal. Mas só descobri pesquisando mais sobre o filme. Pois não começou como outros dizendo que era baseado em uma história real nem mostrou no final fotos dos personagens verdadeiros, por isso fiquei chocada quando descobri ser real. E mais, dando uma pesquisada na história dos irmãos, a realidade foi bem mais macabra do que no filme. 

As diferenças, se minhas fontes estiverem corretas, diz que Frances na verdade foi morta por Ron, o que não acharia estranho, já que ele era emocionalmente instável e parecia ter ciúmes dela com o irmão. Segundo, Reggie teria matado McVitie por outro motivo. Acredito que as intenções estejam corretas, só os motivos foram modificados. O que não surpreende, mas ainda acho que seguindo a vida real, teria sido mais chocante. Como disse, as intenções estavam corretas, pois Ron mandou matar o sócio de Reggie, por ciúmes, aqui só trocaram a vítima. E Reggie matou McVitie por ter tentado matar seu sócio a mando de Ron e como deu errado, ele sabia que estavam perdidos. Com ódio do irmão, não podendo matá-lo, mata o outro. 

Confesso que achei que Reggie não fosse se deixar ser preso. Pensei que fugiria ou se mataria. Ambos foram presos e condenados a prisão perpétua. Ron morreu de ataque cardíaco em 1995 e Reggie de câncer em 2000. Achei o filme bom, mas poderia ter sido melhor se Frances fosse diferente. Ron realmente poderia tê-la matado se ela tivesse tentado mudar Reggie a desistir da vida criminosa e vendo a cunhada como obstáculo, teria se livrado dela. Mas, Ron ter matado Frances foi uma confissão de Reggie a um companheiro de cela, que disse que seu irmão havia confessado o crime dois dias depois que a esposa faleceu. Ficou meio estranho a linha do tempo, mas acho que mesmo que Reggie acreditasse nisso, se não pôde matar o irmão antes, teria matado pela esposa? 

Enfim, poderia me aprofundar na história dos irmãos, mas o filme em si, tratou mais a vida deles superficialmente, pois pelo que li, eles cometeram muito mais crimes do que o filme deixou transparecer. O que parecia dizer era que depois de tanto horror, os irmãos empenhariam suas energias em casas noturnas. Ou foi isso que entendi. De qualquer forma, foi um ótimo filme com atuação excelente de Tom Hardy.


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Divagando Simple Plan: Os garotos na multidão - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do Rock. Hoje trago esse documentário, e como vocês devem saber, eu amo documentários e o de hoje é de uma das bandas que eu vi surgir nos anos 2000. 






A HISTÓRIA 

Documentário sobre a trajetória dos membros da banda Simple Plan. Cada membro conta um pouco de sua história e de como tudo começou. Chuck, o baterista e talvez o membro mais dedicado, formou com Pierre, seu amigo de infância a banda Reset. O pai de Chuck no início ainda falava que tudo isso era só uma fase, coisa que Chuck no final, levou muito a sério. Eles começaram aos 14 anos mais ou menos, e aos 18, faziam turnê com o MXPX. Porém, tudo mudou quando Chuck um dia escutou Pierre e o guitarrista conversando sobre o tirarem da banda por sua personalidade não ser mais compatível com o grupo. Chateado, Chuck diz que não precisam expulsá-lo, pois ele mesmo estava saindo. Assim, por dois anos, Chuck e Pierre não se falaram mais. 

No entanto, Jeff e Chuck começaram a tocar juntos e mais tarde o jovem Sébastien se juntou aos amigos. Faltava agora um vocalista. Testaram vários vocais, mas Chuck já tinha a certeza de quem deveria estar ali: Pierre. Então, engolindo seu orgulho, foi atrás do antigo amigo. Então, em 1999 formava o Simple Plan, em 2000, David se juntava a banda. O início, como de qualquer músico, não foi fácil. Apesar do primeiro álbum terem tido o apoio de Mark Hoppus do Blink-182, a banda foi muito hostilizada no Warped Tour, principalmente pelo estilo musical da banda não ser definido. Mas, depois de viajarem juntos com Avril Lavigne abrindo seus shows em seu tour, Simple Plan começou finalmente a fazer sucesso. 

Porém, após 20 anos de estrada, David deixa a banda por acusações de assédio e o Simple Plan se pronuncia dando apoio aos fãs mas que apesar de tudo, não podem continuar com David. Simple Plan segue ainda fazendo shows, mas agora alguns já tem familia e cada um amadureceu com o tempo. 







Ano de lançamento 2025

Duração 1h 34m

Direção Didier Charette

Banda Pierre Bouvier (desde 1999), Chuck Comeau (desde 1999), Jeff Stinco (desde 1999), Sébastien Lefebvre (desde 1999), David Desrosiers (2000-2020)


Trailer 





Minhas divagações 

Eu conheci Simple Plan pelas músicas Perfect e Welcome to my Life, mas o que me fez gostar deles mesmo, foi a música de abertura de Scooby-Doo, What's New Scooby-Doo, onde eles até tiveram uma participação depois em um episódio. Eu nunca pulava a abertura em nenhum episódio, amava a música e o desenho é claro. 



Senti falta de mencionarem esse fato. Mas quem sou eu para exigir algo deles, sendo que só descobri o nome dos membros da banda, com esse documentário. Eu ouvia algumas músicas, não era tão fã assim. Eu raramente sei sobre as bandas que escuto e geralmente fico chocada com os documentários quando vejo um. Ou biografias, onde mais uma vez citarei minha decepção na conduta de Anthony Kieds, o vocalista do Red Hot Chilli Peppers, onde li sua biografia e fiquei horrorizada. Depois disso, sempre fiquei com receio de ler biografias. A gente costuma idealizar os artistas, e eles gostam de jogar bombas em você. Simple Plan acabou tendo uma polêmica, mas com um dos integrantes que após 20 anos juntos, acabou deixando a banda. Não foi mencionado com exatidão o motivo, mas dei uma pesquisada e ele foi acusado de assédio. 

Quando se trata de artista, sempre fico com receio da veracidade da acusação, porque infelizmente já teve muitas oportunistas que acusam artistas por fama ou dinheiro. E isso infelizmente causa dificuldade em dar créditos quando a acusação é realmente séria. Mas, como ele já saiu em 2020, não sei o que acabou acontecendo. E confesso que nem tinha percebido muito ele na banda, porque não focaram muito ele. Tanto que vi um comentário de gente dizendo que tinham cortado o nome dele nos créditos. Acho que não sou só eu que não sabia de sua saída e o motivo. 

Quando se trata de banda, sempre acho que o vocalista é quem formou e criou a banda, quando geralmente são os últimos a entrar. Aqui não foi diferente. Apesar de Pierre e Chuck já terem tocados juntos, eles haviam se separado e não se falavam durante dois anos. Quando Chuck formou uma banda, só faltava o vocalista e por mais que testasse outros caras, para ele só poderia ser um que daria certo, então chamou Pierre para tocar juntos novamente. Acho que houve redenção, perdão e amadurecimento nesse tempo que ficaram separados e depois de tocarem todos esses anos juntos. Se viver em família as vezes é um pé de guerra, imagina amigos viajando juntos e tocando juntos por mais de 20 anos... impossível não ter discussão nesse meio tempo. Ainda que foi uma relação saudável considerando outras bandas que já vi. Só no início Chuck e Pierre se desentenderam, mas se tiveram outras crises, não foram tão sérias a ponto de mencionarem. 

Também não teve a rivalidade sobre a parte de criação, mas pode ser porque o doc era sobre o grupo no geral e comemorando todos esses anos de estrada. Embora eu tenha visto o primeiro MV deles, concordo que para alcançarem o sucesso, foi bem doloroso para eles, ainda mais quando surgiram no meio de outras bandas como Blink-182, Offspring, Green Day, Avril Lavigne entre outras. Mas, apesar das dificuldades iniciais, eles conseguiram seu público e seguem firme nos dias atuais. Não vou dizer que virei fã, mas achei emocionante e amo quando contam o início de sua jornada e mostram gravações antigas, é muito nostálgico, ainda mais quando você cresce vendo isso, o desenvolvimento e sucesso do artista. Eu continuo gostando de algumas músicas e quem sabe agora passe a ouvir mais eles. 

Li algumas críticas e fico feliz que foram todas positivas, embora concorde que poderiam ter explorado mais sobre eles. Pelo que li, parece que tem outro doc sobre eles e um livro, não sei nada sobre isso, mas talvez explique porque aqui foi tão condensado a história. Também mencionaram o fato sobre não explicarem com mais detalhes sobre a saída do David. De início, quando mencionaram os momentos difíceis e tals, achei que um deles tinha depressão e tentou o suicídio ou tinha problemas com drogas. Por último pensei que poderia ser acusação de assédio. Como li, a ausência de explicações, realmente me fizeram pesquisar sobre o ocorrido. Mas, acredito que ninguém quer ficar falando muito sobre algo que pode manchar o grupo todo. Só não pesquisei a fundo, só li que David foi acusado, não sei o que aconteceu com ele, mas pelos comentários, muitos gostavam dele.

Mas acho que no geral, para quem não conhecia muito sobre a banda, acredito que o doc fez um bom trabalho. Foi curtinho infelizmente mas foi interessante. Mas de novo, só faltou falarem sobre a música do desenho que mais amo, aí seria mais perfeito ainda. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 7 de abril de 2026

Divagando sobre O DESPERTAR DE UM HOMEM - Divagando Sempre

 

Olá Divosos. Hoje trago um clássico mas não tão velho como o anterior. Mas tão bom quanto. 







A HISTÓRIA 

Nos anos 50, Caroline só pensa no bem estar de seu filho Tobias. Após fugir de um relacionamento abusivo, ela se muda com o filho onde acaba conhecendo Dwight, um homem que aparentemente parecia bom para os dois e com três filhos. Tobias passa por uma fase rebelde e sempre cria problemas na escola. 

Caroline então toma uma decisão e Dwight fica com Tobias por alguns meses em sua casa, segundo Caroline, para se darem bem e se der certo, ela pretende se casar com ele. Para tentar agradar a mãe, Tobias aceita, mas não imaginava quantas mudanças Dwight faria em sua vida. Este, por sua vez, acredita que com sua educação rígida, conseguirá mudar o garoto. Após o casamento, Tobias é constantemente humilhado e sofre violência tanto verbal quanto física de Dwight. Vendo os filhos mais velhos de Dwight saindo de casa para estudar, Tobias então acredita que essa seja sua melhor chance de sair dali também. 










Ano de lançamento 1993

Duração 1h 55m

Direção Michael Caton-Jones

Elenco Leonardo DiCaprio, Robert De Niro, Ellen Barkin



Trailer 





Minhas divagações 

Tive conhecimento desse filme por um shorts no YouTube que falava que quando Leonardo contracenou com De Niro, nos sets de filmagem, De Niro havia dado um tapa em Leonardo. Confesso que não havia entendido o post, não tinha nome do filme correto e os comentários ajudaram menos ainda. Não fui atrás de ver a veracidade da notícia, o que me interessou foi o fato de existir um filme com Leonardo e De Niro juntos que eu desconhecia. Mas, fiquei receosa quando li a sinopse. Óbvio que o filme não seria ruim com esses dois juntos e desde novinho Leonardo mostrou que sempre foi um excelente ator. A primeira vez que o vi foi em Gilbert Grape e O despertar de um homem foi lançado no mesmo ano, mas não me recordo de já ter visto. 

Depois de Gilbert Grape, vi Leonardo em Diário de um adolescente, que na época achei traumatizante, pois também era novinha e depois me apaixonei com Romeu e Julieta e logo veio Titanic. A transição dele para galã foi sensacional. Em Gilbert Grape e O despertar de um homem, ele fez papéis bem diferentes, mas completamente marcantes. 

O despertar de um homem, em seu início,  Leonardo é um garoto que se muda de cidade com sua mãe, após ela abandonar seu ex e recomeçar uma nova vida. Em seis meses, Tobias muda da água para o vinho. Sempre arranjando problemas na escola e sempre que sua mãe é chamada para ir falar com o diretor, ao chegarem em casa, Tobias fica esperando ela acordar de seu cochilo raivoso e decepcionada, só pode né, para ela dormir assim. 

Caroline conhece Dwight e pensa ser bom para ela e o filho. Visto as pequenas atitudes de fora, dá para notar que esse homem tem problemas de temperamento. E outra, talvez por ser naquela época, homens desse porte pareciam atraente, mas achei ele falso demais desde o inicio. E quando Caroline ganha a competição de tiro ao Peru, meu amigo, já sabia que Dwight não gostou nenhum pouco. Para começar, desde a inscrição dela na competição, acredito que se fossem casados, ele não teria permitido que ela participasse. Que homem gostaria que uma mulher lhe humilhasse em uma competição que se acha o melhor? Foi o que senti dele desde que ela se inscreveu e após ela vencer e ele dando desculpas sobre falhas em sua arma. 

Pelo trailer ou sinopse, sabemos que Caroline e Dwight se casam. Então, acredito que os problemas começam a partir daí.  

Não nego que o filme foi intenso e senti muita raiva de Dwight, provando o excelente trabalho de De Niro. E olha só quem fez uma pequena participação aqui? Tobey Maguire.

Pelo fato de Dwight ter três filhos, mas só sentir prazer em humilhar Tobias, presumimos então que seja porque ele não seja seu filho biológico. Também se vê pelo desprezo no jovem, quando Dwight constantemente menciona o pai rico de Tobias e o irmão que foi com ele, deixando o jovem para trás, provavelmente porque sabia que este, não tinha futuro. Imagino que Dwight então, ou queria provar que era um bom pai ao transformar Tobias em alguém melhor na vida ou só queria descontar suas frustrações em alguém que não compartilhava o mesmo DNA. 

Só achei que o título não combinou muito com a história. Por ser o despertar de um homem, pensei que Tobias tomaria alguma decisão drástica depois dos abusos ou, que Dwight fosse violento com Caroline também, aí, vendo a mãe apanhando, ele mataria ou pelo menos feriria Dwight gravemente. Sendo menor de idade, e sendo julgado como legítima defesa, Tobias ficaria livre e quando crescesse se tornaria o escritor da história. Pois, o filme foi inspirado na vida real de Tobias Wolff, mas como virou escritor, imaginei que não teria matado ninguém. O que deu a entender que faria algo do tipo, pois quando passava uma notícia na TV sobre um caso parecido, tenho certeza que Tobias pensou o mesmo que eu. Mas enfim, a jornada dele acabou sendo outra, não desmerecendo sua história claro. Nos anos 50, cidade pequena, rebelde, pulando de cidade em cidade, não é fácil para ninguém. Menos mal que o abuso não fosse outro e que ninguém morreu.

As atuações de Leonardo foram mais uma vez incríveis, para tão pouca idade e sim, acabei indo atrás da curiosidade que havia visto no shorts e que me sirva de lição, nada é confiável nos shorts. A situação do tapa não teve nada a ver com o que foi falado no shorts, a verdade é que houve tapa sim, mas durante a gravação de uma cena, da mostarda, onde Dwight agride Tobias e ali, para dar mais ênfase ao drama, De Niro improvisou os tapas reais, causando mais realismo na atuação de Leonardo, que embora pego de surpresa, seguiu atuando deixando a cena mais dramática. Aprendam comigo, nem tudo é real nos shorts.

Conclusão, foi uma história triste por ser real mas que no final tudo ficou bem. Recomendo. 


Nota pessoal 9/10

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Divagando quando ACONTECEU NAQUELA NOITE - Divagando Sempre

 

Olá Divosos clássicos. Hoje trago essa obra prima incrivelmente antiga e muito divertida. 






A HISTÓRIA 

Ellie Andrews, uma socialite controlada por seu pai, decide fugir para se encontrar com o homem que ama em Nova York, pois seu pai não aceita esse relacionamento, pois acredita que o homem está com a filha pelo dinheiro. Em um ônibus acaba viajando ao lado de um jornalista, que ao descobrir quem ela é, decide ajudá-la em troca de uma história. Peter Warne é um jornalista que foi demitido e para recuperar seu trabalho com honras, acredita que a história de Ellie, seja um furo perfeito. No entanto, no início, os dois se estranham, pois Ellie não quer a ajuda de Peter, achando que ele tem segundas intenções. Porém, Peter a acaba ajudando por ela sempre se meter em confusões e achar sua personalidade interessante. 

Devido a tantos acontecimentos inesperados, Ellie e Peter passam momentos difíceis juntos, mas um dependendo do outro. Porém, tendo certeza de que Ellie fez sua escolha e acreditando que não seja digno dela, Peter a deixa para ela ir ao encontro do homem que ama. Mas, ao conseguir que seu pai finalmente aceite seu noivo, ela percebe que não o ama mais. 








Ano de lançamento 1934

Duração 1h 45m

Direção Frank Capra

Elenco Clark Gable, Claudette Colbert



Trailer 





Minhas divagações 

Esse deve ser o filme mais antigo que já vi. 1934? Em preto e branco ainda. Sorte ter encontrado legendado. Um verdadeiro achado. Fora que só tive conhecimento desse filme, por uma curiosidade que vi sobre Clark Gable que venceu o Oscar de melhor ator com esse filme. Dizia que no fim da premiação, um garotinho o viu com a estatueta admirado e Gable lhe deu dizendo que o importante era ganhá-la não possuí-la. Achei interessante e quis conferir o filme. Eu já o tinha visto em E o vento levou, mas muitos anos atrás, de madrugada, então não me lembro muito do filme. Mas é um clássico que pretendo rever. Ainda mais por ter amado Clark Gable. 

Aconteceu naquela noite, é o tipo de comédia romântica que se vê muito nos dias de hoje, o famoso enemies to lovers. O casal que a primeira vista se odeiam mas devido a circunstâncias inesperadas, acabam convivendo juntos e se apaixonando. De início, Ellie se mantinha fiel ao seu amado, mas depois de tantos momentos juntos e sendo salva e cuidada por Peter, era questão de tempo mesmo para ela acabar se apaixonando por ele. E o mais engraçado é no final, seu pai, que não gostava do pretendente da filha, apoiou sua decisão se fosse querer ficar com Peter, pois para ele, acabou sendo um bom homem, com princípios e digno da filha. 

De início tive dificuldade de acompanhar o filme, porque os diálogos eram rápidos, com sotaque e quase não conseguia ler as legendas. Mas depois fui me acostumando e inesperadamente amei o filme. Melhor que muitos romances atuais. Achei o roteiro leve, divertido e não fiquei procurando saber motivos disso ou daquilo. Tudo fluiu satisfatoriamente. Peter foi um verdadeiro cavalheiro do início ao fim. Muito divertido quando dormiam nos quartos de hotéis, onde ele separava as camas com uma corda e um lençol, dividindo os lados. Me lembrou doramas coreanos onde o casal precisa passar a noite juntos mas de modo respeitoso como do filme. 

A parte mais divertida foi quando pediam carona e Ellie mostrou como se fazia, embora tenham pego carona com um ladrão. Desde essa época mostrando que não é seguro pedir carona. Ellie é uma personagem de várias facetas. Mimada de início, independente até conhecer Peter, desprotegida após conhecê-lo e claramente apaixonada com o tempo. Peter parecia ser o tipo mulherengo aproveitador, mas foi um verdadeiro cavalheiro, embora parecesse que seu único interesse seria entregar Ellie ao pai pela recompensa. Mas tudo não passava de fachada quando na verdade, ele também havia se apaixonado por ela. 

Para mim, filmes antigos são belíssimos pela estrutura da época, pois não havia tecnologia como hoje em dia, a beleza tinha outros padrões, o galã, emanava uma aura de cavalheiro. Não gosto de cigarro, mas até o modo como Peter acendia o seu, era de uma elegância sublime. O fato de ter visto em preto e branco não atrapalhou em nada, apenas o som que achei um pouco estourado. As diferencas de atuação da época também são diferentes, mas achei fascinante. 

Embora o final tenha sido satisfatório, ainda assim me pergunto se Peter não a tivesse deixado e aceitado seu amor de primeira e fugido juntos, qual teria sido o impacto dessa decisão? Embora, do jeito que terminou foi melhor pois o pai de Ellie acabou conhecendo Peter e vendo seu caráter. Que era completamente diferente do outro, apesar que no início Peter pode ter parecido mais interessado em Ellie apenas por uma história. Porém, vimos também que Ellie se apaixonava facilmente por aqueles que lhe salvavam, uma vez que aconteceu isso com Westley, por quem se apaixonou quando fugia dos seguranças de seu pai e entrou no carro do sujeito. Embora, com Peter a situação tenha sido diferente, pois se encontraram no ônibus disputando um lugar onde Peter havia lutado por ele. 

E, ela só continua com ele pois quando Peter descobre que seu pai a procura, ele faz um trato de não a entregar em troca de uma história exclusiva. Coisa que no final ele tenta fazer mesmo, escrever sobre Ellie uma vez que acredita que ela não o mereça, embora ela tenha se declarado para ele. Aqui que fiquei confusa com as atitudes de Peter. Pensei que ele tentaria falar com o pai dela para ficarem juntos, depois achei que a estava traindo entregando sua história no jornal, e apesar de ser óbvio que ele também a amava, como era discreto e um cavalheiro, até eu duvidei disso, até o pai de Ellie o forçar a admitir seus sentimentos. Sabendo da verdade, pensei que ele fosse cancelar o casamento, ou que na hora do sim, Peter fosse aparecer e levar a noiva, mas seu pai deixou que ela levasse tudo adiante, até contar sobre Peter enquanto a levava ao altar. Por mais que pensei em outras conclusões, essa de qualquer forma, foi divertida e satisfatória.

No mais, achei divertido, romântico e cheio de aventuras. Recomendo. 


Nota pessoal 10/10

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Divagando sobre os atos de Miss Meadows/A justiceira - Divagando Sempre

 

Olá Divosos maravilhosos. Hoje trago esse filme que senti diversas coisas enquanto assistia, mas nada é mais satisfatório do que uma justiceira como a Senhorita Meadows. 






A HISTÓRIA 

Senhorita Meadows é uma professora substituta de escola primária que em sua nova cidade, mora sozinha e gosta de caminhar pelo bairro com um livro e com seus sapatos de sapateado. Ela nunca sai de casa sem sua bolsinha, onde contém um item essencial. Certo dia, parada na rua salvando um sapinho, o Xerife da cidade a encontra e acaba se apaixonando por ela. 

Após a morte da professora da turma que Meadows substitui, ela leva as crianças ao parque para soltar balões com cartões para a antiga professora. Lá, ela entra em uma lanchonete para comprar cachorros quentes para as criancas e vê que o local foi invadido por um assaltante que matou todos no local. Sendo ameaçada, ela atira nele. O Xerife passa a investigar sobre o ocorrido e seu colega comenta sobre uma mulher que mata bandidos em algumas cidades, sendo chamada de A justiceira e lhe mostra um retratado falado que ao vê-lo, ele desconfia de Meadows. Nesse mesmo dia, ela também conhece um homem passeando com seu cschorro e ela desconfia dele. Pedindo ao Xerife para investigá-lo, descobre que o homem é um ex-presidiário. Tudo sai do controle depois que Meadows mata mais uma pessoa e no casamento, o ex-presidiário sequestra uma de suas alunas. 









Ano de lançamento 2014

Duração 1h 28m

Direção Karen Leigh Hopkins

Elenco Katie Holmes, James Badge Dale



Trailer 





Minhas divagações 

Katie Holmes conheci na série Dawson's Creek e desde então, dificilmente vi outros trabalhos seus. Sabia dela mais por ter se casado com Tom Cruise. Como atriz, embora só me lembre do seriado, pelo menos nesse filme, Miss Meadows, achei ela incrível. Pois me transmitiu vários sentimentos diversos. Confesso que não sabia o que esperar da história, pois a maior parte do tempo, achei tudo esquisito na verdade. Tomei conhecimento do filme obviamente por um shorts do YouTube, da cena inicial onde ela anda pelo bairro, lendo e sapateando quando um homem a aborda e a manda entrar no carro, lhe apontando uma arma. Ela é mais rápida e atira nele. Achei essa parte interessante mas não sabia que já era o início do filme. 

Fazia pouco tempo que Meadows estava na cidade, ela conversava eventualmente com sua vizinha que a achava ingênua demais, principalmente pelo seu jeitinho inocente e infantil de falar. Seus alunos passaram a gostar dele, principalmente uma garotinha que no início era hostil, pois gostava da antiga professora. Mas no final, viu um segredo de Meadows e se tornou uma grande amiga. Tem a mãe, que Meadows liga para ela diariamente para lhe contar como foi seu dia. Infelizmente peguei um spoiler sobre esse plot, mas ainda assim, fiquei chocada quando a história se desenrolou. E claro, temos o Xerife, que mesmo sabendo as coisas que Meadows fez, quis continuar com ela mas se ela desistisse de continuar o que fazia. 

O plot para o final da missão de Meadows foi até interessante, mas como o filme é curtinho, quase 90 minutos, achei que foi tudo muito rápido, por isso fiquei com a sensação de tudo ser esquisito demais. Embora tenha coerência, como início, meio e fim, algumas coisas deixou a cargo de nossa interpretação. Meadows é claramente uma personagem afetada por um trauma na infância que desencadeou quem ela se tornou na vida adulta. Mas, pelo caminho que ela percorria, por que só agora fixar residência e se casar? E logo com o Xerife da cidade? Ela estava cansada do que estava fazendo? Acredito que sim, pois a achei muito descuidada no modo como executava suas ações. Me admira não ter sido pega antes. Primeiro, na sua primeira vítima, em plena luz do dia, ninguém ouviu o tiro? Na lanchonete uma menina a viu pela janela e na igreja o ex-presidiário a viu. 

Falando nele, se Meadows não tivesse ido a sua casa, será que ele teria tido interesse nela? Interesse nas crianças? Foi ela quem procurou provocar primeiro o homem? E se na casa dele ela simplesmente não tivesse atirado primeiro? Ninguém sabia que ela tinha ido até lá ou e se ele decidisse fazer algo com ela, justamente porque ninguém sabia que ela estava lá. Provavelmente se fosse assim, teria que ter outra pessoa para encerrar o caso dos assassinatos já que as balas provaram que os casos vinham de uma mesma arma e a solução que o Xerife encontrou, salvava Meadows e ele, por acabar sendo cúmplice, já que sabia sobre ela, de serem presos. 

Claro que eu queria mais desenvolvimento sobre os atos de Meadows. Embora ela fosse uma assassina, não me parecia tão profissional, mas o equilíbrio entre a professora amorosa e a assassina de sangue frio, foi um excelente trabalho de Katie. Mas ainda assim terminei com aquela sensação de estranheza mesmo que tenha achado o filme bom. Os maus foram punidos, os bons viveram felizes e o casal mais estranho que já vi, continuaram juntos. Mas fica a pergunta, no final, Meadows continuou com sua vigilância? Já que continuava a fazer suas caminhadas com seu sapatinho de sapateado e com sua bolsinha, que achei um pouco maior que a anterior. 

Mas de todos os homens nojentos que ela encontrou pelo caminho, nenhum supera o caso do padre. Que infelizmente não é um caso fictício e acontece muito por aí. O que nos faz questionar, que nenhum homem é tão confiável assim, mesmo aqueles que dizem servir a casa de Deus. O que abala ainda mais na crença em Deus e na religiao. De qualquer forma, aqui foi punido justamente. Mas me questiono se Meadows não seria associada ao caso de qualquer forma, já que a vítima do padre a viu. O que aconteceu com ela? Se bem que, o foco da história sempre foi Meadows, talvez por isso, outras questões não foram tão importantes. 

Enfim, queria muito ver esse filme, infelizmente só achei dublado em português, mas, não foi ruim.


Nota pessoal 8/10

terça-feira, 31 de março de 2026

Divagando noltalgicamente Dark water/Água negra - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do terror. Procurei por esse filme durante anos e finalmente consegui revê-lo. 






A HISTÓRIA 

Yoshimi Matsubara em meio a um divórcio conturbado, tenta manter a guarda da filha Ikuko, se mudando para um apartamento decadente, matriculando a menina em uma creche próxima e conseguindo um emprego. Porém, ela atrasa para buscar a filha na creche desencadeando amargas lembranças de quando a mãe se atrasava para buscá-la. Em um desses atrasos, seu ex-marido tenta levar Ikuko. Yoshimi promete a filha que enquanto estiverem juntas, ela suportará qualquer coisa. 

Tudo poderia ser normal mas uma goteira no teto que vai aumentando gradativamente, passa a incomodar Yoshimi que começa a ter visões estranhas. Para começar, uma bolsinha vermelha que ela sempre descarta, aparece novamente em suas coisas. Ela então descobre que a bolsinha pertencia a uma garotinha desaparecida há dois anos chamada Mitsuko, que também frequentava a mesma creche de Ikuko e morava no apartamento acima delas. Estressada, Yoshimi decide se mudar novamente mas seu advogado sabendo que isso causaria problemas e Yoshimi poderia perder a guarda da filha, tenta resolver a questão da goteira e a convence a permanecer no local. Tudo parece ficar bem, mas a bolsinha volta a aparecer e Yoshimi tem a visão de uma garotinha de capa amarela e acaba descobrindo o que aconteceu com ela. Mas isso desencadeia um sacrifício para que sua filha fique segura. 








Ano de lançamento 2002

Duração 1h 41m

Direção Hideo Nakata

Elenco Hitomi Kuroki, Fumiyo Kohinata, Asami Mizukawa



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Minhas divagações 

Procurei muitos anos rever esse filme e confesso que na minha mente, ele era bem mais assustador. Na época que vi, residia no Japão, então qualquer filme de terror japonês, me dava um medo enorme. Morria de medo mas continuava assistindo, mesmo que fosse de dia e com som baixinho. Mas acabei vendo tantos que chegou uma época, que nem sentia mais medo, era por diversão mesmo. Revendo Água negra agora, achei mais triste do que de terror. 

Acredito que por ser no interior e no início dos anos 2000, achei a ambientação bem sinistra assim como o ex-marido da protagonista, o novo chefe e o dono da creche. Pareciam suspeitos na verdade. Pelo que me lembrava, acontecia coisas bem mais assustadoras ou pelo menos na época pareceram ser. A garotinha aparece poucas vezes mas na minha memória, ela aterrorizava como a mulher no filme O grito. 

Vendo críticas, todas que li, gostaram e recomendavam ver. Para um filme de terror, foi bem animador ver criticas positivas, embora eu tenha terminado mais triste do que assustada. Na minha memória,  a cena no elevador, a menina mostrava seu rosto e era assustador, o que não aconteceu. E Ikuko chorava bem mais, nos fazendo chorar também, mas ela não chorou tanto assim, embora essa atriz esteja de parabéns na atuação. 

O engraçado dessa história, é que quando vi um documentário sobre a Elisa Lam, uma estudante que estava hospedada no hotel Cecil e foi vista pela última vez nas câmeras do elevador e semanas depois seu corpo foi encontrado na caixa de água do hotel, por reclamações no abastecimento de água, me lembrei desse filme Água negra. E alguns comentários citam o caso de Elisa. Loucura. O caso de Elisa não foi solucionado até onde vi no doc, atualmente não sei se descobriram mais coisas. No filme, não sei porque, eu tinha certeza que a garotinha tinha sido jogada ali por alguém. Por isso ela assombrava o prédio. Confesso que seu motivo me deixou decepcionada e o sacrifício da mãe me deixou revoltada. Qual o sentido dela se sacrificar para apaziguar o espírito da criança e abandonar sua própria filha? Tudo o que ela lutou foi trocado assim facilmente? A melhor saída ainda seria ter exigido verificar a caixa de água alegando um sabor estranho na água e assim descobrir os restos mortais da menina. Tendo seu corpo encontrado, poderia ir para luz. Qual o sentido dela querer uma mãe?  Talvez se tivessem trabalho nisso, falando que a mãe a abandonou e a menina sentia falta dela, poderia ter sido um motivo para tanto, mas do jeito que correu, achei absurdo esse final. Meio triste mas mais revoltante. 

Não lembro porque gostei tanto do filme na época, acho que foi justamente pelo final ter sido diferente. A menina poderia ter sido encontrada e dado um fim no seu desaparecimento. Mas não, além de ficar com a mãe de Ikuko, a história avança 10 anos e sem explicações, ela retorna ao antigo prédio que morou, encontra a mãe e é como se a garotinha jogasse na cara de Ikuko que ela tem mãe agora. Embora Ikuko não se lembrasse do que aconteceu e nem viu mais a menina. Poderiam ter mostrado como Ikuko foi encontrada depois da cena do elevador ou o que aconteceu com o prédio nesses 10 anos. Foi abandonado pelo tempo ou pelo ocorrido com Yoshino? O que falaram para o pai de Ikuko sobre seu abandono? Consideraram que Yoshino fugiu? Morreu? Foi sequestrada? Antes eu não pensava nesses detalhes, mas agora, essas perguntas me atormentam. Talvez se não tivesse avançado no tempo e mostrado a mãe, não levantaria certas questões. 

De qualquer forma, apesar de ser um bom filme, não foi bom ter visto novamente, era melhor ter deixado na minha memória. Mas ainda assim foi marcante pela pequena Ikuko e pela história diferenciada da época. Embora pudessem ter escolhido várias resoluções, preferiram uma mais dramática. Se você não curte levar susto, esse é o filme. Não tem jump scare e a menina mal aparece. O único sinal de assombração seria a água, que depois faz todo sentido e a bolsinha aparecendo misteriosamente. Mesmo no elevador a garotinha só fica agarrada a Yoshino. Gostei de uns comentários que li dizendo que a garotinha deveria assombrar o pai que a deixou sozinha e a pessoa que deixou a tampa da caixa da água aberta. Sinceramente, o que essa menina foi fazer lá exatamente? O que me lembrou que o mistério da Elisa Lam foi assim também, o que ela foi fazer lá? Sendo que o acesso era bem mais complicado do que do filme. Resumindo, se tivessem deixado a tampa fechada, não teria história. Ou, poderiam seguir pelo caminho que eu achava que fosse a história, algum molestador teria a deixado ali depois de abusar dela. Mas aí seu motivo para querer Yoshino teria que mudar. Como ela tem uma filha, o fantasma poderia alertá-la sobre o molestador e sobre onde estaria seu corpo. Eu honestamente preferiria um final desses. Mas recomendo o filme de qualquer forma. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 30 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Gravity/Gravidade - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do espaço. Depois de Devoradores de estrelas, dificilmente um filme o superará. Mas, não quer dizer que outros não sejam bons. Gravidade foi interessante. 






A HISTÓRIA 

Durante uma atividade de reparos no telescópio espacial Hubble, o controle da missão em Houston adverte o astronauta veterano Matt Kowalski e a especialista de missão, Dra. Ryan Stone, de que a Rússia abateu um satélite desativado deles com um míssil e o impacto provocou uma nuvem de detritos espaciais viajando em alta velocidade indo na direção deles. Houston ordena que abortem a missão mas os detritos acertam outros satélites e acabam chegando até eles. Ryan acaba se separando da equipe mas Matt consegue resgatá-la. Quando conseguem retornar à nave, descobrem que somente os dois sobreviveram. Com a nave destruída, Matt acha melhor irem até a Estação Espacial Internacional a 100km dali. 

Matt calcula que daqui a 90 minutos, os detritos completarão uma órbita e voltarão a atingi-los. Quando chegam a Estação, a equipe dali evacuou em um dos módulos e ativou acidentalmente o paraquedas de outro, mas Matt acredita que ainda esteja funcional. O módulo restante poderá levá-los até a Estação chinesa e lá provavelmente haverá módulos restantes para evacuação. Próximos a estação internacional, o combustível de propulsão de Matt acaba os deixando a deriva. Ryan consegue entrelaçar suas pernas nas cordas do paraquedas e Matt fica preso à ela por um cabo. Mas, vendo que não aguentará os dois, ele se solta, deixando uma Ryan desesperada sozinha. Agora, ela terá que encontrar um meio de conseguir alcançar os objetivos e sobreviver.










Ano de lançamento 2013

Duração 1h 31m

Direção Alfonso Cuarón

Elenco Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris



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Minhas divagações 

Confesso que se não tivesse visto primeiro Devoradores de estrelas, talvez teria curtido mais esse filme. Apesar de ser com Sandra Bullock, não tinha conhecimento desse filme. Só o descobri ouvindo um podcast do Jovem Nerd, onde eles falavam sobre filmes espaciais e Gravidade era o tópico do episódio. Fiquei curiosa e fui conferir. 

Apesar de parecer uma história simples, passei momentos tensos com os personagens. Quando os primeiros detritos atinge os astronautas, Ryan, demorou demais para se juntar a equipe, mas acredito que isso não impediria a tragédia, uma vez que a nave foi destruída e o outro companheiro deles morto ali mesmo. No início parecia uma missão normal, embora Ryan encontrasse problemas para finalizar a rede de comunicação. Então, o desespero começa quando são avisados dos detritos. Que loucura imaginar que mesmo no espaço, você pode morrer atingido por lixo espacial. Eu tenho uma fobia enorme do espaço, pois você não sabe o que tem lá, você é totalmente dependente de equipamentos que se falharem, você morre, mas admito que a visão é maravilhosa. 

Não esperava que Ryan fosse acabar sozinha. Confesso que Matt entrando na nave naquele momento tão intenso, me deu um segundo de esperança de que ele tinha conseguido de alguma forma chegar até ela, mas era óbvio que seria coisa da mente desesperada de Ryan. Embora tenha a ajudado a seguir em frente. Em determinados momentos, pelo lado de fora da nave, podemos contemplar o silêncio, coisa que também comentei no filme Devoradores de estrelas e com certeza deixa a cena mais intensa e assustadora. 

Já falei sobre Sandra Bullock várias vezes, pois amo seus filmes e ainda tem alguns que não vi e outros que quero rever. Esse ainda não tinha visto mas fez jus a atriz. Embora George tenha tido pouco tempo de tela, querendo ou não, nos deixou meio desesperados quando ele se sacrificou pela Ryan, mas, se ele fez isso, foi porque acreditava inteiramente que ela sobreviveria. Por que? Não entendi muito bem. Talvez por ser a última missão dele mesmo, ele acreditava que Ryan merecia viver, ainda mais depois de saber que ela tinha uma filha mas a tinha perdido ainda pequena. Teve esse momento tenso na verdade, quando Ryan desiste de tentar sobreviver pois não tinha para quem voltar na Terra. Talvez por isso Matt apareceu, para lembrá-la dos motivos bons de se viver, para ela viver uma vez que ele acreditou nela. 

Quanto aos efeitos, achei satisfatório, no entanto, como não sou muito fã de espaço, não sei dizer até onde podemos acreditar no que foi fiel a realidade quanto aos movimentos ou as situações em que aconteceram no filme. Pelas críticas que li, embora poucas, foram bem contraditórias, mas uma coisa que vi comentarem bastante foi sobre o shortinho da personagem. O que achei meio destoante, foi que Matt não parecia ser um astronauta profissional, ele ficava mais brincando enquanto os outros trabalhavam, mas talvez por ser sua última missão, ele estava deixando que outros adquirissem experiência. Ou algo parecido. 

Embora parecesse improvável que Ryan conseguiria sobreviver sozinha, ao mesmo tempo sabíamos que conseguiria sim, pois sendo a protagonista do filme, seria meio decepcionante se não conseguisse. As cenas do oxigênio acabando, as respirações da Ryan, eram muito tensas, sentia falta de ar também. E tem que ser muito corajoso para querer ser astronauta e não saber qual será seu destino no espaço. Eles não poderiam imaginar para começo de conversa, que seriam atingidos por detritos justo naquele dia. Mas acredito que esse perigo seja real, e é isso que torna ser astronauta algo tremendamente perigoso e assustador. Embora ao mesmo tempo pareça maravilhoso pela experiência e pela vista que se tem do espaço. 

Mas enfim, embora Ryan passe muito tempo sozinha, não é entendiante pois ela está sempre correndo algum tipo de perigo. Uma pena que acabou sozinha. Mas valeu a pena. Foi um bom filme. 


Nota pessoal 8/10

segunda-feira, 23 de março de 2026

Divagando e recomendando o maravilhoso Project Hail Mary/Devoradores de estrelas / estão prontos PERGUNTA - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do espaço. Hoje trago essa obra prima com ninguém menos que Ryan Gosling. 






A HISTÓRIA 

Ryland Grace acorda em uma nave espacial, sem nenhuma lembrança de quem é ou de como chegou lá. Ele descobre mais duas pessoas mas morreram durante a viagem. De alguma forma, aconteceu algo com eles e não sobreviveram. Agora sozinho, precisa descobrir o que está fazendo ali e como voltar. Conforme os dias passam, ele tem flashes de memória e vai conseguindo lembrar algumas coisas. Seu nome é Grace, é professor do ensino fundamental e está em uma missão suicida para salvar a Terra. A última parte não é muito promissora, mas resta para ele lembrar, por que aceitaria tal coisa? Então, ele tem uma enorme surpresa, não está sozinho no espaço. 

Grace descobre uma enorme nave próximo à dele e mesmo tentando fugir, a nave continua seguindo-o. Então ele decide esperar e eis que, a nave manda uma mensagem. Assim, nas primeiras comunicações, ele descobre que a nave também está longe de casa e passam a se comunicar até a outra parte construir um túnel por onde Grace vai até a nave alienígena. Ali, ele conhece um ser, que decide chamar de Rock, devido a sua constituição física e os dias seguintes são dedicados a aprenderem a se comunicar. Usando um computador, Grace acaba dando uma voz ao Rock e assim conseguem se comunicar melhor sem Grace precisar ficar toda hora lendo no computador. Acontece que ele está ali pelo mesmo problema de Grace, alguma coisa está apagando o sol e com isso, em alguns anos, seus planetas serão extintos. Grace e Rock trabalham juntos na tentativa de encontrarem soluções para seus planetas e criam um forte laço. 











Ano de lançamento 2026

Duração 2h 36m

Direção Phil Lord, Chris Miller

Elenco Ryan Gosling, Sandra Hüller, Lionel Boyce, Ken Leung



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Minhas divagações (com spoilers)

Sempre questionei as mudanças que existem em adaptações de livros, porque no geral, são mudanças absurdas que não haviam necessidade. Mas, aqui, apesar de Devoradores ser bem fiel ao livro, as mudanças foram muito agradáveis. A minha primeira questão seria como iniciariam o filme e foi excepcionalmente maravilhoso. Começamos com Grace acordando cheio de tubos e com uma voz lhe fazendo perguntas na qual ele não se sente motivado a responder de prontidão. No entanto, no livro isso foi bem mais aprofundado tanto que demorou um pouco para Grace ceder e responder a voz. Assim como ele demorou para lembrar seu próprio nome e quem era, coisa que no livro foi bem mais divertido. Mas, não que no filme não tenha sido, pois, Ryan Gosling ficou perfeito no papel. Não consigo imaginar outro ator que encaixaria melhor do que ele. Ryan foi de um carisma brilhante e mostrou dois lados de um mesmo personagem, um cientista brilhante mas covarde demais para sequer imaginar aceitar uma missão suicida dessas. Mesmo que não tivesse quem deixar para trás, ele não se sentia motivado a partir, por isso admirava os astronautas, que mesmo tendo famílias, aceitaram essa missão. E no fim, sozinho, ele acabou provando que era sim, mais do que capaz de realizar a missão com sucesso e com requintes de heroísmo ainda.

Confesso que imaginava Rock um pouco maior, já que a descrição no livro parecia que ele tinha no mínimo, a altura de Grace, mas, não nego que nesse tamanho no filme ficou bem fofinho. O filme tem de tudo um pouco, suspense, comédia e até reflexão, uma vez que Grace teve muito tempo para refletir sobre quem era, e o que faria no futuro incerto. Conhecer Rock, um ser alienígena, abre muitas portas para Grace. Apesar dessa missão não ser algo que escolheria por vontade própria, ele conheceu o espaço e ainda confirmou a existência de alienígenas. Embora não fosse possível ele contar pessoalmente a Stratt como foi sua missão. 

No final do livro, me perguntava qual seria a resolução para a vida de Grace e Rock. Se Rock fosse para a Terra, com certeza seria estudado na área 51. Imaginava que pelo menos um deles morreria, confesso que não imaginei esse final. Uma mudança que achei muito bem vinda foi de mostrar a Stratt, já mais velha, em um navio no meio de águas congeladas, recebendo as sondas que Grace enviou com as amostras que salvariam a Terra, além de suas gravações desde que conheceu Rock, contando suas experiências e a convivência com o alienígena. No livro, Rock apenas menciona que seus cientistas observaram que o sol da Terra estava voltando ao normal, assim, confirmando que receberam suas amostras e conseguiram por em prática a experiência salvando seu planeta. 

Li em uma entrevista que fizeram com o autor, perguntando sobre o final de Grace, afinal, ele volta para casa? Pois mesmo acabando dando aulas para os pequenos Eridios, Rock tinha lhe dado a chance de voltar quando diz que os cientistas consertaram sua nave. Mas ali, não sei se foi só eu, mas senti no olhar do Grace os pensamentos tristes de se despedir de Rock (de novo), do medo de ficar anos em coma viajando sozinho e pior, quando voltasse a Terra, qual seria seu destino sendo que nem Stratt ou seus alunos, ou a vida que tinha não existiria mais por conta dos anos de viagem. O autor confessou que não queria contar mais sobre o destino de Grace porque pareceria uma sequência. Eu, prefiro acreditar que ele decidiu ficar em Erida com Rock, uma vez que ele mesmo já estava mais velho de quando saiu da Terra. 

Agora falando sobre efeitos técnicos, começando pela trilha sonora, que incrível. O visual então, quando Grace e Rock chegam no planeta que esqueci o nome, para recolher amostrar e descobrir o porquê esse é o único lugar que não é afetado pelos astrofágicos, Grace está em pé na nave com uns pontinhos em vermelho, que torna a cena deslumbrante, difícil descrever, melhor verem com seus próprios olhos. Fora que achei um detalhe magnífico. Quando Grace volta para salvar Rock, ele sai da nave e flutua até o túnel que ficou construído de quando usavam para ir de uma nave para outra. Nesse pequeno tempo, há um silêncio sinistro. Eu havia acabado de ouvir um podcast sobre filmes no espaço onde discutiam essa dinâmica sobre dependendo do filme, ter efeitos sonoros sendo que no espaço não há som. Com satisfação, me lembrei desse detalhe enquanto via essa cena e ao mesmo tempo ficava apreensiva quanto ao destino de Rock, mesmo já sabendo a história, já que  havia lido o livro primeiro. 

Outro momento tenso, foi quando após "pescarem" as amostras no planeta que ainda não lembro o nome, Grace fica ferido e Rock sai de sua bolha para salvar o amigo. Quando Grace acorda, Rock está inconsciente e passa dias assim. Enquanto isso, Grace faz experimentos com as amostras e conversa com um Rock adormecido enquanto espera ele acordar. De novo, mesmo sabendo o que aconteceria, foi um momento tenso. E apesar do suspense e da comédia, houve cenas em que chorei um pouco, só não chorei horrores porque estava no cinema. Quando Grace se despede de seus companheiros e lança seus corpos no espaço foi muito triste, quando Rock se fere salvando Grace, e quando os dois se despedem cada um levando suas amostras para seus planetas. 

Ou seja, foi um filme recheado de emoções e um dos poucos onde a adaptação é tão boa quanto o livro. Eu poderia ficar falando horas sobre a obra, mas recomendo ver para ter essa maravilhosa experiência. Dificilmente um filme de Gosling decepciona e aqui, ele com certeza brilhou. A interação com Carl também foi excepcional. Tornou as pesquisas de Grace melhores e mais animadas. Stratt participando da festa também foi uma mudança interessante. Só acho que faltou um pouquinho mais de trabalhar em Yao e na Ilyukhina, para deixar impressões mais fortes quando Grace teve que deixar seus corpos no espaço. 


Vale muito a pena, recomendo. 


Nota pessoal 10/10

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