sexta-feira, 20 de março de 2026

Divagando e se apaixonando por Romeu + Julieta - Divagando Sempre


Olá Divas e Divos Shakeasperianos. Hoje trago essa obra que amei por anos e tentei rever esse tempo todo e finalmente consegui. E continuo amando a obra. 






A HISTÓRIA 

Em Verona Beach, os Capuletos e os Montéquios, são duas famílias rivais, ostentando um império comercial, onde ambas as famílias se odeiam, a ponto de cada familiar puxar sua arma ao encontrar o rival. Assim são os rapazes Capuletos e Montéquios, onde se esbarram sempre há brigas. Nesse meio, vive o jovem depressivo Romeu, que nutre uma paixão platônica por Rosalina e anda a suspirar pelos lugares, alheio a última batalha entre seus primos contra os Capuletos. E do outro lado, temos a jovem Julieta que foi prometida pelos seus pais ao jovem Dave Paris, filho do governador. 

Mas, na noite em que conheceria seu pretendente, em uma festa de fantasia em sua casa, Julieta acaba conhecendo Romeu, que junto de seus amigos, invadem a festa. Romeu e Julieta se apaixonam mesmo sabendo que são filhos de famílias rivais. Escondido, os dois são casados pelo Padre Lourenço, que tem esperanças de que essa união poderá acabar de vez com a rixa entre as duas famílias. Porém, após o casamento, Romeu procura seus amigos para contar a novidade mas segue uma luta entre Mercúcio e Tibaldo. Romeu ainda tenta manter a paz, mas uma tragédia acontece e Romeu é expulso da cidade. 

Julieta fica desolada e seu pai decide casá-la com Paris. Ela nega mas é obrigada pela família e ela então procura o Padre Lourenço e pede ajuda, caso contrário ela tentará suicídio. O Padre encontra uma solução mas no final a tragédia segue sendo inevitável. 












Ano de lançamento 1996

Duração 2h

Direção Baz Luhrmann

Elenco Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo, Harold Perrineau Jr, Paul Rudd, Dash Mihok, Pete Postlethwaite



Trailer 





Minhas divagações 

Quando lançou esse filme, eu vi algumas vezes depois, principalmente porque na época, Leonardo DiCaprio era o galã das adolescentes dos anos 90. E fazer papel de Romeu? Quem não se apaixonaria por ele. E Claire Danes eu a conhecia por uma série adolescente que nunca consegui rever. Acho que foi cancelada e não teve muitos episódios e era com Jared Leto também. No Brasil era conhecida como Minha vida de cão. Nunca consegui rever. Quem sabe um dia consiga. Romeu e Julieta passei anos tentando rever novamente e finalmente consegui. Digamos que a sensação que tive enquanto assistia era de quando revi Os garotos perdidos. Não era como me lembrava mas ao mesmo tempo era igualzinho. No início não acreditava que amava tanto o filme, mas ao terminar ficou a mesma sensação de anos atrás: maravilhada. Além de nostálgico, é o tipo de filme que continua maravilhoso mesmo com o passar dos anos. 

Sempre achei DiCaprio um excelente ator, desde que o vi a primeira vez em Gilbert Grape. Em Romeu e Julieta, temos o início onde Romeu é todo depressivo. Tão sério que não dava para imaginar o garoto bobo e atrapalhado que se tornou após conhecer Julieta. Eu vi a versão antiga dos anos 60, que a propósito, também foi maravilhoso. Vi que tem mais duas versões mas não sei se conseguirá superar essa de 96. Esse com certeza é meu xodó. Algumas coisas mudaram, embora o texto seja fiel a obra de Shakespeare. Como foi ambientado nos dias mais atuais, mudaram as armas de espadas para armas de fogo. 

Minha cena preferida é a do aquário, onde Romeu e Julieta se veem a primeira vez. Sempre achei a festa surreal, principalmente por Mercúcio ter distribuído drogas aos amigos. Mercúcio era claramente amigo de Romeu, como ele pôde cantar na festa sem ser incomodado? Romeu só foi reconhecido por Tibaldo porque o infeliz tirou sua máscara ficando exposto. Ali, já acendeu o ódio de Tibaldo por seu inimigo ter a audácia de invadir a festa. Agora, minha dúvida é em como escreve esse nome. Já vi Tybaldo, Tibaldo e Teobaldo. Vou continuar com Tibaldo. 




As músicas também são excelentes. A música da festa onde o casal se conhece, a música do casamento, são tantas maravilhosas. Não é spoiler falar sobre o fim de Romeu e Julieta né, será que tem alguém que não conhece essa história? Não lembro do primeiro filme, mas aqui, eu sempre achei precipitado o jeito como Romeu lidou com as coisas. Mas no fim, sabemos que Shakespeare queria uma tragédia romântica e acabou com nossos sonhos com essa história. 

Aqui, Claire Danes brilhou para mim. Tão novinha e entregando uma Julieta cheia de emoções. Sempre amei essa atriz. Leonardo nem tem o que dizer, de jovem depressivo, para bobo apaixonado e depois assassino? Uma transição perfeita. E Paul Rudd como o jovem tolo pretendente de Julieta? Hilário. Outros dois que chamaram a atenção também foram John Leguizamo com seu explosivo Tibaldo e Harold com seu excelente Mercúcio. Dois opostos e extremos em tudo, mas que tiveram o mesmo final. 





Na minha memória, a história era mais calma e no fim trágico. Mas na verdade foi tudo bem caótico. Vou tentar ver as outras adaptações com o tempo para futuras comparações, mas essa versão ainda segue sendo minha preferida. Talvez porque reuniu-se vários complementos, como atores excelentes, música perfeita, cenário maravilhoso. A ama da Julieta e o padre foram aliados perfeitos. Como é uma adaptação de uma peça de Shakespeare, não tem como exigir histórias mais completas dos personagens. Como as familias Montéquio e Capuleto, por que se odeiam tanto, de onde vem esse ódio? Romeu era bem atiradinho, sofria pela Rosalina (que nunca deu as caras) e no outro dia já estava perdidamente apaixonado por Julieta. Embora seus pais quisessem que a menina conhecesse o jovem Paris, Julieta nunca foi a favor desse encontro, se sentindo sempre forçada pela família a fazer o que eles queriam. E que relação mais estranha era a da mãe de Julieta com Tibaldo? A família dela era toda estranha. Já de Romeu, embora Mercúcio fosse um amigo bem escandaloso, eram na maioria das vezes mais calmos. 

Claro que qualquer obra terá opiniões diversas e infelizmente acabei lendo uma muito negativa. Porém, não destruiu meus sentimentos quanto ao filme. Pode ter sim alguns erros ou exageros, mas para uma adaptação para dias atuais, lara mim, foi até satisfatório. Os acertos sobrepõe os erros e me deixam apaixonada pelo filme. É um dos clássicos inesquecíveis que da minha lista de top 3 melhores filmes antigos, já vai aumentando. Agora é Conta Comigo, 10 coisas que odeio em você, Romeu e Julieta, Os garotos perdidos, O sexto sentido e Os Goonies. No mais, foi tudo perfeito. 






Nota pessoal 10/10

terça-feira, 17 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Pecadores/Sinners - Divagando Sempre

 

Olá Divosos Pecadores. Hoje trago esse excelente filme indicado ao Oscar. 






A HISTÓRIA 

Smoke e Stack, dois irmãos gêmeos, voltam ao Delta do Mississipi após alguns anos fora. Com dinheiro roubado, eles compram uma serraria de um fazendeiro racista e pensam em abrir um bar com música ao vivo, voltado para a comunidade negra local. Sammie, primo dos irmãos e aspirante a guitarrista, se junta ao grupo. Os irmãos ainda recrutam mais colaboradores como o pianista Delta Slim, a cantora Pearline, a ex-esposa de Smoke Annie, como cozinheira, os comerciantes chineses Grace e Bo como fornecedores e o lavrador Cornbread como segurança. Mary, uma ex namorada de Stack, após a morte da mãe, vai atrás dele e acaba ficando para a inauguração do bar. 

Sammie toca durante a inauguração chamando a atenção de Remmick, um irlandês que conhece um casal da Ku Klux Klan e oferecem dinheiro e boa música em troca de entrarem no bar. Desconfiados, os irmãos mandam o trio embora mas depois de conversar com Stack, Mary vai atrás do trio para obter informações e lucros para os irmãos. Porém, algo acontece com ela e depois de ficar a sós com Stack, a noite sai de controle e agora os sobreviventes remanescentes no bar, precisam encontrar meios de se manterem vivos até o nascer do dia. 










Ano de lançamento 2025

Duração 2h 17m

Direção Ryan Coogler

Elenco Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Miles Caton, Wunmi Mosaku, Delroy Lindo



Trailer 





Minhas divagações 

Demorei para ver o filme principalmente porque não fazia ideia sobre o contexto. Eis que, descubro ser sobre vampiros e fui começar a ver no dia do Oscar. Vi mesmo que o filme estava muito falado mas fiquei meio na dúvida por Michael B. Jordan interpretar os dois irmãos. Diga-se de passagem, foi incrivelmente maravilhoso. 

O gênero do filme é terror, ação e fantasia. Fantasia tem muito mesmo, ação mediana, já o terror, depende da interpretação. Os vampiros aqui são a moda antiga, me lembrou dos vampiros do filme Os garotos perdidos que revi recentemente. Eles precisam de convite para entrar nos locais, são afetados por alho e prata e morrem com estacas no peito e na luz do sol. Fora o líder que se for morto, aqueles ao seu redor morrem com ele. 

Eu, como fã de terror e vampiro, confesso que não achei grande coisa. Mas, achei a história até que interessante. Principalmente porque tudo aconteceu praticamente em um dia. Os irmãos chegam na cidade, compram o local para o bar e já inauguram na mesma noite. Mesmo que os vampiros não causassem o estrago que fizeram, de qualquer forma, o homem que vendeu o celeiro no final, armaria para cima dos irmãos causando uma tragédia da mesma forma. 

Quando comecei a ver o filme, não havia reparado que os irmãos usavam cores diferentes. Passei a notar quando vi um comentário falando sobre. Mas, como não consegui ver o filme legendado, tive que ver dublado e como os irmãos se chamavam me confundia mesmo com as cores. Mas dava para perceber as diferenças nas personalidades. Eu achava que Stack fosse o líder, o cara que fazia e sabia das coisas, mas ele era o mais malandro e Smoke o mais sério. Porém, o final para mim foi surpreendente. Achei que apesar de tudo, o protagonista final fosse o Sammie. Depois de tudo o que passou e principalmente por começarmos a História com ele sendo o final do filme. E também porque o jovem ator entregou um excelente personagem aqui. 

A trama tem início com aquele mistério do aparecimento de Sammie na igreja do pai. Então, voltamos algumas horas no tempo para conhecermos sua história. Temos a chegada dos irmãos e então, um a um, vamos conhecendo as pessoas recrutadas por eles e que ficarão até o final enfrentando os vampiros com eles. Os motivos do vampiro querer Sammie para mim foi medíocre, poderia ter sido melhor. O fato de se transformarem e ficarem do mal, é um caso curioso para cada história de vampiros. A melhor para mim ainda continua sendo Entrevista com o vampiro. Eu achava que ficavam fora de controle por causa da fome, mas provou que eles poderiam ser diferentes, como o final mostrou. A transformação aqui também é mais rápida. Muita coisa achei bem nostálgica mostrando os vampiros das antigas mesmo. Esse tipo sempre foi o melhor. 

Tudo o que os irmãos queriam, além de dinheiro claro, era proporcionar a comunidade negra um espaço só para eles. Naquelas poucas horas antes da tragédia acontecer, como Sammie diz no final, até o por do sol, foram as melhores horas do dia dele. O filme retrata também o racismo forte naquela época, vê-se pelo final onde o vendedor do celeiro pretendia matar todos ao amanhecer. De qualquer forma, os irmãos trouxeram a tragédia com eles. 

Embora Michael B. Jordan tenha atuado com excelência e merecido ganhar o Oscar, mais dois atores se destacaram para mim nesse filme, o jovem Miles Caton e em contrapartida, o mais velho Delroy Lindo, que a propósito foi indicado como melhor ator coadjuvante. Não venceu, mas só pela indicação mostra seu enorme carisma e talento. Dos indicados ao melhor filme, só vi esse, Pecadores e O agente secreto, que são filmes com histórias completamente diferentes mas entregam atuações maravilhosas, também uma fotografia excelente. Eu imaginava que nenhum dos dois ganharia o melhor filme, mas vou conferir o vencedor ainda para ver se foi merecido mesmo. Mas enfim, Pecadores para mim foi muitas coisas, foi um misto de sentimentos enquanto assistia, mas o início, apesar de lento, foi maravilhoso. As músicas foram incríveis. Mas no quesito terror, apesar de amar vampiros, deixou meio a desejar. Mas também porque teve que ser corrido por ser tudo acontecendo no mesmo dia. A existência dessas criaturas eram místicas, e por mais que quiséssemos um aprofundamento da história deles, o tempo era curto. Eles precisavam resolver até o nascer o dia e ainda, depois disso, Smoke teve que resolver o caso do racista que lhe vendeu o celeiro. Que diga-se de passagem, foi a melhor parte do filme para mim. 

De todas as mulheres, a maior perda foi da Annie. Sempre tem que ter aquela que fraqueja pelo homem e a mulher da vez foi Grace. Se ela não tivesse feito o que fez, o que teria acontecido? Se tivessem esperando até o nascer do dia, teriam chances? E o racista vendedor do celeiro?  Teria aparecido? Se tudo tivesse acontecido diferente, e o outro irmão que sobreviveu visto o que o racista fez, teria ido atrás dele? Teria sido um final mais interessante se todos tivessem sobrevivido a noite, mas, aí, Remmick continuaria tocando o terror e o que Stack faria? A bem da verdade, poderia ter várias possibilidades, mas esse final apesar de tudo foi satisfatório. Sammie era tão determinado em realizar seus sonhos, que mesmo depois de tudo que enfrentou, ele nunca desistiu. Com certeza foi um filme épico. 






Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 13 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Sexta-feira 13 parte III - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje em plena sexta-feira 13, porque não ver o filme de mesmo nome.






A HISTÓRIA 

Chris, que passou um trauma alguns anos atrás, decide enfrentá-los ao passar um fim de semana na casa de verão da família perto do lago, nos arredores de Crystal Lake. Ela vai com seus amigos Debbie, Andy, Shelly, Vera, Chuck e Chilli. Rick, seu namorado já a esperava no local. 

Shelly e Vera vão a uma loja de conveniência e três motoqueiros os seguem para se vingar deles, incendiando o celeiro. Porém, já havia alguém ali, Jason, que estava se recuperando de alguns ferimentos passados. Ele mata os motoqueiros e passa a perseguir o grupo. Chris e Rick saem para dar uma volta e Chris lhe conta o que aconteceu anos atrás. O carro quebra e eles decidem voltar a pé. Mas ao chegar na cabana, não encontram os amigos. Começa uma ventania e então, Chris encontra os corpos dos amigos e um homem mascarado passa a perseguí-la. Quando ele tira a máscara, ela o reconhece como o agressor de anos atrás.







Ano de lançamento 1982

Duração 1h 35m

Direção Steve Miner

Elenco Dana Kimmell, Paul Kratka, Richard Brooker



Trailer 





Minhas divagações 

Eu achava que daria continuidade como o primeiro. Mas pelo que entendi, as atrizes não quiseram continuar nos seus papéis e por isso as histórias foram mudando. Minhas perguntas no final da parte 2 jamais serão respondidas e agora criou-se outra história. Jason continua praticamente imortal. Aqui, já não há mais motivos para ele matar ninguém, ele só vai lá e mata. Também não teve referências ao acampamento que deu origem ao Jason, mas finalmente ele obteve sua máscara de hóquei. 

Chris, conta para seu namorado que foi atacada anos atrás por um homem deformado na floresta e para tentar superar esse trauma, ela retorna para a casa de verão dos pais. No início achei meio confuso pois acreditava que seguiriam os anteriores dando continuidade, embora o início tenha mostrado o final do segundo, a história que se seguiu mudou completamente de rumo. Nada de histórias de terror ao redor da fogueira ou menções sobre o acampamento e as mortes causadas por Jason. 

O único conforto nessa história, foi quando o trio de motoqueiros tentaram fazer algo para o grupo mas foram atacados antes por Jason. Era óbvio que no final, quando alguém precisasse do carro, ele falharia por causa da gasolina. Embora muito clichê, atuações duvidosas e efeitos completamente inferiores aos de hoje, não há como negar que ainda assim consegue entregar um bom resultado de satisfação. Apesar de ter visto vários elogios para a parte 3, até o presente momento, o primeiro continua sendo o melhor para mim. 

Esse terceiro, achei fraco e fora de contexto, mas, ao mesmo tempo interessante por estar indo para novos caminhos. Sair um pouco do ciclo de monitores que insistem em ir para as cabanas mesmo sabendo das histórias terríveis que aconteceram ali. O clichê dos jovens continua. Um romance, trauma, sexo, drogas, o de sempre. Embora tenha visto elogios sobre a cena da perseguição, confesso que da minha parte não achei grande coisa. As mortes dava para ver grotescamente que eram falsas, principiante quando Jason apertou a cabeça de um deles, mas, faz parte da época, então, nada a declarar. 

No final Chris tem uma alucinação com alguém saindo do lago e lhe afundando com o barquinho, muito interessante essa referência. Todas as perguntas clichês de filmes de terror e situações cômicas e absurdas, estavam presentes aqui, mas acho que o que mais gostei, foi finalmente ter visto a origem da máscara de hóquei. Jason leva uma machadada na máscara, será que nos próximos vai estar a marca ou ele vai pegar outra máscara? Não sei quando verei os outros, só aproveitei esse pela sexta-feira 13 de novo. 

Assim, não adianta questionar roteiro, motivos e situações nesse tipo de filme. Quando estavam indo ao local, encontraram um homem no meio da estrada que lhes falaram para não irem para aquele local. Por que? O que ele sabe? Como ele sabe? O casal da mercearia? O que tinha a ver para Jason simplesmente matá-los? E esse grupo novo que chegou? Não tinham conhecimento da lenda do acampamento, não eram monitores, não tinha nenhum sobrevivente entre eles, e se, segundo a Chris, ela foi atacada pelo Jason anos atrás, por que ele a deixou  viva? Será que Jason agora só vai matar jovens aleatoriamente porque ele não teve essa experiência de juventude? E como sempre chamam a polícia se a única sobrevivente sempre está desmaiada no local? Embora Jason tenha sido mostrado inerte com o Machado na máscara, sabemos que não morreu. Porém, se fosse uma trilogia, poderia até ter sido encerrado ali. 

Muito difícil falar sobre filmes antigos sem criticar negativamente, porém, não deixa de ser nostálgico. É com esses filmes que aprendemos como sobreviver a uma história de terror. 

Confesso que sigo ansiosa para descobrir qual será o enredo nos próximos filmes. No mais, foi interessante. 


Nota pessoal 7/10

quarta-feira, 11 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] It's Okay to Not Be Okay (Tudo bem não ser normal) - Divagando Sempre

 

Anyong Divas e Divos dorameiros. Hoje trago esse dorama que demorei para ver mas que vale muito a pena. 






A HISTÓRIA 

Moon Gang-Tae vive com seu irmão mais velho, Moon Sang-Tae, que tem autismo. Devido a um trauma na infância dos irmãos, Gang-Tae constantemente se muda de cidade a cada primavera, pois seu irmão começa a ter pesadelos com borboletas e esse é o sinal para se mudarem. Próximo a primavera, Gang-Tae sofre um acidente no hospital onde trabalha envolvendo uma escritora famosa de livros infantis, Ko Moon-Young, o que faz ele perder o emprego. Como já era época de se mudar, por coincidência sua amiga, Nam Ju-Ri, lhe diz que no hospital onde trabalha estão precisando de cuidadores, mas fica na cidade natal deles. 

Gang-Tae acaba aceitando o novo trabalho no hospital psiquiátrico onde Ju-Ri  trabalha e ela mantém uma paixão platônica por ele. Porém, Moon-Young após mais um escândalo em sua vida, ao descobrir para onde Gang-Tae foi, ela instantaneamente foi atrás dele. Por coincidência, seu pai está internado nesse hospital. Em troca de levar o pai para passear, Moon-Young dará aulas de literatura no hospital. Há um certo mistério no relacionamento entre pai e filha e a mãe desapareceu e foi considerada morta. Além disso, ainda tem o mistério da morte da mãe dos irmãos e das borboletas. Ainda assim, mesmo com tantas improbabilidades, Gang-Tae, Sang-Tae e Moon-Young criam laços e um relacionamento familiar. Para mentir Gang-Tae mais próximo, Moon-Young faz Sang-Tae assinar um contrato onde ele será o ilustrador de seus livros, mas precisará morar em sua casa, com isso Gang-Tae acaba aceitando a oferta. 










 



Ano de lançamento 2020

1 temporada 12 episódios 

Elenco Seo Ye-Ji, Kim Soo-Hyun, Oh Jung-Se, Park Gyu-Young, Park Jin-Joo, Kim Joo-Hun



Trailer 




Minhas divagações 

Sempre quis ver esse dorama, principalmente pela atuação de Oh Jung-Se ao interpretar o irmão mais velho com autismo. Vi alguns shorts com suas cenas mais marcantes e fiquei impressionada. Quando comecei a ver, já no primeiro episódio temos um mistério que me deixou confusa. Mas já no segundo começa a explicar melhor e as coisas começam a fazer sentido. Obviamente que já começa com o maior clichê que é o casal protagonista terem tido uma história na infância. 

O primeiro mistério para mim, era porque Gang-Tae se mudava constantemente, o que foi respondido no segundo episódio. Era óbvio que fugiam de algo, mas, agora que estão crescidos, acredito que o problema mesmo seja o irmão com o trauma das borboletas. A única coisa que me incomodou nesse dorama desde o início, foi a Ju-Ri. Quando ela indicou o hospital onde trabalha para Gang-Tae, achei que ela fosse diferente, mas quando descobre o interesse da Moon-Young pelo Gang-Tae, achei ela muito imatura e todas as cenas dela depois que levou o fora de Gang-Tae, eu avançava. Não gosto desse tipo de personagem que gosta do protagonista e mesmo sabendo que ele gosta de outra pessoa, fica correndo atrás. Cadê o amor próprio? Não importa o que se faça, se a pessoa não sente o mesmo, não é insistindo que vai conseguir algo. Nem mesmo o agente da Moon-Young se interessando pela Ju-Ri rendeu bons momentos. Pulei essas cenas também. A cara de cachorrinho abandonado que ela fazia também não ajudava muito. Mesmo quase na reta final, onde ela deixa a rixa de lado e tenta ajudar Moon-Young conseguiu me fazer mudar de ideia a seu respeito. 

No hospital, tem uma enfermeira que acho que deve ser a chefe deles, que as vezes é irritante e outras até legal. Eu achava que ela sabia de algo e por isso tratava Moon-Young dessa forma, por saber o segredo do pai dela. Mas outras vezes acho que só é enxerida mesmo. Pensei o mesmo do médico, apesar dele ser bom no que faz, os mistérios que envolvem Moon-Young e os irmãos, são revelados aos poucos e vamos descobrindo com eles. Claro que eu tenho minhas teorias, mas muitas vezes eu erro. Eu desconfio que a mãe da Moon-Young é aquela doida do hospital, pois eles acreditam que ela possa estar viva. Mas, se for ela mesma, por que demorou todo esse tempo para ir atrás da filha? Será que no final é só uma fã da mãe da Moon-Young que acha que a culpa do desaparecimento dela é da filha? Existem muitos fãs loucos hoje em dia.  

No entanto, somos enganados, mas minhas suspeitas embora errôneas em um sentido, em outras acabei acertando ao suspeitar da enfermeira chefe. E o mistério envolvendo a família da Moon-Young era confuso porque nos baseávamos nas memórias confusas do pai doente e nas memórias da Moon-Young criança. Os motivos da mãe da Moon-Young tê-la criado daquela forma foram horríveis. Apesar de tudo, ela cresceu bem. Principalmente quando se envolveu com Gang-Tae, pois aprendeu muitas coisas novas. E os irmãos, finalmente param de fugir e Gang-Tae mesmo descobrindo coisas horríveis, consegue suparar e permanecer firme ao lado de Moon-Young. 

Não há como negar que Moon-Young e Sang-Tae tinham uma química incrível de irmãos. Suas brigas eram hilárias. Pareciam mesmo dois irmãos. E achei a Seo Ye-Ji espetacularmente maravilhosa. Foi perfeita para o papel. Linda, elegante e apesar de inicialmente aparentar não ter emoções, ela foi cheia de surpresas. E, os beijos do casal Moon-Young e Gang-Tae foram os mais quentes desde que vi Sua vida privada e A noiva de Habaek. Muito diferente dos selinhos que acontecem nos últimos episódios mas que mesmo assim, adoramos. 

Algumas coisas me irritaram, como o vai e volta de Moon-Young e Gang-Tae por diversos motivos, mas o que mais me emocionou, obviamente foi Sang-Tae. Como seu irmão vivia para ele, pensei mesmo que fosse desistir de Moon-Young, mas muito pelo contrário, ele tentou aproximar o irmão dela e foi o que rendeu momentos hilários e emocionantes. A melhor cena de Sang-Tae que chorei horrores, foi quando ele ajudou outro paciente do hospital, quando estavam no ônibus e ele teve um ataque de pânico devido a seu trauma passado, o que o impedia de sair do hospital, pois sempre que tinha alta, acabava voltando no mesmo dia. O fato de ser Sang-Tae quem o ajuda nesse momento foi emocionante pelo fato do próprio Sang-Tae ter seus momentos difíceis e ser sempre Gang-Tae quem o ajuda. Ele ajudando outra pessoa foi comovente demais. 

Infelizmente a resolução do caso das mães de Moon-Young e dos irmãos Gang-Tae e Sang-Tae não foram tão surpreendentes, embora o motivo da mãe de Moon-Young só comprovar que ela era complemente desequilibrada. A atriz que a interpretou foi tão intensa, que senti medo de seu olhar e seu jeito louco. Muito bem interpretado. Esse dorama realmente merece tudo o que foi falado na época que saiu. Infelizmente estou sempre atrasada com os doramas pois geralmente são muito longos mas pelo menos valem a pena. 

Cada paciente tinha sua história e refletia de alguma forma nas vidas do nosso trio protagonista. Nada ficava de fora. Eu amo esses doramas que tudo é bem amarradinho, nenhum personagem aparece a toa, mesmo sendo paciente do hospital. Mas, acho que 16 episódios ainda é muito. Porque então parece que o caso está se resolvendo mas como falta episódios criam mais coisas que as vezes é desnecessário. Mas, nem sempre o fim é satisfatório embora a jornada valesse a pena. Aqui, o desfecho da mãe foi meio vazio, eu esperava motivos mais sinistros mas ela era só louca mesmo. De qualquer forma recomendo. 


Nota pessoal 10/10

terça-feira, 10 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] The Lost Boys/Os garotos perdidos - Divagando Sempre

 

Olá Divosos vampirescos. Hoje trago esse clássico que quem viveu essa época com certeza guarda esse filme no coração. 






A HISTÓRIA 

Lucy, após se divorciar, se muda com seus filhos Michael e Sam, para a casa de seu pai em Santa Carla, um idoso excêntrico que gosta de empalhar animais. Eventualmente, Sam conhece dois irmãos,  Edgar e Alan, que já de cara lhe oferecem histórias em quadrinhos sobre vampiros, mas ele só vai se interessar mais, a partir do momento em que seu próprio irmão começa a agir de modo estranho. Por sua vez, Michael começa a agir estranho, após conhecer Star, uma linda jovem que o encanta mas sem ele saber que já está envolvida com David, líder de uma gangue de adolescentes e vampiros. Enquanto isso, a própria mãe dos meninos, Lucy, conhece Max, para quem passa a trabalhar e também vira um interesse romântico. 

Michael fica cada vez mais estranho, Lucy decepcionada por seu filho mais velho quem está dando mais trabalho e Sam, com seus novos amigos, passam a investigar mais sobre vampiros. Embora Michael seja seu irmão, Sam sente certo receio de ser atacado por ele. Nos quadrinhos, Sam descobre um possível meio para trazer o irmão de volta, que é encontrar e matar o líder dos vampiros. Em um plano arriscado, eles tentam encontrar David, mas tudo sai errado e agora eles vão revidar. Os meninos então se preparam na casa de Sam.









Ano de lançamento 1987

Duração 1h 38m

Direção Joel Schumacher 

Elenco Corey Haim, Kiefer Sutherland, Jason Patrick, Corey Feldman, Jami Gertz, Dianne Wiest, Edward Herrmann, Jamison Newlander



Trailer





Minhas divagações 

Confesso que esse filme quase caiu no meu conceito daqueles filmes antigos memoráveis que é melhor não rever. Por que? Na minha memória de adolescente, o filme era mágico, incrível e maravilhoso. Eu era apaixonada pelo David, acreditem, eu estava começando a amar histórias de vampiros e esse filme tinha todos os clichês vampirescos. E Kiefer Sutherland estava no auge de sua beleza (para mim). Mas, enquanto assistia, entrava em desespero por quase achar o filme ruim. Terminei, passei uns dias decepcionada mas revendo as cenas na minha mente, cheguei a conclusão que continua tão bom quanto imaginava. Meu TOP 3 clássicos memoráveis de adolescente são: Conta Comigo, Os garotos perdidos e Os Goonies. 

Mas vamos falar do filme em questão. Sempre que passava na TV eu assistia esse filme. Demorei anos para encontrar para assistir e ainda só achei dublado, mas fazer o que, vi mesmo assim. Michael nunca foi meu personagem preferido porque quando chegou na cidade tinha cara de tonto, quando conheceu a Star ficou com mais cara de tonto e quando virou vampiro ficou mais tonto ainda. Sam, na minha memória era o que iria duvidar das histórias de vampiros, já que foi obrigado a ler os quadrinhos pelos irmãos Edgar e Alan. Mas, por incrível que pareça, os dois que quase não acreditaram em Sam. Pelo menos foi o que senti. 

Não entendi muito bem o relacionamento de Star e David. Se estavam juntos como um casal, não fazia sentido David querer que Michael se tornasse um deles, já que seria um rival em potencial. Você ia querer dar poderes e vida eterna para seu inimigo? Ou, de tão sádico que David era, fez isso com Michael sabendo o quão bonzinho ele era e não conseguiria matar alguém para se alimentar. 

Lucy era a típica mãezona divorciada falida, que ao meu ver, por mais gentil que fosse, me pareceu meio desesperada por se interessar pelo Max. Claramente era um fracassado nas aparências, mas como comprovado, as aparências enganam. A primeira vez que descobrimos quem era o líder dos vampiros, fiquei chocada, mas sempre me perguntei essa questão de líder. O líder era o líder de um bando ou o líder geral de todos os vampiros? Não sei se essa parte foi desinteressante para mim e não prestei atenção nos quadrinhos que Sam lia ou nas explicações do Líder diante de seu discurso sobre seus interesses vampirescos. Era uma atitude típica das histórias de vampiros da época, onde achava que transformar os outros sem permissão faria com que ficassem ao seu lado submissos. Entrevista com o vampiro é a prova da rebeldia dos transformados sem permissão, vivendo a vida eterna vendo aqueles que amam morrerem, atravessando séculos de solidão e tristeza, principalmente com a perspectiva de matar para sobreviver. Ainda que uns se alimentavam de sangue de animais. Se alimentar de sangue doado contaria como matar? Divaguei novamente. 

Voltando ao filme. Amo os clichês típicos de filmes de vampiros, como o reflexo no espelho, alho e água benta e o melhor de todos, perder os poderes ao ser convidado na casa das pessoas. Com o passar dos anos, as histórias foram mudando, como Crepúsculo, vampiros que brilham no sol? Ou Diários de vampiro, que não lembro muito sobre porque só vi a primeira temporada, mas para parecerem mais humanos, os irmãos Stefan e Damon tomavam algo para ficarem com o corpo quente? Também não lembro muito. Mas enfim, Garotos perdidos para quem era adolescente naquela época e amava vampiros, com certeza tem esse filme guardado no coração.  

O filme consegue transmitir muito bem a loucura da época assim como seu lado sombrio. A rebeldia dos jovens, o heroísmo da garotada, o recomeço para alguns. A trilha sonora maravilhosa. Não nego que a atriz que interpretou a Star é maravilhosa nesse filme, até eu me apaixonaria por ela, mas ninguém supera o David. Era um vampiro bad boy que eu gostaria que me mordesse... e falando em Kiefer Sutherland, ele também está no filme Conta Comigo que é o meu preferido sempre para toda vida. E, é um bad boy também. Acho que de todo o elenco de Garotos perdidos, ele foi o único que se destacou e teve vários trabalhos depois. Alguns já não estão mais entre nós, infelizmente. 





De qualquer forma, amei rever o filme. Valeu muito a pena, embora tenha parecido decepcionante, na verdade me deixou mais nostálgica e apaixonada por ele. 


Nota pessoal 10/10

segunda-feira, 9 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] O Homem do Oeste - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos do meio oeste. Hoje trago esse faroeste incrível. 






A HISTÓRIA 

Link Jones vai até a fronteira entre o Texas e o México a procura de uma professora. Ao embarcar no trem, conhece um homem que faz perguntas demais e uma cantora. O trem é assaltado e por incrível que pareça, Link é deixado para trás e descobre que o homem falante e a cantora também ficaram fora do trem.  Decididos a encontrar algum lugar para ficarem, começam a andar. Eles encontram no caminho uma casa aparentemente abandonada mas Link descobre que seu tio, Dock Tobin está ocupando o lugar. Link pertencia ao bando de Dock e juntos armaram grandes assaltos. Porém, Link abandonou o grupo e agora ressentido, Dock exige que Link volte e recupere o tempo perdido. Para proteger a cantora, Billie Ellis e o homem falante Sam Beasley, Link aceita voltar para o bando. Dock tem total confiança em Link, mas o restante do grupo vivem desconfiados. Eles armam um assalto em uma cidade que Dock tem certeza de que o banco lhes trará fortuna. Mas, antes disso, um de seus homens enfrenta Link e uma tragédia acontece. 









Ano de lançamento 1958

Duração 1h 40m

Direção Anthony Mann

Elenco Gary Cooper, Lee J. Cobb, Julie London



Trailer 





Minhas divagações 

Filmes antigos tem uma composição incrivel de nostalgia. Os de faroeste, são ainda mais impressionantes. Eu adoro ver esses clássicos, por mais que o enredo seja absurdo de bizarro, eu amo qualquer filme de faroeste. Pelo menos os que vi até hoje são incríveis. Aqui, enquanto assistia, o que mais me chamou a atenção, foi a trilha sonora. Quando Link ia investigar a casa supostamente abandonada, a música que seguia seus passos, eram sincronizadas com seus passos e a situação. Parecia muito com cinema mudo, onde as músicas falavam pelos personagens. Achei muito divertido. Isso, apenas com as observações iniciais. 

Claro que sendo um filme dos anos 60, vê-se muitas falhas no enredo, atuação, cenário. Mas, ainda assim achei divertido. Não teve duelo de pistolas, que é o que mais gosto nesses filmes, mas ainda assim foi bom. Link foi um personagem interessante e diga-se de passagem, um verdadeiro cavalheiro. Em nenhum momento teve  segundas intenções para com a cantora e mesmo Sam sendo impertinente e falador, Link não os deixou desamparados quando encontraram Dock. 

Billie, sendo uma mulher belíssima no meio daqueles selvagens, esperei o momento em que fosse violentada por eles, mas Link conseguiu mantê-la segua enquanto pôde. Assim como Sam, que segundo ele, se Link morresse, nenhum dos dois sobreviveria sem ele. Achei a atitude de Sam impressionante e não esperava aquilo vindo dele, mas creio que seus motivos com certeza estavam corretos. 

Dava para notar que Dock já não estava muito bem da cabeça mas quem lhe falou sobre a tal cidade ou o enganou de propósito ou fazia muitos anos dessa notícia. Confesso que esperava outra coisa também. Mas o desenrolar da batalha nela e o final, foi surpreendente. Me perguntava como Link sairia dessa. Não sei se sua história era real, como ter formado família e o seu propósito em ter saído de casa. Não entendi sobre o dinheiro que ele perdeu. Era para contratar uma professora? Só sei que ele ficou desesperado pela perda, pois era dinheiro de pessoas boas. Ele demorou para ser aceito na sua nova vida e agora não queria por tudo a perder por causa desse infeliz reencontro com seu tio. 

O ruim do faroeste é que a qualquer momento, um deles pode morrer. Link nem estava armado e por isso, pela hostilidade do bando, fiquei apreensiva de que fossem atirar nele a qualquer momento. Mas ele só ficou vivo pelo Dock, que ainda tinha confiança nele e o achava o melhor do bando pelos velhos tempos. Nota-se pelo desempenho no assalto ao trem, que o bando ou era inexperiente ou atrapalhado por natureza, pois como diz Dock, com apenas um homem armado no trem, não tiveram sucesso no assalto e ainda um deles foi baleado. Confesso que não havia prestado atenção nesse detalhe. Só sabia que havia um homem doente na cabana com o Dock e ele mandou um de seus subordinados dar fim ao sofrimento dele. Eu achava que era um refém ferido ou um deles sofrendo alguma doença. Nem imaginei que era um dos assaltantes do trem. Fez mais sentido ser assim. 

Dock gostava tanto de Link, que o perdoou pelo abandono assim que este concorda em ajudar no assalto ao banco. Mas o que nenhum deles imaginava, era que a cidade se tornasse uma cidade fantasma. Dock perdeu a cabeça quando todos foram para o assalto, pois ficando sozinho com Billie, a espancou e a violentou, o que deixou Link enfurecido. Que coisa horrível. Link conseguiu evitar que o bando fizesse mal à ela mas Dock sozinho acabou fazendo isso. Nojento. 

Billie acabou se apaixonando por Link mas ela sabia que ele era impossível, pois tinha família e eventualmente voltaria para eles. Não houve o clássico duelo dos faroestes, mas a história em si foi interessante. O cenário, meio desértico do velho oeste impecável nesse filme. Uma cena que achei divertidíssima foi a de Link no trem. Parecia ser sua primeira vez dentro de um trem e sua reação foi muito engraçada. Não conhecia ainda esse ator e pelo que li, este foi um dos seus últimos filmes antes de falecer em 1961. Com certeza seus filmes mais antigos foram um sucesso. Ele tinha cara de galã quando mais novo, mas daqueles típicos dos anos 40, 50. Se encontrar outros filmes de Gary Cooper, com certeza irei conferir. No mais, foi um ótimo filme.


Nota pessoal 9/10

sexta-feira, 6 de março de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Assassinatos e cookies de chocolate - Divagando Sempre

 

Olá Divosos leitores queridos. Hoje trago essa mistura de cookies e assassinatos, mas que acabaram não combinando para mim. 






A HISTÓRIA 

Após a morte do pai, Hannah volta a sua cidade natal Eden Lake em Minnesota para auxiliar a mãe e a irmã. Hannah é dona de uma cafeteria, Cookie Jar, onde sua especialidade são seus cookies caseiros. Lisa é sua ajudante na cafeteria e Hannah mora sozinha com seu gato Moishe. Ela não tem muito tempo sobrando mas sua mãe insiste em tentar lhe arrumar um namorado. Andrea, sua irmã mais nova, as vezes pede que ela cuide de sua filha enquanto trabalha e seu marido Bill é policial da cidade. A tranquilidade do local muda quando Ron, um entregador da leiteira Cozy Cow Dairy é encontrado morto, atrás da cafeteria de Hannah. Ela não teria se envolvido tanto se Bill não estivesse atrás de uma promoção no trabalho. Então, como uma civil cheia de contatos, ela vai tentar ajudar Bill a investigar quem seria o assassino.



Ano de publicação 2024

Páginas 416

Autor/a Joanne Fluke



Minhas divagações 

A história não foi tão interessante quanto imaginei que fosse. Os cookies em si descritos, talvez sejam a única coisa boa dessa história. Hannah, parecia ser uma personagem carismática e super inteligente. Mas achei seu interesse em solucionar o caso muito vazio. Ela conhecia o entregador? Sim. Foi atrás de sua loja? Sim. Mas, não tinha muito a ver com ela para que se intrometesse tanto a ser detetive. Eu havia pensado que ela investigaria por conta, por desconfiarem dela e pelos policiais não estarem fazendo seu trabalho. Coisa que não tinha nada a ver quando o policial em questão era seu cunhado. Hannah nunca foi considerada uma suspeita. Entre tantos suspeitos, pensei na ajudante da Hannah, em sua mãe e no Norman. Mas não havia o principal, o motivo. 

A ajudante da Hannah era suspeita, porque confesso que não havia prestado atenção nela no início. Mas ela tinha acesso ao local, poderia ter encontrado Ron e atirado nele. Depois chegar ao trabalho como se nada tivesse acontecido. Mas por que ela mataria Ron? A mãe da Hannah era só porque era insuportável mesmo. Queria arranjar encontros para a filha com qualquer homem da cidade. Cheguei a pensar que ela matou Ron achando que ele tinha interesse na filha e poderia atrapalhar outros pretendentes mas esse motivo era absurdo demais. Norman, achei que fosse pelo mesmo motivo, que estava interessado em Hannah mas via no Ron, um concorrente e o matou. Mas de novo, seria um motivo vazio. 

Não nego que as investigações de Hannah eram boas, porém, deixou Bill fazendo papel de idiota quando era ele quem deveria investigar, já que para ele seria mais fácil fazer as perguntas sem correr tanto risco quanto Hannah. Mais uma vez, não vi tanto motivo para ela arriscar sua vida investigando quem seria o assassino. Tudo para ela acontecia de modo tão fácil que fica difícil acreditar que uma simples civil que cozinha cookies, tenha um excelente faro de detetive. Nem nos momentos que deveriam ser tensos quando ela ficou cara a cara com o assassino, pareceu real de verdade. Ela fez o que todo detetive/policial faz que mais odeio, ir nos lugares perigosos sem avisar ninguém. E, muito conveniente ela conseguir dar conta do assassino e sem avisar o Bill, ele ir ao seu encontro. 

Fora que quando estamos aceitando e gostando de Norman, ela se interessa por outro e acaba tendo dois encontros com dois caras mas a história termina sem revelar se ela fica com algum deles. Tirando as receitas de cookies, tudo o mais acabou sendo sem graça. Eu gosto quando a protagonista investiga algo, mas gosto quando elas tem um motivo importante para fazer isso. Bill queria tanto a promoção mas deixou Hannah fazer a maior parte do trabalho. Acho que ela deveria mudar de profissão. Vi que tem mais livros dela e me pergunto se um dia lerei. Porque se o foco é assassinatos e cookies, Hannah vai continuar fazendo as mesmas coisas? Cozinhando e investigando assassinatos? No próximo ela vai escolher um pretendente? E muito clichê aparecer um policial novo e de cara se interessar pela Hannah. 

E no final teve um conto que comecei a ler mas como não tinha relação com o final da história, ou seja, não era continuação de nada, nem terminei de ler. O final foi meio agridoce. Descobriu-se o culpado e o motivo, mas foi tão sem graça, que toda a leitura foi uma perda de tempo. Hannah tem potencial para ser detetive, admito, mas se ela tivesse tido um motivo mais interessante para querer investigar, teria sido melhor. Ainda preferia a minha versão, onde desconfiavam dela como suspeita e para se livrar disso, ela investigava para limpar seu nome. Somente ajudar o Bill a desvendar o caso para ser promovido foi meio fraco. E ela que não estava interessada em romance, fica toda babona pelo policial novo? E só pela aparência? Muito desinteressante. Clichê demais. Eu acho que o Norman merecia uma chance. 

Não nego que os personagens até foram bem trabalhados, mas faltou mais motivação em tudo. Era tudo muito fácil para Hannah. Enfim, gostaria de poder dizer que amei a leitura, mas de novo, tirando os cookies, de resto foi medíocre demais. Muito insatisfatório. Pelo menos para mim. 


Nota pessoal 4/10

quinta-feira, 5 de março de 2026

[Review/crítica pessoal] Warcraft: o primeiro encontro de dois mundos - Divagando Sempre

 

Olá Divosos gamers. Hoje trago essa adaptação do jogo Warcraft que eu não conhecia mas achei o filme incrível. 






A HISTÓRIA 

O reino de Azeroth até então, vivia em paz, mas as coisas mudaram quando Orcs invadiram o local. Seu mundo está em extinção, então, Gul'Dan está procurando outros mundos para invadir e criar um novo lar. Gul'Dan usa a alma de prisioneiros para abrir um portal e assim chegam a Azeroth. Lothar investiga o local da invasão e mantém uma prisioneira, mestiça, meia-orc, chamada Garona, que acaba revelando os planos de Gul'Dan. O Rei tem plena confiança em Garona e planeja então um ataque para impedir que Gul'Dan abra o portal trazendo todos os Orcs de seu mundo para Azeroth. No entanto, Lothar desconfia de um traidor e junto de Hadggar, um jovem mago talentoso, tentam impedir que o portal seja aberto, enquanto uma sangrenta batalha acontece do lado dos Orcs. Entre eles, existe também a luta interna por traidores. 











Ano de lançamento 2016

Duração 2h 3m

Direção Duncan Jones

Elenco Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster, Ben Schnetzer, Dominic Cooper, Toby Kebbell, Robert Kazinsky, Daniel Wu



Trailer 







Minhas divagações 

Esse mundo de fantasia, de guerreiros humanos contra orcs, são sempre fascinantes. Não conheço o jogo, só ouvi falar de nome, então, minha opinião é somente sobre o filme, não faço ideia se foi fiel ao jogo. No entanto, acredito que para os fãs, a compreensão dos personagens com certeza foi melhor. Não que seja difícil descobrir, mas parece meia informação, pois sabemos quem são mas não suas histórias completas. 

Confesso que achei algumas partes confusas, mas, ainda assim foi uma produção excelente. Primeiro nos é apresentado a história de Durotan, ele e sua companheira esperam o primeiro filho e assim, pelo menos eu, criei expectativas sobre os Orcs, pois achei que a história seria deles. No entanto, quando aparece Gul'Dan, com uma espécie de poder, como o mago dos Orcs, dava para supor que uma grande batalha estava por vir. 

Já do lado dos humanos, simpatizei na hora por Hadggar, era óbvio que mesmo sendo jovem, inexperiente e meio atrapalhado, seria importante e forte no final. O Guardião, por não saber sua história, ainda assim, desconfiei dele desde o início, embora não fosse de todo sua culpa. No final, ele ainda conseguiu salvar muitas pessoas. 

Garona foi uma personagem que por mais que fosse carismática, suas decisões eram meio questionáveis. Parecia selvagem quando foi prisioneira dos Orcs, pois, aos olhos deles, ela não era um deles. Durotan a libertou mas ela foi pega por Hadggar e Lothar e levada ao Rei. Do nada, ela fica civilizada e ainda tem a confiança do Rei. No entanto, acredito que sua escolha na batalha, foi ideal, embora devastador. O Rei sabia o que estava fazendo e por isso confiou essa missão para ela. Muitos do lado do Rei, podem questionar sua atitude, entendendo de outra forma, mas foi isso que impediu de a luta continuar. 

Enquanto isso, Hadggar e Lothar lutavam para impedir que o portal fosse aberto, embora Lothar chegasse tarde no campo de batalha, ele ainda teve uma luta épica contra um Orc, recebendo o respeito dos demais guerreiros. O final não foi um final definitivo, acredito que se tivesse feito mais sucesso, poderia ter tido uma continuação. Esse universo poderia ser ainda melhor explorado. Tantas coisas para trabalhar melhor, como a história dos magos, como Medivh se tornou um Guardião, as histórias de Hadggar e Lothar. Como Gul'Dan conseguiu seu poder. O que é e de onde veio esse poder. Talvez nos jogos tudo isso seja mais explicado, mas aqui, faltou um pouquinho mais de detalhes. 

As criticas sobre o filme são bem variadas. Aquelas que saíram no lançamento do filme são bem negativas. Mas, outras após alguns anos e outras adaptações de jogos fracassadas, todos concordam que em se tratando de efeitos especiais, Warcraft foi muito bem feito. Se tivesse um roteiro um pouquinho melhor, seria um filme perfeito. As lutas foram sensacionais. As diferenças entre guerreiros eram gritantes, mas cada um lutava pela sobrevivência. O campo de batalha lembra muito Senhor dos Anéis. Eu amei o personagem Lothar, só achei meio questionável a intenção romântica que plantaram entre Garona e Lothar. A história do filho de Lothar, embora curta, de início, não gostei do rapaz. Não gosto muito desses filhos que querem seguir os passos dos pais, mas se arriscam de forma mortal em nome de alguma coisa. Seja honra, glória ou apenas para impressionar o pai. Não importa o motivo, esses filhos sempre me irritam, principalmente porque, se não for um protagonista, sabemos que no final, pode morrer. Não achei que ele teve um crescimento na história, principalmente porque não teve muito tempo de tela. Acho que sua presença e o fim dela, foi mais para motivar Lothar no que ainda estava por vir. 

E claro, o desfecho para parar a guerra, foi devastador, mas do modo que terminou, isso ainda não acabou. Uma pena não terem explorado a sequência. Tantos filmes piores que tiveram um segundo ou até terceiro filmes. Esse com certeza merecia uma continuação. Hadggar será o novo Guardião? E o filho do Durotan, acho que era filha? Não lembro. Mas tem história aí também. E Garona? O que será dela? Se ela e Lothar ficassem juntos, aí sim poderiam unir os povos. Seria interessante ver essa luta. Mas enfim. Por mais que desejássemos uma continuação, até agora ninguém se pronunciou. Então, infelizmente é isso. Se eu soubesse que seria tão bom e iria ficar triste porque não tem mais, talvez nem teria visto. Mas, valeu a pena de qualquer forma. 


Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 4 de março de 2026

[Resenha/crítica pessoal] Dias Perfeitos (livro) - Divagando Sempre

 

Olá Divas e Divos leitores. Hoje trago essa leitura que poderia ter sido melhor, mas faltou muita coisa. Terminei incrédula e decepcionada. Foi o maior vazio da minha vida literária. 






A HISTÓRIA 

Téo é um jovem estudante de medicina, que cuida de sua mãe paraplégica e quando não, está dissecando cadáveres nas aulas de anatomia. Um dia, por insistência de sua mãe, acaba indo em um churrasco com ela. Lá, ele conhece Clarice, uma jovem diferente de todas que já conheceu. Ela sonha em se tornar roteirista de cinema.  Ela está escrevendo um roteiro chamado Dias Perfeitos e isso faz com que Téo mostre interesse em ler para poder manter contato com a menina. Porém, apesar de sua despedida ter deixado Téo convencido de que a jovem se interessou por ele, passa a perseguí-la. Passando dos limites, ele acaba a sequestrando e a levando para casa. 

Embora sedada e com sua mãe em cima dele, Téo decide viajar com Clarice seguindo o roteiro dela e assim lhe dando mais inspirações para continuar escrevendo e também, quem sabe, com a convivência, ela vir a se apaixonar por ele também.  Porém, sua mãe não para de ligar, a mãe de Clarice também e ainda tem um ex namorado que fica insistindo em falar com Clarice. O casal passa alguns dias em Teresópolis e Breno aparece atrás de Clarice. Como ela estava em um chalé onde a família sempre alugava, Breno descobriu o endereço com a mãe de Clarice e foi atrás dela. Téo não aceitou bem e uma tragédia acaba acontecendo. Para não ficar mais tempo ali, Téo decide seguir viagem com a desculpa de Clarice continuar a escrever e também para seguir com o roteiro, indo para lugares onde as personagens de Clarice também foram. Em alguns momentos Clarice parece estar gostando de Téo, mas então, com a guarda baixa, Clarice o ataca e agora o prisioneiro é ele. 



Ano de publicação 2014

Páginas 280

Autor/a Raphael Montes



Minhas divagações 

Eu gosto de dar chances a escritores brasileiros porque geralmente a escrita é fluída e ótima de se ler. O início, embora meio instigante, meio parado, dava para relevar pois é o início da história. Estamos construindo o cenário, os personagens, criando a tensão da trama. Porém, muitas atitudes deixaram a desejar. Clarice por exemplo, eu nunca entendi essa menina. Vem de família rica, parecia destemida  e inteligente mas, achei meio ingênua quando Téo ligou para ela em um domingo de manhã para uma pesquisa e ela contou alguns detalhes de sua vida. Se, ela desconfiava que era ele, como deu a entender mais para frente, ela revelou onde estudava porque não sentiu perigo nele ou porque no fundo queria vê-lo atrás dela? Se, ela não tivesse respondido nada, ele teria tentado outros meios de encontrá-la? 

Onde Téo estudava, ele tinha um cadáver de estudo que chamava de Gertrudes. Li um comentário de alguém dizendo que a história dela era parecida com a de Clarice, mas não entendi muito bem quem era Gertrudes. Pelo que ele mencionou, era uma sem teto que deu permissão para que seu corpo fosse estudado? Ou algo assim. Não era possível ser uma vítima de Téo porque não tinha como negar que era a primeira vez que ele fazia tal coisa com Clarice. Se tivesse outras experiências, teria se saído melhor. Mas já dava para notar que Téo era estranho com esse relacionamento com Gertrudes.

Eu, particularmente acho difícil de ver histórias desse tipo. Ainda que aqui foi mais tranquilo porque apesar das algemas e outros apetrechos, Téo não abusou direto de Clarice. Mas, geralmente essas histórias são terríveis por conta disso. Vendo pelo lado prático, Téo parece ser iniciante nessa vida, mas conseguiu fazer tudo por sorte ou suas habilidades contribuíram? O fato de Clarice já ter data marcada para viajar foi sorte ou ele apenas usou essa oportunidade a seu favor? 

Clarice teve a melhor oportunidade de sua vida quando prendeu Téo, mas por causa de Breno ela colapsou? Não ficou claro o que ela sentia por ele. Na verdade, o que ela disse sobre Laura, acredito que seu interesse nela era maior do que em Breno. Se ela tivesse mantido Téo preso até a velha voltar, o que teria acontecido? Se ela tivesse matado Téo, como sairia dessa? Se ela não tivesse colapsado nada disso teria lhe acontecido no final. Mas aquele final não deixou de ser sinistro. Afinal, ela lembrava de algo? Ou foi só coincidência? E falando de final, não acredito que depois de tudo isso, termina assim. Minha conclusão seria então uma terrível crítica a justiça brasileira. O sumiço de Breno foi esquecido e apesar de tanta suspeita, Téo terminou daquele jeito. Estamos acostumados com histórias terríveis de sequestro e abusos, mas geralmente tem um final satisfatório. O suspeito pelo menos é preso ou morto. O final que tivemos aqui foi extremamente decepcionante. A não ser que o autor pense em criar uma continuação, caso contrário foi o pior livro que já li. 

Clarice era uma personagem insuportável. Não sei o que Téo viu nela. Talvez por ela estar sempre sedada, não pudemos conhecer ela melhor. Pois quando começou a aceitar Téo, sempre achei que ela estava mentindo, apenas para quando tiver oportunidade, dar uma lição nele. Pode ser que por Téo não abusar dela, porque aqui, no caso, ele não era um assassino estuprador. Ele era um cara esquisito obcecado pela Clarice. Então, ele achava que convivendo juntos, ele cuidando dela, uma hora ela fosse se apaixonar por ele. Um ponto de vista meio doentio. Mas fiquei na dúvida se devido a solidão, medo e tals, ela começou mesmo a sentir algo por ele. Eu sentiria nojo, ódio e medo constante. Não dá para saber o que um tipo desses vai acabar fazendo com você.  Quando o jogo virou, acreditei mesmo que essa história teria um final satisfatório. Eu preferiria um clichê do que esse final amargurante, decepcionante e que me fez odiar toda a leitura. 

Não dava para sentir empatia por Clarice nem ódio de Téo, porque não consegui conhecer eles melhor, entender suas personalidades. Téo tinha problemas, isso era óbvio. Mas não sei, nenhum dos dois me pareceu pessoas boas que só saíram dos trilhos pela pressão da sociedade. Embora Clarice tenha falado sobre seu relacionamento conturbado com a mãe, ainda foi algo superficial. Assim como a vida de Téo. Por que ele ficou desse jeito? E Clarice, amava mesmo Breno? Ou só ficou com ele para enfrentar a mãe. Enfim, teve várias coisas que me incomodaram. Mas acredito que a falta da descrição dos personagens foi o que me impediu de visualizá-los melhor. Na minha imaginação, Téo era meio gordinho, usava óculos e era feio. Por isso, Clarice não se interessou por ele. Já Clarice, imaginava loira e magra. Se o autor descreveu os personagens, em algum momento eu apaguei da memoria. Mas minha impressão dos dois eram essas. No mais, faltou um pouco de tudo mesmo. Foi a leitura mais vazia que já li. 


Nota pessoal 2/10

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