quinta-feira, 13 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Post Mortem: Fotos de Além - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago esse filme Húngaro que retrata uma prática usada há muito tempo... porém, aqui, capta algo maligno. 






A HISTÓRIA 

Próximo do fim da Primeira Guerra Mundial, Tomas, foi considerado morto e jogado em uma vala comum, no entanto, um soldado mais velho vê que ele ainda está vivo e o retira de lá. Seis meses depois, Tomas trabalha como fotógrafo junto a uma caravana itinerante onde o soldado mais velho que lhe salvou conta a sua história para ganharem dinheiro. Tomas tira fotos de familiares enlutados lhes oferecendo a chance de uma última foto com seu ente querido falecido. Assim ele conhece Anna, que vê seu trabalho e lhe pede para ir visitar sua vila, onde está cheia de mortos. 

Tomas a reconhece como a imagem que viu de uma garota quando foi encontrado morto e acha que voltou a vida por ela. Ao vê-la ali, viva, ele decide deixar a caravana e vai até o vilarejo da menina. Anna tem 10 anos e é órfã, morando com sua tia doente. Em sua vila, houve muitas mortes devido a uma doença e com o frio, o solo congelado, não teve como enterrarem os mortos. Ao chegar no local, Tomas sente a hostilidade das pessoas e o medo que paira no local. 

Inicialmente Tomas faz seu trabalho, mas conforme vai revelando as fotos, vê vultos atrás das pessoas vivas e começa a ouvir barulhos estranhos. Ninguém sabe o que está acontecendo ou de onde vem essa energia sinistra. Tomas e Anna passam a investigar mas cada vez mais, os vultos vão ficando agressivos atacando as pessoas e causando mais mortes. O povoado fica dividido entre o medo do desconhecido e a crença de que Tomas trouxe o maligno com ele. Receoso por sua vida e devido a hostilidade, ele tenta ir embora mas volta por Anna e juntos continuam a investigar o que está acontecendo na vila. 









Ano de lançamento 2020

Duração 1h 56m

Direção Péter Bergendy

Elenco Viktor Klem, Fruzsina Hais, Judit Schell



Trailer 




Minhas divagações

Eu, particularmente gostei demais dessa obra. Esse terror Húngaro foi muito melhor que alguns estadunidenses que estamos acostumados a ver. A vila em si já trás um ambiente desolado e sinistro. Talvez pelo frio, o clima já ajuda no isolamento das pessoas e no mau humor. A hostilidade contra Tomas, uma pessoa que veio de fora, chega a ser revoltante mas também compreensivo. Não sabemos o que foi falado sobre sua estadia ali. Seu trabalho, no minimo peculiar, já dá mostras de algo não natural. Se bem que, antigamente essa prática, por mais mórbida que seja, era normal, mesmo que dividissem crenças e opiniões. 

Anna foi uma personagem no mínimo curiosa. Por que ela apareceu como visão para Tomas? Por que no final ela foi com ele? Qual era o problema da cidade? Por que era assombrada por espíritos raivosos? Não entendi muito bem essa origem dos espíritos mas ter nos mostrado eles como vultos, para mim, foi bem assustador. Confesso que fui ver algumas críticas e para variar muita gente não gostou da obra. Vi vídeos de gente aconselhando a não perder tempo assistindo. Bom, por mais que eu não goste de um filme, eu posso até não recomendar, mas aconselho a ver mesmo assim, pois cada um tem sua opinião. 

O relacionamento de Tomas e Anna para mim, até então, era tipo pai e filha ou irmãos, não tinha visto nada demais ali, até ler comentários dizendo sentirem nojo do relacionamento dos dois. Não vi nada demais que demonstrasse algo nojento. No caso das perguntas em aberto, foi o que disse antes, não respondeu muita coisa não explicou nada na verdade. Mas, ainda assim foi algo diferente do qual estou acostumada. Eu achei que se teve alguma intenção de romance ali, foi da mulher que salvou Tomas. Na verdade, eu pensei que o tempo todo somente o Tomas via Anna, como ela havia aparecido para ele quando "morreu", pensei que ela estava o atraindo para a vila, para libertá-la de alguma maldição ou espírito maligno. Essa parte dela ter aparecido para ele ficou meio a desejar mesmo. 

Quando começaram a investigar perguntando a alguns moradores sobre o que teria causado essas assombrações e uma delas conta sobre uma espécie de ritual, achei que ia partir daí e que a tia doente da Anna tivesse a ver, já que no final aconteceu aquilo. Não nego que no quesito roteiro deixou muitas pontas soltas, mas, ainda assim foi instigante, embora o final possa ser meio decepcionante, mas a curiosidade para descobrir o que estava acontecendo, conseguiu me manter assistindo para chegar até o final. 

Por mais que algumas coisas possam ser meio duvidosas, foi interessante e um pouco tenso. Recomendo ver e tirar suas próprias conclusões, da minha parte, achei satisfatório. Como sempre digo, cada cultura trabalha o sobrenatural de formas diferentes e acho que foi o caso aqui. Mas gostei do ambiente desolado pelo frio, e embora tenha deixado muitas perguntas sem respostas, sigo acreditando que Tomas e Anna tiveram um relacionamento sadio de pai e filha ou irmão mais velho, do que o que as várias mentes poluídas preferiram julgar. Posso estar sendo inocente, mas estragaria toda a beleza da história. 

No mais, recomendo.

Nota pessoal 8/10

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Frankenstein (Por Guillermo Del Toro) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago essa história que vai além do terror. É cheia de sentimentos e camadas. Vale muito a pena. 







A HISTÓRIA 

Um navio dinamarquês preso no gelo, encontra um homem moribundo chamado Victor Frankenstein. Ao resgatá-lo são atacados por uma criatura imortal, onde temporariamente os tripulantes do navio conseguem detê-lo o afogando nas águas geladas. Porém, Victor ciente do que a criatura é capaz e sem muito tempo, começa a contar sua história para o Capitão Anderson.

Victor vinha de uma família onde o pai aristocrata, distante e abusivo e após a morte da mãe durante o parto de seu irmão mais novo William, ele adquiriu a incapacidade de aceitar a finitude e tomado pela arrogância, acredita que somente a ciência seja capaz de superar Deus. Assim, buscando partes de corpos entre soldados mortos durante uma guerra, ele constrói sua obra-prima, um corpo montado a partir de outros corpos. Porém, este revela-se ser uma decepção à Victor ao não ter paciência com sua criação afirmando ter criado um erro e decide destruir tanto a criatura quanto tudo ao seu redor. Victor consegue sobreviver a explosão que causou mas sua vida foi perseguida pela culpa e arrependimento de tudo que causou. 

Assim, a criatura alcança Victor no navio e conta seu lado da história. Após a explosão, ele conseguiu refúgio em uma cabana onde observava um velho cego e sua netinha e quando a família foi embora restando apenas o idoso, a criatura passa a conviver com o velho aprendendo a ler e entendendo mais sobre a vida e sua existência. Após um ataque de lobos, a criatura deixa o local com uma ideia em mente, procurar seu criador para que criasse uma companheira para ele, já que não poderia morrer, teria ao menos alguém para passar a eternidade juntos. A criatura encontra Victor e o confronto final se dá dentro do navio.











Ano de lançamento 2025

Duração 2h 29m

Direção Guillermo Del Toro

Elenco Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth, Christoph Waltz, Felix Kammerer



Trailer 





Minhas divagações 

Há muitas camadas nesse filme que eu não esperava encontrar. Nas quase duas horas e meia de história, você sabe que está sendo bom quando não vê o tempo passar. O início sendo o começo do fim é espetacular. E as partes divididas entre criador e criatura é sensacional. Não esperamos menos vindo de Del Toro. Mas, confesso que a história de Frankenstein para mim era conhecida só através dos gibis da Mônica, onde Maurício conta como Frank foi criado e pensando bem, agora faz sentido uma historinha dele onde ele pedia uma companheira. Nunca vi filmes antigos anteriores e ainda não li o livro original de Frankenstein, então assistir o filme foi algo surreal. Na minha concepção, seria algo bem mais horrível. 

Mas, Del Toro transformou a história em algo meio drama gótico, então, achei mais sentimental do que terror. Na verdade nem sei se a história de Frankenstein entraria no gênero terror, talvez pela atitude meio psicopata de Victor ao tentar superar Deus e criar algo a partir de outros corpos. Frank, apesar de ter matado alguns homens no navio até conseguir alcançar Victor, na verdade, tirando sua aparência, nada mais era do que uma criança em fase de crescimento, pelo menos na parte mental. Ele aprendendo tudo é a prova disso. 

Só não entendi a utilidade do irmão de Victor e sua noiva. O que deu a entender era que ela também sentia algo por Victor, e depois rejeitá-lo foi meio sem noção. Se só o tio dela tivesse entrado em cena, para apoiar as pesquisas e o experimento de Victor, já seriam suficientes. E como dessa interação entre Elizabeth e a criatura, ele sentir o desejo de ter uma companheira? Por que não um amigo? 

Enfim, acho que se Victor tivesse o mínimo de paciência como o idoso cego teve e esperado a criatura aprender mais, ele teria orgulho de sua obra. Embora ainda fosse algo grotesco e não natural aos olhos dos demais seres humanos. 

No quesito atuação, não nego que Jacob Elordi me surpreendeu, só o conhecia de nome e ainda pelo filme A barraca do beijo, que não tive interesse em ver. Então, a julgar pela diferença de personagem, acho que ele se superou aqui. Ele consegue transmitir a inocência e o ódio dessa criatura grotesca, também o peso de uma vida criada sem permissão, a dor da solidão por ser único mas no fim, ele compreende que sua existência pode ter um sentido nessa vida. 

Já Oscar Isaac não tem o que falar, já vem de outras grandes obras e geralmente seu trabalho é excelente. Aqui, ele supera as expectativas ao entregar um Victor amargurado e ao mesmo tempo cheio de paixão. Seu início empolgante a lá cientista maluco ao tentar levar adiante suas ideias foram sensacionais, e seu declínio ao perder tudo e o arrependimento do que criou, foram comoventes. Com certeza é uma obra que nos leva do terror a a compreensão do que é a vida. 

Já Mia Goth, não me recordo dela em nenhum outro filme e aqui, acho que faltou trabalhar mais na importância de sua existência. Ela apareceu para mexer com os sentimentos de Victor ou da criatura? Que parecia excêntrica isso é certo, mas acho que se tivesse tido mais tempo com a criatura e criado um vínculo maior, sua cena final talvez teria sido muito mais emocionante e com muito mais sentido. Essa parte achei meio vazia para mim, sem emoção. 

Agora o final de Victor, foi emocionante, assim como o navio, foi uma cena linda de se ver. Me pergunto se Del Toro poderia ter feito algo assim com Nosferatu. Talvez eu até gostasse mais da obra. Mas enfim. Só assistindo para sentir todas as emoções que Del Toro transmitiu nessa excelente obra. 


Nota pessoal 9/10

terça-feira, 11 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] O Menu - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Embora tenha muitos filmes de terror, dificilmente um me deixou completamente aterrorizada, no entanto, alguns nos proporciona muita diversão. 






A HISTÓRIA 

Tyler leva sua acompanhante Margot para Hawthorn, um restaurante exclusivo em uma ilha particular aos cuidados do chef Julian Slowik. Conhecem ainda os outros convidados Lillian Bloom, uma crítica gastronômica e seu editor Ted, os frequentadores ricos Richard e Anne, o astro de cinema fracassado George Diaz e sua assistente Felicity, os parceiros de negócios Soren, Dave e Bryce e a mãe alcóolatra de Slowik. 

Slowik apresenta uma série de pratos com histórias cada vez mais perturbadoras, no entanto, quando um subchefe comete suicídio e um dos convidados tenta fugir e tem seu dedo cortado, que o restante entende o quão louco Slowik se tornou. Slowik revela a importância de cada convidado exceto Margot, que inicialmente não fazia parte do programa, já que ela entrou de última hora no lugar da namorada de Tyler. Sendo assim, Slowik dá uma chance de escolha para Margot, ficar ao lado dos convidados ou da cozinha. Ao longo dos pratos e apresentações, depois de ter visto a casa de Slowik e visto uns recortes de jornais, Margot tenta uma saída para continuar viva. 










Ano de lançamento 2022

Duração 1h 46m

Direção Mark Mylod

Elenco Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Ralph Fiennes, Hong Chau, Janet McTeer, Judith Light, John Leguizamo



Trailer 





Minhas divagações 

Confesso que pensei que a história seguiria por outro caminho. A partir daqui com certeza terá Spoilers pois acho difícil comentar sobre sem deixar escapar algo relevante, então fiquem avisados. Talvez eu consiga comentar sem dar muitas pistas, mas acho difícil. 

De início temos o casal Tyler e Margot, que não dá para saber se são um casal há muito tempo ou se estão apenas se conhecendo ainda. Parecia que Tyler a estava levando para um lugar incrível para impressioná-la, no entanto, o motivo era outro. Começamos a achar estranho quando antes de entrarem no local, Margot não era esperada, pois a convidada de Tyler era outra pessoa. 

Os demais convidados, percebemos já suas personalidades fúteis, interesseiras ou golpistas, a partir de comentários sobre o local, comida e seus trabalhos. Mas, partir daí para o que o chef teria preparado para o grupo, foi totalmente inesperado. Primeiro porque eu achava que ele fazia isso sempre com os clientes, mas, tinha um casal que já havia ido ali várias vezes. Então, provavelmente o chef teve um ataque de loucura e preparou aquela noite fatal para esses convidados específicos. 

Claramente Margot era um incômodo, pois Slowik não sabia nada da moça, então por isso lhe deu a chance de escolher um lado. Mas, achei meio descuidado da parte dele quando ele a manda buscar um barril que seria necessário para o próximo prato, dizendo que Elsa havia esquecido, e vemos então que era um plano dele para as duas lutarem pela vida. Margot então depois de encontrar o quarto de Slowik e ver uns recortes de jornais, entende um pouco o que ele acabou se tornando. 

Embora tivesse algumas mortes, eu pensei que teria bem mais até Margot encontrar um jeito de sobreviver. Embora seu trabalho fosse questionável, em uma conversa com Slowik, os dois dizem que gostavam antes do que faziam. Uma pista para o que o chef tinha se tornado. Mas, nada supera a traição de Tyler. Desde o início achei ele insuportável e era muito estranho enquanto todos questionavam as atitudes do chef, Tyler continuava comendo a comida como se nada mais estivesse acontecendo. Achei seu final merecido, já que independente se sua acompanhante era Margot ou outra pessoa, ele sabia desde o inicio o que estava acontecendo. Por isso ele comia feito um idiota como se a refeição fosse a última da sua vida, um prêmio de consolação. 

Eu havia pensado que a cada prato alguém morreria, mas, pensando melhor, devido ao plano do chef, acho que faria mais sentido ter mantido todos juntos e vivos até o final. Mas Margot foi esperta, pois eu, jamais teria pensado naquela estratégia em um momento de pressão como aquele. 

Achei que o Menu seria muito mais estranho do que realmente foi, mas tirando que não teve nenhum terror, pois nem mesmo as ameaças de Slowik pareciam de fato assustadoras, uma vez que ele mesmo disse aos convidados que eles poderiam ter se rebelados mais e tentado fugir, mas só o que fizeram foi aceitarem seu destino. Talvez porque fosse uma saída melhor para alguns que tinham dívidas, imagem destruída ou estavam na beira do precipício vivendo de aparências. A não ser Margot, que realmente quis viver e sair dali. 

Minha conclusão é de que, como ela não era esperada, Slowik não teve o que usar contra ela e Margot não sendo esnobe como a maioria, conseguiu captar a essência de Slowik e o que ele perdeu ao longo dos anos servindo esse tipo de gente que eram seus clientes aquela noite. Por isso ele estudou cada um minuciosamente antes de aceitá-los em seu restaurante. O que de certa forma foi algo horrível, já que ele tinha um plano em mente e o executou. Minha pergunta seria: como ele conseguiu convencer os funcionários? Mas, de todos os pratos, com certeza o mais saboroso parecia o último pedido da Margot...

No mais, apesar de esperar por outra coisa mais horripilante, ainda assim, foi interessante. Na verdade, não existe nada mais horripilante do que o próprio ser humano. 


Nota pessoal 9/10

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

[ Review/crítica pessoal] Until Dawn: Noite de terror - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Seguindo ainda com a maratona de terror, hoje trago essa adaptação de jogo, que para mim foi até interessante. 







A HISTÓRIA 

Clover, Max, Megan, Nina e seu namorado Abe, estão refazendo os passos de Melanie, irmã de Clover que desapareceu há um ano. Ao pararem em um posto de gasolina, Clover descobre com o frentista do posto, que Glore Valley, uma cidade de mineração, costuma atrair pessoas que acabam desaparecendo com o tempo. O grupo então vai para lá mas uma forte chuva os faz buscar abrigo em um centro de visitantes. 

Lá, Abe encontra um quarto cheio de cartazes de pessoas desaparecidas, incluindo um de Melanie. Nina encontra um livro de visitas do centro e o assina, porém, mais tarde irão descobrir que todos os visitantes assinaram uma determinada quantidade de vezes, até descobrirem após a primeira morte, que estão presos em um loop, onde retornam a primeira noite após todos morrerem. 

Na segunda noite, o grupo vai descobrindo mais pistas e Clover vai parar em uma casa em ruínas, em frente ao centro de visitantes, onde antes não tinha nada e lá uma mulher idosa lhe diz que ela pode sobreviver a noite ou se tornar parte dela. Mas o grupo não resiste e morrem novamente. Assim, eles tentam ficar todos juntos trancados no banheiro mas ao beberem a água da torneira, explodem. Com isso, antes de morrer, Clover vê o frentista do posto. 

Recomeçando e agora com mais informações, o grupo tenta encontrar meios de fugir de Hill, o frentista do posto, que mesmo armando para Clover e a separando do grupo, eles precisam resistir a noite inteira se não quiserem se transformar em Wendigo, experimentos criados por Hill. Porém, na 13ª noite, o grupo acorda sem memórias de tudo o que passaram e Megan está desaparecida. Abe descobre que gravou as noites em seu celular e vendo as filmagens conseguem descobrir um pouco o que está acontecendo e seguem atrás de Megan. Essa é a última chance de sobrevivência. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 43m

Direção David F. Sandberg

Elenco Ella Rubin, Michael Cimino, Ji-Young Yoo, Odessa A'Zion, Maia Mitchell, Belmont Cameli, Peter Stormare



Trailer 




Minhas divagações 

Bom, descobri que é uma adaptação de jogo, que não conheço, mas achei que foi até interessante, embora tenha deixado questões em aberto, talvez para quem sabe em um futuro ter sequências e assim mais respostas. 

Um grupo de amigos indo para um lugar estranho foi bem clichê. Clover foi a personagem mais clichê de todos, aquela que não aceitava o desaparecimento da irmã e arrastou todos para seguir os últimos passos dela. A partir desse ponto poderia ser qualquer tipo de história, se já no início não soubéssemos o destino de Melanie. 

De cara já dava para perceber que o frentista era bem estranho. Mas eu achei que poderia ser manifestação da mente depressiva de Clover. Como não conhecia a história, assim que descobriram o que Hill fazia, cheguei a pensar que ela estava presa em um sanatório e teria delirado com tudo aquilo. Ou, que no caminho para o local, eles sofreram um acidente e ela foi a única que sobreviveu vivendo tudo aquilo em sua mente em coma. Porém, claro que nunca é o que imagino e quem conhecia o jogo já sabia da história. 

De longe, para mim, os melhores personagens foram Nina e Max. Ela vendo o covarde e egoísta que Abe era em situações de verdadeiro estresse e o acertando foi fenomenal. Nesses grupinhos sempre tem que ter um idiota que se acha o gostosão mas em situações de perigo, é o primeiro a fugir para se proteger. E Max, embora estivesse claro que só estava ali para ficar perto da ex, Clover, assumiu uma postura de líder e foi mais pé no chão  e sempre querendo manter todos em segurança. A única coisa que irritava, era sua obsessão pela Clover. Claramente ela tinha outras prioridades em mente. 

Filmes assim é assustador quando os seres aparecem do nada, porém, o mistério do loop não foi esclarecido. As criaturas eu entendi a existência, mas e o loop? Por isso eu acreditava nas minhas teorias loucas. Mas minha pergunta é: seria tão fácil assim escapar todos com vida? Ou no final realmente era coisa da mente perturbada de Clover que não aceitava a perda da irmã? E o que a irmã foi fazer naquele local se o que ela queria era sair da cidadezinha onde moravam? Ela só parou ali no posto e foi induzida pelo frentista a conhecer a cidade de mineração ou ele a pegou ali mesmo? Não, ela foi por curiosidade pois assinou o nome no livro de visitas. E por que Hill disse a Clover que seus experimentos são manifestações da depressão e dos medos da Clover? Como assim? Por isso, ainda seguia acreditando que era tudo coisa da mente dela. Mas, tirando tudo isso, ainda foi uma boa história. 

Mas fica a dica de todos os filmes de terror com jovens, não importa os motivos que levaram eles até ali, pode ser que nenhum deles voltem com vida no final. Embora a Clover tivesse motivos por não aceitar o desaparecimento da irmã, como culpa, explica muito do porque ela arrastar todos para um fechamento dessa parte da tristeza dela. Porém, acho que foi mais egoísmo do que qualquer outra coisa e no final, além de perder a irmã,  ainda causou sofrimento aos amigos. 

Mas recomendo, sempre pela experiência, se será boa ou ruim, aí depende de você. 

Nota pessoal 10/10

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Skinamarink: Canção de ninar - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago esse filme muito falado, mas que para mim, não foi grande coisa. 






A HISTÓRIA 

Duas crianças, Kaylee de 6 anos e Kevin de 4, após um estranho acidente, acordam no dia seguinte com o pai desaparecido além das portas e janelas também. Os irmãos dormem na sala de estar vendo desenhos antigos gravados em fitas de vídeo, quando coisas estranhas e sons, começam a acontecer. Embora aparentemente estejam sozinhos, não parecem assustados. Mas tentam permanecer juntos. 







Ano de lançamento 2022

Duração 1h 40m

Direção Kyle Edward Ball



Trailer 





Minhas divagações 

As vezes, antes ou mesmo durante um filme, eu procuro informações para ver se vale a pena ou para entender melhor a história, quando eu não estou entendendo nada. Skinamarinki inicialmente, havia visto muitas críticas falando o quanto o filme era bom, então, empolgada fui conferir. A primeira vez que comecei a ver, gente, eu dormi logo após os 20 minutos de filme e quando acordei, parecia que estava ainda no início, pois não havia mudado nada. Óbvio que voltei de onde me lembrava ter parado e tentei ver de novo. Nunca um filme de "terror" me deu tanto sono. Da segunda vez consegui terminar porém tive picos de cochilos ainda. Não digo que o filme seja detestável, mas a lentidão de tudo é muito monótono. 

Também tem a questão de ser um filme experimental, então antes de sair detonando negativamente, creio que pela experiência de algo diferente, foi interessante. Os personagens são duas crianças que acordam sozinhas na casa e percebem que portas e janelas desaparecem. O ângulo das filmagens não é focado nas crianças, só vemos movimentos de pés e ouvimos suas vozes. Além de uma voz que aparentemente parece ser de uma entidade maligna. Confesso que não entendi muito da história, mas no início vemos que uma das crianças sofre uma queda e aparentemente o pai ainda está junto. Isso levou a alguns deduzirem que uma delas então, poderia estar em coma.

Na verdade, não sei o que pensar desse filme. Fui conferir induzida pelos comentários sobre ser o melhor filme de terror lançado naquele ano. Não lembro de ter visto muitos comentários sobre, então não sabia muito o que esperar da história. Mesmo sendo filmado de forma diferente, ainda achei que teria algum contexto mais revelador. Por se verem sozinhas na casa, onde as luzes se apagavam sozinhas, eu teria ficado mais apavorada do que essas crianças aparentavam. O pai não estava e elas agiam com muita naturalidade. Parecia que nem sentiam medo. 

O desenrolar foi muito lento, cansativo e arrisco a dizer que foi muito chato. Principalmente porque não teve explicações de nada. Por isso, talvez, seja mais fácil aceitar a teoria do coma. Que uma das crianças, como mostrou no início, seria sonâmbula e teria caído e se ferido e com isso, estava em coma vivendo aquele momento sinistro. Eu, aceitaria mais se tivessem revelado se tinha alguma entidade maligna mesmo. Já que é um terror, o pai teria sido morto pela entidade e agora estava brincando com as crianças antes de matá-las. Mas nem as próprias pareciam estar assustadas. Como venho falando ultimamente, esses filmes que visam buscar mais o terror psicológico, está deixando o verdadeiro terror de lado. Nesse em questão, se tivesse um jump scare teria sido até mais recompensador. Mas foi lento e confuso. 

Porém, quem gostou, acredito que tenha entendido qual a intenção da história, da minha parte, não entendi muito bem, por isso não curti muito. Era tudo muito escuro, embora termos uma perspectiva diferente da situação foi instigante. Não nego que fiquei curiosa para saber o final, mas, todo o processo para chegar nele, foi ainda mais confuso. Apesar de parecer promissor, para mim, não valeu a pena. 

Como já comentei algumas vezes, eu gosto de histórias que tenham explicações, embora já esteja acostumada e conformada que algumas histórias de terror, deixam a desejar. Mas, por mais que o filme fosse algo experimental, acho que sentir sono no que seria um filme de terror, quer dizer muita coisa né. Poderia pelo menos ter revelado o que aconteceu ao pai. Morreu? Foi embora? Era tudo sonho ou delírio das crianças? O local tinha algo assombrado?  Por que só aparecia os pés e se escutava os sons? Qual foi o sentido desse experimento? Era a visão de alguma entidade que ficava debaixo das coisas? As crianças que eram um experimento? Ou só foi gravado assim porque o criador tinha orçamento limitado e quis fazer algo simples? Ou seja, achei qualquer coisa menos assustador. Perturbador apenas por ter me dado sono. 

E a pergunta que não quer calar é como crianças tão pequenas, não se sentiram apavoradas pelo pai ter desaparecido, pelas portas e janelas terem desaparecido, por estarem sozinhos a noite? Como conseguiam ficar na sala vendo desenho como se o pai estivesse apenas tomando um banho? Acho que esse foi o maior mistério para mim. Já vi filmes com crianças maiores ficarem apavoradas por menos. 

Mas, recomendo ver para ter sua própria experiência. 


Nota pessoal 2/10

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Kamisama no Iutoori (As The Gods Will) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Hoje trago esse filme cheio de jogos mortais. 






A HISTÓRIA 

Shun Takahata é um estudante do ensino médio que passa seus dias na escola ou em casa jogando vídeo games. Entediado ele anseia por mudanças. Eis que, de repente, ele se vê no meio de um jogo mortal e agora precisa jogar para sobreviver. O primeiro jogo é Daruma San Ga Koronda. Onde o boneco Daruma dá as costas aos estudantes mas quando vira de volta para eles, aqueles que se mexerem, são mortos. Ele tem um botão nas costas e  aquele que conseguir apertar o botão, será o vencedor. 

Shun sobrevive e ao sair da sala, encontra Ichika, uma colega de infância e juntos procuram uma saída, indo parar no ginásio, onde o próximo jogo irá começar. Dessa vez o jogo é Maneki Neko, onde os alunos vestidos de ratos, tentam acertar um sino do tamanho de uma bola de basquete, no aro presa a coleira de um gato gigante. Amaya vence o desafio e ele, Shun e Ichika passam para o próximo jogo. 

Porém, os vencedores são colocados juntos em grupos de quatro conforme ordem alfabética por nome. Takahata reencontra Takase, onde enfrentam o próximo jogo Kagome Kagome, onde um de cada vez, os alunos são vendados e precisam acertar qual das quatro bonecas Kokeshi está parada atrás de você. Shun e Takase passam para a próxima fase. 

Ao seguirem para o próximo jogo, reencontram Amaya e Ichika. Mais três jogadores se juntam a eles no Shirou Kuma, onde deverão responder as perguntas do urso e aquele que estiver mentindo morrerão. Shun descobre o truque do urso e passam para o final, Matrioska. Embora todos sobrevivam, a rodada final se baseia simplesmente em sorte, restando apenas dois sobreviventes, onde são libertados e o mundo contempla os vencedores entre os estudantes no mundo todo. 












Ano de lançamento 2014

Duração 1h 57m

Direção Takashi Miike

Elenco Sota Fukushi, Hirona Yamazaki, Ryūnosuke Kamiki, Mio Yūki, Shota Sometani, Nao Omori



Trailer 




Minhas divagações 

Vi esse filme alguns anos atrás, mas com certeza o jogo mais marcante é o primeiro, do Daruma. Sim, muitos podem associar ao Dorama Round 6 e até vi uma matéria falando sobre plágio. Bom, eu, particularmente não vejo nada demais. Achei as duas obras interessantes e a única coisa parecida seria só a brincadeira do Daruma com a Batatinha frita, onde os bonecos matam aqueles que se mexem quando os bonecos olham para a frente. Fora isso, o contexto dos jogos foram completamente diferentes. 

Aqui, envolve algo mais complexo e fictício sobre estudantes presos nas escolas, tendo que jogar jogos mortais para sobreviver. Eles não quiseram participar por vontade própria como em Round 6, que você era selecionado e poderia escolher participar ou não valendo um prêmio milionário. Histórias com jovens estudantes são sempre mais marcantes. Como Batle Royale, onde estudantes são escolhidos e obrigados a matarem um ao outro até apenas um sobreviver. Seria como Jogos Vorazes. 

Shun, vivia uma vida entediante como de qualquer adolescente, embora Amaya fosse o típico vilão que fazia bullying e gostava de tacar o terror nos outros. Seria estranho se eu dissesse que torcia por ele? Embora não dê para negar que no final, ele chegou ao extremo e seus motivos de se divertir com os jogos, eram dignos de psicopatas. 

Eu, não passaria do segundo jogo, ou talvez do terceiro, que era das bonequinhas, jamais acertaria quem estaria atrás de mim. As mortes do Daruma, podem parecer meio hilárias por causa das bolinhas de sangue, embora ainda fossem chocantes também. Porém, não me lembrava com muitos detalhes do restante dos jogos. E o final ficou meio que a desejar para mim, como se futuramente pudesse ter uma sequência, que acredito que se fizessem, teria história ali ainda. Pois não foi especificado de onde veio o poder para criar esses jogos e capaz que seria coisa de Deus, já que matava adolescentes adoidado. Ainda mais para encontrar finalistas que sentissem satisfação na morte, ou seja, em se sentirem vivos em situações de morte. 

Se os jogos aconteciam em várias escolas pelo mundo, eventualmente supõe-se que os sobreviventes teriam que se enfrentar. Como ninguém conseguia desvendar de onde veio esse poder? Como algo dessa magnitude conseguia prender alunos em diversos lugares do mundo e ninguém conseguia uma aproximação? Esse sim é o típico terror sem explicação. 

Não achei ruim quem sobreviveu, embora fosse cruel, sabíamos que nem todos por quem torcíamos poderiam chegar até o final, mas como eu disse, eu só queria saber de onde veio esse poder para criar esses jogos. Sim, gosto de saber de onde veio, o motivo e a conclusão de tudo. Porém, ainda assim não deixou de ser uma obra interessante. 

Embora o sobrevivente sempre seja aquele que aparece em primeiro lugar sofrendo de alguma forma. No fim, por mais que seja ordinário, consegue ser o mais inteligente e sobreviver. Ao longo desses jogos, sempre acabamos conhecendo outros alunos e até tendo preferidos, embora desde o início sabemos quem será o vencedor, torcemos secretamente para que consigam burlar o sistema e mais de um sobreviver. Mas o que é mais comum, é explorar o desespero das pessoas e ver até onde seriam capazes de chegar para sobreviver. Você se sacrificaria por outra pessoa? Eis a questão. 

Mas, sempre tive memórias de que era um filme bom. E realmente é. Recomendo. 

Nota pessoal 10/10

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Alice no País das Trevas - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Mais um conto transformado em terror... de modo insatisfatório.






A HISTÓRIA 

Alice, após perder os pais em um incêndio, vai morar com sua avó Beth em uma casa isolada na floresta. Alice passa a se sentir mal e sua vó entre xícaras de chá para curar a neta, lê para ela a história de Alice no país das maravilhas. Alice então passa a ter sonhos estranhos onde mistura com a realidade e a história que sua avó está lendo, embora seus sonhos sejam muito mais cruéis. Ao final, Alice acaba desvendando todo o mistério que envolve sua avó e a casa onde moram. 









Ano de lançamento 2023

Duração 1h 17m

Direção Richard John Taylor 

Elenco Rula Lenska, Steve Wraith, Lizzy Willis, Triana Terry, Leone Kessel, Lacey Bond



Trailer 





Minhas divagações 

Agora virou febre pegar contos de fadas ou personagens carismáticos e transformar em terror. Já vi do Ursinho Pooh e Peter Pan, agora veio Alice no País das Maravilhas. Porém, no quesito terror, Ursinho Pooh sai ganhando. Peter Pan e Alice me parece mais um terror psicológico e dos ruins. 

O que eu poderia esperar da Alice né. Qualquer coisa menos o que de fato foi. Os personagens da Alice original até apareceram, mas achei muito confuso. Talvez porque misturava sonho e realidade. Para quem está assistindo, desde o início é muito óbvio que a vó Beth é sinistra. É muito óbvio que teria algo naquele chá. E o motivo da vó fazer tudo o que fez, foi extremamente raso. 

Achei muito confuso misturarem os personagens em sonhos de forma sinistra. Talvez, tivesse sido mais atraente se a Beth fosse louca e achasse que sua casa era parte do mundo de Alice no País das Maravilhas e para torná-la mais real, tivesse matado pessoas vestidas com os personagens da história e agora, elas apareciam em sonhos para alertar Alice do perigo que corria. Não gostei muito da forma como usaram os personagens. Prefiro minha versão e confesso que esperava que realmente fosse algo desse tipo. 

Terror sobrenatural ou psicológico não vi nada. Só vi uma senhora que gostava de fazer chá e ler para uma menina que enfrentava o luto e passou a misturar sonho com realidade. Apenas o final teve um leve toque grotesco na revelação das intenções da avó e em como tudo terminou, porém, ainda assim, de modo completamente insatisfatorio. Nem consigo comentar muito sobre esse filme, pois além de ser curto, o que aqui por um lado é ótimo, não tem muito o que trabalhar em cima. Atuações horríveis. Roteiro fraco. Terror zero. Não recomendo se estiver procurando um terror, mas, como sempre digo, é ver para crer né. Nem todos tem o mesmo gosto e alguém deve gostar desse filme. Mas, da minha parte, achei que poderia ter sido melhor. 

Eu me lembro vagamente da Alice do conto original, mas me pergunto se era tão ingênua assim. Ou, talvez ela só confiasse na avó, porque por mais sinistra que fosse, é família e costumamos associar as avós com fofurice. Mas muitos filmes de terror, já nos mostraram que as aparências enganam. Fica de lição também que, quando alguém insiste demais para que você coma ou beba algo, desconfie das intenções. Como Alice não percebeu como era forçado demais a avó insistindo para que bebesse o chá? E o motivo para tudo isso? Acho que teve um motivo para o filme ser tão curto. Como aceitaram produzir isso? 

Como o título não se refere exatamente a Alice no País das Maravilhas, entendo terem tentado fazer uma história contrária a original. A referência de ser no País das Maravilhas ficou somente no livro que a avó lia. Não vi onde estava o sentido de ser notado País das Trevas. Sinceramente? Pensei que Alice fosse morar com a avó e indo para a floresta onde esta disse para não ir, Alice cairia em um buraco vivendo o verdadeiro horror, no mesmo lugar que a Alice original, porém sendo muito mais assustador. Como sendo perseguida por um Coelho assassino ou gato maligno e por aí vai. Ou Alice só delirava mesmo pelo luto e sonhou com a história que a avó lia mas em forma de pesadelo. Ou seja, nada que possamos tentar imaginar consegue melhorar esse filme. Fora a péssima atuação dessa Alice, nada convicente. Parecia mais anestesiada ou drogada e no fim, era tudo fruto da sua mente em colapso. Era melhor assim.

No mais, não recomendo, poupando o tempo de vocês, confiem. 


Nota pessoal 1/10

terça-feira, 4 de novembro de 2025

[Review/crítica pessoal] Lobisomem (2025) - Divagando Sempre

 

Olá Divosos do terror. Acreditei que pudesse ser interessante, mas minha concepção de lobisomens nesse caso, é completamente diferente. 






A HISTÓRIA 

Blake, vive em São Francisco com sua esposa Charlotte e sua filha Ginger. Seu relacionamento com a esposa não anda muito bem, então, quando recebe a certidão de óbito de seu pai, que fazia anos estava desaparecido, ele decide viajar com a família para a casa do pai, onde cresceu. Embora suas lembranças do pai e do local sejam terríveis, ele acha ser uma boa oportunidade para aprofundar seus laços familiares com a esposa e filha. 

Anos atrás, Blake caçava com seu pai e embora existissem boatos sobre a floresta atrás da casa, seu pai secretamente estava caçando algo que os atacou em uma tarde de caça. Blake havia ficado assustado pois não imaginava o que poderia ser tal criatura misteriosa. Como fazia décadas que não retornava ao local, Blake acaba se perdendo e encontra um morador local, Derek, que vai com eles para mostrar o caminho. Mas antes de chegarem na casa, são atacados por uma criatura. Derek é morto e Blake arranhado no braço. Conseguem se abrigar na casa então, mas Blake começa a se sentir mal. 

A criatura continua espreitando do lado de fora enquanto Blake cada vez mais perde seu lado humano, deixando Charlotte preocupada. Em alguns breves momentos de consciência, Blake tenta fazer de tudo para proteger sua família, como lutar contra a criatura antes dele mesmo se transformar, fazendo Charlotte tomar uma decisão drástica. 









Ano de lançamento 2025

Duração 1h 43m

Direção Leigh Whannell

Elenco Christopher Abbott, Julia Garner, Matilda Firth



Trailer 





Minhas divagações 

Bem, histórias de terror, dependendo da maneira que são contadas, podem ser marcantes e assustadoras. Porém, algumas podem acabar perdendo o sentido se não forem bem contadas. Eu sempre digo que gosto de saber o início da história, da lenda, do boato, pois sempre tem uma origem. Aqui, em nenhum momento foi mencionado que as criaturas eram lobisomens. A minha percepção de lobisomem é completamente diferente do mostrado aqui. Não nego que a originalidade de mostrar algo improvável, que não esperávamos, como uma transformação horrenda, sem romantismo de tudo, foi interessante. Mas, eu ainda preferiria as histórias dos lobisomens que se curavam de ferimentos, que se transformavam em lobos e tinham a versão humana e só morriam com balas de prata. Mas, tirando essa fantasia, foi interessante sim o modo como foi mostrado essa nova visão dessas criaturas. Mas, parou por aí. 

Blake saiu da casa do pai o mais rápido que conseguiu. Formou família e nunca mais voltou pra casa. Seu pai estava desaparecido e ele nunca se importou? Por que voltaria para lá, se não tinha boas lembranças do lugar nem consideração pelo pai? Que coisas ele tinha que tirar do pai, sendo que este estava desaparecido a anos. Era mais fácil ter deixado a propriedade como estava e mandado alguém para avaliar e vender. Se já não estava bem com a esposa, viajar para um lugar sinistro não iria uni-los mais. 

E, que filha mais chatinha essa que ele tinha. De início, foi até fofinho mostrar o vínculo que tinham, mas em situação de perigo, que menina insuportável. Ou seja, essa família não tinha nada que fizesse você torcer por eles, temer por eles ou se apaixonar por eles. Blake foi completamente egoísta em relação ao pai e negligente com sua família. E, Julia Garner não me impressionou em A Hora do mal e não faria isso aqui. História sem graça, sem emoção, atuações duvidosas e não revelou de onde surgiu essa infecção que transformavam em lobisomens e o final quis dizer o que? Acabou ali ou teria mais infectados por aí? 

Teria sido mais interessante se no minimo no início, mostrasse o pai de Blake pesquisando sobre essa história e alertando e instruindo o filho sobre o que poderia existir naquela região. Só mostrou Blake pegando o pai conversando sobre uma criatura misteriosa no rádio. E depois o menino cresce, casa, tem uma filha e leva a família para esse lugar que ele havia fugido quando mais novo? Acho que poderia ter sido de outra forma, que ele recebesse a notícia do pai que estava muito doente e queria lhe ver ou algo assim. Ou alguma outra coisa melhor do que receber uma certidão de óbito que o fizesse retornar para aquele lugar. 

A relação entre eles foi totalmente desprovida de sentimentos. Até o encontro suspeito com Derek foi estranho. Ele parecia arredio com Blake sem motivo. A não ser que soubesse de algo. E o que ele estava fazendo ali sabendo que estava escurecendo? Se fosse como as histórias fantasiosas de lobisomens, eu até suspeitaria de que ele fosse um. Mas enfim, foi interessante constatar que minha percepção dessas criaturas é muito limitada. Vi pouca coisa sobre e meu entendimento de lobisomens se baseiam em filmes ou séries como Crepúsculo ou Diários de vampiros, então... fiquei chocada sim com esse lobisomem horroroso. Mas não foi isso que tirou a glória da história, foi tudo horrível mesmo. Terror? Nenhum. Agora, se tivessem matado a menina, aí sim seria uma história chocante, traumatizante e horrível. Eu consigo imaginar várias possibilidades, mas como sempre, vou além do que realmente é. Eu particularmente não gostei, mas recomendo ver porque cada um é diferente. 

Acho que o que valeu a pena, foi ele ter descoberto porque no fim seu pai estava desaparecido. Depois de tantos anos, você voltaria para casa sabendo que não tem nada para você lá? Se tivesse pelo menos trabalhado mais na origem dessa história, acho que teria sido um pouco melhor. Não foi muito convincente o motivo de levar a família para lá. Se, quando ele soubesse que seu pai foi realmente dado como morto e tivesse uma carta ou testamento em algum lugar dizendo que se passasse tantos anos e ele não desse notícias é porque estaria morto e o filho deveria lacrar a casa e nunca mais voltar lá, aí sim teria um mistério que talvez fizesse o filho querer dar uma olhada na propriedade e uma vez lá, lembranças poderiam sugir em sua mente. Seria mais aceitável pelo menos para mim. 


Nota pessoal 3/10

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